terça-feira, 22 de maio de 2012

Porque os Congregacionais batizam por aspersão

Há uma divergência, no meio evangélico, quanto à forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós Congregacionais batizamos por aspersão considerando que na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como na geografia da Palestina e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos: 1) A palavra batismo no original (grego), no Novo Testamento, admite outros significados além de imergir, tais como lavar, purificar, aspergir;...; 2) É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas de uma só vez na pregação de Pedro, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos e piscinas ou tanques. (Jo 5.2; 9.7). É impensável que os apóstolos levassem os convertidos para o Mar Mediterrâneo ou para o rio Jordão a fim de batizá-los, pois a Bíblia dá a entender que eles foram batizados logo após terem aceitado a Cristo; 3) As lideranças religiosas e políticas de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.54-59; 9.1,2). Veja a questão de saúde pública no tratamento desta questão; 4) Caso a liderança cristã conseguisse água para encher um tanque, é impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse ao centésimo candidato ao batismo, fosse extremamente dificultoso introduzi-lo no tanque, pois a água já estaria totalmente poluída, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada; 5) Lembremo-nos de que o significado do batismo é também purificação e não somente morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Lv 8.10-12; 9.18; Nm 8.6,7; Ez 36.25; Jo 2.6; Hb 9.13,19-22); 6) Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma, a famosa teoria JJJ = Jordão, Jerusalém, João) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, provavelmente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo. 7) Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); Os gentios que estavam na casa de Cornélio e que, após a pregação de Pedro, foram batizados, certamente o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. É muito improvável que já tivesse um tanque preparado para tal ocasião (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus (At 16.32,33). O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere à imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tivesse profundidade suficiente para imergir alguém. O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas que a batizou (At 16.14,15). Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que provavelmente foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas. 8) A comissão do Senhor Jesus é para que o Evangelho seja pregado em todo o mundo, a todas as pessoas, inclusive nas regiões desérticas onde não se encontra água com facilidade e onde vivem os beduínos, e também nas regiões geladas e até onde a água está em estado sólido (gelo) nos pólos onde vivem os esquimós. Será que Deus na sua sapiência infinita iria dá uma ordem a Igreja que não seria fácil executá-la no globo terrestre? (Considerem aí, também, a questão da praticidade da aspersão); 9) Que dizer também de candidatos ao batismo em estado terminal nas UTI's ou em casas, ou ainda pessoas com doenças graves de pele como lepra! Como fazer para introduzi-lo num tanque ou levá-los para um rio ou para uma praia a fim de realizar o batismo? Penso que os imersionistas iriam, nessa situação, optar pela aspersão para resolver o problema ou então não batizá-los, infringindo assim a ordem do Senhor da Igreja que mandou que os que cressem fossem batizados. Rev. Eudes Lopes Cavalcanti Pós-graduado em Teologia Pastor da III IEC/JPA

