Mostrando postagens com marcador Reflexões sobre o Pai Nosso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexões sobre o Pai Nosso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A Oração do Pai Nosso (A glória de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   Neste boletim iremos refletir sobre a glória de Deus, pois na oração do Pai Nosso nos é ensinado que a Deus  pertence a glória para sempre.
    Segundo o dicionário de Aurélio glória significa fama obtida por ações extraordinárias, grandes serviços à humanidade, etc. Significa  ainda celebridade, renome, brilho, esplendor,  honra e homenagem.
    As Sagradas Escrituras nos apresentam Deus como um ser glorioso, que excede em glória a tudo e a todos. “Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória! Amém e amém!” Sl 72.18,19. “Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos, as suas maravilhas. Porque grande é o Senhor e digno de louvor, mais tremendo do que todos os deuses” Sl 96.3,4.

   Deus é o único ser que tem glória por si mesmo e não depende de ninguém nem de nada para ser o que é de fato, o Deus glorioso. Tudo em Deus é absoluto, é perfeito, é pleno. Por exemplo: Deus é onipotente, tem todo o poder “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1; Ele é onisciente, tem todo o conhecido, sabe de tudo “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” Hb 4.13; e é também onipresente, ou seja, está em todos os lugares do Seu domínio ao mesmo tempo “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” Sl 139.7-10.
   A Bíblia ainda nos revela que Deus é o Criador de todas as coisas e essa criação glorifica o Seu grande e glorioso nome. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo” Sl 19.1-4.
    Encontramos ainda em diversas partes da Bíblia Sagrada grandes manifestações de louvor e adoração a esse Deus glorioso, sempre em reconhecimento pelo que Ele é em si mesmo e pelo que Ele fez. “E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” Ap 5.13. “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos seres viventes, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” Ap 5.11,12.
    Pelo fato de que a Deus é devida toda a glória, conforme um dos salmos, que diz: “Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força. Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra” Sl 96.7-9, devemos como seres humanos e, principalmente, por sermos redimidos  tributar a Santíssima Trindade toda a glória, tanto com os nossos lábios, mas principalmente com um viver que agrade a Deus, a fim de que as pessoas que não O conhecem glorifiquem ao Senhor pelo que veem em nós. (Mt 5.16).       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti   

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Poder de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   Depois de refletirmos sobre os temas da oração do Pai Nosso, iremos refletir sobre as razões apresentadas por nosso Senhor Jesus Cristo porque deveríamos fazer aquelas petições a Deus. A primeira razão é porque Deus é soberano e reina sobre todo o universo (porque teu é o reino). A segunda razão apresentada por Jesus é que Deus é Todo Poderoso (pois teu é o poder) e a terceira razão é porque a Deus pertence toda a glória (pois tua é a gloria).
    Como já refletirmos sobre o reino de Deus quando dissertamos sobre o tema “Venha a nós o teu Reino”, iremos, neste artigo, dissertar sobre o poder de Deus e no próximo sobre a glória de Deus.

   No livro de Gênesis, quando Deus se revelou a Abraão Ele o fez como o Deus Onipotente, ou seja, aquele que tem todo o poder. “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1. Quando Deus afunilou a promessa de conceder uma grande descendência a Abraão sendo ele e sua esposa Sara  idosos, e Sara também estéril, ela no seu íntimo pontuou algumas impossibilidades, o que fez Deus lhe revelar algo mais de Sua onipotência: “haveria coisa alguma difícil para o Senhor?...” (Gn 18.9-14). Em diversos outros textos bíblicos encontramos, tanto no A.T. como no N.T., esse precioso ensino sobre a onipotência de Deus (Ex 6.3; Rt 1.20; Jó 5.17; Mt 26.64; Mc 14.62; Ap 1.8;...).
     A palavra onipotência é composta de duas palavras latinas omni (todo) e potentia (poder) e significa todo o podertoda a autoridade, capacidade de fazer tudo. Esse atributo de Deus quer dizer que Ele é Todo Poderoso, tem todo o poder, capaz de fazer tudo o que lhe apraz. As Escrituras nos revelam essa grande verdade, que Deus é Todo Poderoso, creditando-Lhe a criação de todas as coisas a partir do nada. “No principio criou Deus o céu a e terra”.
     Ao Senhor Jesus Cristo, como eterno Filho de Deus, a segunda pessoa da Santíssima  Trindade, é conferido também esse atributo, pois assim encontramos nas Escrituras: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” Mt 28.18.  No livro de Apocalipse encontramos outra Escritura que fala sobre o assunto: “Eu sou o alfa e o Ômega, o principio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” Ap 1.8.
  Esse atributo de Deus traz para a vida do Seu povo, a Igreja, diversas implicações, tais como: Deus salva da perdição eterna através de Jesus os crentes, removendo-lhe a culpa do pecado (Ef 1.7); Deus ressuscitará os mortos, dando aos crentes em Cristo um corpo glorificado e aos não crentes corpos especiais para suportarem a eternidade (1 Co 15.51-54; Jo 5.28,29); Deus fez, faz e fará maravilhas em favor de Seu povo (Gl 3.5); Deus criará no devido tempo novos céus e nova terra (2 Pe 3.12,13);  Deus abre caminho onde não há caminho (Ex 14.21); Deus dá a vida e a tira quando achar conveniente (1 Sm 2.6); Deus dará curso ao Seu programa eterno em todas as suas etapas e ninguém pode impedir que isso aconteça (Is 34.16); enfim, Deus é capaz de tudo.
    No que se refere ao Pai Nosso naquelas petições que fazemos sobre “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, sobre a proteção quanto ao não nos deixar cair na tentação bem como ao  livramento do mal, Deus em Cristo nos concederá isso, pois a Ele pertence todo o poder, “pois teu é o poder”.
    Assim sendo, curvemo-nos diante desse Poderoso Deus, confiemos nEle e O sirvamos de todo o coração.               
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Livramento de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   Depois da reflexão sobre a proteção de Deus na oração do Pai Nosso, iremos refletir um pouco sobre o livramento de Deus, “mas livra-nos do mal”.
    Quando se fala sobre livramento temos que pensar logo de imediato na questão do grande livramento que Deus nos deu, através de nosso Senhor Jesus Cristo, no tocante à perdição eterna. Jesus com o seu sacrifício expiatório livrou os crentes nele da perdição eterna que pesava sobre eles por causa dos seus pecados. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” Jo 3.16-18.
    Deve-se pensar também no livramento dado por Deus libertando o crente do domínio do reino das trevas transportando-o para o reino da luz. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” Cl 1.13,14.

    É sabido pela Bíblia que cair na tentação é ser laçado pelo inimigo de nossas almas, o tentador. Observe que na oração do Pai Nosso o livramento que devemos pedir a Deus refere-se às armadilhas que o diabo coloca constantemente diante do povo de Deus. Paulo disse escrevendo aos Efésios, o seguinte: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” Ef 6.11.
    A vida cristã é uma vida de lutas e dificuldades. O Senhor Jesus não enganou a ninguém sobre as dificuldades do discipulado. “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” Jo 16.33.  O salmista já tinha dito: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas” Sl 34.19.
    Deus é conhecido na bíblia como o Deus libertador. Grandes foram as intervenções do Senhor, livrando o Seu povo de perigos iminentes. Vejamos o caso de Daniel, por exemplo: Daniel era um servo fiel do Senhor. Estava a serviço do Deus de Israel na Babilônia para onde fora levado cativo. Deus graciosamente o elevou a príncipe naquele país estrangeiro. Por inveja, alguns líderes persas denunciaram Daniel ao rei Dario que governava a Pérsia na época. Daniel foi lançado na cova de ferozes  e famintos leões. Deus, graciosamente, numa ação libertadora, fechou a boca dos leões e Daniel saiu ileso, o que não aconteceu com os invejosos que armaram contra o servo do Senhor. Quando o rei Dario foi à cova dos leões, pesaroso perguntou: “... Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?” Dn 6.19,20. Daniel lhe respondeu: “... Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum” Dn 6.21,22.
    Irmãos amados, confiemos em Deus que ele nos livrará de todo e qualquer mal, pois Jesus nos ensinou que devemos pedir o livramento que só Deus pode dá. “Pai nosso... não nos deixes cair na tentação, mas livra-nos do mal”. Quando orarmos ao Senhor de coração com esse pedido fiquemos certos de que Deus nos livrará de todo e qualquer mal.
 “Clamou este pobre, e o Senhor o ouviu; e o salvou de todas as suas angústias. O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” Sl 34.6,7.             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Proteção de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   A Bíblia Sagrada nos apresenta os três grandes inimigos do ser humano: o diabo, o mundo e a carne (natureza pecaminosa). Esses três adversários de nossas almas são os grandes tentadores, especialmente o diabo, que a Bíblia claramente o identifica como tal. “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás... “ Mc 1.12,13. (Veja ainda  1 Co 7.5).
     O Diabo, o tentador, usa o mundo para tentar as pessoas a pecarem contra Deus, especialmente aos cristãos. Ele também aproveita as fraquezas da natureza humana, para levar as pessoas a transgredirem a lei divina. Paulo, apóstolo de Jesus, disse que a nossa luta não é contra a carne e o sangue e sim contra o diabo e seus anjos. “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” Ef 6.12.
       Tiago, o irmão do Senhor, em sua carta orienta aos crentes a não amarem as coisas do mundo, pois isso se constitui inimizade contra Deus. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” Tg 4.4.

     Ainda Tiago diz que a tentação é consequência dos apetites da nossa natureza decaída. “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” Tg 1.13-15.      
Conforme o texto de Tiago acima, cair na tentação é cometer pecado contra Deus. É transgredir os seus santos mandamentos. É afrontar a Deus. 
      Tentar, no contexto da oração do Pai Nosso, significa por a prova, experimentar. Tentar não são  só aquelas sugestões que nos levam a pecar, mas também certas provas que passamos na vida. Por exemplo: a pessoa adoece ou ter uma perda significa e a tentação que elas podem enfrentar é desacreditar de Deus, querer culpar a Deus pelas desventuras, murmurar, maldizer, blasfemar, etc.
     Na oração do Pai Nosso, o Senhor Jesus nos ensina que devemos pedir a Deus que não nos deixe cair na tentação, pois cair na tentação é pecar contra o Deus Santo, e isso nos separa Dele.
       A Bíblia nos apresenta Deus como o protetor do seu povo, o escudo, a fortaleza, a cidade forte, rochedo, esconderijo, etc. “Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra” Sl 119.114.
      Deus é soberano e dispõe todas as coisas para a vida dos seus filhos, inclusive o controle sobre as tentações. Veja o que o apóstolo Paulo disse: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suporta” 1 Co 10.13.  
        O patriarca Jó enfrentou uma terrível tentação quando perdeu dez filhos de uma vez, seus bens e sua saúde. A sua mulher não aguentou a prova e maldisse a Deus no seu coração, inclusive sugerindo que Jó amaldiçoasse a Deus e se suicidasse. Diz o texto que apesar disso tudo, Jó não sucumbiu à tentação, mas se manteve fiel ao seu Deus. “e disse:...; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” Jó 1.21,22.
      Irmãos, todos nós somos passiveis de sofrer a tentação, mas Deus protege o seu povo. Portanto, confiemos nele.  
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Perdão de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
    O ser humano criado por Deus puro e perfeito, devido ao pecado de origem, tronou-se por natureza pecador.
    A Bíblia nos revela que todo e qualquer pecado é uma ofensa e uma afronta à santidade de Deus e por isso exige-se uma reparação, constituindo-se assim o pecado uma divida para com o Criador. Lembremo-nos de que Deus tem direito sobre todos os seres humanos porque todos foram criados por Ele. “Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem...” Sl 139.13-16. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” Sl 24.1.
    É sabido pelas Sagradas Escrituras que Deus, graciosamente, ofereceu o Seu próprio Filho Jesus Cristo em sacrifício pelos pecados do homem na cruz do Calvário, conforme profecia de Isaías confirmada pelo apóstolo Pedro.  “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” Is 53.6. “levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” 1 Pe 2.24.

     As pessoas que, pela graça divina, creem em Jesus Cristo, têm os seus pecados perdoados, através dos méritos do Salvador. “E, quando vós estáveis mortos nos pecados e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Cl 2.13,14. “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome” At 10.43.
      Encontramos ainda na Bíblia Sagrada um mandamento divino que nos ordena a perdoar aos nossos ofensores. “suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” Cl 3.13.
      Na oração do Pai Nosso o Senhor Jesus nos ensinou que devemos nos lembrar de que Deus é quem perdoa os nossos pecados. Lembra-nos ainda o Senhor, que devemos também perdoar aos nossos ofensores, porque se não fizermos isso os nossos pecados são retidos e sofreremos as consequências dos mesmos aqui neste mundo.
     Por causa da nossa natureza pecaminosa, sabemos que não é fácil perdoar aqueles que nos prejudicaram, mas se faz necessário sob pena de não termos perdão pelos pecados que cometemos ao longo da vida cristã. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” Lc 6.14,15. O Senhor Jesus contou uma parábola para exemplificar a questão do perdão que devemos dispensar, que foi a parábola do credor incompassivo, que perdoado de sua altíssima dívida  não quis perdoar a quem lhe devia uma quantia muito menor. (Veja Mt 18.23-35).
     Quando nós oramos perdoa-nos as dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores, estamos dizendo a Deus que o nosso coração obediente ao mandamento divino tem perdoado aquelas pessoas que nos fizeram mal.
     Irmãos, perdoar é divino e deve se tornar também humano. O perdão traz cura da alma. Faz mais bem a nós do que aqueles que perdoamos, além de restaurar relacionamentos. Pense nisso! 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Provisão de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
     É-nos revelado nas Sagradas Escrituras que o Deus dos Céus, nosso Pai, é o Deus provedor das necessidades de seu povo. Essa verdade é enfatizada tanto no Antigo como no Novo Testamento. “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão” Sl 84.11. “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” Fp 4.19.

     Tratando-se das necessidades do ser humano, entendemos pelas Escrituras que elas são de natureza espiritual e de natureza material. Quanto às necessidades espirituais, que são aquelas que temos em consequência direta do pecado como, por exemplo, a morte, o Senhor Jesus já fez a provisão para o seu suprimento.  “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” Ef 2.1.  “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. Quanto às necessidades materiais sejam de que natureza for, Deus também é o provedor. “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6.31-33.
O Senhor Jesus quando ensinou aos seus discípulos a oração do Pai Nosso, na área em que estamos enfocando (o pão nosso de cada dia, dá-nos hoje), Ele quis mostrar que nós dependemos de Deus para o suprimento de nossas necessidades, quer de natureza material quer de natureza espiritual, mas a ênfase maior nessa oração em relação ao assunto são as necessidades materiais. Olhando para o homem e para os seres vivos em geral e para o meio ambiente que o cerca, percebemos que o homem tem uma dependência total da terra, por exemplo, para o atendimento de suas necessidades primárias (comer, beber, vestir, etc). Lembramos que a terra e tudo o que nela há foram criados por Deus, e tudo a Ele pertence. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” Sl 24.1.
     Voltando à questão de Deus ser o provedor de seu povo, temos um fato na Bíblia que se tornou famoso, inclusive por ter dado um título a Deus. No Gênesis encontramos um momento difícil na vida do patriarca Abraão, que foi a ordem dada por Deus para que ele oferecesse seu filho Isaque em holocausto ao Senhor. Diz-nos a Bíblia que lá pelas tantas, quando subiam ao monte Moriá, Isaque perguntou a seu pai: “... Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” Gn 22.7. A resposta de fé de Abraão, mesmo sabendo da ordem dada por Deus, foi a seguinte: “... Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho...” Gn 22.8. E Deus fez a provisão de um animal para Abraão no momento certo, para ser oferecido em holocausto em lugar de seu filho Isaque. A partir desse episódio, o Gênesis nos apresenta um dos nomes de Deus na Antiga Aliança: Jeová–Jiré, Deus Provedor.
    Na oração do Pai Nosso, a expressão “o pão nosso de cada dia, dá-nos hoje”, nos ensina que devemos nos lembrar, diariamente, da nossa dependência de Deus para o provimento de nossas necessidades, mesmo tendo Ele graciosamente já providenciado o nosso sustento através de salários oriundos de diversas fontes. Sejamos gratos por isso a Deus.
     Deus é o grande Provedor do Seu povo, confiemos nisso amados.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Vontade de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
     As Sagradas Escrituras nos revelam que o Deus dos Céus, o Deus verdadeiro, é um ser pessoal tendo, portanto, aquelas características básicas de uma personalidade, que são: vontade, inteligência e emoções (sentimentos). No que se refere a essas características encontramos os seguintes suportes bíblicos: vontade – Rm 12.1,2; inteligência – Tg 1.5; e sentimentos – Jo 3.16; Ex 4.14. Esses e outros textos da santa Palavra de Deus revelam essa grande verdade.
    Tratando-se da vontade de Deus, diversos textos bíblicos contemplam o assunto, por exemplo: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11. “nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” Ef 1.11. “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” Is 46.9,10.

    Olhando a Bíblia como um todo, percebemos que a vontade de Deus contempla duas áreas: A primeira é a que trata de uma vontade geral, que revela que tudo o que existe foi feito porque Ele quis, e que as contingências da vida acontecem porque Deus quer ou permite que aconteçam. “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11. “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai” Mt 10.29. O segundo aspecto da vontade de Deus trata sobre a Sua vontade salvífica, ou seja, de salvar aqueles que Ele mesmo decidiu que seriam salvos, isto na eternidade. “E a vontade do Pai, que me enviou, é esta: que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.” Jo 6.39.
   Essa vontade ainda se revela de duas formas:  diretiva ou permissiva. A vontade de Deus diretiva: “que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” Is 46.11. A vontade de Deus permissiva: “Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o Senhor. Então, o Senhor disse a Samuel: Atende à sua voz e estabelece-lhe um rei...” 1 Sm 8.21,22.
    Precisamos entender também que a vontade de Deus alcança todos os assuntos ligados à vida do homem. “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” Sl 103.19.
    Ainda devemos considerar que Deus revelou a Sua vontade para o viver do homem, especialmente para o Seu povo, e essa vontade encontra-se revelada nas Sagradas Escrituras. “Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?” Dt 10.12,13.
    Tratando-se da oração do Pai Nosso, o Senhor Jesus Cristo nos ensinou que devemos pedir a Deus que Ele faça a Sua vontade na terra assim como ela é feita nos Céus pelos seus anjos. Essa petição mostra que devemos humildemente nos submeter à vontade de Deus como os anjos nos Céus se submetem a ela.
   O segredo da felicidade do ser humano aqui na terra bem como na eternidade está em obedecer à vontade de Deus que, segundo Paulo, é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2).    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 14 de junho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O Reino de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
     O tema teológico Reino de Deus tem desafiado os teólogos e os divididos em opiniões diversas.  Uns acham que há uma diferença entre as expressões Reino de Deus e Reino dos Céus, outros pensam que se trata da mesma coisa só que ditas por escritores bíblicos que escreveram para leitores e contextos diferentes. Por exemplo: no Evangelho de Mateus a expressão mais comum é Reino dos Céus e nos outros livros do Novo Testamento a mais comum é Reino de Deus.
     Nas Sagradas Escrituras é revelado que Deus é o Rei do Universo, e que este Reino domina sobre tudo e todos. “... Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da Glória. (Selá)” Sl 24.7-10. “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” Sl 103.19.
    Os teólogos bíblicos concordam que o Reino de Deus irrompeu na história do homem com a encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo. Eles também concordam que esse Reino tem uma expressão temporal (Já) e uma expressão escatológica (Ainda não).

    Com o primeiro advento de Cristo, o Reino de Deus irrompeu com graça e poder na história humana através da pessoa ímpar do Senhor Jesus Cristo. Observem que o chamado ao arrependimento feito pelo Batista foi por causa da proximidade da chegada do Reino de Deus, ou seja, do inicio efetivo do poderoso ministério de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” Mt 3.1,2.
    Quando O Senhor Jesus começou o seu ministério pelo poder do Espirito Santo Ele disse, em certa ocasião, que o Reino de Deus não vinha com aparência exterior, pois o reino de Deus tinha chegado através dele e era de natureza espiritual. “E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós” Lc 17.20,21.
    Tratando-se da expressão Já, do Reino de Deus, ele significa o domínio de Cristo sobre o coração do homem, e para se entrar nesse Reino e deixar que ele entre na pessoa é necessário nascer de novo, arrepender-se dos pecados, aceitar a Cristo como Senhor e crer nele como Salvador. “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” Jo 3.3. Quando esse Reino entra na pessoa ela nasce de novo, tem os seus pecados perdoados, é libertada da escravidão do diabo, é adotada como filho de Deus, recebe o Espírito Santo e outras bênçãos maravilhosas que esse Reino proporciona. (Veja Ef 1.3; 2 Pe 1.3,4).
    Na sua expressão escatológica (o Ainda não), a chegada desse Reino dar-se-á por ocasião da Segunda Vinda do Senhor. “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” Ap 11.15. (Veja ainda Ap 11.17,18). Quando esse Reino chegar, os crentes falecidos ressuscitarão, os crentes vivos serão transformados, a Igreja será arrebatada e passará a gozar para sempre das beatitudes eternas.
    Quando oramos no Pai Nosso venha o teu Reino, estamos desejando ardentemente que o Reino de Deus nas suas expressões Já e Ainda não, seja uma realidade na vida daqueles que ouvem a mensagem do Evangelho. Maranata, ora vem Senhor Jesus.
                          Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Santidade de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
     A palavra santificado, na oração do Pai Nosso, significa que Deus é puro, perfeito, separado de qualquer mal. O profeta  Habacuque expressou bem essa ideia da perfeição divina. “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar;...”  Hc 1.13.
    No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) encontramos uma área que trata sobre os atributos de Deus. Atributos de Deus são aquelas perfeições de que Ele é possuidor. Esses atributos dividem-se em atributos naturais, que são aqueles atributos que Deus possui de maneira plena e que não compartilhou com nenhuma de suas criaturas (onipotência, onisciência, onipresente,...), e atributos morais que são aquelas perfeições de que Ele é possuidor, mas que compartilhou em certa medida com as suas criaturas morais (amor, verdade, justiça e santidade).
      No que se refere à santidade de Deus, encontramos diversos textos na Bíblia que falam sobre o assunto, dentre eles: “Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” Lv 19.1,2. “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” 1 Pe 1.15,16.
    Deus por ser santo entregou, através de Moisés, um código de vida para o Seu povo, tanto o da antiga como o da nova aliança, onde a santidade é a ênfase principal. O Decálogo é esse código que Deus entregou a Moisés e que o Senhor Jesus ratificou e o  resumiu em dois mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” Mt 22.37-40.
    A vida cristã é uma vida de relacionamentos com Deus (principalmente), com os irmãos de fé e com o povo em geral. Nesse relacionamento com Deus o cristão deve entender que está convivendo com o Deus santo, que odeia o pecado, daí o código estabelecido por Deus para ser observados por todos aqueles que têm uma relação filial com Ele.
   As bênçãos prometidas por Deus ao seu povo tanto na área espiritual como na área material são experimentadas na medida em que o povo de Deus obedece aos mandamentos do Senhor, todos eles enfatizando a santidade. “Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão” Sl 84.11. Essa verdade revelada no Antigo Testamento é ratificada no Novo Testamento, senão vejamos: “e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista” 1 Jo 3.22.
     Quando o fiel ora o Pai Nosso deve observar com especial cuidado a expressão santificado seja o teu nome, pois quando profere essas palavras o crente está confessando que o seu Deus, o Deus Verdadeiro é santo, puro e perfeito. Quando dizemos “Pai nosso santificado seja o teu nome” estamos pedimos a Deus que a sua santidade reflita em nossas vidas de tal maneira que o Seu glorioso nome seja santificado.      Estamos ainda dizendo que somos compromissados com a santidade de Deus, vivendo de acordo com a Sua vontade, e isto só é possível graças aos méritos de Cristo conquistados na cruz.
                              Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Oração do Pai Nosso (O lugar da Habitação de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
  Depois de enfatizar a paternidade de Deus, a oração do Pai Nosso revela onde esse Pai habita. “Pai nosso, que estás nos céus,...”.  No Salmo 123.1 também nos é revelado essa verdade. “Para Ti, que habitas nos Céus, levanto os meus olhos”. No livro de Deuteronômio Moisés orienta ao povo de Israel a se dirigir a Deus que habita nos Céus: “Olha desde a tua santa habitação, desde o céu, e abençoa o teu povo, a Israel,...” Dt 26.15.
   Segundo a Bíblia, e em parte confirmada pela ciência, o universo compõe-se de três céus. O primeiro céu é o céu atmosférico que é a camada de oxigênio que envolve o globo terrestre. O segundo céu é o céu sideral que é o céu além do céu atmosférico onde estão os planetas, os seus satélites, o sol e as estrelas. O terceiro céu é o Céu de Deus, invisível aos olhos humanos,  só contemplado pela fé, mas esse Céu é real.

   No estudo sobre o Ser de Deus encontramos que Ele é o Deus transcendente e ao mesmo tempo imanente.  Como transcendência de Deus, entendemos que Ele é tão sublime e glorioso e que habita num lugar inacessível, fora do alcance do homem. Como Imanência de Deus entendemos que Ele, apesar de ser transcendente, interage com as suas criaturas. “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espirito, para  vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos”. Is 57.15.
    Voltando a tratar do Céu como habitação de Deus ele também é conhecido na Bíblia como o Céu (Céus)  (Sl 123.1; Ec 5.2), o Paraíso (2 Co 12.4), o Seio de Abraão (Lc 16.22), o Terceiro Céu (2 Co 12.2).
    Esse lugar é um lugar paradisíaco (2 Co 12.1-4; Ap 22.1-5), onde Deus estabeleceu o seu trono e donde dali governa o universo. “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo”. Sl 103.19. Todas as visões que os santos profetas do Senhor tiveram de Deus O viram assentado sobre o Seu trono de glória. “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” Is 6.1-3. (Veja ainda 1 Rs 22.19).
      Ainda lá nos Céus estão algumas categorias de anjos (serafins, querubins, seres viventes, o arcanjo Miguel, e o anjo Gabriel, e outros), pois outros anjos estão na terra servindo a Igreja. “E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hb 1.13,14.
   Lá nos Céus encontram-se ainda as almas dos crentes  em Cristo falecidos, descansando de suas obras, aguardando o dia da Segunda Vinda do Senhor quando reassumirão os seus corpos, agora glorificados. (Veja Lucas 16.22; 1 Ts 4.14-16; Ap 6.9-11;14.13). Para esse glorioso lugar irá a Igreja na consumação final. (1 Ts 4.17; Ap 22.1-5).
   Com a expressão “Pai nosso que estás nos céus”, o Senhor Jesus quis nos ensinar que Deus habita nos céus e os seres humanos na terra, e que Ele é infinitamente superior as Suas criaturas morais e que devemos a Ele submissão, respeito e devoção.
    Quando orarmos, irmãos, o Pai Nosso lembremo-nos de que Deus está numa posição infinitamente superior a nossa. (Ec 5.2).   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Paternidade de Deus)

A Oração do Pai Nosso (A Paternidade de Deus)
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
  A oração do Pai Nosso começa nos ensinando que devemos nos dirigir respeitosamente a Deus como Pai.
   Quando se trata da paternidade de Deus temos que levar em consideração duas coisas. A primeira é a que trata de Deus como Pai de Jesus. Na Teologia Sistemática encontramos que o Pai gerou o Filho, e o Filho foi gerado pelo Pai. Essa geração não é aquela que ocorreu no ventre de Maria por obra e graça do Espírito Santo. No livro de Salmos (Sl 2.7) encontramos o Pai declarando que o Filho foi gerado por Ele. “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esse hoje é um hoje atemporal, é o hoje eterno de Deus. Que esse texto é cristológico não temos dúvidas nenhuma, pois ele é aplicado a Cristo no livro de Hebreus em duas ocasiões (Hb 1.5; 5.5). O próprio Jesus, em diversas ocasiões, declarou a Sua filiação divina. “Eu e o Pai somos um”. Jo 10.30. (Veja ainda Jo 5.17,20,37, etc). Assim fizeram também os apóstolos de Jesus  e outros escritores bíblicos. “Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” Hb 1.5. (Veja Gl 4.4; 2 Pe 1.17; 1 Jo 1.3, etc.).
   A outra área que queremos enfatizar sobre a paternidade de Deus é aquela definida no Seu programa redentor, de receber como filhos adotivos aquelas pessoas que creem em Seu Filho Jesus Cristo.
     Eis aí uma das mais extraordinárias revelações encontradas no Novo Testamento: Deus, graciosamente, resolveu se constituir Pai daqueles que tem fé em Jesus. “Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome” Jo 1.12. Paulo, apóstolo, também fala sobre o assunto em suas cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Efésios. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.5. “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama; Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” Gl 4.5-7. (Veja ainda Rm 8.15-17).
   A paternidade de Deus tem profundas implicações na vida de seus filhos adotivos. O Pai Celeste tem direito sobre eles em tudo, inclusive de discipliná-los, quando são infringidas as suas diretrizes. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho” Hb 12.5,6.
    Essa paternidade ainda quer dizer que temos em Cristo intimidade com Deus, a ponto de poder chamá-lo de “Abba, Pai”. Essa expressão denota uma extraordinária intimidade e pode ter o significado em nossa língua de papai, paizinho.
    A paternidade de Deus também nos garante o Seu cuidado (1 Pe 5.7), a Sua proteção (2 Ts 3.3), as Suas provisões (Fp 4.19), e a posse, no devido tempo, de uma herança inaudita nos Céus reservada para nós. Em relação a essa herança nos Céus veja 1 Pe 1.4: “para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros”.
    Quando estivermos orando pensemos em Deus como nosso Pai e curvemo-nos diante dEle com um coração submisso,  e procuremos viver de acordo com a sua vontade, que é boa, perfeita e agradável, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.                
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti.


 

A Oração do Pai Nosso

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
    Começamos com este boletim a primeira de uma série de reflexões sobre a oração do Pai Nosso.
    A oração do Pai Nosso foi uma resposta do Senhor Jesus a uma aspiração dos seus discípulos que pediram que ele os ensinasse a orar. “E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor,  ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos” Lc 11.1. Os evangelistas Mateus e Lucas registraram a resposta do Senhor Jesus, sendo que em Mateus (Mt 6.9-13)  a oração do Pai Nosso é mais completa do que o resumo dela feito pelo evangelista Lucas (Lucas 11.2-4).
    O estudo da oração do Pai Nosso se reveste de especial importância, primeiramente porque foi o próprio Deus quem ensinou a oração. Em segundo lugar porque nela encontramos preciosos temas teológicos, que iremos dissertar mesmo que de forma sucinta sem a perda da qualidade; e em terceiro lugar porque ela reflete o desejo de Deus de como devemos nos dirigir a Ele em oração.
   Ao longo da Bíblia encontramos o registro de orações proferidas por diversos servos de Deus como, por exemplo, a de Moisés, a de Salomão, diversas de Davi, dos profetas, da Igreja Primitiva, de Estevão, de Paulo. Umas longas outras curtíssimas como, por exemplo, a de Pedro quando se afogava no Mar da Galiléia (Senhor, salva-me!), mas nenhuma se compara com a oração ensinada por Jesus, pelas razões citadas acima, principalmente porque ela saiu dos próprios lábios do Senhor.

    Essa preciosíssima oração contempla grandes temas teológicos, a saber: A paternidade de Deus (Pai nosso);   o lugar da habitação de Deus (que estás nos Céus); a santidade de Deus (santificado seja o teu nome); o reino de Deus (venha a nós o teu reino; porque teu é o reino); a vontade de Deus (seja feita a tua vontade assim na terra como no Céu); a provisão de Deus (o pão nosso de cada dia dá-nos hoje); o perdão de Deus (perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores ); a proteção de Deus (não nos deixes cair na tentação); o livramento de Deus (mas livra-nos do mal); o poder de Deus (porque teu é o poder); a glória de Deus (porque tua é a glória). Também iremos dissertar sobre o Amém com o qual Jesus encerrou a oração.
     Resumindo os temas teológicos contidos na oração do Pai Nosso, podemos dizer que eles revelam o próprio Deus identificando-O como Pai, como Santo, como Rei, como um Ser Pessoal, como o Deus provedor do seu povo, Deus perdoador, Deus Protetor, Libertador, Deus detentor de todo o poder e Deus glorioso.
     Infelizmente a oração do Pai Nosso não é muito enfatizada pela Igreja protestante, talvez porque a Igreja Católica Romana ao utilizá-la constantemente a popularizou. A oração do Pai Nosso é uma propriedade do povo de Deus em geral e não propriedade desse ou daquele segmento cristão.  Apesar de a Igreja Romana usar a oração mais do que a Igreja protestante ninguém pense que essa preciosa oração é patrimônio dela.
     Lembramos que essa oração encontra-se nos Evangelhos de Mateus e Lucas, como já foi dito, e principalmente porque ela foi ensinada por Jesus, nosso Senhor, para que os seus discípulos a proferisse em seus cultos quer particular ou junto com a comunidade.
      Esperamos ainda no Senhor que ninguém faça como fez uma irmã que assistia os trabalhos de uma determinada Igreja e que deixou de frequentá-los porque estava sendo estudado o Credo Apostólico. Aquela irmã achava que o Credo era um documento da Igreja Católica e por isso indigno, na visão dela, de ser utilizado pela Igreja Evangélica. 
    Esperamos em Deus que a 3ª IEC/JPA, bem como o povo de Deus que está acessando ao nosso site WWW.3iec.com.br façam bom proveito desses estudos, porque certamente eles irão fortalecer a fé dos crentes em Cristo, de fazer-lhe crescer espiritualmente, pois essa oração nos ensina como devemos nos dirigir a Deus, reconhecendo a Sua suficiência e a nossa total dependência dele.          
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...