Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Celebrando a Deus
segunda-feira, 22 de julho de 2013
A mulher na Igreja
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Quem é o meu próximo?
As Misericórdias do Senhor
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Vencedor por Cristo
terça-feira, 30 de abril de 2013
Uma decisão acertada
Louvando a Deus
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O que é mais importante?
A declaração acima não é correta à luz das Sagradas Escrituras e pode levar o ouvinte a colocar a igreja do Senhor num segundo plano, num lugar onde não deve estar, senão vejamos:
A igreja do Senhor não passou a existir no Dia de Pentecostes com a descida do Espírito Santo sobre aqueles cento e vinte irmãos do passado. A existência da igreja do Senhor é desde a eternidade, conforme a Bíblia revela: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.4,5. As Escrituras dizem ainda que o Cordeiro de Deus, o Salvador da igreja, no programa redentor, já fora considerado como morto antes da fundação do mundo, ou seja, antes da existência da família (Ap 13.8). Na história, antes do Pentecostes, a igreja existia de forma velada, embrionária, mas existia. Os salvos antes da manifestação histórica da igreja (Adão e Eva, Abel, Sete, Enos, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, e tantos outros) já faziam parte da igreja na sua expressão universal ou invisível.
A igreja é o grande projeto de Deus desde a eternidade, revelado em Sua Santa Palavra. A Bíblia diz que ela é a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. Por ela o Filho de Deus veio a este mundo e morreu na cruz do Calvário para redimi-la. Ela é a menina dos olhos de Deus. De todas as coisas do universo nada é mais importante para Deus do que a sua igreja, a qual o seu Filho resgatou com o seu próprio sangue (Veja At 20.28). Para ela Deus preparou desde a eternidade as coisas mais gloriosas que existe. Ela é agora a noiva do Cordeiro, mas depois do Arrebatamento, será a sua esposa amada.
Quanto à família, ela é uma instituição divina porque foi Deus quem a instituiu, mas é terrena. Através da família o Deus eterno dá continuidade ao seu programa redentor. É uma experiência para o homem na face da terra. A família desfaz-se para o indivíduo quando da ocorrência de sua morte e, consequentemente, desfazem-se todos os seus laços familiares. O Salvador disse que lá no Céu não se casam nem se dão em casamento, as pessoas redimidas serão parecidas com os anjos de Deus.
Em algum momento do seu ministério, o Salvador deparou-se com a questão de quem era mais importante aos olhos de Deus, a família ou a igreja. O episódio deu-se quando Ele estava ministrando sobre o reino dos Céus, e sua mãe, e irmãos vieram falar com ele. Devido o recado de alguém que os seus familiares estavam ali e queriam falar com Ele, Jesus deu-lhe a seguinte resposta: “... Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe” Mt 12.48-50.
Queridos, amemos a nossa família e a valorizemos até onde pudermos valorizá-la, mas saibamos que a igreja do Senhor é mais importante do que ela, e por isso tem prioridade sobre a mesma em quaisquer circunstâncias.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Primeiro a obrigação depois a devoção?
O Senhor Jesus em suas andanças pela Judéia entrou em certa ocasião na casa de Lázaro que tinha como irmãs Marta e Maria. O texto sagrado nos diz que quando Jesus entrou naquela residência Maria aproximou-se dele e assentou-se aos seus pés para ouvir a Palavra de Deus, enquanto Marta, preocupada com os afazeres domésticos, estava perdendo a grande oportunidade de está aos pés do Senhor usufruindo de sua presença. Em dado momento Marta dirige-se ao Senhor e faz-lhe uma observação nestes termos: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude”. Amorosamente o Salvador lhe diz: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária” e conclui dizendo que Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe seria tirada.
Amados, devemos nos lembrar que o Filho de Deus veio a este mundo encarnado na pessoa de Jesus. A Bíblia diz que o Verbo se fez carne, assumindo uma natureza humana que foi gerada no ventre de Maria pela Instrumentalidade do Espírito Santo. Jesus é o grande Emanuel, Deus conosco. A presença de Jesus em qualquer lugar nos dias de sua carne era uma oportunidade dada por Deus às pessoas onde Ele estivesse. Por conseguinte, a presença de Jesus no lar de Betânia era a presença do Deus encarnado, do Filho de Deus, do Senhor dos Céus e da terra. Aquela presença era para ser aproveitada por todas as pessoas daquela família. Maria entendeu isso e quedava-se aos pés do Senhor embevecida pelas palavras de graça e poder que saiam dos Seus lábios, enquanto isso sua irmã Marta estava perdendo essa grandiosa benção e para piorar a situação, sem ter consciência do que estava fazendo no reino espiritual, Marta pediu a Jesus para tirar sua irmã Maria do lugar da benção.
No interior onde nasci e até na nossa capital quando era adolescente ouvia a máxima que está intitulando esse artigo: “Primeiro a obrigação, depois a devoção”. No reino espiritual essa máxima não está correta. Nele vem, primeiro, a devoção depois a obrigação. Isso nos leva a refletir que primeiro de que qualquer outra coisa está o Reino de Deus. No sermão do monte o Salvador disse que deveríamos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Disse ainda Jesus, quando ministrou sobre o maior de todos os mandamentos, que devemos amar a Deus acima de todas as coisas.
No incidente que mencionamos isso está bem patenteado. Não estamos recriminando Marta pelo fato dela está querendo preparar a casa para, talvez impressionar melhor ao Senhor, mas sim o seu descaso pelas coisas espirituais e por aquele que estava presente em sua casa, Jesus o Filho de Deus.
Irmãos amados quantas vezes nós colocamos as coisas materiais acima dos interesses do Reino de Deus? Em certa ocasião uma irmã ligou para o pastor duma determinada igreja e pediu para que ele não escalasse mais o seu marido para pregar a Palavra de Deus no sábado, porque era o único dia que ele tinha de folga para passear com o seu filho.
Irmãos, lembremo-nos de que as coisas de Deus devem estar acima dos nossos interesses. Espelhemo-nos em Maria e procuremos dá lugar primeiro a devoção e depois cumpramos com alegria a nossa obrigação.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 14 de maio de 2011
O fracasso de uma geração
O livro de Josué, o primeiro livro dos Históricos é o livro que fala de uma geração vencedora, pois conta a história da conquista da terra prometida pelos judeus liderados por Josué, sucessor de Moisés.
O livro de Juízes, o segundo dos livros Históricos, trata dos fracassos do povo de Deus num período de 400 anos. Nesse período as doze tribos de Israel não tinham uma liderança nacional, pois Josué falecera e cada tribo ficou cuidando de si mesma, sem um líder de envergadura nacional. Esse período é caracterizado por quatro palavras: pecado, opressão, arrependimento e libertação.
O período dos juízes começa com uma geração que não conhecia ao Senhor, apesar de ser o povo de Deus. O texto acima nos diz que Josué falecera bem como todos os lideres contemporâneos seus, e que a geração que sucedera aquela geração vencedora foi uma geração que se corrompeu pela falta de conhecimento do Senhor e dos seus feitos.
Poderíamos perguntar quais as causas do fracasso da geração que sucedera a de Josué? As conseqüências nós sabemos pelo texto de Juízes 2: Idolatria (adoraram e serviram aos deuses de Canaã) e o consequente juízo de Deus (ira divina e a entrega do povo nas mãos de opressores). Olhando o contexto do Pentateuco podemos constatar que o fracasso daquela geração deu-se pela falha de duas instituições que tinham a obrigação de ensinar o povo de Deus acerca da vontade do Senhor e dos seus grandes feitos: os pais e depois os levitas. Aos pais Deus dera a grande responsabilidade de criar os seus filhos nos caminhos do Senhor. “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te...” Dt 6.6-9.
A outra instituição que tinha a responsabilidade de ensinar ao povo a lei de Deus era os levitas. No livro de Neemias vê-se isso: “... e os levitas ensinavam o povo na lei... e leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse” Ne 8.7,8. Deus graciosamente distribuíra os levitas entre as doze tribos de Israel, tendo cada uma delas quatro cidades destinadas a eles, com a finalidade de facilitar o ministério deles.
Percebe-se pelo texto de Deuteronômio citado no início deste artigo que era principalmente na instituição família que os ensinamentos da lei do Senhor deveriam passar de pais para filhos.
Permitam-me pensar que os pais componentes daquela geração vencedora não tiveram o cuidado de ensinar aos seus filhos a Lei do Senhor, talvez porque estivessem tão ocupados e empolgados com as conquistas materiais que se esqueceram de olhar para dentro de seus lares e pensar no futuro de suas famílias na área espiritual.
Parece-me que o erro antigo está sendo repetido hoje, pois se percebe que muitos pais crentes não estão preocupados com a vida espiritual dos seus filhos, pois não os trazem a Casa do Senhor a fim de adorar a Deus e aprenderem através da ministração das Escrituras sobre a vontade de Deus e sobre o seu programa redentor através de Cristo, e o resultado desse descaso é o surgimento de uma geração que não conhece ao Senhor, secularizada, mais amiga dos deleites da vida do que das coisas de Deus. Tem pais que tem um imenso cuidado com a vida material dos seus filhos e não investem nada na vida espiritual deles. Não estão preparando os seus filhos para o Céu!
Queridos irmãos invistamos mais na vida espiritual dos filhos. Zelemos por eles trazendo-os quando pequenos para a Igreja, animando-os na fé quando maiores e principalmente clamemos por eles a Deus para que Ele tenha piedade deles e assim se aproximem do Senhor.
Eudes Lopes Cavalcanti
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Tempo de Recomeçar
Todos nós sabemos que o ser humano é limitado pelo tempo e que a sua vida é contada por anos. A própria Escritura já nos revela isso, pois informa que desde os primórdios as coisas eram assim. “E foram todos os dias que Adão viveu, novecentos e trinta anos, e morreu” Gn 5.5. No salmo 90 Moisés, que foi o seu autor, falou sobre a expectativa da duração da vida do homem dizendo o seguinte: “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam há oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos” Sl 90.10. Observem que tanto o texto de Gênesis como o de Salmos tratam sobre anos como o parâmetro medidor da duração da vida humana. Não vamos aqui neste boletim discorrer sobre a expectativa de vida da geração antediluviana e a geração pós diluviana, pois a diferença é grande (969 anos de Matusalém e 80 anos falado por Moisés no salmo citado). Uns acham que o tempo antes do dilúvio era contado de forma diferente do tempo contado pós dilúvio, mas o parâmetro medidor é o mesmo, ano.
Chegamos pela graça divina ao início de mais um ano em nossa existência. Louvamos e bendizemos ao Senhor que nos conservou com vida. Louvamos ainda a Deus pelo seu cuidado, proteção e provisões. Ainda bendizemos ao Senhor pelo que Ele é para nós e pelo que nos proporcionou em Cristo no reino espiritual. O momento é propício para se fazer uma reflexão sobre o que fizemos e sobre o que deixamos de fazer no ano que terminou. Com certeza existem muitas coisas em nossas vidas que lamentamos não termos conseguido concretizar no ano passado. Há ainda coisas que lamentamos não termos podido realizá-las de uma forma melhor. Em algumas áreas da vida começamos bem 2010 com ótimas intenções, mas, ao longo do ano passado perdemos o foco, o alvo e não concretizamos o que intencionamos.
Graças a Deus que Ele nos está dando uma nova oportunidade de recomeçar!
Que tal pensarmos em começar 2011 com o firme propósito de valorizar a nossa vida devocional, lendo e meditando nas Sagradas Escrituras diariamente, orando constantemente individual e comunitariamente nos dias convencionados dos cultos de oração, e também freqüentarmos assiduamente os cultos da Igreja, inclusive os do meio da semana?
Que tal assumirmos o firme propósito de ser fiel ao Senhor no que se refere à entrega dos dízimos e das ofertas para a manutenção da obra do Senhor através do ministério de nossa Igreja?
Que tal assumirmos ainda o firme propósito de sermos crentes melhores, mais atuantes, mais amigos uns dos outros, engajados na obra do Senhor principalmente na obra missionária e na obra beneficente?
Que tal abandonarmos aqueles hábitos ruins, para não dizer pecados, que estão comprometendo a nossa comunhão com Deus e impedindo de sermos usados por Ele para a salvação das almas perdidas e para a edificação da Igreja. (vaso sujo Deus não usa. “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra” 2 Tm 2.21).
Querido irmão aproveite o novo ano que Deus te dá e procure recomeçar o que você parou no caminho da vida cristã no ano passado. Lembre-se de que somos servos de Deus e estamos aqui neste mundo para vivermos para a glória dele.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
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