Porque os congregacionais usam o sistema democrático de governo de igreja

Na doutrina da Igreja (Eclesiologia), temos uma parte que contempla o governo da Igreja. Três são os tipos básicos de governo eclesiástico: O Episcopal, o Presbiteriano e o Congregacional. No governo Episcopal, o poder de mando está centrado nos bispos, que são designados por um colégio composto de bispos. Os bispos governam a Igreja sem o concurso daqueles que fazem parte dela. No regime Presbiteriano, o governo reside no Conselho da Igreja que é composto de Presbíteros eleitos pela mesma para o exercício de um determinado mandato. Esses Presbíteros recebem da Igreja delegação para gerir os negócios da Igreja por um tempo definido em seu Estatuto. Durante o mandato do Conselho da Igreja, fica ela, geralmente, ausente do processo decisório. No regime Congregacional, o governo da Igreja é exercido pelos seus membros através de suas assembleias regularmente convocadas para tratar das questões internas da mesma. O regime Congregacional é conhecido também como uma forma democrática de governo eclesiástico. Neste regime, há uma valorização da membrezia da igreja, pois regularmente ela se reúne para tomar conhecimento do andamento do trabalho em todas as suas instâncias. Há ainda Igrejas que usam uma forma híbrida de governo, misturando Episcopalismo com Presbiterianismo e com Congregacionalismo. Há ainda aquelas que na sua forma de existir não adotam nenhum tipo de governo, pois eles não têm lideranças estabelecidas, e os crentes quando se reúne, qualquer dos membros da comunidade pode dirigir o trabalho. Esse grupo, dentre eles os Quacres e os Irmãos, quando reunido espera a direção do Espírito Santo para dá andamento a reunião. Os Congregacionalistas optaram pelo modelo democrático de governo de Igreja por entender que é o que mais respaldo bíblico tem, senão vejamos: 1) no primeiro momento no Novo Testamento em que a Igreja local é referenciada, o Salvador a identifica como o árbitro para tratamento de questões disciplinares. “E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano” Mt 18.17. Observem que o Senhor não disse que levassem o problema para a liderança (bispos, pastores, presbíteros) da Igreja, e sim para ela mesma como comunidade, e ela arbitraria a questão. A recusa do indivíduo faltoso em ouvir a Igreja daria ensejo para que ela o considerasse como uma pessoa impenitente. Observem ainda que o Senhor não entregou a responsabilidade de decidir a questão da disciplina aos apóstolos, e sim à comunidade. Claramente, descartam-se nesse texto bíblico, os governos episcopal e presbiteriano. 2) O segundo momento em que o modelo Congregacional de gestão de Igreja é identificado foi quando da reunião para a escolha do homem que iria substituir Judas Iscariotes, que tinha traído Jesus e se suicidado, deixando um lugar vago no colégio apostólico. “E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;...” At 1.15,16. Observem que Pedro, a liderança emergente no seio da incipiente comunidade, não tratou com os seus pares a questão do substituto de Judas, pois se ele tivesse feito isso era um ponto positivo para o modelo episcopal de governar a igreja, pois os onze apóstolos tinham condições de escolher o substituto em questão, no entanto, ele coloca a questão para a comunidade decidir a quem apresentar para ocupar o lugar vago no apostolado; e a comunidade de forma democrática apresentou dois nomes, sendo escolhido Matias, por sorteio. “E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias” At 1.23. 3) No terceiro momento fazemos menção ao texto que trata da escolha dos homens que iriam cuidar da atividade de assistência social na Igreja de Jerusalém. “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” At 6.2,3. Observem os leitores que se o modelo ideal de governo de Igreja fosse o Episcopal ou o Presbiteriano o assunto teria sido resolvido entre eles, apóstolos, que também eram Presbíteros (1 Pe 5.1) e tinham autoridade para tal, mas sabiam eles que a Igreja do Senhor como comunidade local era uma instituição divina com autoridade de Deus para gerir-se a si mesma. Foi a Igreja na forma de governo Congregacional que resolveu o problema, ficando a responsabilidade dos apóstolos apresentarem o perfil dos ocupantes do ofício que iria atender a área de beneficência da Igreja (homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria). 