domingo, 24 de maio de 2009

Um crente cheio do Espírito Santo

No seu plano redentor, Deus determinou que as pessoas que cressem no Senhor Jesus Cristo recebessem o dom do Espírito Santo. “E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem;...” Jo 7.39. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef 1.13. “E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” Gl 4.6. A presença do Espírito Santo na vida do salvo em Cristo é uma das gloriosas bênçãos comunicadas a ele, graciosamente como dom específico de Deus. É o selo distintivo de quem pertence a Cristo. As pessoas que não são crentes em Cristo não têm dentro de si o Espírito Santo. “... mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo esse tal não é dele” Rm 8.9.
Ainda de acordo com o Seu plano eterno é do propósito de Deus que os crentes em Cristo vivam uma vida cheia do Espírito Santo. “... mas enchei-vos do Espírito” Ef 5.18.
Um crente cheio do Espírito é uma pessoa operosa na obra do Senhor e que produz no seu viver diário o fruto do Espírito que é identificado em Gl 5.22: “Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança”.
Ser cheio do Espírito Santo é deixar-se dominar por Ele. É submeter-se a Sua direção. Uma pessoa que está cheia do Espírito tem prazer de fazer a vontade de Deus, tem prazer de está em sua presença, tem prazer nos cultos, engaja-se voluntariamente na obra do Senhor que para ela é a maior prioridade, contribui financeiramente, enfim, dá a sua parcela de contribuição para que a obra do Senhor seja realizada.
Um crente cheio do Espírito Santo é um instrumento poderoso nas mãos do Senhor, é o que podemos observar ao longo da revelação bíblica. Vemos essa benção na vida de Moisés, de Josué, dos juízes Gideão, Jefté, Sansão, do rei Davi e de outros servos de Deus do Antigo Testamento. Do Novo Testamento identificamos Pedro, Filipe, Paulo e os outros apóstolos. Podemos observar ainda essa benção na vida de inúmeros servos de Deus ao longo da história da Igreja, e para identificar alguns, citamos os nomes de Lutero, Calvino, Zuinglio, Jonathas Edwards, Wesley, Whitefield, Finney, Moody, Billy Granham, homens esses que viveram uma vida cheia do Espírito e foram poderosos instrumentos nas mãos de Deus em sua geração. A exemplo dos servos de Deus do passado, uma pessoa cheia do Espírito Santo realiza uma grande obra no reino de Deus, de acordo com os dons que o Espírito Santo venha a lhe conceder.
Lembre-se querido irmão, de que essa benção não foi uma exclusividade desses homens que deixaram um grande legado no Reino de Deus. Lendo o texto de Atos 2.39, encontramos que a dádiva do Espírito Santo, acompanhada com o respectivo infundir do poder de Deus, é uma promessa para todos aqueles que professam o nome de Jesus. “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.
Assim sendo, enchamo-nos do Espírito de Deus e façamos com autoridade a obra do Senhor, pois esse é o Seu propósito para nossas vidas.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

EU, UM IDÓLATRA?


