Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
A Ceia do Senhor
O nosso Senhor Jesus na noite em que foi traído instituiu a Ceia Memorial, logo após celebrar a páscoa judaica. Os registros bíblicos sobre a instituição e celebração da Ceia encontram-se nos evangelhos sinóticos (Mateus 26.26-30; Marcos 14.22-26; Lucas 22.14-20) e na primeira carta de Paulo aos Coríntios 11.23-32.
Na instituição da Ceia, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos que estavam presente na celebração da páscoa: o pão e o vinho. Ao tomar o pão o Senhor Jesus deu graças e o partiu entregando-o aos SEUS discípulos dizendo esta célebre expressão: “Tomai e comei isto é o meu corpo fazei isto em memória de mim”. Em seguida, o Senhor tomou o vinho e disse aos seus discípulos: “Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança que é derramado em favor de muitos”.
O pão e o vinho quando da celebração da Ceia adquirem uma representatividade: o pão representa o corpo do Senhor Jesus que foi supliciado na cruz do Calvário e o vinho representa o Seu precioso sangue que foi derramado para a eterna redenção dos escolhidos de Deus e para a contínua purificação de seus pecados.
Aos ministros do Senhor, devidamente credenciados, foi dada a autorização para oficiarem a Ceia do Senhor.
Só os crentes em Cristo, batizados cerimonialmente com água em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e que estejam em comunhão com Deus e com a Igreja que pertence, é que devem participar da Ceia.
À Igreja Deus deu autoridade para determinar a periodicidade da celebração da Ceia do Senhor. Nós, como Igreja organizada que somos (Igreja Evangélica Congregacional), determinamos que essa celebração deva ser realizada, a priori, no primeiro domingo de cada mês.
Ainda quanto à participação dos crentes na Ceia do Senhor, os mesmos devem fazê-lo com a compreensão correta do seu significado e com a consciência tranquila. O apóstolo Paulo ensina que participar da Ceia dignamente traz benção para a vida do crente e que participar indignamente traz juízo de Deus sobre ele.
Nenhum crente em Cristo deve se privar da Ceia exceto se estiver sob disciplina da Igreja, pois ela é uma ordenança que o Senhor Jesus deixou para ele.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 21 de março de 2014
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar
1º - Não terás outros deuses diante de
mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do
Senhor teu Deus em vão; 4º - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar; 5º
- Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não
furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
O quarto mandamento
do Decálogo trata da proibição de se trabalhar
no dia de sábado. “Lembra-te do dia do
sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o
sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem
o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu
animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis
dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia
descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou.”. Ex
20.8-11.
O mandamento
começa com um chamado à lembrança de se deve guardar o dia de sábado. Em
seguida encontramos a proibição de se trabalhar no dia de sábado e a extensão
dessa proibição à própria pessoa, a seus filhos, servos, animais de carga e até
aos estrangeiros que habitavam com o povo de Israel. Depois da proibição são
dadas duas razões do porquê do mandamento (em seis dias o Senhor fez os céus e
a terra e o mar e tudo que neles há; Deus abençoou e santificou o dia de
sábado).
Reportando-nos a criação podemos observar
que Deus fez toda a sua obra em seis dias de vinte e quatro horas. No dia
sétimo, o sábado, com a obra da criação acabada, diz a Bíblia que Deus
descansou das obras criadas. Esta expressão descansar no dia de sábado não quer
dizer que Deus se cansou com o trabalho que fizera. Lembremo-nos de que Deus é
onipotente e tudo que fez foi com o poder de sua palavra. “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram
criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”
Hb 11.3.
O tempo é uma dadiva de Deus ao homem que tem
a sua vida limitada por ele. Deus
graciosamente dividiu o tempo em segundo, minuto (60 segundos), hora (60
minutos), dia (24 horas), semana (sete dias), mês (trinta dias em média), e ano
(doze meses).
A
quebra do mandamento da guarda do sábado no mundo bíblico, especialmente no
Antigo Testamento, atraia o juízo divino sobre o transgressor. (Veja Nm 15.32-36).
Uma das razões do cativeiro babilônico foi a quebra do mandamento da guarda do sábado
por parte do povo de Deus (Veja Jr 17.27; Ne 13.17,18). No Novo Testamento
encontramos os judeus observando de forma legalista o dia do sábado, sendo por
isso criticado pelo Senhor Jesus (Mt 12.9-14).
O
Senhor Jesus com a autoridade que tinha como Deus reinterpretou o mandamento da
guarda do sábado dando-lhe a dimensão correta, esclarecendo o seu verdadeiro
significado. O princípio do mandamento da guarda do sábado, segundo se extrai
do que Jesus disse, é que do tempo semanal que Deus deu ao homem um dia deve
ser reservado para descanso e adoração a Deus. ”E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem,
por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem até do sábado é senhor” Mc
2.27,28.
Outra
questão relacionada ao assunto e que merece uma explicação é a guarda do domingo
no mundo cristão. A explicação é a seguinte: Uma, é a que se refere ao princípio
estabelecido do sábado, que é de que um dia da semana seja utilizado para
descanso do homem e para adoração a Deus. A outra é que no domingo, o primeiro
dia da semana, após o sábado, é comemorado o dia da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja primitiva
se reunia no primeiro dia da semana (domingo) para realizar os seus cultos,
inclusive, em duas ocasiões, com a presença física de Jesus. O fato da guarda
do domingo e não da do sábado por parte da Igreja não consiste em transgressão,
pois a mesma está sendo coerente com o principio estabelecido por Deus quanto ao
sábado, e com a prática da Igreja apostólica. (Jo 20.1,19,26; At 20.7; 1 Co
16.2).
Contextualizando o assunto no que se refere a mandamento, transgressão e
juízo, é importante observar que a regra continua a mesma. Não separar um dia
da semana para descansar e adorar a Deus consiste em transgressão e que, com
certeza, os infratores estão sob juízo divino.
Pr. Eudes
Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Creio na Comunhão dos Santos
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
Dando continuidade a reflexão sobre o Credo
Apostólico, neste artigo iremos tratar sobre a comunhão dos santos. “Creio... na Comunhão dos Santos”.
Antes de falarmos sobre comunhão iremos
comentar um pouco sobre o que é um santo aos olhos de
Deus. Um santo, segundo as Escrituras, quando se refere ao cristão, quer dizer daquela pessoa que foi santificada pelos méritos de Cristo. Uma pessoa antes da conversão a Cristo vive na impiedade, sob condenação, mas quando é alcançada pela graça salvadora de Cristo ela é purificada de seus pecados e declarada santa, separada para Deus. “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos,...” 1 Co 1.2. “... E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” 1 Co 6.10,11. Assim sendo, todos os que sinceramente professam a fé em Cristo são santos, a Igreja na sua expressão universal, independente deles ter realizado alguma façanha extraordinária em sua vida cristã.
Deus. Um santo, segundo as Escrituras, quando se refere ao cristão, quer dizer daquela pessoa que foi santificada pelos méritos de Cristo. Uma pessoa antes da conversão a Cristo vive na impiedade, sob condenação, mas quando é alcançada pela graça salvadora de Cristo ela é purificada de seus pecados e declarada santa, separada para Deus. “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos,...” 1 Co 1.2. “... E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” 1 Co 6.10,11. Assim sendo, todos os que sinceramente professam a fé em Cristo são santos, a Igreja na sua expressão universal, independente deles ter realizado alguma façanha extraordinária em sua vida cristã.
A
palavra comunhão, segundo o dicionário de língua portuguesa de Aurélio, dentre
outras coisas, significa: “Ato ou efeito de comungar; participação em comum em
crenças ou ideais; conjunto dos que comungam nas mesmas crenças ou opiniões”.
Do ponto
de vista bíblico, a comunhão dos santos consiste em que os salvos têm em comum um mesmo Deus, um mesmo Salvador, uma mesma
fé, um mesmo batismo e uma mesma esperança, e fazem parte de uma mesma Igreja,
no caso a de natureza espiritual, a universal ou católica. “Há um só corpo e um só Espirito, como também fostes chamados em uma só
esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus
e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” Ef 4.4-6.
Ainda
segundo a Bíblia, a Igreja é comparada a um corpo humano com todos os seus
membros interligados entre si e, consequentemente, ligados à cabeça, que é
Cristo. Essa ligação que a figura nos remete é feita pela instrumentalidade do
Espírito Santo. “Pois todos nós fomos
batizados em um Espirito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer
servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espirito” 1 Co 12.13. (Veja
ainda Ef 4.15,16).
Mas comunhão é ainda, de acordo com o ponto de vista teológico, uma
convivência amistosa, pacífica, amorosa envolvendo todos aqueles que são de
fato crentes em Cristo. O Salvador quando esteve aqui neste mundo deixou para a
Igreja aquilo que disse ser um novo mandamento: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos
amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” Jo 13.34. Sendo assim,
cada um de nós deve se esforçar para que essa amizade cristã não seja
comprometida, pois é um mandamento expresso do Senhor que os crentes vivam em
comunhão com Deus e com os seus irmãos na fé. Na Sua oração sacerdotal o
Salvador intercedeu por nós o Seu povo, para que fossemos unidos, tivéssemos
comunhão experimental uns com os outros.
“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai,
o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo
creia que tu me enviaste” Jo 17.21.
Aquelas pessoas que se dizem cristãs, mas que vivem
provocando na Igreja discórdias, usando de subterfúgio e maquinando o mal contra os seus irmãos na fé
estão pecando contra Deus, ferindo a comunhão e a unidade da Igreja. “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece a
seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E
dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” 1 Jo
4.20,21. (Veja ainda Pv 6.16-19).
Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Creio na Santa Igreja Universal
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso,
Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso
Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem
Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à
direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os
mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.
Amém.
Após o Credo Apostólico expressar a sua fé
na pessoa do Espirito Santo, ele contempla a Igreja de nosso Senhor Jesus
Cristo na sua expressão universal ou católica. “Creio... na Santa Igreja Universal”.
A palavra “creio” em relação à Igreja do
Senhor não quer dizer que se deposita fé nela, e sim que ela existe. Uma melhor
declaração seria Creio na existência da santa Igreja universal ou católica.
Estamos dizendo isso porque a Igreja não é objeto de fé do crente. As sentenças
do Credo quando se referem a Deus Pai, a Deus Filho e a Deus Espirito Santo devem ser encaradas como
declaração de fé em um objeto, o Deus Triúno. Nos demais casos, como uma crença
na existência.
Na
doutrina da Igreja (eclesiologia) encontramos uma área que contempla as duas
expressões da Igreja: a universal e a local. No caso do Credo, ele contempla a
expressão universal da Igreja, que é o conjunto dos salvos de todas as épocas:
os que já faleceram, os que estão vivos e ainda aqueles que hão de ser salvos. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste
aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá
um rebanho e um Pastor” Jo 10.16. “E
não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de
crer em mim” Jo 17.20.
A
Igreja na sua expressão universal é ainda o conjunto definido de pessoas que
foram escolhidas na eternidade para serem salvos pela graça divina. “Como também nos escolheu nele antes da
fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em
amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo,
segundo o beneplácito de sua vontade, para o louvor e glória da sua graça, pela
qual nos fez agradáveis a si no Amado” Ef 1.4-6.
A
Igreja na sua expressão universal é também um corpo espiritual tendo como
cabeça Jesus Cristo. “Pois todos nos
fomos batizados em um Espirito formando um corpo, quer judeus, quer gregos,
quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espirito” 1 Co 12.13. “Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus
membros em particular” 1 Co 12.27. “E sujeitou todas as coisas a seus pés, e
sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a
plenitude daquele que cumpre tudo em todos” Ef 1.22,23.
Essa
Igreja é conhecida ainda como a família de Deus. Antes de sermos crentes éramos por natureza estrangeiros e
forasteiros, mas em Cristo nos tornamos membros da família de Deus. “Assim que já não sois estrangeiros, nem
forasteiros, mas concidadão dos santos, e da família de Deus” Ef 2.19.
Aqueles irmãos que já partiram para a
eternidade estão dormindo no Senhor. Aqueles que estão vivos servindo ao Senhor
são identificados como a Igreja militante, e aqueles que são escolhidos, mas
que ainda não foram alcançados pela graça salvadora estão sob tutores e
curadores até o tempo determinado pelo Pai, quando serão efetivamente chamados
para a salvação. “Mas, antes que a fé
viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se
havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir
a Cristo, para que pela fé fossemos justificados” Gl 3.23,24.
Ainda segundo as Escrituras, algumas figuras
que representam a Igreja no plano espiritual como, por exemplo, corpo e edifício,
pode-se extrair que a Igreja compõe-se de um determinado número de pessoas e
que só essas pessoas é que fazem parte da Igreja e nenhuma outra. Quando Jesus
vier à segunda vez, virá para buscar a Igreja na sua expressão universal. Todos
os membros dessa Igreja subirão no dia do arrebatamento para se encontrar com o
Senhor nos ares, e assim estarão para sempre Ele (1 Ts 4.15-17).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Uma Igreja sensível à voz do Espírito
Segundo o relato de Atos 11.19-21, a Igreja
de Antioquia da Síria foi fundada por um grupo de irmãos que tinha fugido de
Jerusalém por causa da perseguição contra o Cristianismo que ocorrera naquela
cidade. Ainda nesse capítulo nos é dito que a Igreja de Jerusalém, ao tomar
conhecimento da graça de Deus manifestada em Antioquia, enviou Barnabé para
ministrar nela por algum tempo. Depois, Barnabé convidou a Paulo para ajudá-lo
no ministério daquela Igreja (At 11.22-26), onde fizeram uma grande obra. Ainda
nessa Igreja, ministrou Ágabo o profeta (At 11.27-30). A obra do Espírito Santo
foi tão poderosa naquela cidade que gerou na vida dos membros daquela Igreja
uma profunda dedicação a Cristo, a ponto de levar o povo de Antioquia a
chamá-los de cristãos, sendo essa a primeira vez na história que foram chamados
assim. (At 11.26).
O
capítulo 13 de Atos nos apresenta uma Igreja consolidada e que tinha em seu
ministério profetas e mestres, bem como uma visão missionária aguçada. O texto
nos revela ainda que nessa Igreja o Espírito Santo operava com liberdade. “E,
servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e a Saulo para
a obra a que os tenho
chamado” At 13.2. No versículo seguinte nos é mostrada a grande sensibilidade
que a Igreja tinha de ouvir e de obedecer à voz do Espírito. “Então, Jejuando, e orando,
e impondo sobre eles as mãos, os despediram” At 13.3.
Irmãos, a Bíblia nos revela que o Espírito Santo foi dado a Igreja como
um dom celestial. A habitação do Espírito Santo na vida do crente em Cristo é
uma das grandes verdades reveladas nas Escrituras. “Em quem também vós estais,
depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e,
tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef
1.13. O Espírito foi derramado sobre a vida de todo o crente verdadeiro, no ato
de sua conversão, batizando-o no corpo de Cristo (1 Co 12.13), como também lhe
foi dado para guiá-lo nos caminhos do Senhor (Jo 16.13; Rm 8.14).
A
Bíblia revela ainda que o Espírito Santo, além de habitar individualmente no
crente, está também presente na vida da
Igreja como comunidade local. “... Neles habitarei, e entre eles andarei...” 2
Co 6.16.
Contextualizando o assunto, a presença do Espírito Santo no meio das Igrejas
locais, ainda hoje, é uma maravilhosa realidade. No livro de Apocalipse as
Igrejas locais são orientadas a dar ouvidos à voz do Espírito. “Quem tem
ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas” Ap 2.9.
Amados, estamos como Igreja local gozando da poderosa presença do Espírito
Santo, representante do Senhor Jesus. É
Ele quem nos renova, motiva, fortalece, guia e nos leva a fazer a vontade de Deus.
Deus
tem um propósito maravilhoso em nossas vidas através do ministério de nossa
Igreja. Para que isso se torne uma realidade faz-se necessário que sejamos
sensíveis à voz do Espírito de Deus que habita em nós e que estar em nosso
meio.
Pr.
Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A Beleza da Igreja
Escrevemos recentemente três artigos sobre
a Igreja do Senhor na sua expressão local. Escrevemos sobre a unidade da
Igreja, a preciosidade da Igreja e a autoridade da Igreja, e neste artigo iremos
discorrer sobre a beleza da Igreja.
No livro de Cantares
temos um versículo que figurativamente fala sobre a beleza da igreja de nosso
Senhor Jesus Cristo: “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como
a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras?” Ct
6.10. É verdade que neste texto Salomão, extasiado, descreve a beleza de Sulamita, uma mulher, sua
amada, mas não temos dúvidas de que falava da Igreja do Senhor no plano
espiritual. Cristo, noivo da Igreja, a descreve do mesmo jeito com a mesma
intensidade, senão vejamos: No Apocalipse encontramos um texto que descreve a
beleza da Igreja do Senhor: “E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém,
que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu
marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus
com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus
estará com eles e será o seu Deus...” Ap 21.2-4. A carta de Paulo a igreja de Éfeso (5.27) fala também sobre a beleza da Igreja
do Senhor: “Para
a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa
semelhante, mas santa e irrepreensível”. Ainda no Apocalipse (7.9) encontramos
a beleza da Igreja revelada: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma
multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e
línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro,
trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”.
Mas em que
consiste a beleza da Igreja, já que ela não tem uma aparência física? É bom
lembrar que estamos tratando de coisas espirituais. A beleza da Igreja
não está na grandiosidade do edifício em que ela se reúne nem na posição social
de seus membros, nem no lugar estratégico de sua localização física e sim no
homem interior regenerado pelo Espírito, na nova criatura nascida de Deus.
Mas ainda a beleza da Igreja no plano espiritual é observada porque ela
reflete a glória do seu Senhor, daquele que por ela deu a sua própria vida. Como
a lua reflete a luz do sol assim também a igreja reflete o fulgor de Cristo. “Mas
todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do
Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo
Espírito do Senhor” 2 Co 3.18.
O
brilho da Igreja, ou a sua glória, ou ainda a sua beleza, se reflete na vida dos
seus membros, daqueles que professam a fé em Cristo quando eles vivem uma vida
de santidade, afastada do pecado em todas as suas manifestações. Observem que
na visão da igreja no Apocalipse ela é apresentada como que vestida de vestes
brancas que representa pureza, sem mancha, porque ela foi lavada e alvejada
pelo precioso sangue de Jesus, Seu Senhor.
O
grande desafio que temos como crentes individuais e, consequentemente, como
membros da igreja do Senhor é viver de tal maneira que a glória do Senhor da
Igreja reflita em nossas vidas, e isso acontece quando deixamos o Espirito controlar
os nossos sentimentos e ações.
Reflita
nisso caro irmão: você reflete em sua vida a beleza de Cristo? Os que lhe
cercam veem o brilho da glória de Cristo em sua vida ou o mau cheiro do homem
velho em sua vida os faz se afastarem dEle?
Pr. Eudes Lopes
Cavalcanti
sábado, 2 de março de 2013
A Autoridade da Igreja
A
Igreja como instituição divina que é, tem recebido de Deus poder para exercer
autoridade neste mundo nas áreas de sua competência. Assim extraímos dos textos
encontrados na Bíblia Sagrada (Mt 18.17,18; 1 Co 6.1-3; 1 Tm 3.15;...).
Entendamos como áreas de competência da Igreja tudo aquilo que diz
respeito ao desenvolvimento do seu ministério como agência divina neste mundo.
As decisões tomadas regularmente na Igreja pela sua assembleia de membros têm a
aprovação ou a chancela divina, no mínimo em seu aspecto permissivo, isto é o
que extraímos do texto de Mateus 18.18 quando o Senhor disse que aquilo que a Igreja
ligasse na terra seria ligado nos Céus e aquilo que a Igreja desligasse na terra
seria desligado nos Céus.
Portanto,
é importante que todos os membros e congregados da Igreja levem a sério aquilo
que a Igreja tem decidido ao longo do seu ministério para que não ocorra que
estejamos indo de encontro do que Deus tem revelado em sua Palavra, no que
refere à autoridade dada por Deus a Igreja.
Algumas
ponderações devem ser feitas quanto ao assunto para a nossa edificação
espiritual como, por exemplo, o que se refere aos membros se fazerem presentes
em suas assembleias de membros e participarem com temor e tremor sabendo que
estamos decidindo coisas que são orientadas por Deus para o bem estar
espiritual e material do Seu povo ligado ao ministério da comunidade local.
Infelizmente temos observado de Igrejas que não
respeitam as decisões de outras Igrejas no que se refere à disciplina de alguns
de seus membros e os recebem em sua membrezia sem a reconciliação devida com a
Igreja de origem. Temos observado também de membros de Igrejas que não se
submetem as diretrizes estabelecidas por elas e se insurgem contra algo que foi
resolvido com a aprovação divina. Temos observado ainda que alguns fazem pouco
caso e tratam com desdém aquilo que a Igreja decidiu em suas sessões regulares.
Voltando a autoridade da Igreja é bom que entendamos que Deus lhe deu
autoridade para disciplinar os seus membros faltosos. Essa disciplina vai desde
o aspecto formativo que é feito com o uso da Palavra de Deus, passando pelo
aspecto corretivo quando a Igreja suspende de sua comunhão, por um determinado
período de tempo, os irmãos que tem cometido falhas que ferem os princípios do Evangelho
e, também, aquela disciplina mais grave que é a exclusão da sua membrezia,
especialmente na punição do pecado de apostasia e de impenitência ou rebeldia
contra as decisões da Igreja. O Senhor Jesus estabeleceu a Igreja como tribunal
supremo neste mundo quanto aos assuntos ligados a sua vida espiritual e
eclesiástica. Em Mateus 18.17, Jesus disse que se o individuo não ouvisse a
Igreja, ou seja, não se submetesse as suas diretrizes mui especialmente àquelas
que tratam de disciplina de membros, a Igreja o considerasse como um descrente,
como uma pessoa que não tem compromisso com Deus, ou uma pessoa que não tem
Jesus no coração.
Assim
sendo amados procuremos ser mais cuidadosos quanto a esse assunto, pois estamos
lidando com coisas estabelecidas por Deus em Sua Palavra.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
A unidade da Igreja
Estudando a Eclesiologia (a doutrina da
Igreja) descobrimos que a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo tem o seguinte
perfil: Ela é apostólica, ela é católica, ela é santa e ela é una. A Igreja é Apostólica porque está
fundamentada na doutrina dos apóstolos, Ela é Católica porque tem uma expressão
universal, Ela é santa porque foi santificada pelos méritos do seu Salvador e
ela é una porque é uma só Igreja, porque todos os seus membros estão unidos espiritualmente
uns aos outros e todos eles unidos a Cristo, cabeça da mesma.
Quanto se trata da Igreja são
utilizadas na Bíblia diversas figuras de linguagem para representá-la, tais
como um povo, um corpo, uma construção, etc. e em praticamente todas elas se
tem a conotação de algo composto de muitas partes, que fazem parte de um todo,
senão vejamos: um povo - muitas pessoas
com identidade própria; um corpo - muitos e diversificados membros; e um edifício
– pedras argamassadas sobre um fundamento.
Essa unidade em seu aspecto
posicional é uma realidade revelada nas Sagradas Escrituras, senão vejamos: “Porque,
assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos,
são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um
Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer
livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só
membro, mas muitos” 1 Co 12.12-14. “E,
chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus
eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa
espiritual e sacerdócio santo...” 1 Pe 2.4,5.
É bom lembrar que o Senhor
Jesus Cristo ordenou que os que crescem nele se organizassem em comunidades
locais para se desincumbirem das grandes responsabilidades que Ele deixou em Sua
Palavra para a Igreja (Adoração, Edificação, Proclamação e Beneficência).
Sabemos pelas Escrituras e pela
experiência que o crente ainda carrega
consigo a natureza pecaminosa. Sabemos ainda que as pessoas que compõem a Igreja nas suas expressões local e
universal são diferentes umas das outras. Há uma diferença geral de sexo (macho
e fêmea) e há também diferenças psicológicas, sociais, etc.
O grande desafio que temos como
cristão é viver em comunidade seguindo o princípio da unidade da Igreja na sua
expressão experimental. O Salvador na sua oração sacerdotal pediu ao pai que
aqueles que crescem nele fossem um como a Trindade é una. “Eu não rogo somente
por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim;
para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também
eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes
a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e
tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade...” Jo 17.20-23.
É desejo expresso do Espirito
Santo que foi dado por Jesus para estar com a Igreja na sua caminhada neste
mundo, que sejamos, como membros de uma comunidade local, unidos. “Oh! Quão bom
e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Sl 133.1. Paulo escrevendo a Igreja de Filipos
expressou esse desejo de Deus: “completai o meu gozo, para que sintais o mesmo,
tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” Fp 2.2.
Na Igreja de Filipos duas irmãs
viviam em conflito, ferindo a unidade daquela
Igreja e Paulo as adverte como corresponsáveis para manter o princípio da
unidade, nestes termos: “O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam
em harmonia no Senhor” Fp 4.2.
Ainda hoje, amados, somos
responsabilizados por Deus em manter a Igreja unida, em paz. Ferir esse princípio
nos trará inúmeros prejuízos, pois a falta de unidade afronta a Deus. “Se
alguém destruir templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus que
sois vós, é santo” 1 Co 3.17.
Pr. Eudes Lopes
Cavalcanti
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O Futuro da Igreja
INTRODUÇÃO
No programa redentor de Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo está definido todas as etapas da vida da Igreja. Nesse programa descobrimos que Deus livremente escolheu (eleição) todos aqueles que iriam fazer parte da Igreja. Depois Deus os predestinou para que essa eleição inexoravelmente acontecesse (predestinação). Em seguida Deus determinou que os escolhidos fossem chamados eficazmente no tempo da existência de cada um deles pela pregação do Evangelho (Chamada Eficaz). No ato dessa chamada eficaz O Senhor determinou que os eleitos fossem justificados pelos méritos de Cristo (Justificação). E por fim Deus determinou que a Igreja fosse revestida de glória celeste quando o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, viesse a segunda vez a este mundo. Esses estágios foram revelados por Deus através de Paulo em sua carta aos Romanos, capítulo 8, versículos 28 a 30.
I – A SEGUNDA VINDA DO SENHOR
A Segunda Vinda do Senhor Jesus em glória é o grande momento do cumprimento das promessas de Deus no que se refere à glorificação e futuro eterno da Igreja. Os textos que tratam do revestimento de glória da Igreja estão intimamente ligados a esse grandioso evento, senão vejamos: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts. 4.16,17). “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1 Co. 15.51-54). (Veja ainda Fp. 3.20,21).
A partir desse glorioso momento, a Igreja do Senhor entrará num estado de glória celeste que perdurará por toda a eternidade. “... e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts. 4.17).
II – O ARREBATAMENTO DA IGREJA
A Segunda Vinda do Senhor implica necessariamente no translado da Igreja para se encontrar com Ele nos céus atmosféricos (ares) devido à promessa de Jesus, registrada no Evangelho de João. “E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo. 14.3).
No desdobramento do programa escatológico está previsto o traslado da Igreja para se encontrar com o Seu Senhor que estará descendo do Céu de Deus (terceiro Céu). (Veja 1 Ts. 4.13-17; 1 Co. 15.51-54; 2 Ts. 2.1). Esse glorioso acontecimento é figurado na parábola das dez virgens proferida por Jesus e registrada por Mateus (Mt. 25.1-13). “Mas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! Então, todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas... e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta” (Mt 25.6-10).
1. A Ressurreição dos Crentes Falecidos
Ainda no desdobramento do programa escatológico, no que se refere ao Arrebatamento, está previsto que o corpo mortal dos crentes seja revestido de imortalidade. Esse revestimento será comum para os crentes falecidos bem como para os crentes que estiverem vivos no grande dia da Segunda Vinda do Senhor. Paulo fazendo apologia sobre a ressurreição dos salvos na sua carta aos Coríntios disse que convém, ou seja, que é necessário, que o que é mortal seja absorvido pela vida, se revista de imortalidade. “Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Co. 15.53). O corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Cristo, com as mesmas propriedades e virtudes. “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp. 3.20,21). Esse corpo glorificado nos habilitará a viver nos Céus e também estará habilitado para gozar de toda a plenitude das bênçãos proporcionadas pelo Evangelho.
2. A Transformação dos Crentes Vivos
Para os crentes que estiverem vivos por ocasião da Segunda Vinda do Senhor e o consequente arrebatamento da Igreja, a benção que os alcançará é a transformação do corpo mortal num corpo espiritual, pois assim ensinou Paulo pelo Espírito Santo quando tratou da ressurreição dos salvos. “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (1 Co. 15.49-54).
3. O Encontro com o Senhor nos Ares
Os crentes ressuscitados e os crentes transformados, todos com corpos glorificados, sem diferenciação entre um grupo e outro, a Igreja completa sem faltar um membro sequer será impulsionada pelo Espírito Santo para encontrar o Senhor Jesus nos ares. É o glorioso encontro da noiva com o seu noivo, para o grande banquete nupcial, as bodas do Cordeiro, profetizada em Apocalipse. “E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap. 19.9).
III – A HABITAÇÃO PERMANENTE DA IGREJA
A Igreja habitará para sempre com o Senhor conforme revelado na Palavra de Deus. Paulo, na primeira carta de Tessalonicenses, disse que logo após o arrebatamento da Igreja estaremos para sempre com o Senhor. (1 Ts 4.17). Vejamos os itens que trazem mais luz sobre o assunto:
1. O Céu, o Lugar da Habitação da Igreja
A Bíblia diz que a Igreja estará para sempre com o Senhor, não se afastará dele. Onde o Senhor estiver a sua Igreja estará com Ele. É sabido que o habitat natural de Deus é o Céu. “Para ti, que habitas nos céus, levanto os meus olhos” (Sl. 123.1). Todas as visões que os servos de Deus tiveram sempre viram Deus nos Céus. “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At. 7.55,56). (Veja ainda 1 Rs. 22.19; Is. 6.1-3; Ap. 4.1-5), portanto, a Igreja estará nos Céus com Jesus.
