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sexta-feira, 14 de março de 2014

Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O terceiro mandamento do Decálogo trata da proibição de se mencionar levianamente o grande nome do Senhor, do Deus dos Céus. “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
    Estudando as Sagradas Escrituras verificamos que no Antigo Testamento Deus é chamado pelos nomes de Yaweh (Yavé) o mais sagrado deles, Adonai, Shaddai, El, Elohim, Elyon. No Novo Testamento Deus é chamado de Theos, Kyrios, e de Pater. A exceção de Yaweh, os demais nomes foram dados pelos escritores inspirados. Em relação à Yaweh foi o próprio Deus quem se nomeou quando respondeu a pergunta de Moisés sobre qual seria o nome de quem o comissionara para tirar o povo de Israel do Egito. “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3.14) disse Deus a Moisés. Essa expressão na língua original do Antigo Testamento (hebraico) expressa nos caracteres de nossa língua é o tetragrama YHWH onde foram colocadas vogais para facilitar a pronuncia, daí Yaweh (Iavé, Javé, Jeová). “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura” Is 42.8. (Em algumas versões usa-se a palavra SENHOR com letras maiúsculas significando Yavé).

   No contexto bíblico, um nome é geralmente significativo, representa a pessoa, seu caráter, seus atributos, seu oficio, enfim o seu ser. Por exemplo: quando Deus mudou o nome do segundo filho de Isaque, de Jacó para Israel, foi porque houve uma mudança no caráter daquele homem produzida pelo próprio Deus. “Então disse: Não te chamarás mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” Gn 32.28. Quando Deus deu o nome de Jesus ao Seu Filho que encarnara foi porque ele salvaria o seu povo dos pecados deles. Jesus significa na língua grega, Salvador. “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” Mt 1.21.
     A proibição de Deus no Decálogo para que não se pronunciasse o seu nome (YWHW) em vão é porque o seu nome representa o que Deus é, no caso, autoexistente, aquele que existe por si mesmo, sem depender de ninguém nem de nada, todo-poderoso, sublime, etc. “Redenção enviou ao seu povo; ordenou o seu concerto para sempre; santo e tremendo é o seu nome” Sl 111.9.
    Dizem que os escribas judeus levaram tão a sério esse mandamento que até quando copiavam os escritos sagrados e chegavam a esse nome, se lavavam cerimonialmente e trocavam a pena comum que usavam por uma pena de ouro, para grafar o nome de YWHW.
    No Novo Testamento nos é dito que o nome de Jesus é superior a qualquer outro nome dado entre os homens e anjos, e que toda a língua proclame a grandeza desse nome, para a glória de Deus Pai. “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.9-11.    Como Jesus é Deus, ao seu nome deve ser dada a glória que lhe é devido, conforme o Novo Testamento.
   Olhando para as Escrituras como um todo, podemos constatar que os nomes de Deus, sejam os identificados no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, devem ser mencionados somente quando for celebrado “Engrandecei ao SENHOR comigo, e juntos exaltemos o seu nome” Sl 34.3. (Veja ainda At 19.17), invocado “Louvai ao SENHOR e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos” Sl 105.1 (Veja ainda At 7.59), ou proclamado “Então, declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação” Sl 22.22 (Veja ainda Lc 24.47).
  Isto posto, é considerada uma transgressão quando se pronuncia o nome de Deus em vão, conforme diz o Decálogo.                     Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 7 de março de 2014

Não farás para ti imagem de escultura

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    As Sagradas Escrituras nos revelam que Deus ao criar o homem imprimiu em sua alma um sentimento de dependência dele, isto quer dizer que o ser humano só encontra plena satisfação em Deus, que o criou a Sua imagem e semelhança. Agostinho de Hipona, um dos pais da Igreja, expressou esse sentimento, que é comum aos homens: “Quão tarde te amei ó antiga e sempre nova formosura, quão tarde te amei! Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração até que em Ti descanse”.
   Por causa do pecado, que afastou o homem de Deus e o mergulhou em trevas espirituais, esse homem com sede de Deus, mas sem ter uma revelação especial que falasse de Deus mostrando como de fato Ele o é (isto seria feito de forma progressiva através das Escrituras), apesar da revelação através das obras da criação revelar Deus até certo ponto, levou-o a confundir Deus com as coisas criadas (sol, lua, estrela, animais, homens, aves, peixes, etc), e para que esse aspecto religioso se expressasse de forma concreta, o homem começou a fazer representação física (imagens de esculturas) dessas coisas, venerando-as, adorando-as e servindo-as. As culturas mais antigas mostram essa tendência natural do homem de adorar a criatura no lugar do Criador (Veja Romanos 1.18-32).
   Um ídolo ou uma imagem de escultura é, segundo o dicionário de Aurélio, uma “Estátua, ou simples objeto cultuado como deus ou deusa; Objeto que se julga habitar um espirito, e por isso venerado; Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo”.

   O segundo mandamento proíbe terminantemente que o homem faça para si imagem de escultura de qualquer coisa existente nos céus, inclusive aquelas que possam representar as pessoas da Santíssima Trindade e os anjos,  na terra, e nas águas, e que se encurve diante delas e as sirva. “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso...” Ex 20.4,5.
    No Salmo 115 encontramos um arrazoamento e um libelo contra quem faz e contra quem se dobra diante de uma imagem de escultura: “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz tem, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam” Sl 115.4-8. Esse libelo é repetido pelo salmista no Salmo 135.15-18.
   Quem faz uma estátua com fins religiosos está sob juízo divino, bem como aqueles que se dobram diante dela, e confia nela e a serve, isto é o que é dito nos dois Salmos citados. “Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e os que neles confiam” Sl 115.8 (Sl 135.18).
   No contexto histórico do Decálogo, o mandamento foi dado para limpar os israelitas que saíram do Egito, impregnados por uma cultura politeísta, e que iria possuir a terra da promessa onde habitavam sete nações idólatras, sendo, no caso, o povo de Deus usado como instrumento para punir aqueles povos.
  Apesar da força desse mandamento, o povo de Deus do passado falhou terrivelmente nessa área, ocasionando os cativeiros impostos tanto pelos assírios como pelos babilônicos. O povo de Israel só foi curado da idolatria depois de duras penas impostas pelos cativeiros.
    No Novo Testamento encontramos o apóstolo Paulo dizendo que quem adora a ídolos, adora a demônios. “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” 1 Co 10.19,20.
   Quanto ao ritual religioso da Igreja Católica Romana no qual o Deus dos cristãos, os anjos e os santos do passado são representados por estátuas, o mesmo se enquadra na proibição do segundo mandamento e, portanto, está sob juízo divino.  
 Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Não terás outros deuses diante de mim

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    No primeiro mandamento do Decálogo encontramos uma declaração onde nos é revelada a existência de um único Deus verdadeiro, e que esse Deus deve ser, e somente ele, adorado, servido e glorificado pelas suas criaturas, tendo em vista ser Ele também o Criador de todas as coisas.
    As Sagradas Escrituras nos revelam ainda que esse  Deus verdadeiro é o Espirito puríssimo, autoexistente, onipotente, onisciente, onipresente, infinito, imutável em seu ser, e possuidor de outros qualificativos maravilhosos.
    Esse Deus Uno, segundo a Escritura, é também Triúno, ou seja, é único em essência, mas subsiste em três pessoas distintas uma das outras, Pai, Filho e Espirito Santo, possuidoras dos mesmos atributos, tanto naturais (auto existência, onipotência, onisciência, onipresença, ...) como morais  (amor, verdade, justiça e santidade).
    Ainda as Escrituras nos mostram que esse Deus revelado é um ser pessoal, tendo inteligência, vontade e emoções.
   Ainda segundo a Bíblia Sagrada esse Deus é revelado através das obras da criação (revelação natural) e especialmente através das Escrituras (revelação especial). Na primeira classe da revelação é mostrado a sua deidade e o seu poder e por isso todas as criaturas, tanto de natureza espiritual como de natureza material, devem reverenciá-lo, adorá-lo e servi-lo. Através da revelação especial é revelado sobre esse Deus o seu ser, os seus atributos, o seu caráter e a sua soberana vontade.

    Aos seres humanos é dado, de forma clara e objetiva, o mandamento de que o único objeto de adoração e devoção é o Deus verdadeiro revelado nas Escrituras.
  Três religiões no mundo declaram-se monoteístas, que creem num só Deus: o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo. As religiões que creem na existência de vários deuses são chamadas de politeístas.
    Das três religiões que professam a crença num único Deus, só o Cristianismo é que professa a fé num Deus Triúno, único em essência, mas subsistindo na Trindade Santa: Pai, e Filho e Espírito Santo.
       Das duas vertentes do Cristianismo no mundo ocidental (Evangélica e Católica Romana) só o segmento evangélico está livre do politeísmo, já que o Catolicismo quando elevou Maria a posição de deusa, que recebe adoração e veneração por parte dos fiéis, tornou-se politeísta, mesmo sem reconhecer e declarar isto.
     Olhando para o contexto histórico do Decálogo, constatamos que a revelação da existência de um único Deus verdadeiro e o dever do homem de se curvar diante desse Deus em adoração, foi porque os israelitas iriam entrar na terra de Canaã onde habitavam sete nações que adoraram diversos deuses (Baal, Aserá, Dagom,  Moloque, etc), e Deus não queria que o Seu povo se desviasse da crença num único Deus e se curvasse em adoração àqueles que não são de fato o Deus dos Céus.
    Satanás, o fomentador das falsas religiões, quando tentou o Senhor Jesus na área mais sensível,  apresentou-se a si mesmo como um deus e ofereceu a Cristo a sugestão de que se ele o adorasse iria conseguir fama e glória neste mundo. A resposta do Senhor baseada nas Escrituras, foi: “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” Mt 4.10.
   Contextualizando o que o primeiro mandamento diz para a vida da Igreja, o crente deve ter cuidado para não colocar no seu coração nada nem ninguém que venha ocupar o lugar que só pertence a Deus, como por exemplo: a família (marido, ou mulher, ou filhos), o dinheiro, a profissão, a posição social, enfim as coisas deste mundo, pois isso provoca ciúmes em Deus e causa-Lhe desprazer em relação aos que procedem assim. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” Tg 4.4,5.                    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Os Dez Mandamentos

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    Pretendemos pela graça divina comentar de forma sucinta os dez mandamentos da Lei de Deus, um por um, em cada domingo no boletim de nossa igreja, mandamentos esses dados por Deus para nortear a vida do seu povo, no inicio a vida de Israel, e depois do povo da Nova Aliança, a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo.
   O Deus revelado pelas Sagradas Escrituras é um Deus pessoal tendo, portanto, três características comuns a uma personalidade: inteligência, vontade e emoções. Além disso, as Escrituras nos revelam que esse Deus tem atributos (características próprias e distintivas do seu ser) que conhecemos como atributos naturais (onipotência, onisciência, onipresença, Infinitude, espiritualidade, etc), e atributos morais (santidade, justiça, amor e verdade).
   Os Dez Mandamentos estão alicerçados nos Atributos Morais de Deus. Eles foram entregues para obediência do seu povo nas duas dispensações (antiga e nova aliança).
  Os quatro primeiros mandamentos contemplam o relacionamento do homem com Deus e os seis restantes contemplam o relacionamento do homem com o seu semelhante, que foram condensados pelo Senhor Jesus em dois mandamentos:  Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e ao teu próximo como a ti mesmo.
   Os Dez Mandamentos foram entregues pelo próprio  Deus a Moisés no Monte Sinais onde o povo de Israel se encontrava após a saída do Egito. Foram gravados em duas tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus.

    Quando Moisés desceu do Monte Sinai, depois de Deus lhe ter entregado os Dez Mandamentos  ficou indignado com a idolatria dos israelitas que em sua ausência  fizera um bezerro de ouro e lhe prestava culto, devido a demorada ausência de Moisés que passara quarenta dias no cume do monte recebendo a revelação de Deus. Moisés, indignado com o desvio do povo, arrojou as duas tábuas da Lei no chão quebrando-as, o que fez com que Deus mandasse que ele lavrasse duas novas  tábuas e subisse novamente ao Sinai e lá Deus  escreveu de novo nas tábuas essa Lei tão preciosa.
   Os Dez Mandamentos é a condensação da Lei Moral entregue por Deus ao povo de Israel no Sinai, pois no Sinai Deus deu a Israel a Lei divina que abrange três áreas: Moral, Cerimonial e Civil. Essas Leis estão espalhadas nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A Lei Moral foi dada para nortear o relacionamento do homem com Deus e com o seu próximo; A Lei cerimonial foi dada para nortear o culto judaico no santuário do Senhor, e a Lei civil para nortear o viver do povo de Israel na terra da promessa.
   Os Dez Mandamentos estão registrados nos livros de Êxodo (20.1-17) e Deuteronômio (5.6-21).
    Alguns objetam que os Dez Mandamentos caducaram com o estabelecimento da Nova Aliança, onde a lei de Cristo impera. Ledo engano! Se olharmos atentamente para o Novo Testamento haveremos de observar que todos os mandamentos, tais como são, exceto a questão da guarda do dia do sábado, foram ratificados por nosso Senhor Jesus Cristo ou pelos seus apóstolos. Em relação ao sábado é importante saber que o Novo Testamento não o revoga. Absolutamente não! O que o Salvador fez foi mostrar o verdadeiro principio do mandamento que é o de se reservar, no tempo semanal que Deus nos deu, um dia para descanso e adoração. A Igreja no início de sua existência costumava  se reunir no primeiro dia da semana, o dia seguinte ao sábado, para cultuar a Deus e celebrar a ressurreição de Jesus. No devido tempo explicaremos melhor a questão.
   É conveniente esclarecer que os Dez Mandamentos não foram dados só para observância do povo de Deus (Israel no passado e a Igreja no presente), mas para todos os seres humanos, que são feitos a imagem e semelhança de Deus. O ser humano  tem uma obrigação moral para com Deus, e será cobrado a esse homem no dia do juízo final essa responsabilidade, quando irão comparecer diante do Senhor para dá conta de sua vida, e um dos parâmetros  usado no Juízo Final será o Decálogo.                     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti   

sábado, 21 de setembro de 2013

Creio num Deus Criador

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando prosseguimento ao estudo do Credo Apostólico, iremos neste boletim dissertar sobre  Deus como o Criador de todas as coisas, pois dentre as expressões de fé do Credo encontramos aquela que diz: “Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, Criador do Céu e da terra”.

    No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) temos uma seção que contempla as obras de Deus (criação, preservação e milagres). Dentre essas obras, como vimos acima, encontramos a criação. As Escrituras credita a Deus a criação dos Céus e da terra. “No principio criou Deus os céus e a terra” Gn 1.1. Nesse versículo encontramos a sentença geral e nos seguintes encontramos o detalhamento da obra criadora, Noutra Escritura nos é revelado que Deus criou tudo do nada, usando o poder de Sua palavra. “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hb 11.3. Ainda noutro texto encontramos que a criação não foi só a do mundo físico, mas também a do espiritual, senão vejamos: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos Céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16.
    Quando se fala dos céus como obra da criação de Deus deve-se levar em consideração os três tipos de Céus: o céu atmosférico, o céu sideral e o Céu de Deus, o terceiro Céu, o Paraíso.
    Toda a criação de Deus revela a Sua extraordinária sabedoria, pois todo o universo funciona de acordo com leis estabelecidas pelo Criador. “O Senhor com sabedoria fundou a terra; preparou os céus com inteligência” Pv 3.19. Isso põe por terra a absurda ideia de que o universo é produto de um acaso, de um big bang. Há inclusive uma teoria diabólica que ensina que o ser humano é produto de uma evolução da espécie e não de uma criação direta de Deus.
    Quando o Logos divino nos é apresentado no prólogo do evangelho de João nos é dito que através dele, do Logos, Jesus, o Filho de Deus, toda a criação foi feita. “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nado do foi feito se fez”. Jo 1.1-3. No texto de Colossenses encontramos que “tudo foi criado por ele e para ele”.
    Na criação, o Espírito de Deus participou ativamente dessa grandiosa obra, senão vejamos: “O Espirito de Deus me fez, e a inspiração do Todo-poderoso me deu vida” Jó 33.4. Veja ainda Gn 1.2. Isto quer dizer que toda a criação é uma obra do Deus Triúno, mas o Pai, em termos funcionais, é reconhecido como o Criador (O Pai é o Criador, o Filho é o Redentor, e o Espírito é o Santificador).
   No livro de Apocalipse encontramos uma grande celebração no Céu como reconhecimento de Deus como o Criador: “Digno és Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11.
   A criação nos fala de Deus. A isso chamamos de revelação natural, a revelação de Deus através da natureza. No livro de Romanos nos é dito que o homem não tem desculpa diante de Deus quando não acredita NELE nem o cultua como Deus. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”. Rm 1.20.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Creio em Deus Pai, Todo Poderoso

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos falar um pouco sobre Deus como Todo-Poderoso. No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) descobrimos que Ele é possuidor de diversos atributos (características distintivas do ser de Deus) que são conhecidos como atributos naturais ou incomunicáveis e atributos morais ou comunicáveis. Dentre os atributos naturais de Deus, aqueles que são exclusivos dele, e que Ele não compartilhou com a sua criação, encontramos o atributo da Onipotência.
  A palavra onipotência é composta de duas palavras latinas omni (todo) e potentia (poder) e significa todo o poder, toda a autoridade, capacidade de fazer tudo. Esse atributo de Deus quer dizer que Ele é Todo Poderoso, tem todo o poder, capaz de fazer tudo o que lhe apraz. As Escrituras nos revelam essa grande verdade, que Deus é Todo Poderoso, creditando-Lhe a criação de todas as coisas a partir do nada, o que veremos no próximo boletim.

   No livro de Gênesis, quando Deus se revelou a Abraão Ele o fez como o Deus Onipotente, senão vejamos: “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1. Quando Deus afunilou a promessa de conceder uma grande descendência humana a Abraão sendo ele já idoso e Sara sua mulher, além de ser idosa, era também estéril, Sara no seu íntimo pontuou algumas impossibilidades, o que fez Deus lhe revelar algo mais de Sua onipotência: “haveria coisa alguma difícil para o Senhor?...” (Gn 18.9-14). Em diversos outros textos bíblicos encontramos, tanto no A.T. como no N.T., esse precioso ensino sobre a onipotência de Deus (Ex 6.3; Rt 1.20; Jó 5.17; Mt 26.64; Mc 14.62; Ap 1.8;...).
  Ao Senhor Jesus Cristo, como eterno Filho de Deus, como a segunda pessoa da Santíssima  Trindade, é conferido também esse atributo, pois assim encontramos nas Escrituras: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” Mt 28.18.  No livro de Apocalipse encontramos outra Escritura que fala sobre o assunto: “Eu sou o alfa e o Ômega, o principio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” Ap 1.8.
  Esse atributo de Deus traz para a vida do Seu povo, a Igreja, diversas implicações, tais como: Deus salva da perdição eterna através de Jesus os crentes, removendo-lhe a culpa do pecado (Ef 1.7); Deus ressuscitará os mortos, dando aos crentes em Cristo um corpo glorificado e aos não crentes corpos especiais para suportarem a eternidade (1 Co 15.51-54; Jo 5.28,29); Deus fez, faz e fará maravilhas em favor de Seu povo (Gl 3.5); Deus criará no devido tempo novos céus e nova terra (2 Pe 3.12,13);  Deus abre caminho onde não há caminho (Ex 14.21); Deus dá a vida e a tira quando achar conveniente (1 Sm 2.6); Deus dará curso ao Seu programa eterno em todas as suas etapas e ninguém pode impedir que isso aconteça (Is 34.16); enfim, Deus é capaz de tudo. Assim sendo, curvemo-nos diante desse Glorioso Deus, confiemos nEle e O sirvamos de todo o coração. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 7 de setembro de 2013

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos falar um pouco sobre a paternidade de Deus, pois o Credo declara a crença de Deus como Pai. “Creio em Deus Pai”.
  Quando se trata da paternidade de Deus temos que levar em consideração duas coisas. Primeiro é a que trata de Deus como Pai de Jesus. Na Teologia Sistemática encontramos que o Pai gerou o Filho, e o Filho foi gerado pelo Pai. Essa geração não é aquela que ocorreu no ventre de Maria por obra e graça do Espírito Santo. No livro de Salmos (Sl 2.7) encontramos o Pai declarando que o Filho foi gerado por Ele. “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esse hoje é um hoje atemporal, é o hoje eterno de Deus. Que esse texto é cristológico não temos dúvidas, pois é aplicado a Cristo no livro de Hebreus em duas ocasiões (Hb 1.5; 5.5). O próprio Jesus, em diversas ocasiões, declarou a Sua filiação divina (Jo 5.17,20,37, etc). Assim fizeram também os apóstolos de Jesus (Gl 4.4; 2 Pe 1.17; 1 Jo 1.3, etc.).

    A outra área que queremos enfatizar sobre a paternidade de Deus é aquela definida no Seu programa eterno, de receber como filhos adotivos aquelas pessoas que creem em Seu Filho Jesus Cristo. Eis aí uma das mais extraordinárias revelações encontradas no Novo Testamento. Deus graciosamente resolveu se constituir Pai daqueles que tem fé em Jesus. “Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome” Jo 1.12. Paulo, apóstolo, também fala sobre o assunto em suas cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Efésios. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.5. “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama; Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” Gl 4.5-7. (Veja ainda Rm 8.15-17).
   A paternidade de Deus tem profundas implicações na vida de seus filhos adotivos. O Pai Celeste tem direito sobre nós em tudo, inclusive de nos disciplinar, quando infringimos as suas diretrizes. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho” Hb 12.5,6.
    Essa paternidade quer dizer que temos em Cristo intimidade com Deus a ponto de poder chamá-lo de “Abba, Pai”. Essa expressão denota uma extraordinária intimidade e pode ter o significado em nossa língua de papai, paizinho.
    A paternidade de Deus também nos garante o Seu cuidado (1 Pe 5.7), a Sua proteção (2 Ts 3.3), as Suas provisões (Fp 4.19), e a posse, no devido tempo, de uma herança inaudita nos Céus reservada para nós (1 Pe 1.4).
    Assim sendo, curvemo-nos diante de nosso Pai Celeste e vivamos de acordo com a sua vontade, que é boa, perfeita e agradável, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.
                        Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 31 de agosto de 2013

Creio em Deus


Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos dissertar um pouco sobre o primeiro objeto da declaração do Credo, que é Deus: “Creio em Deus”.
   As Sagradas Escrituras não faz nenhuma apologia sobre a existência de Deus. Ela declara de forma peremptória, na sua primeira sentença (No principio criou Deus o céu e a terra), a existência de Deus como certa e real. O mesmo acontece no prólogo do Evangelho de João: “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

   Aprouve a esse Deus autoexistente, por sua bondade e graça, se revelar a Si mesmo através das coisas que foram criadas por Ele, que chamamos de revelação geral ou natural. “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” Sl 19.1. (Veja ainda Rm 1.18-20). Deus ainda se revelou através das Sagradas Escrituras, que chamamos de Revelação Especial. Nessa revelação Deus revelou, até aonde queria nos revelar, o Seu ser, o Seu caráter, os Seus atributos e a Sua vontade. Conhecemos de Deus aquilo que está revelado na Bíblia Sagrada, e essa revelação nos diz que Deus em sua essência é espirito, infinito, eterno, autoexistente, imutável, imensurável, etc. Essa revelação, no que refere ao caráter de Deus, diz que Ele é amor, santidade, justiça e verdade. No que se refere aos seus atributos a Bíblia nos revela que Deus é possuidor de características peculiares, exclusivas dEle, tais como Infinitude, Imutabilidade, Onipotência, Onisciência, Onipresença, etc (atributos naturais ou incomunicáveis). Outros atributos de Deus tais como amor, justiça, verdade e santidade (atributos morais ou comunicáveis) Ele compartilhou, em certa medida, com o homem que foi criado a Sua imagem e semelhança. No que se refere à vontade de Deus, a Bíblia nos revela o que Deus requer de nós seres humanos. Diz ela que Ele estabeleceu um código de ética para a nossa vida, o qual cumprindo o homem agrada a Deus e é feliz. Ainda em relação à vontade de Deus deve-se enfatizar a questão da vontade salvífica, ou seja, a vontade de Deus em querer que todos os homens eleitos sejam salvos, através da obra meritória do Seu Filho Jesus Cristo (1 Tm 2.4).  Deus ainda revela através da Bíblia (A.T.) os Seus nomes: El, Elyon, Elohim, Shaddai, Adonai e Javé (SENHOR), este último o mais sagrado de todos. No N.T. Deus revelou-se como Théos, Pater e Kurios (Senhor).
    Assim sendo, creiamos de coração nesse Deus revelado na Bíblia Sagrada, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Deus soberano


  Quando falamos sobre a soberania de Deus queremos dizer que Ele é o Senhor do Universo e que Ele domina sobre tudo e todos e nada acontece no mundo, especialmente entre as suas criaturas morais, e ainda mais no meio daqueles que professam a fé em Cristo, sem a sua autorização. No Salmo 103.19 encontramos um versículo que fala sobre essa soberania: “O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo”. Nas visões que alguns bem-aventurados servos de Deus tiveram do Senhor, O viram assentado sobre um trono de glória, governando. Assim aconteceu com o profeta Isaías conforme relatado em seu livro, que nos diz assim: ”No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e o seu séquito enchia o templo” Is 6.2. (Veja ainda 1 Rs 22.19; Ap 4.2,3).
   Essa soberania ou esse controle que Ele tem de todas as coisas nos enche o coração de admiração e temor. Tudo o que acontece no mundo é ordenado ou permitido por Deus, nada acontece sem a sua permissão. Razão sobeja teve o poeta sacro quando compôs: “Tu és soberano sobre a terra, Sobre os céus tu és Senhor, absoluto. Tudo que existe e acontece Tu o sabes muito bem, Tu és tremendo. E apesar dessa glória que tens, Tu te importas comigo também, E este amor tão grande eleva-me, Amarra-me a ti, Tu és tremendo”.
Essa soberania traz para a Igreja, além de admiração e temor como foi dito, uma segurança maravilhosa, pois esse Deus soberano que governa tudo, inclusive as contingências da vida dos salvos, não perdeu nem perderá o controle das coisas.
   Às vezes no cotidiano da vida cristã enfrentamos terríveis vendavais, mas precisamente acreditar na revelação da Palavra de Deus que diz que o Soberano Senhor está no barco de nossas vidas e esse barco não  naufragará, mesmo que pensemos que Deus está indiferente ao que está acontecendo, como foi o caso dos discípulos numa das travessias do Mar da Galiléia feita pelo  Senhor e por eles. O texto bíblico nos relata que Jesus ordenou aos seus discípulos que passassem de uma margem para a outra do Mar da Galiléia. Ele fora também com eles nessa travessia. Em dado momento surgiu um grande temporal de vento e as ondas se agitaram e enchiam o barco a ponto dele correr o risco de afundar. Foi aí que os discípulos apavorados, despertaram Jesus que dormia na popa do barco, dizendo: Mestre não se te dá que pereçamos? Prontamente o Senhor levantou-se e ordenou com a sua voz poderosa que o vento e o mar se aquietassem, e fez-se grande bonança (Mc 4.35-42).
   Querido irmão, você que está enfrentando dificuldades, que viu desabar um terrível temporal em sua vida, creia nesse Senhor soberano, porque Ele tem poder sobre todas as coisas. Assim como ele aquietou o mar e fez-se bonança repreenderá a tempestade e lhe dará vitória.  “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” Sl 46.1.
                      Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Iavé Shammah

A Bíblia nos revela que o nosso Deus é o Deus transcendente, ou seja, ele não habita neste mundo, é invisível, sublime, habita nos céus. Ao mesmo tempo as Escrituras nos revelam que esse Deus sublime, cuja morada não é entre os homens é o Deus imanente, que interage com a sua criação. “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” Is 57.15.
No Antigo Testamento Deus era famoso por habitar entre o seu povo, apesar de toda a sua glória e majestade. Na visão que o patriarca Jacó teve em Betel, ele chegou à seguinte conclusão depois que teve um sonho e viu o Senhor no topo da escada: “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: “Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia” Gn 28.16. Um dos nomes dados a Deus pelo Espírito Santo na época do cativeiro babilônico foi Iavé Shammah (o Senhor está ali). Ez 48.35.
Ainda nos é dito pela Escrituras que Deus é conhecido como Emanuel (Deus conosco). “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco”. Mt 1.23. Essa Escritura faz referência a vinda do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo a este mundo para realizar a obra redentora. Jesus aqui neste mundo, nos dias da Sua encarnação, era o próprio Deus presente conosco. A um apóstolo que desejava ver ao Pai, Ele respondeu: “Disse-lhe Jesus: ... Quem me vê a mim vê o Pai...” Jo 14.9. Paulo disse que Cristo era a imagem do Deus invisível Cl 1.15
Ainda nos diz as Escrituras, que de acordo com o programa redentor, o Cristo entronizado derramou o Espírito Santo sobre a Igreja inaugurando-a no Dia de Pentecostes, passando daí a contar ela com a presença do Deus Espírito. Essa presença, ainda de acordo com o programa divino, é individualizada, na vida daqueles que crêem em Cristo. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef 1.13. (Veja ainda Jo 7.39).
Diz-nos ainda as Escrituras que a presença de Deus está também na Igreja como comunidade. O Senhor Jesus prometeu que estaria com o seu povo quando estivesse reunido em seu nome. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” Mt 18.20. O Senhor ainda prometeu que neles habitaria e entre eles andaria (2 Co 6.16). No livro de Apocalipse nos é dito que o Senhor da Igreja anda no meio dela. “Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro” Ap 2.1.
A presença do Senhor em nossas vidas e no meio da Igreja é um dos grandes privilégios que Deus por graça e misericórdia nos concedeu. Honremos irmãos essa presença e usufruamos dela para a nossa felicidade, pois a presença divina proporciona: 1) Consolo na peregrinação terrena - Gn 28.15; 31.3; Ex 3.12; 29.45; 2) descanso - Ex 33.14; Lv 26.12; 3) Encorajamento para as batalhas da vida - Dt 20.1; 4) Conforto nas provas - Is 43.2; Zc 2.10; 5) Garantia de resposta até mesmo aos menores grupos de crentes- Mt 18.19,20; 6) Permanência até o fim - Mt 28.20.

domingo, 25 de maio de 2008

Coincidência ou Providência?

O livro de Ester, que é o último dos livros históricos do Antigo Testamento, tem uma particularidade interessante que é não se encontrar nele o nome de Deus. Esse livro repleto de eventos maravilhosos não consta o nome de Deus, mas, em tudo, se pode observar a Sua providência através dessa história.A providência divina começa a se evidenciar com a deposição de Vastir por desobediência ao seu esposo Assuero, rei da Pérsia, na época a maior potência do mundo. Depois, num concurso de beleza, quando a judia Ester (Hadassa) foi escolhida pelo rei Assuero para substituir a rainha deposta. Deus, na sua providência, estava colocando uma pessoa de sua confiança numa posição estratégica no reino persa para intervir num momento de perigo de extermínio do seu povo, arquitetado por um feroz inimigo.Depois, podemos observar a providência divina em que o primo de Ester, Mardoqueu, descobriu um complô contra o rei Assuero por parte de dois de seus servos. Mardoqueu denunciou o fato a Ester e o rei abortou o atentado mandando enforcar os dois servos rebelde. Mas o rei esqueceu-se de beneficiar aquele que lhe salvara a vida.Outro acontecimento interessante onde é evidenciada a providência de Deus foi quando o rei Assuero resolveu exaltar um dos seus príncipes chamado Hamã, que entrou em rota de colisão com os judeus, pois esse príncipe exigia que todas as pessoas se dobrassem diante dele, o que para um judeu era inadmissível, pois as Escrituras proibiam honrar a criatura mais do que ao Criador. Com ódio no coração, Hamã resolveu destruir não só Mardoqueu, mas também a todos de sua raça. Instigado por Hamã, o rei assinou um decreto em que todos os judeus que viviam sob o seu império fossem mortos. Nesse ínterim, o rei Assuero que tinha se esquecido do benefício que lhe fizera Mardoqueu, perdeu o sono numa de suas noites e ordenou que os seus escribas lhe trouxessem as crônicas do reino. Lendo-as, o rei foi levado pela providência divina a se lembrar do episódio acontecido, quando atentaram contra a sua vida, e perguntou que benefício fora feito a Mardoqueu por isso. Tendo uma resposta negativa, o rei Assuero ordenou a Hamã, inimigo de Mardoqueu e dos judeus, que desse a Mardoqueu as maiores honras pela sua atitude.Mas que ironia do destino: aquele que iria destruir os judeus foi obrigado pelo rei a honrar o seu inimigo. Mas, não tem nada de ironia do destino aí nem também coincidência, e sim a poderosa mão de Deus trabalhando em favor do seu povo, escrevendo a história. No final, Mardoqueu é elevado à segunda autoridade no reino da Pérsia, e Hamã enforcado na forca que preparara para Mardoqueu. Irmãos, Deus está no controle de todas as coisas. A Igreja é preciosa aos seus olhos e Ele está trabalhando em favor dela, através de Sua providência. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”.

Eudes Lopes Cavalcanti

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...