sábado, 27 de maio de 2017

PREGAÇÃO PASTOR EUDES, 21/05/17 - A GRAÇA DE DEUS

CRISTO NA BÍBLIA - NAUM (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) NAUM – O MESSIAS PROMETIDO A profecia de Naum teve como alvo exclusivo a cidade de Nínive, capital da Assíria, a potência militar que controlava o mundo de então. O profeta Naum, cujo nome significa consolação, segundo estudiosos bíblicos, era natural de uma aldeia próxima de Cafarnaum na Galiléia (reino de Israel) e que tinha fugido para Judá (reino do Sul) escapando da destruição daquele reino pelos assírios em 722 a.C. Deus usara os assírios para punir o seu povo que vivia no reino do Norte (Israel) por causa básica do pecado de idolatria, já que aquele reino tinha optado por se afastar de Deus e adorar dois bezerros de ouro, um instalado em Dã e o outro em Berseba, isto desde a divisão do povo de Deus na época de Roboão. Como Deus sempre fez na história usando um povo para punir outros povos, agora chegara à vez dos babilônicos punirem os assírios por causa dos pecados daquele reino (feitiçaria, idolatria, violência, degradação moral, etc). O fato de Nínive ter sido usada por Deus num propósito específico Seu (punir o seu povo, o reino de Israel) não eximia os assírios da responsabilidade moral pelos atos cometidos durante a sua hegemonia no mundo de então. O livro de Naum tem três divisões, a saber: 1) A declaração do juízo divino de Nínive (capitulo 1); 2) A descrição do julgamento divino sobre Nínive (capitulo 2); O Merecido julgamento de Nínive (capitulo 3). Quanto a Cristologia, o livro de Naum não contém profecia direta relacionada ao Messias. No entanto, a proclamação das boas notícias de que Deus julgaria a cidade de Nínive e libertaria o seu povo (1.15), nos remete aos ensinamentos do Novo Testamento quando se nos diz que o Evangelho de Cristo são essas boas novas de libertação. “Eis sobre os montes os pés do traz boas novas, do que anuncia a paz...” Na 1.15 (confira com Rm 10.15). Um dos objetivos do livro de Naum era consolar o povo de Deus com relação à libertação dos seus inimigos - os assírios, bem como enfatizar os benefícios dessa libertação. “O Deus prefigurado por Naum não é diferente do Cristo do Novo Testamento”. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - MIQUÉIAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) MIQUÉIAS – O MESSIAS PROMETIDO Miquéias cujo nome significa “Quem é igual a Yavé?”, era natural da zona rural de Judá e profetizou na época dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, portanto antes da destruição do reino de Israel pelos assírios que aconteceu em 722 a.C. Foi o único profeta que profetizou simultaneamente nos dois reinos (Judá e Israel). A sua profecia enfatizou mais o povo do interior enquanto a de Isaías, de quem foi contemporâneo, contemplou mais a capital do reino de Judá (Jerusalém). O objetivo de seu livro era enfatizar o peso da próxima ira divina sobre a nação em virtude dos seus pecados de violência e injustiça social enquanto fingiam ser religiosos. Outro objetivo foi enfatizar a futura vinda do Messias que surgiria de origem humilde para governar com justiça e verdade. No tratamento do pecado do povo de Deus, Miquéias enfatizou a classe mais favorecida condenando a opressão ao fraco, o suborno entre os líderes, o ato de expulsar mulheres de seus lares sem motivo bíblico para tal e, especialmente, o roubo em nome da religião. A sua mensagem contra o reino de Israel enfatizou a total depravação daquele reino mergulhado como estava na idolatria e no consequente abandono da verdadeira religião, cuidando de seus próprios interesses e desprezando os de Deus. Quanto à Cristologia, Miquéias enfatizou duas coisas: 1) o reino do Messias e sua vinda (4.1-7); 2) O reino messiânico que não começaria ostentando grandeza, pois o próprio Messias nasceria numa pequena aldeia de Judá - Belém (5.2). Quando Herodes, o Grande, assustado com a pergunta dos três reis magos que vieram do Oriente em busca do recém-nascido rei dos judeus, interrogou os líderes religiosos de Israel, eles citaram a profecia de Miquéias em 5.2, que Mateus parafraseou assim: “E eles lhe disseram: Em Belém da Judéia, porque assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá, porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel” (Mt 2.5,6). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - JONAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA JONAS – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Jonas profetizou no Reino do Norte (Israel), na época de Jeroboão II, aproximadamente entre 785-760 a.C. Jonas fora convocado por Deus para entregar uma duríssima mensagem contra Nínive, a capital da Assíria, a potência militar emergente da época. O livro autobiográfico nos revela que Jonas, no lugar de obedecer a Deus, fugiu para Társis num barco. Deus, que não desiste de seus propósitos, enviou uma tempestade ao mar Mediterrâneo e os oficiais daquele navio foram obrigados a descartar Jonas dele, atendendo a uma própria solicitação sua, como o único meio de salvar o navio e sua tripulação do naufrágio. O texto sagrado nos diz que quando Jonas foi lançado ao mar, Deus graciosamente, deparou um grande peixe que o engoliu. No ventre do peixe Jonas, onde passou três dias, clamou a Deus arrependido e o Senhor, graciosamente, ordenou ao peixe e ele vomitou Jonas numa praia do Mediterrâneo. Novamente a palavra do Senhor veio a ele, e Jonas obediente vai a grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem de Deus. Os ninivitas se arrependeram de seus pecados e são poupados da destruição. O resultado não esperado de sua pregação (a conversão de todos os habitantes de Nínive) desagradou muito ao profeta que pediu a morte, frustrado porque a sua palavra profética não tinha se cumprido, devido Deus usar de misericórdia para com os ninivitas que se converteram. Graciosamente Deus tratou com o profeta usando um exemplo de uma planta que nasceu do dia pra noite e do dia pra noite morreu. O livro termina abruptamente com a revelação da soberania e da misericórdia de Deus. Quanto a Cristologia, o próprio Senhor Jesus cita Jonas como sinal, tipo seu, no que se refere aos três dias e três noites que Jonas passou no ventre do grande peixe e que Ele, o Senhor passaria três dias e três noites no seio da terra (sepultura). “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” Mt 12.40. Como Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens, mesmo Ele não sendo apresentado nesse livro, podemos concluir que aquela ação misericordiosa dispensada por Deus aos ninivitas fora através do Senhor Jesus Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - OBADIAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA OBADIAS – O MESSIAS PROMETIDO Obadias, cujo nome significa servo do Senhor (o mesmo que Onésimo do Novo Testamento), profetizou em Jerusalém. Essa profecia tem como objeto único e exclusivo o reino de Edom. Edom é o mesmo que Esaú irmão de Jacó. Já é do nosso conhecimento a história de Esaú e Jacó, irmãos gêmeos e filhos de Isaque e Rebeca. Sabemos que Esaú nascera primeiro e por direito a primogenitura era sua. Sabemos ainda que por um prato de lentilhas vendera a sua primogenitura a Jacó. Sabemos também que Jacó tomara enganosamente para si a bênção do patriarca Isaque que pertencia a Esaú. Temendo ser morto por seu irmão, Jacó fugiu para Harã e lá se casa com as duas filhas de Labão, Lia e Raquel. Depois de bastante tempo os irmãos se encontram e se reconciliam pela graça de Deus. Só que essa reconciliação e o perdão dispensado por Esaú não fora digerido pelos seus descendentes, que tinham se organizado em nação numa terra fronteiriça a Israel. Quando Israel estava na sua fase final da caminhada para conquistar Canaã os edomitas proibiram que eles passassem pela estrada real obrigando Israel a fazer um desvio. Deus proibira que Israel guerreasse contra Edom. Ao longo da história desses dois reinos, os edomitas foram inimigos ferrenhos do povo de Deus, sempre aproveitando as oportunidades para pilhar o território israelita, e foi esse um dos contextos da profecia de Obadias. O livro de Obadias se detém somente no juízo divino sobre Edom. É o menor dos livros proféticos. Quanto a Cristologia não há nenhum texto que trate do assunto a não ser a inferência de que Deus como Juiz julgaria os edomitas varrendo-os da face da terra. Sabemos pelo Novo Testamento que ao Filho de Deus, Jesus Cristo, fora entregue pelo Pai todo o juízo (Jo 5.22). Jesus é o grande Juiz do universo. O juízo sobre Edom como nação no passado foi um juízo em que o Filho de Deus desempenhou o seu papel, o que ocorrerá no futuro juízo escatológico quando os edomitas serão julgados, cada um, pelo Supremo Juiz. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - AMÓS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA AMÓS – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Amós era um homem do interior, trabalhava como fazendeiro no Reino de Judá (o outro reino era o Reino de Israel), pois o povo de Deus na época estava dividido. Deus chamara Amós para pregar em Israel, principalmente em Betel onde estava o santuário do rei (Jeroboão II). Hoje nós o chamaríamos de um missionário transcultural, ou seja, vivia num país e fora chamado para pregar no outro. “Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra em cativeiro. Depois, Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas, em Betel, daqui por diante, não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino” Am 7.10-13. A ênfase profética maior de Amós era a questão da justiça social, pois a injustiça era a marca maior desse Reino na época de Jeroboão II (os ricos oprimiam os pobres, os juízes davam sentenças favoráveis aos poderosos, e assim por diante). Quanto à questão Cristológica, Amós menciona que o Dia do Senhor (o Justo Juiz), na sua fase não escatológica, se aproximava e alcançaria o Reino de Israel com o consequente cativeiro assírio. Seria o dia do juízo para aquele povo rebelde e reincidente. Amós também cita uma profecia sobre a restauração da tenda de Davi que estava caída, e que Tiago, o irmão do Senhor, a interpreta no Concílio de Jerusalém como sendo messiânica, com implicação na vida da Igreja de Cristo: “... Naquele dia, tornarei a levantar a tenda de Davi, que caiu, e taparei as suas aberturas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e a edificarei como nos dias da antiguidade” Am 9.11 (confira com At 15.11-18). Quanto à questão social, é importante dizer que Jesus foi o paladino dessa causa quando a enfatizou em seus ensinamentos no Sermão do Monte, bem como em algumas de suas parábolas como, por exemplo, a Parábola do Bom Samaritano. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - JOEL – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA JOEL – O MESSIAS PROMETIDO Tudo indica que o profeta Joel, cujo nome significa o Senhor é Deus, profetizou no reino de Judá na época em que Joás, herdeiro do trono, era uma criança e o reino estava sob a orientação política e espiritual de Joiada, sacerdote, entre os anos de 835 e 830 a.C. Nessa época o reino de Judá estava sendo devastado por uma praga de gafanhotos como consequência do juízo divino, sendo esse o contexto histórico da profecia. Em sua profecia, esse profeta sacerdote ameaça Judá com juízos mais pesados e conclama a liderança e o povo de Deus ao arrependimento. Ainda em sua profecia Joel fala sobre o futuro derramamento do Espirito Santo sobre o povo de Deus antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor, o que aconteceu em parte no Dia de Pentecostes, conforme registro de Atos, capitulo 2. Joel ainda fala sobre acontecimentos que antecederão a segunda vinda do Senhor para julgar o mundo (prodígios em cima no céu, prodígios embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumo, o sol se converterá em trevas, e a lua em sangue) e dar um final feliz ao seu povo. Quanto a Cristologia, Joel fala sobre o derramar do Espirito Santo que, explicado pelo Novo Testamento, seria uma consequência da realização da obra redentora e da entronização de Cristo nos Céus, conforme Atos 2.33: “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a professa do Espirito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis”. Joel ainda fala sobre o grande e glorioso dia do Senhor que, ainda explicado no Novo Testamento, trata-se da segunda vinda de Cristo em glória e do seu desdobramento. O profeta fala também sobre o livramento do povo de Deus naqueles dias apocalípticos dando-lhe um final feliz, depois de punidos os seus adversários numa batalha chamada de Batalha no Vale de Josafá e Vale da Decisão. Para alguns evangélicos o final feliz do povo de Deus conforme deduzido da profecia de Joel refere-se ao Israel etnia restaurado, e a outros a última geração da Igreja, que é composta de judeus e gentios, sendo esta última a posição reformada. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Pedro é Avisado (Mc 14.27-31)

Reflexões no Evangelho de Marcos Pedro é Avisado (Mc 14.27-31) Os dias da vida de Jesus estavam terminando aqui neste mundo. A prisão, julgamento e morte do Senhor estavam se aproximando. O texto em apreço trata de uma declaração de Jesus de que naquela mesma noite (quinta-feira da semana santa) os seus discípulos o abandonariam como cumprimento profético de que o pastor sendo ferido as suas ovelhas se dispersariam (Zc 13.7). Em seguida, Jesus falou de sua futura ressurreição três dias após a sua morte e o encontro dele com os seus discípulos depois de ressuscitado na Galiléia. A primeira declaração de Jesus de que os seus discípulos o abandonariam levou Pedro a fazer uma declaração arrojada, no entanto, temerária: “E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém eu”. A declaração de Pedro levou Jesus a fazer uma revelação acerca daquele apóstolo: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás”. Pedro, num arrobo irrefletido disse que se necessário fosse daria a sua vida acompanhando o seu mestre até na morte. “Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei”. Os outros apóstolos fizeram coro com Pedro dizendo a mesma coisa. Ninguém pode negar que Pedro e os seus colegas de ministério estavam imbuídos da melhor das boas intenções – acompanhar o mestre até as últimas consequências. No entanto, é bom lembrar que mesmos bem intencionados, não quer dizer que cumpririam a sua palavra. Isto nos leva a perceber quão frágeis nós somos e também quão dependentes de Deus somos nós. Deste texto fica a grande lição da nossa fragilidade e da nossa total dependência de Deus. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Última Páscoa; A Santa Ceia (Mc 14.12-26)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Última Páscoa; A Santa Ceia (Mc 14.12-26) A festividade da Páscoa era parte integrante da festa dos Pães Asmos que durava sete dias. No primeiro dia dos Pães Asmos era celebrada a Páscoa. Como judeus genuínos, os discípulos perguntaram a Jesus aonde ele queria que fosse celebrada a Páscoa, e Jesus mandou que dois deles fossem a Jerusalém e lhes deu um sinal que era um homem carregando um cântaro com água, e que o seguissem e perguntassem ao senhor daquele homem e proprietário onde estaria o local onde celebrariam a Páscoa, e esse lhes apontou um cenáculo mobiliado, e ali os discípulos fizeram os preparativos. Quando todos estavam à mesa, Jesus lhes fez uma terrível revelação de que um deles haveria de traí-lo. Eles perplexos perguntaram qual deles era o traidor e Jesus confidencia a João, que era Judas Iscariotes, que após tomar o pão ensopado dado por Jesus, saiu para cumprir a sua funesta missão. Depois que Judas saiu Jesus instituiu a Santa Ceia. Na instituição da Ceia, o Senhor aproveitou dois ingredientes presentes na celebração da Páscoa naquela época, pão e vinho. “E, comendo eles, tomou Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu, e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado” Mc 14.22-24. Na Santa Ceia, o pão representa o corpo de Cristo pregado na cruz e o vinho representa o seu precioso sangue derramado para a nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. Finalizando a Ceia, o Senhor lhes fez uma revelação de que uma nova celebração com ele aconteceria quando da implantação do seu reino escatológico. Depois, cantaram um hino e foram para o Monte das Oliveiras. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Preço da Traição (Mc 14.10,11)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Preço da Traição (Mc 14.10,11) Enquanto o Senhor Jesus tinha a conversa íntima com os seus discípulos relatada nos capítulos 13 a 16 de João, o seu discípulo Judas Iscariotes tramava a sua entrega as autoridades judaicas. “E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. E eles, ouvindo-o, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna” Mc 14.10,11. Uma questão que sempre me intrigou foi qual a motivação que levou Judas a entregar Jesus às autoridades israelitas, depois da convivência com Ele durante três anos, compartilhando com os outros apóstolos de quase todos os episódios que o Filho de Deus foi protagonista. Será que foi a decepção que ele teve por tomar conhecimento de que Jesus não usou o seu poder para reivindicar o reinado sobre o povo de Israel? Será que foi porque não reivindicou o reinado messiânico ou não se opôs ferreamente ao domínio romano? Segundo o que se extrai do programa redentor, Judas já tinha sido designado por Deus para ser um dos instrumentos que levariam Jesus a cruz. Ele é identificado por Jesus como o filho da perdição e um cumprimento profético das Escrituras (Jo 17.12; Sl 41.9). Em Atos 4.27, na interpretação da profecia de Davi no Salmo 2.1-3, não se explica nominalmente que Judas tenha sido um dos instrumentos usados por Deus para a condenação de Jesus. Lá encontramos Herodes, Pôncio Pilatos, os gentios e os povos de Israel. Judas, por ser judeu, encontra-se no último grupo de opositores de Jesus (os povos de Israel = sacerdotes, escribas, fariseus, herodianos, Judas). O preço da traição foi trinta moedas de prata, conforme a profecia de Zacarias 11.12,13. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9) Na sua última semana, chamada de semana santa, o Senhor Jesus transitava entre Jerusalém e Betânia onde pernoitava. Num desses pernoites Jesus e os seus discípulos foram convidados para um jantar na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso. Certamente que ele era um ex-leproso, curado por Jesus, e que aquele jantar era uma manifestação de gratidão sua para com o Senhor Jesus que o libertara daquela terrível doença. Em dado momento do jantar veio uma mulher (Maria irmã de Marta e Lázaro) que trazia um vaso de alabastro com um perfume preciosíssimo, estimado no valor de quase um ano de trabalho de um trabalhador comum da época em Israel. Quebrando o gargalho do frasco, a mulher derramou o perfume sobre a cabeça do Senhor Jesus, ato esse que, segundo Jesus, fora um ato profético, pois o ungira antecipadamente para a sepultura (perfumar os cadáveres para o sepultamento era um costume dos judeus da época). Aquele ato de adoração foi censurado por alguns dos discípulos do Senhor por acharem aquilo um desperdício, pois o dinheiro correspondente ao perfume poderia ser dado aos pobres. Jesus censura a atitude dos discípulos explicando que ela fizera uma boa ação e que os pobres eles o teriam sempre consigo, e quando quisessem poderiam fazer-lhes bem, mas quanto a Ele breve o perderiam. Depois Jesus disse que o que aquela mulher fizera, a sua parte no programa redentor, que era o que ela podia fazer naquele momento solene de adoração e gratidão ao Senhor, seria lembrado todas as vezes que o evangelho em sua descrição geral fosse anunciado no mundo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Consulta dos Sacerdotes (Mc 14.1,2)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Consulta dos Sacerdotes (Mc 14.1,2) Estamos na última semana de Jesus neste mundo antes de sua crucificação, precisamente conforme o texto de Marcos numa quarta-feira. O drama do Calvário está se aproximando. Um complô diabólico estava se formando contra Jesus. O texto em apreço diz que os principais sacerdotes e os escribas estavam reunidos entabulando planos de como prenderiam a Jesus e o matariam. Nessa conversa eles chegaram à conclusão de que a prisão de Jesus deveria ser num lugar privado, onde não houvesse aglomeração de pessoas, pois isso, com certeza, acarretaria um alvoroço entre o povo, dada a popularidade do Senhor. Os sacerdotes eram aqueles da casa de Arão, que foram constituídos por Deus para representar o povo diante dEle, oferecendo sacrifícios e intercedendo por eles. Foram esses homens os autores intelectuais da morte de Jesus. Tiveram eles o apoio maciço dos escribas outro segmento importante na sociedade israelita, pois eram os homens que tinha a responsabilidade de copiar as Escrituras, e consequentemente tinham familiaridade com elas e as interpretavam para ajudar o povo a compreendê-la. Esses homens enciumados pela popularidade de Jesus, e muitas vezes confrontados por Ele por causa de suas hipocrisias, não O perdoaram e, por isso, usaram de sua influência para fazer o mal, ao invés de usá-la para fazer o bem. A religião professada por aqueles homens estava longe de ser aquela ensinada pelos profetas. Ela se tornara um lucrativo negócio. Deus já não era o centro do culto e sim eles mesmos e o seu sistema religioso. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37) Depois de profetizar sobre a sua segunda vinda, o Senhor Jesus informou aos seus discípulos que o dia e a hora desse grandioso acontecimento não foi revelado a ninguém, pois é um assunto privativo aos desígnios de Deus. Em seguida, Jesus os adverte sobre a questão da vigilância acompanhada de oração porque o evento acontecerá sem aviso prévio. Para fortalecer a questão, ele conta uma pequena parábola sobre um homem que saíra da sua terra e deixara a sua casa sob a autoridade de seus servos, mandando ao porteiro que vigiasse porque não fora dito que dia e hora retornaria, e faz referência às quatro vigílias que os judeus dividiam a noite: tarde (18h às 21h), meia-noite (21h às 24h), cantar do galo (24 às 03h) e manhã (03h as 06h). Nessa advertência o Senhor fala sobre uma vinda repentina e sobre a necessidade de vigiar. “E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai” Mc 13.37. A segunda vinda de Cristo é um assunto fartamente documentado em toda a escritura do Novo Testamento (a exceção fica por conta dos livros de Filemom, 2 e 3 João). À Igreja cabe esperar com paciência esse grande acontecimento, que será o marco maior de todo o programa redentor, a sua consumação. O Senhor Jesus ordenou que a sua Igreja vigiasse, que estivesse atenta, trabalhando, servindo e esperando esse acontecimento. Alguém já disse que devíamos programar as ações da Igreja como se Jesus não viesse em nossa geração e viver como se ele estivesse às portas. A prudência manda que esperemos de forma vigilante a Segunda Vinda de Jesus. Maranata. O Senhor vem! Pr. Eudes Lopes Cavalcanti