Mostrando postagens com marcador COMENTANDO ATOS DOS APÓSTOLOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COMENTANDO ATOS DOS APÓSTOLOS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de janeiro de 2020


Simão, o mágico (At 8.9-13)

No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde Deus usando a Felipe estava fazendo uma obra extraordinária, conforme visto no artigo anterior, que era um mágico chamado Simão que aceitara o Evangelho e fora batizado. O espertalhão Simão, o mago, vaidoso, carismático tinha se insinuado no imaginário samaritano como um grande vulto, iludindo assim o povo samaritano que lhe dava ouvido, ou obedecia aos seus comandos, inclusive chamando-o de a grande virtude de Deus. “E estava ali um certo homem chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica e tinha iludido a gente de Samaria, dizendo que era uma grande personagem; ao qual todos atendiam, desde o mais pequeno até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus. E atendiam-no a ele, porque já desde muito tempo os havia iludido com artes mágicas” (At 8.9-11).  Simão, o mago, tinha muitos adeptos naquela cidade, iludida com as mágicas praticadas por ele, mas esse povo entrando em conato com a poderosa mensagem do Evangelho abandonara a mágica e aceitara a Cristo e eram batizados, inclusive o próprio Simão aceitara a fé e fora batizado. “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou, de contínuo, com Filipe e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito.” At 8.12,13. Segundo o relato bíblico, Simão extasiado com o que estava vendo (curas, exorcismo e milagres) estava de continuo próximo do Evangelista Felipe que estava sendo poderosamente usado por Deus. Veremos no próximo artigo que a conversão de Simão não foi genuína e que houve uma precipitação em relação ao seu batismo.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Filipe prega em Samaria (At 8.4-8)

A perseguição que desabara sobre a Igreja no início de sua existência, perseguição essa liderada por Saulo de Tarso, no lugar de ser uma tragédia para a Igreja, foi uma benção do ponto de vista espiritual, pois os irmãos dispersos, segundo o texto em apreço, por onde quer que andavam, pregavam o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” At 8.4. É importante observar a abundante graça de Deus sobre aqueles irmãos perseguidos, pois mesmos perdendo os seus lares, empregos, negócios, etc, no lugar de se lamuriarem, reclamarem, encheram-se de entusiasmos por Cristo e pela Sua obra. Uma pergunta que não quer calar é que por que aquela perseguição se a Igreja estava andando sob a direção do Espirito Santo? Penso eu que a perseguição foi ocasionada pela letargia ou demora da Igreja em cumprir integralmente a ordem de Cristo conforme explicitada em At 1.8. “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Na perseguição, um Diácono se destacou com o dom ministerial de evangelista que Deus lhe dera, Filipe um dos sete separados no início da Igreja. O ministério de Filipe concentrou-se na cidade de Samaria, capital da região central da Palestina, onde uma poderosa obra do Espírito Santo foi realizada (conversão, cura de enfermidades e expulsão de demônios), conforme texto a seguir: “Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. E houve grande alegria naquela cidade” At 8.5-8.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                           

(At 8.1-3) A primeira perseguição à igreja
O capitulo 8 de Atos começa com a informação de que um jovem fariseu chamado Saulo de Tarso dera o seu voto a favor da condenação de Estevão à morte. Em seguida, o texto nos informa que no dia da morte de Estevão começou uma grande perseguição contra a Igreja em Jerusalém, de tão forte essa perseguição que todos os que professavam a fé em Cristo fugiram daquela cidade à exceção dos apóstolos do Senhor (Alguns estudiosos dizem que os dispersos foram judeus prosélitos convertidos ao Cristianismo e não os crentes judeus genuínos). Os dispersos foram para as regiões da Judéia e Samaria. Depois o texto nos fala do sepultamento de Estevão que foi feito por alguns homens piedosos, que fizeram também um grande pranto sobre ele. Em seguida o texto volta a falar sobre Saulo de Tarso, que cheio de ressentimento e ódio contra a Igreja de Cristo entrava nas casas suspeitas de terem cristãos nelas e arrastava homens e mulheres e os encerrava no cárcere. Certamente que Saulo era um dos membros do Sinédrio israelita, que tinha controle religioso sobre os habitantes de Jerusalém, e fora comissionado por ele para isso. Em relação aos expulsos da cidade e dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria, eles eram prosélitos do judaísmo, ou seja, estrangeiros convertidos ao judaísmo que aceitaram a fé cristã no início da Igreja em Jerusalém.  Lembrando que a oposição à Estevão foi feita pelos que faziam parte da sinagoga chamada dos Libertos, e de pessoas convertidas ao judaísmo das regiões de Cirene, de Alexandria, da Cilicia e da Ásia. Em relação a perseguição de cristãos é bom lembrar que é uma vocação da Igreja sofrer por causa de Cristo. “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” Fp 1.29. (Veja ainda 1 Ts 3.3; 1 Pe 2.19-21).  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti    

sábado, 14 de dezembro de 2019

A morte de Estevão


A morte de Estevão (At 7.54-8.1)
O resultado do longo sermão de Estevão foi do ponto de vista humano altamente negativo, pois não houve arrependimento nem conversão, muito pelo contrário, os ouvintes, os membros do Sinédrio, umas setenta pessoas, ficaram enfurecidos e rilhavam os dentre contra ele. Contrário ao coração furioso daqueles homens, o coração de Estevão estava cheio da graça de Deus e ele testifica para eles uma visão que Deus lhe estava dando: “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus” At 7.55,56. Com essa declaração Estevão assinou a sua sentença de morte, pois dizer perante o Sinédrio israelita que o Jesus que vivera entre eles, estava vivo e a direita de Deus (a direita de Deus é a prestigiosa posição de autoridade ocupada por Jesus nos Céus) era uma blasfêmia aos olhos daqueles incrédulos judeus. (A condenação de Estevão foi similar à do Senhor Jesus – pretenso pecado de blasfêmia). O texto nos diz que eles furiosos expulsaram Estevão do recinto, e levando-o para fora de Jerusalém o apedrejaram.  Enquanto as pedras choviam sobre Estevão ele, ensanguentado, invocava o nome do Senhor Jesus pedindo que Ele recebesse o seu espirito nos Céus. Nessa oração Estevão, como um cristão genuíno que era, pediu a Deus que perdoasse o pecado de seus algozes e, dizendo isto, morreu. Em seguida o texto nos revela que um tal de Saulo, que mais tarde ouviremos falar muito dele, consentia com a morte de Estevão.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                   

A defesa de Estevão

A defesa de Estevão (At 7.1-53)
Diante do tribunal judaico, Estevão quando interrogado pelo sumo sacerdote israelita fez a sua defesa, e nessa defesa faz uma digressão da história do povo de Deus a partir do seu fundador Abraão. Depois ele faz menção aos patriarcas detendo-se um pouco no relato sobre José e a provisão que Deus fizera para a família patriarcal quando da terrível fome que se abateu pelo mundo de então. Em seguida Estevão, na sua digressão, enfatiza a vida de Moisés e os seus feitos no meio do povo de Deus, inclusive do fracasso de Israel em adorar o bezerro de ouro. Seguindo as Escrituras no seu relato histórico chega ao rei Davi, que tinha a pretensão de construir um santuário para Deus em Jerusalém, o que foi feito por Salomão seu filho. Em seguida, Estevão questiona a exclusividade do templo em Jerusalém como o lugar de adoração a Deus. “mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura, não fez a minha mão todas estas coisas?” At 7.48-50. Depois Estevão passa de acusado para acusador, chamando a liderança religiosa de Israel de homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, e de sempre resistirem ao Espirito Santo de Deus como fizeram os seus pais, quando não deram ouvido a voz profética de Deus em Israel, quando esses profetas anunciavam a vinda do justo (o Messias). Por fim Estevão os acusa de terem traído e assassinado o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti   




Estevão perante o Sinédrio


 Estevão perante o Sinédrio (At 6.8-15)
O texto em apreço enfoca o ministério do Diácono Estevão que se destacava no ministério da Palavra. Diz-nos também o texto que através de Estevão, Deus fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Em Jerusalém na época tinha uma sinagoga chamada de Sinagoga dos Libertos composta de judeus e prosélitos vindo da Cilicia, de Alexandria e de Cirene, os quais discutiam com Estevão, ou melhor, se opunham a ele, mas não conseguiam prevalecer contra ele, pois Estevão estava cheio do Espirito Santo e firmado na verdade da Palavra de Deus. Os opositores de Estevão não podendo vencê-lo através de argumentos, usaram de um expediente doloso que foi contratar testemunhas que depuseram contra ele. “Então, subornaram uns homens para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus. E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, investindo com ele, o arrebataram e o levaram ao conselho. Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu” At 6.11-14. A acusação contra Estevão diante do Sinédrio israelita foi que ouviram dizer que Jesus destruiria o templo de Jerusalém e mudaria o costume que Moisés lhes dera. O texto sagrado nos diz que os componentes do Sinédrio ao olharem para o rosto de Estevão viram que o mesmo brilhava como se fosse o rosto de um anjo de Deus.    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
                        



A Instituição dos Diáconos

A Instituição dos Diáconos (At 6.1-7)

 Depois do conflito dos apóstolos com o Sinédrio israelita, que foi apaziguado pela intervenção do rabino Gamaliel, o livro de Atos registra a primeira dificuldade interna enfrentada pela comunidade de crentes: “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária”. At 6.1. Vemos no texto, que o primeiro problema interno na Igreja foi uma espécie de descriminação: um grupo estava sendo mais prestigiado do que o outro, isto na área da beneficência. Tal situação ensejou a intervenção dos apóstolos para a solução do problema, que foi a instituição do Diaconato, que seria escolhido pela Igreja em assembleia e consagrado para tomar conta desse importante assunto. Os doze apóstolos traçaram o perfil espiritual dessas pessoas, a saber: Homens de boa reputação, cheio do Espirito Santo e de sabedoria. Os sete homens com esse perfil, escolhidos pela Igreja, foram: “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia”. At 6.5. Depois de escolhidos pela Igreja, esses homens foram consagrados ao ministério diaconal pela imposição das mãos dos apóstolos, que lhes conferiu autoridade espiritual para exercer o Diaconato. A instituição do Diaconato que iria gerenciar a beneficência da Igreja, permitiu que os apóstolos se dedicassem a oração e ao ministério da Palavra (At 6.4). Escrevendo a Timóteo (1 Tm 3.8-13), Paulo, pelo Espirito Santo, amplifica o perfil para o Diaconato, a saber:  Homens honestos, não de língua dobre, não dado ao vinho, não cobiçoso, marido de uma só mulher, que governe bem a seus filhos e a casa. O texto termina informando que a Igreja em Jerusalém estava na época em continuo crescimento.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O parecer de Gamaliel (At 5.33-42)


O parecer de Gamaliel (At 5.33-42)
O texto em apreço, nos diz que as autoridades religiosas de Israel que inquiriram os apóstolos ficaram indignadas pela resposta dada por eles e resolveram matá-los, mas um dos ilustres componentes do Sinédrio, chamado Gamaliel, conceituadíssimo mestre em Israel, interveio e mandou retirar os apóstolos do recinto e advertiu ao restante do Sinédrio a ter mais cautela no tratamento da questão. Depois de tecer algumas considerações sobre distúrbios passados recente em Israel e as consequências funestas para a vida de seus líderes, ele disse estas célebres palavras: “Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus” At 5.38,39. O resultado da intervenção de Gamaliel foi que todo o Sinédrio concordou com ele. Chamados novamente a presença das autoridades, os apóstolos foram açoitados e ordenados a não falar mais sobre o nome de Jesus Cristo. O texto nos diz que eles ficaram felizes pelo fato de ter tido o privilégio de sofrer afronta por causa do nome de Jesus. A proibição das autoridades não foi levada em consideração, pois eles já tinham dito que importava mais obedecer a Deus do que aos homens. “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” At 5.42. O Senhor Jesus já tinha dito que sofrer por causa do Evangelho deve ser motivo de satisfação por parte dos cristãos (Mt 5.10-12). A mesma coisa foi dita por Paulo (Fp 1.29) e Pedro (1 Pe 2.21).  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


A Prisão dos Apóstolos


A prisão dos apóstolos (At 5.17-32)
Devido à grande quantidade de pessoas que buscavam a Igreja para ser curadas de seus males, o sumo-sacerdote e os saduceus, um dos segmentos do Sinédrio israelita, encheram-se de inveja e aprisionaram os apóstolos do Senhor.  Guardados na prisão pública de Jerusalém, os apóstolos receberam a visita de um anjo do Senhor que os libertou da prisão de forma miraculosa, e deu-lhes uma ordem de Deus que os apóstolos fossem ao templo e anunciassem o Evangelho de Cristo. Os guardas que foram buscar os apóstolos a mando do sumo sacerdote, expressaram-se assim: “Achamos o cárcere fechado com toda a segurança e as sentinelas nos seus postos junto as portas; mas, abrindo-as, a ninguém encontramos dentro.” At 5.23. Informados de que os apóstolos encontravam-se no templo, as autoridades religiosas mandaram buscá-los, mas sem violência para que não houvesse tumulto entre o povo. Quando na presença das autoridades, eles foram arguidos desta maneira: “Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem” At 5.28. Essa arguição ensejou a Pedro e os demais apóstolos dizerem que importava mais obedecer a Deus do que aos homens. Em seguida, eles anunciaram o Evangelho diante do Sinédrio, dizendo que o Cristo que morrera, Deus o ressuscitara e com o seu poder o exaltara como Príncipe e Salvador, para conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. Em seguida, os apóstolos disseram que Deus os constituíra testemunhas do Evangelho, não só a eles, mas também a todos que recebessem o Espirito Santo no ato da conversão a Cristo.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

       Os apóstolos fazem muitos milagres (At 5.12-16)
Depois do juízo de Deus sobre o casal Ananias e Safira por ter mentido ao Espírito Santo no caso da oferta dada a Igreja, o texto sagrado nos fala sobre os prodígios feitos pelos apóstolos do Senhor Jesus em Jerusalém. No início de sua vivência, a Igreja de Cristo se reunia num alpendre chamado Pórtico de Salomão que era uma das áreas anexa ao templo de Jerusalém. É-nos digo que o povo que ia cultuar a Deus no templo tinha uma profunda admiração pela Igreja. É-nos dito também que o número de crentes em Cristo cada dia crescia mais. Em relação as maravilhas que Deus operava naqueles dias, o texto de Atos nos diz assim: “de sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados” At 5.15,16. O Senhor Jesus quando chamou os seus apóstolos deu-lhes poder para curar os enfermos e expulsar os demônios (Mt 10.1; Mc 16.17,18). No livro de Atos nos é dito que, quando da pregação do Evangelho nos dias apostólicos, o poder de Deus em curar os enfermos se manifestava. “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!” Mc 16.19,20. No caso especifico do texto em apreço nos é dito que muitas gente das cidades vizinhas traziam os doentes e endemoninhados para as reuniões da Igreja, e todos eram curados.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                 

sexta-feira, 25 de outubro de 2019


                  Ananias e Safira (At 5.1-11)
1Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos.
3Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? 4Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. 6Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. 7Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. 8Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. 9Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. 10No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido. 11E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos quantos ouviram a notícia destes acontecimentos.

Nosso Comentário

Na efervescência do início da Igreja em Jerusalém, a liberalidade era uma nota dominante. Vimos no artigo anterior, que Barnabé tinha um terreno e o vendeu e entregou o valor integral aos apóstolos. No texto em apreço vemos um casal fazendo algo parecido. Ananias e sua mulher Safira resolveram vender um terreno e com o dinheiro da venda ofertar para a Igreja, só que uma parte do valor foi retido pelo casal e entregue a Igreja a outra parte. Quando o dinheiro foi trazido, na presença de todos, Pedro disse para Ananias estas pesadíssimas palavras: “... Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus” At 5.3,4. Em seguida, o texto nos diz que Ananias ouvindo a sentença divina caiu fulminado por Deus e foi sepultado. Quase três horas depois, Safira chegou na Igreja e é arguida por Pedro sobre o valor da venda do terreno, e Safira confirmou a informação dada pelo marido, prova de que os dois estavam num mesmo propósito de enganar a Igreja de Cristo. Veja o que Pedro disse a ela: “... Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti” At 5.8,9. Safira, ao ouvir essas palavras, caiu fulminada e foi sepultada pelos mesmos que sepultaram o seu marido. O resultado desse juízo de Deus sobre dois membros da Igreja em Jerusalém foi que um grande temor se apoderou de todos.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti        


A Oferta de Barnabé (At 4.36,37)
36José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, 37como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos.
Nosso Comentário
Barnabé, que significa filho da consolação, alcunha essa dada pelos apóstolos do Senhor, cujo primeiro nome era José, era um judeu levita, crente em Cristo, natural de Chipre. Era um homem generoso. O texto acima nos fala de um ato de Barnabé movido pelo dom da misericórdia dado por Deus a ele, que fora a venda de um terreno seu, cujo valor integral foi trazido e depositado aos pés dos apóstolos como uma oferta ao Senhor, para ser utilizado na obra assistencial da Igreja em Jerusalém. Olhando um pouco para a biografia desse ilustre irmão, que é chamado também de apóstolo (At 14.14). (Se Barnabé era apóstolo, é porque preenchia os requisitos para tanto, ou seja, ter acompanhado o Senhor Jesus desde o batismo de João até a sua morte na cruz, e também ser testemunha da ressurreição e ascensão de Jesus - At 1.21,22, ou pelo menos ter visto a Cristo ressurreto, como foi o caso de Paulo). A seguir, o vemos comissionado pela Igreja de Jerusalém para examinar o crescimento do trabalho em Antioquia da Síria. Diz-nos At 11.23, que ao observar a manifestação da graça divina naquela cidade, contribuiu mais ainda para a consolidação daquela igreja. “Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração permanecessem no Senhor”. O texto nos diz ainda que Barnabé era um homem bom e cheio do Espirito Santo (At 11.24). Na sequência do texto citado, nos é dito que foi Barnabé quem trouxe Saulo de Tarso para ministrar naquela cidade (At 11.25,26). Depois, vemos Barnabé compondo a liderança da Igreja em Antioquia e sendo separado com Paulo, pelo Espirito Santo, para a primeira viagem missionária do apóstolo aos gentios. O livro de Atos ainda nos revela a separação de Barnabé de Paulo devido a diferença de visão ministerial, mas sem abdicarem da obra do Senhor, mesmo que em direções diferentes. Tudo indica que Barnabé seja o obreiro que organizou a Igreja em Antioquia da Síria, onde os discípulos de Cristo foram chamados pela primeira vez de cristãos. Barnabé também é citado na carta de Paulo aos Gálatas, quando se afastou dos crentes gentios, seguindo o posicionamento de Pedro, o que foi repreendido por Paulo (Gl 2.12-14). Ainda se encontram referências positivas e elogiosas a esse obreiro nas cartas paulinas aos Gálatas, 1 Coríntios e Colossenses.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


                            A Comunidade cristã (At 4.32-35)
32Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. 33Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes 35e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.

Nosso Comentário
Depois do relato sobre a ameaça das autoridades religiosas de Israel aos apóstolos, da oração da Igreja e da consequente infusão do poder do Espirito Santo sobre os presentes, e a continuidade da pregação por eles com intrepidez, o presente texto nos revela uma faceta do viver da Igreja de Jerusalém, que estava sob a poderosa influência do Espirito de Deus - a liberalidade. É-nos dito que ninguém considerava propriamente seu nada do que possuía, pois o que tinham era compartilhado entre os que não tinham, sendo tudo a eles em comum. Essa atitude era a consequência natural de uma vida cheia do Espirito Santo, que sensibilizava a quem tinha recursos a ajudar os mais necessitados, a ponto do texto dizer que tudo lhes era comum. “Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” At 4.34,35. É importante observar que uma das primeiras atitudes de uma pessoa convertida, é abrir o bolso para ofertar para a casa do Senhor. Diz o texto também que os apóstolos, cheios do Espirito Santo e da graça divina, pregando davam testemunho da ressurreição de Cristo, pois para isso foram chamados por Deus, para serem testemunhas da ressurreição de Cristo; isto vemos na escolha de Matias para substituir Judas Iscariotes no colégio apostólico. “É necessário, pois, que, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” At 1.21,22.        
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Igreja em Oração (At 4.23-31)
23Uma vez soltos, procuraram os irmãos e lhes contaram quantas coisas lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. 24Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há; 25que disseste por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo:
Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs?
26Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;
27porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, 28para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram; 29agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, 30enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus. 31Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.

Nosso Comentário
Ameaçados pelas autoridades religiosas de Israel, os apóstolos Pedro e João procuraram a Igreja e relataram o ocorrido. Os irmãos, após ouvirem o relato dos apóstolos, levantaram unânimes a voz em oração a Deus. A oração feita por um deles foi registrada por Lucas, escritor de Atos. Nessa oração constatamos que a primeira coisa que fizeram foi exaltarem a Deus, reconhecendo-O como Senhor e Criador de todas as coisas. Em seguida, enfatizaram a palavra profética, mencionando o programa redentor através de nosso Senhor Jesus Cristo, e os fatos históricos a ele associados. É citado também na oração a trama montada pelos agentes humanos que culminou na morte de Cristo. Disseram também que a atitude tomada pelas autoridades religiosas e políticas da época fazia parte do misterioso programa divino, em que essas autoridades foram usadas por Deus para a realização do propósito redentor. Em seguida, a igreja faz a sua petição. Eles pediram poder para anunciar com intrepidez a Palavra de Deus. A resposta divina foi que o lugar onde estavam reunidos foi atingido por um pequeno abalo sísmico, mas sem danos para as instalações e pessoas, e que todos foram cheios do Espirito Santo. Em seguida, o texto nos diz que a Igreja fortalecida pelo Espirito Santo, anunciava com intrepidez a Palavra de Deus. Observando esse episódio podemos enfatizar que o teor do pedido de oração deles (poder para testemunhar) é um pedido que está ausente no meio da Igreja da atualidade. Geralmente oramos pedindo a Deus solução para os problemas que enfrentamos.  Outra coisa a observar é a ênfase que é dada a palavra profética, as Sagradas Escrituras. O programa redentor através de Cristo Jesus é novamente enfatizado nessa oração. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


Pedro e João perante o Sinédrio
(At 4.5-22)
5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos e os escribas 6com o sumo sacerdote Anás, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote; 7e, pondo-os perante eles, os arguiram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? 8Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos, 9visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado, 10tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. 11Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. 12E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. 13Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus. 14Vendo com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário. 15E, mandando-os sair do Sinédrio, consultavam entre si, 16dizendo: Que faremos com estes homens? Pois, na verdade, é manifesto a todos os habitantes de Jerusalém que um sinal notório foi feito por eles, e não o podemos negar; 17mas, para que não haja maior divulgação entre o povo, ameacemo-los para não mais falarem neste nome a quem quer que seja. 18Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus. 19Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; 20pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. 21Depois, ameaçando-os mais ainda, os soltaram, não tendo achado como os castigar, por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera. 22Ora, tinha mais de quarenta anos aquele em quem se operara essa cura milagrosa.

Nosso Comentário
No dia seguinte a prisão, os apóstolos Pedro e João foram apresentados as autoridades religiosas de Jerusalém (os anciãos, os escribas, os sumos sacerdotes Anás e Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote). A arguição feita aos dois apóstolos era para saber com que autoridade eles curaram o paralitico na porta Formosa do templo de Jerusalém. Pedro, cheio do Espirito Santo, disse a eles que o milagre realizado (a cura do paralítico) fora em nome de Jesus. Diz-nos o texto assim: “seja conhecido de vós todos e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. At 4.10-12.  Ao observarem a intrepidez com que Pedro e João falavam, as autoridades constataram que eles eram de fato discípulos de Jesus, e vendo ali o ex paralitico, não tinham nada a acrescentar. Após consultarem entre si, foram unânimes em ordenar a Pedro e João que não anunciassem mais a Jesus entre o povo, ao que Pedro e João perguntaram a eles se era justo diante de Deus que eles se calassem sobre aquilo de que eram testemunhas. Ameaçados mais ainda, foram libertados sem castigá-los, pois o povo glorificava a Deus pelo ocorrido. Na resposta dos apóstolos percebemos que o evangelho foi anunciado àquelas autoridades. Pedro enfatizou os dois pontos centrais do Evangelho (a morte e a ressurreição de Cristo). Pedro também voltou a acusar os líderes religiosos de Israel pelo crime de ter crucificado o Senhor Jesus Cristo. Disse também que o Jesus rejeitado por Israel, Deus o fizera a pedra principal, de esquina, do grande edifício espiritual que Deus estava levantando. Finalizando, Pedro disse a eles que Jesus Cristo era o único e exclusivo Salvador dos pecadores perdidos.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


                   Pedro e João presos (At 4.1-4)
1E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, 2doendo-se muito de que ensinassem o povo e anunciassem em Jesus a ressurreição dos mortos. 3E lançaram mão deles e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois era já tarde. 4Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil.
Nosso Comentário     
Depois de entregar ao povo que se aglomerara no pórtico de Salomão uma poderosa mensagem, por ocasião da cura do coxo que esmolava a porta Formosa do templo em Jerusalém, Pedro e João foram aprisionados pelos líderes religiosos de Israel acompanhados pelo capitão do templo e os saduceus, e recolhidos ao cárcere por ser tarde, para um julgamento no dia seguinte. A motivação da prisão foi que eles estavam cheios de ressentimentos porque os dois apóstolos tinham anunciado que o Senhor Jesus Cristo, sendo as primícias da ressurreição dentre os mortos, no devido tempo, iria chamá-los das sepulturas e trazê-los novamente a vida, através da ressurreição dos mortos. Em seguida, o texto sagrado nos relata o resultado da pregação de Pedro no pórtico de Salomão, que era um dos alpendres do templo em Jerusalém: quase dois mil homens, acrescendo assim ao número de discípulos em Jerusalém para cinco mil.  É significativo que entre o grupo que prendeu Pedro e João estivessem os saduceus, os componentes mais ilustres do Sinédrio israelita, pois eles eram racionalistas, não acreditavam na ressurreição dos mortos, nem em espirito, nem em anjos. “E Paulo, sabendo que uma parte era de saduceus, e outra, de fariseus, clamou no conselho: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseu! No tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado! E, havendo dito isto, houve dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu. Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa” At 23.6-8. Esse é o primeiro relato de perseguição a Igreja de Cristo, no caso, a dois de seus representantes, os apóstolos Pedro e João.     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

                                               O Discurso de Pedro          (At 3.11-26)
11E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre chamado de Salomão. 12E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? 13O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. 14Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida. 15E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas. 16E, pela fé no seu nome, fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde. 17E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes. 18Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer. 19Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. 20E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, 21o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio. 22Porque Moisés disse: O Senhor, vosso Deus, levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. 23E acontecerá que toda alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo. 24E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias. 25Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez com nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. 26Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades.
           
Nosso Comentário


A cura do coxo que esmolava na Porta Formosa do templo em Jerusalém causou uma profunda admiração para quem tomara conhecimento do fato. O texto em apreço nos diz que o coxo que fora curado apegou-se a Pedro e João, e que o povo presente no templo afluiu ao Pórtico de Salomão onde a Igreja se reunia. A presença de muitos naquele lugar ensejou a Pedro pregar a Palavra de Deus. O sermão de Pedro, que começa no versículo 12 de Atos 3 se estende até o final desse capitulo, torna a enfatizar as boas novas de salvação através da morte e ressurreição de Cristo. Pedro começa dizendo que a cura do coxo não fora feita por ele e João e sim por Jesus, pela fé em seu nome. Ainda no seu sermão, Pedro acusa os judeus de terem traído e matado a Jesus através dos romanos, mas disse também que por trás da decisão das autoridades judaicas de ter condenado   Jesus à morte, estava a poderosa mão de Deus dando curso ao Seu programa redentor, definido por Ele na eternidade, e que os instrumentos humanos usados por Ele não estavam isentos da responsabilidade pelo ato praticado, por isso Pedro aproveita o ensejo e os convoca ao arrependimento. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados”. Também no sermão, Pedro fala sobre o Cristo exaltado como aquele que traria refrigério para a alma perdida. Pedro ainda diz que Jesus Cristo era o profeta prometido em Dt 18.15-19, bem como que Ele era o cumprimento das profecias contidas nos livros proféticos do Antigo Testamento. Termina Pedro o seu sermão reportando a aliança que Deus fizera com Abraão, prometendo que na sua descendência (Cristo) seriam abençoadas todas as famílias da terra. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


A cura de um coxo
                                                       (At 3.1-10)
1Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. 2E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 3Ele, vendo a Pedro e a João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. 4E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. 5E olhou para eles, esperando receber alguma coisa. 6E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. 7E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e tornozelos se firmaram. 8E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus. 9E todo o povo o viu andar e louvar a Deus; 10e conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à Porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro pelo que lhe acontecera.

