sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Poder de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   Depois de refletirmos sobre os temas da oração do Pai Nosso, iremos refletir sobre as razões apresentadas por nosso Senhor Jesus Cristo porque deveríamos fazer aquelas petições a Deus. A primeira razão é porque Deus é soberano e reina sobre todo o universo (porque teu é o reino). A segunda razão apresentada por Jesus é que Deus é Todo Poderoso (pois teu é o poder) e a terceira razão é porque a Deus pertence toda a glória (pois tua é a gloria).
    Como já refletirmos sobre o reino de Deus quando dissertamos sobre o tema “Venha a nós o teu Reino”, iremos, neste artigo, dissertar sobre o poder de Deus e no próximo sobre a glória de Deus.

   No livro de Gênesis, quando Deus se revelou a Abraão Ele o fez como o Deus Onipotente, ou seja, aquele que tem todo o poder. “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1. Quando Deus afunilou a promessa de conceder uma grande descendência a Abraão sendo ele e sua esposa Sara  idosos, e Sara também estéril, ela no seu íntimo pontuou algumas impossibilidades, o que fez Deus lhe revelar algo mais de Sua onipotência: “haveria coisa alguma difícil para o Senhor?...” (Gn 18.9-14). Em diversos outros textos bíblicos encontramos, tanto no A.T. como no N.T., esse precioso ensino sobre a onipotência de Deus (Ex 6.3; Rt 1.20; Jó 5.17; Mt 26.64; Mc 14.62; Ap 1.8;...).
     A palavra onipotência é composta de duas palavras latinas omni (todo) e potentia (poder) e significa todo o podertoda a autoridade, capacidade de fazer tudo. Esse atributo de Deus quer dizer que Ele é Todo Poderoso, tem todo o poder, capaz de fazer tudo o que lhe apraz. As Escrituras nos revelam essa grande verdade, que Deus é Todo Poderoso, creditando-Lhe a criação de todas as coisas a partir do nada. “No principio criou Deus o céu a e terra”.
     Ao Senhor Jesus Cristo, como eterno Filho de Deus, a segunda pessoa da Santíssima  Trindade, é conferido também esse atributo, pois assim encontramos nas Escrituras: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” Mt 28.18.  No livro de Apocalipse encontramos outra Escritura que fala sobre o assunto: “Eu sou o alfa e o Ômega, o principio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” Ap 1.8.
  Esse atributo de Deus traz para a vida do Seu povo, a Igreja, diversas implicações, tais como: Deus salva da perdição eterna através de Jesus os crentes, removendo-lhe a culpa do pecado (Ef 1.7); Deus ressuscitará os mortos, dando aos crentes em Cristo um corpo glorificado e aos não crentes corpos especiais para suportarem a eternidade (1 Co 15.51-54; Jo 5.28,29); Deus fez, faz e fará maravilhas em favor de Seu povo (Gl 3.5); Deus criará no devido tempo novos céus e nova terra (2 Pe 3.12,13);  Deus abre caminho onde não há caminho (Ex 14.21); Deus dá a vida e a tira quando achar conveniente (1 Sm 2.6); Deus dará curso ao Seu programa eterno em todas as suas etapas e ninguém pode impedir que isso aconteça (Is 34.16); enfim, Deus é capaz de tudo.
    No que se refere ao Pai Nosso naquelas petições que fazemos sobre “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, sobre a proteção quanto ao não nos deixar cair na tentação bem como ao  livramento do mal, Deus em Cristo nos concederá isso, pois a Ele pertence todo o poder, “pois teu é o poder”.
    Assim sendo, curvemo-nos diante desse Poderoso Deus, confiemos nEle e O sirvamos de todo o coração.               
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Livramento de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   Depois da reflexão sobre a proteção de Deus na oração do Pai Nosso, iremos refletir um pouco sobre o livramento de Deus, “mas livra-nos do mal”.
    Quando se fala sobre livramento temos que pensar logo de imediato na questão do grande livramento que Deus nos deu, através de nosso Senhor Jesus Cristo, no tocante à perdição eterna. Jesus com o seu sacrifício expiatório livrou os crentes nele da perdição eterna que pesava sobre eles por causa dos seus pecados. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” Jo 3.16-18.
    Deve-se pensar também no livramento dado por Deus libertando o crente do domínio do reino das trevas transportando-o para o reino da luz. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” Cl 1.13,14.

    É sabido pela Bíblia que cair na tentação é ser laçado pelo inimigo de nossas almas, o tentador. Observe que na oração do Pai Nosso o livramento que devemos pedir a Deus refere-se às armadilhas que o diabo coloca constantemente diante do povo de Deus. Paulo disse escrevendo aos Efésios, o seguinte: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” Ef 6.11.
    A vida cristã é uma vida de lutas e dificuldades. O Senhor Jesus não enganou a ninguém sobre as dificuldades do discipulado. “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” Jo 16.33.  O salmista já tinha dito: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas” Sl 34.19.
    Deus é conhecido na bíblia como o Deus libertador. Grandes foram as intervenções do Senhor, livrando o Seu povo de perigos iminentes. Vejamos o caso de Daniel, por exemplo: Daniel era um servo fiel do Senhor. Estava a serviço do Deus de Israel na Babilônia para onde fora levado cativo. Deus graciosamente o elevou a príncipe naquele país estrangeiro. Por inveja, alguns líderes persas denunciaram Daniel ao rei Dario que governava a Pérsia na época. Daniel foi lançado na cova de ferozes  e famintos leões. Deus, graciosamente, numa ação libertadora, fechou a boca dos leões e Daniel saiu ileso, o que não aconteceu com os invejosos que armaram contra o servo do Senhor. Quando o rei Dario foi à cova dos leões, pesaroso perguntou: “... Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?” Dn 6.19,20. Daniel lhe respondeu: “... Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum” Dn 6.21,22.
    Irmãos amados, confiemos em Deus que ele nos livrará de todo e qualquer mal, pois Jesus nos ensinou que devemos pedir o livramento que só Deus pode dá. “Pai nosso... não nos deixes cair na tentação, mas livra-nos do mal”. Quando orarmos ao Senhor de coração com esse pedido fiquemos certos de que Deus nos livrará de todo e qualquer mal.
 “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu; e o salvou de todas as suas angústias. O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” Sl 34.6,7.             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Os 10 Princípios Básicos da interpretação da Bíblica

Eis aqui os dez princípios que devem ser seguidos por quem deseja interpretar corretamente a Bíblia:


1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.

2° - Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante.

3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.

4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.

5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.

6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas.
Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.

7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.

8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos").

9° - Aprender a ler cuidadosamente o texto e fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:

a) - Quem escreveu?

b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu?

c) - Por que escreveu?

d) - A quem se dirigia o escritor?

e) - O que o autor queria dizer

10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente.



Nota
Definição de Exegese: Guiar para fora dos pensamentos que o escritor tinha quando escreveu um dado documento, isto é, literalmente significa "tirar de dentro para fora", interpretar.

No Amor de Cristo, Jesus


Equipe /
Universidade da Bíblia ®

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Proteção de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   A Bíblia Sagrada nos apresenta os três grandes inimigos do ser humano: o diabo, o mundo e a carne (natureza pecaminosa). Esses três adversários de nossas almas são os grandes tentadores, especialmente o diabo, que a Bíblia claramente o identifica como tal. “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás... “ Mc 1.12,13. (Veja ainda  1 Co 7.5).
     O Diabo, o tentador, usa o mundo para tentar as pessoas a pecarem contra Deus, especialmente aos cristãos. Ele também aproveita as fraquezas da natureza humana, para levar as pessoas a transgredirem a lei divina. Paulo, apóstolo de Jesus, disse que a nossa luta não é contra a carne e o sangue e sim contra o diabo e seus anjos. “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” Ef 6.12.
       Tiago, o irmão do Senhor, em sua carta orienta aos crentes a não amarem as coisas do mundo, pois isso se constitui inimizade contra Deus. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” Tg 4.4.

     Ainda Tiago diz que a tentação é consequência dos apetites da nossa natureza decaída. “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” Tg 1.13-15.      
Conforme o texto de Tiago acima, cair na tentação é cometer pecado contra Deus. É transgredir os seus santos mandamentos. É afrontar a Deus. 
      Tentar, no contexto da oração do Pai Nosso, significa por a prova, experimentar. Tentar não são  só aquelas sugestões que nos levam a pecar, mas também certas provas que passamos na vida. Por exemplo: a pessoa adoece ou ter uma perda significa e a tentação que elas podem enfrentar é desacreditar de Deus, querer culpar a Deus pelas desventuras, murmurar, maldizer, blasfemar, etc.
     Na oração do Pai Nosso, o Senhor Jesus nos ensina que devemos pedir a Deus que não nos deixe cair na tentação, pois cair na tentação é pecar contra o Deus Santo, e isso nos separa Dele.
       A Bíblia nos apresenta Deus como o protetor do seu povo, o escudo, a fortaleza, a cidade forte, rochedo, esconderijo, etc. “Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra” Sl 119.114.
      Deus é soberano e dispõe todas as coisas para a vida dos seus filhos, inclusive o controle sobre as tentações. Veja o que o apóstolo Paulo disse: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suporta” 1 Co 10.13.  
        O patriarca Jó enfrentou uma terrível tentação quando perdeu dez filhos de uma vez, seus bens e sua saúde. A sua mulher não aguentou a prova e maldisse a Deus no seu coração, inclusive sugerindo que Jó amaldiçoasse a Deus e se suicidasse. Diz o texto que apesar disso tudo, Jó não sucumbiu à tentação, mas se manteve fiel ao seu Deus. “e disse:...; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” Jó 1.21,22.
      Irmãos, todos nós somos passiveis de sofrer a tentação, mas Deus protege o seu povo. Portanto, confiemos nele.  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Perdão de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
    O ser humano criado por Deus puro e perfeito, devido ao pecado de origem, tronou-se por natureza pecador.
    A Bíblia nos revela que todo e qualquer pecado é uma ofensa e uma afronta à santidade de Deus e por isso exige-se uma reparação, constituindo-se assim o pecado uma divida para com o Criador. Lembremo-nos de que Deus tem direito sobre todos os seres humanos porque todos foram criados por Ele. “Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem...” Sl 139.13-16. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” Sl 24.1.
    É sabido pelas Sagradas Escrituras que Deus, graciosamente, ofereceu o Seu próprio Filho Jesus Cristo em sacrifício pelos pecados do homem na cruz do Calvário, conforme profecia de Isaías confirmada pelo apóstolo Pedro.  “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” Is 53.6. “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” 1 Pe 2.24.

     As pessoas que, pela graça divina, creem em Jesus Cristo, têm os seus pecados perdoados, através dos méritos do Salvador. “E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2.13,14. “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome” At 10.43.
      Encontramos ainda na Bíblia Sagrada um mandamento divino que nos ordena a perdoar aos nossos ofensores. “suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” Cl 3.13.
      Na oração do Pai Nosso o Senhor Jesus nos ensinou que devemos nos lembrar de que Deus é quem perdoa os nossos pecados. Lembra-nos ainda o Senhor, que devemos também perdoar aos nossos ofensores, porque se não fizermos isso os nossos pecados são retidos e sofreremos as consequências dos mesmos aqui neste mundo.
     Por causa da nossa natureza pecaminosa, sabemos que não é fácil perdoar aqueles que nos prejudicaram, mas se faz necessário sob pena de não termos perdão pelos pecados que cometemos ao longo da vida cristã. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” Lc 6.14,15. O Senhor Jesus contou uma parábola para exemplificar a questão do perdão que devemos dispensar, que foi a parábola do credor incompassivo, que perdoado de sua altíssima dívida  não quis perdoar a quem lhe devia uma quantia muito menor. (Veja Mt 18.23-35).
     Quando nós oramos perdoa-nos as dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores, estamos dizendo a Deus que o nosso coração obediente ao mandamento divino tem perdoado aquelas pessoas que nos fizeram mal.
     Irmãos, perdoar é divino e deve se tornar também humano. O perdão traz cura da alma. Faz mais bem a nós do que aqueles que perdoamos, além de restaurar relacionamentos. Pense nisso! 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti