terça-feira, 27 de outubro de 2009

Escatologia Geral (VII) – O Estado Eterno


O último tema a ser tratado na Escatologia Geral é o Estado Eterno, ou seja, a consumação de todas as coisas, quando tudo será definido e continuará permanentemente sem alteração. O plano eterno de Deus em relação as suas criaturas morais tem início meio e fim. A execução do plano começou quando da criação dos seres morais - anjos e homens, e continuará até a consumação no futuro, numa época já definida pelo Todo-poderoso. Esse Estado Eterno envolve os seres morais (anjos e homens) e, evidentemente, a santíssima Trindade. Esse período se instalará logo após o Juízo Final, depois que o Senhor julgar os seres humanos e os anjos.A Bíblia Sagrada nos fala deste assunto nestes termos: “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora o último inimigo que a de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará aquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” 1 Co 15.24-28.A Bíblia diz que quando da consumação de todas as coisas os crentes com seus corpos glorificados estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17), gozando plenamente da beatitude eterna, daquelas coisas preparadas por Deus para eles antes da fundação do mundo (1 Co 2.9). Diz ainda a Bíblia Sagrada que os descrentes padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e da glória do seu poder (2 Ts 1.9). Dos anjos diz a Bíblia que após o julgamento final o Diabo e seus anjos serão lançados no inferno quando, junto com os ímpios, e serão atormentados para todo o sempre (Ap 20.10).Este mundo como nós o conhecemos será destruído (purificado) por fogo e Deus reorganizará as coisas criando novos céus e nova terra. “Mas o céu e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios... Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, se queimarão... Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão. Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça” 2 Pe 3.7-13.No livro de Apocalipse (21.1-4) nos é dito o seguinte: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem prato, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.

Escatologia Geral (VI) – O Juízo Final

O Juízo Final é o sexto tema a ser tratado no programa escatológico de Deus, segundo as Sagradas Escrituras.A Bíblia Sagrada nos revela que na consumação de todas as coisas o ser humano, todos eles, exceto a Igreja, irão se apresentar diante de Deus para dar conta de sua mordomia (suas ações, suas palavras, seus bens, enfim, de sua vida). “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” Ap 20.11,12. (Veja ainda At 17.30,31).A primeira coisa a ser considerada no estudo deste tema é que Deus, por ser o criador do homem, tem o direito de exigir dele a responsabilidade pelos seus atos praticados nesta vida. A segunda coisa é que o ser humano, como criatura que é, é moralmente responsável pelos seus atos diante de Deus e deles dará contas no dia do Juízo Final.A doutrina do juízo final é embasada tanto pelas Escrituras do Antigo como do Novo Testamento (Sl 96.13; 98.9; Ec 3.17;...; At 17.31; Rm 2.16; 2 Ts 2.12; 1 Pe 4.5; Ap 11.18;...), sendo, portanto, uma doutrina bastante consolidada, dada à abundância de material bíblico.No Juízo Final todos os seres humanos que serão julgados terão corpos especiais capazes de suportar o castigo ou punição que será distribuído por Deus. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” Dn 12.2. “porque vêm à hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29.No Julgamento Final o Juiz será o Senhor Jesus Cristo. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” At 17.31. A Igreja glorificada nos céus também tomará parte nesse julgamento. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo”?... Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?... 1 Co 6.2,3.Os julgados serão condenados e banidos para sempre da presença de Deus, indo sofrer a punição eterna por causa do pecado, no inferno, lugar de sofrimento e dor. “Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder” 2 Ts 1.9. “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as gentes que se esquecem de Deus” Sl 9.17.Satanás e seus anjos serão, também, julgados no dia do Juízo Final, e serão lançados no inferno, que foi preparado para eles. “Então dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41.Tratando-se dos salvos, os seus pecados já foram julgados em Cristo na cruz do Calvário, sendo os mesmos perdoados e justificados pelos méritos do Salvador, não havendo mais condenação para eles. “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” Rm 8.1. Segundo a Bíblia, o único julgamento dos crentes é o referente à distribuição de galardões pelo serviço prestado ao Senhor (Rm 14.10; 1 Co 3.13,14; 15.58; 2 Co 5.10).

Escatologia Geral (V) - A Ressurreição dos Mortos

No programa divino está previsto que os mortos, tanto os salvos como os perdidos, ressuscitarão, os primeiros com corpos glorificados e os outros com corpos especiais, para puderem usufruir plenamente do gozo eterno ou suportar o juízo eterno, respectivamente.O ser humano foi constituído por Deus de uma parte material (o seu corpo) e uma parte imaterial (a sua alma chamada também de espírito). “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” Gn 2.7. O pecado de nossos primeiros pais atingiu a alma e o corpo do ser humano. Tanto um como o outro sofreram as conseqüências do pecado de Adão. “Por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte; e a morte passou a todos os homens porque todos pecaram” Rm 5.12.Ainda segundo o plano eterno de Deus, o homem integral (corpo e alma ou espírito) é responsável pelos seus atos morais praticados durante a sua existência neste mundo, gozando plenamente das bênçãos do Evangelho ou padecendo plenamente longe de Deus, no Estado Eterno, dependendo de sua decisão neste mundo de aceitar a Cristo como Salvador e Senhor de sua vida.O Evangelho promete para o homem além da salvação de sua alma a ressurreição do seu corpo, glorificado, quando do segundo advento de Cristo. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16. Escrevendo aos coríntios em sua primeira carta, o apóstolo Paulo discorreu num longo capítulo sobre a ressurreição dos crentes falecidos com corpos glorificados (1 Co 15.1-58). Escrevendo aos filipenses Paulo disse que o corpo dos crentes será transformado num corpo semelhante ao corpo de Cristo quando ressuscitou dos mortos, com as mesmas propriedades (Fp 3.20,21).A doutrina da ressurreição tem respaldo tanto no antigo como no Novo Testamento. No Antigo Testamento encontramos o profeta Daniel dizendo sobre o assunto: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” Dn 12.2. No Novo Testamento o Salvador disse, num de seus sermões o seguinte: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” Jo 5.28,29. Paulo explora profundamente o tema na sua primeira carta aos Coríntios, inclusive, dizendo que os crentes que estiverem vivos no dia da Segunda Vinda do Senhor, terão os seus corpos mortais revestidos de imortalidade, ou glorificados. Isto quer dizer que tanto os mortos salvos ressuscitados como os salvos que estiverem vivos terão corpos glorificados, semelhantes.Quanto aos mortos que não são salvos, ressuscitarão também com corpos especiais, capazes de suportar o juízo divino, e com esses corpos sofrerão eternamente. Falando sobre o juízo final, o autor de Apocalipse assim se expressou: “O restante dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos... ” Ap 20.5. Veja ainda o que Daniel falou e o que também falou o Senhor Jesus no parágrafo anterior.

Escatologia Geral (IV) – O Reino Milenar


O quarto tema a ser tratado no programa escatológico de Deus, segundo as Escrituras, é o Reino Milenar ou o Milênio.Os profetas antigos previram um tempo em que Deus iria implantar um reino, através de um representante seu onde imperasse a paz, a justiça e a prosperidade (Isaías 11; ...). Esse representante seria da casa real de Davi – o Messias. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16. Esse reino iria submeter todos os reinos do mundo, que passariam para o seu controle. “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu, levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo, esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre” Dn 2.44 (Veja ainda Dn 7.13,14, 27).Devido à reiterada ênfase nesse reino nos escritos do Antigo Testamento, na época em que Jesus viveu neste mundo havia uma expectativa muito grande, por parte dos judeus, quanto à sua implantação. “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Atos 1.6.A expressão milênio foi tirada do texto de Apocalipse 20.1-4, onde há uma referência a um reino de mil anos, onde são mencionados os salvos ou a Igreja e Cristo, o Rei.Os estudiosos bíblicos se dividem quanto à interpretação do Milênio, havendo três escolas de interpretação: 1) Existem aqueles que interpretam o Milênio como um reino literal, cuja capital será Jerusalém e que o rei Jesus governará o mundo com a Igreja e que esse reino durará mil anos. Acreditam, eles, que a segunda vinda de Cristo inaugurará o Reino Milenial – são os pré-milenistas; 2) Outros entendem que o Milênio não é necessariamente um período de mil anos e sim um período de tempo indeterminado em que as instituições sociais do mundo inteiro serão melhoradas, graças à poderosa ação do Evangelho, trazendo para o mundo um período de paz, justiça e prosperidade nunca visto, e que a segunda vinda do Senhor dar-se-á logo após esse período – são os pós-milenistas; Outros entendem que a mensagem do livro de Apocalipse é apresentada de forma simbólica, portanto, não se pode entender o Milênio como um reino literal e sim de natureza espiritual, símbolo da vida perfeita dos crentes nos céus. Esse grupo diz ainda que o Milênio seja o símbolo do reino de Cristo no coração dos crentes, fazendo-os gozar de paz com Deus, alegria e felicidade plena – são os amilenistas.Considerando que a mensagem do livro de Apocalipse nos é apresentada de forma simbólica, e que a única referência a um reino de mil anos se encontra nele, é melhor optar pela linha amilenista por uma questão básica de coerência na interpretação desse precioso livro. Com isso descartamos a idéia de um milênio literal bem como a idéia de um milênio produzido pela pregação do Evangelho, tendo em vista que a Bíblia nos diz que, na medida em que se aproxima o fim de todas as coisas, o mundo piorará. Deve-se considerar, também, que uma opção literal do Milênio tem que se pensar nesse reino também para o estado israelita da atualidade, o que é incoerente dentro do esquema geral das Escrituras, que contempla os remanescentes judeus com as bênçãos celestiais no programa geral da Igreja, que é formada de judeus e gentios.

Escatologia Geral (III) – A Grande Tribulação

Dando continuidade aos assuntos baseados no tema geral da Escatologia Geral, trataremos neste artigo do terceiro acontecimento previsto no programa escatológico de Deus que é a Grande Tribulação ou o Período Tribulacional.Antes mesmo de o assunto ser tratado no Novo Testamento, os profetas antigos já fazia menção ao “grande e terrível dia do Senhor”, dia esse ou período de tempo em que a humanidade sofreria os terríveis castigos de Deus (Jl 2.31; Ml 4.5;...).O Senhor Jesus em seu sermão escatológico registrado nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, falou sobre um período de tribulação para todos, o qual nunca aconteceu antes nem acontecerá depois dele e que se não fora abreviado por causa dos eleitos, ninguém escaparia. “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver”. Mt 24.21. Falando a Igreja de Filadélfia (Ap 3.10) o Senhor Jesus disse que guardaria a Igreja da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro para provar os que habitam na face da terra.Esse Período Tribulacional corresponde aos juízos de Deus que serão derramados no mundo através dos sete selos, das sete trombetas e das sete taças previstos no livro de Apocalipse, como manifestação da ira de Deus sobre o mundo iníquo (Apocalipse 6 a 18).No estudo da Escatologia discute-se se a Igreja irá passar pela Grande Tribulação ou não. Um grupo de teólogos acha que ela não irá passar pela Grande Tribulação, sendo arrebatada antes da sua instalação – são os Pré-Tribulacionistas. Outros admitem que a Igreja seja arrebatada no meio da Grande Tribulação – são os Meso-Tribulacionistas, e ainda outros pensam que a Igreja irá passar por esse Período, mas que será preservada por Deus dos juízos que serão derramados sobre todos – esses são os Pós-Tribulacionistas. Ainda se discute quando será a Grande Tribulação. Uns acham que ela já aconteceu no primeiro século – são os Preteristas. Outros acham que ela aconteceu ao longo da história – são os Historicistas e outros acham que ela será um acontecimento futuro – são os Futuristas.É melhor pensar que o período tribulacional é um período de tempo concentrado de juízo sobre um mundo incrédulo e perverso e que não aconteceu ainda, apesar de Deus sempre ter tratado os pecados dos homens através de seus justos juízos ao longo da História, pois o Senhor Jesus disse que nunca aconteceu algo similar a esse período nem antes dele nem depois.Quanto ao arrebatamento da Igreja em relação ao período tribulacional é melhor pensar, já que o mesmo ocorrerá concomitantemente com a segunda vinda do Senhor, que ele acontecerá após a Grande Tribulação, pois Paulo escrevendo aos tessalonicenses disse que a segunda vinda não ocorrerá antes de vir a apostasia e a manifestação do anticristo, coisas essas previstas no período tribulacional (2 Ts 2.1-12).

Escatologia Geral (II) – O Arrebatamento da Igreja

Dando continuidade ao estudo da Escatologia Geral, trataremos neste artigo sobre o Arrebatamento da Igreja que é a segunda coisa que deve acontecer no plano escatológico de Deus.O Arrebatamento da Igreja foi profetizado pelo Senhor Jesus Cristo em Jo 14.3: “E quando eu for e vos preparar lugar virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. Paulo tratou também do assunto em 1 Ts 4.17: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. Em 2 Ts 2.1, Paulo falou da nossa reunião com Cristo na sua segunda vinda. “Ora, irmãos, rogamos-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele”.No arrebatamento da Igreja, três coisas irão acontecer seqüencialmente: a) A ressurreição dos crentes falecidos – “Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16; b) A transformação dos crentes vivos – “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” 1 Co 15.51,52; c) O encontro da Igreja com Cristo no céu atmosférico – “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares,...” 1 Ts 4.17.Observemos amados que o arrebatamento da Igreja está intimamente ligado à segunda vinda de Jesus Cristo. No devido momento os céus se abrirão e o Senhor Jesus descerá em glória para buscar a sua Igreja, que Ele resgatou com o seu precioso sangue. Preparemo-nos, portanto, para esse glorioso evento.

Escatologia Geral (I) - A Segunda Vinda do Senhor

Dando continuidade ao estudo da Escatologia trataremos nos itens seguintes os temas identificados na Escatologia Geral (a Segunda Vinda do Senhor, o Arrebatamento da Igreja, a Grande Tribulação, o Reino Milenial, a Ressurreição Corporal, o Julgamento Final e o Estado Eterno).Neste artigo, abordaremos a Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo que é o primeiro evento estudado pela Escatologia Geral. A Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é, dentro dos eventos escatológicos, o mais bem documentado do Novo Testamento. Em quase todos os livros dessa porção das Escrituras temos pelos menos um registro desse glorioso evento. Três palavras foram usadas pelos escritores do Novo Testamento quando faziam referência a Segunda Vinda do Senhor: Parousia (1 Ts 3.13; 4.15; ...) que tem o sentido transliterado de presença, vinda, chegada; Apocalipse (1 Co 1.7; 2 Ts 1.6,7; 1 Pe 4.13; ...) que significa revelar, trazer à luz aquilo que estava oculto; e Epifania (1 Tm 6.14; 2 Tm 4.8; Tt 2.13,14; ...) que significa aparecimento.O Senhor Jesus, ao longo de seu ministério terreno, já vinha profetizando que depois que realizasse a obra redentora e voltasse ao Pai, aos Céus, voltaria a este mundo para buscar a Sua Igreja, que resgatara com o Seu precioso sangue. Em João 14.2, encontramos uma dessas profecias: "E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também".A segunda vinda do Senhor é o próximo grande evento escatológico tendo como conseqüência imediata o Arrebatamento da Igreja. O apóstolo Paulo escrevendo aos Tessalonicenses explica como acontecerá esse tão esperado evento: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" 1 Ts 4.16,17.A segunda vinda do Senhor Jesus tem algumas características que precisam ser conhecidas de todos: A primeira delas, é que será uma vinda pessoal. O texto de Tessalonicenses diz que o Senhor mesmo descerá dos céus. Em Atos 1.11 encontramos dois anjos dizendo aos discípulos do Senhor: "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir". A segunda característica é que será uma vinda física e, conseqüentemente, visível, ou seja, o Senhor Jesus voltará com o corpo que ressuscitou dos mortos, dando ensejo para que todos O possam ver: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o transpassaram; ..." Ap 1.7. "Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu,..." Mt 24.30. A terceira característica é que será uma vinda gloriosa. Jesus veio a primeira vez em humilhação, mas virá a segunda vez com poder e grande glória. "... e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória" Mt 24.30. " E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória" Mt 25.31.Quanto à data da Segunda Vinda não nos foi revelado nem pelo Senhor nem pelos Seus apóstolos. O Senhor Jesus disse que daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos nem o próprio Filho como homem sabia (Mt 24.36; 25.13; ...). É uma data da exclusiva competência de Deus. A Igreja não está autorizada a marcar a data da Segunda Vinda do Senhor. Todos que se aventuraram a datar esse grandioso evento ficaram decepcionados, pois entraram numa área que não lhes competia e sim a Deus.Quando a época da Segunda Vinda, em relação ao período tribulacional, existem pelos menos três posições escatológicas: O Pré-Tribulacionismo que ensina que a Segunda Vinda do Senhor, e o conseqüente Arrebatamento da Igreja, ocorrerão antes do estabelecimento da Grande Tribulação. O Meso -Tribulacionalismo que prega que a Segunda Vinda do Senhor e o conseqüente Arrebatamento, ocorrerão no meio do período tribulacional e o Pós – Tribulacionismo que ensina que a Segunda Vinda do Senhor ocorrerá logo após a Grande Tribulação.Amados irmãos, a segunda vinda do Senhor Jesus é certa, preparemo-nos, portanto, para esse grande evento a fim de sermos achados por Ele em paz e em santidade.

Escatologia Individual (II) – O Estado Intermediário


O Estado Intermediário é o segundo e último tema tratado pela Escatologia Individual, e é o estado que o individuo experimentará no período de tempo entre a sua morte física e a sua ressurreição corporal.Por causa da escassez de material bíblico surgiram diversas heresias quanto ao assunto: o sono da alma, o purgatório, a teoria do aniquilamento, etc, mas o material bíblico existente nos dá uma idéia clara desse assunto.Por ocasião da morte física, a parte espiritual do homem (alma ou espírito) se projetará na eternidade e será recolhida em um dos dois lugares distintos no outro lado da vida onde subsistirão até o dia da ressurreição dos seus corpos: uns descansarão no paraíso na presença de Deus e outros sofrerão num lugar afastado de Deus.Na parábola do rico e Lázaro proferida pelo Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, (Lucas 16.19-31), encontramos a revelação do estado das almas no Estado Intermediário, e que essas almas em estado de consciência, estão sofrendo (o ímpio ou o descrente) (Lc 16.23,24,27,28,30) ou gozando (o justo ou o crente em Cristo) (Lc 16.25). (Em relação ao estado intermediário dos salvos leia ainda Hb 12.23 e Ap 6.9—11), aguardando o grande dia da Segunda Vinda do Senhor quando ressuscitarão para comparecem diante de Deus (os salvos para serem galardoados e os ímpios para serem julgados e definitivamente condenados) e definidamente irem para o lugar reservado para elas (Céu ou Inferno). Diz ainda a Bíblia que esses estados no Estado Intermediário são definidos não havendo possibilidade de ser alterados. Isto quer dizem que quem partir deste mundo salvo, salvo continuará nele. Quem partir perdido, perdido continuará até o julgamento final.

Escatologia Individual (I) – A Morte


No estudo da Teologia Sistemática encontramos, dentre outros temas, a Escatologia, ou seja, o estudo das Últimas Coisas ou a Doutrina das Últimas Coisas. Dentro do estudo da Escatologia encontramos diversos temas, como por exemplo: A Morte e o Estado Intermediário (Escatologia Individual), a Segunda Vinda do Senhor, a Grande Tribulação, o Arrebatamento da Igreja, o Reino Milenial, a Ressurreição Corporal, o Julgamento Final e o Estado Eterno (Escatologia Geral).Começaremos nesses artigos a falar sobre a morte que é o primeiro tema da Escatologia Individual.Deus, ao criar o homem, deu-lhe uma ordem de que poderia comer de todos os frutos das árvores do Jardim do Édem menos o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Disse ainda Deus que se o homem comesse desse fruto certamente morreria (Gn 2.15-17). Enganado pelo diabo o homem comeu do fruto proibido, pecando contra Deus, desobedecendo a Sua ordem e atraindo sobre si e sobre todos os seus descendentes a morte como conseqüência do seu pecado (Gn 3.1-24). Mais tarde escrevendo aos Romanos o apóstolo Paulo disse que por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte e que essa morte passou a todos os homens porque todos pecaram em Adão. (Rm 5.12). Disse ainda Paulo que “O salário do pecado é a morte” Rm 6.23.A morte na perspectiva bíblica tem três dimensões, a saber: a morte espiritual – a separação do homem de Deus (Romanos 3.23; Efésios 2.1;...); a morte física – a separação da alma ou espírito do corpo (Eclesiastes 12.7; Tiago 2.26,...); e a morte eterna – a eterna separação do homem de Deus (2 Tessalonicenses 1.9, Salmo 9.17,...). Todas as pessoas que nascem, por causa do pecado, já nascem mortas espiritualmente. Veja Romanos 5.12. A morte física é uma experiência que dispensa comentários, porque está no cotidiano da vida do homem. A morte eterna dar-se-á quando o homem morre fisicamente estando afastado espiritualmente de Deus.

O Plano da Salvação


Olhando para as Sagradas Escrituras descobrimos que existe nelas uma série encadeada de temas que constitui um plano para a salvação do pecador. Esse plano de salvação compõe-se de cinco partes e visa facilitar o trabalho daqueles que desejam compartilhar com outros o Evangelho de Cristo, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A sua eficácia é comprovada porque leva o pecador a receber e experimentar a grande salvação proporcionada pelo Senhor Jesus:
1) O Homem é pecador aos olhos de Deus. A Bíblia Sagrada nos revela que todos os seres humanos são pecadores e que estão debaixo de condenação, e estão também destituídos da glória de Deus e caminhando a passos largos para a perdição eterna. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3.23. “... por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte...” Rm 5.12. “O salário do pecado é a morte...” Rm 6.23
2) Deus ama ao pecador. As Sagradas Escrituras nos revelam que de uma maneira misteriosa Deus ama ao pecador, apesar do pecador ter pecado contra Ele e ter se afastado de Deus voluntariamente. Esse amor é revelado na Bíblia no famoso texto de João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Esse amor é um amor incondicional, profundo, maravilhoso. Na carta aos Romanos encontramos sobre o assunto: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5.8.
3) Cristo morreu pelo pecador – Essa revelação é outra grande verdade do plano de Salvação. O pecado nos afastou de Deus e nos condenou a perdição eterna, mas por causa do grande amor que Deus tem por nós Ele enviou o seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz em nosso favor. O Senhor Jesus veio a este mundo com o expresso propósito de dar a sua vida pelos pecados do homem. O próprio Salvador revelou que desceu do Céu e veio a este mundo buscar e salvar o perdido. Na carta aos Romanos encontramos: “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” Rm 4.25. Encontramos ainda noutra carta de Paulo: “... o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado;... Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” 1 Co 15.1-4.
4) O Pecador precisa crer em Cristo. No plano de Deus para a salvação do homem ele apenas precisa reconhecer que é pecador e aceitar pela fé a salvação oferecida por Cristo. “... Arrependei-vos e crede no Evangelho” Mc 1.15. A Bíblia nos revela ainda que essa salvação é um ato gracioso de Deus recebido pela fé. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” Ef 2.8,9.
5) Crendo em Cristo o pecador está salvo – Outra verdade revelada nas Escrituras é que o pecador crendo na obra de Cristo e o aceitando como Salvador recebe de imediato a salvação, e lhe é dado o Espírito Santo como garantia dela. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” Jo 1.12. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança...” Ef 1.13,14. “Amados, agora somos filhos de Deus...” 1 Jo 3.2. “Quem tem o filho tem a vida...” 1 Jo 5.12.
Compartilhemos irmãos o plano de salvação com aqueles que não têm ainda a Cristo como Salvador.

Fazendo Missões


Fazer missões ou pregar o evangelho é a tarefa primordial da Igreja. Quando falamos de Igreja estamos nos referindo tanto a Igreja militante (todos os crentes em Cristo que estão vivos e espalhados pelo mundo inteiro) como a Igreja na sua expressão local (comunidades organizadas segundo o padrão neotestamentário com pastores, oficiais, membros e congregados, instaladas em uma determinada localidade).
Quando o Senhor deu a grande comissão a Igreja, representada na época pelos seus apóstolos, deu-lhe também a dimensão da tarefa: pregar o evangelho a todas as pessoas no mundo inteiro em todas as épocas. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda à criatura” Mc 16.15.
Diante do gigantismo da obra, o que podemos fazer enquanto comunidade local instalada no Geisel, para colaborar com essa tarefa que está no coração de Deus? Podemos irmãos colaborar com essa grandiosa obra nos envolvendo em três atividades, a saber: orando, contribuindo e indo. Reflitamos em cada uma delas separadamente.1) Fazendo missões orando. No seu plano eterno, Deus estabeleceu a oração como meio de recebermos as Suas bênçãos e também como poderoso recurso para fazermos a sua obra. A oração é um poderoso instrumento a disposição da Igreja para realizar a obra que Deus destinou para ela. Ela atrai o poder de Deus para a vida e ministério da Igreja. “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” Tg 5.16. Em Mateus 9.37,38, quando o Senhor revelava a dimensão da obra missionária, disse o seguinte: “... A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara”. Como todos os crentes genuínos gostam de orar, aqui está um assunto importante que deve ocupar as suas orações: orar pela obra missionária, pela salvação das almas perdidas e pelos irmãos envolvidos nela.
2) Fazendo missões contribuindo. Deus deu aos crentes o privilégio e a responsabilidade de contribuir com a manutenção de sua obra através do ministério da Igreja local. Essas contribuições na forma dos dízimos e ofertas servirão para a Igreja atender aos seus projetos de expansão do Reino de Deus. Graças a Deus que temos em nossa Igreja um Departamento de Missões (DMIS) organizado. Esse Departamento recebe mensalmente o repasse do caixa central de 2% das entradas gerais da Igreja. Isso nos permite comprar folhetos, novos testamentos, Bíblias para ser distribuídas com as pessoas não evangélicas e com os novos decididos. Além disso, temos os carnês missionários que os irmãos podem contribuir com essa obra. Quanto mais recursos chegar ao caixa central mais recursos o DMIS terá para investir na obra missionária.
3) Fazendo missões indo. Todo o crente foi chamado por Deus para pregar o evangelho e pode fazer isso distribuindo folhetos, novos testamentos e Bíblias e também falando pessoalmente de Jesus a quem não O conhece ainda (evangelismo pessoal). É verdade que para a obra transcultural (entre outras culturas), Deus tem escolhido pessoas específicas para isso. É verdade também que a alguns de seus servos, Deus deu o dom ministerial de evangelista.
O importante é que cada um de nós dê a sua parcela de contribuição para que a obra de Deus seja realizada neste mundo. Você caro irmão é peça importante nesse projeto divino. Cumpra com fidelidade a sua missão.

Missões: a obra maior da Igreja


A Igreja fundada por nosso Senhor Jesus Cristo, na sua expressão local é uma instituição divina que recebeu do seu Senhor basicamente quatro atribuições para executar neste mundo: cultuar a Deus, edificar-se espiritualmente, proclamar o Evangelho e cuidar dos santos necessitados.
Nesta reflexão iremos enfocar a obra missionária da Igreja ou a proclamação do Evangelho. No capítulo 2 versículo 9 de sua primeira carta, o apóstolo Pedro nos revela os qualificativos da Igreja: geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus. Depois de exaltar a Igreja com estes qualificativos, Pedro também revela a sua missão neste mundo: proclamar as virtudes daquele que chamou a Igreja das trevas para a sua maravilhosa luz. Em sua carta aos Romanos (1.16), o apóstolo Paulo nos revela que o Evangelho - as boas novas de salvação através de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.
Para compreender melhor a importância do ministério de proclamação do Evangelho pela Igreja é conveniente lembrar que o Evangelho é a resposta de Deus para a situação em que o homem caiu por causa do pecado. O pecado cometido por Adão trouxe um resultado funesto para si e para a sua descendência. “Por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte;
a morte passou a todos os homens porque todos pecaram” Rm 5.12. Em Romanos 3.23, Paulo disse que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Conclui-se desses dois textos que todos os homens são pecadores aos olhos de Deus e estão debaixo de condenação.
Através do Evangelho o homem que está morto em seus delitos e pecados renasce espiritualmente para uma nova vida, a vida eterna que é um dom de Deus para todos aqueles que crêem em Cristo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. Lembramos ainda a Igreja que quando falamos do Evangelho estamos tratando da morte e da ressurreição do Senhor Jesus Cristo. “Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação”. Rm 4.25. O Senhor Jesus veio especialmente a este mundo para dar a sua vida em sacrifício pelos pecados do homem. Na cruz, Jesus ofereceu-se a si mesmo em sacrifício a Deus para tirar os pecados daqueles que crêem nele.
Segundo o plano eterno de Deus, a proclamação do Evangelho deve ser feita pela Igreja. Somente a ela foi dada a grande comissão de pregar essa mensagem salvadora. Só ela tem esse privilégio bem como essa responsabilidade. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16. “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!”. 1 Co 9.16.
Assim sendo, é dever de todos aqueles que professam o nome de Jesus se envolver na proclamação do Evangelho. É dever de toda a Igreja local se envolver nesse ministério. Nenhum servo de Deus deve se omitir desse envolvimento, pois isto se constitui grave pecado de omissão. O crente se envolve nessa obra orando, contribuindo e indo. Essas três áreas são cruciais na obra missionária.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ESBOÇO DE ANTROPOLOGIA

A DOUTRINA DO HOMEM

1) Etimologia
Anthropos = homem; logos (logia) = estudo, tratado
2) Conceito
Antropologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda o homem do ponto de vista teológico.
3) A Criação do Homem
a) Planejada por Deus – Gn 1.26
b) Executada por Deus – 1 Gn 1.27; 2.7,18,21-23
c) Conforme um tipo divino – Gn 1.26,27
d) Distinção sexual (macho e fêmea) – Gn 1.27; 2.18,20-25
4) O propósito da criação do homem
a) Propósito principal – A glória de Deus – Is 43.7; Ef 1.11,12; 1 Co 10.31;...
b) Propósitos derivados
- Procriar – Gn 1.28-30; 9.1;...
- Habitar e povoar a terra – Gn 1.28
- Sujeitar a criação – Gn 1.28-30; Sl 8.4-8
- Gozar a Deus – Sl 16.11; 27.4; 73.25,26; Jo 10.10;...
5) A Natureza Constitucional do homem
a) parte material (corpo físico) – Gn 2.7; Ec 12.7;Tg 2.26;...
b) parte espiritual (alma/espírito) – Gn 2.7; Ec 12.7; Tg 2.26;...
6) As teorias acerca da natureza constitucional do homem
a) Monismo – O ser humano é uma unidade radical, não se pode dividi-lo. Ele é visto pelo monismo como uma pessoa integral. Os termos corpo e alma são intercambiáveis. Não existe sobrevivência desencarnada após a morte – Gn 2.7; 46.15-27; At 7.14.
b) Dicotomia – O ser humano é composto de duas partes, sendo uma material, o corpo, e a outra espiritual, a alma que é chamada também de espírito - Gn 35.18; 1 Rs 17.21; Mt 10.28; 16.26; Lc 1.46,47; 23.46; At 7.59; 1 Co 5.3,5; 6.20. Para a Dicotomia os termos alma e espírito são termos intercambiáveis, eles estão se referindo ao mesmo elemento.
c) Tricotomia – O ser humano é composto de três partes: o corpo, a alma e o espírito. Lc 1.46,47; 1 Ts 5.23; Hb 4.12. Na tricotomia o corpo é a natureza física algo que possuímos como os animais, sendo que a diferença é de grau já que o corpo humano tem uma estrutura mais complexa. A alma é o elemento psicológico, a base da razão, das emoções, das relações sociais. O Espírito é o elemento que permite ao homem perceber questões espirituais e reagir a elas.
7) As teorias acerca da origem e transmissão da alma
a) Criacionismo – Todas as almas são criadas por Deus imediatamente no ato da concepção. O problema dessa teoria é que se as almas procedem diretamente de Deus por um ato criador elas são puras e a contaminação delas se daria em contato com a matéria.
b) Traducianismo – As almas são propagadas através dos pais quando da concepção de um novo indivíduo, trazendo a pessoa quando nasce características biológicas e psicológicas deles. Essa linha de pensamento explica melhor a questão da pecaminosidade do homem, que se propaga de pai para filhos.
8) A Imago Dei (A imagem de Deus no homem)
a) Identificada no Antigo Testamento – Gn 1.26,27; 5.1,2; 9.6;...
b) Confirmada no Novo Testamento – At 17.28; Rm 8.29; 1 Co 11.7; 2 Co 3.18; Ef 4.23,24; Cl 3.10; Tg 3.9.
c) As Concepções da Imago Dei
- Concepção substantiva – Algo inerente ou intrinsecamente presente na natureza humana – a razão é o que diferencia o ser humano do restante da criação; certas características físicas ou psicológicas e espirituais.
- Concepção relacional – a capacidade do homem se relacionar com Deus e com os outros homens. Ela se manifesta quando há relacionamentos quer positivo quer negativo. Ela é dinâmica não estática.
- Concepção funcional – o exercício do domínio sobre a criação. A idéia de ter domínio destaca-se como o aspecto central. Gn 1.26-28; Sl 8.5,6.
d) As Dimensões da Imago Dei
- Dimensão Racional – O ser humano recebeu a responsabilidade de exercer domínio sobre a terra – Gn 1.26-28; Sl 8.4-9; Adão foi instruído a cuidar do Jardim do Édem – Gn 2.8,15; Adão deu nome aos animais – Gn 2.19,20; Adão reconheceu a mulher que lhe fora dada como uma ajudadora idônea – Gn 2.22-24.
- Dimensão Espiritual – O casal Adão e Eva tinha comunhão com Deus – Gn 3.8; Adão e Eva temeram a Deus quando pecaram – Gn 3.10.
- Dimensão Moral – O Criador deu ao casal uma ordem de natureza moral – Gn 2.17; Adão e Eva possuíam um sentido de retidão moral – Gn 2.25; Adão e Eva reconheceram-se culpados logo após a sua transgressão – 3.7
- Dimensão Social – Adão e Eva se relacionavam entre si – Gn 2.18,23; 3.6-8; 4.1
e) Lições extraídas dos textos bíblicos sobre a Imago Dei
- A Imago Dei é universal em toda a raça humana.
- A Imago Dei não se perdeu por ocasião da queda do homem.
- Não a indicação de que a Imago Dei esteja presente em grau maior em uma criatura do que em outra.
- A imago Dei não depende de nenhuma variável para está presente no indivíduo.
- A Imago Dei é reconstituída plenamente no homem pela obra redentora de Cristo (fase progressiva neste mundo e plenamente quando da ressurreição em glória dos remidos, por ocasião da segunda vinda do Senhor)
f) As implicações teológicas da Imago Dei
- Todos pertencem a Deus – Mc 12.13-17; At 17.28,29
- A Imago Dei é universal. Tanto o homem como a mulher a traz consigo Gn 1.27
- O ser humano é valiosíssimo aos olhos de Deus – Gn 9.6; Jo 3.16
- Devemos nos deixar moldar segundo o modelo de Cristo, que é a imagem plena de Deus – Ef 5.1; Hb 4.15



INTRODUÇÃO A TEOLOGIA


1) Etimologia

A palavra teologia é de origem grega. Theos = Deus; Logos (logia) = discurso, tratado, expressão.

2) Conceitos

a) Teologia quer dizer o estudo ou tratado acerca de Deus
b) Teologia é a ciência que trata de Deus e das relações entre Deus e o universo (STRONG)
c) Teologia consiste em fatos relacionados com Deus e suas relações com o universo, apresentados de maneira lógica, ordenada e consistente.
d) Teologia é o estudo e a declaração cuidadosa e sistemática da doutrina cristã.

