sexta-feira, 28 de julho de 2017

As Aparições do Cristo Ressurreto (Mc 16.9-20)

Reflexões no Evangelho de Marcos As Aparições do Cristo Ressurreto (Mc 16.9-20) O Senhor Jesus morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia conforme o programa redentor. Depois de ressurreto, o Senhor ascendeu aos céus e assentou-se a destra de Deus, mas antes de sua ascensão, que aconteceu quarenta dias depois de ressurreto, Jesus apareceu com o corpo glorificado aos seus discípulos tirando-lhes todas as dúvidas sobre a sua ressurreição. O Evangelho de Marcos termina com um relato sucinto das aparições de Jesus, senão vejamos: Primeiramente ele apareceu a Maria Madalena, que anunciou de imediato aos onze apóstolos que, segundo Marcos, não acreditaram nela. Depois apareceu a dois discípulos no caminho de Emaús, relato esse pormenorizado por Lucas em seu evangelho. O testemunho desses dois também não foi acreditado pelos onze. “Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado”. Mc 16.14. Continuando, diz-nos ainda Marcos, o Senhor deu-lhes a grande comissão: “E disse-lhes: Ide por todo o mudo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16. Em seguida o Senhor revelou-lhes alguns sinais que acompanhariam a pregação do Evangelho por eles. “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”. Terminando o seu evangelho, Marcos diz que Jesus ascendeu aos céus, assentou-se a destra de Deus, e que Ele cooperava com a pregação do Evangelho confirmando-a com os sinais citados. Eudes Lopes Cavalcanti

A Ressurreição de Jesus (Mc 16.1-8)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Ressurreição de Jesus (Mc 16.1-8) Marcos começa o seu relato sobre a ressurreição de Cristo informando que três mulheres discípulas de Jesus (Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé) tinham comprado aromas para ungir o corpo do Senhor, isto no primeiro dia da semana (domingo), mas estavam preocupadas quanto à remoção da pedra que tapava a entrada do sepulcro. Ao chegarem ao sepulcro viram que a pedra já fora removida e o túmulo estava aberto, vazio, o corpo de Jesus não se encontrava lá. Entrando no sepulcro viram um anjo de Deus assentado, vestido com uma roupa comprida e branca. Atemorizadas ouviram da boca do mensageiro celeste a gloriosa mensagem da ressurreição de Cristo: “... Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis o lugar onde o puseram” Mc 16.6. Em seguida o anjo do Senhor diz para elas irem anunciar aos discípulos principalmente a Pedro que Jesus iria adiante deles para a Galiléia e lá o veriam. As três mulheres saíram assustadas do sepulcro e foram para a cidade sem nada dizer a ninguém, pois estavam possuídas de temor e assombro. A ressurreição de Cristo já fora vaticinada por Davi no Salmo 16.8-11. De acordo com o programa redentor, a morte de Jesus na cruz era um fato determinado por Deus bem como a sua ressurreição, pois no sermão pregado por Pedro no dia de Pentecostes em Jerusalém, e que está registrado em Atos 2, nos é dito que era impossível por causa da palavra profética de Davi no Salmo citado que Jesus fosse retido pela morte. “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” At 2.24. A cruz (a morte de Cristo) e o túmulo vazio (a ressurreição de Cristo) são os pilares do Evangelho de Cristo, as boas novas de salvação do pecador perdido. Eudes Lopes Cavalcanti

A Sepultura de Jesus (Mc 15.42-47)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Sepultura de Jesus (Mc 15.42-47) No seu relato, o evangelista Marcos nos diz que chegado à tarde da sexta-feira santa, véspera do sábado judaico, um dos membros do Sinédrio chamado José de Arimatéia, que não tinha consentido na condenação de Jesus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos, procurador representante de Roma na Judéia, e pediu a liberação do corpo de Jesus que tinha morrido na cruz e se encontrava pregado ainda nela. Pilatos ficou perplexo que Jesus já tivesse morrido, pois tudo indica que o supliciado à crucificação demorava a morrer, e após ouvir do centurião que comandara aquele triste evento que realmente ele estava morto, liberou o corpo do Senhor que foi descido da cruz e envolvido num lençol de linho fino providenciado por Arimatéia. Em seguida, Arimatéia que era um dos discípulos de Jesus, ainda que oculto por medo dos seus pares do Sinédrio depositou o corpo de Jesus num sepulcro de sua propriedade escavado numa rocha e o fechou com uma pedra. Segundo Marcos, duas mulheres observaram aonde o corpo do Senhor fora sepultado, uma era Maria Madalena e a outra Maria, mãe de José. Observando os detalhes desse fato conforme o relato de Marcos, percebemos quão grande foi a reverência e o desvelo de Arimatéia em providenciar lençóis para envolver o corpo do Senhor bem como ceder o sepulcro de sua propriedade a fim de lhe proporcionar um sepultamento decente, honroso. O sepultamento do corpo de Jesus num sepulcro de um homem rico que bondosamente o tinha liberado para aquela finalidade fora o cumprindo de uma palavra profética de Isaías: “E puseram a sua sepultura... com o rico na sua morte;...” Is 53.9. No estudo da Cristologia o sepultamento de Cristo é o último estágio do Seu Estado de Humilhação (Encarnação, Sofrimentos, Morte e Sepultamento). Eudes Lopes Cavalcanti

A Crucificação de Jesus (Mc 15.21-41)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Crucificação de Jesus (Mc 15.21-41) Depois de vilipendiado pelos soldados da guarnição romana, o Senhor Jesus foi levado para ser crucificado. Como era costume, o condenado a morte levava a sua própria cruz para o lugar de crucificação (a haste menor). (A haste maior já se encontrava no local da crucificação). Na caminhada Jesus não aguentou o peso do madeiro e foi auxiliado, a mando dos soldados, por um homem chamado Simão Cireneu. Pregado Jesus na cruz, os soldados tentaram dar-lhe um entorpecente para diminuir as suas dores, mas Ele o recusou. As vestes de Jesus foram repartidas entre os soldados e sua túnica sorteada entre eles. Marcos nos diz que a crucificação foi na hora terceira (nove horas da manhã). Na haste superior colocaram uma placa com a sua acusação: O Rei dos Judeus. Dois malfeitores foram crucificados com Jesus, um a sua direita e o outro a esquerda. Os transeuntes e os sacerdotes zombavam dele e o insultavam. Chegada a hora sexta (doze horas) houve trevas até a hora nona (três horas da tarde). Na hora nona Jesus clamou: Eloí, Eloí lama sabactani? Que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes? Um dos soldados embebeu uma esponja com vinagre e pô-la num caniço e a chegou à boca de Jesus e Ele provando o vinagre, exclamou: Está consumado, e dando um grande brado, expirou. Marcos nos diz que o véu do templo de Jerusalém se rasgou em duas partes, de alto a baixo. Marcos nos diz também que o centurião, o militar que comandava a crucificação, vendo como Jesus morrera, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. Observando o drama do Calvário, estavam algumas mulheres, dentre elas Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, o menor e de José, e Salomé, mulheres essas que eram seguidoras de Jesus e o serviam em seu ministério. Eudes Lopes Cavalcanti

Jesus perante Pilatos (Mc 15.1-20)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus perante Pilatos (Mc 15.1-20) Depois de julgado e condenado a morte pelo tribunal judaico, Jesus foi entregue ao poder secular de Roma imperial para ser julgado por Pilatos, considerando que só Roma autorizava a pena máxima para os habitantes das nações sob o seu controle. Os líderes religiosos de Israel mudaram, astutamente, a acusação de Jesus da reivindicação de Filho de Deus para a pretensa reivindicação de Jesus ao reino de Israel, competindo assim com César. É por isso que o texto de Marcos nos diz que Pilatos perguntou a Jesus se ele era o rei dos judeus. Em resposta Jesus disse a Pilatos: “tu o dizes”. Então Pilatos perguntou a Jesus porque ele não se defendia das acusações feitas pelos líderes judaicos. Jesus ficou em silencio e isso admirou a Pilatos. Como era costume dos romanos na época da Páscoa soltar um criminoso judeu, qualquer um que o povo pedisse, Pilatos perguntou a quem eles queriam que fosse solto, se Jesus ou um bandido chamado Barrabás, pois Pilatos como hábil politico que era percebeu que Jesus tinha sido entregue a ele por inveja. Pilatos ainda tentou salvar Jesus da morte, perguntando aos presentes que mal ele fizera para ser condenado à morte, mas devido à pressão do povo que exigia a crucificação de Jesus, ele a contragosto soltou Barrabás e entregou Jesus a guarnição romana para ser crucificado. Aí a guarnição começou uma terrível obra de humilhação a Jesus, açoitando-o, vestindo-o de púrpura, colocando uma coroa de espinhos sobre a sua cabeça e diziam zombando: “Salve, Rei dos Judeus”, bateram em sua cabeça com uma cana, cuspiram nele, e postos de joelhos, zombaram fingindo uma adoração ao Senhor. Depois lhe despiram a túnica, e o vestiram com as suas vestes e o levaram para fora para ser crucificado. Eudes Lopes Cavalcanti

Pedro nega a Jesus (Mc 14.66-72)

Reflexões no Evangelho de Marcos Pedro nega a Jesus (Mc 14.66-72) Quando da prisão de Jesus todos os apóstolos fugiram, cumprindo-se a profecia que o Senhor citara, que dizia que ferindo o pastor as ovelhas se dispersariam (Zc 13.7), mas Pedro e João foram discretamente ao julgamento de Jesus diante do Sinédrio israelita. Como fazia frio naquela madrugada, foi acesa uma fogueira no pátio e lá estava Pedro se aquentando junto com os outros. Foi lá que se deu, segundo o relato de Marcos, a primeira negação de Pedro de que conhecia o Senhor. Uma criada o vira e aproximando-se dele disse que o tinha vista junto a Jesus numa outra ocasião. Pedro o negou prontamente, dizendo: “Não o conheço, nem sei o que dizes”. Ao sair do alpendre, diz-nos Marcos, que o galo cantou pela primeira vez. A criada insistiu outra vez dizendo que tinha visto Pedro junto com Jesus, e ele continuou negando que O conhecia. Diz-nos o evangelista Marcos que as pessoas que ali estavam também disseram que Pedro verdadeiramente era um dos discípulos de Jesus, porque também era da Galiléia. “Verdadeiramente tu és um deles, porque és também Galileu”. Essa acusação levou a Pedro a negar outra vez a Jesus. Pela terceira vez Pedro negava que conhecia ao Senhor com quem convivera diariamente três anos. Nessa terceira negação o galo cantou novamente, cumprindo-se as palavras de Jesus que dissera: “... Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás” Mc 14.30. Quando o galo cantou pela segunda e última vez, Pedro lembrou-se das palavras do Senhor, e saiu dali chorando amargamente. A última negação de Pedro foi acompanhada de praguejamento, ou seja, ele invoca sobre si várias pragas se não estivesse dizendo a verdade. É como se ele tivesse dito: Que Deus faça isto ou aquilo comigo se eu for discípulo de Jesus. Eudes Lopes Cavalcanti

Jesus perante o Sinédrio (Mc 14.53-65)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus perante o Sinédrio (Mc 14.53-65) O evangelista Marcos, como os outros evangelistas, relata que após a sua prisão, o Senhor foi levado para ser interrogado pelo Sinédrio, a suprema corte israelita composta de 70 membros, presidida pelo Sumo Sacerdote, na época Caifás. Marcos não registrou o que outro evangelista fez que foi que, antes de ser levado para o Sinédrio, Jesus foi interrogado por Anás, sogro de Caifás, que tinha sido sumo sacerdote antes dele. No interrogatório de Jesus no Sinédrio Ele é acusado falsamente por muitos, inclusive um deles dizendo que Jesus iria destruir o templo de Jerusalém e reconstruí-lo em três dias. Marcos nos revela que nenhum desses testemunhos tinha consistência. O sumo sacerdote levantou-se na assembleia e perguntou a Jesus porque Ele não rebatia as acusações feitas, mas Jesus calou-se diante de todos. Em dado momento do julgamento, o sumo sacerdote fez uma pergunta a Jesus que foi o ponto central daquele julgamento: “És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?”. Jesus que tinha consciência de quem realmente era, respondeu com segurança: “Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direta do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu” Mc 14.62. Essa resposta o condenou a morte porque foi considerada pelo Sinédrio como uma blasfêmia, pois ali estava um homem dizendo que era o Deus Filho. O sumo sacerdote dispensou outras possíveis testemunhas e perguntou ao plenário o que achava da questão, e o plenário unanimemente considerou Jesus culpado de morte. Após essa terrível sentença, o texto sagrado nos diz que os sinedritas começaram a cuspir em Jesus, cobriram-lhe a cabeça e o esbofeteavam, dizendo: Profetiza. Os servidores do Sinédrio aproveitaram a situação para também esbofetear a Jesus. Eudes Lopes Cavalcanti

A prisão de Jesus (Mc 14.43-52)

Reflexões no Evangelho de Marcos A prisão de Jesus (Mc 14.43-52) No Getsêmani, logo após o momento de oração de Jesus, Judas Iscariotes, o traidor, levando consigo um grupo de levitas que fazia a guarda do templo identificou o Senhor Jesus dando-lhe um beijo conforme combinado com a guarda, e Ele é aprisionado por eles. O texto sagrado nos diz que um dos discípulos de Jesus (Pedro) sacando da espada cortou uma orelha do servo (Malco) do sumo sacerdote. No momento de sua prisão no Getsêmani, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus algozes: “E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e porretes a prender-me, como a um salteador? Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram” Mc 14.48,49. Essa prisão na quinta-feira da semana santa foi feita a noite, longe do olhar do povo, conforme os líderes religiosos de Israel tinham combinado para que não houvesse tumulto no meio dele. Na censura feita por Jesus em forma de pergunta àqueles homens, Ele disse que aquilo que eles vieram fazer armados, era como se fosse prender um perigoso bandido e Ele não era isso. Disse ainda o Senhor que o que estava acontecendo era um cumprimento profético. Em seguida, o texto sagrado diz que após a prisão de Jesus, os seus discípulos fugiram. Essa debandada geral dos discípulos do Senhor naquele momento de crise na vida de Jesus era também um cumprimento da profecia de Zacarias (Zc 13.7): Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão. A guarda que levava Jesus preso aos seus mandantes era acompanhada discretamente por um jovem (João?) envolto em um lençol. Marcos nos diz que lançaram a mão para prendê-lo, mas ele desvencilhando-se deles, largou o lençol e fugiu só com a roupa de baixo. Eudes Lopes Cavalcanti

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 02/07/17

CRISTO NA BÍBLIA - JOÃO (O CRISTO, O FILHO DE DEUS)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) JOÃO – O CRISTO, O FILHO DE DEUS João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago, foi o apóstolo preferido de Jesus. Ele teve juntamente com Pedro e Tiago seu irmão o privilégio de presenciar três momentos memoráveis do ministério de nosso Senhor Jesus Cristo (A ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Cristo, e o momento da agonia de Jesus no Getsêmani). João produziu cinco livros canônicos (Evangelho de João, 1, 2 e 3 João e Apocalipse). Foi o único dos apóstolos, segundo a tradição que não foi martirizado. O seu Evangelho é um evangelho diferenciado dos outros três primeiros. Ele segue os sinóticos somente na fase final do ministério de nosso Senhor Jesus. A ênfase do mesmo é apresentar Jesus como o Filho de Deus (a segunda pessoa da Santíssima Trindade), enquanto Mateus apresenta Jesus como o Rei de Israel, Marcos, como o Servo, e Lucas como o Filho do homem. Ele foi escrito para combater uma heresia que grassava nas igrejas da época, negando a Deidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Logo no prólogo do seu livro João apresenta a Deidade de Cristo, como o Verbo divino. No versículo quatorze do capítulo 1 João nos revela que o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ainda nesse Evangelho encontramos sete sinais (A Transformação da Água em Vinho; A Cura do Filho de um Oficial do Rei; A Cura do Paralítico de Betesda; A Multiplicação dos Pães; A Cura do Cego de Nascença; A Ressurreição de Lázaro; A Pesca Milagrosa) e sete discursos proferidos por nosso Senhor Jesus Cristo (Sobre o Novo Nascimento; Sobre a Adoração; Sobre o Filho de Deus, igual ao Pai; Sobre o Pão da Vida; Sobre a Água da Vida; Sobre a Luz do Mundo; Sobre o Bom Pastor). Também nesse Evangelho Jesus faz sete declarações dizendo: “Eu sou”. João nos diz que esses sinais foram escritos para levar as pessoas à fé em Jesus como o Cristo, o Filho de Deus (Jo 20.31). Como particularidade, o Evangelho de João é o único que detalha a restauração do apóstolo Pedro através do Cristo ressurreto, antes de sua ascensão aos céus, bem como um milagre que Jesus fez depois de ressurreto, que foi a pesca de cento e cinquenta e três grandes peixes numa única rede, e essa não se rompeu como era natural numa pescaria quando envolvia uma grande quantidade de peixes. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - LUCAS (CRISTO, O FILHO DO HOMEM)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) LUCAS – CRISTO, O FILHO DO HOMEM Lucas o autor do terceiro evangelho era um gentio crente em Cristo, formado em medicina, e companheiro de Paulo na segunda e terceira viagens missionárias daquele apóstolo. Ele escreveu dois livros do Novo Testamento (o Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos) endereçados a um irmão na fé em Cristo chamado Teófilo. Como ele não foi testemunha ocular dos acontecimentos protagonizados por Jesus Cristo, segundo o seu próprio testemunho, ele fez uma minuciosa pesquisa junto aos apóstolos. “Visto que muitos têm empreendido fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, segundo no-los transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. para que conheças plenamente a verdade das coisas em que foste instruído” Lc 1.1-4. O Evangelho de Lucas segue o mesmo padrão dos outros dois sinóticos, no entanto, ele como o de Mateus dá uma ênfase especial ao nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo (anunciação, nascimento, circuncisão e apresentação de Jesus a Deus no templo) e é o único que nos traz uma revelação da adolescência de Jesus. Além disso, há outro material nesse evangelho exclusivo dele: As parábolas do Filho Pródigo, da Dracma Perdida, das Cem Ovelhas, do Rico e Lázaro, etc. Quanto a genealogia de Jesus, ela retroage a Adão e não a Abraão como fez Mateus. O Evangelho de Lucas apresenta a Jesus como o Filho do homem, o varão perfeito, que foi fruto da concepção do Espírito Santo no ventre da bendita virgem, enviado a este mundo para fazer uma obra especial. Os eventos da última semana de Jesus são similares aos outros sinóticos, no entanto, Lucas dá uma ênfase especial as aparições de Jesus depois de ressurreto, principalmente a dois discípulos a caminho da aldeia de Emaús. Esse Evangelho traz também a promessa de Jesus da concessão de poder para testemunho do Evangelho. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - MARCOS (CRISTO, O SERVO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) MARCOS – O CRISTO, O SERVO Marcos, escritor do segundo evangelho, era sobrinho de Barnabé, companheiro de Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária liderada por Paulo. Não sabemos a razão, mas o fato é que Marcos, chamado também de João Marcos, abandonou aquela caravana missionária e voltou para Jerusalém, sendo essa atitude sua o pivô da separação entre aqueles dois grandes apóstolos do Senhor, quando do inicio da segunda viagem missionária de Paulo. O seu livro foi destinado ao público romano, aos irmãos convertidos de Roma. É um evangelho de ação, ou seja, o autor é sucinto em sua mensagem sem se preocupar com os costumes judaicos. Relata os eventos da vida de Jesus de forma pitoresca e sempre enfatizando ações contínuas. Dos quatro evangelhos é o menor. Nele não se encontram informações sobre a infância de nosso Senhor Jesus Cristo. Depois de apresentar o precursor enviado por Deus para preparar o caminho do Senhor, João Batista, Marcos relata o batismo, a tentação de Jesus e a vocação dos primeiros apóstolos. Depois ele começa o relato sobre as curas, e os milagres realizados pelo Senhor. Ele segue o mesmo padrão dos outros sinóticos, mas como dito, de forma sucinta, resumida. No que se refere à última semana de Jesus neste mundo ele faz um relato mais detalhado sobre os acontecimentos. No Evangelho escrito por Marcos o Senhor Jesus é identificado como o Servo, Aquele que veio para servir e não para ser servido. “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” Mc 10.45. Segundo alguns estudiosos, Marcos foi o primeiro evangelho a ser escrito. Os outros dois evangelhos sinóticos (Mateus e Lucas) utilizaram o material produzido por Marcos sob inspiração divina, para confeccionarem os seus evangelhos. No final do seu Evangelho, Marcos fala sobre a grande comissão dada a Igreja (pregar o Evangelho), sendo esse Evangelho o único meio de salvação do pecador perdido. Marcos fala, logo após a grande comissão, dos sinais que seguiriam aqueles que cressem em Jesus, e depois nos revela que Jesus ascendeu aos céus e assentou-se a destra de Deus, e que o Senhor cooperava com a Igreja na pregação do Evangelho, realizando milagres. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - MATEUS (O CRISTO, O REI DE ISRAEL)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) MATEUS – O CRISTO, O REI DE ISRAEL Vimos que todos os livros do Antigo Testamento falaram sobre o Messias, direta ou indiretamente, através de profecias, instituições, tipos, figuras, etc. Entre o Antigo e Novo Testamento temos um período de quatrocentos anos quando Deus não falou através de profetas, conhecido como silêncio profético, ou período interbíblico. O Novo Testamento começa com o Evangelho de Mateus. Mateus fora um dos apóstolos e testemunha ocular de toda a vida ministerial de nosso Senhor Jesus Cristo. O seu livro, juntamente, com os evangelhos de Marcos e Lucas, são chamados de Evangelhos Sinóticos porque os relatos são similares. Os registros nesse Evangelho sobre o nascimento e infância de Jesus (anunciação do nascimento, nascimento, a fuga da família para o Egito para escapar da sanha assassina de Herodes o grande, e a sua volta para Nazaré onde seria criado), e da sua vida em Nazaré como carpinteiro, certamente Mateus o fez baseado em testemunhos de terceiros, pois só a partir da sua chamada para o apostolado é que ele passou a ser testemunha ocular dos fatos registrados em seu Evangelho. Esse Evangelho tem uma peculiaridade interessante que é apresentar Jesus aos judeus como o Rei de Israel, da casa real de Davi, o Rei Messiânico prometido no Antigo Testamento e para isso Mateus começa o seu Evangelho com uma genealogia de Jesus a partir de Abraão, tendo como ponto central o rei Davi e os seus descendentes até chegar a Cristo, filho de José, da casa de Davi. Quando Mateus pontua os fatos relevantes sobre a vida de Jesus sempre o faz dizendo: isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta fulano de tal. Na biografia de Jesus, Mateus registrou o batismo de Jesus por João Batista, a sua unção pelo Espirito Santo, o famoso Sermão do Monte, as Parábolas do Reino, os milagres realizados por Cristo, o Sermão Escatológico, e ele fez um registro pormenorizado da semana final de Jesus culminando com a sua morte ignominiosa na Cruz do Calvário, sua gloriosa ressurreição e a grande comissão dada a Igreja para que pregasse o Evangelho, batizasse os novos conversos e os discipulassem, terminando o relato com a promessa de Jesus de que estaria sempre com eles. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - MALAQUIAS (MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) MALAQUIAS – O MESSIAS PROMETIDO Malaquias é o último livro profético e o último do Antigo Testamento. Malaquias significa Mensageiro do Senhor. Ele profetizou após a restauração do culto e da reconstrução do templo e da cidade de Jerusalém. Naquela época o problema identificado pelo profeta Malaquias era o comodismo e a prática de uma religião formalista, desprovida de graça e poder. Tudo indica que na época de sua profecia nem Esdras nem Neemias estavam presentes na ocasião. O livro de Esdras termina com um acordo por escrito do povo com Deus comprometendo-se a cumprir todos os mandamentos da lei divina, e que não se misturariam com os povos da terra dando-lhes suas filhas e casando com as filhas deles, e a manutenção da obra do Senhor através dos dízimos e das ofertas. Na época de Malaquias esse acordo fora quebrado e o povo de Deus reteve os seus dízimos, levando os sacerdotes a relaxarem no serviço divino, misturaram-se através do casamento com os povos da terra, bem como o casamento estava sendo solapado com os divórcios. O livro de Malaquias começa assegurando o amor imutável do Senhor pelo seu povo, mas o enfoque principal dele é o juízo divino sobre o pecador, aqueles que não obedeciam à lei de Deus. Quanto a Cristologia, Malaquias enfoca o Messias como o ”grande rei” vindouro ofendido pelas ofertas maculadas oferecidas pelo seu povo, e que julgaria o enganador que se apresentava como honesto, mas na verdade era um avarento (Ml 1.14). Ainda nesse livro, o Messias vindouro era o “mensageiro da aliança” a quem desejavam, mas que viria com julgamento dos perversos que diziam ser o povo de Deus, principalmente dos líderes religiosos que serviam no templo (3.1). Essa profecia remete a primeira vinda do Senhor Jesus para purificar o templo, relato esse encontrado nos evangelhos. Ainda o livro aponta para o Messias vindouro como o Sol da Justiça que traria cura e grande alegria e, ao mesmo, tempo queimando com seu intenso calor os perversos e maus (Ml 4.1). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - ZACARIAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) ZACARIAS – O MESSIAS PROMETIDO Zacarias cujo nome significa “O SENHOR (Yah) lembra”, como dito no texto anterior sobre Ageu, profetizou no período pós-exílio quando da reconstrução do templo de Jerusalém. Ele era um sacerdote e foi o contemporâneo mais novo de Ageu naquela obra de reconstrução. Os dois objetivos do seu livro foram: 1) Animar o povo na reconstrução imediata do templo apesar da oposição dos samaritanos; 2) Revelar o futuro de Israel nos tempos messiânicos. O livro de Zacarias é chamado de o Apocalipse do Antigo Testamento. Assim como o Novo Testamento termina com o Apocalipse revelando uma visão dos fins dos tempos, Zacarias termina o Antigo Testamento com essa mesma visão. Quanto a Cristologia, esse livro é o mais cristológico dos livros Profetas Menores, equiparando-se em termos cristológicos aos livros de Salmos e Isaías. São doze as referências cristológicas do livro de Zacarias, contemplando o período da primeira e a segunda vinda do Messias: 1). Um homem montado num cavalo vermelho e o “Anjo do Senhor” tipificam a Cristo defendendo o seu povo (1.8,11); 2) O Messias mandado pelo SENHOR para habitar em Sião (2.8-11); 3) “Meu servo, o Renovo”, é o Messias vindo em humildade na sua primeira vinda (tronco) e com poder na sua segunda vinda (caroço) (3.8); 4) “Homem cujo nome é Renovo”, como Rei-Sacerdote (6.12,13); 5) “Seu rei” vindo em humildade (9.9,10); 6) O Senhor visita seu rebanho como pastor (10.3); 7) “Pastoreie o rebanho destinado à matança”. Ele quebra as varas da graça e da união. (11.4-14); 8) “Olharão para mim, aquele a quem transpassaram” (12.10); 9) “Fui ferido na casa de meus amigos” (13.6,7); 10) “Os seus pé estarão sobre o monte das Oliveiras (...) e o monte se dividirá ao meio” (14.3,4); 11) “O SENHOR (...) virá com todos os seus santos” (14.5); 12) “O SENHOR será rei de toda terra” (14.9). O livro também faz menção a uma grande batalha no final dos tempos quando o Senhor sair para a peleja confrontando todas as nações que têm oprimido o seu povo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - AGEU (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) AGEU – O MESSIAS PROMETIDO Ageu é o primeiro do grupo dos profetas chamados profetas pós-exílio, ou seja, que profetizam após o retorno dos israelitas do cativeiro babilônico. O cativeiro babilônico durou setenta anos conforme profetizado por Jeremias. Quando os judeus retornaram a primeira providência que tomaram foi a reconstrução do templo. Só que essa reconstrução, bem como da cidade de Jerusalém mais tarde, não foi feita sem oposição dos povos que habitavam a terra de Israel na época. É bom lembrar que quando da destruição do reino do Norte (Israel) pelos assírios em 722 a.C. foi feita uma baldeação de povos, ou seja, os israelitas foram tirados do seu território e enviados para outras terras e povos de outras terras foram removidos para Israel, dando origem aos famosos samaritanos. Foram os samaritanos que se opuseram a reconstrução do templo. A obra começada por Sesbazar que lançou os fundamentos do tempo e continuada por Zorobabel foi embarcada por Artaxerxes, rei persa, a pedido dos samaritanos. Aí entrou o trabalho profético de Ageu junto com Zacarias animando o povo a continuar a reconstrução mesmo diante do embargo, que mais tarde foi suspenso, e a obra concluída. “E os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estava em Judá e Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram” Ed 5.1. Quanto à Cristologia, o livro de Ageu contém duas referências cristológicas identificando o Messias como Sacerdote e Rei. A primeira referência (Ag 2.7-9) trata da glória do segundo templo ser maior do que a primeira, porque o próprio Senhor viria e habitaria no meio do seu santuário. Evidentemente que esse segundo templo é a Igreja que é o santuário do Deus vivo (1 Co 3.16; 6.19; 2 Co 6.19). A segunda referência cristológica (Ag 2.20-23) trata-se da escolha de Zorobabel, o reconstrutor do templo, como “um anel de selar” que simboliza a autoridade real do Messias no seu reino. O Novo Testamento aponta o Messias, Cristo, como Sacerdote e Rei, sendo esses, dois dos três ofícios de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - SOFONIAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) SOFONIAS – O MESSIAS PROMETIDO Sofonias, cujo nome significa Deus esconde, é o último profeta do grupo conforme se encontra no nosso Cânon, que profetizaram antes e durante o cativeiro babilônico (Isaias a Sofonias). Ageu, Zacarias e Malaquias profetizaram após o retorno dos judeus do cativeiro babilônico (profetas pós-exílio). Sofonias era da família real e profetizou em Jerusalém e em Judá durante o governo de Josias, o último dos reis reformadores. A sua profecia enfoca o grande e terrível dia do Senhor para punir o seu povo naquela época, bem como cinco nações estrangeiras (Filístia, Amom, Moabe, Etiópia e Assíria). Os estudiosos bíblicos dizem que o ministério de Sofonias foi um dos motivadores da ação purificadora promovida pelo jovem rei Josias, que lutou bravamente para que o povo de Deus deixasse os seus pecados e se voltasse para Deus, a fim de escapar do juízo divino. Apesar dos esforços de Josias, o povo de Deus que continuou pecando após a morte desse jovem rei, não escapou do juízo divino profetizado por Sofonias. O propósito básico da profecia de Sofonias era advertir Judá e Jerusalém quanto ao juízo iminente e ameaçador. O povo de Deus, caso não se arrependesse, seria punido por Deus com certeza, bem como as nações citadas. Essa profecia também teve o propósito de encorajar os fiéis com a mensagem de que Deus no futuro restauraria o seu povo e que uma vez restaurado esse povo irromperia em louvor e adoração ao Senhor. Quanto à Cristologia, o livro enfoca o Dia do Senhor como um evento escatológico, que seria deflagrado com a grande tribulação e o Segundo advento de Cristo, e o consequente juízo final. O Senhor Jesus, pelo menos em duas ocasiões, baseou-se em Sofonias (Mt 13.40-42; Mt 24.29) quando se referiu a sua segunda vinda e ao juízo vindouro. Quanto à restauração de Israel, ela está sendo feita através do programa geral da igreja, com intensificação e complementação no futuro conforme nos diz Paulo em Romanos (9-11) (judeus sendo salvos individualmente pelo Evangelho de Cristo). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 7 de junho de 2017

PREGAÇÃO PASTOR EUDES 04/06/17 - AS PARÁBOLAS DO REINO (O TESOURO ESCONDIDO)

Jesus no Getsêmani (Mc 14.37-42)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus no Getsêmani (Mc 14.37-42) Depois de ter uma conversa em particular com os seus discípulos (Jo 13 a 16) seguida da oração sacerdotal (Jo 17), de celebrar a Páscoa e instituir a Ceia Memorial, Jesus os levou para um horto florestal chamado Getsêmani (prensa de azeite) onde costumava ir com eles, para enfrentar uma batalha espiritual intensa. O texto acima nos diz que Jesus ao adentrar no Getsêmani pediu que os seus discípulos ficassem em um determinado lugar enquanto ele adentrava mais um pouco para orar ao Pai. Para esse momento íntimo com o Pai, Jesus levou consigo os seus discípulos mais achegados: Pedro, Tiago e João. A esses três apóstolos Jesus fez uma declaração impressionante: “A minha está profundamente triste até à morte” (Mc 14.34) e pede que eles vigiassem. Adentrando mais um pouco no jardim, pôs-se de joelhos e orou, dizendo: “Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14.36). Essa oração feita três vezes foi ouvida por Pedro, Tiago e João, visto que foi relatada pelos autores dos Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas). Depois de orar, Jesus encontra Pedro, Tiago e João dormindo e chama a atenção deles, dizendo: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espirito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” Mc 14.38. Nos intervalos entre os momentos de oração de Jesus, os discípulos citados foram vencidos pelo cansaço enquanto Jesus agonizava em oração, e Ele perguntou a Pedro por que não conseguia velar com Ele pelo menos uma hora. No episódio do Getsêmani, concluímos que ali se travou uma grande batalha entre a vontade humana de Jesus e a vontade de Deus. Jesus ali se rendeu incondicionalmente a vontade do Pai e levantou-se pronto da oração para enfrentar o drama do Calvário. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - HABACUQUE (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA HABACUQUE – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Habacuque, cujo nome significa em hebraico abraço, profetizou no reino de Judá um pouco antes e durante a crise final daquele reino que o levou a destruição e o consequente cativeiro babilônico (606 a 597 a.C.). A sua profecia começa com uma pergunta feita a Deus por que Ele estava demorando tanto em punir a rebelde Judá devido aos grosseiros pecados cometidos pelo povo de Deus da época. Deus em resposta diz que os puniria através da emergente potência militar dos caldeus (babilônicos). Essa resposta divina deixou o profeta atordoado e o levou a fazer outra pergunta ao Senhor que foi por que Ele iria usar, como instrumento de punição do seu povo, um povo mais ímpio do que ele. Em resposta Deus revela que, no devido tempo, puniria os babilônicos, o que de fato aconteceu através dos medos persas. No terceiro momento de sua profecia, Habacuque bendiz a Deus e revela o seu regozijo pelo fato de que Deus iria avivar o seu povo, e para isso fez uma belíssima oração e termina manifestando que cria na soberania de Deus em fazer tudo que revelara. “o justo por sua fé viverá”. Quanto a Cristologia não há referência explicita a ela, no entanto podemos perceber que a Deus pertence o justo juízo e Ele, no devido tempo, pune o pecador. O Senhor Jesus como o Deus Filho sempre participou dessa atividade de Juiz na história da redenção. Habacuque foi o único profeta do AT que enfatizou que a fé é o instrumento definido por Deus para justificar o pecador, que o declara justo aos olhos de Deus. A justificação pela fé em Cristo é um dos grandes dogmas redescoberto pela Reforma Protestante. O texto de Habacuque sobre o justo viverá da fé é mencionado por Paulo em duas de suas cartas (Rm 1.17 e Gl 3.11) e também pelo escritor aos Hebreus (10.37,38), e nos textos de Paulo a ênfase é a justificação do pecador perdido pela fé diante de Deus, graças aos méritos de nosso Senhor Jesus Cristo revelado na cruz do Calvário, ou seja, o pecador pela fé em Cristo foi declarado por Deus justificado. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 27 de maio de 2017

PREGAÇÃO PASTOR EUDES, 21/05/17 - A GRAÇA DE DEUS

CRISTO NA BÍBLIA - NAUM (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) NAUM – O MESSIAS PROMETIDO A profecia de Naum teve como alvo exclusivo a cidade de Nínive, capital da Assíria, a potência militar que controlava o mundo de então. O profeta Naum, cujo nome significa consolação, segundo estudiosos bíblicos, era natural de uma aldeia próxima de Cafarnaum na Galiléia (reino de Israel) e que tinha fugido para Judá (reino do Sul) escapando da destruição daquele reino pelos assírios em 722 a.C. Deus usara os assírios para punir o seu povo que vivia no reino do Norte (Israel) por causa básica do pecado de idolatria, já que aquele reino tinha optado por se afastar de Deus e adorar dois bezerros de ouro, um instalado em Dã e o outro em Berseba, isto desde a divisão do povo de Deus na época de Roboão. Como Deus sempre fez na história usando um povo para punir outros povos, agora chegara à vez dos babilônicos punirem os assírios por causa dos pecados daquele reino (feitiçaria, idolatria, violência, degradação moral, etc). O fato de Nínive ter sido usada por Deus num propósito específico Seu (punir o seu povo, o reino de Israel) não eximia os assírios da responsabilidade moral pelos atos cometidos durante a sua hegemonia no mundo de então. O livro de Naum tem três divisões, a saber: 1) A declaração do juízo divino de Nínive (capitulo 1); 2) A descrição do julgamento divino sobre Nínive (capitulo 2); O Merecido julgamento de Nínive (capitulo 3). Quanto a Cristologia, o livro de Naum não contém profecia direta relacionada ao Messias. No entanto, a proclamação das boas notícias de que Deus julgaria a cidade de Nínive e libertaria o seu povo (1.15), nos remete aos ensinamentos do Novo Testamento quando se nos diz que o Evangelho de Cristo são essas boas novas de libertação. “Eis sobre os montes os pés do traz boas novas, do que anuncia a paz...” Na 1.15 (confira com Rm 10.15). Um dos objetivos do livro de Naum era consolar o povo de Deus com relação à libertação dos seus inimigos - os assírios, bem como enfatizar os benefícios dessa libertação. “O Deus prefigurado por Naum não é diferente do Cristo do Novo Testamento”. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - MIQUÉIAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) MIQUÉIAS – O MESSIAS PROMETIDO Miquéias cujo nome significa “Quem é igual a Yavé?”, era natural da zona rural de Judá e profetizou na época dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, portanto antes da destruição do reino de Israel pelos assírios que aconteceu em 722 a.C. Foi o único profeta que profetizou simultaneamente nos dois reinos (Judá e Israel). A sua profecia enfatizou mais o povo do interior enquanto a de Isaías, de quem foi contemporâneo, contemplou mais a capital do reino de Judá (Jerusalém). O objetivo de seu livro era enfatizar o peso da próxima ira divina sobre a nação em virtude dos seus pecados de violência e injustiça social enquanto fingiam ser religiosos. Outro objetivo foi enfatizar a futura vinda do Messias que surgiria de origem humilde para governar com justiça e verdade. No tratamento do pecado do povo de Deus, Miquéias enfatizou a classe mais favorecida condenando a opressão ao fraco, o suborno entre os líderes, o ato de expulsar mulheres de seus lares sem motivo bíblico para tal e, especialmente, o roubo em nome da religião. A sua mensagem contra o reino de Israel enfatizou a total depravação daquele reino mergulhado como estava na idolatria e no consequente abandono da verdadeira religião, cuidando de seus próprios interesses e desprezando os de Deus. Quanto à Cristologia, Miquéias enfatizou duas coisas: 1) o reino do Messias e sua vinda (4.1-7); 2) O reino messiânico que não começaria ostentando grandeza, pois o próprio Messias nasceria numa pequena aldeia de Judá - Belém (5.2). Quando Herodes, o Grande, assustado com a pergunta dos três reis magos que vieram do Oriente em busca do recém-nascido rei dos judeus, interrogou os líderes religiosos de Israel, eles citaram a profecia de Miquéias em 5.2, que Mateus parafraseou assim: “E eles lhe disseram: Em Belém da Judéia, porque assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá, porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel” (Mt 2.5,6). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - JONAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA JONAS – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Jonas profetizou no Reino do Norte (Israel), na época de Jeroboão II, aproximadamente entre 785-760 a.C. Jonas fora convocado por Deus para entregar uma duríssima mensagem contra Nínive, a capital da Assíria, a potência militar emergente da época. O livro autobiográfico nos revela que Jonas, no lugar de obedecer a Deus, fugiu para Társis num barco. Deus, que não desiste de seus propósitos, enviou uma tempestade ao mar Mediterrâneo e os oficiais daquele navio foram obrigados a descartar Jonas dele, atendendo a uma própria solicitação sua, como o único meio de salvar o navio e sua tripulação do naufrágio. O texto sagrado nos diz que quando Jonas foi lançado ao mar, Deus graciosamente, deparou um grande peixe que o engoliu. No ventre do peixe Jonas, onde passou três dias, clamou a Deus arrependido e o Senhor, graciosamente, ordenou ao peixe e ele vomitou Jonas numa praia do Mediterrâneo. Novamente a palavra do Senhor veio a ele, e Jonas obediente vai a grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem de Deus. Os ninivitas se arrependeram de seus pecados e são poupados da destruição. O resultado não esperado de sua pregação (a conversão de todos os habitantes de Nínive) desagradou muito ao profeta que pediu a morte, frustrado porque a sua palavra profética não tinha se cumprido, devido Deus usar de misericórdia para com os ninivitas que se converteram. Graciosamente Deus tratou com o profeta usando um exemplo de uma planta que nasceu do dia pra noite e do dia pra noite morreu. O livro termina abruptamente com a revelação da soberania e da misericórdia de Deus. Quanto a Cristologia, o próprio Senhor Jesus cita Jonas como sinal, tipo seu, no que se refere aos três dias e três noites que Jonas passou no ventre do grande peixe e que Ele, o Senhor passaria três dias e três noites no seio da terra (sepultura). “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” Mt 12.40. Como Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens, mesmo Ele não sendo apresentado nesse livro, podemos concluir que aquela ação misericordiosa dispensada por Deus aos ninivitas fora através do Senhor Jesus Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - OBADIAS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA OBADIAS – O MESSIAS PROMETIDO Obadias, cujo nome significa servo do Senhor (o mesmo que Onésimo do Novo Testamento), profetizou em Jerusalém. Essa profecia tem como objeto único e exclusivo o reino de Edom. Edom é o mesmo que Esaú irmão de Jacó. Já é do nosso conhecimento a história de Esaú e Jacó, irmãos gêmeos e filhos de Isaque e Rebeca. Sabemos que Esaú nascera primeiro e por direito a primogenitura era sua. Sabemos ainda que por um prato de lentilhas vendera a sua primogenitura a Jacó. Sabemos também que Jacó tomara enganosamente para si a bênção do patriarca Isaque que pertencia a Esaú. Temendo ser morto por seu irmão, Jacó fugiu para Harã e lá se casa com as duas filhas de Labão, Lia e Raquel. Depois de bastante tempo os irmãos se encontram e se reconciliam pela graça de Deus. Só que essa reconciliação e o perdão dispensado por Esaú não fora digerido pelos seus descendentes, que tinham se organizado em nação numa terra fronteiriça a Israel. Quando Israel estava na sua fase final da caminhada para conquistar Canaã os edomitas proibiram que eles passassem pela estrada real obrigando Israel a fazer um desvio. Deus proibira que Israel guerreasse contra Edom. Ao longo da história desses dois reinos, os edomitas foram inimigos ferrenhos do povo de Deus, sempre aproveitando as oportunidades para pilhar o território israelita, e foi esse um dos contextos da profecia de Obadias. O livro de Obadias se detém somente no juízo divino sobre Edom. É o menor dos livros proféticos. Quanto a Cristologia não há nenhum texto que trate do assunto a não ser a inferência de que Deus como Juiz julgaria os edomitas varrendo-os da face da terra. Sabemos pelo Novo Testamento que ao Filho de Deus, Jesus Cristo, fora entregue pelo Pai todo o juízo (Jo 5.22). Jesus é o grande Juiz do universo. O juízo sobre Edom como nação no passado foi um juízo em que o Filho de Deus desempenhou o seu papel, o que ocorrerá no futuro juízo escatológico quando os edomitas serão julgados, cada um, pelo Supremo Juiz. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - AMÓS (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA AMÓS – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Amós era um homem do interior, trabalhava como fazendeiro no Reino de Judá (o outro reino era o Reino de Israel), pois o povo de Deus na época estava dividido. Deus chamara Amós para pregar em Israel, principalmente em Betel onde estava o santuário do rei (Jeroboão II). Hoje nós o chamaríamos de um missionário transcultural, ou seja, vivia num país e fora chamado para pregar no outro. “Então, Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra em cativeiro. Depois, Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas, em Betel, daqui por diante, não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e a casa do reino” Am 7.10-13. A ênfase profética maior de Amós era a questão da justiça social, pois a injustiça era a marca maior desse Reino na época de Jeroboão II (os ricos oprimiam os pobres, os juízes davam sentenças favoráveis aos poderosos, e assim por diante). Quanto à questão Cristológica, Amós menciona que o Dia do Senhor (o Justo Juiz), na sua fase não escatológica, se aproximava e alcançaria o Reino de Israel com o consequente cativeiro assírio. Seria o dia do juízo para aquele povo rebelde e reincidente. Amós também cita uma profecia sobre a restauração da tenda de Davi que estava caída, e que Tiago, o irmão do Senhor, a interpreta no Concílio de Jerusalém como sendo messiânica, com implicação na vida da Igreja de Cristo: “... Naquele dia, tornarei a levantar a tenda de Davi, que caiu, e taparei as suas aberturas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e a edificarei como nos dias da antiguidade” Am 9.11 (confira com At 15.11-18). Quanto à questão social, é importante dizer que Jesus foi o paladino dessa causa quando a enfatizou em seus ensinamentos no Sermão do Monte, bem como em algumas de suas parábolas como, por exemplo, a Parábola do Bom Samaritano. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - JOEL – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA JOEL – O MESSIAS PROMETIDO Tudo indica que o profeta Joel, cujo nome significa o Senhor é Deus, profetizou no reino de Judá na época em que Joás, herdeiro do trono, era uma criança e o reino estava sob a orientação política e espiritual de Joiada, sacerdote, entre os anos de 835 e 830 a.C. Nessa época o reino de Judá estava sendo devastado por uma praga de gafanhotos como consequência do juízo divino, sendo esse o contexto histórico da profecia. Em sua profecia, esse profeta sacerdote ameaça Judá com juízos mais pesados e conclama a liderança e o povo de Deus ao arrependimento. Ainda em sua profecia Joel fala sobre o futuro derramamento do Espirito Santo sobre o povo de Deus antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor, o que aconteceu em parte no Dia de Pentecostes, conforme registro de Atos, capitulo 2. Joel ainda fala sobre acontecimentos que antecederão a segunda vinda do Senhor para julgar o mundo (prodígios em cima no céu, prodígios embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumo, o sol se converterá em trevas, e a lua em sangue) e dar um final feliz ao seu povo. Quanto a Cristologia, Joel fala sobre o derramar do Espirito Santo que, explicado pelo Novo Testamento, seria uma consequência da realização da obra redentora e da entronização de Cristo nos Céus, conforme Atos 2.33: “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a professa do Espirito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis”. Joel ainda fala sobre o grande e glorioso dia do Senhor que, ainda explicado no Novo Testamento, trata-se da segunda vinda de Cristo em glória e do seu desdobramento. O profeta fala também sobre o livramento do povo de Deus naqueles dias apocalípticos dando-lhe um final feliz, depois de punidos os seus adversários numa batalha chamada de Batalha no Vale de Josafá e Vale da Decisão. Para alguns evangélicos o final feliz do povo de Deus conforme deduzido da profecia de Joel refere-se ao Israel etnia restaurado, e a outros a última geração da Igreja, que é composta de judeus e gentios, sendo esta última a posição reformada. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Pedro é Avisado (Mc 14.27-31)

Reflexões no Evangelho de Marcos Pedro é Avisado (Mc 14.27-31) Os dias da vida de Jesus estavam terminando aqui neste mundo. A prisão, julgamento e morte do Senhor estavam se aproximando. O texto em apreço trata de uma declaração de Jesus de que naquela mesma noite (quinta-feira da semana santa) os seus discípulos o abandonariam como cumprimento profético de que o pastor sendo ferido as suas ovelhas se dispersariam (Zc 13.7). Em seguida, Jesus falou de sua futura ressurreição três dias após a sua morte e o encontro dele com os seus discípulos depois de ressuscitado na Galiléia. A primeira declaração de Jesus de que os seus discípulos o abandonariam levou Pedro a fazer uma declaração arrojada, no entanto, temerária: “E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém eu”. A declaração de Pedro levou Jesus a fazer uma revelação acerca daquele apóstolo: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás”. Pedro, num arrobo irrefletido disse que se necessário fosse daria a sua vida acompanhando o seu mestre até na morte. “Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei”. Os outros apóstolos fizeram coro com Pedro dizendo a mesma coisa. Ninguém pode negar que Pedro e os seus colegas de ministério estavam imbuídos da melhor das boas intenções – acompanhar o mestre até as últimas consequências. No entanto, é bom lembrar que mesmos bem intencionados, não quer dizer que cumpririam a sua palavra. Isto nos leva a perceber quão frágeis nós somos e também quão dependentes de Deus somos nós. Deste texto fica a grande lição da nossa fragilidade e da nossa total dependência de Deus. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Última Páscoa; A Santa Ceia (Mc 14.12-26)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Última Páscoa; A Santa Ceia (Mc 14.12-26) A festividade da Páscoa era parte integrante da festa dos Pães Asmos que durava sete dias. No primeiro dia dos Pães Asmos era celebrada a Páscoa. Como judeus genuínos, os discípulos perguntaram a Jesus aonde ele queria que fosse celebrada a Páscoa, e Jesus mandou que dois deles fossem a Jerusalém e lhes deu um sinal que era um homem carregando um cântaro com água, e que o seguissem e perguntassem ao senhor daquele homem e proprietário onde estaria o local onde celebrariam a Páscoa, e esse lhes apontou um cenáculo mobiliado, e ali os discípulos fizeram os preparativos. Quando todos estavam à mesa, Jesus lhes fez uma terrível revelação de que um deles haveria de traí-lo. Eles perplexos perguntaram qual deles era o traidor e Jesus confidencia a João, que era Judas Iscariotes, que após tomar o pão ensopado dado por Jesus, saiu para cumprir a sua funesta missão. Depois que Judas saiu Jesus instituiu a Santa Ceia. Na instituição da Ceia, o Senhor aproveitou dois ingredientes presentes na celebração da Páscoa naquela época, pão e vinho. “E, comendo eles, tomou Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu, e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado” Mc 14.22-24. Na Santa Ceia, o pão representa o corpo de Cristo pregado na cruz e o vinho representa o seu precioso sangue derramado para a nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. Finalizando a Ceia, o Senhor lhes fez uma revelação de que uma nova celebração com ele aconteceria quando da implantação do seu reino escatológico. Depois, cantaram um hino e foram para o Monte das Oliveiras. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Preço da Traição (Mc 14.10,11)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Preço da Traição (Mc 14.10,11) Enquanto o Senhor Jesus tinha a conversa íntima com os seus discípulos relatada nos capítulos 13 a 16 de João, o seu discípulo Judas Iscariotes tramava a sua entrega as autoridades judaicas. “E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. E eles, ouvindo-o, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna” Mc 14.10,11. Uma questão que sempre me intrigou foi qual a motivação que levou Judas a entregar Jesus às autoridades israelitas, depois da convivência com Ele durante três anos, compartilhando com os outros apóstolos de quase todos os episódios que o Filho de Deus foi protagonista. Será que foi a decepção que ele teve por tomar conhecimento de que Jesus não usou o seu poder para reivindicar o reinado sobre o povo de Israel? Será que foi porque não reivindicou o reinado messiânico ou não se opôs ferreamente ao domínio romano? Segundo o que se extrai do programa redentor, Judas já tinha sido designado por Deus para ser um dos instrumentos que levariam Jesus a cruz. Ele é identificado por Jesus como o filho da perdição e um cumprimento profético das Escrituras (Jo 17.12; Sl 41.9). Em Atos 4.27, na interpretação da profecia de Davi no Salmo 2.1-3, não se explica nominalmente que Judas tenha sido um dos instrumentos usados por Deus para a condenação de Jesus. Lá encontramos Herodes, Pôncio Pilatos, os gentios e os povos de Israel. Judas, por ser judeu, encontra-se no último grupo de opositores de Jesus (os povos de Israel = sacerdotes, escribas, fariseus, herodianos, Judas). O preço da traição foi trinta moedas de prata, conforme a profecia de Zacarias 11.12,13. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9) Na sua última semana, chamada de semana santa, o Senhor Jesus transitava entre Jerusalém e Betânia onde pernoitava. Num desses pernoites Jesus e os seus discípulos foram convidados para um jantar na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso. Certamente que ele era um ex-leproso, curado por Jesus, e que aquele jantar era uma manifestação de gratidão sua para com o Senhor Jesus que o libertara daquela terrível doença. Em dado momento do jantar veio uma mulher (Maria irmã de Marta e Lázaro) que trazia um vaso de alabastro com um perfume preciosíssimo, estimado no valor de quase um ano de trabalho de um trabalhador comum da época em Israel. Quebrando o gargalho do frasco, a mulher derramou o perfume sobre a cabeça do Senhor Jesus, ato esse que, segundo Jesus, fora um ato profético, pois o ungira antecipadamente para a sepultura (perfumar os cadáveres para o sepultamento era um costume dos judeus da época). Aquele ato de adoração foi censurado por alguns dos discípulos do Senhor por acharem aquilo um desperdício, pois o dinheiro correspondente ao perfume poderia ser dado aos pobres. Jesus censura a atitude dos discípulos explicando que ela fizera uma boa ação e que os pobres eles o teriam sempre consigo, e quando quisessem poderiam fazer-lhes bem, mas quanto a Ele breve o perderiam. Depois Jesus disse que o que aquela mulher fizera, a sua parte no programa redentor, que era o que ela podia fazer naquele momento solene de adoração e gratidão ao Senhor, seria lembrado todas as vezes que o evangelho em sua descrição geral fosse anunciado no mundo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Consulta dos Sacerdotes (Mc 14.1,2)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Consulta dos Sacerdotes (Mc 14.1,2) Estamos na última semana de Jesus neste mundo antes de sua crucificação, precisamente conforme o texto de Marcos numa quarta-feira. O drama do Calvário está se aproximando. Um complô diabólico estava se formando contra Jesus. O texto em apreço diz que os principais sacerdotes e os escribas estavam reunidos entabulando planos de como prenderiam a Jesus e o matariam. Nessa conversa eles chegaram à conclusão de que a prisão de Jesus deveria ser num lugar privado, onde não houvesse aglomeração de pessoas, pois isso, com certeza, acarretaria um alvoroço entre o povo, dada a popularidade do Senhor. Os sacerdotes eram aqueles da casa de Arão, que foram constituídos por Deus para representar o povo diante dEle, oferecendo sacrifícios e intercedendo por eles. Foram esses homens os autores intelectuais da morte de Jesus. Tiveram eles o apoio maciço dos escribas outro segmento importante na sociedade israelita, pois eram os homens que tinha a responsabilidade de copiar as Escrituras, e consequentemente tinham familiaridade com elas e as interpretavam para ajudar o povo a compreendê-la. Esses homens enciumados pela popularidade de Jesus, e muitas vezes confrontados por Ele por causa de suas hipocrisias, não O perdoaram e, por isso, usaram de sua influência para fazer o mal, ao invés de usá-la para fazer o bem. A religião professada por aqueles homens estava longe de ser aquela ensinada pelos profetas. Ela se tornara um lucrativo negócio. Deus já não era o centro do culto e sim eles mesmos e o seu sistema religioso. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37) Depois de profetizar sobre a sua segunda vinda, o Senhor Jesus informou aos seus discípulos que o dia e a hora desse grandioso acontecimento não foi revelado a ninguém, pois é um assunto privativo aos desígnios de Deus. Em seguida, Jesus os adverte sobre a questão da vigilância acompanhada de oração porque o evento acontecerá sem aviso prévio. Para fortalecer a questão, ele conta uma pequena parábola sobre um homem que saíra da sua terra e deixara a sua casa sob a autoridade de seus servos, mandando ao porteiro que vigiasse porque não fora dito que dia e hora retornaria, e faz referência às quatro vigílias que os judeus dividiam a noite: tarde (18h às 21h), meia-noite (21h às 24h), cantar do galo (24 às 03h) e manhã (03h as 06h). Nessa advertência o Senhor fala sobre uma vinda repentina e sobre a necessidade de vigiar. “E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai” Mc 13.37. A segunda vinda de Cristo é um assunto fartamente documentado em toda a escritura do Novo Testamento (a exceção fica por conta dos livros de Filemom, 2 e 3 João). À Igreja cabe esperar com paciência esse grande acontecimento, que será o marco maior de todo o programa redentor, a sua consumação. O Senhor Jesus ordenou que a sua Igreja vigiasse, que estivesse atenta, trabalhando, servindo e esperando esse acontecimento. Alguém já disse que devíamos programar as ações da Igreja como se Jesus não viesse em nossa geração e viver como se ele estivesse às portas. A prudência manda que esperemos de forma vigilante a Segunda Vinda de Jesus. Maranata. O Senhor vem! Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 19 de abril de 2017

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 14/04/17

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 02/04/17

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 19/03/17

O Sermão Profético – A Vinda do Filho do homem

O Sermão Profético – A Vinda do Filho do homem (Mc 13.24-31) Depois de descrever o período tribulacional, o Senhor Jesus revelou que no seu final haverá perturbações no cosmo (o sol se escurecerá, a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão dos céus e as potências dos céus serão abaladas) e a consequente vinda do Senhor Jesus em glória. “E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória”, seguindo-se o arrebatamento da Igreja descrito no texto como uma ordem dada por Deus aos anjos para que ajuntem os crentes em todos os quadrantes da terra. Depois, o Senhor proferiu uma parábola falando que quando uma figueira apresentava ramos novos e brotavam folhas era sinal de que o verão se aproximava. “Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto o verão”. Em seguida o Senhor Jesus revelou que a geração em que essas coisas acontecessem seria a última geração da história da humanidade como a conhecemos. Terminando, o Senhor falou sobre a infalibilidade da Palavra de Deus. “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”. Quanto à segunda vinda do Senhor, é bom lembrar que a mesma será pessoal, física, visível e gloriosa. Em relação ao arrebatamento da Igreja lembramos que os crentes falecidos serão ressuscitados e os crentes vivos serão transformados e ambos, num só grupo, a igreja completa, será impulsionada pelo Espírito Santo para se encontrar com o Senhor Jesus nos ares, e assim, disse Paulo, estaremos para sempre com o Senhor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético (Continuação) (Mc 13.14-23)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético (Continuação) (Mc 13.14-23) Nessa parte do seu sermão profético, o Senhor Jesus continua tratando sobre a questão da destruição de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 da era cristã. Ele começa falando sobre a abominação da assolação, ou seja, a profanação do templo quando as insígnias romanas (a águia) seriam instaladas dentro do santuário israelita. Falou também sobre o perigo que sofreriam aqueles que estavam na cidade e proferiu um lamento sobre aquelas que estavam grávidas e das mães com filhos menores, e exortou para que se orasse para que a fuga deles de Jerusalém não acontecesse no inverno, pois isso dificultaria enormemente essa ação. Em seguida Jesus, falou sobre a grande aflição que iria se abater sobre os judeus naquele período, e sobre o mundo no período que antecederia a sua segunda vinda. “porque, naqueles dias, haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias” Mc 13.19,20. Falou ainda Jesus sobre o surgimento de falsos salvadores (falsos cristos) que surgiriam nesse período e falso alarme que seria dado naquele período sobre a vinda do Messias, esperado ainda por Israel. É bom esclarecer que para um segmento evangélico esse texto (Mc 13.14-23) refere-se ao período tribulacional escatológico e não aos dias de aflição quando do cerco e destruição da cidade de Jerusalém nos final da década de 60 e no inicio do ano 70 da era cristã. Terminando essa parte, Jesus os adverte que de antemão tinha avisado a todos o que aconteceria no futuro. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético – O Princípio de Dores (Mc 13.1-13)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético – O Princípio de Dores (Mc 13.1-13) Ao saírem do templo de Jerusalém, os discípulos do Senhor, admirados, fizeram menção a grandiosa obra arquitetônica construída por Zorobabel (livro de Esdras) e embelezada por Herodes, o Grande. Jesus aproveitou o ensejo para profetizar a destruição do templo, cuja profecia se cumpriu quarenta e dois anos depois, no ano 70 da era cristã, quando os romanos sob o comando do general Tito investiram contra a cidade de Jerusalém e a conquistaram. No monte das Oliveiras, os discípulos Pedro, Tiago, João e André perguntaram a Jesus quando essas coisas aconteceriam e quais os sinais que precederiam aquela catástrofe. Respondendo a pergunta dos quatro discípulos Jesus deu-lhes alguns sinais que antecederiam a destruição do templo: 1) Alertou que tivessem cuidado com os falsos messias que iriam surgir e enganariam a muitos; 2) Informou que eles ouviriam ruídos de guerras e rumores de guerras; 3) Informou ainda que o mundo da época seria envolvido em guerras (nação contra nação e reino contra reino); 4) Falou também sobre terremotos e fomes em diversos lugares em proporções acima do normal; 5) Falou também sobre a intensa perseguição que a Igreja enfrentaria nesse período (entregariam os discípulos aos concílios e as sinagogas, seriam açoitados; membros das famílias iriam denunciar seus parentes crentes, e um ódio intenso contra a Igreja iria se estabelecer); 6) Informou ainda que mesmo sofrendo perseguições o evangelho seria pregado no mundo gentílico. Jesus ainda disse que no momento de perseguição eles não deveriam se preocupar, pois teriam uma assistência especial do Espirito Santo, e falou sobre a necessidade da perseverança na fé. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Oferta da Viúva Pobre (Mc 12.41-44)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Oferta da Viúva Pobre (Mc 12.41-44) Numa de suas idas ao templo em Jerusalém, o Senhor Jesus assentou-se defronte do gasofilácio e observou os contribuintes depositando as suas ofertas. Aquela observação ensejou a Jesus dizer aos seus discípulos o que vira e a lição decorrente dela. Ele disse que muitos ricos depositavam grandes valores na arca do tesouro e disse também que uma viúva depositara duas moedas de pequeníssimo valor. Aí o Senhor revelou como Deus vê essa questão. O Senhor disse aos seus discípulos que a viúva dera mais do que os ricos deram. Evidentemente que Jesus estava apontando para a questão de coração na entrega do ofertório e que Deus não se impressionava com quantidade e sim com a liberalidade de um coração agradecido. É importante que compreendamos que o gasofilácio interessa a Deus. Observe que intencionalmente Jesus se postara defronte da arca do tesouro, o lugar onde os israelitas depositavam as suas contribuições. Essa atitude do Senhor Jesus nos direciona a levar a sério essa questão que muitos desprezam por pura avareza. Aquelas pessoas que entregam as suas contribuições para a manutenção da obra do Senhor com reservas, do que sobra, sem ser de coração já devem ter consciência de que Deus não se impressiona com quantidade e sim com a intenção do coração, com a obediência aos seus mandamentos. É bom lembrar ainda que tudo pertence a Deus, inclusive as nossas finanças. Somos mordomos com a responsabilidade de administrar aquilo que pertence a Deus. Assim sendo, não retenhamos aquilo que é de Deus (os dízimos e as ofertas), pois isto é para a manutenção do seu trabalho, e ao contribuir, façamos isto como uma manifestação de amor e gratidão ao Senhor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Jesus Censura os Escribas (Mc 12.38-40)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus Censura os Escribas (Mc 12.38-40) Depois de perguntar aos religiosos que estavam no templo sobre a questão da filiação do Messias, Jesus dirige-se ao grupo dos escribas e o censura fortemente pelo fato deles gostarem de andar com vestes diferenciadas, de serem saudados nas praças e de ocuparem as primeiras cadeiras nas sinagogas, mas que por trás daquela aparência de piedade estavam pessoas orgulhosas, soberbas e pervertidas, pois devoravam as casas das viúvas usando como pretexto visitas onde oravam longamente. O Senhor os fulmina dizendo que eles receberiam maior condenação no juízo vindouro, pois conheciam profundamente a lei divina e não a praticavam. Todos já temos conhecimento de que na sociedade israelita da época em que Jesus viveu, havia diversos grupos religiosos (saduceus, fariseus, escribas, herodianos, essênios, sicários, etc), dentre eles os homens responsáveis pela cópia dos textos sagradas, os escribas. Também eles serviam como intérpretes da Lei quando havia uma dúvida a ser dirimida. Eles eram consultados para esclarecer questões teológicas no meio do povo de Deus e também para transcrever, como dito, os textos sagrados para uso nas sinagogas e em outros segmentos. Quando o rei Herodes soube que havia nascido um rei em Israel, o Messias, ele consultou os escribas sobre o local do seu nascimento, que se encontrava profetizado por Miquéias (Mt 2.3-6). Os escribas por serem conhecedores da lei divina e dos escritos sagrados e pelo fato de serem copistas, comentadores, leitores, etc, foram responsabilizados pelo Senhor Jesus Cristo e ameaçados de juízo maior pelo fato de serem hipócritas, ensinando e não praticando aquilo que ensinavam. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Cristo, Filho de Davi (Mc 12.35-37)

Reflexões no Evangelho de Marcos Cristo, Filho de Davi (Mc 12.35-37) Nesse texto encontramos o Senhor Jesus inquirindo os líderes religiosos de Israel sobre uma questão messiânica. O Senhor fez uma referência aos ensinamentos dos escribas sobre a filiação do Messias que diziam corretamente que o Messias era filho de Davi, ou seja, um dos seus descendentes. Só que Jesus lhes faz a seguinte pergunta: Como Davi O chama de Senhor num dos seus salmos, se ele é seu filho? “O Senhor disse ao meu Senhor: Assenta-te a minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés”. É bom esclarecer o assunto, pois a princípio pode-se entender que o Messias surgiria no cenário da época sem descender de ninguém. No programa redentor estava previsto que o Messias seria um dos descendentes de Davi no plano humano, para se cumprir uma promessa feita a Davi. Mesmo numa época muito remota já fora profetizado por Jacó que da tribo de Judá nasceria o Rei sacerdote, o Messias. Acontece que o Messias prometido não seria um mero homem nascido da casa real de Davi, mas também, principalmente, o próprio Filho de Deus que, encarnaria e viria realizar a obra redentora na cruz do Calvário. Como Deus, Jesus era o Senhor de Davi, mas como homem era um dos seus descendentes. Interpretando o texto citado por Jesus (Salmo 110.1) entendemos que o SENHOR (JAVÉ) que disse ao Senhor (ADONAI), era Deus Pai falando para o Deus Filho: Assenta-te a minha mão direita até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. Poderíamos correlacionar esse texto com Romanos 14.11, quando por determinação do Pai todo o joelho se dobrará diante de Jesus e toda a língua confessará a Deus. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

OSÉIAS – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) OSÉIAS – O MESSIAS PROMETIDO Oséias é o primeiro livro dos chamados profetas menores. Os cinco primeiros livros proféticos são chamados profetas maiores (Isaías a Daniel). As designações profetas maiores e profetas menores tem haver com o tamanho dos livros e não com a importância desses profetas. Oséias profetizou no reino de Israel em aproximadamente 715 a.C. Naquela época o povo de Israel já tinha se rendido a idolatria. O profeta Oséias foi ordenado por Deus a se casar com uma mulher de vida fácil, dar-lhe um nome, e o aconchego de um lar. Gomer, a mulher de Oséias, depois de um período de convivência com o seu marido, abandonou-o e voltou à vida de prostituição. Deus ordenou novamente a Oséias a procurar Gomer convidando-a ao convívio do lar, perdoando a sua infidelidade e restaurando os laços matrimoniais. A lição especial desse livro, baseada na vida conjugal dramática de Oséias, era revelar que Deus e Israel tinham um relacionamento conjugal um com o outro. Deus era o marido de Israel e Israel era a esposa de Javé. O abandono de Israel ao seu marido era um adultério espiritual, uma infidelidade de uma esposa para com o seu marido. Quanto a Cristologia, na linguagem do Novo Testamento, a Igreja é considerada a noiva de Cristo e Cristo o noivo da Igreja. Ela está comprometida com Ele. Paulo escrevendo aos efésios faz uma correlação da relação conjugal entre marido e mulher com Cristo e a Igreja (Ef 5.22-32). Quando da segunda vinda de Cristo ocorrerá nos Céus uma festa de casamento entre Cristo e a Igreja. “E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” Ap 19.9. Ainda em Apocalipse a esposa do Cordeiro é apresentada em todo o seu fulgor, depois da festa de casamento. E veio um dos sete anjos... e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente” Ap 21.9-11. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

DANIEL – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) DANIEL – O MESSIAS PROMETIDO Daniel, juntamente com Hananias, Misael e Azarias, foi levado cativo para a Babilônia na primeira leva de cativos. Lá, Deus o abençoou maravilhosamente, sobrevivendo a quatro reis (Nabucodonosor, Belsazar Ciro e Dario) sempre ocupando posição de liderança nos reinos dos caldeus e dos medos-persas. Quanto ao livro que escreveu, o mesmo se divide numa parte histórica (1-6) e noutra profética (7-12). Na parte histórica encontramos a corajosa decisão que aqueles jovens tomaram de não se contaminarem com os manjares da corte babilônica. Deus os honrou por essa decisão e os abençoou, inclusive dando a Daniel o dom de interpretação de sonhos. Daniel elucidou um sonho que Nabucodonosor tivera e foi galgado a chefe dos magos de Babilônia. O livro fala ainda sobre o episódio da fornalha de fogo ardente, e de Daniel na cova dos leões. Quanto à sua parte profética o livro faz menção ao império grego dividido e a luta entre os ptolomeus (Egito) e selêucidas (Síria). Fala ainda sobre setenta semanas de anos que viriam sobre Israel, profecia essa que se cumpriu na história, a partir da ordem para a reconstrução de Jerusalém 457 a.C. até o ano 34 d.C (?). No que se refere à Cristologia, o livro fala sobre uma pedra que fora tirada de uma montanha sem auxilio de mãos, que velozmente bate nos pés da estátua do primeiro sonho de Nabucodonosor e a destrói, e em seu lugar essa pedra torna-se um reino que durará para sempre e jamais será destruído (Dn 2.44). O capitulo sete do livro nos revela sobre a vinda do Filho do Homem em glória, que subjugará os reinos do mundo e implantará o seu reino eterno (Dn 7.13,14). Nas Setenta Semanas, o Messias é revelado como o príncipe que seria tirado (morto) como marco maior dessa profecia. No final do livro, o juízo final é apresentado, onde todos ressuscitarão e serão julgados por Deus, e recompensados com a vida eterna ou com a condenação eterna, sendo esse Juiz, o Senhor Jesus conforme revelado nos evangelhos e nas cartas apostólicas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

EZEQUIEL – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) EZEQUIEL – O MESSIAS PROMETIDO Ezequiel profetizou no meio dos cativos em Babilônia. Esse profeta sacerdote fora levado para aquela cidade na segunda leva de cativos. Lá ele ministrou durante o tempo determinado por Deus em Sua providência. O livro de Ezequiel como o de Jeremias tem poucas referências cristológicas, no entanto, existem diversas referências indiretas sobre o Messias vindouro como Pastor, Rei e Sacerdote. A ênfase no Messias como o “Bom Pastor” é mencionado em Ez 34.11-16. No versículo 11 o Senhor declara: “Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.” Os textos seguintes explicam sua obra como “Bom Pastor”, cuidando, libertando, reunindo, alimentando, fazendo repousar, procurando a ovelha perdida, curando e fortalecendo a enferma. Sem dúvida podemos correlacionar esse texto com o texto em que Jesus se referiu a Si mesmo como o Bom Pastor em Jo 10.11,14: “Eu sou o bom pastor”. Como Rei, há menções ao reinado messiânico em 21.27 e 37.22, após a predição de que os israelitas seriam congregados de todas as nações, o Senhor diz: “Farei deles uma só nação..., e um só rei será rei de todos eles” (37.22). Tal informação é claramente messiânica e está relacionada com Is 9.7 e Lc 1.32. A afirmação de 37.24: “O meu servo Davi reinará sobre eles” pode, evidentemente, ser uma designação do Messias como o “Filho de Davi”. Na verdade Jesus reina hoje sobre a Igreja e sobre o universo e no futuro reinará plenamente sobre tudo e todos. O sacerdócio do Messias não está mencionado nesse livro, mas acha-se subtendido pelo fato de o templo ter sido detalhadamente descrito sem um sumo sacerdote. Segundo Hebreus, Jesus é o sumo sacerdote da nossa confissão. Ele como sumo sacerdote intercedeu na cruz pela Igreja, aplacando a ira de Deus motivada pelo pecado do homem, e continua intercedendo por ela nas suas batalhas. A Igreja é o santuário onde esse Sumo Sacerdote, da ordem de Melquisedeque, continua exercendo o seu ministério “vivendo sempre para interceder por eles”. Hb 7.25. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Jeremias foi testemunha ocular da tragédia que se abateu sobre o reino de Judá por causa dos pecados daquele reino. Os babilônicos fizeram três investidas sobre o reino de Judá (606, 597, 586 a.C.) e nessa última a cidade e o templo de Jerusalém foram destruídos. Ele presenciou o cerco, a destruição da cidade e do templo de Jerusalém bem como a leva dos últimos cativos. Os alertas que dera através de suas profecias (o livro de Jeremias) não foram levados em consideração pela liderança politica e religiosa de Israel e o resultado foi o que nós conhecemos da história do povo de Deus do Antigo Testamento. O livro de Lamentações foi escrito como um cântico fúnebre, onde toda a tristeza do profeta Jeremias é manifestada ao presenciar o quadro devastador que se abatera sobre o povo de Deus, por causa do pecado. O livro de Lamentações de Jeremias foi confeccionado em forma de acróstico, seguindo o alfabeto hebraico, da primeira a última letra (de álefe a tau). Observem que os capítulos 1,2,4 e 5 do livro têm vinte e dois versículos, cada um começando com uma letra do alfabeto dos judeus (o alfabeto hebraico compõe-se de vinte e duas letras). O capítulo 3 tem sessenta e seis versículos (22x3). O livro de Lamentações tem uma única característica cristológica que é o fato dele prenunciar o Senhor Jesus Cristo chorando por Jerusalém ao predizer sua destruição que se aproximava, e que aconteceu no ano 70 d.C. “E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que a tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos...” Lc 19.41-43. De muitas maneiras Lamentações também reflete o desgosto e o pesar de Deus pelo povo da aliança na hora do seu mais profundo desespero, de conformidade com o que está em Isaías 63.9: “Em toda a angústia deles foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou”. Isaías e João afirmam que é Deus ou Cristo que “enxugará” as lágrimas de lamentação dos olhos do seu povo (Is 25.8; Ap 7.17; 21.4). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

JEREMIAS – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) JEREMIAS – O MESSIAS PROMETIDO Jeremias é o menos cristológico dos profetas maiores. Esse longo livro (cinquenta e dois capítulos) fala sobre as advertências de Deus ao reino de Judá pelo fato dele ter se rendido à idolatria e abandonado a Deus. O livro também relata sobre a queda de Jerusalém sob os caldeus e o cativeiro babilônico. Somente dois textos falam diretamente do Messias: Jr 23.5,6 e Jr 33.14-17. Ambos referem-se ao Messias como o “Renovo de justiça” que reinará no trono de Davi e executará julgamento e justiça na terra. Ambos enfatizam a “justiça” do seu povo e do seu reino, num contraste perfeito com o povo e os líderes a quem Jeremias ministrava. No capítulo 23 está escrito que o seu nome será “Senhor Justiça Nossa” e no capítulo 33, que Jerusalém “será chamada: Senhor, Justiça Nossa”. A sua justiça será a justiça do povo. Quanto à Cristo como justiça nossa, é importante entender que o pecado do homem levou Deus a puni-lo com a morte, mas a Bíblia nos revela que Deus enviou o seu Filho amado a este mundo para morrer na cruz pelos pecados dos homens. Ao morrer na cruz, Jesus satisfez plenamente a justiça divina que exigia a punição do pecador, levando sobre Si mesmo os pecados deles. Paulo nos diz que Jesus é a nossa justiça. “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” 1 Co 1.30. Ao levar sobre Si os pecados dos homens, Jesus tornou-se o justificador deles diante de Deus, daqueles que têm fé em Cristo. “ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” Rm 3.25,26. A profecia de Jeremias quanto ao renovo de justiça cumpre-se totalmente na obra realizada por Cristo na cruz. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

ISAÍAS – O MESSIAS PROMETIDO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) ISAÍAS – O MESSIAS PROMETIDO Isaías abre o grupo de cinco livros chamados de profetas maiores (Isaías... Daniel). Ele é considerado o profeta messiânico por excelência, pois foi ele quem mais falou do Messias vindouro. As suas profecias dividem-se em profecias de condenação (1-35), profecias de confirmação (36-39) e profecias de consolação (40-66). Quanto ao Messias, as suas profecias contemplam a pessoa, o caráter e as obras do Messias vindouro, conforme abaixo: 1) Pessoa do Messias. - Ser genuinamente humano, nascido de mulher (7:14;9:6; 53:2). - Nascer virginalmente, por concepção sobrenatural (7:14). - Ser Deus em carne humana (9:6). - Ser o Filho de Davi (9:7; 11:1, 10). - Ser Jeová (YHWH), o Criador (44:24; 45:11-12). 2) O Caráter do Messias. - Ser humilde e sem atrativos (7:14-15; 53:2-3). - Ser manso, não barulhento nem rude (40:11; 42:2-3). - Ser justo em todas as suas ações (9:7; 11:5; 32:1). - Ser bondoso para com os fracos e aflitos (61:1). - Ser vingativo para com os impenitentes (11:4; 63:1-4). 3) A Obra do Messias. - Ser apresentado por um precursor no deserto (40:3). - Ser ungido pelo Espírito Santo (11:2-4; 61:1). - Pregar e aconselhar como profeta (11:2-4). - Realizar muitos milagres na sua primeira vinda (35:4-6). - Ser desacreditado pela sua própria geração (53:1). - Morrer com os perversos, e ser enterrado com os ricos (53:9). - Ser traspassado e moído pelas nossas iniquidades (53:5). - Receber sobre si as iniquidades de todas as pessoas, por ordem de Deus (53:6). - Ser o vencedor da morte (25:8). - Esmagar com fúria os perversos na sua Segunda Vinda (34:2-9; 63:1-6). - Ser o Rei de Israel (9:7; 44:6). - Reinar, como o “Senhor dos Exércitos”, no monte Sião e em Jerusalém (24:23). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 10 de março de 2017

O primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.28-34)

Reflexões no Evangelho de Marcos O primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.28-34) Presentes à disputa dos Saduceus com o Senhor Jesus sobre a ressurreição estavam os Escribas, e um deles fez-lhe a seguinte pergunta: “Qual o primeiro de todos os mandamentos?”. A pergunta com certeza tinha em vista o Decálogo. O Senhor Jesus respondeu para ele que o primeiro de todos os mandamentos era amar a Deus sobre todas as coisas e também disse que o segundo mais importante era amar ao próximo como a si mesmo. Concluindo a resposta Jesus disse que não havia mandamento maior do que esses dois. Satisfeito com o que ouviu, o escriba disse: “... Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus e que não há outro além dele; e que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças e amar o próximo como a si mesmo é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios” Mc 12.32,33. Diante da sábia resposta do escriba, o Senhor Jesus disse que ele não estava longe do reino de Deus. Esse foi o último embate que o Senhor Jesus teve em sua última semana. O que se segue é o Senhor fazendo perguntas a eles e esclarecendo dúvidas sobre si e as Escrituras. No que se refere ao Decálogo, o Senhor Jesus com a sua resposta o sintetizou em duas partes: os quatro primeiros mandamentos que tratam do relacionamento do homem com Deus foi sintetizado em amar a Deus sobre todas as coisas. Os seis restantes que tratam sobre o relacionamento do homem com o seu semelhante foi sintetizado em amar ao próximo como a si mesmo. Tratando-se do primeiro mandamento da síntese de Jesus, é bom lembrar que o amor a Deus deve vir primeiro do que o amor à família, aos negócios, às coisas, etc. Tratando-se do segundo, não devemos nos esquecer do dever de amar a todos indistintamente como amamos a nós mesmos. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NOS PROFETAS - INTRODUÇÃO

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) CRISTO NOS PROFETAS - INTRODUÇÃO Deus, segundo a Bíblia, é um ser transcendente, que habita num lugar inacessível, não pode ser compreendido pelo ser humano dado ao seu fulgor e a sua glória, mas também é um ser imanente, interage com a sua criação. Nessa interação aprouve a Ele por graça e misericórdia se revelar a si mesmo através das coisas criadas e principalmente através das Sagradas Escrituras, sendo os profetas um dos instrumentos dessa revelação. “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas...” Hb 1.1. Os profetas se dividem em profetas da palavra e profetas da escrita. Os profetas da escrita escreveram os livros canônicos, os outros não. Dezesseis foram os profetas escritores (Jeremias escreveu dois livros). O primeiro profeta de que se tem noticia foi Enoque, o sétimo depois de Adão, citado por Judas em seu livro no Novo Testamento. Ele falou da segunda vinda do Senhor Jesus. “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” Jd 14,15. O ultimo profeta foi João Batista, cessando aí a atividade profética do Antigo Testamento. “A lei e os profetas duraram até João” (Lc 16.16). Os profetas como porta-vozes de Deus falaram sobre o Messias vindouro desde tempos remotos. “E nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo, como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo” Lc 1.69,70. O Senhor Jesus que falou de Si mesmo foi um profeta especial semelhante a Moisés, que estava profetizado em Dt 18.15-19. Todos os profetas escritores direta ou indiretamente falaram sobre o Messias vindouro. “E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Lc 24.25-27. (Veja ainda Lc 24.44). Convém atentar para a mensagem profética e o que ela diz acerca do Bendito Salvador. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 05/03/17. A PRESENÇA DE DEUS NA IGREJA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CANTARES – O AMADO DA MINHA ALMA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) CANTARES – O AMADO DA MINHA ALMA O livro de Cantares foi o primeiro dos três livros canônicos escritos por Salomão: (Cantares, Provérbios e Eclesiastes). Nesse livro, Salomão enfatiza a beleza, o encanto do relacionamento sexual envolvendo um homem e uma mulher dentro do matrimônio. Parece que das mil mulheres que Salomão teve, a Sulamita do livro de Cantares era o verdadeiro amor de sua vida. Ainda nesse livro podemos observar os passos do relacionamento conjugal começando com o namoro, seguido do noivado e tendo por ápice o casamento do rei com a campesina Sulamita. O livro de Cantares era lido na festa da Páscoa para comemorar a nova relação pactual que Deus tinha estabelecido com Israel após libertá-lo da escravidão egípcia. Os profetas, especialmente Oséias, relatam uma relação especial de Deus com Israel, onde Deus é identificado como marido de Israel e Israel como esposa de Yavé, numa relação pactual de natureza espiritual, onde se estabelecem privilégios e responsabilidade, principalmente o amor de Deus por Israel e a fidelidade de Israel para com Deus. Em diversas ocasiões os profetas antigos identificavam os desvios idolátricos de Israel como uma prostituição, um adultério espiritual, como uma quebra do relacionamento matrimonial. No Novo Testamento o Senhor Jesus, o Yavé da Velha Dispensação é identificado como o atual noivo da Igreja isto em parábola proferida pelo próprio Senhor (a parábola das bodas – Mt 22.1-14 e a das dez virgens – Mt 25.1-13, e através dos escritos apostólicos – 2 Co 11.2; Ef 5.27; Ap 21.2). Que Salomão em Cantares simboliza Cristo não se tem dúvidas. Ele simboliza Cristo na busca por uma noiva, pela proposta de casamento para ela e pela relação intima de casados. A Igreja tem-No como o amado de sua alma, como aquele para quem os seus afetos estão direcionados. No livro de Apocalipse está previsto uma festa de núpcias entre Cristo o noiva e a igreja, a noiva do Cordeiro (Ap 19.9), festa esta que se dará quando do segundo advento de nosso Senhor Jesus que vem buscar a Sua noiva, arrebatando-a para si (1 Ts 4.13-18). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27)

Reflexões no Evangelho de Marcos Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27) Na época em que Jesus viveu, no meio do povo de Israel existiam diversos grupos religiosos dentre eles os saduceus. Esse grupo era composto da classe alta da sociedade israelita e dentre os seus componentes tinham muitos sacerdotes. Esse grupo não acreditava nada do reino espiritual (anjos, espíritos) e nem também na ressurreição dos mortos (At 23.6-10). A máxima deles no debate contra a ressurreição era uma história que dizia que existiram sete irmãos e os sete, por obrigação da lei do levirato (O homem era obrigado a casar com a viúva de seu irmão), casaram-se, um após o outro, com a mesma mulher, e eles indagavam em suas disputas religiosas qual dos sete homens, quando da ressurreição dos mortos, seria o marido daquela mulher que casara com os sete. Eles aproximaram-se do Senhor Jesus contaram-lhe a história (fictícia ou não) e perguntaram a Ele, de quem seria a mulher na ressurreição dos mortos, pois os sete a tiveram como esposa. A pergunta deu ensejo a Jesus a desmontar o sofisma daquele segmento religioso incrédulo. O Senhor começou a repreendê-los pelo fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. Em seguida, o Senhor revelou uma parte do programa escatológico divino em que para os ressuscitados as relações familiares inexistem, pois eles serão como os anjos dos céus, que não se casam nem se dão em casamento. Depois o Senhor cita as Escrituras que os saduceus aceitavam (o Pentateuco) dizendo que Deus ao falar com Moisés, na sarça, se revelara como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e acrescentou Jesus: Ora Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Concluindo, Jesus torna a repreendê-los dizendo que eles erravam muito em não acreditar na ressurreição corporal, no grande dia da consumação de todas as coisas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER O rei Salomão produziu três livros canônicos: Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Cantares foi produzido na primeira fase do seu reinado. Provérbios no auge de sua vida ministerial e Eclesiastes no final de sua vida. A Bíblia nos revela que Salomão teve muitas mulheres, contrariando a recomendação do reino em Deuteronômio (Dt 17.8-13). As suas mulheres estrangeiras, adoravam outros deuses, e isso levou Salomão à idolatria e a afastar-se do Senhor. O texto histórico não relata a restauração espiritual de Salomão, mas isso aconteceu por causa da promessa de Deus feita a Davi em 2 Sm 7.12-16. Na aliança davídica, vemos que se o herdeiro de Davi (Salomão) falhasse Deus não retiraria dele a sua benignidade como tirara de Saul. O livro de Eclesiastes é uma profunda reflexão sobre a existência do homem na terra. Salomão fala sobre a falta de sentido da vida sem a presença de Deus. Tudo é vaidade e correr atrás do vento. O livro termina com um importante conselho: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”. Olhando as Escrituras podemos observar que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e só Deus pode preencher o vazio do seu coração, ou seja, só Deus pode dá sentido à existência humana. O livro de Eclesiastes não tem nenhuma referência cristológica explicita, no entanto a sua mensagem fala profundamente da insatisfação da alma que vive só em função das coisas deste mundo e por natureza aspira pela presença de Deus. O Senhor Jesus citando Deuteronômio 7.3 disse que nem só de pão viverá o homem e sim também de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Dt 8.3; Mt 4.4). Tratando da satisfação da alma, o Senhor Jesus disse que quem bebesse da água que ele desse nunca mais teria sede, pois essa água faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna (Jo 4.14). Ele disse também que viera para que quem cresse nele tivesse vida e vida com abundância (Jo 10.10). Disse ainda o Senhor que quem cresse nele, do seu interior fluiria rios d`água viva (Jo 7.38). O vazio do homem identificado em Eclesiastes só pode ser preenchido, com certeza, pelo Bendito Filho de Deus, no Senhor Jesus Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA O livro de Provérbios é um dos livros do grupo de livros do Antigo Testamento chamados de Poéticos. Os Poéticos por sua vez se dividem em livros de sabedoria (Jó, Provérbios e Eclesiastes) e livros hínicos (Salmos e Cantares). A maioria dos provérbios foi escrita por Salomão, que foi um habilidoso escritor. O texto de 1 Reis 5.12, nos diz que ele produziu três mil provérbios sendo muitos deles aproveitados no livro de Provérbios. Esse livro é o livro de máximas inspiradas por Deus. Os provérbios, conforme encontrados nesse livro, podem ser identificados por um versículo ou por um grupo deles. Quanto a Cristologia não encontramos nesse livro nenhum texto explicito que trate do assunto. No entanto, na discrição da excelência da sabedoria nos capítulos 8 e 9 (sendo sabedoria um substantivo abstrato), podemos observar uma personificação da mesma. É como se ela fosse uma personalidade (Pv 8.22-31). Termos tais como “o Senhor me possuía no inicio de sua obra”, “Deste a eternidade fui estabelecida”, “Quando ele preparava os céus, ali estava eu”, “então, eu estava com ele e era o seu arquiteto”, etc, inferem que o Senhor Jesus é representado nesse livro como a sabedoria divina. O rei Salomão foi o homem mais sábio da época, no entanto, nos é dito nos evangelhos que Jesus (Lc 11.31) é maior do que ele, inclusive no quesito sabedoria. Num monólogo dramático exposto no capitulo 8 de Provérbios, a sabedoria declara a sua associação com o Criador na eternidade, especialmente na obra da criação, inclusive dizendo que ela foi o agente da criação, o seu arquiteto, ou seja, Deus criou todas as coisas através dela. No Novo Testamento encontramos que o Senhor Jesus Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1.24,30; Cl 2.3). Muitas das características da sabedoria descritas em Provérbios têm extraordinárias semelhanças Cristológicas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/02/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 29/01/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 01/01/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 25/12/2016

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/12/2016

A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17) Depois de proferir a parábola dos lavradores maus, o Senhor Jesus é arguido sobre uma questão delicada no meio do povo de Deus da época, que era a questão do imposto cobrado da nação israelita pelo império romano que dominava o mundo da época. Dois grupos de pessoas fizeram a pergunta: os fariseus e os herodianos. A pergunta visava levar Jesus, dependendo da resposta, a um confronto com Roma ou com os nacionalistas judeus. Os fariseus, como já sabemos, era um grupo radical rigoroso observador da lei mosaica e de suas tradições. Os herodianos eram um grupo politico, seguidor de Herodes, daí o seu nome. Na introdução da pergunta eles elogiaram ao Senhor Jesus dizendo que ele era um homem de verdade que não se impressionava com a aparência alheia, e que ensinava a verdade de Deus, e perguntaram: “é licito dar o tributo a Cesar, ou não? Daremos, ou não daremos?” O texto diz que Jesus percebendo a malicia da pergunta pediu uma moeda corrente da época e perguntou de quem era a efigie dela, e eles prontamente disseram: de César (imperador romano), e Jesus lhes disse estas célebres palavras: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O texto nos diz que eles ficaram maravilhados com a resposta. Com a sua resposta o Senhor Jesus estava ensinando que eles deveriam cumprir as suas obrigações civis, mesmo sob domínio estrangeiro, e também, principalmente, cumprir as suas obrigações para com Deus, sendo essas últimas mais importantes do que as primeiras. O cristão é cidadão de dois reinos: o deste mundo e do reino de Deus. Como cidadãos do reino humano, independente de qual seja a forma de governo, deve cumprir as suas obrigações, e como cidadão do reino de Deus também deve fazer o mesmo e essa última com muito mais dedicação. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Parábola dos Lavradores Maus (Mc 12.1-12)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Parábola dos Lavradores Maus (Mc 12.1-12) Uma parábola era uma história contada tendo como pano de fundo o cotidiano da vida da época, com a finalidade de trazer uma lição de natureza espiritual ou moral. Na parábola do texto em apreço, o Senhor Jesus tratou da Sua rejeição por Israel culminando com o Seu assassinato e do consequente juízo de Deus sobre aquela nação. A história contada por Jesus fala sobre um homem que plantou uma vinha e a arrendou a uns lavradores e ausentou-se do país. No tempo da colheita, mandou alguns dos seus servos para receber dos frutos da vinha, mas os arrendadores não quiseram cumprir o combinado, e despacharam os servos depois de tê-los espancados e humilhados. Isso aconteceu por diversas vezes. Por fim aquele proprietário, que representa Deus, mandou o seu único filho, para tratar com os lavradores e eles, perversamente o mataram fora da vinha (Jerusalém). É-nos dito pela parábola que aquele proprietário viria, puniria os lavradores maus e daria a vinha a outros. Essa parábola de Jesus foi dita contra a liderança de Israel que representava aquela nação, e que rejeitara o Filho de Deus, e que o mataria, o que de fato aconteceu. A parábola que era também uma mensagem profética se cumpriu na vida de Israel e do Filho de Deus. Eles rejeitaram o Messias esperado porque ele viera em humilhação e não em glória. Outro cumprimento profético é que Israel pelo fato de ter rejeitado o Messias perdera o seu status de povo de Deus dando lugar a Igreja. (Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros). Em seguida Jesus cita a escritura (Sl 118.22,23) que fala sobre a pedra de esquina rejeitada pelos edificadores e diz que essa obra da rejeição do Messias e da substituição de Israel pela Igreja era algo maravilhoso, por que fora feita por Deus dentro do seu propósito eterno. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti