sábado, 25 de fevereiro de 2012

Esboço de Sermão

O Segredo de uma vida abundante
João 10.10b
- Falar sobre a vida dada por Cristo Jesus aos crentes
- Falar sobre a vida abundante que começa neste mundo na vida do crente e se projeta para a eternidade
1)     Ter uma fé genuína na pessoa do Senhor Jesus Cristo –             Jo 7.37-39; Rm 1.16,17; Jo 1.12; 3.16; 1 Jo 5.4,5
2)      Consagrar integralmente a vida ao Senhor – Rm 12.1,2; 
2 Tm 2.3,4; Lc 16.13; 2.23; 2 Tm 2.21
3)      Ter uma vida devocional sadia onde a Palavra de Deus e a oração ocupem papel preponderante
a)      As Sagradas Escrituras – Js 1.8; Sl 1.2; Jo 5.39
b)      A oração – 1 Ts 5.17; Ef 6.18; Cl 4.2
4)      Ter uma vida de serviço a Deus através da Igreja Local –         Rm 6.18,22; 1 Tm 3.15; Sl 100.2; Rm 12.11; 1 Co 15.8; 1 Cr 28.9
a)      Servir a Deus com o Tempo –m Mt 8.21,22
b)      Servir a Deus com a Vida – Rm 12.1,2
c)       Servir a Deus com os Bens – Pv 3.9,10

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti  

Vencendo as circunstâncias adversas

       Todos nós enfrentamos circunstâncias adversas na vida. Aliás, o próprio Salvador advertiu aos seus seguidores que no mundo eles teriam aflições.
      Segundo a Bíblia, o fato da pessoa ter aceitado o Evangelho e ter sido alcançada pela graça redentora de Cristo não lhe isenta de passar por lutas e provações. Tanto no Antigo como no Novo Testamento encontramos episódios em que o povo de Deus enfrentou grandes dificuldades, ora como consequência de seus próprios erros, ora provocadas por casos fortuitos, ou ainda como oposição dos inimigos do povo de Deus, ou mesmo como provação divina, isso por crentes individuais e também pela comunidade.
      Identificaremos dois episódios no Antigo Testamento e dois no Novo Testamento para consolidarmos o tema deste artigo.
      No Antigo Testamento temos o episódio em que o povo de Deus, depois passar o Mar Vermelho, teve de enfrentar uma tribo guerreira que vivia de pilhagem. Se não fora a intervenção divina o povo teria sido massacrado (Ex 17.8-13). O outro episódio é o que trata de um drama pessoal, que é o caso de Jó que “da noite para o dia” perdeu os seus bens, a família e a saúde, e ainda teve o infortúnio de ser importunado por três amigos seus que o acusavam de pecado que, segundo eles, ocasionara toda aquela tragédia.
      No Novo Testamento temos o caso de Pedro que fora aprisionado pelo fato de testemunhar da graça redentora de Cristo, e Herodes queria fazer com ele o que fizera com Tiago irmão de João, que mandara degolar, mas a Igreja fazia continua oração por ele a Deus, e o Senhor libertou a Pedro da prisão de forma miraculosa.  O outro episódio no Novo Testamento que queremos destacar é o caso de Paulo e Silas, que foram aprisionados e espancados pelo fato de terem realizado uma obra de libertação de uma jovem adivinhadora.
     Em todos esses episódios o povo de Deus e os crentes individuais saíram vitoriosos dos embates pela graça de Deus dispensada em Cristo Jesus.
     Amados irmãos, há uma promessa de Deus para aqueles que professam a fé em Cristo de que, diante dos embates e das dificuldades da vida, sairão vitoriosos. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” 1 Co 15.57. “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo...” 2 Co 2.14. Lembramos a todos que o Deus que prometeu vitória aos Seus diante das dificuldades da vida é fiel, e os Seus olhos estão continuamente postos sobre eles para dar-lhes vitória no momento oportuno.
      Se você, irmão, estiver enfrentando dificuldades, seja de que natureza for, quer tenha sido motivada pelos seus próprios erros, ou por oposição do inimigo de nossas almas, ou ainda provocada por um fato fortuito, ou ainda por você está sofrendo por provação divina, clame ao Senhor de todo o seu coração, humilhe-se diante dele, confesse as suas falhas e confie que o Deus dos Céus, que é misericordioso, virá ao seu encontro e lhe dará vitória. Lembre-se de Pedro que estava morrendo afogado e clamou ao Senhor e o Senhor prontamente estendeu a sua poderosa mão e o livrou de uma morte certa.
      Estribemo-nos, amados, na Palavra do Senhor que disse: “... Não te deixarei, nem te desampararei. E, assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem” Hb 13.5,6.   
 Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Celebrando a Deus de forma organizada

O homem foi criado por Deus para viver para a Sua glória e para o Seu louvor. Para que isso fosse possível Deus fez o homem conforme a Sua imagem e semelhança, para que ele pudesse se relacionar com a Deidade de uma forma cultual, que Lhe fosse agradável.

Com a entrada do pecado no mundo, a Imago Dei (imagem de Deus) no homem foi deteriorada, mas não destruída totalmente. É por isso que vemos na História, as manifestações cultuais do homem em todas as culturas mesmo que, na grande maioria dos casos, equivocadas.

Graciosamente, Deus em Cristo está reconstruindo no homem crente essa imagem, até chegar a sua plenitude, para que o homem possa fazer aquilo para o qual foi criado, viver para a glória de Deus.

Quando se estar em Cristo, ou seja, nascido de novo, é que se tem condições de se viver para a glória de Deus e, consequentemente, de ser um adorador, que adora a Deus em espírito e em verdade.

O homem crente foi chamado por Deus para ser, antes de tudo, um adorador. Também é propósito do Senhor que os adoradores individuais se juntem e se organizem em Igreja, para que o propósito primeiro do Seu programa, que é a adoração (os outros são: edificação, proclamação e beneficência), seja realizado de forma comunitária.

Dentro das comunidades locais, é da intenção de Deus que aqueles a quem Ele deu dons específicos (vocalistas e instrumentistas) se organizem para que, de forma harmoniosa (conjuntos musicais e instrumentais) seja o nome do Senhor celebrado através de cânticos.

A organização de conjuntos musicais e instrumentais remonta a época do Rei Davi, que era poeta, instrumentista e cantor. Davi, pela orientação do Espírito, entendeu que o grande Deus não só deveria ser celebrado por solistas, mas também por conjuntos organizados. Ainda pelo Espírito, Davi escolheu três homens extremamente capacitados nessa área: Hemã, Jedutum e Asafe. Esses homens eram levitas e tiveram o privilegio de ter os seus filhos envolvidos nesse grandioso ministério, de celebrar ao Senhor com cânticos acompanhados de instrumentos. “E Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, e com alaúdes, e com saltérios;...” 1 Cr 25.1. “Todos estes estavam ao lado de seu pai para o canto da Casa do Senhor, com saltérios, e alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus; e, ao lado do rei, Asafe, e Jedutum, e Hemã” 1 Cr 25.6.

Antes da época de Davi, encontramos na Bíblia a primeira manifestação de louvor a Deus por um grupo de pessoas, que foi a feita por Miriam, irmã de Moisés, que juntou algumas mulheres e com tamboris e cânticos louvou a Deus pela vitória dada a Israel, após a passagem do Mar Vermelho.

Um dos nossos conjuntos, o Getsêmani, está hoje celebrando ao Senhor pela sua organização que aconteceu há dois anos. Esse conjunto é liderado pelo irmão André Fragoso.

O Getsêmani tem sido uma benção no ministério da III IEC/JPA, e tem sempre se apresentado na casa do Senhor, conforme escala do Departamento de Louvor, com qualidade. Não temos dúvidas de que Deus tem sido glorificado e a Igreja edificada com as apresentações desse conjunto.

Parabenizamos ao Getsêmani e rogamos sobre ele as inumeráveis bênçãos de Deus.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Os deveres de um membro da Igreja

A Igreja é uma instituição divina, tanto na sua expressão universal ou invisível (o conjunto de salvos de todas as épocas, inclusive aqueles que ainda hão de ser salvos) como na sua expressão local (uma comunidade de crentes arrolados como membros sob a direção de pastores e oficiais).

À luz do Novo Testamento, nem todo agrupamento de crentes pode ser considerado uma Igreja na sua expressão local. O agrupamento para ser Igreja tem que ter sido regularmente instalada, com os seus oficiais (pastores, presbíteros e diáconos), seus membros e congregados bem como deve ter como regra de fé e prática os santos ensinamentos do Senhor Jesus e dos seus apóstolos, exarados nas Sagradas Escrituras, inclusive a administração contínua do batismo cerimonial para os novos conversos e a celebração da Ceia do Senhor, que são as duas ordenanças deixadas pelo Senhor Jesus para serem praticadas enquanto a Igreja existir na face da terra.

Considerando a exposição acima, é bom lembrar aos crentes que se congregam em nossa Igreja, membros e congregados, inclusive pastores, presbíteros e diáconos que é um privilégio fazerem parte de uma Igreja genuinamente cristã evangélica.

Se por um lado é um privilégio gozar da comunhão com os santos do Senhor, usufruir dos cuidados espirituais da Igreja e da sua atenção e reconhecimento existe certas obrigações que devem ser lembradas a todos, senão vejamos:

1) É dever de todos os crentes procurarem viver uma vida que agrade a Deus;

2) É dever de todos os membros da Igreja frequentar assiduamente aos seus trabalhos;

3) É dever de todos os crentes ser pontual nos seus compromissos, mormente, com os da sua Igreja;

4) É dever de todos os membros da Igreja contribuir fielmente com os dízimos e as ofertas para a manutenção do trabalho do Senhor realizado por ela;

5) É dever de todos os membros da Igreja trabalhar para o desenvolvimento espiritual e numérico da mesma;

6) É dever de todos os crentes em Cristo não serem maledicentes, não dizerem fofocas, ou falarem mal dos outros;

7) É dever de todos os membros da Igreja obedecer aos seus pastores como autoridades constituídas por Deus dentro dela;

8) É dever de todos os membros da Igreja, especialmente dos oficiais, quando se ausentarem dos cultos ou em viagem, informarem ao Pastor da Igreja;

9) É dever de todos os membros, priorizarem em tudo as atividades da Igreja a que pertence e só saírem para realizar atividades em Igrejas diferentes da sua quando autorizados pela liderança da mesma.

Essas lembranças se fazem necessárias por que alguns de nós têm se esquecido de suas responsabilidades diante de Deus e da Igreja a que pertence.

Se você teme a Deus e quer ser uma bênção e sê em tudo abençoado procure, com a graça divina, cumprir os seus compromissos para com a Igreja a que você pertence. As Sagradas Escrituras dizem que as ovelhas de Jesus são submissas, são ordeiras, são dóceis, e ouvem a voz do Supremo Pastor.

Assim sendo irmãos, cumpramos os nossos deveres para com a Igreja do Senhor e Deus se agradará de nós.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Não perdendo Jesus de vista

O evangelista Lucas no seu Evangelho registra um fato interessante não registrado pelos outros três evangelistas. O episódio deu-se quando Jesus tinha doze anos de idade e acompanhou os seus pais na ida para Jerusalém a fim de participarem de uma das festividades nacional de Israel, no caso a Páscoa. O texto sagrado nos diz que na volta para Nazaré caminharam o dia inteiro sem darem conta da ausência de Jesus no meio deles. Apavorados, procuraram-no na caravana e não o encontraram, então voltaram a Jerusalém e depois de três dias o encontraram no templo conversando com os doutores da Lei. Arguido pelos seus pais porque não os acompanhara na volta, Jesus disse para eles que estava cuidando dos negócios do seu Pai Celestial (Lc 2.41-51).

Queridos irmãos, uma vez pela graça divina tivemos um encontro com Cristo e daí começou um relacionamento íntimo nosso, como crente, com ele. Ligamo-nos espiritualmente a Cristo de uma vez para sempre. Glória a Deus por isso!

Já que Jesus se ligou a nós e nós nos ligamos a ele, somos orientados pela santa Palavra de Deus a não o perdermos de vista, a olharmos firmemente para ele durante todos os dias de nossas vidas. “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” Hb 12.2.

Mas que vem a ser olhar para Jesus, não perdê-lo de vista? Parece-me que a resposta está em termos Jesus como modelo ou padrão de vida de seus seguidores. “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” Ef 5.1.

Podemos também pensar como uma atitude de inteira dependência de Deus, pois o próprio Jesus disse em certa ocasião que sem ele nada poderíamos fazer (Jo 15.5). Se nós somos tão dependentes de Deus como a Bíblia revela, então não podemos perder Jesus de vista nem sequer por um momento.

Significa ainda o tema não perdendo Jesus de vista, como uma atitude de se levar em consideração os preciosos mandamentos dados por ele mesmo e pelos seus apóstolos, como princípios norteadores de nosso viver. “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” Mt 17.5. Em relação aos mandamentos do Senhor convém lembrar aqueles que enfatizam uma vida de santidade e de serviço.

O tema não perdendo Jesus de vista, ainda, nos leva a pensar que não devemos perdê-lo de vista porque ele está vivo e atuante no meio da sua Igreja, dirigindo-a pela sua Palavra e pelo seu Espírito. “... Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” 2 Co 6.16 (Veja ainda Ap 2.1).

Voltando ao episódio do esquecimento dos pais de Jesus por todo um dia, podemos constatar que aquela atitude, mesmo que involuntária, levou a preocupações, angústia, prejuízo e outros problemas. Assim também acontecerá conosco se não levarmos em consideração a mensagem revelada pelo texto de Lucas 2.41-51.

Assim sendo amados, devemos ter os olhos fixos na pessoa amorosa de nosso Senhor Jesus Cristo que está com o seu olhar voltado para nós, sem desviá-lo nem por um momento sequer. Correspondamos, portanto, ao interesse de Jesus por nós e assim seremos crentes mais felizes.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti