segunda-feira, 15 de novembro de 2010

“Para mim o viver é Cristo”

A frase que está servindo para título deste artigo foi dita pelo apóstolo Paulo quando escreveu à Igreja de Filipos, carta essa conhecida como Filipenses.

Olhando para o livro de Atos dos Apóstolos e para as cartas que Paulo escreveu, tanto a igrejas como a pastores, podemos conhecer a biografia daquele grande servo de Deus. Paulo era um fariseu, profundo conhecedor da lei mosaica e fervoroso adepto de sua religião, o judaísmo. Ele era tão zeloso pela sua religião que perseguiu ferozmente a Igreja de Cristo. Vejamos o seu testemunhou sobre o assunto perante o rei Agripa em Cesaréia, quando estava preso por causa do Evangelho: “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos;... encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.” At 26.9-11.

Esse homem, feroz perseguidor da Igreja, teve num determinado dia, uma experiência de conversão a Cristo na estrada de Damasco. A partir daquele momento, a vida de Paulo mudou completamente, tudo se fez novo. O Espírito de Deus gerou nele uma nova vida, com novos propósitos, novo alvo, nova dinâmica, a ponto dele testemunhar que, para ele, tudo se resumia em Cristo. “Para mim o viver é Cristo”. A vida só tinha sentido pleno para Paulo quando vivida em inteira consagração ao seu Senhor, que lhe tirara do lamaçal do pecado. Escrevendo aos Gálatas, Paulo disse o seguinte: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gl 2.20.

Meus queridos irmãos, um dia nós fomos também alcançados pela graça salvadora de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus através do seu Espírito gerou uma nova vida em nosso ser. Ele ainda graciosamente nos comissionou para fazermos a sua obra, para servi-Lo com intensidade, pois Deus tem um programa a ser executado neste mundo e nós, como servos seus, somos parte integrante e importante desse projeto.

Ser um seguidor de Cristo é coisa muito séria. Espera-se do seguidor de Cristo uma dedicação exclusiva. Só dessa maneira é que agradamos a Deus. “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” Lc 9.23. “E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus” Lc 9.59,60.

Assim sendo amados, consagremos a nossa vida ao Senhor e a sua causa, e vivamos de uma forma dedicada completamente a Ele e para a glória dele.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 30 de outubro de 2010

Um Coral como instrumento de louvor

Deus no seu programa eterno determinou a existência da Igreja tanto na sua expressão universal como na sua expressão local. A Igreja Universal se expressa neste mundo através da Igreja local a quem Deus deu quatro grandes ministérios a serem exercidos no cotidiano de sua vida eclesiástica: Adoração, Edificação, Proclamação e Beneficência.

Para o exercício desses ministérios de uma forma eficaz o Senhor concedeu aos componentes da Igreja dons naturais e/ou espirituais.

A todos o Senhor graciosamente concedeu a voz para, dentre outras coisas, expressarem a sua gratidão ao Pai Celestial em forma de louvor, que faz parte do ministério da adoração da Igreja. Ainda nessa linha de raciocínio o Senhor graciosamente deu as vozes timbres diferente com sonoridades de baixo, contralto, tenor e soprano, que são as vozes que harmonizadas formam um coral.

A primeira notícia que temos na Bíblia de um coral organizado mais ou menos nos moldes atuais é da época do rei Davi (1 Cr 25.1-39). Nessa organização três homens se destacaram: Asafe, Hemã e Jedutum. Os seus filhos eram cantores e instrumentistas. Todos somavam 288 pessoas consagradas para o serviço no santuário. “E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao SENHOR, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito” 1 Cr 25.7. Esses cantores que, sob a orientação de seus pais, celebravam ao Senhor eram levitas, separados por Deus exclusivamente para esse ministério.

Diz-nos o texto sagrado que esses homens quando exerciam o seu ministério de louvor estavam profetizando, ou seja, estavam trazendo uma mensagem cantada em nome do Senhor. E essa mensagem era uma mensagem abençoada e abençoadora que servia para edificação, consolação e exortação, conforme Paulo nos revela sobre o ministério profético na Igreja. “Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação” 1 Co 14.3. Ainda sobre o assunto é bom lembrar que esse coral cantava os salmos disponíveis na época. O livro de Salmos da Bíblia Sagrada era o hinário do povo de Deus do passado.

Ainda de acordo com o texto sagrado os componentes daquele coral eram pessoas preparadas, mestres na área do cântico. Evidentemente se eram mestres é porque eram especialistas, treinados para se apresentar nas celebrações no santuário. Isso implicava em ensaios e treinamentos contínuos, pois eles entendiam que deviam se preparar melhor para bem servir ao Senhor. É bom lembrar também que não era só o preparo técnico que faziam para se apresentar no santuário, mas também cuidavam da vida devocional para manterem a unção do Espírito sobre eles, pois, estavam profetizando na casa do Senhor (1 Cr 25.1).

Amados, hoje estamos celebrando ao Senhor pelo aniversário do Conjunto Coral da III Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa. Agradecemos a Deus pela existência do Coral Filhos do Rei, pela vida desses abnegados irmãos que fazem essa instituição e que tem se doado para melhor servir ao Senhor na área para a qual foram chamados. A todos manifestamos a nossa gratidão como Pastor Titular da III IEC/JPA, mui especialmente ao Presb. Adelson Alexandre, diretor do DLOV, a Murilo, diretor do Coral e a Christyanne, regente. Queira o bondoso Deus recompensar a esses irmãos bem como a todos o restante da diretoria do coral e aos coristas, filhos do Rei.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Pastorado

A Igreja, tanto na sua expressão Universal como na sua expressão Local, é uma instituição divina, sendo Jesus o supremo Pastor da mesma. “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua ida pelas ovelhas” Jo 10.11 (Veja ainda 1 Pe 5.4).
De acordo com o plano estabelecido por Deus desde a eternidade, o Senhor constituiu dentro da Igreja local o ofício de Pastor, para tomar conta daquela porção do seu rebanho. “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e inteligência” Jr 3.15. “E ele mesmo deu uns para... pastores e mestres” Ef 4.11. Segundo se extrai dos dois textos citados, o Pastor é uma dádiva de Deus a Igreja visando tomar conta dela, apascentá-la. Isso pressupõe uma chamada divina específica para esse oficio e traz como conseqüência uma benção de Deus para o ministério pastoral.

A Bíblia ainda estabelece o perfil para o ministério pastoral que é encontrado nas cartas pastorais de Paulo 1 Tm 3.1-7 e Tt 1.5-9.

Esse ofício é reconhecido pela Igreja que apresenta o seu candidato para a respectiva ordenação junto à associação de

igrejas que a mesma é filiada. Uma vez ordenado, o Pastor recebe autoridade divina para exercer o seu ministério de acordo com os dons naturais e espirituais concedidos por Deus a ele.

Nas Igrejas de nossa Denominação (Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil), os pastores para exercerem o seu ministério junto a uma Igreja local, precisam ser escolhidos por elas, mediante eleição democrática dos seus membros. Uma vez eleito pela Igreja e empossado no ministério pastoral, entende-se que a vontade de Deus foi manifestada através da decisão da Igreja.
O Senhor Jesus ordenou que a Igreja sustentasse condignamente o seu pastor, ou seja, que disponibilizasse as coisas necessárias para que o mesmo tenha as suas necessidades materiais e as de sua família atendidas. “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” 1 Co 9.14. “e o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” Gl 6.6.

Se por um lado Deus ordenou que o Pastor fosse um exemplo para o seu rebanho (Hb 13.7; 1 Pe 5.3), ordenou também que as ovelhas obedecessem às orientações do Pastor no cotidiano do seu ministério. “Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria, e não gemendo, porque isso não vos seria útil” Hb 13.17.
Para ajudar o Pastor em seu ministério, Deus deu a Igreja duas outras categorias de oficiais, que são os Presbíteros e Diáconos. Esses ofícios dentro da Igreja local devem fortalecer as mãos do Pastor e ajudá-lo a gerir as coisas da Igreja, os primeiros na área espiritual e os outros nas suas temporalidades.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Os pais no programa divino

Deus ao criar o ser humano o fez macho e fêmea. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gn 1.27. Ao macho (homem) o Criador deu a capacidade de fornecer a semente para que no ventre da fêmea (mulher) fossem gerados os filhos e assim a família fosse constituída, segundo o programa divino. Ainda segundo esse programa a procriação deve ser feita num ambiente familiar, sob a bênção do matrimônio.

Cada pessoa de uma família faz parte do programa divino, com a responsabilidade de promover a glória de Deus, crescer e se multiplicar e povoar a terra. “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a;...” Gn 1.28.

Além do papel natural de fornecer a semente para a geração de filhos, Deus deu prioritariamente ao pai, o papel de educador, ou seja, de ensinar aos seus filhos, inclusive através do exemplo, as coisas relacionadas a Deus, para que eles possam temê-lo, experimentá-lo e viverem felizes neste mundo e na eternidade. “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” Dt 6.6,7.

Tratando ainda do papel do pai no programa divino deve-se entender que cabe a ele e também a mãe a responsabilidade de suprir a sua família com as coisas necessárias para a sua subsistência, além de assegurar o futuro dela.

Tratando-se de um pai crente é seu dever ainda cuidar da vida espiritual de seus filhos. Ele é o responsável diante de Deus, junto com a sua mulher, de criar os seus filhos de acordo com os ensinamentos bíblicos. “E vós, pais,... criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” Ef 6.4. Ainda nessa área o pai não deve se esquecer de que sobre ele pesa ainda a grande responsabilidade de orar incessantemente pelos seus filhos. “Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas” Lm 2.19.

Como modelo bíblico de um homem que tinha uma consciência real de seu papel de pai de acordo com o programa divino, identificamos o patriarca Jó. O texto sagrado diz desse pai que ele era extremamente zeloso pela vida espiritual de seus filhos, intercedendo por eles continuamente ao Senhor. “Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente” Jó 1.5.

Caríssimo pai, você que recebeu de Deus a graça da paternidade, neste dia em que comemoramos o Dia dos Pais, parabenizamos-lhe por esta data e ao mesmo tempo lhe convidamos a reconhecer a Jesus como Salvador e Senhor de sua vida e a aceitá-lo, se ainda não fez isso, e a consagrar a sua vida ao Senhor se já professou a sua fé em Cristo, servindo-O com dedicação através da Igreja da qual faz parte.

Que Deus abençoe aos pais que fazem a III IEC/JPA, tanto aos que assistem no templo sede bem como aqueles que assistem nas suas Congregações. Feliz Dia dos Pais!

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

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