As Sagradas Escrituras nos revelam da existência de um só Deus verdadeiro. “Porque há um só Deus...” 1 Timóteo 2.5. Esse Deus revelado é um único Deus, e subsiste em três pessoas: o Pai, Filho e o Espírito Santo, da mesma essência e possuidoras dos mesmos atributos. “Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra (O Verbo), e o Espírito Santo; e esses três são um” 1 João 2.7.
A Bíblia ainda nos revela que só a esse Deus é devido à adoração. “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Mateus 4.10. Diz ainda a Palavra de Deus que esse Deus deve ter em tudo a primazia em nossas vidas. “Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça,...” Mateus 6.33. Diz ainda as Escrituras que devemos amar a Deus sobre todas as coisas. “E Jesus disse-lhes: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu pensamento” Mateus 22.37.
Tratando-se de idolatria devemos entender que a Bíblia a condena veementemente porque os ídolos erigidos pelo povo de Deus no passado (estátuas, figuras,...) estavam recebendo adoração, honras e louvores só devidos ao Deus dos céus. Esses ídolos de pedra, de ouro, de prata, de madeira, de ferro, de bronze e de barro estavam usurpando a adoração ao verdadeiro Deus. O povo de Deus estava dando mais atenção aos falsos deuses (ídolos) do que ao Senhor, cultuando-os e deixando-os cativar os seus corações. Graças a Deus que a idolatria no meio do Israel bíblico foi erradicada a partir do cativeiro babilônico.
No meio evangélico, até aonde sabemos, não se cogita a adoração a ídolos visíveis. Mas considerando que o ídolo não é somente uma estátua que é erigida, reverenciada e venerada, e sim qualquer coisa que ocupe o primeiro lugar no coração do homem, que roube a prioridade de Deus em sua vida, podemos entender que o problema continua no meio do povo de Deus, a Igreja. Nesse contexto, vemos hoje uma Igreja mesclada de idólatras, de pessoas que se dizem crentes em Cristo, mas, que não permitem que Deus ocupe o primeiro lugar em suas vidas.
A idolatria hoje se tornou mais sutil, mais sofisticada. Pode ser o dinheiro que colocamos como a principal coisa em nossas vidas (a avareza é comparada à idolatria - Veja Colossenses 3.5). Pode ser ainda o negócio que o cristão tem. Pode ser o cônjuge, o filho, o automóvel, a casa, um programa de televisão, um lazer, ou qualquer outra coisa que desloque Deus do centro de nossas vidas. Enfim, tudo aquilo que amamos mais do que a Deus constitui-se idolatria.
Diante do exposto, achamos que a pergunta feita no título desta reflexão é pertinente no contexto atual da Igreja, pois estamos assistindo apreensivo, apesar dos inúmeros apelos feitos através dos nossos boletins, das pregações e das pastorais, um desinteresse dos crentes nas coisas de Deus e o apego às coisas deste mundo, coisas essas que são mais valorizadas do que as de Deus. Essa apatia torna-se visível na negligência aos cultos da Igreja, na avareza em entregar o dízimo do Senhor, na negligência na evangelização dos perdidos... Já é hora, irmãos, de nos arrependermos desse pecado e abandonarmos aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossas vidas.

A IGREJA CONGREGACIONAL


A Igreja Congregacional surgiu na Europa (Inglaterra), no século XVII, e se expandiu nas colônias inglesas das terras americanas no século seguinte. O surgimento desse segmento evangélico deu-se por ocasião do desejo de irmãos inconformados com uma igreja controlada pelo Estado. As origens da Igreja Congregacional remontam a época dos puritanos, poderoso movimento de caráter espiritual que buscava uma vida de santidade de acordo com a Palavra de Deus.
No Brasil a Igreja Congregacional surgiu com o trabalho do missionário inglês Robert Reid Kalley, na época do Brasil Império, no governo de Dom Pedro II. A Igreja Congregacional começou em nossa Pátria em 1855 com uma escola bíblica dominical, sendo ela pioneira na organização de um trabalho em língua portuguesa no Brasil. Em seu ministério, Dr. Kalley fundou a Igreja Fluminense no Rio de Janeiro e a Igreja Pernambucana em Recife, ambas de governo congregacional.
No Nordeste brasileiro, a Igreja Congregacional ganhou um poderoso impulso com a obra de renovação espiritual principalmente nos estados da Paraíba e de Pernambuco, isto nas décadas de 60 e 70.
A Igreja Congregacional se caracteriza no aspecto espiritual pelo seu apego as Sagradas Escrituras como única regra de fé e prática e pela sua ênfase na oração como instrumento de crescimento espiritual. Os seus cultos têm uma liturgia simplificada onde o louvor, a oração, a leitura e exposição da Palavra de Deus ocupam papel preponderante.
A Igreja Congregacional pratica sistematicamente as duas ordenanças deixadas por nosso Senhor Jesus: a Ceia do Senhor e o Batismo Cerimonial. Quanto a Ceia ela é realizada de forma aberta o que permite que membros de outras Igrejas participem. O batismo ministrado pela Igreja é o batismo por aspersão, quando o derramar da água sobre o batizando simboliza a purificação produzida pelo sangue de Jesus e o derramar do Espírito Santo sobre o salvo.
A Igreja Congregacional tem como ponto alto em sua eclesiologia, seguindo o modelo bíblico, a assembléia de membros que é o órgão maior dentro dela e que a governa. Ainda a Igreja Congregacional é uma organização completa em si mesma com existência independente e autônoma. A filiação de uma Igreja Congregacional a uma convenção de Igrejas da mesma fé e ordem é voluntária.
Os Pastores, Presbíteros e Diáconos são os obreiros que recebem da assembléia da Igreja delegação, através de seus instrumentos normativos, para dirigi-la na área de suas competências. Ao Pastor da Igreja cabe a liderança maior dentro dela tanto na área espiritual como na administrativa, sendo ele o anjo da Igreja, responsável pela Igreja diante de Deus, da Denominação a que pertence bem como diante do Estado Brasileiro. Os Presbíteros são os oficiais escolhidos pela Igreja, segundo ordenação do Senhor, para ajudar o Pastor no pastoreio da mesma (visitar os irmãos enfermos, orar pelos membros, instruí-los na doutrina, enfim cuidar da vida espiritual do rebanho). Os Diáconos têm a atribuição de cuidar dos crentes necessitados, de zelar pelo bom andamento do trabalho na casa do Senhor, distribuir a Ceia,... Ainda se tem numa Igreja Congregacional, a delegação de outras tarefas que são executadas pelos seus diversos departamentos e que funcionam sob a orientação geral do Pastor da Igreja. A Igreja Congregacional também tem extensões que se chamam de Congregação, Ponto de Pregação e Núcleo de Oração.
Louvemos a Deus por pertencermos a uma Igreja que é uma instituição divina e que existe para promover a glória de Deus, a edificação dos crentes, para proclamar o Evangelho e cuidar dos santos necessitados.

As Sagradas Escrituras


Deus por graça e misericórdia revelou-se as suas criaturas através da natureza e através das Sagradas Escrituras. A primeira revelação é chamada de Revelação Geral e a segunda de Revelação Especial. Na Revelação Geral Deus revelou-se como o Deus Todo-poderoso, como o Criador de todas as coisas, tanto as visíveis quanto as invisíveis. Na Revelação Especial Deus revelou o seu ser, o seu caráter, os seus atributos e a sua vontade. Revelou ainda Deus nas Sagradas Escrituras o seu programa redentor através do seu Filho Jesus Cristo.
Essa Revelação Especial foi feita através dos livros inspirados pelo Espírito Santo que se encontram no Cânon Sagrado, conforme o conhecemos. As Sagradas Escrituras compõem-se de duas partes: Antigo e Novo Testamento, tendo a primeira trinta e nove livros e a segunda, vinte e sete, assim classificados: Antigo Testamento: Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio); Históricos (Josué, Juízes, Rute, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1ª e 2ª Crônicas, Esdras, Neemias e Ester); Poéticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares); Proféticos (Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias). Novo Testamento: Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João); Histórico (Atos dos Apóstolos); Epístolas Paulinas (Romanos, 1º e 2º Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1º e 2º Tessalonicenses, 1º e 2º Timóteo, Tito e Filemom); Epístola aos Hebreus; Epístolas Gerais (Tiago, 1º e 2º Pedro, 1º, 2º e 3º João, Judas); Apocalipse.
Deus de acordo com o seu plano usou para escrever os livros do Cânon Sagrado quarenta escritores num espaço de tempo de dezesseis séculos. Os autores dos livros sagrados foram todos inspirados por Deus para fazer o registro da verdade divina de acordo com o que Deus revelara. “Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” 2 Tm 3.16. “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 2 Pe 1.20,21.
A inspiração fez da Bíblia Sagrada um livro especial, de origem divina, infalível, digno da aceitação e crença por parte dos homens. “... e a Escritura não pode falhar” Jo 10.35.
A Bíblia é uma dádiva de Deus ao mundo e mui especialmente a Igreja, sendo ela a sua única regra de fé e prática. “Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos” Sl 119.4.
Sendo as Sagradas Escrituras a autêntica revelação especial de Deus e que nela encontramos, até onde Deus queria nos revelar, informações sobre o Seu ser, os Seus atributos, o Seu caráter, a Sua vontade e o Seu programa redentor, deve merecer por parte dos crentes uma atenção especial. Os crentes devem ter um grande apreço pelas Sagradas Escrituras, lendo-a diariamente, examinando-a com atenção, buscando a iluminação do Espírito Santo, procurando ouvir a voz de Deus, e obedecendo aos seus mandamentos. Eles devem ler a Bíblia para serem sábios e obedecer aos seus mandamentos para serem santos. “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia” Sl 119.97.