4) Ainda outro texto que consolida o sistema de governo Congregacional e que descarta o Episcopal e o Presbiteriano é quando do tratamento do primeiro cisma teológico que surgiu na Igreja primitiva, que foi o caso do grupo judaizante que ensinava que os crentes gentios precisavam ser circuncidados para poderem ser salvos. A questão que surgiu na Igreja de Antioquia foi tratada pela Igreja em Jerusalém. Observem que os contatos iniciais foram com a liderança daquela Igreja (apóstolos e anciãos = presbíteros) “Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão” At 15.2, mas quando o assunto chegou na sua fase de decisão, a Igreja (toda a sua membrezia) foi convocada para participar do processo. “Então pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, com toda a igreja, eleger homens dentre eles e enviá-los com Paulo e Barnabé a Antioquia, a saber: Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens distintos entre os irmãos” At 15.22. Quando a carta contendo as instruções teológicas para a Igreja de Antioquia foi feita, ela contava com o aval de toda a comunidade e também dos seus representantes. “E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, e Síria e Cilícia, saúde” At 15.23. Isso tudo mostra, caro leitor, o Congregacionalismo como forma correta de modelo bíblico de Igreja. Quem iria questionar a decisão dos apóstolos do Senhor e dos Presbíteros da Igreja se eles fizessem isso sozinho. Acho que de bom senso, ninguém faria isso, pois eles eram as autoridades estabelecidas por Deus na Igreja. Se o regime fosse Episcopal ou Presbiteriano eles teriam decidido a questão entre eles, mas essas autoridades espirituais não eram maiores do que a autoridade da Igreja como uma comunidade de salvos, e eles sabiam disso e prezavam por esse regime, por isso levaram o assunto para ser aprovado pela Igreja, última instância para tratamento de questões seja de que natureza for, conforme o texto de Mateus 18.17. 5) Ainda outro texto que corrobora o sistema de governo Congregacional é o que trata da eleição de Presbíteros para o estabelecimento de lideranças no seio das Igrejas nascentes. “E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao SENHOR em quem haviam crido” At 14.23. Observem que quem escolheu mediante eleição os seus oficiais Presbíteros foram os próprios membros das Igrejas reunidos em assembleias democráticas. Se o regime fosse Episcopal, por exemplo, os próprios Apóstolos teriam feito a nomeação das lideranças das Igrejas, mas não é assim que a Bíblia diz. Ela diz que a Igreja escolheu mediante eleição os seus oficiais Presbíteros. 6) Outro texto que nos revela que o Congregacionalismo era a forma de governo aceita pela Igreja primitiva é o encontrado em 1 Co 5.1-7, onde o Apóstolo aos gentios fala sobre a omissão da Igreja em não aplicar no momento adequado a disciplina a um dos seus membros faltosos. “Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação” 1 Co 5.2. Paulo cobra da Igreja como um todo e não a uma liderança em particular sobre a demora em aplicar a disciplina devida àquele caso. 7) Outro texto que aponta o governo Congregacional como o que tem mais respaldo bíblico é o encontrado em 1 Co 6.1-6 no qual Paulo fala sobre litígios dentro da Igreja, demandas de irmãos contra irmãos. “Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos? Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? 1 Co 6.1-3. Paulo novamente aponta a comunidade reunida como quem tem autoridade dada por Deus para arbitrar as questões dentro dela. Observem que ele nada fala da liderança da Igreja de Corinto (Bispos, Pastores, Presbíteros, Diáconos) como os árbitros e sim a comunidade em geral, seguindo a lógica do sacerdócio universal dos crentes. 8) Ainda outro texto que nos revela o sistema democrático de governo de Igreja como o corretamente bíblico é o de 1 Co 16.3, quando Paulo trata da oferta que a Igreja de Corinto deveria levantar para ajudar os crentes da Judéia que passavam dificuldades. “E, quando tiver chegado, mandarei os que por cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém” 1 Co 16.3. Neste texto, Paulo novamente aponta para a comunidade como um todo e não a sua liderança como quem tendo autoridade para decidir quais seriam os homens que levariam pra Jerusalém a oferta coletada. Ainda outro texto que fala do Congregacionalismo como o sistema correto de governo de Igreja encontra-se em 2 Co 2.5-7 quando Paulo fala sobre o perdão que a Igreja deveria dispensar a um irmão faltoso que teria sido punido por ela e estava arrependido. “De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza” 2 Co 2.7. Observem os irmãos que Paulo não esta falando a uma liderança e sim a comunidade como um todo. Lembrem-se de que na carta aos Coríntios o destinatário é a Igreja (o conjunto de salvos, os seus membros) e não a liderança em particular como consta nas suas cartas pastorais. Ainda existem outros textos que tratam do assunto, mas os citados nos dão sobejas razões para fazermos a opção pelo Congregacionalismo como a forma correta de se administrar a Igreja. 9) O Congregacionalismo está alicerçado em um dos princípios estabelecidos pela reforma protestante, que é um princípio bíblico, no caso o sacerdócio universal dos crentes. Entendiam os escritores do Novo Testamento e posteriormente os Reformadores que os crentes em Cristo compunham um sacerdócio espiritual através de Cristo para oferecer a Deus sacrifícios espirituais agradáveis a Deus. (veja Hb 13.15; 1 Pe 1.5; Ap 1.6; 5.10) e não somente para isso mas para se autogerir no cotidiano de sua vida ministerial como comunidades eclesiais que são. Consolidado o assunto à luz das Sagradas Escrituras, dissertaremos a seguir, de forma sucinta, sobre a dinâmica do governo Congregacional. 1) A Igreja de governo Congregacional tem como órgão maior as suas assembleias de membros, devidamente convocadas. As Assembleias de uma Igreja Congregacional são de três tipos: Ordinária, Extraordinária e Especial. As Assembleias Ordinárias são aquelas convocadas periodicamente para tratar dos assuntos corriqueiros da Igreja tais como relatório financeiro, movimentação da membrezia, disciplina, etc. As Assembleias Extraordinárias são aquelas convocadas para tratar de assuntos urgentes que surgem no seio da Igreja. As Assembleias Especiais são aquelas convocadas para eleição de Pastores e Oficiais. 2) As Assembleias no regime Congregacional são convocadas por editais através de quadros de avisos, boletins, púlpitos, etc., com antecedência para que todos os membros saibam da realização das mesmas. Nesses editais deve constar a pauta dos assuntos que serão tratados nelas, além de dia e hora da realização da mesma. Quem deve convocar as Assembleias são aquelas pessoas que têm competência estatutária para tanto, geralmente o Pastor Titular que recebeu delegação da Assembleia para presidir a Igreja. Todos os membros da Igreja que estejam em comunhão com a mesma têm direito de participar de suas Assembleias, propondo, apoiando, discutindo o assunto e votando. 3) As Assembleias devem funcionar de forma ordeira, de acordo com as regras parlamentares de praxe. Dentro de uma Assembleia os assuntos são propostos, apoiados e votados. Se, porventura, houver empate na votação, cabe a quem preside a Assembleia decidir a questão com o seu voto. Depois dos assuntos votados, as decisões devem ser observadas por todos os membros e congregados da Igreja, pois expressa a vontade da maioria representada na Assembleia. As decisões de uma Assembleia só podem ser revogadas por outra Assembleia. 4) Dentro do sistema de governo Congregacional os Pastores, os Presbíteros, os Diáconos e os diretores dos diversos departamentos recebem autoridade da Assembleia através dos seus documentos normativos para, no âmbito de suas responsabilidades, exercerem as suas atividades. Esses líderes são submissos às assembleias de membros e fazem aquilo que ela delega para fazer. Os atos desses líderes, como dissemos, são apresentados a Igreja reunida em assembleia e conhecidos dela que os homologa ou não, ficando ao seu critério fazer isso. Ainda no governo Congregacional Os Pastores, Presbíteros e Diáconos, como dissemos, são os obreiros que recebem da assembleia da Igreja delegação, através de seus instrumentos normativos, para dirigi-la na área de suas competências. Ao Pastor da Igreja cabe a liderança maior dentro dela tanto na área espiritual como na administrativa, sendo ele o anjo da Igreja, responsável pela mesma diante de Deus, da Denominação a que pertence bem como diante do Estado Brasileiro. Os Presbíteros são os oficiais escolhidos pela Igreja, segundo ordenação do Senhor, para ajudar o Pastor no pastoreio da mesma (visitar os irmãos enfermos, orar pelos membros, instruí-los na doutrina, enfim cuidar da vida espiritual do rebanho). Os Diáconos têm a atribuição de cuidar dos crentes necessitados, de zelar pelo bom andamento do trabalho na casa do Senhor, distribuir a Ceia,... Ainda se tem numa Igreja Congregacional, a delegação de outras tarefas que são executadas pelos seus diversos departamentos que funcionam sob a orientação geral do Pastor da Igreja. A Igreja Congregacional também tem extensões que se chamam de Congregação, Ponto de Pregação e Núcleo de Oração. 5) No regime Congregacional todos os membros que estão sem restrições são convocados em dias apropriados para tomarem conhecimento dos negócios da Igreja, para aprová-los ou homologá-los. O que a Igreja decidir dentro dos critérios estabelecidos na Palavra de Deus é ratificado no céu conforme dito por nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da Igreja. “... e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” Mt 16.19. Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti Ministro Congregacional da ALIANÇA Pastor Titular da III IEC/JPA