O Céu é na verdade um lugar, pois isso se confirma com a existência nele de seres humanos com corpos glorificados (lembre-se de Enoque e Elias que subiram aos Céus sem experimentar a morte) e lá estão com corpos glorificados. O próprio Senhor Jesus está no Céu com o corpo glorificado que ressuscitou dos mortos. “E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção... Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Co. 15.50-53). (Veja Gn. 5.24; 2 Rs. 2.11; Mc. 16.19; At. 1.9).
2. A Terra Restaurada, Outro Lugar de Habitação da Igreja?
A Bíblia diz ainda que os céus (atmosférico e estratosférico) e a terra sofrerão o impacto da ira de Deus sobre a impiedade do homem e serão destruídos pelo fogo quando da consumação de todas as coisas, e que em seu lugar Deus criará novos céus e nova terra, pois assim revelou o Espírito Santo pela instrumentalidade de Pedro: “Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão...Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. (2 Pe 3.10-13). (Veja também 2 Pe 3.7; Ap 22.1).
Apesar da escassez de material bíblico sobre o assunto, pensamos que seria contraproducente Deus restaurar a terra e deixá-la vazia por toda a eternidade, visto que a mesma foi dada para morada dos filhos dos homens. “Os céus são os céus do Senhor; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens” Sl 115.16. Assim sendo achamos que a terra restaurada também será a habitação da Igreja, pois a mesma estará capacitada com o corpo glorificado a transitar entre céus e terra sem dificuldade alguma. A dimensão espacial não será obstáculo mais para a Igreja, pois as propriedades do corpo glorificado a habilitará para vencer essa dimensão. Observe que Pedro disse no versículo acima que aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça. Se a terra restaurada é uma expectativa da Igreja e que nela haverá justiça presumimos que terá seres morais habitando nela.
Sendo o Céu de Deus um lugar e a terra restaurada outro lugar, e que não haverá mais limite espacial para o corpo glorificado, onde o Senhor Jesus estiver ali estará consigo a sua amada esposa, a Igreja. O fato revelado com clareza nas Santas Escrituras é que depois do Arrebatamento estaremos para sempre com o Senhor (seja nos Céus ou na terra restaurada ou em ambos os lugares).
3. O Estado dos Salvos nessa Habitação
Na Escatologia encontramos o seu último tema, o Estado Eterno. O céu é um lugar como visto no item anterior, mas é também um estado, ou seja, uma condição de gozo permanente. Isto quer dizer que além de habitar no Paraíso o salvo experimentará um estado de contínuo gozo e felicidade. Na parábola dos talentos o Senhor Jesus nos ensinou isso quando disse aos servos fiéis: “entra no gozo do teu senhor”. “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt. 25.21). O Senhor nos ensinou isso também na parábola do rico e Lázaro quando disse que o mendigo que estava no Paraíso estava sendo consolado enquanto o ímpio estava sendo atormentado. (Lc. 16.25).
4. O Tempo da Habitação
Voltando para o texto de Paulo aos Tessalonicenses observamos que se diz que o tempo da habitação da Igreja nessa nova dimensão de vida é para sempre. Nesse tempo eterno não haverá mudança nem sombra de variação. É a consumação do programa de Deus para a humanidade. Essa é a herança dos santos na luz, viver para sempre com Jesus nos Céus. Lá, revelou o Espírito Santo no Apocalipse, não haverá dor, nem tristeza, nem pranto, pois tudo foi mudado por Deus e isso de um modo permanente. “... E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.” (Ap. 22.1-5).
CONCLUSÃO
Concluímos este artigo com grande alegria no coração tendo em vista a perspectiva que o programa divino descortina para a Igreja. O futuro da Igreja é fulgurante e devemos viver motivado por essa esperança revelada na Palavra de Deus. Devemos esperar com paciência a concretização do programa de Deus, pois quem prometeu é fiel e cumprirá a sua palavra.
Eudes Lopes Cavalcanti
A Igreja local como uma organização
INTRODUÇÃO
Por mais que queiramos espiritualizar o tema Igreja não podemos deixar de reconhecer que as Sagradas Escrituras nos revelam uma organização básica de uma Igreja local. Observe a preocupação do apóstolo Paulo quando escreveu a Tito. A primeira coisa que ele fez referência, após saudar aquele obreiro, foi justamente orientá-lo na organização de Igrejas locais (Tt. 1.5).
É verdade que a Bíblia no Novo Testamento não fala de uma estrutura administrativa nos moldes da igreja da atualidade. É verdade também que se a Igreja militante (os salvos espalhados no mundo) fosse se desincumbir de suas grandes responsabilidades conforme definidas nas Escrituras, jamais a missão da Igreja seria concretizada neste mundo sem o concurso das Igrejas locais, pois para isso existe a necessidade de agregar recursos e coordená-los a fim de que os objetivos básicos da missão da Igreja sejam alcançados.
I – A IGREJA LOCAL, SUA ORGANIZAÇÃO
Como organização, a Igreja é uma instituição que tem uma estrutura administrativa definida através da qual a obra comissionada por Deus é executada neste mundo. Em sua sabedoria infinita Deus organizou a Igreja para que os seus diversos recursos fossem utilizados de forma inteligente, consistente, para a realização do Seu eterno propósito em Cristo Jesus.
1. A Estrutura Administrativa da Igreja
Uma Igreja Congregacional é uma Igreja completa em si mesma e para existir independe de qualquer outra instituição. Ela é estruturada visando à realização do propósito de Deus através dos seus órgãos componentes. A sua estruturação é por ordenamento de órgãos diretores seguido de órgãos que segmentam suas atividades ou departamentos.
a) As Assembleias de membros
Do ponto de vista administrativo, dentro de uma Igreja com governo Congregacional, não existe nenhum outro órgão maior do que a sua assembleia de membros. É assim porque o próprio Deus estabeleceu essa forma de governo na Igreja. (Veja Mt. 18.17,18; At. 1.15,23; 6.2,3,6;...).
Três são os tipos de assembleias de uma Igreja Congregacional: assembleia ordinária, assembleia extraordinária e assembleia especial. A assembleia ordinária é aquela em que a igreja se reúne para tratar de assuntos corriqueiros de sua administração. Essas assembleias se instalam de acordo com a periodicidade definida no Estatuto. A Assembleia extraordinária é aquela em que a igreja se reúne quando houver a necessidade de decidir coisas urgentes. Esse tipo de assembleia pode acontecer tantas vezes quantas houver necessidade. A assembleia especial é estabelecida para eleger pastores e oficiais e aprovar o plano diretor da Igreja.
Todas as assembleias devem ser convocadas por quem tem competência estatutária para tanto e funcionam de acordo com uma pauta estabelecida, e com um quórum mínimo exigido pelo Estatuto.
b) O Pastorado da Igreja
A menos que o Estatuto defina o contrário, o Pastor titular é o presidente administrativo da Igreja com autoridade delegada pelo Estatuto para geri-la em todas as áreas. Isto quer dizer que todos os órgãos da estrutura administrativa da Igreja estão sob a sua supervisão. É ele o representante e responsável legal pela Igreja diante do Estado Brasileiro, da Denominação a que ela é filiada, e diante das instituições em geral. A essa autoridade legal soma-se a autoridade dada por Deus nas Sagradas Escrituras para gerir a Igreja como responsável por ela diante do Senhor. Observe que quando o Senhor Jesus dirige-se as Igrejas da Ásia Menor listadas no livro de Apocalipse Ele se dirige aos seus pastores: “Ao anjo da Igreja... escreve:... (Ap 2.1,8;...).
c) O Conselho Eclesiástico da Igreja
Para auxiliar o Pastor Titular da Igreja no pastoreio da mesma, o Senhor estabeleceu dentro dela outras duas categorias de oficiais, os Presbíteros e os Diáconos, cabendo aos primeiros auxiliá-lo no governo espiritual e aos outros nas temporalidades da Igreja. Esses oficiais juntamente com o Pastor Titular e os possíveis pastores auxiliares e copastores compõem o Conselho Eclesiástico da Igreja. É o modelo bíblico de governo de Igreja. A nossa Denominação autorizou a agregação a esse Conselho os missionários que fazem parte da membrezia da Igreja, e que são filiados ao quadro de missionários da ALIANÇA. Esse Conselho funciona sob a orientação do Pastor da Igreja servindo o mesmo como staff (assessoria) para as tomada de decisão do ministério pastoral.
d) Os Departamentos da Igreja
Os departamentos são os órgãos componentes da estrutura administrativa da Igreja que têm a responsabilidade de desenvolver atividades especificas dentro dela, tais como: missões, patrimônio, beneficência, etc. A diretoria de um departamento é composta de um diretor, de um vice-diretor, de um tesoureiro e de um secretário. Recomenda-se que os departamentos que contemplam os segmentos de pessoas (homens, mulheres, jovens, adolescentes e crianças), tenham conselheiros nomeados pelo Pastor da Igreja para ajudar na aderência das atividades dos mesmos à visão ministerial da Igreja. É praxe nas Igrejas Congregacionais que as diretorias sejam eleitas em assembleia ou nomeadas pelo Pastor Presidente e homologadas pela assembleia. Os diversos departamentos devem funcionar de forma integrada visando o bem maior da Igreja que é o cumprimento de sua missão neste mundo.
Todos os departamentos, de acordo com a estrutura administrativa da Igreja, são subordinados ao pastorado da mesma, conforme o Estatuto e o mandamento divino. Isso quer dizer que o departamento não tem existência autônoma, mas faz parte de uma estrutura cuja cabeça é a presidência da Igreja e a ela deve participar o seu plano de ação.
e) As Congregações da Igreja
As congregações são órgão da Igreja instalados distante do templo sede onde se congregam membros e congregados da Igreja que se reúnem para adoração, edificação, proclamação e beneficência. Cada congregação deve ter um dirigente, de preferência um Pastor ou um Presbítero. Com a presença de uma dessas duas lideranças fica mais fácil a realização da dinâmica da Igreja, tais como casamento, batismo (privativos a Pastores), e celebração da Ceia do Senhor. A congregação, a exemplo dos departamentos, está debaixo das mesmas diretrizes. Ela não tem existência autônoma, devendo ser submissa à presidência da Igreja. Os irmãos que se congregam nas congregações devem ser submissos aos seus respectivos dirigentes, pois eles são as autoridades constituídas por Deus dentro delas e que receberam delegação da Igreja para dirigir esses trabalhos.
2. Os Instrumentos Normativos da Igreja
Do ponto de vista administrativo três são os instrumentos normativos de uma Igreja na sua expressão local:
a) O Estatuto
O Estatuto da Igreja é o documento que define a sua estrutura administrativa e disciplina o seu funcionamento. A confecção desse documento segue princípios básicos estabelecidos pelas leis do País. Esse documento define a razão social da Igreja, seu tempo de duração, suas finalidades, sua diretoria, sua estrutura administrativa, sua fonte de recursos e outros itens importantes. Tratando-se de um Estatuto de uma igreja Congregacional ele deve ser confeccionado quando da organização da Igreja podendo ser modificado quando houver necessidade. Só uma assembleia de membros convocada segundo o estabelecido no Estatuto pode autorizar uma modificação nesse documento. É obrigatório o registro do Estatuto no Cartório de Registro de Títulos e Documentos da comarca onde a igreja está estabelecida. Esse documento é a lei maior da Igreja, do ponto de vista administrativo e legal.
b) O Regimento Interno
O Regimento Interno é o documento que detalha o Estatuto e o complementa. O registro em Cartório do Regimento Interno não é obrigatório, mas uma vez aprovado em assembleia torna-se lei para a vida da Igreja juntamente com o Estatuto, podendo o mesmo ser requerido em juízo para dirimir questões que porventura surjam no cotidiano da vida da Igreja.
c) As Decisões das Assembleias da Igreja
As decisões das assembleias da Igreja registradas em livro de atas têm valor legal diante da sociedade civil e podem ser utilizadas pelos tribunais humanos para dirimir dúvidas e fechar questões. Nenhuma decisão da assembleia pode colidir com aquilo que está definido no Estatuto da Igreja ou no seu Regimento Interno.
Além desse aspecto jurídico há de se observar que à luz das Sagradas Escrituras as decisões tomadas pela assembleia têm a chancela divina se as mesmas não ferirem a santidade do Evangelho, sendo, portanto, lei para os membros da igreja (Mt. 16.18,19; 18.15-20). As decisões da assembleia devem ser obedecidas por todos os membros de uma Igreja Congregacional, porque nelas está manifestada a vontade de Deus para a vida da Igreja, quer seja diretiva quer seja permissiva. A insubordinação contra uma decisão da assembleia deve ser considerada como uma desobediência ao princípio da submissão à autoridade, estabelecido por Deus em sua Palavra. (Veja Rm. 13.1,2).
II – A IGREJA LOCAL, SEUS OFICIAIS
1. O Pastor da Igreja
Reza o Regimento Interno da ALIANÇA, sobre o Pastor, o que se segue: “Ministro do Evangelho é o ofício perpétuo a que são consagrados os formados em Teologia ou, em casos especiais, os não formados, com privilégios e deveres específicos, sendo este ofício o primeiro em dignidade na Igreja”. Outro documento do Congregacionalismo diz sobre o pastor o seguinte: “Designa-se pastor o cargo do Ministro do Evangelho eleito e empossado em uma Igreja, com responsabilidade executiva e administrativa”.
”.O ofício bíblico de Pastor foi instituído por Deus na Igreja, conforme Ef. 4.11 (Veja ainda Jr 3.15). Ao Pastor Deus deu a direção geral da Igreja sendo o mesmo responsável por ela em todas as instâncias. No livro de Apocalipse os Pastores são chamados de anjos da Igreja. Em Jeremias 3.15 e em Efésios 4.11 nos é dito que os Pastores são dádivas de Deus a Igreja para promover a sua edificação espiritual.
Na estrutura administrativa o Pastor Titular detém a presidência da Igreja, sendo o mesmo responsável por ela, e que a representa perante as autoridades eclesiásticas e não eclesiásticas, como foi dito acima.
Convém esclarecer que o Pastor da Igreja não tem autonomia absoluta sobre a mesma, pois o mesmo é submisso à assembleia da Igreja, ao seu Estatuto e ao seu Regimento Interno.
2. Os Presbíteros da Igreja
O Presbítero é outra categoria de oficial que foi instituída por Deus dentro de uma Igreja local. (At. 20.28; Tt. 1.5; 1 Pe. 5.1-4). O Regimento Interno da ALIANÇA diz do Presbítero, o seguinte: “Presbítero é o oficial auxiliar do ministro que pastoreia na administração dos interesses espirituais das igrejas”.
Os Presbíteros têm a função de pastoreio e estão ligados ao ministério da Igreja local para ajudar ao Pastor a apascentar a Igreja do Senhor. “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a Igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” At. 20.28. Pedro, a exemplo de Paulo, reforça a ideia de pastoreio por parte dos Presbíteros. (Veja 1 Pe 5.1-4)
O ministério de pastoreio implica em que os Presbíteros devem ajudar o Pastor no seu ministério, cabendo-lhes atribuições pastorais, tais como ensinar a doutrina, dirigir cultos, pregar o Evangelho, zelar pela vida espiritual da Igreja, visitar os enfermos, orar por eles e realizarem alguns atos pastorais delegados pelo Pastor da Igreja (celebrar a Ceia, oficiar cerimônia fúnebre, impetrar a bênção apostólica).
3. Os Diáconos da Igreja
O terceiro dos ofícios estabelecidos por Deus dentro de uma Igreja local é o de Diáconos. (At. 6.1-6; Fp. 1.1; 1 Tm. 3.8-13). Esse ofício foi instituído por Deus para cuidar das temporalidades da Igreja mui especialmente dos crentes que passam necessidades, segundo se extrai de Atos 6.1-3. Aos Diáconos compete ainda cuidar da boa ordem do culto, zelar pela Casa de Deus, distribuir a Ceia do Senhor e outras atividades delegadas pelo Pastor da Igreja. Os Diáconos que servirem bem tem da parte de Deus uma benção especial conforme 1 Tm. 3.13.
O trabalho dos Diáconos deve ser em harmonia com os outros oficiais citados visando o crescimento da Igreja. Na carta aos Filipenses Paulo os identifica em sua saudação como representantes daquela Igreja juntos com os Bispos (Pastores e Presbíteros) Fp. 1.1.
III – A IGREJA LOCAL, SUA MEMBREZIA
1. Os membros da Igreja
São membros de uma igreja local todas aquelas pessoas recebidas em sua membrezia segundo critérios estabelecidos nos documentos normativos da Igreja, quer seja através do batismo ou recebidas por transferência de outras Igrejas evangélicas. No ato do batismo, que pressupõe uma autorização da assembleia, a recepção do membro é automática. No caso de transferência a recepção dar-se-á numa assembleia da Igreja. Esses membros têm direitos e deveres estabelecidos pelo Estatuto e pelo Regimento Interno da Igreja.
Para controle e para facilitar os ministérios pastoral e diaconal, o cadastro dos membros da Igreja deve ser atualizado todas as vezes que houver uma mudança nas informações básicas dos seus membros (falecimento, transferência, mudança de endereço, telefone, etc).
2. Os Congregados da igreja
São congregados da Igreja aquelas pessoas que não são membros da mesma, mas que assistem regularmente aos seus cultos, que contribuem e participam de suas atividades. Essas pessoas devem ser cadastradas para assistência pastoral e outros apoios quando necessários.
CONCLUSÃO
Neste artigo enfatizamos a Igreja como uma organização. Procurando facilitar a compreensão do leitor tratamos dos órgãos mais importantes da estrutura administrativa de uma Igreja Congregacional. A ideia básica deste estudo é que os irmãos valorizem mais as suas Igrejas locais e se engajem em seu ministério, para que as mesmas tenham condição de realizar a sua missão neste mundo segundo estabelecido por Deus em sua Palavra.
Eudes Lopes Cavalcanti
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