Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Colação de Grau – 10/12/2011 - Discurso do Patrono
Seminário Teológico Evangélico Congregacional de João Pessoa
Colação de Grau – 10/12/2011
Discurso do Patrono
Sr. Presidente da ALIANÇA, Sr. Diretor do Departamento Teológico da ALIANÇA, Sr. Diretor do STEC/JPA, demais autoridades eclesiásticas, irmãos em Cristo em geral e, especialmente, caríssimos formandos:
Honra-nos muito a escolha da turma concluinte para ser o seu patrono e nos sentimos extremamente lisonjeados com isso. Agradecemos a deferência.
Nestas breves palavras aos formando queremos enfatizar uma dicotomia que reputamos de magna importância para aqueles que foram chamados por Deus para ministrar em Sua casa no excelentíssimo ministério da Palavra, que são: o conhecimento bíblico e a piedade.
Tratando-se do conhecimento bíblico queremos enfatizá-lo em sua maior amplitude e não só o conhecimento teológico, da doutrina, aprendido em Seminários. É sabido que Deus graciosamente se revelou a Si mesmo através da natureza e principalmente através das Sagradas Escrituras. Tudo aquilo que Deus quis que conhecêssemos acerca dele (o Seu ser, os Seus atributos, o Seu caráter e principalmente a Sua vontade) está registrado na Sua Santa Palavra. Isso faz da Bíblia um livro especial que deve ser conhecido por todos aqueles que professam a fé em Cristo, principalmente aqueles que labutam como obreiro na seara do Senhor. Conhecer todo o conselho de Deus é imprescindível para o ministro do evangelho. A Bíblia Sagrada é o manual por excelência daquele que é obreiro do Senhor. Diante disso, urge que nos debrucemos diante da Palavra de Deus de dia e de noite como foi recomendado pelo Senhor a Josué. “não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e então prudentemente te conduzirás” Js 1.8.
Particularmente somos de opinião de que não se precisa, necessariamente, conhecer a profundidade de todas as heresias que grassam no meio evangélico, que brotaram do inferno para confundir a igreja, mas é imprescindível que o ministro do Senhor conheça toda a verdade revelada na Palavra de Deus. A razão disso é simples: a verdade de Deus enchendo o coração de uma pessoa rechaça com facilidade o erro, de onde ele vier, por mais sutil que seja.
A piedade, o segundo tema da dicotomia proposta, enfoca a vivência dos ensinamentos contidos na Palavra de Deus. O ministro do Senhor deve ser uma pessoa piedosa e essa piedade passa necessariamente pela vida de oração do obreiro, pela integridade de caráter e pela dedicação ao serviço na igreja, a casa do Senhor. Alguém já disse com propriedade sobre a oração, o seguinte: “muita oração muito poder, pouca oração, pouco poder, e nenhuma oração, nenhum poder”. No seu programa eterno Deus colocou a oração como o instrumento que deve ser utilizado para nos relacionarmos com Ele. Tiago, o irmão do Senhor, em sua carta disse que a oração de um justo pode muito em seus efeitos. O Salvador disse através de uma parábola que deveríamos orar sempre e nunca desfalecer. Paulo, um dos paradigmas como obreiro, ensinou sobre a necessidade do crente orar sem cessar. A prática da oração perseverante atrai o poder de Deus para a vida do ministro do Senhor.
Quanto à integridade de caráter, é isso de fundamental importância para que a mensagem pregada pelo servo de Deus não caia no vazio, não perca a sua força, se a mesma for proferida por quem não vive uma vida exemplar. Alguém já disse que os nossos atos falar muito mais alto do que as nossas palavras. O Salvador censurou fortemente os fariseus da sua época porque eles falavam em nome do Senhor, mas não viviam aquilo que ensinavam ao povo de Deus. Queira o bondoso Deus livrar os senhores formandos da hipocrisia, pois ela descredencia o ministério.
Tratando-se do serviço na casa do Senhor, nada neste mundo é mais importante do que ele. Assim entende a alma crente, redimida, que foi regenerada pela instrumentalidade do Espirito Santo. O serviço divino é prioridade na vida de todos aqueles que professam a fé em Cristo, principalmente para aqueles que foram convocados por Deus para o ministério da Palavra. Discordamos visceralmente daqueles que são ministros do evangelho, consagrados, que vivem imiscuídos em questões seculares, principalmente na política. Esses ministros perderam a visão do reino de Deus, perderam o foco da vida cristã. O apóstolo Paulo já dizia pelo Espirito Santo, que ninguém que milita como soldado no reino espiritual deve se embaraçar com os negócios desta vida (2 Tm 2.4). Espera-se do ministro do evangelho uma dedicação exclusiva. Isso se extrai facilmente das palavras do Salvador ditas a um homem chamado por Deus para o ministério, quando ao ouvir a chamada quis protelar alegando que tinha compromisso com a sua família. O Salvador disse para ele enfaticamente: “... Deixa aos mortos o sepultar os seus mortos; porém tu vais e anuncia o reino de Deus” Lc 9.60.
Amados formandos, terminamos as nossas palavras desejando de coração que o Deus dos céus faça todas as provisões para que vocês tenham um ministério profícuo para a glória de Deus.
Um abraço fraternal do pastor e amigo,
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Discurso do Patrono
Culto de Formatura do Betel Brasileiro- 07/12/2002.
Honra-nos muito este momento em que somos homenageados como Patrono pelos concluintes dos cursos diurnos de Bacharel em Teologia, Teologia Ministerial e Licenciatura Plena em Educação Religiosa com Concentração em Missiologia do Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro.
Agradecemos a Deus pelo privilégio de ser docente desta casa e muito mais pelo privilégio de ter convivido em sala de aula com os queridos concluintes que nos homenageiam nesta ocasião.
Deus sabe do carinho e do respeito que temos por esses queridos irmãos a quem procuramos servir com a graça que Deus nos deu na ministração das aulas de Teologia Bíblica do Antigo e do Novo Testamento.
Temos absoluta certeza de que os momentos passados em classe não foram em vão. Aprendemos reciprocamente. Crescemos juntos e isso irá nos acompanhar durante toda a nossa existência.
Agora, queridos concluintes, queríamos aproveitar o ensejo para falar mais uma vez ao coração de todos não mais numa sala de aula, mas neste culto de gratidão a Deus pela vitória alcançada por cada um de vocês.
Queremos nestes poucos minutos lembrar-lhes algumas coisas de suma importância para o exercício do ministério escolhido por vocês e vamos fazer isso usando um precioso texto das Sagradas Escrituras encontrado em Lamentações de Jeremias, Capítulo 3, versículos 21 a 26. O contexto do texto fala-nos da destruição de Jerusalém, do santuário e do cativeiro babilônico. Era um cenário desolador. O inimigo fora vitorioso contra o povo de Deus. As coisas mais sagradas para os israelitas foram postas por terra. Não sobrara quase nada. O profeta Jeremias testemunha ocular da história de Israel naquele período crítico, agora, perplexo, cabisbaixo, vendo o resultado daquilo que profetizara, ousa trazer uma palavra de ânimo para o povo de Deus e que pode ser, com certeza contextualizada para esta ocasião: “Quero trazer à memória àquilo que me pode dar esperança”. A primeira grande coisa lembrada pelo profeta do Senhor é as misericórdias de Deus. Sim, queridos irmãos, o nosso Deus é misericordioso e por causa de suas misericórdias é que não somos consumidos. As misericórdias de Deus não têm fim, novas são cada manhã. Nunca se esqueçam disso ao longo de suas vidas. Ao olhar para Deus, lembre-se de que Ele é o Deus misericordioso, bondoso, assaz benigno e está sempre pronto para nos acolher, perdoar e renovar. Ele é misericordioso para com as nossas falhas contanto que não abusemos delas.
Lembremo-nos, também, caros formandos, da fidelidade de Deus. O texto diz que grande é a fidelidade de Deus. Queridos, nunca esqueçam de que Deus é fiel a Sua palavra e as Suas alianças. Escrevendo a Timóteo (2 Tm 2.13) Paulo disse que mesmo se nós formos infiéis Ele permanece fiel, pois não pode negar-se a Si mesmo. Assim sendo, olhemos com confiança para esse Deus fiel que nos chamou para o ministério da Palavra no seio da Igreja. Com certeza, Ele não nos abandonará, pois disse em sua Palavra que nunca nos deixaria nem nos abandonaria (Hb 13.5). Ele que nos chamou e nos capacitou dará curso ao seu projeto para as nossas vidas em todas as áreas. Isso irá acontecendo à medida que facilitarmos o Seu trabalho em nós.
A terceira coisa que queremos lembrar aos ilustres formandos é a suficiência de Deus para cada um de nós. O profeta Jeremias disse que Javé era a sua porção. Nunca nos esqueçamos disso, amados, que só Deus satisfaz profundamente todas as nossas necessidades sejam elas de que natureza for. Deus, ao fazer o homem, o fez a Sua imagem e semelhança e só Deus pode preencher o vazio do coração do homem. O Senhor Jesus disse em certa ocasião que nem só de pão vive o homem, ou seja, o ser humano não precisa só de coisas materiais para viver e sim também, principalmente, de Deus. Complementando o texto, o Senhor Jesus disse citando Deuteronômio: “mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”. O Senhor Jesus ainda disse a mulher samaritana que quem bebesse daquela água (potável) tornaria a ter sede, mas quem bebesse da água que Ele lhe desse nunca mais teria sede, pois a mesma se faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna. Agostinho em seu célebre livro “As Confissões” nos deixou dois preciosos pensamentos sobre o assunto: “Quão tarde te amei, ó antiga e sempre nova formosura. Quão tarde te amei! Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração até que em Ti descanse”. “Nada deseje dEle senão só a Ele, por mais interesseiro que fores Deus te basta”.
A última lembrança que queremos trazer neste precioso momento é sobre a salvação de Deus. Pensemos em salvação como termo genérico direcionado ao livramento. Jeremias sabia que o Senhor era a sua salvação ou o seu livramento nos constantes embates da vida. Muitas serão as lutas que os irmãos enfrentarão no cotidiano da vida ministerial, lutas de toda a natureza, mas o Senhor dará vitória ao seu povo em tudo. Lembremo-nos das famosas declarações do apóstolo Paulo sobre o assunto: “Mas graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento”. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”.
Portanto, queridos, essas coisas mencionadas, mesmo que de forma reduzida, traz-nos ao coração um quê de esperança produzida pelo Espírito Santo, o Deus que habita em nós.
Amados concluintes, ao encerrarmos nossas palavras neste momento, desejamos que Deus abençoe grandemente a cada um de vocês e que todos tenham um ministério profícuo para a glória de Deus. Amém.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti - Patrono
Honra-nos muito este momento em que somos homenageados como Patrono pelos concluintes dos cursos diurnos de Bacharel em Teologia, Teologia Ministerial e Licenciatura Plena em Educação Religiosa com Concentração em Missiologia do Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro.
Agradecemos a Deus pelo privilégio de ser docente desta casa e muito mais pelo privilégio de ter convivido em sala de aula com os queridos concluintes que nos homenageiam nesta ocasião.
Deus sabe do carinho e do respeito que temos por esses queridos irmãos a quem procuramos servir com a graça que Deus nos deu na ministração das aulas de Teologia Bíblica do Antigo e do Novo Testamento.
Temos absoluta certeza de que os momentos passados em classe não foram em vão. Aprendemos reciprocamente. Crescemos juntos e isso irá nos acompanhar durante toda a nossa existência.
Agora, queridos concluintes, queríamos aproveitar o ensejo para falar mais uma vez ao coração de todos não mais numa sala de aula, mas neste culto de gratidão a Deus pela vitória alcançada por cada um de vocês.
Queremos nestes poucos minutos lembrar-lhes algumas coisas de suma importância para o exercício do ministério escolhido por vocês e vamos fazer isso usando um precioso texto das Sagradas Escrituras encontrado em Lamentações de Jeremias, Capítulo 3, versículos 21 a 26. O contexto do texto fala-nos da destruição de Jerusalém, do santuário e do cativeiro babilônico. Era um cenário desolador. O inimigo fora vitorioso contra o povo de Deus. As coisas mais sagradas para os israelitas foram postas por terra. Não sobrara quase nada. O profeta Jeremias testemunha ocular da história de Israel naquele período crítico, agora, perplexo, cabisbaixo, vendo o resultado daquilo que profetizara, ousa trazer uma palavra de ânimo para o povo de Deus e que pode ser, com certeza contextualizada para esta ocasião: “Quero trazer à memória àquilo que me pode dar esperança”. A primeira grande coisa lembrada pelo profeta do Senhor é as misericórdias de Deus. Sim, queridos irmãos, o nosso Deus é misericordioso e por causa de suas misericórdias é que não somos consumidos. As misericórdias de Deus não têm fim, novas são cada manhã. Nunca se esqueçam disso ao longo de suas vidas. Ao olhar para Deus, lembre-se de que Ele é o Deus misericordioso, bondoso, assaz benigno e está sempre pronto para nos acolher, perdoar e renovar. Ele é misericordioso para com as nossas falhas contanto que não abusemos delas.
Lembremo-nos, também, caros formandos, da fidelidade de Deus. O texto diz que grande é a fidelidade de Deus. Queridos, nunca esqueçam de que Deus é fiel a Sua palavra e as Suas alianças. Escrevendo a Timóteo (2 Tm 2.13) Paulo disse que mesmo se nós formos infiéis Ele permanece fiel, pois não pode negar-se a Si mesmo. Assim sendo, olhemos com confiança para esse Deus fiel que nos chamou para o ministério da Palavra no seio da Igreja. Com certeza, Ele não nos abandonará, pois disse em sua Palavra que nunca nos deixaria nem nos abandonaria (Hb 13.5). Ele que nos chamou e nos capacitou dará curso ao seu projeto para as nossas vidas em todas as áreas. Isso irá acontecendo à medida que facilitarmos o Seu trabalho em nós.
A terceira coisa que queremos lembrar aos ilustres formandos é a suficiência de Deus para cada um de nós. O profeta Jeremias disse que Javé era a sua porção. Nunca nos esqueçamos disso, amados, que só Deus satisfaz profundamente todas as nossas necessidades sejam elas de que natureza for. Deus, ao fazer o homem, o fez a Sua imagem e semelhança e só Deus pode preencher o vazio do coração do homem. O Senhor Jesus disse em certa ocasião que nem só de pão vive o homem, ou seja, o ser humano não precisa só de coisas materiais para viver e sim também, principalmente, de Deus. Complementando o texto, o Senhor Jesus disse citando Deuteronômio: “mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”. O Senhor Jesus ainda disse a mulher samaritana que quem bebesse daquela água (potável) tornaria a ter sede, mas quem bebesse da água que Ele lhe desse nunca mais teria sede, pois a mesma se faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna. Agostinho em seu célebre livro “As Confissões” nos deixou dois preciosos pensamentos sobre o assunto: “Quão tarde te amei, ó antiga e sempre nova formosura. Quão tarde te amei! Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração até que em Ti descanse”. “Nada deseje dEle senão só a Ele, por mais interesseiro que fores Deus te basta”.
A última lembrança que queremos trazer neste precioso momento é sobre a salvação de Deus. Pensemos em salvação como termo genérico direcionado ao livramento. Jeremias sabia que o Senhor era a sua salvação ou o seu livramento nos constantes embates da vida. Muitas serão as lutas que os irmãos enfrentarão no cotidiano da vida ministerial, lutas de toda a natureza, mas o Senhor dará vitória ao seu povo em tudo. Lembremo-nos das famosas declarações do apóstolo Paulo sobre o assunto: “Mas graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento”. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”.
Portanto, queridos, essas coisas mencionadas, mesmo que de forma reduzida, traz-nos ao coração um quê de esperança produzida pelo Espírito Santo, o Deus que habita em nós.
Amados concluintes, ao encerrarmos nossas palavras neste momento, desejamos que Deus abençoe grandemente a cada um de vocês e que todos tenham um ministério profícuo para a glória de Deus. Amém.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti - Patrono
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