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terça-feira, 10 de novembro de 2009

PREPARAÇÃO DE CANDIDATOS AO BATISMO

ROTEIRO DE PERGUNTAS BÁSICAS

1) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE REALMENTE TEM DESEJO POR SI MESMO DE SER BATIZADO. “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? At 8.36
2) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE TEM CONSCIÊNCIA DE QUE É UM PECADOR AOS OLHOS DE DEUS. “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”Jo 16.8
3) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE DE FATO CRÊ QUE JESUS É O FILHO DE DEUS. “Estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”Jo 20.31
4) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CRÊ QUE O FILHO DE DEUS, JESUS, VEIO EM CARNE (ENCARNOU). “Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo”1 Jo 4.2,3
5) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CRÊ QUE JESUS MORREU NA CRUZ DO CALVARIO E RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS PARA SALVÁ-LO DA PERDIÇÃO ETERNA. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16. “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação” Rm 4.25
6) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE JÁ ACEITOU A JESUS COMO O SEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” Jo 1.12.“De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”At 2.41
7) PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CONFESSA A JESUS COMO SENHOR E QUE REALMENTE QUER VIVER PARA GLÓRIA DELE NESTE MUNDO E NA ETERNIDADE. “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” Rm 10.9 . “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”Fp 1.21

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A OPÇÃO PELO ASPERSIONISMO

Há uma divergência, no meio evangélico, quanto à forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como na geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:
a) A palavra batismo no original (grego), no Novo Testamento, admite outros significados além de imergir, tais como lavar, purificar, aspergir;...
b) É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas de uma só vez na pregação de Pedro, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos e piscinas ou tanques. (Jo 5.2; 9.7). É impensável que os apóstolos levassem os convertidos para o Mar Mediterrâneo ou para o Jordão a fim de batizá-los.
c) As lideranças religiosas e políticas de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2). Veja a questão de saúde pública no tratamento desta questão.
d) Caso a liderança cristã conseguisse água para encher um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse ao centésimo candidato ao batismo, fosse impossível introduzi-lo no tanque, pois a água já estaria totalmente poluída, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
e) Lembremo-nos de que o significado do batismo é também purificação e não somente morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
f) Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma, a famosa teoria JJJ = Jordão, Jerusalém, João) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
g) Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); Os gentios que estavam na casa de Cornélio e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. É muito improvável que já tivesse um tanque preparado para tal ocasião (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere à imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tivesse profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas.
h) A comissão do Senhor Jesus é para que o Evangelho seja pregado em todo o mundo, às todas as pessoas, inclusive nas regiões desérticas onde não se encontra água com facilidade e onde vivem os beduínos, e também nas regiões geladas e até onde a água está em estado sólido (gelo) nos pólos onde vivem os esquimós. Será que Deus na sua sapiência infinita iria dá uma ordem a Igreja que não seria fácil executá-la no globo terrestre? (Considerem aí, também, a questão da praticidade da aspersão).
i) Que dizer também de candidatos ao batismo em estado terminal nas UTI's ou em casas, ou ainda pessoas com doenças graves de pele como lepra! Como fazer para introduzi-lo num tanque ou levá-los para um rio ou para uma praia a fim de realizar o batismo? Penso que os imersionistas iriam, nessa situação, optar pela aspersão para resolver o problema ou então não batizá-los, infringindo assim a ordem do Senhor da Igreja que mandou que os que cressem fossem batizados.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O BATISMO CERIMONIAL

A Bíblia fala na doutrina de batismos (Hb 6.2), e, ao examiná-la encontramos informações sobre o batismo de arrependimento, ministrado por João Batista como preparação do povo de Israel para a recepção do Messias (Mt 3.1-12; Mc 1.18; Lc 3.1-20; Jo 1.6-8, 15-37); sobre o batismo da regeneração que é o derramar do Espírito Santo sobre a pessoa no ato de sua conversão (Tt 3.5,6); sobre o batismo com ou no Espírito Santo que é a inserção do crente no corpo místico de Cristo, que é a igreja (1 Co 12.13); sobre o batismo de sofrimento que é a identificação do cristão com os sofrimentos de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja (Lc 12.50; Mc 10.38,39; At 12.1,2); sobre o batismo em nome dos mortos que era um costume localizado na igreja de Corinto de difícil explicação (1 Co 15.29), e sobre o batismo cerimonial para os novos conversos ao Cristianismo (Mt 28.18-20; At 2.41; 8.12; 9.18; 10.48; 16.15,33;...).
Neste artigo iremos nos ater apenas ao batismo cerimonial.
1) Significado do Batismo Cerimonial
O batismo pode ser definido como um rito de iniciação do crente a fé cristã através da Igreja. É ainda o batismo, como disse alguém, uma manifestação externa de uma graça interna, ou ainda, um testemunho público da fé cristã, através do qual o crente mostra ao mundo que aceitou a Jesus como Salvador e que tomou a firme decisão de viver para Ele, servi-Lo e adorá-Lo, isto pela Igreja, para todo o sempre.
2) O simbolismo do batismo
O batismo cerimonial significa para os imersionistas a identificação do converso com a morte, o sepultamento e a ressurreição do Senhor Jesus e para os aspersionistas a lavagem purificadora do sangue de Cristo aplicada na pessoa no ato de sua conversão. Significa ainda para os aspersionistas o derramar do Espírito Santo sobre o crente no ato de sua conversão.
Tratando do batismo é conveniente enfocar que existe uma controvérsia no meio evangélico quanto à maneira de administrar essa cerimônia. Basicamente, a polêmica gira em torno da imersão e da aspersão. Os grupos que defendem essas posições se arvoram de serem originais e estarem praticando aquilo que foi praticado no início do Cristianismo. Para os irmãos imersionistas a palavra batismo simboliza morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.4; Cl 2.12). Para os aspersionistas o batismo simboliza a lavagem purificadora efetuada pelo sangue de Jesus no ato da conversão ou ainda o derramar do Espírito Santo sobre o salvo no ato da sua conversão (Tt 3.5,6).
Os imersionistas usam como um dos argumentos para justificarem a sua maneira de administrar o batismo a teoria JJJ, ou seja, Jordão, Jerusalém, João. Vejamos o que diz Ebenézer Soares, renomado teólogo batista brasileiro, sobre o assunto: “Os batistas não são intransigentes, mas são coerentes com o que a Bíblia ensina. Muitos são os exemplos escriturísticos sobre a imersão. Eles não deixam margem a outras interpretações: Jesus foi batizado em água (Mt 3.16) o eunuco foi batizado em água (At .38). João apelidado o Mergulhador (o Batista), dizia: (...) vim batizando em água (Jo 1.31). A Bíblia diz que ele batizava também em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas; e o povo ia e era batizado (João 3.23). Além dos exemplos citados, temos ainda o argumento do simbolismo. O batismo simboliza morte e ressurreição (Rm 6.4)”.
Os aspersionistas dizem, como já vimos, que o batismo simboliza a purificação do sangue de Jesus proporcionada pelo derramamento do Espírito Santo sobre a pessoa no ato de sua conversão e justificam dizendo que na religião judaica, de onde o Cristianismo se originou, todos os rituais de purificação eram realizados por aspersão e não por imersão. “porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissôpo e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo, dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado. E semelhantemente aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os vasos do ministério. E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue;...” (Hb 9.19-22). Além disso, argumentam os aspersionistas que os batismos realizados pela igreja primitiva registrados nas Sagradas Escrituras o foram por aspersão: Paulo foi batizado em pé (At 9.18; 22.16). Os gentios que estavam na casa de Cornélio e que, após a pregação de Pedro, foram batizados de imediato, foram por aspersão, considerando a improbabilidade de haver já um tanque preparado para tal ocasião (At 10.47,48). O carcereiro de Filipos foi batizado juntamente com os seus, logo após a conversão, em sua casa, onde era também muito improvável que tivesse ali um tanque para imergir aqueles batizandos, e assim por diante.
Mas deixemos a discussão teológica sobre a forma de batizar e vejamos outras coisas sobre o batismo:
3) A Obrigatoriedade do Batismo - O batismo cerimonial é obrigatório porque é uma ordenança de nosso Senhor Jesus Cristo para a sua igreja (Mt 28.19).
4) A Fórmula Usada na Administração do Batismo -O Senhor Jesus ensinou que o batismo fosse administrado em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ou seja em nome da Santíssima Trindade (Mt 28.19).
5) O Ingrediente Usado na Realização do Batismo - Na realização do batismo deve ser usada água para a cerimônia. “... eis aqui água; que impede que eu seja batizado?” (At 8.36; 10.47)
6) As Limitações do Batismo - O batismo não salva nem tão pouco ajuda na salvação de ninguém nem também faz o crente mais consagrado ou mais abençoado (Lc 24.42,43)
7) A competência para a Realização do Batismo - Só quem pode administrar o batismo é um ministro do Evangelho devidamente credenciado pela sua Denominação. Lembremo-nos de que o Senhor Jesus determinou que os seus apóstolos batizassem. Os apóstolos, por sua vez, impuseram as suas mãos em outros obreiros autorizando-os assim a realizarem esse ato ministerial. De maneira que é a imposição de mãos que dá autorização para o obreiro administrar o batismo.
8) Quando se Deve Administrar o Batismo - O batismo deve ser administrado após uma pública declaração de fé por parte do batizando. Filipe, o evangelista só batizou o eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, quando o mesmo fez a sua confissão de fé de que cria em Jesus Cristo. “... que impede que seja batizado? É lícito, se tu crês de todo o teu coração. E respondendo ele, disse: creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Então mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco.” (At 8.36-38). Consideremos o caso dos irmãos presbiterianos que batizam crianças. Nesse caso os responsáveis pelas crianças são quem fazem a declaração de fé por elas, conforme reza o Manual Presbiteriano.
Há de se considerar ainda que os batismos realizados no início da história da Igreja o foram de imediato, após a conversão, devido às circunstâncias adversas enfrentadas na época, tais como perseguição ao Evangelho, rápida expansão do cristianismo, ministério itinerantes dos obreiros, etc.
Hoje, o bom senso e a prudência mandam que não batizemos de imediato o converso e sim que o preparemos para isso, mediante uma série de estudos apropriados, bem como o examinemos acerca da autenticidade de sua fé, e assim o admitamos ao batismo.

sábado, 10 de outubro de 2009

O Batismo Cerimonial

1- Seu Significado

O batismo “é uma manifestação externa de uma graça interna.”. É o testemunho público da fé que a pessoa tem no Senhor Jesus Cristo. É a iniciação pública do convertido na vida cristã.

2. Seu Simbolismo

O Batismo Cerimonial com água simboliza a ação purificadora do sangue de Jesus Cristo na vida do salvo, ou ainda, o lavar regenerador e renovador produzido pelo Espírito Santo no pecador perdido no ato da conversão. “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador”. Tt 3.5,6. (Hb 9.13,14; 1 Pe 1.2; Ez 36.25)

3. A Sua Obrigatoriedade

O Batismo Cerimonial é obrigatório para os que crêem no Senhor Jesus Cristo porque é uma ordenança deixada por Ele à Sua Igreja. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mt 28.19. (At 2.38; 8.36-38; 10.47,48; ...).

4. Formas de Batismo

Há uma divergência muito grande, no meio evangélico, quanto à forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós, Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como no estudo da geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:

a) É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas na pregação de Pedro no Dia de Pentecostes, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos e em tanques. (Jo 5.2; 9.7).
b) As lideranças religiosas e políticas de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia de iniciação de uma nova religião não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2).
c) Caso a liderança cristã conseguisse água para encher um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse no centésimo candidato ao batismo, fosse difícil introduzi-lo no tanque, pois a água já não estaria limpa, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
d) Lembremo-nos de que o significado do batismo é purificação e não morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
e) Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
f) Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); os gentios que estavam na casa de Cornélio e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. (É muito improvável que já estivesse um tanque preparado para tal ocasião). (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere a imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tenha profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir, pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas. (Considerem aí, também, a questão da praticidade da aspersão).

5. Em que Nome Deve Ser Realizado?

O Batismo Cerimonial deve ser realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, isto é, em nome da Santíssima Trindade, conforme ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19).

6. Por Quem Deve Ser Administrado?

O batismo cerimonial deve ser administrado por um Ministro Evangélico, devidamente credenciado. (Mt 28.19; At 2.38; 8.38; 16.33; 1 Co 1.14,16).

7. Quem Deve Ser Batizado?

O batismo deve ser administrado naquelas pessoas que crêem no Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. “...Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e Filipe o batizou”. At 8.36. Veja ainda, o caso do carcereiro que foi batizado após aceitar Jesus como Salvador pessoal. (At 2.38,41; 8.12,13; 16.30-33).

8. Quando Deve Ser Administrado o Batismo?

O Batismo deve ser administrado nos que crêem, após uma pública profissão de fé. “... E, respondendo ele (o eunuco), disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e (Filipe) o batizou.” At 8.37,38. (At 2.38,41; 8.12; 16.30-33; 22.16).

9. Sua Finalidade

O batismo tem as seguintes finalidades:

a) Obedecer a uma ordem deixada por Jesus;
b) Testemunhar publicamente da nova vida do salvo;
c) Unir o crente à Igreja local e visível.

O Batismo Cerimonial une o crente a Igreja visível e local, habilitando-o a participar da Ceia Memorial, bem como, atribuindo-lhe os direitos e as responsabilidades inerentes a esta união. (Mt 28.19,20; At 2.41).

10. Suas Limitações

O Batismo Cerimonial não salva nem complementa nada na salvação de alguém, isto quer dizer que ele não tem poder salvífico. A salvação é uma dádiva de Deus recebida unicamente pela fé em Jesus Cristo. (Ef 2.8; Rm 1.16,17; At 16.31). O Batismo também não fará o crente mais santificado, nem mais forte, nem mais abençoado. (Lc 23.42,43). Então, perguntaria alguém, por que batizar se o batismo não tem virtude salvadora nem santificadora? A resposta a esta pergunta é simples: batizamos as pessoas porque o Senhor da Igreja, Jesus, mandou que os que cressem nEle fossem batizados.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Celebração da Ceia


A Ceia do Senhor foi instituída por Jesus na noite em que foi traído. O Salvador logo após celebrar a páscoa judaica, instituiu aquilo que seria o símbolo memorial de sua morte redentora. O registro da instituição da Ceia encontra-se nos evangelhos sinóticos (Mateus 26.26-30; Marcos 14.22-26; e Lucas 22.19,20) e as orientações para a sua celebração encontram-se em 1 Coríntios 11.23-33.
Nas instruções para a celebração da Ceia, o apóstolo Paulo alerta para que isso seja feito com discernimento do corpo e do sangue do Senhor, ou seja, o comulgante deve entender realmente que a obra redentora foi realizada na morte de Cristo onde o seu corpo, representado na Ceia pelo pão foi ferido, chagado, sofreu o impacto da ira de Deus por causa de nossos pecados e que o seu sangue, representado na Ceia pelo vinho, foi derramado para a nossa eterna redenção e para contínua purificação de nossos pecados.
A celebração da Ceia do Senhor é um dos momentos mais solenes da vida e ministério de uma Igreja evangélica, pois nela a Igreja está trazendo à sua memória a morte redentora do seu Senhor, Jesus Cristo, que é o ponto culminante da vinda do Redentor a este mundo.
O apóstolo Paulo orienta aos comungantes, quando da celebração da Ceia, fazer um exame introspectivo. Esse exame é uma verificação interior se realmente a pessoa pertence a Jesus, se foi contemplada com a salvação de Cristo e se está ligada a Ele pelo Espírito Santo. Esse exame passa também pela identificação de algum pecado cometido e não confessado a Deus. Todos sabem que é possível ao crente cometer pecado ao longo de sua vida cristã, de cometer alguma coisa que entristeça ao Espírito Santo, ou deixar de fazer aquilo que Deus nos manda em sua Palavra, o que também entristece ao Espírito de Deus. Tendo consciência disso, faz-se necessário que haja uma confissão ao Senhor dos erros e falhas, antes de nos apropriarmos dos elementos da Ceia do Senhor, para que não a tomemos indignamente. Feita a confissão, o Senhor nos purificará com o Seu sangue e nos tornará aptos a participar da Ceia dignamente. Lembremo-nos ainda de que o Senhor Jesus disse que, antes de cultuar a Deus (fazer os nossos sacrifícios espirituais), verificássemos se temos algo contra alguém. Se tivermos, procuremos perdoar antes de participarmos da Ceia sob pena de estarmos cultuando a Deus em vão.
A falta de discernimento quando da participação da Ceia, do seu significado, traz conseqüências danosas à vida do cristão, pois Paulo disse: “Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem”. Esse juízo de Deus sobre aqueles que participam da Ceia indignamente é algo que deve encher o coração do crente de temor. Assim sendo, aproximemo-nos da mesa do Senhor com uma certeza de fé e tiremos de nós a hipocrisia, a maledicência, o rancor, as censuras, as críticas destrutivas, enfim tudo aquilo que é pecado, e participemos da Ceia do Senhor da forma que Lhe agrada.

terça-feira, 1 de julho de 2008

A CEIA DO SENHOR

O nosso Senhor Jesus na noite em que foi traído instituiu a Ceia Memorial, logo após celebrar a páscoa judaica. Os registros bíblicos sobre a instituição e celebração da Ceia encontram-se nos evangelhos sinóticos (Mateus 26.26-30; Marcos 14.22-26; Lucas 22.14-20) e na primeira carta de Paulo aos Coríntios 11.23-32.
Na instituição da Ceia, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos que estavam presente na celebração da páscoa: o pão e o vinho. Ao tomar o pão o Senhor Jesus deu graças e o partiu entregando-o aos discípulos dizendo esta celebre expressão: Tomai e comei isto é o meu corpo fazei isto em memória de mim. Logo após comerem o pão, o Senhor tomou o vinho e disse aos seus discípulos: Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança que é derramado em favor de muitos.
O pão e o vinho quando da celebração da Ceia adquirem uma representatividade: o pão representa o corpo do Senhor Jesus que foi supliciado na cruz do Calvário e o vinho representa o Seu precioso sangue que foi derramado para a eterna redenção dos escolhidos de Deus e para a contínua purificação de seus pecados.
Aos ministros do Senhor, devidamente credenciados, foi dada a autorização para celebrarem a Ceia do Senhor.
Só os crentes em Cristo, batizados cerimonialmente com água em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e que estejam em comunhão com Deus e com a Igreja que pertence, é podem participar da Ceia.
À Igreja Deus deu autoridade para determinar a periodicidade da celebração da Ceia do Senhor. Nós, como Igreja organizada que somos, determinamos que essa celebração devesse ser realizada, a priori, no primeiro domingo de cada mês.
Há uma controvérsia no meio teológico quanto à celebração da Ceia no que se refere à expressão “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. A Igreja Católica ensina que quando da consagração dos elementos pão e vinho, eles se transformam, respectivamente, no corpo e no sangue de Cristo (Transubstanciação). A Igreja Luterana ensina que a presença real de Cristo está nestes dois elementos depois de consagrados, mas o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho (Consubstanciação). Um segmento das Igrejas Reformadas segue o pensamento Calvinista que ensina que Cristo está presente espiritualmente nos elementos pão e vinho. Outras Igrejas Reformadas, inclusive a nossa, seguem o pensamento de Zwinglio, reformador suíço, que ensinou que a Ceia é o símbolo memorial da morte redentora de Cristo, isto quer dizer que o pão e o vinho não se transformam no corpo e no sangue de Cristo como pregam os católicos, nem que a presença real nem espiritual de Cristo está nos elementos como ensinam os luteranos e um segmento das Igrejas reformadas e sim que a Ceia, em sua totalidade, é o grande símbolo memorial da obra redentora do Salvador. A argumentação de Zwinglio foi baseada na expressão “em memória de mim” e que se é em memória, dizia Zwinglio, a pessoa do Redentor não estaria presente nos elementos da Ceia e muito menos em sua transformação no corpo e no sangue de Cristo, visto que o Senhor está nos céus, à direita de Deus.
Ainda quanto à participação dos crentes na Ceia do Senhor os mesmos devem fazê-lo com a compreensão correta do seu significado e com a consciência tranqüila. O apóstolo Paulo ensina que participar da Ceia dignamente traz benção para a vida do crente e que participar indignamente traz juízo de Deus. Nenhum crente deve se privar da Ceia exceto se estiver sob disciplina da Igreja, pois ela é uma ordenança do Senhor Jesus.

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...