sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É Natal!

Dentre as festas de final de ano o Natal ocupa papel preponderante. E deve ser assim porque o Natal fala do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, da sua vinda a este mundo para salvar os pecadores perdidos, que estavam afastados de Deus. Infelizmente fora do circuito cristão pouca compreensão há desse extraordinário evento.

No mundo consumista em que vivemos, mesmo dentro do circuito cristão evangélico, o Natal tem perdido o seu verdadeiro significado, que foi substituído por uma época cuja ênfase é a troca de presentes, é em festas, jantares, almoços, etc. Nada contra esse momento em que as pessoas se desdobram em gentilezas e generosidades, apenas lamentamos que essa visão distorcida atinja à vida daqueles que professam a fé em Jesus. Mas os verdadeiros crentes em Cristo não têm perdido de vista a preciosidade da mensagem natalina, pois, eles estão em contato permanente com as Escrituras, que sempre sinaliza o verdadeiro curso da vida cristã.

Nesta reflexão vamos nos reportar as origens do Natal baseadas nas Sagradas Escrituras e no que ele nos veio proporcionar.

No programa divino o Natal não é algo que teve origem em Belém da Judéia, Numa estrebaria, numa manjedoura. Ele já estava definido antes que o mundo viesse a ser mundo. O primeiro vaticínio do Natal encontra-se em Gênesis 3.15 quando nos é dito que da semente da mulher nasceria aquele que esmagaria a cabeça da serpente. A mulher de que fala o texto é Maria, aquele que esmagaria a cabeça da serpente é Cristo e a serpente o diabo. A segunda profecia sobre o Natal encontra-se em Gn 12.3 quando é dito que o Messias seria descendente de Abraão, e que ele seria o motivo de bênçãos para todas as famílias da terra.O terceiro vaticínio encontra-se em Gn 49.10 onde nos é dito que o Cristo seria descendente da tribo de Judá. É dito também nas Escrituras que Jesus seria descendente de Davi, o grande rei de Israel. O profeta Isaías foi quem mais falou acerca do Messias vindouro. Numa de suas profecias ele disse que Jesus nasceria de uma virgem, dando a entender que a sua concepção seria de forma miraculosa, como de fato aconteceu, de acordo com Mateus e Lucas, pois ele nasceu por obra e graça do Espírito Santo sem o concurso do homem. “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, Que traduzido é: Deus conosco” Mt 1.22,23. O profeta Miquéias (5.2) vaticinou que o Messias nasceria na cidade de Belém, na Judéia, Israel. Outros profetas bíblicos também fizeram menção ao Natal de Jesus (Lc 24.27,44,45).

Mas chegou o tempo do Natal de Jesus. Paulo disse que isso aconteceu no tempo designado por Deus. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher,...” (Gl 4.4). O fato histórico do Natal de Jesus é narrado pelos evangelhos de Mateus e Lucas. Quando Jesus nasceu foi feita por um dos anjos de Deus a seguinte proclamação: “... Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” Lc 2.10,11.

No programa redentor o fato histórico do Natal de Jesus é o primeiro grande evento. O segundo é a sua morte e a consequente ressurreição, seguido da ascensão do Senhor.

Amados, regozijemo-nos na presença de Deus pelo Natal de Jesus e pelo que ele fez por nós, principalmente por nos ter trazido a salvação eterna.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cooperadores de Deus

Deus em si mesmo é completo, absoluto, todo-poderoso, capaz de fazer todas as coisas que lhe aprouver. Ele, segundo as Escrituras, tem um programa a ser executado no universo, especialmente entre os seres humanos, e para executar esse programa não precisa do concurso de ninguém. “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido” Jó 42.2. Ele poderia se quisesse salvar todos os seres humanos apenas com o poder de sua palavra, bastando para isso decretar que assim fosse feito. “Ainda antes que houvesse dia, eu sou;...; operando eu, quem o impedirá?” Is 43.13.

Esse Deus verdadeiro, sublime, mesmo sem precisar, pois, pode fazer tudo o que lhe apraz, decidiu salvar os pecadores através da pregação do Evangelho. “Mas o nosso Deus está nos céus; faz tudo o que lhe apraz” Sl 115.3, “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” 1 Co 1.21. Deus ainda graciosamente constituiu aqueles que têm fé em Jesus como seus colaboradores. Essa constituição divina dá aos crentes em Cristo um privilégio extraordinário de ser participe do programa redentor, pois a eles foi dada a incumbência de anunciar aos outros seres humanos o que

Jesus fez na cruz em favor deles. Escrevendo aos coríntios Paulo disse que nós que já fomos alcançados pela graça divina, somos cooperadores de Deus. “Porque nós somos cooperadores de Deus;...” 1 Co 3.9.

Encontramos na Bíblia alguns exemplos de pessoas que se conscientizaram dessa missão dada por Deus, de serem cooperadores do Evangelho, e procuraram levar outros à presença de Jesus, senão vejamos: “Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus...” Jo 1.41,42. “Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” Jo 1.45. “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: - Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?” Jo 4.28,29.

Conscientes dessa verdade, precisamos nos envolver com a obra do Senhor e darmos a nossas parcela de contribuição para que outras vidas sejam alcançadas com a mensagem redentora do Evangelho. A titulo de sugestão: que tal nos esforçarmos para trazer os nossos familiares para o culto de hoje à noite a fim que eles possam ouvir a mensagem do Evangelho que poderá salvar-lhes da perdição eterna? Por que não nos envolvemos ainda com o programa redentor ajudando outros a pregar o Evangelho, contribuindo financeiramente para que essa obra seja feita? Por que não freqüentarmos os cultos de oração da Igreja quando ela está reunida orando pela salvação das almas perdidas e nos unirmos nesse abençoado propósito de clamar a Deus pelas almas que perecem, principalmente aquelas que fazem parte do nosso círculo de relacionamento (pais, filhos, irmãos, netos, e outros parentes)? E salvai alguns arrebatando-os do fogo; tendo deles misericórdia com temor...” Jd 23.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti