Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
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domingo, 19 de julho de 2015
Deus fala hoje
O Nosso Deus é um Deus pessoal, vivo que, através da História, sempre se comunicou com o ser humano. No início da história do homem Deus falava diretamente as pessoas. A Bíblia revela que Adão e Eva ouviram a voz de Deus de forma audível no Éden (Gn 2.16,17; 3.8,13); mais tarde Caim a ouviu também (Gn 4.6,7). Depois, Deus escolheu uma classe de pessoas através da qual falava as outras pessoas, que foram os profetas, seus representantes. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais pelos profetas”. Hb 1.1a.
Com a encarnação do verbo Eterno, o nosso Senhor Jesus Cristo, Deus agora passou a falar ao homem através Dele “... a nós falou-nos nesses últimos dias pelo filho”. Hb 1.1b. O Senhor Jesus falou a sua geração de forma audível, e através do seu Espírito e das Escrituras continua falando.
A voz do Senhor ouvida através de Sua palavra é a maneira mais usual de Deus falar ao homem. “Têm Moisés e os profetas (Escrituras); ouçam-nos”. Lc 16.29. Deus ainda fala aos nossos corações através das circunstâncias, através de sonhos, revelações momentâneas, etc., mas todas essas manifestações de Deus são de acordo com as Sagradas Escrituras.
Pelo fato de Deus está falando constantemente usando diversos recursos, principalmente a Sua Palavra, faz-se necessário que procuremos estar atentos para ouvir a Sua doce voz falando aos nossos corações. Faz-se necessário ainda que estejamos atentos à voz de Deus que tem desejo de nos dirigir, de nos orientar e também de nos advertir para não cairmos em erros.
O Crente em Jesus, a quem Deus tem falado continuamente, deve ter um coração sensível para ouvir a voz do Senhor. O salmista tinha esse coração que tanto agrada a Deus. Leiamos os seu testemunho no Salmo 85.8: “Escutarei o que Deus, o Senhor, disser; porque falará de paz ao seu povo, e aos seus santos,...”.
Concluímos dizendo que necessitamos ouvir a voz do Senhor para podermos fazer a Sua vontade e vivermos para a glória do Seu nome.
“Hoje vimos que Deus fala com o homem, e que o homem fica vivo” Dt. 5.24.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
domingo, 31 de maio de 2015
Vendo o que se não ver
A Bíblia nos revela a existência de um mundo de natureza espiritual que não se vê pelos olhos naturais e sim pelos olhos que são iluminados pelo Espirito Santo. Esse reino de natureza espiritual se divide no reino da Luz e no reino das trevas. O reino da Luz tem como rei o Deus verdadeiro, e o reino das trevas é liderado pelo anjo caído, Satanás.
Sobre o reino da Luz, a Bíblia fala no Céu um lugar paradisíaco, no trono de Deus, em querubins, serafins, arcanjo e anjos. Diz ainda que os Céus governa a terra. “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” Sl 103.19. “Mas, ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?” Dn 4.34,35.
O reino das trevas existe por permissão do rei do reino da Luz, mas esse reino já tem os seus dias contados. O diabo e seus anjos serão lançados num futuro escatológico no fogo eterno, o inferno, que foi preparado para esses sinistros personagens. De uma maneira misteriosa Deus permitiu que esse reino se estabelecesse para provar os homens.
Para se enxergar as ações desses dois reinos e atender as orientações do rei do reino da Luz faz-se necessário que se tenha a iluminação do Espirito Santo. Paulo quando orava pelas igrejas de Éfeso e de Colossos pediu a Deus que iluminasse o entendimento daqueles irmãos para que eles pudessem conhecer a vontade do Rei eterno. Paulo revelou ainda que a luta do cristão não é contra a carne e o sangue (o homem) e sim contra as forças espirituais da maldade nos lugares celestiais (Ef 6.10-12). Fala ainda Paulo que os espíritos das trevas exercem uma influência perniciosa sobre os homens, e diz que Deus livrou os crentes do espirito que opera nos filhos da desobediência. (Ef 2.1,2; Cl 1.13).
Peçamos amados a Deus que nos abra os olhos espirituais para ver essas coisas, pois essa visão vai nortear o nosso viver. A Bíblia diz que Moisés viu o invisível (Hb 11.27) e nós o que estamos vendo?
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
quarta-feira, 27 de maio de 2015
A prioridade do Reino
A Bíblia nos revela que Deus é o rei do universo. “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” Sl 103.19. Revela ainda que esse reino é de natureza espiritual “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espirito Santo” Rm 14.17 (Veja ainda Jo 18.36), e também de natureza material. Deus governa tudo e todos. “Portanto, quer comais ou bebais, ou façais qualquer coisa, fazei tudo para a gloria de Deus” 1 Co 10.31.
Em relação ao reino em sua natureza espiritual entra-se nele pela fé em Cristo, pelo novo nascimento. Uma vez dentro do reino, renascido espiritualmente, o cristão é súdito do reino de Deus, é um cidadão dos céus.
As prioridades naturais do indivíduo, depois de entrar no reino de Deus, perdem a sua força e em seu lugar surge a prioridade que o próprio Rei dá as coisas do Seu reino. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Cl 3.1-3.
Uma vez convertido a Cristo, a única opção que se oferece ao crente é viver intensamente a sua fé, envolvido com as atividades do reino de Deus. O Senhor Jesus foi bem claro, não enganou ninguém, quanto às exigências do reino. Vejamos o que Ele disse sobre o assunto: “E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão ao arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” Lc 9.62.
Quando o Senhor viu os súditos do seu reino preocupados com as coisas deste mundo e vivendo em função delas, Ele disse o seguinte: “Não andeis, pois inquietos, dizendo: que comeremos, ou, que beberemos, ou, com que nos vestiremos?... mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” Mt 6.33.
Reflitamos amados, sobre esse assunto que é de uma importância capital para a vida do cristão. Priorizemos o reino de Deus, pois o Rei prometeu provisionar tudo o que for necessário para você viver feliz neste mundo e na eternidade.
Pr. Eudes Lopes Cavacanti
sábado, 16 de maio de 2015
Tempos Trabalhosos
O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo, inspirado por Deus, disse que nos últimos tempos o mundo inteiro enfrentaria tempos trabalhosos, e ele diz a razão desse tempo trabalhoso, que é o perfil da geração que estará vivendo sobre a face da terra. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” 2 Tm 3.1-5.
Segundo o texto acima, a natureza pecaminosa do homem natural, instigada pelas forças espirituais da maldade, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência (Ef 2.2,3), chegará a um ponto alto comparado aos dias antediluvianos quando a Bíblia diz que a terra encheu-se de violência e de maldade (Veja Gn 6.1-12).
Além do homem corrompido pelo pecado, egoísta, amante de si mesmo, temos o descontrole na própria natureza, na economia, na família, na sociedade em geral, causado pela ação predatória e gananciosa do próprio homem.
Essa situação calamitosa que se intensificará e perdurará até o grande dia da vinda do Senhor, não será resolvida por programas de governo, nem educacional, pois a raiz está na natureza corrompida do homem. A Bíblia diz ainda que os últimos dias terá uma atuação demoníaca mais intensa, pois a corrente que amarra o diabo será por ordem de Deus afrouxada (Veja Ap 20.7-10).
Mas, o que assusta mesmo é a atitude alienada da Igreja que está no mundo e não está percebendo a caótica situação que estamos enfrentando, a prova disso é o descaso para com a oração por parte da maioria dos crentes em Cristo. Crentes esses que só buscam a oração quando estão passando dificuldades. É hora de despertar, de buscar intensamente a face do Senhor, independente de circunstâncias, pois os dias são maus. (Leia Ef 6.10-18).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Os desafios da vida cristã
Nós cristãos estamos enfrentando desafios todos os dias não importa se somos crentes novos ou antigos, lideres ou liderados.
O primeiro desses desafios é o de manter a nossa vida espiritual sadia. Esse desafio só será superado se dermos o devido lugar em nossas vidas para a Palavra de Deus e para a oração. Quanto a Palavra de Deus, ela é o nosso guia espiritual. A Bíblia revela a vontade de Deus para as nossas vidas. O cristão verdadeiro sabe da importância desse livro, pois ele é o único que alimenta a sua alma. Quanto à oração, ela é o único meio que temos de falar com Deus. Foi o próprio Deus que estabeleceu esse meio. O cristão genuíno sabe que precisa está sempre aos pés do Senhor em oração, suplicando pela sua vida, pela de sua família, pela Igreja que congrega e pelo povo de Deus em geral, para receber graça e poder.
Outro grande desafio é manter a vida limpa do pecado. O pecado é uma tragédia na vida do cristão, pois ele fere a santidade de Deus e enfraquece a sua vida espiritual. Devemos resistir ao pecado com a ajuda divina e não deixar que ele nos domine. Deus graciosamente oferece os meios para nos livrarmos dos pecados e esses meios são: arrependimento, confissão e abandono. Isso acontecendo, a eficácia do sangue de nosso Senhor Jesus nos purifica de todo o pecado.
Outro grande desafio é de nos mantermos ocupados com a obra do Senhor, através do ministério da igreja local. A Igreja é uma instituição divina e Deus ordenou que os que cressem nele se ajuntassem para fazer a Sua obra através da Igreja a que pertencem. Essa obra tem quatro dimensões, a saber: adoração, edificação, proclamação e beneficência. O crente genuíno é um crente engajado nos trabalhos de sua Igreja.
Deus com certeza dará graça para vencermos esses desafios, mas lembremo-nos de que também participamos desse processo.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Os pecados de Israel
Deus, graciosamente, escolheu um povo em
Abraão e deu a esse povo a grande revelação de que Ele era um Deus santo, puro
e perfeito, e que para se conviver com Ele de forma harmoniosa o povo teria de viver
em santidade de vida, e para isto deu-lhe um código de ética sintetizado nos Dez Mandamentos.
A aliança que Deus estabeleceu com Israel no
Sinai foi quebrada, por parte do povo, em diversas ocasiões. Por misericórdia
divina antes da punição maior estabelecida por Deus em sua aliança, que seria a
expulsão do Seu povo da terra que Ele dera a Israel, Ele graciosamente levantou
homens e mulheres, através do ministério profético, para advertir a Israel no que se refere aos
pecados cometidos pelo povo, especialmente pelos seus lideres.
Os profetas de Israel dividem-se em profetas
da palavra e profetas da escrita. Os profetas escritores foram aqueles que
foram inspirados pelo Espirito Santo para produzir os dezessete livros que
constam do Cânon Sagrado (Isaías a Malaquias). Esses profetas bem como os da
palavra (Elias, Eliseu...) identificaram alguns pecados, que levariam Israel ao
desterro bem como a destruição de Jerusalém e do templo do Senhor.
Nesse artigo iremos identificar alguns desses
pecados e comentá-los de forma sucinta. Comecemos
com a idolatria. A idolatria é a adoração de outro deus que não é o Deus dos
Céus. Esse pecado fere o primeiro e o segundo mandamento do Decálogo “Não terás
outros deuses diante de mim”. “Não farás para ti imagem de escultura”. O povo
de Deus adorou aos deuses do Egito, aos deuses de Canaã e aos deuses das nações limítrofes a Israel (amonitas, moabitas e edomitas).
Contextualizando esse
pecado, ainda hoje muitos que professam a fé cristã colocam outros deuses em
seus corações como, por exemplo, o dinheiro e o sexo.
Outro pecado recriminado pelos profetas
foi a imoralidade sexual, as relações sexuais fora do matrimônio,
adultério, prostituição, etc. Esse pecado feria o sétimo mandamento que diz “Não
adulterarás”. O sexo é uma benção de Deus para o ser humano. Foi o próprio Deus
quem fez o ser humano com impulsos sexuais, mas Ele próprio estabeleceu uma
instituição, que é o matrimonio, onde o sexo poderia ser usado com critério
para a alegria dos cônjuges e para cumprir um propósito seu, a procriação.
Ainda outro pecado
que era praticado pelo povo de Deus, especialmente por aqueles que detinham o poder,
foi a violência. Violência é tomar o que pertence aos outros contra a sua
vontade, inclusive o bem maior do ser humano que é a vida. Esse pecado fere,
dependendo do tipo de violência, a dois mandamentos: “Não matarás” e “Não
furtarás”. Esse mesmo terrível pecado caracterizou a sociedade antediluviana, e
que levou a sua destruição. A Bíblia diz que naquela época a terra encheu-se de
violência. “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e
encheu-se a terra de violência” Gn 6.11.
Outro pecado combatido
pelos profetas dizia respeito à questão cultual. O culto nas eras pré-patriarcal
e patriarcal era realizado com a edificação de um altar de pedras rusticas,
conforme especificado por Deus. A partir da construção do tabernáculo e,
posteriormente, do templo o culto deveria ser realizado dentro dele. Muitos israelitas traziam animais cegos,
aleijados, sarnentos para oferecer ao Senhor, isto com a conivência dos
sacerdotes que eram os responsáveis pelo altar. Além disso, os profetas
reclamaram de que os ofertantes não misturaram os seus sacrifícios com a
obediência aos mandamentos de Deus.
Cultuar a Deus é uma
obrigação do ser humano e pelo descaso dessa obrigação o homem será julgado e
punido no Julgamento Final. O culto que deve ser prestado a Deus não é do jeito
como o homem quer que seja feito. O próprio Deus estabeleceu a essência e a
forma do culto. No que se refere à essência o culto deve ser oferecido a Deus
com intensidade de coração e quanto à forma Ele deve ser feito conforme
especificado por Deus em sua Palavra.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
Tempo de Reconstrução
“Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei
e eu serei glorificado, diz o Senhor” Ag 1.8
O Antigo Testamento
está classificado em quatro grupos de livros: o Pentateuco, os livros
históricos, os livros poéticos e os livros proféticos. Por sua vez os livros
proféticos estão divididos em dois grupos: os profetas maiores (de Isaías a
Daniel) e os profetas menores (de Oséias a Malaquias). O livro de Ageu é o antepenúltimo livro do
Antigo Testamento, ele, juntamente com Zacarias e Malaquias, são conhecidos
como livros proféticos pós exilio, ou seja, aqueles profetas da antiga
dispensação que profetizaram após o retorno dos israelitas do cativeiro
babilônico.
Para contextualizar a mensagem do profeta
Ageu é preciso lembrar aos irmãos que, na época, o povo de Deus já tinha
retornado, pelo menos uma parte dele, do cativeiro babilônico que durara
setenta anos. Conforme o relato de Hanani, irmão de Neemias, o estado da cidade
de Jerusalém era deplorável. A cidade fora destruída bem como o templo que
Salomão construíra.
Deus graciosamente levantara três homens para
uma grande obra de reconstrução: Zorobabel (o templo), Neemias (a cidade) e
Esdras (o culto).
Zorobabel, autorizado por Ciro, conforme
relato de Esdras, empreendeu o trabalho de reconstrução do templo: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor,
Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe
edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu
povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a
Casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém”. Ed 1.2,3.
Mas, o trabalho de reconstrução teve uma
paralização de aproximadamente quatorze anos devido à oposição dos samaritanos, isto
levou a um grupo de israelita dizer que ainda não chegara o tempo
de reconstruir o templo, e
O profeta Ageu foi
levantado por Deus para animar o povo a fazer a obra de reconstrução. “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Aplicai o
vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a
casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o Senhor” Ag 1.7,8.
Antes de animar o povo,
o profeta revelou uma reprimenda do Senhor por causa do pecado de indiferença
em fazer a obra que Deus tinha determinado que deveria ser feita. “Veio, pois, a palavra do Senhor, pelo
ministério do profeta Ageu, dizendo: É para vós tempo de habitardes nas vossas
casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?” Ag 1.3,4. Diz a Bíblia que o povo temeu e ouviu a voz
de Deus e lançou-se a obra, concluindo-a.
Contextualizando uma
parte da mensagem do livro de Ageu para a Igreja da atualidade percebe-se que o povo de Deus, geralmente, está imbuído do
mesmo pensamento de que não é tempo de reconstrução do santuário de Deus, que é
a vida do cristão. Uma grande quantidade de cristãos são crentes nominais, ou
seja, não estão com a vida reconstruída, Jesus não é adorado, não é servido, nem
é glorificado nelas.
O santuário onde Deus
hoje é adorado é a Igreja como organismo bem como os crentes individuais, pois
nos é dito na Bíblia Sagrada que o interior do crente em Cristo é santuário de
Deus. “Não sabeis vós que sois o templo
de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Co 3.16.
Exortamos aqueles
irmãos que só tem os olhos voltados para as coisas deste mundo, que é tempo de
reconstrução, de mudança de foco, pois o Reino de Deus é prioridade absoluta,
não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
Pr.
Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Dez Marcas da Pregação de João Calvino
No livro João Calvino: amor à devoção, doutrina e glória de Deus (Editora Fiel), editado por Burk Parsons, há um capítulo intitulado O Pregador da Palavra de Deus, escrito por Steven Lawson. Aqui está um resumo desse capítulo, delineando o que Steven Lawson sugere ser as dez marcas distintivas da pregação de Calvino.
1. A pregação de Calvino era bíblica em seu conteúdo.
“O reformador se manteve firme no principal fundamento da Reforma — sola Scriptura (somente a Escritura)… Calvino acreditava que o pregador não tinha nada a dizer além das Escrituras.” (pp. 96-97)
2. A pregação de Calvino seguia um padrão sequencial.
“Durante o ministério de Calvino, o seu procedimento era pregar sistematicamente sobre livros inteiros da Bíblia… Na manhã dos domingos, Calvino pregava o Novo Testamento; à tarde, o Novo Testamento e os Salmos; e, em semanas alternadas, pregava o Antigo Testamento todas as manhãs da semana. Servindo-se desse método consecutivo, Calvino pregou quase todos os livros da Bíblia.” (pp. 97-98)
3. A pregação de Calvino era direta em sua mensagem.
“Quando expunha as Escrituras, Calvino era notoriamente direto e centrado no ensino principal. Ele não iniciava sua mensagem com uma história cativante, uma citação estimulante ou uma anedota pessoal. Em vez disso, Calvino introduzia de imediato os seus ouvintes no texto bíblico. O foco da mensagem era sempre as Escrituras, e Calvino falava o que precisava ser dito com economia de palavras. Não havia frases desperdiçadas.” (p. 98)
4. A pregação de Calvino era extemporânea em seu apresentação.
“Quando subia ao púlpito, ele não levava consigo um rascunho escrito ou esboço do sermão. O reformador fez uma escolha consciente de pregar extempore, ou seja, espontaneamente. Ele queria que seus sermões tivessem uma desenvoltura natural e cheia de paixão, enérgica e envolvente; acreditava que a pregação espontânea era mais conveniente para cumprir esses objetivos.” (p. 99)
5. A pregação de Calvino era exegética em sua abordagem.
“Calvino insistia que as palavras da Escritura têm de ser interpretadas conforme o ambiente histórico específico, as línguas originais, as estruturas gramaticais e o contexto bíblico… Calvino insistiu no sensus literalis, o sentido literal do texto bíblico.” (p. 100)
6. A pregação de Calvino era acessível em sua simplicidade.
“Como pregador, o principal objetivo de Calvino não era comunicar-se com outros teólogos, e sim alcançar as pessoas comuns, assentadas no banco… Ocasionalmente, Calvino explicaria mais cuidadosamente o significado de uma palavra, sem citar o grego ou o hebraico original. Todavia, Calvino não hesitava em usar a linguagem da Bíblia.” (p. 101-102)
7. A pregação de Calvino possuía um tom pastoral.
“O reformador de Genebra nunca perdia de vista o fato de que ele era um pastor. Assim, ele aplicava calorosamente as Escrituras, com exortação amável a fim de pastorear o seu rebanho. Ele pregava com a intenção de estimular e encorajar suas ovelhas a seguirem a Palavra.” (p. 102)
8. A pregação de Calvino era polêmica em sua defesa da verdade.
“Para Calvino, a pregação necessitava de uma defesa apologética da verdade. Ele acreditava que os pregadores tinham de resguardar a verdade; por isso, a exposição sistemática exigia a confrontação das mentiras do Diabo em todas as suas formas enganosas.” (p. 103)
9. A pregação de Calvino era cheia de paixão em seu alcance.
“Em nossos dias, há uma noção errônea de que, por acreditar na predestinação, Calvino não era evangelístico. O mito persistente é que ele não tinha paixão por alcançar almas perdidas para trazê-las a Cristo. Nada pode estar mais distante da verdade. Calvino possuía uma grande paixão por alcançar as almas perdidas. Por essa razão, ele pregava o evangelho com uma persuasão que afetava o coração e com amor, apelava aos pecadores desgarrados a se renderem à misericórdia de Deus.” (p. 104)
10. A pregação de Calvino era doxológica em sua conclusão.
“Todos os sermões de Calvino eram completamente teocêntricos, mas seus apelos conclusivos eram sinceros e amorosos. Ele não podia descer do púlpito sem exaltar o Senhor e instar seus ouvintes a se rederem à absolutamente supremacia dEle. Os ouvintes tinham de se humilhar sob a poderosa mão de Deus. Quando concluía, Calvino exortava regularmente sua congregação: ‘Prostremo-nos todos ante a majestade do nosso grande Deus’. Não importando o texto bíblico sobre o qual ele pregava, essas palavras demandavam uma submissão incondicional de seus ouvintes.” (p. 105)
Tradução: Felipe Sabino (agosto/2013)
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