quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Juízes – O Libertador

Cristo na Bíblia Juízes – O Libertador Depois que Josué conquistou a terra da promessa e a dividiu entre as doze tribos de Israel e depois que faleceu aquela geração de líderes conquistadores, o povo de Deus entrou num período de decadência espiritual, moral e civil. Esse período de altos e baixos na vida de Israel durou aproximadamente quatro séculos. Ainda esse período pode ser sintetizado em quatro palavras: pecado, opressão, arrependimento, libertação. O povo pecava, Deus o punia através de povos fronteiriços de Israel. O povo se arrependia e Deus levantava libertadores que livravam o povo, que foram os juízes. Uma frase é celebre como lema desse período: “Naqueles dias não havia rei em Israel e cada um fazia o que achava bom aos seus olhos”. Foram quatorze os juízes desse período (Otoniel, Eúde, Sangar, Débora/Baraque, Gideão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Abdom, Sansão, Eli e Samuel), sendo doze identificados no livro de Juízes e dois no livro de 1 Samuel (Eli, Samuel). A exceção de Tola, Jair, Ibsã, Elom, Abdom e Eli, todos os outros foram juízes usados por Deus para libertar o seu povo da opressão de estrangeiros e julgar o povo em suas demandas. Esses juízes libertadores simbolizavam a Cristo em dois importantes papeis: o de libertar o povo da escravidão provocada pelo pecado e de julgar os seus atos no cotidiano de suas vidas. Assim como os juízes libertaram o povo da opressão e da punição por causa do pecado, Jesus, o grande libertador, liberta o seu povo do poder, do domínio e da presença do pecado e julga os atos individuais praticados por ele. No evangelho de João nos é dito que o pecado escraviza o homem (Jo 8.34). É-nos dito ainda que Jesus é o grande libertador que liberta o seu povo do pecado: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo 8.32. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres” Jo 8.36. Em Colossenses 1.13 nos é dito que Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor. No Apocalipse 1.5 encontramos que Jesus com o seu sangue nos libertou de nossos pecados. A poderosa obra realizada por Cristo na cruz liberta o homem da condenação e do poder do pecado. Jesus também, como juiz que é, julga os atos praticados pelos crentes no cotidiano de suas vidas. O apóstolo Paulo tinha consciência disso quando disse: “Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor,..." (1 Co 11.32). Paulo ainda disse que todos nós iremos comparecer diante do tribunal de Cristo para darmos conta de nossa mordomia (Rm 14.10-12). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Josué – O Príncipe do Exército do Senhor

Cristo na Bíblia Josué – O Príncipe do Exército do Senhor Ao longo da história do povo de Deus, O Senhor graciosamente se revelou em algumas ocasiões através de um personagem enigmático chamado de o anjo do Senhor. Esse anjo não era um anjo comum, criado, e sim o próprio Deus em suas teofanias, ou seja, Deus aparecia aos seus servos escolhidos em forma humana. Esse anjo era o Senhor Jesus Cristo antes de sua encarnação. Por ser Deus, esse anjo era adorado e obedecido. Quando Moisés morreu, Deus nomeou Josué e o encarregou de conquistar a terra da promessa. Após a passagem do Rio Jordão que fora represado pelo poder de Deus, seguiu-se um preparo espiritual do povo (circuncisão e celebração da Páscoa) para a conquista da terra prometida por Deus a Abraão e sua descendência. As guerras que seriam travadas eram chamadas de as guerras do Senhor. O Senhor era o comandante do seu exército, as estratégias eram D`Ele, cabendo a Josué apenas obedecer, o que aconteceu, e a conquista da terra foi feita em três etapas: a campanha central, a campanha do sul e a campanha do norte. Trinta e uma cidades-estados foram conquistadas por Israel sob o comando supremo do Príncipe do Exército do Senhor. No contexto do preparo do povo para a conquista da terra, Josué teve o privilégio de ver o Príncipe do Exército do Senhor numa teofania, é o que relata Js 5.13-15. Nessa teofania, o Senhor Jesus apresentou-se a Josué como o comandante supremo do exército do Senhor. O texto nos diz que Josué ao receber a revelação de que estava diante de Deus, caiu por terra, prostrado, adorando-O e se dispondo a obedecer as Suas divinas orientações. Em diversas partes da Bíblia nos é revelado que o Senhor é varão de guerra. “O SENHOR é varão de guerra; SENHOR (IAVÉ) é o seu nome” Ex 15.3. “Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra” Sl 24.8. O Príncipe do Exército do Senhor representa Cristo, era o próprio Cristo que conquistou o Céu para nós. Ainda no livro de Josué, o próprio Josué é um tipo de Cristo no seu papel de fazer o povo de Deus possuir a terra da promessa – Jesus introduz a Igreja na terra prometida (o Céu). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Questão do Divórcio (10.1-12)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Questão do Divórcio (10.1-12) Em certa ocasião, quando Jesus estava na Judéia ensinando a uma multidão, aproximaram-se dele alguns fariseus, que lhe perguntaram se era lícito ao homem repudiar a sua mulher. Jesus perguntou a eles o que a lei mosaica dizia sobre o assunto, e eles responderam que ela permitia que o homem desse carta de divórcio a sua mulher. Essa reposta ensejou a Jesus explicar que Moisés fizera aquilo por concessão devido à dureza do coração do homem. Em seguida, o Senhor Jesus reinterpretando a lei, reporta-se ao princípio da criação quando o Criador uniu o primeiro casal e disse que a partir dessa união os dois seriam uma só carne, e diz que o que Deus ajuntou não o separe o homem. Em casa, respondendo aos seus discípulos, Jesus disse: “... Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra adultera contra ela. E, se a mulher deixar a seu marido e casar com outro, adultera” Mc 10.11,12. É bom lembrar que o adultério é coisa grave aos olhos de Deus e que na antiguidade era punido com a morte por apedrejamento. No texto correlato do Evangelho escrito por Mateus (Mt 19.9), o Salvador ensinou que o casamento pode ser desfeito pela parte inocente caso seu parceiro tenha tido relações sexuais fora do casamento. Mais na frente, o Espírito Santo usando Paulo complementa a questão sobre a dissolubilidade do matrimônio com a morte de um dos cônjuges (Rm 7.2,3), ou ainda por deserção irreversível, ou seja, o descrente não quiser viver com o crente por causa da fé em Cristo (1 Co 7.12-16). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Os Escândalos (9.42-50)

Reflexões no Evangelho de Marcos Os Escândalos (9.42-50) Continuando a sua conversa com os seus discípulos sobre a tolerância e a recompensa dada por Deus aos que ajudam a Igreja em suas necessidades, o Senhor Jesus os adverte sobre a questão do escândalo. Para o Senhor Jesus, o seu povo é um povo santo, destinado a serem luz e sal da terra, ou seja, a viver uma vida de santidade sem causar impacto negativo nas pessoas que não professam ainda a fé em Cristo. A advertência cabe também aos próprios discípulos, na convivência entre si. “E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de moinho, e que fosse lançado no mar” Mc 9.42. Continuando, o Senhor Jesus usa de fortes figuras de linguagem sobre amputar partes do corpo (cortar mão e pé e arrancar olho) se essas partes são instrumentos para a produção de escândalos, e dá a razão espiritual para isso: é melhor entrar aleijado no reino de Deus do que ser lançado no inferno com o corpo completo. Essas fortíssimas palavras do Senhor nos adverte sobre a seriedade da vida cristã, do tema viver em santidade diante de Deus, da Igreja e do mundo. Todos os pecados devem ser evitados pelos cristãos especialmente aqueles que escandalizam ou fazem os crentes mais frágeis se escandalizarem. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Jesus ensina a tolerância e a caridade (Mc 9.38-41)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus ensina a tolerância e a caridade (9.38-41) No texto em apreço, Marcos relata sobre um episódio em que um crente em Cristo expulsava demônios e que fora repreendido pelos discípulos do Senhor porque não fazia parte do colégio apostólico. O episódio fora relatado por João a Jesus que respondeu que não o proibissem de continuar com aquela obra e deu-lhe a razão para isso: “... porque ninguém há que faça milagre em meu nome possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós” Mc 9.39,40. Em seguida, Jesus falou sobre uma recompensa que será dada por Deus aquelas pessoas que forem misericordiosas para com os seguidores de Cristo. “Porquanto qualquer que vos der a beber um copo d`água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão” Mc 9.41. Duas grandes lições podem ser extraídas do texto em questão: A primeira é aquela que fala sobre a tolerância e a segunda sobre a recompensa. Na primeira nos é ensinado que devemos ser tolerantes com aquelas pessoas que professam a fé em Cristo, mas que não fazem parte de nossa comunidade. Eles também são irmãos na fé. A segunda lição trata da recompensa que Deus dá aquelas pessoas que ajudam a Igreja do Senhor, principalmente em seus momentos de dificuldades. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Deuteronômio – O Profeta Prometido

Cristo na Bíblia Deuteronômio – O Profeta Prometido Quando Israel chegou à planície de Moabe, fronteira ao rio Jordão, depois de ter vencido a Seom rei dos amorreus e a Ogue rei de Basã, Moisés discursou (cinco discursos) perante a nação de Israel, repetindo a lei divina nos seus pontos essenciais. Num desses discursos que compõem o livro de Deuteronômio, ele profetizou que Deus iria levantar um profeta semelhante a ele, em que as Suas palavras seriam colocadas em sua boca, e quem não ouvisse a esse profeta seria responsabilizado por Deus (Dt 18.15-22). O profetismo em Israel começou, de fato, com o profeta Samuel. O profeta, chamado também de vidente, representava Deus diante do Seu povo. Os profetas bíblicos dividiam-se em profetas da palavra e profetas da escrita, sendo esses últimos os autores dos livros proféticos do A. T. (Isaías à Malaquias). No período do Novo Testamento havia uma expectativa no meio de Israel de um profeta que o Senhor iria enviar para ensinar a nação, a ponto de ela confundir João Batista com o profeta prometido em Deuteronômio: “És tu o profeta?” (Jo 1.21). Em Hebreus 1.1-3, nos é dito que Deus falou ao Seu povo, na antiguidade, pelos profetas, mas que nos últimos dias falou através do Seu Filho Jesus Cristo. Diversas pessoas reconheceram em Jesus um profeta. Senhor, vejo que és profeta, disse a mulher samaritana (Jo 4.19). (Veja ainda Lc 7.39; 13.33; 24.19; Mt 21.11). O povão também na época de Jesus o reconhecia como um profeta (Lc 7.16; Jo 6.14;7.40). No segundo discurso de Pedro em Atos (3.22,23) ele fez menção ao cumprimento profético em Jesus do que Moisés profetizara. O próprio Jesus tinha consciência de que era um profeta de Deus (Mc 6.4; Lc 13.33). Que Jesus era o profeta prometido em Deuteronômio não se tem dúvidas, pois ele mesmo disse que fora enviado pelo Pai e falara em Seu nome. (Jo 8.26,28,38,50). Quando da transfiguração de Jesus, Deus ordenou que os seus discípulos ouvissem O Seu Filho amado (Mc 9.7). Como profeta, Jesus falou sobre temas éticos, espirituais (sermões e parábolas) e escatológicos (segunda vinda, arrebatamento, tribulação, estado intermediário, juízo final e estado eterno.). Pr. Eudes L. Cavalcanti

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Números – A Rocha Ferida

Cristo na Bíblia Números – A Rocha Ferida Depois da nação de Israel ser organizada no Sinai (construção do Tabernáculo, instituição do sacerdócio, entrega da Lei e organização do exército), o povo de Deus levantou acampamento e foi em direção da terra da promessa. As diretrizes dadas por Deus foram observadas rigorosamente. As doze tribos de Israel marchavam sob as bandeiras de quatro tribos líderes (Judá, Rubem, Efraim e Dã). Quando acampados, o tabernáculo era instalado no centro e as tribos em volta. Quando da ordem divina para a caminhada o acampamento era desmontado e levado pelos levitas. Na caminhada, a arca da aliança ia à frente do exército. Sobre o povo de Deus, de dia estava uma nuvem e de noite uma coluna de fogo, para que o povo pudesse caminhar de dia e de noite, segundo a vontade de Deus. A nuvem e a coluna de fogo falam também de Cristo, uma como sombra e a outra como luz. A caminhada para Canaã durou trinta e nove anos, devido à incredulidade do povo quando se instalara em Cades Barnéia, próxima a fronteira de Canaã, no episodio do relatório dos doze espias. Na caminhada houve muitos problemas (murmurações, rebeliões contra Moisés, inclusive dos seus irmãos Miriã e Arão e, principalmente, através de Coré, Datã e Abirão, o episódio com o profeta adivinho Balaão, etc). Quando Israel saiu do Egito, depois da passagem do Mar Vermelho, o povo não tinha água para beber e Deus mandou Moisés ferir uma rocha e dela brotou água que dessedentou a sede do povo (Ex 17.1-7). Na caminhada para Canaã, após o tempo no Sinai, em determinado lugar, o povo não tinha o que beber e houve murmuração contra Moisés. Após buscar a orientação divina, Moisés, com raiva do povo, feriu a rocha e dela brotou água que saciou a sede deles. Por causa de sua desobediência, pois Deus mandara que ele falasse a rocha e não que a ferisse, ele perdeu a benção de entrar em Canaã. A rocha representava a Cristo e não deveria ser ferida duas vezes, pois Ele seria ferido uma única vez, na cruz. Paulo disse que Jesus era a rocha que dera água para saciar a sede espiritual do povo, e que o acompanhara na caminhada em demanda de Canaã (1 Co 10.4). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Maior no Reino dos Céus (9.33-37)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Maior no Reino dos Céus (9.33-37) Numa de suas idas à Cafarnaum, o Senhor Jesus observou que os seus discípulos vinham discutindo acaloradamente. Em sua casa naquela cidade, Jesus perguntou o que eles discutiam pelo caminho, e eles receosos ficaram em silêncio e não deram resposta ao que o Mestre perguntara. Como Jesus sabia como Deus que era o que eles discutiam egoisticamente (quem seria o maior no Reino de Deus), aproveitou o ensejo para ensinar-lhe que no Reino de Deus, quem quisesse ser o maior fosse o menor, e quem quisesse ser o primeiro fosse o último, dando-lhes uma expressiva lição sobre humildade. Em seguida, Jesus tomou uma criancinha em seus braços e disse para eles: “Qualquer que receber uma destas crianças em meu nome a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber recebe não a mim, mas ao que me enviou” Mc 9.37. Com estas palavras o Senhor Jesus estava dizendo para eles que ao invés do sentimento egoísta que enchia os seus corações, eles deveriam ter um coração sensível, amoroso, receptivo para receber a todos em seu nome, inclusive as criancinhas. Nesta mesma passagem bíblica, o Senhor Jesus revelou a grande verdade da profunda união que ele tinha com o Pai Celeste, a ponto de dizer que quem O recebe, recebe ao Pai que o enviou. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti