sábado, 14 de dezembro de 2019


PERGUNTA 29. Como nos tornamos participantes da redenção adquirida por Cristo?
R. Tornamo-nos participantes da redenção adquirida por Cristo pela eficaz aplicação dela a nós pelo Seu Santo Espírito.
Ref. Jo 1.12; 3.5-6; Tt 3.5-6.
Nosso Comentário: O Evangelho está alicerçado em dois fatos históricos bem definidos: a morte e a ressurreição de Cristo. Essa mensagem de boas novas é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer. Sabemos pela Bíblia Sagrada que a culpa do pecado de Adão foi imputada a sua descendência de tal maneira que que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). Diz-nos ainda a Bíblia que o homem está mortos em seu delitos e pecados, completamente inabilitado para as coisas de Deus mormente no que se refere a salvação em Cristo Jesus (Ef 2.1). O texto sagrado ainda nos revela que a obra de conversão do pecador a Cristo se dá pela poderosa ação do Espirito Santo. Ele é o encarregado de gerar, mediante o Evangelho, uma nova vida no homem que está morto espiritualmente.  O texto de João 1.12,13 diz que a aplicação dos méritos de Cristo na vida do pecador é uma obra de Deus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”. Ainda em João 3.5,6, encontramos que o novo nascimento é uma obra gerada pelo Espirito Santo. “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. Escrevendo para Tito, Paulo esclarece mais essa questão: “não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador” Tt 3.5,6. Um dos caso emblemático sobre o assunto é o de Lídia, relatado em At 16.13-15, quando se diz que Deus abriu o seu coração para crer em Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti  



PERGUNTA 28. Em que consiste a exaltação de Cristo? 
R. A exaltação de Cristo consiste em Ele ressurgir dos mortos no terceiro dia; em subir ao Céu e estar sentado à mão direita de Deus Pai, e em vir para julgar o mundo no último dia. 
Ref. 1Co 15.4; Ef 1.20-21; At 17.31. 
Nosso Comentário: no artigo anterior do Breve Catecismo tratou-se do Estado de Humilhação de Cristo, ou seja, da encarnação do Verbo, dos sofrimentos de Cristo, da morte e do sepultamento do Senhor Jesus Cristo. Nesta questão, o enfoque é dado no Estado de Exaltação de Cristo, que se compõe das seguintes etapas: a ressurreição de Cristo, a ascensão do Senhor, a entronização de Cristo e a Segunda Vinda do Senhor e o consequente desdobramento. No programa divino já estava previsto que o Cristo morto e sepultado iria ressurgir dentre os mortos. Essa profecia que se encontra no Salmo 16.8-10, é citada por Pedro no seu discurso no Dia de Pentecostes, referindo-se a Cristo (At 2.31,32). Ressurreto o Senhor, esteve com os seus discípulos quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus. “aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus” At 1.3. Em seguida, o Senhor ascendeu aos Céus e lá foi entronizado como rei do Universo e Senhor da Igreja: “o qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22 (Veja ainda Sl 110.1; Mc.16.19; At 2.33; Rm 8.34; Ef 1.20-23; Hb 1.3). Ainda no Estado de Exaltação de Cristo está prevista a segunda vinda do Senhor para buscar a Sua Igreja e estabelecer o seu reino eterno. A segunda vinda do Senhor será uma vinda pessoal (Jesus mesmo virá), física (com o corpo que ressuscitou dentre os mortos), visível (todo o olho o verá), gloriosa (acompanhado com os anjos do Céus), e repentina. Atrelado a segunda vinda do Senhor, como consequência natural, na visão reformada, está o arrebatamento da Igreja, a ressurreição dos         mortos e o consequente juízo final (Mt 24.29-31; 25.31-56).  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A morte de Estevão


A morte de Estevão (At 7.54-8.1)
O resultado do longo sermão de Estevão foi do ponto de vista humano altamente negativo, pois não houve arrependimento nem conversão, muito pelo contrário, os ouvintes, os membros do Sinédrio, umas setenta pessoas, ficaram enfurecidos e rilhavam os dentre contra ele. Contrário ao coração furioso daqueles homens, o coração de Estevão estava cheio da graça de Deus e ele testifica para eles uma visão que Deus lhe estava dando: “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” At 7.55,56. Com essa declaração Estevão assinou a sua sentença de morte, pois dizer perante o Sinédrio israelita que o Jesus que vivera entre eles, estava vivo e a direita de Deus (a direita de Deus é a prestigiosa posição de autoridade ocupada por Jesus nos Céus) era uma blasfêmia aos olhos daqueles incrédulos judeus. (A condenação de Estevão foi similar à do Senhor Jesus – pretenso pecado de blasfêmia). O texto nos diz que eles furiosos expulsaram Estevão do recinto, e levando-o para fora de Jerusalém o apedrejaram.  Enquanto as pedras choviam sobre Estevão ele, ensanguentado, invocava o nome do Senhor Jesus pedindo que Ele recebesse o seu espirito nos Céus. Nessa oração Estevão, como um cristão genuíno que era, pediu a Deus que perdoasse o pecado de seus algozes e, dizendo isto, morreu. Em seguida o texto nos revela que um tal de Saulo, que mais tarde ouviremos falar muito dele, consentia com a morte de Estevão.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                   

A defesa de Estevão

A defesa de Estevão (At 7.1-53)
Diante do tribunal judaico, Estevão quando interrogado pelo sumo sacerdote israelita fez a sua defesa, e nessa defesa faz uma digressão da história do povo de Deus a partir do seu fundador Abraão. Depois ele faz menção aos patriarcas detendo-se um pouco no relato sobre José e a provisão que Deus fizera para a família patriarcal quando da terrível fome que se abateu pelo mundo de então. Em seguida Estevão, na sua digressão, enfatiza a vida de Moisés e os seus feitos no meio do povo de Deus, inclusive do fracasso de Israel em adorar o bezerro de ouro. Seguindo as Escrituras no seu relato histórico chega ao rei Davi, que tinha a pretensão de construir um santuário para Deus em Jerusalém, o que foi feito por Salomão seu filho. Em seguida, Estevão questiona a exclusividade do templo em Jerusalém como o lugar de adoração a Deus. “mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura, não fez a minha mão todas estas coisas?” At 7.48-50. Depois Estevão passa de acusado para acusador, chamando a liderança religiosa de Israel de homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, e de sempre resistirem ao Espirito Santo de Deus como fizeram os seus pais, quando não deram ouvido a voz profética de Deus em Israel, quando esses profetas anunciavam a vinda do justo (o Messias). Por fim Estevão os acusa de terem traído e assassinado o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti   




Estevão perante o Sinédrio


 Estevão perante o Sinédrio (At 6.8-15)
O texto em apreço enfoca o ministério do Diácono Estevão que se destacava no ministério da Palavra. Diz-nos também o texto que através de Estevão, Deus fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Em Jerusalém na época tinha uma sinagoga chamada de Sinagoga dos Libertos composta de judeus e prosélitos vindo da Cilicia, de Alexandria e de Cirene, os quais discutiam com Estevão, ou melhor, se opunham a ele, mas não conseguiam prevalecer contra ele, pois Estevão estava cheio do Espirito Santo e firmado na verdade da Palavra de Deus. Os opositores de Estevão não podendo vencê-lo através de argumentos, usaram de um expediente doloso que foi contratar testemunhas que depuseram contra ele. “Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu” At 6.11-14. A acusação contra Estevão diante do Sinédrio israelita foi que ouviram dizer que Jesus destruiria o templo de Jerusalém e mudaria o costume que Moisés lhes dera. O texto sagrado nos diz que os componentes do Sinédrio ao olharem para o rosto de Estevão viram que o mesmo brilhava como se fosse o rosto de um anjo de Deus.    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
                        



A Instituição dos Diáconos

A Instituição dos Diáconos (At 6.1-7)

 Depois do conflito dos apóstolos com o Sinédrio israelita, que foi apaziguado pela intervenção do rabino Gamaliel, o livro de Atos registra a primeira dificuldade interna enfrentada pela comunidade de crentes: “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária”. At 6.1. Vemos no texto, que o primeiro problema interno na Igreja foi uma espécie de descriminação: um grupo estava sendo mais prestigiado do que o outro, isto na área da beneficência. Tal situação ensejou a intervenção dos apóstolos para a solução do problema, que foi a instituição do Diaconato, que seria escolhido pela Igreja em assembleia e consagrado para tomar conta desse importante assunto. Os doze apóstolos traçaram o perfil espiritual dessas pessoas, a saber: Homens de boa reputação, cheio do Espirito Santo e de sabedoria. Os sete homens com esse perfil, escolhidos pela Igreja, foram: “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia”. At 6.5. Depois de escolhidos pela Igreja, esses homens foram consagrados ao ministério diaconal pela imposição das mãos dos apóstolos, que lhes conferiu autoridade espiritual para exercer o Diaconato. A instituição do Diaconato que iria gerenciar a beneficência da Igreja, permitiu que os apóstolos se dedicassem a oração e ao ministério da Palavra (At 6.4). Escrevendo a Timóteo (1 Tm 3.8-13), Paulo, pelo Espirito Santo, amplifica o perfil para o Diaconato, a saber:  Homens honestos, não de língua dobre, não dado ao vinho, não cobiçoso, marido de uma só mulher, que governe bem a seus filhos e a casa. O texto termina informando que a Igreja em Jerusalém estava na época em continuo crescimento.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O parecer de Gamaliel (At 5.33-42)


O parecer de Gamaliel (At 5.33-42)
O texto em apreço, nos diz que as autoridades religiosas de Israel que inquiriram os apóstolos ficaram indignadas pela resposta dada por eles e resolveram matá-los, mas um dos ilustres componentes do Sinédrio, chamado Gamaliel, conceituadíssimo mestre em Israel, interveio e mandou retirar os apóstolos do recinto e advertiu ao restante do Sinédrio a ter mais cautela no tratamento da questão. Depois de tecer algumas considerações sobre distúrbios passados recente em Israel e as consequências funestas para a vida de seus líderes, ele disse estas célebres palavras: “Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus” At 5.38,39. O resultado da intervenção de Gamaliel foi que todo o Sinédrio concordou com ele. Chamados novamente a presença das autoridades, os apóstolos foram açoitados e ordenados a não falar mais sobre o nome de Jesus Cristo. O texto nos diz que eles ficaram felizes pelo fato de ter tido o privilégio de sofrer afronta por causa do nome de Jesus. A proibição das autoridades não foi levada em consideração, pois eles já tinham dito que importava mais obedecer a Deus do que aos homens. “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” At 5.42. O Senhor Jesus já tinha dito que sofrer por causa do Evangelho deve ser motivo de satisfação por parte dos cristãos (Mt 5.10-12). A mesma coisa foi dita por Paulo (Fp 1.29) e Pedro (1 Pe 2.21).  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


A Prisão dos Apóstolos


A prisão dos apóstolos (At 5.17-32)
Devido à grande quantidade de pessoas que buscavam a Igreja para ser curadas de seus males, o sumo-sacerdote e os saduceus, um dos segmentos do Sinédrio israelita, encheram-se de inveja e aprisionaram os apóstolos do Senhor.  Guardados na prisão pública de Jerusalém, os apóstolos receberam a visita de um anjo do Senhor que os libertou da prisão de forma miraculosa, e deu-lhes uma ordem de Deus que os apóstolos fossem ao templo e anunciassem o Evangelho de Cristo. Os guardas que foram buscar os apóstolos a mando do sumo sacerdote, expressaram-se assim: “Achamos o cárcere fechado com toda a segurança e as sentinelas nos seus postos junto as portas; mas, abrindo-as, a ninguém encontramos dentro.” At 5.23. Informados de que os apóstolos encontravam-se no templo, as autoridades religiosas mandaram buscá-los, mas sem violência para que não houvesse tumulto entre o povo. Quando na presença das autoridades, eles foram arguidos desta maneira: “Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem” At 5.28. Essa arguição ensejou a Pedro e os demais apóstolos dizerem que importava mais obedecer a Deus do que aos homens. Em seguida, eles anunciaram o Evangelho diante do Sinédrio, dizendo que o Cristo que morrera, Deus o ressuscitara e com o seu poder o exaltara como Príncipe e Salvador, para conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. Em seguida, os apóstolos disseram que Deus os constituíra testemunhas do Evangelho, não só a eles, mas também a todos que recebessem o Espirito Santo no ato da conversão a Cristo.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

       Os apóstolos fazem muitos milagres (At 5.12-16)
Depois do juízo de Deus sobre o casal Ananias e Safira por ter mentido ao Espírito Santo no caso da oferta dada a Igreja, o texto sagrado nos fala sobre os prodígios feitos pelos apóstolos do Senhor Jesus em Jerusalém. No início de sua vivência, a Igreja de Cristo se reunia num alpendre chamado Pórtico de Salomão que era uma das áreas anexa ao templo de Jerusalém. É-nos digo que o povo que ia cultuar a Deus no templo tinha uma profunda admiração pela Igreja. É-nos dito também que o número de crentes em Cristo cada dia crescia mais. Em relação as maravilhas que Deus operava naqueles dias, o texto de Atos nos diz assim: “de sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados” At 5.15,16. O Senhor Jesus quando chamou os seus apóstolos deu-lhes poder para curar os enfermos e expulsar os demônios (Mt 10.1; Mc 16.17,18). No livro de Atos nos é dito que, quando da pregação do Evangelho nos dias apostólicos, o poder de Deus em curar os enfermos se manifestava. “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!” Mc 16.19,20. No caso especifico do texto em apreço nos é dito que muitas gente das cidades vizinhas traziam os doentes e endemoninhados para as reuniões da Igreja, e todos eram curados.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                 

sexta-feira, 25 de outubro de 2019


                  Ananias e Safira (At 5.1-11)
1Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos.
3Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? 4Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. 6Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. 7Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. 8Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. 9Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. 10No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido. 11E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.

Nosso Comentário

Na efervescência do início da Igreja em Jerusalém, a liberalidade era uma nota dominante. Vimos no artigo anterior, que Barnabé tinha um terreno e o vendeu e entregou o valor integral aos apóstolos. No texto em apreço vemos um casal fazendo algo parecido. Ananias e sua mulher Safira resolveram vender um terreno e com o dinheiro da venda ofertar para a Igreja, só que uma parte do valor foi retido pelo casal e entregue a Igreja a outra parte. Quando o dinheiro foi trazido, na presença de todos, Pedro disse para Ananias estas pesadíssimas palavras: “... Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus” At 5.3,4. Em seguida, o texto nos diz que Ananias ouvindo a sentença divina caiu fulminado por Deus e foi sepultado. Quase três horas depois, Safira chegou na Igreja e é arguida por Pedro sobre o valor da venda do terreno, e Safira confirmou a informação dada pelo marido, prova de que os dois estavam num mesmo propósito de enganar a Igreja de Cristo. Veja o que Pedro disse a ela: “... Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti” At 5.8,9. Safira, ao ouvir essas palavras, caiu fulminada e foi sepultada pelos mesmos que sepultaram o seu marido. O resultado desse juízo de Deus sobre dois membros da Igreja em Jerusalém foi que um grande temor se apoderou de todos.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti        


PERGUNTA 27. Em que consistiu a humilhação de Cristo?
R. A humilhação de Cristo consistiu em Ele nascer, e isso em condição baixa, feito sujeito à lei; em sofrer as misérias desta vida, a ira de Deus e amaldiçoada morte na cruz; em ser sepultado, e permanecer debaixo do poder da morte durante certo tempo.
Ref. Lc 2.7; Fp 2.6-8; Gl 4.4; 3.13; Is 53.3; Mt 27.43; 1Co 15.3-4. Nosso Comentário: no estudo da Cristologia encontramos os Estados de Cristo (Estado de Humilhação e Estado de Exaltação). A pergunta em questão trata do estado de Humilhação de Cristo. Nesse estado é enfocada a vida de Jesus como homem, ou seja, a Sua encarnação, os seus sofrimentos, a sua morte e o seu sepultamento. É sabido pelos evangelhos de Mateus, Lucas e João bem como pela carta de Paulo aos Gálatas, que o Logos divino, o Filho de Deus, encarnou por obra e graça do Espirito Santo no ventre da bendita virgem Maria. O Cristo pré-existente assumiu uma natureza humana limitada pelo tempo e pelo espaço, e veio tabernacular conosco, daí o seu nome Emanuel - Deus conosco. Os sofrimentos de Cristo são identificados nos Evangelhos e nas cartas apostólicas, culminando com a sua morte vicária na cruz do Calvário e o consequente sepultamento, que é o estágio final desse estado. O texto de Paulo aos Filipenses nos dá uma ideia clara sobre a vida dramática vivida por Jesus: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” Fp 2.5-8. O fato do todo-poderoso Filho Deus, igual ao Pai em essência e em atributos, decidir se esvaziar de Sua glória e vir a este mundo caído para viver entre nós e morrer na cruz por vontade da Santíssima Trindade, ser considerado maldito e receber sobre si a ira de Deus por causas dos pecados dos outros, é uma poderosa manifestação da bondade, misericórdia e amor de Deus dispensados a nós pecadores. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                                                     


Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...