 Nosso Comentário     
                     
Depois do discurso de Pedro no Dia de Pentecostes e da ação poderosa do Espirito Santo, levando a conversão à Cristo quase três mil pessoas, e do relato como vivia a Igreja Primitiva, Lucas, autor de Atos dos Apóstolos, relata um episódio que aconteceu naqueles dias. Pedro e João quando subiam ao templo de Jerusalém, para a oração da hora nona, encontraram um coxo que costumeiramente se assentava junto a uma entrada do templo (Porta Formosa) para esmolar, e que pedia a eles que lhe dessem alguma coisa.  Pedro e João ordenaram que ele olhassem para eles, e Pedro lhe disse: “... Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”. Logo em seguida, aconteceu o que se segue: “E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e tornozelos se firmaram. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou”. Em seguida, o homem curado entrou no templo saltando e louvando a Deus. O povo presente rompeu também em adoração a Deus, porque reconhecera que ele era o coxo que esmolava assentado próximo a Porta Formosa. Olhando o milagre realizado, é importante constatar que o mesmo foi uma clara obra divina, e que foi realizado em nome de Jesus Cristo. “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”. Um nome no oriente médio, na época, representava uma pessoa com todos os seus dons e atributos de que era possuidora. O nome de Jesus é a grande credencial que a Igreja tem diante de Deus. Esse precioso nome está acima de todo o outro nome (Fp 2.9-11). O poder de Jesus é imenso, pois Ele é Deus. E ainda hoje esse poder é operante no mundo, pois Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


As primeiras conversões (At 2.37-47)
37Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? 38E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. 40E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas.
42E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. 43Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 44Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. 45Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. 46E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 47louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Nosso Comentário
As palavras proferidas por Pedro em seu sermão no Dia de Pentecostes causaram um impacto profundo na multidão que o ouvia. Compungidos pelo Espirito Santo, eles perguntaram o que deveriam fazer. E Pedro os orientou quanto ao arrependimento e a fé em Cristo, e que deveriam se submeter ao batismo com água. Pedro lhes garantiu que quem fosse por esse caminho receberiam o Espirito Santo. O texto sagrado nos diz que quase três pessoas aceitaram o Evangelho e foram batizadas. A seguir o texto nos revela como viviam os novos convertidos no início da Igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” At 2.42-47. Nesse relato, podemos constatar que a perseverança na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão, na oração e na assistência diária aos cultos da Igreja era a nota dominante daquele comunidade. Diz-nos também que eles tinham o coração cheio de temor a Deus e que eram liberais no que se refere a assistência aos necessitados. Diz-nos ainda o texto sagrado que aquela alegria contagiante era espelhada no partir do pão de casa em casa, em louvor a Deus, e o resultado disso era que todos os dias pessoas eram salvas.  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 23 de agosto de 2019


O Discurso de Pedro (At 2.14-36)
Imediatamente ao fenômeno do Dia de Pentecostes, conforme relato de Atos 2, respondendo a indagação de alguns sobre o que aquilo queria dizer, e o escárnio de outros presentes, Pedro levantou-se perante a multidão e cheio do Espirito Santo entregou uma poderosa mensagem. Nessa mensagem, Pedro explica o acontecimento de Pentecostes (os irmãos falando em línguas estrangeiras sem as saber) como o cumprimento da profecia feita pelo profeta Joel há 825 anos atrás, e a cita com pequenas variações: “Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão; e farei aparecer prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor; e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. At 2.16-21 (Confira com Jl 2.28-32). Depois da citação bíblica, Pedro apresenta o programa redentor através de nosso Senhor Jesus Cristo, falando de sua morte e ressurreição como a provisão de Deus para o drama do pecado do homem, e revela que o Cristo exaltado a destra de Deus é quem derramou o Espirito sobre a Igreja naquele dia. Terminando o sermão, Pedro testifica que o Jesus crucificado por eles, Deus O fez Senhor e Cristo.         
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...