3) A importância da Teologia

a) A Teologia satisfaz a mente humana
b) A Teologia serve para a pureza e defesa do Cristianismo
c) A Teologia ajuda na propagação do Evangelho
d) A Teologia fundamenta a prática cristã

4) Divisão da Teologia
Teologia Bíblica – É a parte da Teologia que se ocupa com a exposição do conteúdo dos ensinos dos autores bíblicos. Divide-se em Teologia do Antigo Testamento e Teologia do Novo Testamento.
Teologia Histórica – É o estudo do desenvolvimento da doutrina ao longo do curso da história da Igreja, enfocando as origens, o progresso e os desvios da doutrina cristã.
Teologia Sistemática – É o estudo de toda a verdade cristã, no aspecto mais abrangente e sistemático, tomando-se por base o material fornecido pelas Escrituras, mas servindo-se também de outros ramos do saber, como Filosofia, História, Psicologia,... na medida em que esses ramos do saber podem ajudar no esclarecimento das verdades tratadas na Revelação.
Teologia Prática - Cuida da aplicação prática das verdades tratadas na Teologia em geral, especialmente na Sistemática, visando uma vida espiritual coerente com o ensino proposto.
5) Os Métodos de Estudo da Teologia

a) Método Dedutivo – Este método deduz o sistema de princípios filosóficos aceitos, a priori, ou seja, leva-se o sistema teológico a se acomodar a princípios filosóficos previamente aceitos.
b) Método Místico – Este método trata a Teologia com base nas “revelações especiais” de Deus, independentes das Escrituras.
c) Método Indutivo – Este método é o método usado pela ciência natural, a saber: a coleção de fatos, a sua classificação e o estudo das leis que os regem. Este é o método correto que é utilizado pela Teologia para apresentar as conclusões consistentes reveladas nas Sagradas Escrituras. Este método segue os seguintes passos para chegar as suas conclusões:
- Definir e esclarecer o problema ou a questão teológica.
- Identificar as várias soluções do problema que foram sugeridos na história cristã.
- Estudar a fonte da teologia cristã, a Bíblia, para determinar exatamente o que diz o texto, e chegar as conclusões preliminares.
- Relacionar as conclusões preliminares com a Revelação e com as outras doutrinas já estabelecidas, para concretizar esta resposta teológica.
- Defender esta conclusão diante da oposição das ideologias contrárias.
- Aplicar as conclusões teológicas às situações específicas da vida neste mundo.

6) Os Tipos de Teologias (catalogação)

- Por Épocas (Teologia Patrística, Medieval, Reforma, Contemporânea)
- Por Ponto de Vista (Teologia Arminiana, Calvinista, Católica, Barthiana, Libertação)
- Por Ênfase (Teologia Histórica, Bíblica, Sistemática, Apologética, Exegética,...)


7) Divisão da Teologia Sistemática
a) Bibliologia (O Estudo da Bíblia)
b) Teontologia (O Estudo acerca de Deus)
c) Antropologia (O Estudo do Homem)
d) Hamartiologia (O Estudo acerca do Pecado)
e) Cristologia (O Estudo da Pessoa de Cristo)
f) Soteriologia (O Estudo acerca da Salvação)
g) Angelologia (O Estudo acerca dos Anjos)
h) Pneumatologia (O Estudo acerca do Espírito Santo)
i) Eclesiologia (O Estudo da Igreja)
j) Escatologia (O Estudo das Últimas Coisas)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O CRISTO QUE PAULO PREGAVA

Texto Base - 1 Co 1.18-25; At 9.20
(Falar sobre Cristo, o assunto central de toda a Escritura – Lc 16.29; 24.25-27; falar sobre a Igreja como testemunha de Cristo – At 1.8; 1 Pe 2.9; falar sobre Paulo, apóstolo de Jesus Cristo)
1) PAULO PREGAVA A CRISTO COMO DEUS, TODO-PODEROSO, CAPAZ DE FAZER TUDO QUE LHE APROUVER
At 9.20 - E logo nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus.
Rm 1.4 - Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Fp 2.6 - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
Cl 1.15-18 - O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
18 E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.
19 Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.
(Mt 28.18 - E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra).

2) PAULO PREGAVA A CRISTO COMO POSSUIDOR DE UMA NATUREZA HUMANA, HOMEM, MODELO E PADRÃO DOS SEUS SEGUIDORES
Fp 2.5-8 - De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
7 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Gl 4.4 - Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.
1 Tm 2.5 - Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
1 Co 11.1 - Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.
Ef 5.1 - Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
(Mt 10.25 - Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor).

3) PAULO PREGAVA A CRISTO COMO SENHOR E DOMINADOR E GOVERNADOR DA IGREJA E DO UNIVERSO
Fp 2.9-11 - Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Ef 4.5 - Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
1 Co 12.3 - Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
Ef 6.9 - E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas.

4) PAULO PREGAVA A CRISTO COMO REDENTOR DO SER HUMANO QUE DERA A SUA VIDA PARA SALVAR O HOMEM DA PERDIÇÃO ETERNA
1 Co 1.23 - Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.
Rm 4.25 - O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.
1 Co 15.1-4 - Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
2 Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Ef 1.7 - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.
Cl 1.14 - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados.
1 Tm 1.15 - Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

5) PAULO PREGAVA A CRISTO COMO O PROVEDOR DO SEU POVO, TANTO DAS NECESSIDADES ESPIRITUAIS COMO DAS NECESSIDADES MATERIAIS
(Fp 4.19 - O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus).
a) NECESSIDADES ESPIRITUAIS (salvação, vida eterna, perdão, reconciliação, regeneração, dons espirituais, o dom do Espírito, etc)
(Ef 1.3 - Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo)
1 Tm 1.15 - Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
Ef 2.1 - E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados
Cl 2.13 - E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircunscisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas.
Ef 2.13-22 - Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,
15 Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
16 E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
17 E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;
18 Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
19 Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
20 Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
21 No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
22 No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.
2 Co 5.17 - Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Ef 1.13 - Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.
Ef 4.7,8 - Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
8 Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens.
b) NECESSIDADES MATERIAIS (saúde, bens materiais, etc)
2 Co 9.8-11 - E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;
9 Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre.
10 Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;
11 Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.
(Sl 23.1 – O SENHOR é o meu Pastor e nada me faltará).
(Sl 84.11 – Porque o SENHOR Deus é um sol e escudo; o SENHOR dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam com retidão).

Assim sendo amados, procuremos mudar o teor de nossas pregações, de nossos testemunhos, concentrando em Cristo, Aquele que fez todas as coisas e para quem tudo existe e converge.
Rm 11.36 - Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

O BATISMO CERIMONIAL

A Bíblia fala na doutrina de batismos (Hb 6.2), e, ao examiná-la encontramos informações sobre o batismo de arrependimento, ministrado por João Batista como preparação do povo de Israel para a recepção do Messias (Mt 3.1-12; Mc 1.18; Lc 3.1-20; Jo 1.6-8, 15-37); sobre o batismo da regeneração que é o derramar do Espírito Santo sobre a pessoa no ato de sua conversão (Tt 3.5,6); sobre o batismo com ou no Espírito Santo que é a inserção do crente no corpo místico de Cristo, que é a igreja (1 Co 12.13); sobre o batismo de sofrimento que é a identificação do cristão com os sofrimentos de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja (Lc 12.50; Mc 10.38,39; At 12.1,2); sobre o batismo em nome dos mortos que era um costume localizado na igreja de Corinto de difícil explicação (1 Co 15.29), e sobre o batismo cerimonial para os novos conversos ao Cristianismo (Mt 28.18-20; At 2.41; 8.12; 9.18; 10.48; 16.15,33;...).
Neste artigo iremos nos ater apenas ao batismo cerimonial.
1) Significado do Batismo Cerimonial
O batismo pode ser definido como um rito de iniciação do crente a fé cristã através da Igreja. É ainda o batismo, como disse alguém, uma manifestação externa de uma graça interna, ou ainda, um testemunho público da fé cristã, através do qual o crente mostra ao mundo que aceitou a Jesus como Salvador e que tomou a firme decisão de viver para Ele, servi-Lo e adorá-Lo, isto pela Igreja, para todo o sempre.
2) O simbolismo do batismo
O batismo cerimonial significa para os imersionistas a identificação do converso com a morte, o sepultamento e a ressurreição do Senhor Jesus e para os aspersionistas a lavagem purificadora do sangue de Cristo aplicada na pessoa no ato de sua conversão. Significa ainda para os aspersionistas o derramar do Espírito Santo sobre o crente no ato de sua conversão.
Tratando do batismo é conveniente enfocar que existe uma controvérsia no meio evangélico quanto à maneira de administrar essa cerimônia. Basicamente, a polêmica gira em torno da imersão e da aspersão. Os grupos que defendem essas posições se arvoram de serem originais e estarem praticando aquilo que foi praticado no início do Cristianismo. Para os irmãos imersionistas a palavra batismo simboliza morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.4; Cl 2.12). Para os aspersionistas o batismo simboliza a lavagem purificadora efetuada pelo sangue de Jesus no ato da conversão ou ainda o derramar do Espírito Santo sobre o salvo no ato da sua conversão (Tt 3.5,6).
Os imersionistas usam como um dos argumentos para justificarem a sua maneira de administrar o batismo a teoria JJJ, ou seja, Jordão, Jerusalém, João. Vejamos o que diz Ebenézer Soares, renomado teólogo batista brasileiro, sobre o assunto: “Os batistas não são intransigentes, mas são coerentes com o que a Bíblia ensina. Muitos são os exemplos escriturísticos sobre a imersão. Eles não deixam margem a outras interpretações: Jesus foi batizado em água (Mt 3.16) o eunuco foi batizado em água (At .38). João apelidado o Mergulhador (o Batista), dizia: (...) vim batizando em água (Jo 1.31). A Bíblia diz que ele batizava também em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ia e era batizado (João 3.23). Além dos exemplos citados, temos ainda o argumento do simbolismo. O batismo simboliza morte e ressurreição (Rm 6.4)”.
Os aspersionistas dizem, como já vimos, que o batismo simboliza a purificação do sangue de Jesus proporcionada pelo derramamento do Espírito Santo sobre a pessoa no ato de sua conversão e justificam dizendo que na religião judaica, de onde o Cristianismo se originou, todos os rituais de purificação eram realizados por aspersão e não por imersão. “porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissôpo e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue;...” (Hb 9.19-22). Além disso, argumentam os aspersionistas que os batismos realizados pela igreja primitiva registrados nas Sagradas Escrituras o foram por aspersão: Paulo foi batizado em pé (At 9.18; 22.16). Os gentios que estavam na casa de Cornélio e que, após a pregação de Pedro, foram batizados de imediato, foram por aspersão, considerando a improbabilidade de haver já um tanque preparado para tal ocasião (At 10.47,48). O carcereiro de Filipos foi batizado juntamente com os seus, logo após a conversão, em sua casa, onde era também muito improvável que tivesse ali um tanque para imergir aqueles batizandos, e assim por diante.
Mas deixemos a discussão teológica sobre a forma de batizar e vejamos outras coisas sobre o batismo:
3) A Obrigatoriedade do Batismo - O batismo cerimonial é obrigatório porque é uma ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo para a sua igreja (Mt 28.19).
4) A Fórmula Usada na Administração do Batismo -O Senhor Jesus ensinou que o batismo fosse administrado em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ou seja em nome da Santíssima Trindade (Mt 28.19).
5) O Ingrediente Usado na Realização do Batismo - Na realização do batismo deve ser usada água para a cerimônia. “... eis aqui água; que impede que eu seja batizado?” (At 8.36; 10.47)
6) As Limitações do Batismo - O batismo não salva nem tão pouco ajuda na salvação de ninguém nem também faz o crente mais consagrado ou mais abençoado (Lc 24.42,43)
7) A competência para a Realização do Batismo - Só quem pode administrar o batismo é um ministro do Evangelho devidamente credenciado pela sua Denominação. Lembremo-nos de que o Senhor Jesus determinou que os seus apóstolos batizassem. Os apóstolos, por sua vez, impuseram as suas mãos em outros obreiros autorizando-os assim a realizarem esse ato ministerial. De maneira que é a imposição de mãos que dá autorização para o obreiro administrar o batismo.
8) Quando se Deve Administrar o Batismo - O batismo deve ser administrado após uma pública declaração de fé por parte do batizando. Filipe, o evangelista só batizou o eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, quando o mesmo fez a sua confissão de fé de que cria em Jesus Cristo. “... que impede que seja batizado? É lícito, se tu crês de todo o teu coração. E respondendo ele, disse: creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco.” (At 8.36-38). Consideremos o caso dos irmãos presbiterianos que batizam crianças. Nesse caso os responsáveis pelas crianças são quem fazem a declaração de fé por elas, conforme reza o Manual Presbiteriano.
Há de se considerar ainda que os batismos realizados no início da história da Igreja o foram de imediato, após a conversão, devido às circunstâncias adversas enfrentadas na época, tais como perseguição ao Evangelho, rápida expansão do cristianismo, ministério itinerantes dos obreiros, etc.
Hoje, o bom senso e a prudência mandam que não batizemos de imediato o converso e sim que o preparemos para isso, mediante uma série de estudos apropriados, bem como o examinemos acerca da autenticidade de sua fé, e assim o admitamos ao batismo.

HAMARTIOLOGIA

A DOUTRINA DO PECADO
1) Etimologia
Hamartia = pecado; logia (logos) = palavra, estudo, tratado

2) Conceito de Hamartiologia
Hamartiologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina do pecado.

3) Conceitos de Pecado
a) Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus ou a transgressão dessa lei.
b) Pecado é tudo aquilo que pensamos, falamos e praticamos que não esteja de acordo com a lei moral de Deus.
c) Pecado é qualquer falta de conformidade, ativa ou passiva, com a lei moral de Deus. Isso pode ser uma questão de ato, de pensamento ou de disposição.
d) Pecado é errar o alvo.

4) A Origem do Pecado
a) No Céu - O pecado teve origem no Céu, entre os anjos de Deus, quando Lúcifer, o querubim ungido, rebelou-se contra o Criador, sendo expulso do Céu juntamente com um terço dos anjos que o seguiram (Is 14.12-17; Ez 28.11-19; Ap 12.3,4,9).
b) Na Terra - O pecado surgiu na terra quando os nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram à ordem dada por Deus e comeram, por instigação do Diabo, do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16,17; 3.1-6,17).
5) Perspectiva Bíblica da Natureza do Pecado
a) Pecado é uma inclinação interna da natureza do homem – Gn 8.21; Sl 51.5; Jr 17.9;
Mt 5.21,22,27,28; 15.19;...
b) Pecado é uma atitude de rebelião e de desobediência a Deus - Gn 2.16,17; 3.6; 4.6-8; 9.17; 11.1-9; Rm 2.14,15;...
c) Pecado tem consequência na incapacidade espiritual do homem – Rm 1.18-22; 2 Co 4.3,4;
Ef 2.1,5;...
d) Pecado é o não cumprimento dos padrões que Deus estabeleceu nas Escrituras – 1 Sm 15.23; Mt 5.48; 6.2,5,16; Ef 5.1; Tg 2.10,11.

6) A Fonte do Pecado
a) Várias fontes (filósofos)
- A natureza animalesca do homem
- A ansiedade causada entre o querer e as limitações próprias da natureza humana
- A alienação existencial de Deus
- A competitividade provocada pelo individualismo do ser humano
b) O Ensino Bíblico
- Desejo de desfrutar das coisas (concupiscência da carne) – Gn 3.6; 1 Jo 2.16
- Desejo de obter as coisas (concupiscência dos olhos) Gn 3.6; 1 Jo 2.16
- Desejo de fazer as coisas (soberba da vida) Gn 3.6; 1 Jo 2.16

7) As conseqüências do Pecado
a) Que afetam o relacionamento do homem com Deus
- Desfavor divino
A. T. - Sl 5.5; 11.5; Os 9.15; Jr 12.8 (Deus se aborrece com o pecado)
- Pv 6.16,17; Zc 8.17 (Deus odeia a iniqüidade)
N. T. – Rm 8.7; Cl 1.21; Tg 4.4 (inimizade contra Deus)
- Jo 3.36; Rm 1.18; 2.5 (A ira de Deus futura)
- Culpa (o homem tornou-se culpado por ter violado o propósito de Deus para a humanidade, e assim estar sujeito à punição) Ed 9.6; 2 Cr 28.13; Tg 2.10
- Punição (justiça retributiva – Deus punirá o pecador impenitente; Deus puniu o seu Filho pelos pecados dos eleitos)
A. T. - Is 1.24; 6.1,2,34; Jr 46.10; Ez 25.14; Sl 94.1;…
N. T. - Rm 12.19; Hb 10.30;...
- Morte (Separação)
. Espiritual (separação do homem de Deus) – Mt 8.22; Lc 9.60; Jo 5.24,25; Ef 2.1,5; Cl 2.13;...
. Física (separação da parte material do homem da imaterial) – Gn 3.19; 35.18; Ec 12.7;
Tg 2.26;...
. Eterna (eterna separação de Deus) – Sl 9.17; Mt 25.41-46; 2 Ts 1.7-9; Ap 20.14;...
b) Que afetam o próprio pecador
- Escravidão – Jo 8.34; Rm 6.17; 8.2; Cl 1.13;...
- Inquietação – Sl 32.3,4; Is 48.22;...
- Confusão espiritual (negação do pecado) – Sl 14.1; Pv 10.23; 14.9;...
- Egocentrismo – Mt 20.21; Mc 10.35-37; 2 Tm 3.2;...
c) Que afetam o seu relacionamento com o próximo
- Competição – 1 Co 3.3; Tg 4.1,2;...
- Antipatia – Rm 12.16; Fp 2.3-5;...
- Rejeição da autoridade – Tt 3.1; 1 Pe 2.13; Jd 8;...
- Incapacidade de amar – 2 Tm 3.3; 1 Jo 4.8

8) A Extensão do Pecado (toda a raça humana é pecadora)
a) O ensino do A. T. – Gn 6.5; 8.21; 1 Rs 8.46; Sl 143.2; Ec 7.20; Is 53.6;...
b) O ensino do N. T. - Mc 16.15,16; Lc 24.47; At 13.30,31;Rm 3.19,23; 5.12; 6.23; Hb 9.27;...

9) A Intensidade do Pecado (o pecado atingiu toda a estrutura do ser humano – corpo e alma ou espírito)
a) O ensino do A. T. – Ex 20.17; Dt 5.21; Jr 17.9; Ez 11.9; Sl 51.5-10;...
b) O ensino do N. T. – Mt 5.21,22,27,28; 15.19,20; Rm 7.5,23;...
10) O Pecado e a Depravação Total
O pecado é um problema da pessoa como um todo. O corpo foi afetado pelo pecado – Rm 6.6,12; 7.24; 8.10,13;... A alma ou o espírito foi afetado também (razão/mente, vontade e emoções) – Rm 1.21; 2 Co 3.14,15; 4.4;... (razão e mente); Rm 1.26,2; Gl 5.24; 2 Tm 3.2-4;... (emoções); Gn 4.7; Rm 6.16,17; 7.18,19;... (vontade).
Fonte (partes): Introdução à Teologia Sistemática; Millard J. Erickson; Editora Vida Nova

A Teologia do Culto

Introdução
Este estudo está enfocando um tema de extrema importância na vida prática da Igreja que é o culto a Deus. O assunto é pertinente porque hoje mais do que em qualquer outra época o culto a Deus está perdendo as suas características conforme definidas nas Sagradas Escrituras. Há fogo estranho no arraial de Deus. Muitos do povo de Deus, seguindo as orientações de líderes que não conhecem a doutrina cristã, ou se as conhecem estão deliberadamente fugindo do padrão que o Altíssimo definiu para disciplinar o assunto, estão adorando a Deus de uma forma errada, de qualquer jeito e de qualquer maneira, onde o homem ocupa o lugar de Senhor e Deus o lugar de servo. Além disso, estão introduzindo muitas práticas estranhas para agradar ao adorador e não ao objeto da adoração que é o Deus Verdadeiro.
Iremos abordar o assunto de forma introdutória enfocando a parte teológica da questão, partindo do geral para o particular, começando explicando o título da lição.
A palavra Teologia é uma palavra derivada de duas palavras gregas: Theos – Deus e Logos (logia) – estudo, tratado. Assim sendo, de uma forma simplificada, podemos conceituar Teologia como sendo o estudo acerca de Deus. “Comumente a Teologia se divide em Bíblica, Sistemática, Histórica, e Prática” (STRONG). A lição de hoje é uma parte da Teologia Prática, que é o estudo das práticas do relacionamento do cristão com Deus; A palavra culto é de origem latina (cultus), e significa, dentre outras coisas, reverência, homenagem que se presta a uma divindade, ofício religioso; Teologia do Culto é, portanto, o estudo da maneira como se deve prestar o culto a Deus de uma forma que Lhe seja agradável.
I – Um Relance da Questão Cultual na História
As manifestações cultuais estão em quase todas as culturas. O homem desde os tempos mais remotos sempre teve uma reverência por um ser superior a quem tem procurado agradar. É verdade que pela falta de conhecimento do verdadeiro Deus o homem tem se dobrado diante do sol, da lua, das estrelas, de estátuas, pinturas, totens reverenciando uma divindade qualquer, adorando a criatura no lugar do Criador. Na Bíblia nos é revelado esse aspecto religioso dos povos, por Paulo, em seu escrito aos Romanos. “Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis” Rm 1.21,22. Paulo está aqui falando que, por causa do descaso do homem para com a revelação que Deus fez de si mesmo através da natureza (A Revelação Geral), tem-se cultuado de forma errada, servindo a criatura em vez do Criador. No discurso de Paulo no areópago, registrado em Atos 17, encontramos o apóstolo falando sobre o aspecto religioso dos gregos, que era a maior cultura da época, fazendo referência aos deuses que existiam nos seus locais de adoração. “... porque passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido...” At 17.22,23.
II - Identificando o Objeto do Culto (O Deus Triúno)
O objeto do culto é o Deus verdadeiro, revelado na natureza e nas Sagradas Escrituras. A Bíblia nos revela que só a Deus é devido o culto. “... Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele prestarás culto” Mt 4.10. Quando se fala em Deus deve-se pensar no Deus triúno, na Santíssima Trindade. As Sagradas Escrituras nos revelam que só existe um Deus verdadeiro (Dt 6.4; 1 Co 8.4; 1Tm 2.5;...) e que esse Deus subsiste em três pessoas da mesma essência e possuidoras dos mesmos atributos, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt 3.16,17; 28.19; Jo 14.16,17; 2 Co 13.13;...). Assim sendo, as três pessoas da Santíssima Trindade podem ser celebradas individualmente ou em conjunto e assim estamos adorando a Deus. Existe uma unidade tão perfeita na Deidade que adorando a uma pessoa as outras estão sendo adoradas também. Quando celebramos ao Pai estamos ao mesmo tempo celebrando ao Filho e ao Espírito Santo. A mesma coisa acontece quando tributamos hinos a Cristo, estamos também tributando hinos ao Pai e ao Espírito e quando celebramos ao Espírito estamos celebrando as outras duas pessoas da Trindade. Na hinologia Congregacional (Salmos e Hinos) temos o hino de nº 29 que destina uma estrofe ao Pai (Eterno Pai, Teu povo congregado,...) outra ao Filho (Jesus, aos Teus benditos pés sentados,...) e outra ao Espírito Santo (Ensina aos Teus, Espírito divino,...). Não estamos adorando a três deuses e sim a um único Deus verdadeiro que subsiste em três pessoas. Considerando que Jesus é o Mediador entre Deus e os homens (Jo 14.6; 1 Tm 2.5; Hb 8.6;...) toda a adoração a Deus deve ser feita em Cristo (2 Co 5.17; Ef 1.13 ) e por Cristo (Ef 2.18; Hb 13.15; 1 Pe 2.5) para ser agradável ao Altíssimo.
III – Identificando os Verdadeiros Adoradores
Cultuar a Deus é uma obrigação de todo os seres humanos. Essa exigência divina no devido tempo será cobrada do homem. Paulo escrevendo aos Romanos nos revela que, pelo fato de Deus ter se revelado através da natureza, todo o homem é indesculpável diante de Deus por não Lhe prestar o culto devido. “Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis” Rm 1.21-23.
A adoração a Deus só se expressa de forma satisfatória por aquelas pessoas que foram alcançadas pela graça redentora de Cristo, tanto os crentes do Antigo como do Novo Testamento. A Bíblia nos revela que os crentes em Cristo foram constituídos por Deus sacerdócio santo para celebrar ao Senhor neste mundo e na eternidade. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido...” 1 Pe 2.9. (Veja ainda Ap 1.6; 5.10). “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” 1 Pe 2.5. “Portanto ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” Hb 13.15.
A Igreja é uma comunidade cultual. Dentre suas atribuições ministeriais a adoração a Deus vem em primeiro lugar, seguida da edificação espiritual dos crentes, da proclamação da obra redentora e depois da beneficência.
IV – Identificando as Partes Constitutivas do culto
Observando a prática cultual do povo de Deus identificada nas Sagradas Escrituras, principalmente no Novo Testamento, constatamos que existem quatro partes básicas num culto tributado a Deus: A Oração, A leitura e exposição das Sagradas Escrituras, o Louvor e o ofertório.
1) A Oração – Quando estavam cultuando os servos do Senhor sempre elevavam as suas vozes a Deus em súplicas e orações. Assim foi com Ana que na tenda da Congregação orava a Deus pedindo um filho (1 Sm 1.9-19). Dizem-nos as Escrituras que a profetiza Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, não se afastava do templo orando e jejuando ao Senhor (Lc 2.36-38). Diz-se da Igreja de Antioquia que os irmãos se reuniam para jejuar e orar ao Senhor (At 13.1-3). A Igreja de Jerusalém diz-nos Lucas, que ela perseverava em oração (At 2.41,42).
2) Leitura e Exposição das Sagradas Escrituras – As Escrituras devem ocupar lugar preponderante nos cultos celebrados pela Igreja. Sempre foi assim na história do povo de Deus. Nas festividades religiosas de Israel alguns livros das Escrituras eram lidos publicamente e outros lidos e explicados (Ne 8.1-12); nas Sinagogas as Escrituras eram lidas e explicadas ao povo (Lc 4.14-21); Nas reuniões da Igreja as Escrituras eram lidas e expostas segundo se extrai dos textos de At 6.1-4; 8.4; 13.44; 17.11;...
3) Louvor – A Bíblia diz que os crentes são sacerdotes reais (1 Pe 2.9; Ap 1.6; 5.10) e têm um ministério de louvor a exercer na Igreja. “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” 1 Pe 2.5. “Portanto ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, Isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” Hb 13.15. Um dos grandes momentos do culto é quando o povo uníssono louva ao Deus dos Céus com alegria e gratidão no coração. Encontramos na Bíblia dois episódios que mostram como é maravilhoso louvar a Deus. Um foi na época do rei Josafá quando a vitória sobre os inimigos do povo de Deus foi concedida no momento em que o povo celebrava ao Senhor (2 Cr 20.21-24) e o outro foi quando Paulo e Silas estavam aprisionados e, mesmo em circunstâncias difíceis, celebravam ao Senhor, advindo daí uma poderosa ação libertadora de Deus (At 16.25,26).
4) Ofertório – Faz parte do culto a Deus o ofertório. Nos cultos a Deus, ao longo do relato bíblico, encontramos sempre alguém oferecendo algo a Deus no momento em que cultuava. No primeiro culto que a Palavra de Deus nos apresenta encontramos Caim e Abel oferecendo a Deus algo: Caim, do fruto da terra e Abel, das primícias do seu rebanho (Gn 4.1-5). Após o dilúvio, a primeira coisa que o patriarca Noé fez ao descer da arca foi fazer um culto a Deus e nesse culto ofereceu sobre o altar animais e aves limpos (Gn 8.15-22). Os patriarcas bíblicos sempre quando cultuavam a Deus ofereciam algo ao Senhor. Abraão, um deles, entregou o seu dízimo ao sumo-sacerdote Melquisedeque (Gn 14.18-20). No Novo Testamento as ofertas feitas na Igreja não eram mais de animais ou de aves, pois, aquelas oferendas simbolizavam o sacrifício de Cristo que já acontecera. No relato de Atos encontramos os irmãos cultuando a Deus através da oferta de suas propriedades para atendimento das necessidades da Igreja (At 4.32-35). Nesse relato é identificado o nome de Barnabé que doou a Igreja o valor correspondente a propriedade que vendera (At 4.36,37). Na segunda carta aos Corintios Paulo fala sobre a contribuição para o atendimento das necessidades da Igreja especialmente a da beneficência. (capítulos 8 e 9).
V – Identificando o Local Adequado do Culto
No antigo Testamento os servos de Deus cultuavam a Javé em lugares aleatórios, geralmente onde ocorria uma manifestação de Deus (Gn 12.6-8; 28.10-22,...). Com a construção do tabernáculo (templo portátil) o culto era realizado nele (Ex 40.17-38). Depois que Salomão em Jerusalém edificou o templo ali ficou sendo o local onde o Deus dos céus era adorado, através das festividades e dos sacrifícios, realizado pelo povo através do ofício de seus sacerdotes (1 Rs 9.1-3). Uma comunidade dissidente em Israel (os samaritanos) estabeleceu que o culto fosse realizado num monte em Samaria (Jo 4.20,21). No Evangelho de João o Senhor Jesus Cristo nos revelou que não existe um local especifico estabelecido por Deus para se fazer o culto, e sim em qualquer lugar em que o Seu nome fosse celebrado em espírito e em verdade (Jo 4.21-24). No principio a Igreja de Jerusalém se reunia numa área do templo de Jerusalém, chamada de alpendre de Salomão (2.46; 5.12,42) e também nas casas dos irmãos (At 5.42). No mundo gentílico a Igreja se reunia nas casas de seus membros (Rm 16.3-5,14,15).
Um local específico (um templo), separado só para culto, como nós o conhecemos, começou a surgir com a suspensão das perseguições contra o Cristianismo, por Constantino, imperador romano. A religião cristã fora aceita pelo imperador, que facilitou a construção de santuários.
A luz da Bíblia, o local do culto não é tão relevante assim. O que faz o local do culto importante não são as suas instalações e sim a presença da Igreja nele, pois Deus habita na vida e no meio do seu povo. “... vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” 2 Co 6.16.
Conclusão
Vimos neste estudo o que significa a teologia do culto. Vimos ainda um pouco da história do culto de uma forma geral. Vimos ainda que o Deus Triúno é o objeto do culto. Vimos também que só os redimidos é que tem condições de prestar o culto a Deus que Lhe seja agradável, por causa da mediação de Cristo, e que é um dever de todos celebrarem ao Senhor pelo que Ele é e pelo que Ele fez. Vimos ainda que o local em si não é tão relevante como se pensa e sim a presença da Igreja nele é que faz a diferença.
Estamos concluindo este estudo enfatizando a necessidade dos crentes em Cristo levarem a sério a questão cultual na Igreja, pois o culto é um dever de todos os homens especialmente do homem que foi alcançada com a graça redentora de nosso Senhor Jesus Cristo.
Perguntas para refletir:
1) Cultuar é um sentimento humano?
2) Quem é o objeto do culto?
3) Qualquer pessoa adora a Deus de uma forma que lhe seja agradável?
4) Quais são as partes básicas de um culto protestante?
5) Há diferença entre templo e Igreja? Qual deles é a mais importante: o templo que abriga a Igreja ou a Igreja que utiliza o templo?
Bibliografia
________ Bíblia Sagrada, Edição Revista e Corrigida. Santo André/SP: Geográfica Editora, 2008.
________ O Breve Catecismo de Westminster. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003.
COSTA, Hermisten Maia P. Teologia do Culto. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1984.
FERREIRA, Ebenézer Soares. A Teologia da Igreja – Sua Contextualização 2000 Anos Depois. Rio de Janeiro: JUERP, 2001.
SANTOS, Jonathan F. dos. O Culto no Antigo Testamento – Sua Relevância para os Cristãos. São Paulo: Vida Nova, 1986.
SHELLEY, Bruce L. A Igreja: o povo de Deus – Trad. Neyd Siqueira. São Paulo: Vida Nova, 1989.
SOBRINHO, João Falcão. A Túnica Inconsútil (Doutrina da Igreja). Rio de Janeiro: JUERP, 1998.
STRONG, Augustus H. Strong. Teologia Sistemática (Vol. 1). Trad. Augusto Victorino. São Paulo: Editora Teológica, 2002

sábado, 10 de outubro de 2009

O Batismo Cerimonial

1- Seu Significado

O batismo “é uma manifestação externa de uma graça interna.”. É o testemunho público da fé que a pessoa tem no Senhor Jesus Cristo. É a iniciação pública do convertido na vida cristã.

2. Seu Simbolismo

O Batismo Cerimonial com água simboliza a ação purificadora do sangue de Jesus Cristo na vida do salvo, ou ainda, o lavar regenerador e renovador produzido pelo Espírito Santo no pecador perdido no ato da conversão. “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador”. Tt 3.5,6. (Hb 9.13,14; 1 Pe 1.2; Ez 36.25)

3. A Sua Obrigatoriedade

O Batismo Cerimonial é obrigatório para os que crêem no Senhor Jesus Cristo porque é uma ordenança deixada por Ele à Sua Igreja. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mt 28.19. (At 2.38; 8.36-38; 10.47,48; ...).

4. Formas de Batismo

Há uma divergência muito grande, no meio evangélico, quanto à forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós, Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como no estudo da geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:

a) É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas na pregação de Pedro no Dia de Pentecostes, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos e em tanques. (Jo 5.2; 9.7).
b) As lideranças religiosas e políticas de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia de iniciação de uma nova religião não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2).
c) Caso a liderança cristã conseguisse água para encher um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse no centésimo candidato ao batismo, fosse difícil introduzi-lo no tanque, pois a água já não estaria limpa, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
d) Lembremo-nos de que o significado do batismo é purificação e não morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
e) Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
f) Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); os gentios que estavam na casa de Cornélio e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. (É muito improvável que já estivesse um tanque preparado para tal ocasião). (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere a imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tenha profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir, pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas. (Considerem aí, também, a questão da praticidade da aspersão).

5. Em que Nome Deve Ser Realizado?

O Batismo Cerimonial deve ser realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, isto é, em nome da Santíssima Trindade, conforme ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19).

6. Por Quem Deve Ser Administrado?

O batismo cerimonial deve ser administrado por um Ministro Evangélico, devidamente credenciado. (Mt 28.19; At 2.38; 8.38; 16.33; 1 Co 1.14,16).

7. Quem Deve Ser Batizado?

O batismo deve ser administrado naquelas pessoas que crêem no Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. “...Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e Filipe o batizou”. At 8.36. Veja ainda, o caso do carcereiro que foi batizado após aceitar Jesus como Salvador pessoal. (At 2.38,41; 8.12,13; 16.30-33).

8. Quando Deve Ser Administrado o Batismo?

O Batismo deve ser administrado nos que crêem, após uma pública profissão de fé. “... E, respondendo ele (o eunuco), disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e (Filipe) o batizou.” At 8.37,38. (At 2.38,41; 8.12; 16.30-33; 22.16).

9. Sua Finalidade

O batismo tem as seguintes finalidades:

a) Obedecer a uma ordem deixada por Jesus;
b) Testemunhar publicamente da nova vida do salvo;
c) Unir o crente à Igreja local e visível.

O Batismo Cerimonial une o crente a Igreja visível e local, habilitando-o a participar da Ceia Memorial, bem como, atribuindo-lhe os direitos e as responsabilidades inerentes a esta união. (Mt 28.19,20; At 2.41).

10. Suas Limitações

O Batismo Cerimonial não salva nem complementa nada na salvação de alguém, isto quer dizer que ele não tem poder salvífico. A salvação é uma dádiva de Deus recebida unicamente pela fé em Jesus Cristo. (Ef 2.8; Rm 1.16,17; At 16.31). O Batismo também não fará o crente mais santificado, nem mais forte, nem mais abençoado. (Lc 23.42,43). Então, perguntaria alguém, por que batizar se o batismo não tem virtude salvadora nem santificadora? A resposta a esta pergunta é simples: batizamos as pessoas porque o Senhor da Igreja, Jesus, mandou que os que cressem nEle fossem batizados.