Porque os Congregacionais brasileiros não batizam crianças

No meio evangélico existe uma divergência no que se refere ao batismo cerimonial, sem ser aquela envolvendo a aspersão e a imersão, que é a relacionada ao batismo de crianças e o batismo de quem tem capacidade para crer na mensagem do evangelho. As igrejas ditas reformadas (presbiterianas, congregacionais americanas e européias, luteranas e anglicanas) têm como praxe o batismo de crianças independentes dela exercerem a fé em Cristo. Argumentam esses amados que Deus fez uma aliança com a família do crente e, por conseguinte, o batismo deve contemplar os filhos pequenos, responsabilizando-se os pais pelo acontecido. Mais tarde as crianças batizadas podem fazer profissão de fé, e aí sim confessam que crêem em Cristo. As igrejas reformadas alardeiam muito a questão da Sola Scriptura, ou seja, as Escrituras é a única regra de fé e prática do cristão, mas se equivocam quando levantam o argumento para batizar crianças sem levar em consideração o testemunho completo das Sagradas Escrituras, principalmente o mandamento da grande comissão e a prática da igreja primitiva. Tenho para mim que os teólogos de Westminster quando elaboraram os documentos da fé reformada (Breve Catecismo, Catecismo Maior e Confissão de Fé), já entraram no assunto batismo de crianças como um dogma, baseado principalmente em pressupostos de que fosse uma verdade inquestionável. Eles que questionaram todos os dogmas conhecidos na igreja e os reconstruíram baseados nas Sagradas Escrituras falharam, na nossa avaliação, quando trataram, ou não trataram, do batismo de crianças como trataram os outros temas teológicos. Buscar no Antigo Testamento uma doutrina sem a confirmação do Novo Testamento não é a maneira correta de se interpretar a Bíblia Sagrada. Fazer uma analogia do batismo com a circuncisão judaica parece-me também que não é um argumento sólido, plausível, inquestionável, principalmente se tentarmos conciliá-lo com o mandamento do Senhor Jesus na grande comissão e com a prática do Novo Testamento. Sabemos através de uma hermenêutica sadia que um assunto para se tornar uma praxe na vida da igreja tem que ter o respaldo claro do Novo Testamento. Todos precisam saber que a revelação especial, através das Escrituras, foi dada de uma forma progressiva, ou seja, os temas teológicos identificados no Antigo Testamento do interesse de Deus que deveriam ser normativos para a vida da igreja seriam corroborados pelo Novo Testamento, isso através de uma escritura direta ou na ausência dela através da prática da igreja neotestamentária, considerando que a mesma estava sob a supervisão direta dos apóstolos do Senhor. Considerando o exposto acima, elencamos a seguir as razões porque nós congregacionais brasileiros não batizamos crianças, baseados no mandamento da grande comissão e na prática da igreja primitiva: 1) Na grande comissão o Senhor Jesus mandou que a igreja, representada naquela ocasião pelos seus apóstolos, batizasse os que cressem na mensagem do evangelho. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. Mc 16.15,16 (grifo nosso). (Veja ainda Mt 28.18-20); 2) Quando Pedro abriu o reino dos Céus com a pregação do Evangelho, inaugurando a igreja na sua expressão local, foram batizados três mil pessoas após serem tocadas pelo Espírito Santo, ou melhor, após expressarem arrependimento e fé (conversão). “Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. Os que de bom grado receberam a sua palavra foram batizados, e naquele dia agregaram-se quase três mil almas. At 2.37-41 (grifo nosso); 3) Os batismos em Samaria, por ocasião da pregação de Filipe, aconteceram após a crença manifestada por aquelas pessoas. “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, batizavam-se, tanto homens como mulheres” (grifo nosso) At 8.12; 4) O batismo do eunuco, etíope, no caminho de Jerusalém para Gaza, aconteceu após a sua pública profissão de fé. Felipe só o admitiu ao batismo depois dele abrir a sua boca e confessar a sua fé em Jesus. “Indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e o eunuco perguntou: Vê, aqui há água. O que impede que eu seja batizado? Respondeu Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. Disse ele: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou” At 8.36-38. (grifo nosso); 5) O batismo de Paulo também se processou quando ele estava consciente do que estava fazendo no que se refere a sua fé em Cristo. “Imediatamente lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi batizado” At 9.16 (grifo nosso); 6) O batismo de Cornélio, familiares e amigos íntimos, também foi processado após receberem o Espírito Santo pela fé. “Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então lhe rogaram que ficasse com eles por alguns dias” At 10.47,48. (grifo nosso). 7) O batismo de Lídia, vendedora de Tiatira, também foi processado quando o Senhor abriu o seu coração e ela creu na mensagem pregada por Paulo. “Certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso” At 16.14,15. (grifo nosso). 8) O batismo do carcereiro de Filipos deu-se também após ele manifestar a sua fé em Jesus depois da resposta dada por Paulo e Silas a ele quando perguntou o que deveria fazer para ser salvo. “Então tirou-os para fora, dizendo: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? Responderam eles: Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo, tu e a tua casa. Então lhe pregaram a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus” At 16.30-33. (grifo nosso); 9) O batismo de Crispo, principal da sinagoga judaica em Corinto e de sua família, e também de alguns coríntios deu-se após a crença em Cristo. “E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados” At 18.8. (grifo nosso). 10) O batismo de alguns irmãos no início do trabalho em Éfeso deu-se também depois da pública profissão de fé por parte deles. “Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus” At 19.4,5. (grifo nosso). Todos os batismos mencionados acima se processaram após a manifestação de um ato consciente de fé, conforme determinado pelo Senhor na grande comissão, registrada por Mateus. “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” Mt 28.19. (grifo nosso). Observem a ordem para ser seguida pela igreja na grande comissão: Primeiro fazer discípulos e depois batizá-los. A Bíblia fala de famílias inteiras que foram batizadas (a de Cornélio, a de Lídia, a do carcereiro de Filipos, a de Crispo, citadas em Atos e a de Stéfanas em 1 Coríntios), mas isso não é um argumento determinante nem conclusivo para identificarmos uma doutrina porque pode ser que naquelas famílias não tivessem crianças envolvidas. Seria uma mera suposição achar que naquelas famílias tivessem crianças na fase do não conhecimento do bem e do mal, e em cima de suposições não se reafirma uma doutrina bíblica. JPA, maio de 2011 Pr. Eudes Lopes Cavalcanti Ministro da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil Pastor Titular da III IEC/JPA

Testemunho ex-padre Lourival Luiz

Pregação Pr. Eudes, dia 04/03/12

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pregação Pr. Eudes, 01/04/12

Pregação Pr. Eudes, dia 06/05/12

Pregação Pr. Eudes, dia 20/05/12

Um lar feliz

     É bom que se esclareça que felicidade não é sinônimo de ter. Não é ter dinheiro, prestígio, beleza, posição social e outras coisas que são de tanta estima do homem que não tem Jesus no coração. A felicidade, segundo as Sagradas Escrituras, primeiramente é ter Jesus no coração, pois quem tem Jesus tem tudo e quem não tem Jesus não tem nada. Por exemplo: no salmo 32.1 nos é dito que é bem aventurado (muito feliz, felicíssimo) aquele cuja transgressão é perdoada e cujo pecado é coberto. Jesus no coração é o primeiro passo da felicidade. A segunda coisa que traz felicidade para o crente é a obediência aos mandamentos do Senhor revelados na Bíblia Sagrada.
    A família é uma instituição divina e não uma invenção da sociedade. O primeiro ministro que oficiou uma cerimonia de casamento, que é o passo inicial para a formação de uma família, foi o próprio Deus, quando uniu Adão e Eva e os autorizou a viver a vida conjugal em comum.
    Mas que vem a ser um lar feliz, que é o sonho de todos os seres humanos? A luz da Bíblia Sagrada um lar feliz é aquele em que todos os seus componentes professam a fé em Cristo, são crentes, nascidos de novo, novas criaturas em Cristo Jesus. Mas, ainda, um lar feliz é aquele em que os seus componentes (cônjuges, pais, filhos, irmãos) andam nos caminhos do Senhor, cada um deles obedecendo o mandamento divino para si revelado na Santa Palavra de Deus. Para os cônjuges (marido e esposa) é dito: Deus disse para a esposa: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido” Ef 5.22-24. Para o marido, Deus disse: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” Ef 5.25. Para os pais (pai e mãe ), Deus disse: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” Ef 6.4. Para os filhos disse Deus: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”  Ef 6.1-3.
     Deus contemplou a todos os componentes da família com uma orientação que se obedecida, com certeza, trará alegria, prazer e felicidade ao lar. A começar com a mulher que deve obedecer em tudo ao seu esposo, exceto no pecado. Depois, o homem deve amar sua mulher como ama a si mesmo; os pais devem criar os seus filhos nos caminhos do Senhor e não provocá-los a ira, e por fim os filhos devem obedecer aos seus respectivos pais, exceto naquilo que for pecaminoso aos olhos de Deus.
    O que está acontecendo hoje? Temos assistido, mesmo em lares crentes, mulheres insubmissas, desobedientes aos seus maridos; marido que por causa da desobediência da mulher já não a ama mais; pais que falharam em criar os seus filhos nos caminhos do Senhor e vivem provocando a ira deles; e filhos desobedientes aos seus pais. Não pode haver felicidade num lar nesse estado, em que todos os mandamentos de Deus para ele estão sendo violados, desobedecidos, onde a santidade de Deus é ultrajada. Misericórdia!
   Irmãos se quisermos lares felizes, abençoados e abençoadores, obedeçamos todos à santa Palavra de Deus, pois de outra maneira não haverá felicidade. Ainda a tempo de restauração. Arrependamo-nos de nossos pecados, confessemo-los ao Senhor e os abandonemos, e assim os nossos lares passarão a gozar de prazer e de alegria. AMÉM! 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

Submissos a Cristo


     A Cristologia (o estudo acerca da pessoa de Cristo) nos apresenta os ofícios de Cristo: Profeta, Sacerdote, e Rei. Como profeta Jesus falou em nome do seu Pai  celestial, revelando-nos as grandezas e a vontade de Deus. Como sacerdote ele deu a sua vida como sacrifício pela sua Igreja, e nos Céus intercede por ela. Como rei Jesus governa o universo e mui especialmente o seu povo, aqueles que voluntariamente o aceitaram como Salvador e Senhor.
    Tratando-se de Jesus como Rei, Senhor, Ele pode reivindicar o governo dos homens por direito de criação, pois foi ele quem os criou (Jo 1.3), e sobre os homens redimidos, ele também tem o direito de redenção, pois os redimiu da escravidão do pecado Cl 1.13.
    O reinado ou o senhorio de Cristo sobre a Igreja e sobre o universo é revelado por Paulo em sua carta aos filipenses: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.9-11.
    A Igreja está submissa a Cristo, conforme Paulo nos revelou na carta aos Efésios quando falou sobre a submissão da mulher ao seu marido: “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido” Ef 5.24.   
      Deus em Cristo determinou um código de ética para ser seguido pelo cristão, compondo esse  código de mandamentos e diretrizes registradas nas Sagradas Escrituras.
      Através de seus mandamentos o Senhor Jesus governa a sua Igreja, e ela é governada por eles. É dever de todo o crente ser obediente a Cristo. Isso acontecendo ele está vivendo em sujeição a Cristo. A submissão ao senhorio de Cristo, antes de ser uma obrigação, deve ser uma expressão de amor e de gratidão que o cristão demonstra ao seu Senhor pelo que Ele fez por ele na cruz do Calvário. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” Jo 15.13.
      Os mandamentos do Senhor para a obediência dos seus servos estão sintetizados no Decálogo e, mais ainda, nos dois mandamentos que o Jesus disse que eram os maiores mandamentos, e que cumprindo os dois estaríamos cumprindo todos os outros: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” Mt 22.37-40.
       O apóstolo João nos disse que os mandamentos do Senhor não são pesados para o cristão. (1 Jo 5.3). O próprio Salvador disse que deveríamos tomar sobre nós o seu jugo, pois o seu jugo é suave e o seu fardo é leve (Mt 11.29,30). Em contrapartida, o jugo do pecado e o seu consequente fardo é pesado sobre homem que desobedece aos mandamentos do Senhor, pois quem é desobediente a Deus não tem paz nem alegria no coração.
     Assim sendo irmãos, sujeitemo-nos a Cristo, o Senhor de nossas vidas, e o obedeçamos em tudo, pois essa é a nossa obrigação e, por conseguinte, a nossa felicidade.       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti