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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Não Cobiçarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O último mandamento do Decálogo trata da proibição à cobiça. “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” Ex 20.17.
    O verbo cobiçar, segundo o dicionário de língua portuguesa de Aurélio, significa: “ter cobiça de; apetecer muito. Desejar (o que é de outrem)”. Então, cobiça é um  desejo veemente de  possuir aquilo que é de outra pessoa. 
   Vemos na história bíblica alguns episódios em que a cobiça levou indivíduos a pecarem contra Deus. O primeiro caso foi o desejo de Eva de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Satanás espertamente instigou esse sentimento no coração daquela mulher quando  disse que aquele fruto, caso fosse comido por ela, a faria ser semelhante a Deus. “Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” Gn 3.4,5. Eva impressionada com a malfadada explicação do texto feita pelo Diabo deixou-se dominar pela cobiça e o resultado foi comer do fruto proibido, levando a seu marido a comer também, e as consequências  todos  nós sabemos. “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6.

    Outro caso registrado na Bíblia em que a cobiça levou a um dos soldados de Israel, na época da conquista da terra da Promessa, cometer pecado contra Deus, que trouxe para ele, sua família, e para o povo de Deus resultados  funestos.  Acã movido pela cobiça, segundo o seu próprio testemunho, se apropriou do anátema e o escondeu em sua tenda. “E respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela” Js 7.20,21.
     Outro episódio que mostra bem o perigo da cobiça foi o protagonizado por Absalão, filho de Davi, que usurpou o trono pertencente ao seu pai, obrigando ao rei a fugir de Jerusalém para escapar com vida. (Veja essa história em 2 Samuel capítulos 15, 16, 17 e 18). O resultado desse pecado levou Absalão à morte prematura.
     Ainda outro episódio foi o de Adonias outro filho de Davi que, mesmo sabendo que Salomão seria o herdeiro no trono de Israel, pôs os olhos grandes no trono que não lhe pertencia. “Então, Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele” 1 Rs 1.5. O resultado dessa cobiça também foi a sua morte prematura, como juízo de Deus (1 Rs 2.23-25).
    No meio da Igreja Primitiva houve um caso de cobiça manifestado por um novo convertido que, vendo que pela imposição de mãos dos apóstolos os crentes recebiam o poder do Espirito Santo, quis possuir essa capacidade, oferecendo  dinheiro. “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus” At 8.18-21.
    Alguém já disse, e é verdade, que a cobiça é irmã gêmea da inveja. A pessoa cobiça porque tem inveja do que os outros têm.       
    Paulo recomenda aos crentes que não se deem a cobiça do que quer que seja, inclusive daquilo que não é material como, por exemplo, o ávido desejo de ser reconhecido por parte do povo de Deus (vanglórias). “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” Gl 5.26.
                             Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Não dirás falso testemunho

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O nono mandamento é uma ordem expressa de Deus para que o ser humano, especialmente aqueles que pertencem ao seu povo, não mintam em juízo, visando prejudicar a quem quer que seja.
    A palavra testemunho, segundo o dicionário de Aurélio, significa “depoimento duma testemunha em juízo; prova”. Olhando o significado dessa palavra bem como o da palavra testemunhar, concluímos que somos ordenados por Deus a falar a verdade; só testemunhar se tivermos certeza absoluta do que o que afirmamos é verdadeiro. A palavra falso, ainda segundo Aurélio, significa dentre outras coisas algo “contrário a realidade. Em que há mentira, ou dolo. Desleal, traiçoeiro. Infundado; inexato....”. Então, falso testemunho significa afirmar em juízo ou em qualquer outra circunstância aquilo que não é verdadeiro, visando prejudicar alguém.
   Desse abominável pecado é dito por Salomão que é algo que aborrece ao Senhor, que traz constrangimento a Deus. “Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” Pv 6.16-19.

   A lei divina era rigorosíssima na punição ao autor do falso testemunho. “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para testificar contra ele acerca de transgressão, então, aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. E os juízes bem inquirirão; e eis que, sendo a testemunha falsa testemunha, que testificou falsidade contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, tirarás o mal do meio de ti, para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer tal mal no meio de ti...”  Dt 19.16-21.
   No Antigo Testamento encontramos um episódio em que, por inveja e cobiça, duas pessoas são contratadas por uma mulher ímpia, a rainha Jezabel esposa do rei Acabe, para testificar contra um servo de Deus chamado Nabote por ele se recusar a vender uma vinha contígua a casa de Acabe na cidade de Jizreel, dizendo que ele tinha blasfemado contra Deus e contra o rei (Veja 1 Rs 21.1-16). Os juízes que julgaram o caso de Nabote foram coagidos por Jezabel e condenaram Nabote a morte por apedrejamento. “E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum e ponde Nabote acima do povo. E ponde defronte dele dois homens, filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei; e trazei-o fora e apedrejai-o para que morra” 1 Rs 21.9,10.  
   No Novo Testamento encontramos um caso que, por motivos religiosos, um servo de Deus foi acusado por duas falsas testemunhas, contratadas pelos lideres da Sinagoga dos Libertos que na época existia em Jerusalém, e o tribunal (o Sinédrio) condenou a morte por apedrejamento a Estevão um dos diáconos da igreja primitiva, que tinha um poderoso ministério de pregação da Palavra de Deus e que proferira um duríssimo discurso contra aqueles que se opunham a mensagem do Evangelho. “Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu” At 6.13,14. (Veja todo o assunto em At 6.8-15; 7.1-60).
   Nos livros de história da Igreja lemos que milhares e milhares de servos de Deus, em diversas épocas, foram acusados falsamente e condenados à morte por diversos meios (decapitação, fogueira, atirados as feras, etc). Esses mártires preciosos sucumbiram diante  de falsos testemunhos de homens e mulheres impiedosos. Certamente que o juízo divino, na eternidade, será sem piedade sobre aqueles que levaram a morte, por falsos testemunhos, aos servos de Deus, pois o Senhor dará a cada um segundo as suas obras (Ap 11.17,18). 
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Não Furtarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O oitavo mandamento é uma ordem expressa de Deus para que o ser humano, especialmente aqueles que são do seu povo, não se aproprie de nada que pertença a outrem, a não ser com a autorização do proprietário.
    Sabemos pelas Escrituras que tudo o que existe pertence a Deus que tudo criou. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” Sl 24.1.  Deus graciosamente deu bens aos seres humanos. De acordo com a sua soberana vontade a uns Ele deu muito e a outros, pouco, mas tudo vem de Deus, assim diz a Bíblia. “João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu” Jo 3.27.
    Assim sendo, os seres humanos devem se contentar com o que tem que, em suma, foi dado por Deus, desde que adquirido licitamente. As pessoas que receberam pouco de Deus não devem viver sob a síndrome da Gabriela, personagem do escritor baiano Jorge Amado:  “Eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim, Gabriela”. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, disse aos escravos da época que se pudessem ser livres, aproveitassem a ocasião. Entendemos com esta expressão paulina que a pessoa pode e deve se esforçar para mudar socialmente de vida, de progredir financeiramente. “Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião” 1 Co 7.21.
    O direito a propriedade é sagrado e reconhecido pelas sociedades organizadas. Ninguém tem o direito de meter a mão naquilo que não lhe pertence, essa é a lei divina.

   Furtar, segundo o dicionário de língua portuguesa Aurélio, significa, dentre outras coisas, “Subtrair fraudulentamente  (coisa     alheia); roubar. Fazer passar como seu (trabalho, ideia, etc). Percebe-se pela significação da palavra que furtar não é só se apropriar de um objeto pertencente a outrem. A questão é mais profunda do que pensamos. Por exemplo, diz-se de Absalão filho de Davi, que ele furtava o coração do povo (afeto) de seu pai, o rei de Israel. (Veja 2 Sm 15.6)
     No Antigo Testamento a pena para o ladrão, aquele que furtava, era ser obrigado a pagar quatro ou cinco vezes o valor do que fora furtado, e se porventura fosse apanhado furtando de noite, e se o proprietário o matasse, esse proprietário não seria culpado de crime de sangue. “Se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois; e pela ovelha, quatro ovelhas. Se o ladrão for achado a minar, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue” Ex 22.1,2. Se, porventura, o ladrão não tivesse com que restituir o roubado conforme a Lei, seria  vendido como escravo. “... O ladrão fará restituição total; e se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto” Ex 22.3. Na época de Salomão a pena pelo furto aumentou a restituição para sete vezes.(Veja Pv 6.30,31).
    A Bíblia diz que Deus odeia o roubo, que para o Senhor é considerado iniquidade. “Porque eu, o Senhor, amo o juízo e odeio a iniquidade do roubo;...”. Is 61.8.
    O profeta Malaquias nos traz uma revelação sobre o dízimo do Senhor, dizendo que reter o dízimo do Senhor e não entregá-lo a quem Deus determinou que fosse entregue (Israel no passado e a Igreja no presente) isso seria considerado um roubo. “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” Ml 3.8. Continua o profeta dizendo que por causa desse roubo o povo de Deus não tinha prosperidade. Depois de advertir ao povo, ele revela a ordem de Deus: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” Ml 3.10.
    No Novo Testamento esse mandamento é ratificado por Jesus e por seus apóstolos.  Sobre o assunto Paulo disse: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” Ef 4.28. Ainda na Bíblia é dito que o furto é uma das obras da natureza pecaminosa do homem (Mc 7.21-23).       
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Não Adulterarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    Deus ao criar o ser humano implantou nele um  poderoso instinto que é o instituto sexual. Isso Deus fez, infere-se da revelação divina através de sua Palavra, para que o Seu programa eterno tivesse curso. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra,...” Gn 1.27,28. Para que a procriação tivesse oportunidade Deus uniu o homem e a mulher em matrimônio e os autorizou dentro dessa instituição, e somente dentro dela, a usar o sexo. “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” Gn 2.22-24.
   Todo e qualquer relacionamento sexual fora do casamento é pecado aos olhos de Deus. Quando se trata de um relacionamento sexual fora do casamento envolvendo um dos cônjuges isto é considerado por Deus como um adultério. Adultério, portanto, é aquele tipo de relacionamento sexual envolvendo uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. Esse tipo de relacionamento era punido por Deus com a pena máxima, a morte. “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” Lv 20.10.

   No Antigo Testamento o caso mais famoso de escândalo sexual relacionado ao assunto que estamos tratando foi o caso do grande rei de Israel, Davi, quando adulterou com Batseba, mulher de um dos seus soldados. Esse escabroso episódio está relatado em 2 Sm 11.1-27. O desdobramento do pecado de Davi o levou a cometer outro pior aos olhos humanos que foi arquitetar o assassinato de Urias, o esposo de Batseba, cumprindo-se assim aquela palavra que o próprio Davi escreveu mais tarde num dos seus salmos penitenciais: “um abismo chama outro abismo”, ou seja, um pecado não tratado leva a se cometer outro mais grave.
    O Senhor Jesus interpretando o sétimo mandamento enfatizou o princípio nele contido, dizendo que o adultério aos olhos de Deus não consiste apenas no ato sexual em si fora do casamento, e sim também na intenção do coração. “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” Mt 5.27,28. Estas palavras do Senhor Jesus nos mostram quão grave  é essa questão aos olhos de Deus.
     O Novo Testamento apresenta outro caso difícil sobre o assunto e como ele foi tratado por Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi o caso da mulher adúltera, registrado em Jo 8.1-11. Nesse caso observamos que os facciosos líderes israelitas não trouxeram a Jesus a outra parte envolvida, o homem adúltero, pois ambos deveriam ser condenados a morte. Os acusadores da mulher disseram a Jesus que ela foi pega no próprio ato adulterando, e citaram o mandamento que mandava que ela fosse apedrejada, e perguntaram a Jesus o que ele dizia sobre o assunto. O Senhor Jesus com a sabedoria que lhe era peculiar disse àqueles acusadores que quem não tivesse pecado atirasse a primeira pedra. Todos foram atingidos por aquela poderosa palavra de Deus e tendo consciência de que eram pecadores, saíram de mansinho. O Senhor graciosamente perdoou aquela mulher, mas lhe disse depois de perdoá-la: “... vai-te, e não peques mais”.
    Amados, hoje com a banalização do sexo, esse mandamento, na cabeça daqueles que não temem a Deus, caducou, mas a santa Palavra de Deus nos diz que o adultério é pecado aos olhos de Deus e que quem vive em adultério não entrará no reino dos Céus. “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” 1 Co 6.10.              
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Honra a teu pai e a tua mãe

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    Vimos no primeiro artigo sobre Os Dez Mandamentos que os quatro primeiros mandamentos contemplam o relacionamento do homem com Deus e os seis restantes o relacionamento do homem com o seu semelhante.
   O quinto mandamento do Decálogo trata do relacionamento dos filhos para com seus pais (pai e mãe). “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” Ex 20.12.
  Deus ao criar o primeiro casal deu-lhe a capacidade de juntos (marido e mulher) gerarem novos seres humanos (Gn 1.27,28). Os pais quando gera um filho, a criança em formação passa nove meses (normalmente) no ventre de sua mãe. Depois que nasce, fica sob os cuidados dos pais especialmente da mãe até que tenha condições de, por si mesmo, se alimentar e de fazer suas necessidades em lugares apropriados (o ser humano é um dos seres vivos que na fase de recém-nascido é totalmente dependente de outrem). Esse cuidado ainda se estende por muitos anos, e até mesmo durante a vida inteira do filho. Parece-me que esse mandamento dado por Deus aos filhos tem a ver com a questão da gratidão. Os filhos devem ser gratos aos seus pais pelo fato de terem sido instrumentos usados por Deus para trazê-los a este mundo, e por terem cuidado deles durante a fase de maior dependência de suas vidas. “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” 1 Ts 5.18.

   Tratando-se do mandamento em questão podemos observar que ele está atrelado à benção da longevidade, que é viver muito tempo na face da terra, o que é algo desejável, normalmente, pelos seres humanos (para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá).
    Na estrutura familiar (cônjuges, pais e filhos) existem mandamentos para  todos, visando um viver harmonioso que  glorifique a Deus bem como promova a felicidade no lar (Ef 5.22-33; Cl 3.18,19; Ef 6.1-4; Cl 3.20,21). Às esposas Deus ordena que obedeçam aos seus maridos. Aos maridos Deus ordena que amem suas esposas. Aos pais é ordenado por Deus que não irritem aos seus filhos e que os crie nos caminhos do Senhor; e aos filhos Deus ordena que honrem a seus pais, obedecendo-lhes em tudo exceto no pecado.
    No Antigo Testamento um filho rebelde que não honrava aos seus pais,  a pena estipulada para ele era a morte por apedrejamento público, para que todos vissem e temessem a Deus e honrassem a seus pais. “Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, então, seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade e à porta do seu lugar, e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz, é um comilão e beberrão. Então, todos os homens da sua cidade o apedrejarão com pedras, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, para que todo o Israel o ouça e tema. Dt 21.18-21. Essa duríssima pena existente na lei de Deus do passado mostra claramente a indignação do Senhor para com aquele filho que não honra a seu pai nem a sua mãe.
    Paulo, apóstolo, quando trata da estrutura familiar, e se refere a esse mandamento, na nova Aliança, ele prefere apontar o aspecto positivo da obediência a ele. “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” Ef 6.1-3.
    Considerando que a lei de Deus é santa e o mandamento santo, justo e bom (Rm 7.12), é de bom alvitre que os filhos entendam isso e procurem honrar aos seus pais enquanto estão vivos, ouvindo-os respeitosamente sendo-lhes gratos pelo cuidado que tiveram por eles durante a sua vida, procurando assisti-los em tudo especialmente na velhice. Fazendo assim, a santa Palavra de Deus garante a esse filho uma benção sem medida, especialmente aquela benção de ter uma vida longeva.             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Crentes.com.br


    O desenvolvimento tecnológico faz parte do programa de Deus para o ser humano. Disso não temos dúvidas. Veja o que nos é dito na Palavra de Deus sobre o assunto: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. Dn 12.4.
     Nós do século XXI somos uma geração privilegiada por estar vivenciando um espantoso desenvolvimento tecnológico em muitas áreas da vida. Dentre essas maravilhas que estão a nossa disposição temos a rede mundial de computadores (Internet). Através dessa rede podemos utilizar os Sites e Blogs que, se bem preparados, podem trazer bênçãos sem par aos usuários que cada dia utiliza mais essa rede como meio de comunicação. Temos ainda na Internet as redes sociais (facebook, twitter, linkedin, skype, etc) onde podemos nos comunicar uns com os outros de forma interativa em tempo real. Observem as recentes manifestações populares hoje nas ruas de nossas Capitais e vejam o poder das redes sociais. Os seus líderes dizem que o meio de comunicação utilizado para fazer o povo sair às ruas são as redes sociais
    As redes sociais, esse poderoso veículo de comunicação de massa, é uma extraordinária ferramenta que a Igreja deve utilizar para propagar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Pode e deve ser usado ainda para levar uma palavra de ânimo, de incentivo, visando promover a glória de Deus, edificar a Igreja do Senhor na sua expressão universal e, também, promover o bem-estar das pessoas.
    Temos observado que o povo de Deus, aqueles que professam a fé em Cristo, não tem ficado atrás no acompanhamento dessa onda de desenvolvimento tecnológico. Igrejas e líderes estão ativando sites e blogs veiculando muitas coisas boas que, com certeza, o Espirito Santo está usando para realizar os propósitos de Deus.
     Acontece que nem tudo são flores nessa área, pois temos observado que muitos que se dizem crentes, inclusive alguns daqueles que ocupam posição de liderança no Reino de Deus, têm utilizado as redes sociais para falar mal de irmãos, de outros líderes, e de igrejas, escandalizando o Evangelho e entristecendo o Espírito Santo. Também tem aqueles que usam as redes sociais para fazer marketing de si mesmos ou de seus ministérios, aumentando-os de forma exponencial para serem admirados e glorificados pelos homens, pessoas essas que estão usurpando a glória de Deus. Tem ainda aqueles que escondidos através da WEB mandam mensagens para os celulares de pessoas com as quais não simpatizam, com o objetivo de feri-las, de lhes causar constrangimentos e, pior ainda, de trazer transtornos a uma Igreja Local. Há ainda aqueles que trocam farpas, uns com os outros, via NET, e muito mais. O assunto está ganhando tal proporção, inclusive no meio das denominações evangélicas, que uma delas, através de sua diretoria nacional, em recente reunião, baixou uma diretiva orientando aos crentes não utilizarem a Internet para isso, a qual transcrevemos a seguir: “Registrar recomendação da Diretoria da ALIANÇA  aos pastores e igrejas para que evitem levar os problemas internos e administrativos as redes sociais, provocando mal-estar e escândalos públicos, envolvendo a igreja do Senhor”.
     Irmãos, a vida cristã deve ser norteada por princípios éticos que transcendem as mudanças sociais.  A irmandade evangélica é muita preciosa aos olhos de Deus. Não podemos utilizar os recursos tecnológicos que Deus graciosamente colocou a nossa disposição para fazer o que é mal aos olhos do Senhor.
    Aproveitemos esses recursos e promovamos a glória de Deus e o progresso do Reino de Deus, que são de nossa responsabilidade. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Uma Paternidade Responsável

      Conforme o seu programa eterno, Deus quando fez o homem lhe deu a capacidade de gerar filhos com a sua mulher. Através dessa capacidade, foi-lhe atribuído um dos seus mais importantes papéis em sua vida que é a paternidade, na medida em que ele vai ao longo de sua vida gerando filhos.
   Segundo as Sagradas Escrituras, o Criador tem uma expectativa no que se refere ao exercício de forma responsável dessa capacidade dada ao  homem, senão vejamos:

      Em primeiro lugar, o Criador deseja que essa capacidade se manifeste através do matrimônio, que é uma instituição Sua para propagação da espécie e para a felicidade dos cônjuges. “Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” Hb 13.4. Em segundo lugar, espera o Criador que o pai seja um exemplo de vida para os seus filhos, ou seja, viva ele de tal maneira que o filho se espelhe nele como um exemplo de um homem de bem, responsável, cumpridor de seus deveres para com Deus, para com a Igreja, para com a sua família e para com a sua Pátria. Em terceiro lugar, que o pai invista na vida espiritual de seus filhos considerando que um ser humano não tem só necessidades materiais e sim também espirituais. “... nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” Mt 4.4.  “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão  no  teu  coração;  e  as  intimarás  a  teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” Dt 6.6,7.
      Como exemplo bíblico de uma paternidade responsável, que tinha interesse na vida dos seus filhos, principalmente no futuro eterno deles, encontramos o patriarca Jó, conforme informação do texto a seguir: “Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram os meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” Jó 1.5. Ainda temos outro exemplo bíblico sobre uma paternidade responsável, que é o de José, marido de Maria, que levava Jesus quando criança para o santuário: “Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume do dia da festa” Lc 2.41,42.
     Existem muitos pais, infelizmente alguns  evangélicos, que não exercem uma paternidade responsável. Não cuidam dos seus filhos, não zelam por eles e, pior do que isso, eles não dão exemplo em áreas cruciais da vida, tais como: honestidade, santidade, responsabilidade, dedicação à obra do Senhor, etc.
        Amados nós que fazemos a III IEC/JPA, e que somos pais, pela graça divina, procuremos exercer a nossa paternidade de tal maneira que Deus seja glorificado, e que os nossos filhos vejam em nós pais exemplares, que verdadeiramente cumpram os seus compromissos, especialmente aqueles ligados a área espiritual. Lembremo-nos de que Deus nos deu essa incumbência e que dela vamos dá contas quando comparecermos diante do tribunal de Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A preciosidade do culto


     No domingo passado tivemos o privilegio de pregar a Palavra de Deus no culto de nossa Igreja. Falamos no culto sobre A Preciosidade do Culto. Na introdução do sermão, depois de falarmos de forma abreviada sobre a história do culto conforme relato bíblico, falamos que a nossa Igreja determinou separar alguns dias da semana para celebrar culto a Deus. Dissemos que dissemos a Deus, através de nossa programação, que iríamos nos reunir nesses dias para adorar ao Deus Todo Poderoso, e que Deus levou isso a sério. Desenvolvemos o assunto através de cinco tópicos.
     No primeiro tópico dissemos que o culto é precioso por causa do seu objeto, Deus. Mostramos através de diversos versículos da Bíblia que o único objeto de adoração é o Deus verdadeiro, Criador, Redentor e Senhor do universo. Dentre os versículos citados transcrevemos o seguinte: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11.

    Em seguida dissemos que o culto é precioso porque é um mandado de Deus para os homens, especialmente para os redimidos. Dentre os versículos citados transcrevemos este: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Ap 14.6,7. Nesse item enfatizamos que o culto deve ser prestado a Deus de forma obrigatória pelos homens. Dissemos que por causa da negligência em cultuar a Deus, Ele entregou os homens aos ditames do seu coração depravado, para desonrar os seus corpos, cometendo toda espécie de torpeza e imoralidade, conforme o texto de Rm 1.18-28.
     Depois dissemos que o culto é precioso porque atende as necessidades da alma do homem. Nesse item enfatizamos que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, e que Deus soprou em suas narinas o folego de vida e ele tornou-se alma vivente. Dissemos também que o homem não é só composto de corpo e sim também de alma ou espírito e que essa alma se alimenta de Deus, de sua Palavra. Citamos alguns versículos sobre o assunto dentre eles, o seguinte: “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” Mt 4.4.
      No quarto tópico dissemos que o culto é precioso por causa da presença de Deus nele. Explorando esse tópico dissemos que todo crente genuíno tem a presença de Deus em sua vida, através do Espírito Santo que nele habita. Dissemos ainda que Jesus prometeu está presente de uma maneira especial quando a comunidade se reúne para adorar a Deus. Citamos aquele famoso texto encontrado no Evangelho de Mateus 18.20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles“.
     Finalmente dissemos que o culto é precioso porque Deus dispensa uma benção especial quando se adora a Ele em espirito e em verdade. Citamos alguns versículos da Bíblia que consolidam o assunto dentre eles, o seguinte: “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” At 4.31.
     Concluindo o sermão, dissemos aos presentes que se o culto é precioso conforme explicitado acima, ele deve merecer, por parte de todos,  uma atenção toda especial, frequentando-os assiduamente.       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 18 de maio de 2013

Qual desses você é?


  Nos evangelhos sinóticos encontramos o Senhor Jesus Cristo ensinando através de parábolas, método de ensino comum no oriente antigo, em que o Mestre usando coisas do cotidiano ensinava verdades morais ou espirituais profundas.  A Bíblia já vaticinava que o Mestre Galileu utilizaria esse método de ensino para falar das coisas de Deus à sua geração.  “Tudo isto disse Jesus por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo” Mt 13.34,35.
   Dentre as parábolas proferidas por Jesus encontramos a Parábola do Semeador (Mt 13.1-8). Nessa parábola Jesus disse que o semeador saiu a semear e que a semeadura caiu em quatro tipos de terrenos. No primeiro tipo (ao pé do caminho) a semente foi comida pelas aves do céu. No segundo tipo de terreno (entre pedras) a semente germinou, mas como a terra não tinha profundidade ela morreu. A terceira semeadura caiu entre espinhos. A semente germinou, mas os espinhos a sufocaram e ela não produziu fruto com perfeição. A última semeadura caiu em boa terra e germinou e produziu frutos com abundância.
     Explicando a parábola aos seus discípulos (Mt 13.18-23), Jesus disse que a semente que caiu ao pé do caminho são aquelas pessoas que ouvem o Evangelho, mas não lhe dão atenção, pois o diabo tira a semente do seu coração. A semente que caiu em terra sem profundidade são aquelas pessoas que creem por certo tempo no evangelho e depois se desviam.  A semente que caiu entre os espinhos são aquelas pessoas que ouvem o evangelho e creem nele, mas os cuidados e deleites da vida sufocam a semente e ela não produz fruto com perfeição. A semente que caiu em boa terra são aquelas pessoas que ouvem o Evangelho creem nele e perseveram vivendo para Deus, produzindo frutos.
    Olhando para a igreja da atualidade vemos o povo de Deus feito aquele tipo de semeadura feita entre espinhos, pois o vemos encharcado com as coisas deste mundo, muitas delas lícitas, mas que tomam o lugar de Deus no coração do cristão, pois eles dão mais atenção a elas do que a vida espiritual.      Dentre essas coisas comparadas a espinhos temos a televisão que muitos não conseguem desligar para vir para a Igreja; a internet quando, sem disciplina, passamos horas a fio navegando; o lazer nos dias reservados para cultuar a Deus; o trabalho; os estudos, etc, esses dois últimos quando feitos sem se dá mais tempo para Deus. 
     Permita Deus, irmãos, que nós da 3ª IEC/JPA sejamos sempre uma boa terra onde o Espirito Santo tenha a liberdade de produzir frutos para a glória de Deus.
                  Pastor Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ainda há terra para ser conquistada



    Moisés foi usado por Deus para libertar os filhos de Israel da escravidão egípcia. Ainda coube a ele levar o povo, do Egito até as portas da terra que o Senhor prometera a Abraão e sua descendência. Devido a uma falha sua Moisés não teve o privilegio de entrar com o povo na terra da promessa, cabendo a Josué, seu sucessor, fazer isso.   Após a morte de Moisés Deus falou a Josué dizendo: “Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés... Ninguém se susterá diante de ti, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria” Js 1.2-6.
    Após passar o Jordão, graças a uma intervenção poderosa de Deus, os israelitas começaram a obra de conquista. Trinta e um reis que lideravam as cidades estados de Canaã foram subjugados, mas mesmo assim faltava ainda muita terra para ser conquistada.  
     Nessa obra de conquista podemos observar duas coisas: uma a soberania de Deus, e a outra a responsabilidade humana. Deus dera a terra, pois a terra pertence ao Senhor, e prometera guerrear pelo seu povo, mas cabia a cada israelita lutar com as armas disponíveis para conquistar a terra.
Contextualizando o assunto,  ou seja, trazendo-o para a experiência da Igreja no plano espiritual, podemos constatar que Cristo, antítipo de Josué, está realizando uma obra de conquista no coração de seus eleitos. Milhões já foram alcançados, mas ainda o rebanho do Senhor não está completo. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” Jo 10.16.
      No plano espiritual, naquilo a que se refere aos que já creem em Cristo, tudo já está resolvido. Eles foram conquistados por Cristo e o seu coração, que é comparado a uma terra, já pertence ao Senhor, e Ele através de Seu Espírito se estabeleceu nele. “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” Gl 4.6.
       Agora trazendo essa experiência ao crente individual, o Espirito que habita em cada um deles, começou uma obra de conquista que visa alcançar todos os compartimentos da alma do homem redimido (inteligência, vontade e emoções). Nessa obra poderosa do Espírito Ele quer que nós, ao contrário dos cananeus que se opuseram e guerrearam contra Josué, nos submetamos humildemente ao seu controle. Quando isso acontece o Espírito nos enche de Si, e nós passamos a viver uma vida cristã abundante. “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem;...” Jo 7.38,39.
     Você querido irmão que já professa a fé em Cristo não quer facilitar o trabalho de conquista do Espírito em sua vida, em vez de resistir-Lhe (At 7.51), de entristecê-Lo (Ef 4.30) ou mesmo de apagar (1 Ts 5.19) a Sua ação em sua vida?       
                                   Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 10 de abril de 2013

É tempo de reconstrução



    Por causa dos pecados de Israel os assírios devastaram o reino do Norte em 722 a.C. e pelos pecados de Judá os babilônicos devastaram o reino do Sul em 586 a.C. O profeta Jeremias profetizara que o cativeiro babilônico iria durar setenta anos (Jr 25.11,12). Ao se aproximar do final do cativeiro babilônico Deus despertou o profeta Daniel para orar por uma obra de reconstrução. “No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza” Dn 9.1-3.
     Para realizar essa obra de restauração Deus usou três homens, a seguir identificados: Zorobabel para reconstruir o templo, Neemias para reconstruir os muros de Jerusalém e Esdras para restaurar o culto. Na obra de reconstrução do templo os profetas Ageu e Zacarias tiveram papel preponderante. Foram eles que profetizaram em nome do Senhor animando os líderes Zorobabel governador e Josué sumo sacerdote e ao povo em geral para que continuassem a obra de restauração mesmo com a oposição dos adversários.
    Graças à ação poderosa de Deus usando aqueles piedosos homens a obra de reconstrução foi  feita a contento. É interessante observar que a obra de restauração começou com a reconstrução do templo, mesmo antes da reconstrução dos muros, para que nele fossem realizados os cultos a Deus. Primeiro a devoção depois a obrigação?
       A Igreja é representada como um edifício, uma construção. O Senhor da Igreja, Jesus Cristo, está realizando uma obra de edificação continua agregando novas pedras vivas a essa construção (Jo 10.16) e também promovendo o seu crescimento espiritual. “Assim... sois... concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” Ef 2.19-22.
     Louvamos a Deus por que Ele vela pelo seu povo e está sempre trabalhando em favor dele visando uma obra de restauração. Foi assim com Israel e Judá no passado e assim será com a Igreja que é o Seu povo na atual dispensação.
     Às vezes, na sua história, as igrejas locais enfrentam crises, muitos delas difíceis de serem administradas, mas graças a Deus que Ele sempre está próximo delas conduzindo os seus em constantes triunfos.
     Enfrentamos recentemente uma tempestade violenta que devastou parte da nossa Igreja (finanças, membrezia, diretoria de Departamento e obra missionária), mas por graça e por misericórdia Deus já começou uma obra de restauração. O Espirito já começou a operar removendo a quem Ele quis remover e já começou a soprar sobre a Igreja tirando de corações aqueles sentimentos estranhos aos ensinamentos da santa Palavra de Deus.
                            Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 15 de março de 2013

O Deus dos Milagres



     A Bíblia revela que o Deus dos céus, o Deus verdadeiro é o Deus que opera milagres e maravilhas. “Porque tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus” Sl 86.10.
     Existem teólogos que advogam que o Deus dos Céus, o Criador, estabeleceu leis no universo que se obedecida trazem bênçãos para as pessoas e se desobedecidas trazem maldição para elas. Eles ainda ensinam que o Criador, após fazer a criação, ausentou-se de suas criaturas e apenas observa sem interferir no cotidiano da existência delas. Esse ensinamento é perverso e destituído da verdade, pois o Deus que criou todas as coisas interage constantemente com o que criou. “Tu, que nos vales fazes rebentar nascentes que correm entre os montes... Ele rega os montes desde as suas câmaras;... Ele faz crescer a erva para os animais e a verdura, para o serviço do homem, para que tire da terra o alimento e o vinho que alegra o seu coração; ele faz reluzir o seu rosto com o azeite e o pão, que fortalece o seu coração.
     Deus é um ser transcendente, mas também imanente. Como transcendente Ele habita fora do alcance do homem e como imanente Ele interage com as suas criaturas. A Bíblia ainda nos revela que Deus é Todo Poderoso, capaz de fazer qualquer coisa. Diz ainda a Bíblia que Deus é o Deus amoroso, misericordioso que tem pelo seu povo um carinho todo especial e que está sempre se revelando de maneira miraculosa  quando este, quer como indivíduo ou quer como coletividade, enfrenta situação de perigo ou qualquer outra situação que ninguém pode resolver. 
     Na Bíblia encontramos leis espirituais que se seguidas, com certeza, podemos experimentar milagres, senão vejamos: 1) Deus opera milagres quando se enfrenta uma situação que ninguém pode resolver. “E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia de água...; e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança” Mc 4.37-39; 2) Deus opera milagre quando clamamos a Ele. “E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!...” Mc 10.47-52; 3) Deus faz milagre quando se obedece aos seus mandamentos. “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve” Jo 9.31; 4) Deus faz milagre na vida de quem crê. “E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” Mc 9.23. 5) Deus faz milagre quando quer. “E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” Mc 1.40-42.
     Irmãos! Se quisermos experimentar milagres em nossas vidas observemos as quatro leis acima, e quanto à quinta lei, submetamo-nos a Sua santa vontade. 
                 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Agradando a Deus



     Já é do conhecimento dos irmãos que fazem parte do ministério da III IEC/JPA que o Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro, o nosso Deus é um ser pessoal com vontade inteligência e emoções, faculdades essas que Ele as possui de forma absoluta e perfeita e que compartilhou, em certa medida, com os seres humanos, que foram feitos por Ele a Sua imagem e semelhança.
    Em diversos textos das Sagradas Escrituras nos é revelado que Deus se agrada do seu povo como, por exemplo, o texto a seguir:  “Porque o Senhor se agrada do seu povo; ele adornará os mansos com a salvação” Sl 149.4. É-nos dito ainda na Bíblia Sagrada que Deus também sente desagrado com quem não está vivendo de acordo com a sua santa vontade. “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante” Gn 4.5.
    Olhando para as Escrituras de uma forma geral e procurando nela um caminho seguro que devemos seguir para uma vida que agrade a Deus, descobrimos que para viver agradando a Deus, é necessário: 1) Viver uma vida de fé.  “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” Hb 11.6. Viver uma vida de fé que tanto agrada a Deus passa necessariamente pela crença em Cristo como Filho de Deus, Salvador. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”. Jo 14.1. “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” Jo 20.31. Depois dessa crença fundamental deve o cristão viver confiando em Cristo, em suas promessas. 2) Viver uma vida de obediência. “... Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” 1 Sm 15.22. Dissemos no início desta reflexão que Deus, como um ser pessoal que é, tem uma vontade, vontade essa que segundo a Bíblia é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). A felicidade do homem está em ele se submeter à vontade de Deus, isso de forma incondicional. Deus em sua Palavra disse tudo o que Ele queria dizer para que as suas criaturas vivessem em harmonia com Ele e consequentemente vivessem felizes neste mundo e na eternidade. “Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes” Jo 13.17. Como exemplo de um homem que agradara a Deus pela sua obediência incondicional temos Abraão, que foi chamado amigo de Deus. Abraão obedeceu a Deus até mesmo na exigência mais difícil que foi a de oferecer o seu filho Isaque em sacrifício (Abraão só não sacrificou de fato o seu filho porque Deus fez a provisão de um cordeiro para o sacrifício). “e disse: Por mim mesmo, jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste esta ação e não me negaste o teu filho, o teu único, que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos” Gn 22.16,17. 3) Viver uma vida dedicada ao serviço do Senhor. “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos;...” 1 Cr 28.9. Deus tem uma obra a ser realizada neste mundo e nós que professamos a fé em Cristo fomos comissionados para isso. “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda” Jo 15.16. Servir a Deus antes de ser uma obrigação é um privilégio. Aprouve a Deus nos privilegiar como colaboradores Seus (1 Co 3.9).
    Amados, se seguirmos de coração essas orientações de como viver e agradar a Deus certamente iremos encontrar a razão de ser de nossa existência na face da terra.                             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                         

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

As grandes perdas de Ló



     Segundo a Bíblia, Abrão (Abraão) era filho de Tera e tinha dois irmãos Naor e Harã. Harã, o caçula, gerou a Ló e morreu prematuramente, ficando Ló sob a tutela de seu tio Abraão por ser este o primogênito.
    Quando Deus se revelou graciosamente a Abraão em Hur dos caldeus, ordenou-lhe que saísse daquela terra, deixasse a sua parentela e a casa de seu pai e fosse para uma terra que Deus lhe mostraria. Abraão partiu para Harã, na atual Síria, e levou consigo a Ló seu sobrinho. Depois de habitar pouco tempo em Harã Abraão partiu para Canaã, a terra da promessa, e lá mesmo vivendo em tendas foi abençoado extraordinariamente por Deus, como Ele tinha prometido.
    Graciosamente Deus também abençoara a Ló de tal maneira que, lá mais na frente, a terra onde moravam em Canaã não conseguia atender as demandas dos seus rebanhos, e os pastores deles começam a disputar entre si. Abraão, cordato como era, chamou o seu sobrinho e propõe uma separação, ficando Ló com a vantagem de escolher primeiro o lugar para onde ir. O texto sagrado nos diz que Ló pôs os olhos nas campinas verdejantes do Jordão e habitou naquela terra e foi-se aproximando da cidade de Sodoma, onde se estabeleceu inclusive sendo um de seus líderes (Gn 13.5-12; 19.9).
    Acontece que aquela cidade tinha descido tanto no nível moral que Deus decidira destruí-la, especialmente por causa do pecado de homossexualismo. Graças à intercessão de Abraão Deus resolveu poupar a Ló do castigo que iria infringir aquela cidade e enviou dois anjos para tirá-lo de lá. Ló saiu de Sodoma, relutante, e escapou da destruição, ele, suas duas filhas e sua esposa, morrendo esta última por desobediência a uma ordem divina de não olhar para trás.
   Observando a vida daquele servo de Deus tão apegado as coisas deste mundo, percebemos as grandes perdas que tivera, senão vejamos: 1) Ló perdera todos os seus bens.  Era riquíssimo, mas perdera tudo e saiu de Sodoma só com a roupa do couro, como se diz; 2) Jó perdera seus futuros genros. Quando Jó notificou para eles que era necessário sair de Sodoma, pois Deus iria destruí-la, eles não deram crédito às palavras do futuro sogro. As palavras de Ló para eles não tinham valia, pois ele vivia no mesmo contexto deles, participando, talvez, da mesma vida social que eles; 3) Ló perdera sua mulher. A mulher de Ló estava tão impregnada da vida mundana de Sodoma que olhou para trás, quando saíam daquela cidade, e foi transformada por Deus numa estátua de sal; 4) Ló perdera o respeito de suas filhas. As filhas de Ló armaram um esquema diabólico, certamente, motivadas pelo mundanismo de Sodoma, que foi o de embriagarem seu pai e de terem relações sexuais com ele, fazendo com que aquele servo de Deus cometesse incesto sem querer.
    Amados, as grandes perdas na vida de Ló foram resultantes de uma vida impregnada das coisas deste mundo. Ló ao querer levar vantagem em tudo, fez uma escolha perigosa, sem ter estrutura espiritual para tanto e o resultado foi o que vimos acima. A Bíblia identifica no N.T. (2 Pe 2.6-8) que Ló era um homem justo, que vivia angustiado no meio de uma cidade pervertida por causa do desregramento moral de seus habitantes, mas pela história de Gênesis podemos constatar que os seus conflitos espirituais  foram resultantes de uma decisão errada sua, quando resolveu morar em Sodoma e participar de sua vida social.
      Irmãos, cuidado com o mundo! A Bíblia diz que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19). Diz também as Sagradas Escrituras que não devemos amar o mundo nem as coisas que do mundo são (1 Jo 2.15). Diz ainda a Bíblia que a amizade do mundo é inimizade contra Deus (Tg 4.4).     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                         

Grandes desafios para a vida cristã



     Pela graça divina tivemos o privilégio de ministrar na Igreja no último domingo de 2012 sobre o tema que estar servindo de titulo desta reflexão. Na oportunidade dissemos a Igreja, que são grandes os desafios que se apresentam diante dela no ano que se aproxima. Dissemos  ainda que a Bíblia está repleta de desafios de Deus para o seu povo, tanto no Antigo como no Novo Testamento.
    Distribuímos o tema em cinco grandes desafios, que identificamos a seguir: 1) o desafio de manter acesa a chama da devoção a Cristo. “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” Mt 22.37. Dissemos aos irmãos que Deus é um ser pessoal que ama e espera ser amado pelos seus. Dissemos ainda que essa chama da devoção, o amor devido a Cristo, não pode se apagar sob pena de o castiçal da Igreja ser removido como foi dito na advertência do Senhor a Igreja de Éfeso (Ap 2.4). Falamos ainda a Igreja que o grande mandamento da Lei divina é amar a Deus sobre todas as coisas. Ainda dissemos que Davi, rei de Israel, fizera duas declarações de amor ao seu Deus, uma no Salmo 18.1 e a outra no Salmo 116.1,2.
2) o desafio de manter acesa a chama de um crescimento espiritual sadio. “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo...” 2 Pe 3.18. Dissemos que nascemos de novo pela instrumentalidade do Espirito Santo para crescermos até a estatura de Cristo, ou seja, parecermos com Cristo em nossas ações, atitudes e comportamento.  Dissemos que para que esse crescimento seja uma realidade precisamos valorizar a Palavra de Deus lendo-a constantemente e, sobretudo, guardando-a no coração, e valorizar a oração tanto individual como coletiva. São esses dois elementos que promovem um crescimento espiritual sadio, dissemos. 3) o Desafio de manter a acesa a chama do serviço a Deus. “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária...” 1 Cr 28.9. Dissemos aos irmãos que Deus nos entregou uma obra a ser realizada, uma missão, e que devemos todos, sem exceção, se engajar nessa obra que é de Deus. Dissemos ainda que nós fomos constituídos servos de Deus conforme os versículos 18 e 22 de Rm 6, e que estamos aqui neste para servir a Deus, e que esse serviço independe das circunstâncias que estamos enfrentando. Dissemos ainda que estranhávamos o posicionamento de alguns irmãos que diante de qualquer dificuldade que enfrenta abandona a obra do Senhor, por instigação do diabo, como se Deus fosse o culpado de suas mazelas e pecados. 4) o desafio de manter acessa a chama de uma vida santificada. “Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” Lv 19.2. Dissemos aos irmãos que temos um pacto, uma aliança com o Deus santo, puro, perfeito e que Esse grandioso Deus exige daquele que professa a fé em Jesus uma vida santificada. Citamos diversos textos da Bíblia que falam de uma vida santificada como uma exigência divina para aquele que é crente em Cristo. Dissemos ainda que se não vencermos esse desafio não conseguiremos agradar a Deus. 5) o desafio de manter a chama do amor fraternal acesa. “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” Jo 13.34. Dissemos que nos relacionamentos, no meio da comunidade dos salvos, às vezes, surgem desencontros, divergências, mal entendidos, etc e isso contribui para ferir o principio da unidade da Igreja. Dissemos ainda que  temos uma imensa dificuldade de perdoar os nossos irmãos que nos ferem, mas que amar é preciso porque é um mandamento do Senhor. Dissemos também que Deus nos dá a graça necessária para que cumpramos a sua Palavra, e citamos Rm 5.5 onde nos é dito que o amor de Deus está sendo derramado pelo Espirito Santo no coração do crente, e que essa graça nos ajuda a amarmos uns aos outros.  
                                      Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                          

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Coroas o ano da tua bondade



     Segundo a versão da Bíblia Revista e Corrigida, o Salmo 65 é de autoria de Davi e tem o seguinte titulo: “Davi louva a Deus e dá-lhe graças pelas bênçãos recebidas”. Nesse salmo o rei de Israel celebra ao Senhor pelas bênçãos recebidas e, com certeza, essa gratidão foi feita pelas bênçãos derramadas por Deus em sua vida, na sua família e no reino de Israel, durante um ano. Não sabemos se ele fez esse cântico na passagem de um ano para outro, mas o fato é que ele celebrou a Deus por Ele coroar o ano com bondade e misericórdia.
       Estamos no penúltimo dia do ano de 2012. Olhando para trás pudemos observar a boa mão do Senhor sobre as nossas vidas coroando-as de graça, de bondade e de misericórdia. Razões sobejas tem a Igreja de celebrar ao Senhor pela Sua proteção, cuidado e provisões.
     As lutas, dificuldades que enfrentamos durante o ano que se finda serviram, como foi a intenção de Deus, com certeza, para fortalecer o nosso caráter, para amolecer mais o nosso coração, tornando-o mais humilde e quebrantado.
    No salmo citado Davi não se esquece de agradecer a Deus pelas bênçãos dispensadas por Ele tanto na área espiritual bem como na área material. Assim também deve ser feito pela igreja, agradecer as bênçãos espirituais e materiais que Deus graciosamente tem lhe dado através de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Escrevendo aos efésios Paulo, apóstolo, celebra ao Senhor pelas bênçãos espirituais dispensadas a Igreja, nestes termos: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” Ef 1.3. Nos  versículos seguintes desse capitulo de Efésios, Paulo menciona os tipos dessas bênçãos espirituais, tais como: eleição dos salvos, predestinação para a salvação, redenção pelo sangue de Jesus, remissão das ofensas, o selo do Espirito e outras bênçãos dessa natureza. Essas bênçãos de natureza espiritual contemplam todo o crente genuíno. São minhas, são suas, é de todo o povo de Deus.
   Deus, queridos, não só tem abençoado o seu povo com bênçãos espirituais, mas também com bênçãos materiais. Ele tem nos dispensado o pão de cada dia, o calçado, o vestido, o abrigo e outras coisas que tem facilitado o nosso viver aqui na face da terra. A uns Deus tem dado muito e a outros, pouco, mas o fato é que  Ele tem dado a todos. O batista (João) disse que ninguém pode ter coisa alguma se do Céu não lhe for dada (Jo 3.27).
     O reconhecimento de que o que temos e o que somos foi tudo por obra e graça de Deus, veio do alto, do Pai das luzes em quem não há mudança nem sombra de variação (Tg 1.17), deve ocupar o coração do cristão e ele deve se debulhar em gratidão por isso.
   Noutro Salmo (103.1-5), Davi também bendiz a Deus pelas bênçãos espirituais e materiais que lhe foram dadas: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia”.
   Todos que reconhecem a soberania de Deus sobre as suas vidas devem render graças ao Senhor, inclusive aqueles amados que tenham passado por grandes dificuldades no ano que estar findando, pois a Bíblia diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.    
       Assim sendo, amados, regozijemo-nos pelo que Deus fez por nós, principalmente por nos ter dado a salvação eterna.       
 Pr.  Eudes Lopes Cavalcanti 

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