segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Teologia do Serviço

A Teologia do Serviço
1 Cr 28.9,10

1) Identificando as Escrituras que tratam do assunto
1 Cr 28.9,10; Sl 100.2; Ml 4.18; Rm 12.11; 1 Co 15.58;…
2) Identificando aqueles que servem ao Senhor
- (João 15:16) - Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.
- (Romanos 6:18) - E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
- (Romanos 6:22) - Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.
- (I Tessalonicenses 1:9) - Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro,
3) Identificando a quem o serviço deve ser prestado
- (Salmos 100:2) - Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.
- (Romanos 12:11) - Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
- (Colossenses 3:24) - Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.
- (I Crônicas 28:9) - E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o SENHOR todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre.
4) Identificando o serviço que deve ser feito
a) Cultuar a Deus
- (Salmos 96:7) - Dai ao SENHOR, ó famílias dos povos, dai ao SENHOR glória e força. (Salmos 96:8) - Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. (Salmos 96:9) - Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra.
- (Salmos 98:5) - Cantai louvores ao SENHOR com a harpa; com a harpa e a voz do canto. (Salmos 98:6) - Com trombetas e som de cornetas, exultai perante a face do SENHOR, do Rei.
- (Mateus 4:10) - Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
- (Hebreus 13:15) - Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.
- (Lucas 24:53) - E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém.
- (Romanos 12:1) - ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
b) Edificar os crentes na fé
- (II Pedro 3:18) - Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.
- (I Pedro 1:23) - Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.
- (I Pedro 2:2) - Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;
- (Efésios 2:20) - Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; (Efésios 2:21) - No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. (Efésios 2:22) - No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.
- (Efésios 4:11) - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, (Efésios 4:12) - Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; (Efésios 4:13) - Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, (Efésios 4:14) - Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (Efésios 4:15) - Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, (Efésios 4:16) - Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.
- (I Corintios 14:12) - Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja.
- (I Corintios 14:26) - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
c) Proclamar o Evangelho
- (Salmos 96:2) - Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia. (Salmos 96:3) - Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas.
- (Marcos 16:15) - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. (Marcos 16:16) - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
- (Mateus 28:19) - Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Mateus 28:20) - Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.
- (Lucas 24:47) - E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
- (Atos 1:8) - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.
d) Cuidar dos santos necessitados
- (Gálatas 6:10) - Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.
- (Romanos 12:13) - Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;
- (Hebreus 13:2) - Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.
- (I João 3:16) - Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. (I João 3:17) - Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?
- (Tiago 2:15) - E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, (Tiago 2:16) - E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? (Tiago 2:17) - Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.
5) Identificando a capacitação dada por Deus para o serviço
a) Os dons naturais
- (I Crônicas 12:1) - ESTES, porém, são os que vieram a Davi, a Ziclague, estando ele ainda escondido, por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra. (I Crônicas 12:2) - Estavam armados de arco, e usavam tanto da mão direita como da esquerda em atirar pedras e em atirar flechas com o arco; eram dos irmãos de Saul, benjamitas.
- (Atos 9:39) - E, levantando-se Pedro, foi com eles; e quando chegou o levaram ao quarto alto, e todas as viúvas o rodearam, chorando e mostrando as túnicas e roupas que Dorcas fizera quando estava com elas.
b) Os dons espirituais
- (Atos 21:9) - E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam.
- (Romanos 12:6) - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; (Romanos 12:7) - Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; (Romanos 12:8) - Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
- (I Corintios 12:8) - Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; (I Corintios 12:9) - E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; (I Corintios 12:10) - E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. (I Corintios 12:11) - Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
- (Efésios 4:11) - E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, (Efésios 4:12) - Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
c) O poder do Espírito Santo
- (Lucas 24:49) - E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.
- (Atos 1:8) - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.
- (Atos 2:4) - E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
- (Atos 4:31) - E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.
- (Atos 4:8) - Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo, e vós, anciãos de Israel,
- (Atos 13:52) - E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
6) Identificando o modo como o serviço a Deus deve ser feito
a) Com alegria
- (Salmos 100:2) - Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.
- (Salmos 105:3) - Gloriai-vos no seu santo nome; alegre-se o coração daqueles que buscam ao SENHOR.
- (Atos 13:52) - E os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
- (Atos 20:24) - Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.
b) Com fervor
- (Romanos 12:11) - Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
- (Atos 18:25) - Este era instruído no caminho do Senhor e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do SENHOR, conhecendo somente o batismo de João.
c) Com intensidade
- (I Crônicas 28:9) - E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o SENHOR todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos; se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre.
- (Mateus 22:37) - E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
d) com dedicação
- (Atos 6:4) - Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
- (Esdras 7:10) - Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do SENHOR e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.
- (Josué 24:15) - Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.0
e ) Com amor e gratidão
- (Colossenses 3:15) - E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
- (Jonas 2:9) - Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação.
- (Salmos 116:12) - Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? (Salmos 116:13) - Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do SENHOR. (Salmos 116:14) - Pagarei os meus votos ao SENHOR, agora, na presença de todo o seu povo.
f) Com prioridade
- (Mateus 6:33) - Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
- (Lucas 9:59) - E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: SENHOR, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. (Lucas 9:60) - Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. (Lucas 9:61) - Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. (Lucas 9:62) - E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
7) Identificando as recompensas dadas por Deus aqueles que servem com fidelidade
a) Recompensas materiais
- (Marcos 10:29) - E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, (Marcos 10:30) - Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna.
- (I Timóteo 5:17) - Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; (I Timóteo 5:18) - Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.
- (I Corintios 9:14) - Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.
- (Mateus 6:33) - Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
b) Recompensas espirituais
- (Mateus 25:23) - Disse-lhe o seu SENHOR: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
- (Mateus 25:34) - Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;... (Mateus 25:40) - E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
- (João 12:26) - Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.
- (I Corintios 3:8) - Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. ... (I Corintios 3:14) - Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.
- (II Timóteo 4:8) - Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.

O EXEMPLO DEIXADO POR JESUS

ESBOÇO DE SERMÃO
O EXEMPLO DEIXADO POR JESUS
Texto Básico – Fp 2.5-8
Falar sobre o modelo, o padrão, o exemplo deixado por nosso Senhor Jesus para ser observado pela Igreja; Jesus é o padrão de vida para os seus seguidores, conforme os textos a seguir:
- (Filipenses 2.5) - De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
- (João 13.15) - Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.;
- (Mateus 10.24,25) - Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?
- (I Coríntios 11.1) - Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.
- (Efésios 4.13) - Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
- (Efésios 5.1) - SEDE, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;

1) O EXEMPLO DE RESIGNAÇÃO DE CRISTO (renunciar, demitir-se). O Senhor Jesus Cristo esvaziou-se de sua glória, assumiu uma natureza humana fragilizada, sujeita a tentação e as intempéries da vida.
- (Filipenses 2.6,7) - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
- (João 1.1) - NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (João 1.14) - E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
- (João 14.28) - Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.
(João 17.5) - E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
(Hebreus 2.9) - Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.
2) O EXEMPLO DE HUMILDADE DE CRISTO (rebaixar-se, menosprezar-se). Cristo humilhou-se, viveu como servo apesar de ser Senhor, sofreu os piores sofrimentos que um ser humano poderia suportar.
- (Filipenses 2.8) - E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
- (Lucas 2.7) - E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
- (Mateus 11.29) - Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
(Mateus 21.5) - Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, Manso (humilde), e assentado sobre uma jumenta, E sobre um jumentinho, filho de animal de carga.
- (João 13.4,5) - Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.
- (Tiago 4.10) - Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.
- (I Pedro 5.5,6) - Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;
3) O SENTIMENTO DE OBEDIENCIA DE CRISTO (fazer a vontade de alguém superior). O Senhor Jesus viveu uma vida de obediência incondicional a vontade de seu Pai celestial.
- (Filipenses 2.8) - E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
- (João 4.34) - Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.
- (João 5.30) - Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.
- (João 6.38) - Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
(Mateus 26.42) - E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.
- (Romanos 6.18) - E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
- (Romanos 6.22) - Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.
4) O SENTIMENTO ALTRUISTA DE CRISTO (colocar o interesse de outrem acima do seu). O Senhor Cristo viveu em função dos outros e morreu por eles.
- (Filipenses 2.8) - E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
- (João 10.18) - Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.
- (João 12.24) - Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.
- (Lucas 19.10) - Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.
- (Romanos 5.6,7,8) - Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
- (I Pedro 3.18) - Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;
- (II Coríntios 5.15) - E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
- (I Tessalonicenses 5.10) - Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

Somos instados pelas Sagradas Escrituras para seguirmos o exemplo deixado pelo nosso Senhor, para que Deus seja glorificado em nossas vidas.

A Relevância de uma Igreja Local

A Relevância de uma Igreja Local

A Igreja na sua expressão local, desde que organizada de acordo com o padrão neo-testamentário, é uma instituição divina segundo se extrai de diversos textos do Novo Testamento como, por exemplo, o citado a seguir: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” 1 Co 1.2.

Uma Igreja é organizada numa determinada localidade segundo uma direção específica do Espírito Santo. Ela não surge por acaso, ou segundo a vontade de homens, mas, em obediência a um propósito soberano de Deus. “E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho” At 16.10.

Uma vez estabelecida numa determinada localidade a Igreja passa a exercer o seu ministério que é um ministério abençoado, e abençoador para todos os que fazem partem dela e para a comunidade onde está inserida.

Observando o Novo Testamento podemos constatar que a Igreja foi constituída por Deus

para exercer quatro poderosos ministérios: a) Celebrar cultos ao Deus dos Céus; b) Promover a edificação espiritual dos seus membros e congregados através do exercício dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo, especialmente através do ministério da Palavra; c) Proclamar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação das almas perdidas; d) Exercer o ministério da Beneficência, ou seja cuidar dos necessitados especialmente dos membros e congregados da Igreja. A relevância de uma Igreja local é efetivada na medida em que ela pela graça divina exerce com fidelidade os ministérios citados.

Pela vontade soberana de Deus e de acordo com o seu propósito, há treze atrás a III Igreja Evangélica Congregacional de João Pessoa foi organizada como uma Igreja autônoma no bairro do Geisel para viver para a glória de Deus e para exercer os ministérios em apreço.

Apesar das suas inúmeras limitações a III IEC/JPA tem procurado cumprir o seu ministério com fidelidade. Deus tem tido misericórdia de nós e tem nos ajudado a ter a relevância que deve ter, segundo a Bíblia, uma comunidade local no contexto em que ela está instalada.

Louvamos ao Senhor pela existência da III IEC/JPA que ontem (17/07) completou treze anos de existência. Para a celebração desse acontecimento a Igreja vem, desde quinta-feira passada, oferecendo a Deus cultos especiais em comemoração ao seu aniversário.

Rogamos ao Senhor nosso Deus que pelo Seu Espírito que em nós habita nos ajude a ser cada dia mais relevante no Geisel bem como na Capital paraibana como um todo.

Rev. Eudes Lopes Cavalcanti (Pastor da Igreja).

Cristo, a razão maior do viver

O Breve Catecismo de Westminster, um dos documentos da fé reformada, começa com uma pergunta e ao mesmo tempo a responde, que tem tudo haver com o tema desta reflexão: “Qual é o fim principal do homem?”. “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”.

Deus ao criar o ser humano o criou para Si e só nEle é que o homem consegue se satisfazer plenamente. Há um vazio tão grande no coração do homem que só Deus pode preenchê-lo. Isso é confirmado com as palavras do sábio Salomão que disse que Deus pôs o anseio pela eternidade no coração do homem (Ec 3.11). Por mais que o homem consiga ter as coisas, mas se ele não tiver Jesus no coração não tem felicidade. Santo Agostinho um dos pais da Igreja disse no seu livro intitulado “Confissões”: “Quão tarde te amei ó antiga e sempre nova formosura, quão tarde te amei; fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração até que em Ti descanse”.

O Novo Testamento nos revela que Jesus Cristo é o Verbo de Deus encarnado. Aquele Verbo que era no princípio, que estava com Deus (Pai), e que era Deus, assumiu uma natureza humana e veio a este mundo viver conosco, revelando o Pai em sua plenitude.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” Jo 1.1. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” Jo 1.14. O escritor aos Hebreus assim se expressa ao começar a falar da superioridade de Cristo e da sua grandeza: “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” Hb 1.3.

Saulo de Tarso era um feroz opositor do Cristianismo. Perseguia a Igreja do Senhor, maltratava os crentes, votava a favor da morte deles, mas um dia pela graça de Deus ele teve uma experiência com Cristo na estrada de Damasco, e daí para frente tudo mudou na vida daquele jovem fariseu. Através da revelação divina, disse ele escrevendo aos Gálatas, tomou conhecimento do programa redentor através de Cristo, e apaixonou-se por Jesus Cristo e foi um discípulo exemplar e modelo para os que criam no Salvador. O seu testemunho era que para ele o viver era Cristo. “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” Fp 1.21. Escrevendo aos gálatas, Paulo revela também o que Jesus representava para ele. O Senhor era a razão maior de sua existência e Paulo vivia em função dele. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” Gl 2.20.

E você querido irmão, o que representa Jesus para você? Se Ele é o Salvador e Senhor de nossas vidas devemos viver em função dele, para Ele, e por Ele.

Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 7 de julho de 2010

UMA VISÃO PANORÂMICA DA TEOLOGIA SISTEMÁTICA

UMA VISÃO PANORÂMICA DA TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Rev. Eudes Lopes Cavalcanti

João Pessoa – PB, julho de 2010

Apresentação

Há muito que intencionávamos elaborar um trabalho de Teologia Sistemática que de forma sucinta mostrasse todos os temas contemplados por essa importante área do saber teológico.

Na medida em que preparávamos as aulas para apresentar aos alunos do Instituto Bíblico Betel Brasileiro, do Seminário Teológico Evangélico da Paraíba e do Seminário Teológico Evangélico Congregacional de João Pessoa, Instituições essas onde tive o privilégio de ministrar como professor, utilizávamos fichas onde anotávamos os esboços que iríamos usar nas aulas, informações essas aproveitadas nesta obra.

Este trabalho também vem a lume por causa de uma reflexão nossa sobre a brevidade da vida, que é comum a todos os mortais, e o desejo de deixar alguma coisa escrita de forma sucinta para a posteridade, que venha a servir para a Igreja brasileira no seu ministério de instrução doutrinária para os seus membros e congregados.

Sabemos que no mundo moderno onde é cada dia mais difícil para todos administrar o tempo devido à correria para se ganhar o pão de cada dia e também por causa dos grandes atrativos exercidos pela televisão e pela Internet, uma obra concisa vai ajudar muito a Igreja, assim pensamos.

Somos apaixonados pela concisão e pela objetividade, itens esses extremamente importantes para quem se comunica utilizando a escrita. Acreditamos que Deus graciosamente nos deu essa benção de expôs as idéias de uma forma resumida, mas inteligível, dom esse aprimorado pela necessidade constante de elaborarmos as reflexões bíblicas do boletim dominical das duas igrejas que tenho trabalhado como pastor, bem como do exercício da presidência da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil a qual tive a honra de presidi-la durante dois mandatos.

Para aqueles que querem se aprofundar no assunto existe um abundante material no mercado evangélico brasileiro. Estamos disponibilizando no final deste trabalho uma bibliografia de livros de Teologia Sistemática que temos em nossa biblioteca e acessível nas livrarias evangélicas do Brasil.

Queira o bondoso Deus, abençoar este empreendimento que foi feito para a Sua glória e para benção da amada igreja de nosso Senhor Jesus Cristo espalhada no Brasil.

Este material está disponível de forma gratuita em nosso site, que pode ser acessado pelo endereço eletrônico: preudescavalcanti.blogspot.com


Uma Visão Panorâmica da Introdução a Teologia

1) Etimologia

A palavra teologia é de origem grega. Theos = Deus; Logos (logia) = discurso, tratado, expressão.

2) Conceitos

a) Teologia quer dizer o estudo ou tratado acerca de Deus

b) Teologia é a ciência que trata de Deus e das relações entre Deus e o universo (STRONG)

c) Teologia consiste em fatos relacionados com Deus e suas relações com o universo, apresentados de maneira lógica, ordenada e consistente.

3) A importância da Teologia

a) A Teologia satisfaz a mente humana

b) A Teologia serve para a pureza e defesa do Cristianismo

c) A Teologia ajuda na propagação do Evangelho

d) A Teologia fundamenta a prática cristã

4) Divisão da Teologia

a) Teologia Bíblica – É a parte da Teologia que se ocupa com a exposição do conteúdo dos ensinos dos autores bíblicos. Divide-se em Teologia do Antigo Testamento e Teologia do Novo Testamento.

b) Teologia Histórica – É o estudo do desenvolvimento da doutrina cristã ao longo do curso da história da Igreja, enfocando as suas origens, o seu progresso e os seus desvios.

c) Teologia Sistemática – É o estudo de toda a verdade cristã, no aspecto mais abrangente e sistemático, tomando-se por base o material fornecido pelas Escrituras, mas servindo-se também de outros ramos do saber, tais como Filosofia, História, Psicologia,... na medida em que esses ramos do saber podem ajudar no esclarecimento das verdades tratadas na Revelação Especial.

d) Teologia Prática - Cuida da aplicação prática das verdades tratadas na Teologia em geral, especialmente na Sistemática, visando uma vida espiritual coerente com o ensino proposto.

5) Os Métodos de Estudo da Teologia

a) Método Dedutivo – Este método, a priori, deduz-se do sistema de princípios filosóficos aceitos, , ou seja, leva-se o sistema teológico a se acomodar a princípios filosóficos previamente aceitos.

b) Método Místico – Este método trata a Teologia com base nas “revelações especiais” que se dizem receber de Deus, independentes das Escrituras.

c) Método Indutivo – Este método é o método usado pela ciência natural, a saber: a coleta de fatos, a sua classificação e o estudo das leis que os regem. Este é o método correto que é utilizado pela Teologia para apresentar as conclusões consistentes reveladas nas Sagradas Escrituras. Este método segue os seguintes passos para chegar as suas conclusões:

- Definir e esclarecer o problema ou a questão teológica.

- Identificar as várias soluções do problema que foram sugeridos na história cristã.

- Estudar a fonte da teologia cristã, a Bíblia, para determinar exatamente o que diz o texto, e chegar às conclusões preliminares.

- Relacionar as conclusões preliminares com a Revelação e com as outras doutrinas já estabelecidas, para concretizar esta resposta teológica.

- Defender esta conclusão diante da oposição das ideologias contrárias.

- Aplicar as conclusões teológicas às situações específicas da vida neste mundo.

6) Os Tipos de Teologias (catalogação)

a) Por Épocas (Teologia Patrística, Medieval, da Reforma, Contemporânea)

b) Por Ponto de Vista (Teologia Arminiana, Calvinista, Católica, Barthiana, Libertação)

c) Por Ênfase (Teologia Histórica, Bíblica, Sistemática, Apologética, Exegética,...)

Uma Visão Panorâmica da Teologia Sistemática

1) Conceito

a) Teologia Sistemática é o estudo e a declaração cuidadosa e sistemática da doutrina cristã.

b) Teologia Sistemática é o ramo da Teologia que estuda de forma sistemática a doutrina cristã.

c) É o segmento da Teologia que contempla de forma organizada e encadeada o estudo da doutrina cristã conforme revelado nas Sagradas Escrituras.

2) Divisão da Teologia Sistemática

a) Bibliologia (O Estudo da Bíblia)

b) Teontologia (O Estudo acerca de Deus)

c) Antropologia (O Estudo do Homem do ponto de vista teológico)

d) Hamartiologia (O Estudo acerca do Pecado)

e) Cristologia (O Estudo da Pessoa de Cristo)

f) Soteriologia (O Estudo acerca da Salvação)

g) Angelologia (O Estudo acerca dos Anjos)

h) Pneumatologia (O Estudo acerca do Espírito Santo)

i) Eclesiologia (O Estudo da Igreja)

j) Escatologia (O Estudo das Últimas Coisas)

Uma Visão Panorâmica da Bibliologia

1) Etimologia

A palavra Bibliologia é composta de duas palavras gregas: biblos = livros e logos = estudo, tratado, palavra .

2) Conceito
a) Bibliologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a Bíblia Sagrada.

b) Chama-se Bíblia Sagrada ao conjunto de 66 livros inspirados por Deus, aceitos pela Igreja Evangélica como a única regra de fé e prática do cristão.

3) A Divisão da Bíblia
A Bíblia Sagrada divide-se em duas grandes partes: O Antigo e o Novo Testamento. A Palavra Testamento, relacionada à Bíblia Sagrada, significa Pacto ou Aliança.

4) Classificação dos livros da Bíblia
a) Antigo Testamento (39 livros)

- Pentateuco (Os livros da Lei) - Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
- Os Livros Históricos - Josué, Juízes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis,
1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
- Os Livros Poéticos – Jó (sabedoria), Salmos (hínico), Provérbios e Eclesiastes (sabedoria) e Cantares (hínico).
- Os Livros Proféticos - Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel (Profetas Maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (Profetas Menores).
Os títulos Profetas Maiores e Profetas Menores não têm nada haver com a importância do profeta nem com a sua mensagem e sim com a quantidade de capítulos e versículos, bem como quanto ao tempo de ministério do profeta no meio do povo de Israel.

b) Novo Testamento (27 livros)
- Os Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João. (Mateus, Marcos e Lucas = Evangelhos Sinóticos, relatos semelhantes).

- O Livro Histórico - Atos dos Apóstolos.
- As Cartas Paulinas - Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito e Filemon.
- A Carta aos Hebreus.
- As Epístolas Gerais - Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João e Judas.
- O livro da Revelação - Apocalipse.

5) Autoria e Tempo de Preparo da Bíblia
A Bíblia foi escrita por mais ou menos 40 escritores de diversos matizes culturais, num período de aproximadamente dezesseis séculos. O mais antigo escritor de livro da Bíblia foi Moisés e o mais recente, o apóstolo João.

6) As Línguas Originais
O Velho Testamento foi escrito em quase sua totalidade em hebraico a língua dos judeus, exceto pequenos trechos escritos em aramaico (Ed 4.8-6.18; 7.12-26; Dn 2.4-7.28; Jr 10.11), a língua comercial da época. O Novo Testamento foi escrito em sua totalidade na língua grega (grego koinê = popular).

7) O Personagem Central da Bíblia
O Senhor Jesus Cristo é o personagem central da Bíblia. Ele é identificado nos livros das Sagradas Escrituras através dos tipos, das figuras, dos símbolos, das profecias diretas, de sua biografia e dos escritos dos seus apóstolos. “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” Lc 24.44. (Veja ainda Lc 24.27; Jo 5.39; At 17.2-3; 26.22,23).
Vejamos a identificação de Jesus em cada livro da Bíblia Sagrada:
Gênesis - A Semente da Mulher
Êxodo - O Cordeiro Pascoal
Levítico - O Sacrifício Expiatório
Números - A Rocha que foi ferida
Deuteronômio- O Profeta Prometido
Josué - O Príncipe do Exército do Senhor
Juizes - O Libertador
Rute - O Parente Remidor
1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas - O Rei de Israel
Esdras e Neemias - O Restaurador
Ester - O Advogado
Jó - O Redentor que Vive
Salmos - Tudo em todos
Provérbios - A Sabedoria Divina
Eclesiastes - A Razão Suprema do Viver
Cantares - O Amado da minha alma
Isaías... Malaquias - O Messias
Os Evangelhos (Mateus... João) - O Cristo
Atos dos Apóstolos - O Espírito
As Epístolas (Romanos... Judas) - A Cabeça da Igreja
Apocalipse - O Alfa e o Ômega

8) A Revelação Geral

Aprouve a Deus se auto-revelar através da natureza, das coisas criadas. Essa revelação é chamada na Teologia Sistemática de Revelação Geral. Nessa revelação Deus revelou a sua deidade e alguns de seus atributos. “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” Rm 1.19,20. (Veja ainda Sl 19.1-6; Gn 1.1-31).

9) A Revelação Especial

Aprouve ainda a Deus se auto-revelar as suas criaturas através de homens inspirados pelo Espírito Santo que escreveram os livros do Cânon Sagrado. Nessa revelação Deus revelou até onde queria revelar o Seu ser, os Seus atributos, o Seu caráter e a Sua vontade, destacando-se nesta última o seu programa redentor. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” Hb 1.1. (Veja ainda 1 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.19-21).

A Revelação Especial tem as seguintes características:

a) Ela é redentiva, ou seja, nela é revelado o programa redentor de Deus através de Cristo. “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” Jo 5.39 (Veja ainda Gn 3.15; 49.10; Dt 18.15-19; Lc 24.27,44; At 2.22-24,29-32; 3.13-15;...).

b) Ela é progressiva, ou seja, Deus foi se revelando aos poucos ao longo da história do ser humano. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” Hb 1.1. (Veja ainda Gn 3.15; 49.10; Dt 18.15; Is 7.14; 9.6,7; 53.1-12; Mq 5.2;...).

c) Ela é a revelação de Deus mesmo, ou seja, nela Deus revela até aonde queria nos revelar o Seu ser, os Seus atributos, o Seu caráter e a Sua vontade. Gn 1.1; 17.1; Ex 3.14; Sl 139; Jo 1.1,14; 10.30; 14.9-111;...

d) Ela é uma revelação cristã, ou seja, o Senhor Jesus Cristo é o tema central dessa revelação. “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” Jo 5.39. (Veja ainda Gn 3.15; 49.10; Dt 18.15; Is 7.14; 9.6,7; 53.1-12; Mq 5.2; Lc 24.27,44;...

e) Ela é uma revelação feita nas Escrituras (Antigo e Novo Testamento). “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 2 Pe 1.19-21 (Veja ainda Is 34.16; Lc 16.29; 24.27,44; Jo 5.39; 2 Tm 3.16,17; ...)

10) A Inspiração da Bíblia
Por inspiração da Bíblia queremos dizer que Deus, na pessoa do Espírito Santo, influenciou de maneira sobrenatural os autores dos livros das Sagradas Escrituras, fazendo assim com que os seus relatos se convertessem em autênticos registros da verdade revelada. “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 2 Pe 1.20,21. Assim sendo, toda a Bíblia foi inspirada por Deus Verbal (2 Pe 1.20,21; Hb 1.1) e Plenariamente (2 Tm 3.16,17; Is 34.16).

a) Por Inspiração Verbal, queremos dizer que a influência do Espírito Santo foi além da direção dos pensamentos, chegando até a seleção das palavras usadas para transmitir a mensagem que foi registrada nos escritos originais;
b) Por Inspiração Plenária, queremos dizer que todas as palavras da Bíblia, desde a primeira do livro de Gênesis até a última do livro de Apocalipse, foram inspiradas por Deus.

11) A Inerrância da Bíblia

Por Inerrância se quer dizer que a Bíblia nos seus autógrafos originais não contém erros, é inteiramente fidedigna em todos os fatos que relata. “Buscai no livro do SENHOR, e lede; nenhuma destas coisas falhará, nenhuma nem outra faltará; porque a minha própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará” Is 34.16. Sobre o assunto são observadas as seguintes evidências:

a) A Bíblia ensina a sua própria inerrância

. A inspiração requer a inerrância – “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 2 Pe 1.19-21 (Veja ainda Jo 17.17).

. As mensagens divinas eram distintas das falas dos falsos profetas pela sua veracidade total e absoluta – “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” Nm 23.19 (Veja ainda Dt 13.1-5; 18.20-22).

b) A Bíblia ensina a sua própria autoridade, e isto implica em inerrância – “Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada)” Jo 10.34,35 (Veja ainda Mt 5.17-20);

c) A Escritura usa textos dela mesma para apoiar a sua inerrância – “Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo” Sl 82.6. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada Jo 10.34,35.

12) A Iluminação do Espírito Santo

Por Iluminação entende-se a ação do Espírito Santo na mente do leitor das Sagradas Escrituras fazendo-o compreender o significado do texto sagrado – “Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” Lc 24.45. (Veja ainda Jo 16.13; Ef 1.17,18; Cl 1.9; At 16.14).

Uma Visão Panorâmica da Teontologia

1) Etimologia da palavra teontologia

Theos – Deus; Onto – Ser; Logos – Estudo, tratado

Teontologia = Estudo acerca do ser de Deus

2) Conceitos de Deus

a) “Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade” (Catecismo Menor de Westminster).

b) “Deus é Espírito, em si e por si infinito em seu ser, glória, bem-aventurança e perfeição; todo-suficiente, eterno, imutável, insondável, onipresente, onipotente, onisciente; infinito em sabedoria, santidade, justiça, misericórdia, graça e longanimidade; cheio de toda bondade e verdade” (Catecismo Maior de Westminster).

c) “Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões, é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é verdadeiro galardoador dos que o buscam, e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo pecado; de modo algum terá por inocente o culpado” (Confissão de Fé de Westminster).

3) A Prova da Existência de Deus

a) Argumento Cosmológico – Cada coisa criada no universo tem uma causa. Essa causa só pode ser Deus.

b) Argumento Ontológico – Há uma idéia inata no ser humano sobre a existência de um ser supremo que deve ser reverenciado e temido.

c) Argumento Teleológico – Toda a criação revela inteligência, ordem, harmonia e propósito. Logo foi criada por um ser inteligente e capaz.

d) Argumento Moral - O ser humano tem consciência do que é certo e do que é errado e que é responsável por isso diante da divindade.

e) Argumento Histórico – Todos os povos da terra em toda a sua história têm consciência de um ser supremo, daí as manifestações religiosas em suas respectivas culturas.

4) A Natureza Essencial de Deus

a) A Espiritualidade de Deus (Deus é um espírito) – “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” Jo 4.24. (Veja ainda Rm 1.20; Cl 1.15; 1 Tm 1.17; Hb 11.27; ...).

b) A Personalidade de Deus (Deus é um ser pessoal, tendo sabedoria, emoções e vontade) - Como ser pessoal é possível ao homem manter comunhão com Ele visto ter sido feito a Sua imagem e semelhança. (A inteligência divina – “Ó SENHOR, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas” Sl 104.24 (Veja ainda 1 Sm 2.3;Is 28.29; Tg 1.5; 3.17; 1 Tm 1.17;...). Vontade – “Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração” Sl 40.8 (Veja ainda Sl 51.18; Is 46.10; Mt 6.10; 26.42; Jo 5.30; Rm 12.2; 1 Jo 2.17;...). Emoções – “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5.8. “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” Ef 4.30 (Veja ainda Jo 3.16; Ap 1.5; Nm 22.22; 25.3,4; Sl 30.5; Gn 6.6; Ne 8.10; Jo 15.11; Sf 3.17;...).

c) A Unicidade de Deus (Deus é único) - Segundo a revelação das Sagradas Escrituras Deus é uno, ou seja, só existe ele como Deus verdadeiro. As outras divindades criadas pela imaginação do homem são deuses falsos que tem boca mais não falam, tens olhos mais não vêem, tem ouvidos, mas, não ouvem, tem mãos mas não apalpam, tens pés mas não andam (Sl 115.4-7). Quando se fala na unicidade de Deus diz-se que só existe Ele como Deus verdadeiro e não existe outro. “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR” Dt 6.4. “A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” 1 Tm 6.15,16. (Veja ainda Mc 12.29; Rm 3.30; 16.27; 1 Co 8.4,6; Ef 4.6; 1 Tm 2.5; 2 Tm 2.5; Jd 25...).

d) A Transcendência e a Imanência de Deus - Deus é transcendente, ou seja, Ele é excelso, está fora do alcance do homem, habita na luz inacessível, não se pode ver, é plenamente puro, absoluto e perfeito. “Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe” (Veja ainda Is 33.14; 57.15; At 17.24,25; 1 Tm 6.16; Jó 25.5; Hc 1.13; Mt 5.48...). Deus apesar de ser transcendente também é imanente, ou seja, habita no meio da sua criação, está próximo dela, e até dentro dos seus filhos adotivos. Com o advento de Cristo essa imanência tornou-se visível e percebível com a presença do Emanuel conosco e do Espírito Santo na vida do crente em Jesus. “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” Is 57.15 (Veja ainda At 17.26-28; 1 Co 3.16; 2 Co 6.16; Jo 1.1,14; Mt 1.23...).

5) Os nomes de Deus no Antigo Testamento

a) El, Eloim, Elyon – El e Eloim acentuam o fato de que ele é forte e poderoso. Elyon chama a atenção para a sua natureza exaltada como o Altíssimo, objeto de reverência e culto.

b) Adonai (Senhor) - revela Deus como dono e governador de todos os homens

c) Shaddai ou El-Shaddai - acentua a grandeza divina principalmente como fonte de bênção e conforto para o seu povo.

d) Yaweh (SENHOR) – (Jeová em português) revela Deus como o Deus da graça

e) Combinações do nome Yaweh (Jeová)

- Jeová-Jiré: O Senhor proverá

- Jeová-Rafa: O Senhor que cura

- Jeová-Nissi: O Senhor, nossa bandeira

- Jeová-Shalom: O Senhor, nossa paz

- Jeová-Raa: O Senhor, meu pastor

- Jeová-Tsidkenu: O Senhor, nossa justiça

- Jeová-Shamá: O Senhor está presente

5)Os nomes de Deus no Novo Testamento

a) Theos – significa Deus

b) Kurios – (Senhor) – Designa Deus como dono e governador de todas as coisas, particularmente do Seu povo, como o único que tem autoridade e poder real.

c) Pater – Designa Deus como originador e Criador. Denota ainda a relação da 1ª pessoa da Santíssima Trindade com Jesus, o Filho. Ainda denota o relacionamento entre o Pai celestial e os filhos adotados em Cristo

6) Os Atributos de Deus (Características distintivas do ser de Deus)

a) Atributos Incomunicáveis (São as perfeições divinas que não se encontram correspondência nas criaturas)

- Auto-existência de Deus (Deus existe por si mesmo, não depende de nada para existir) – “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” Ex 3.14 (Veja ainda Is 43.14; Sl 90.2;...).

- Imutabilidade (Deus é imutável, não está condicionado ao tempo) – “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” Ml 3.6 (Veja ainda Tg 1.17; Hb 1.10-12;...).

- Infinitude (Tudo que pertence ao ser de Deus não tem limite) – “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado” 1 Rs 8.27 (Veja ainda 2 Cr 2.6; 6.18;...).

- Onipotência (Deus tem todo o poder) – “SENDO, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1 (Veja ainda Ex 6.3; Jó 11.7; Mt 26.64; Ap 1.8; 11.17;...).

- Onisciência (Deus tem todo o conhecimento) – “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” Hb 4.13 (Veja ainda Sl 139.1-4; Jó 34.21; Pv 15.3; Ap 1.14;...).

- Onipresença (Deus não é limitado pelo espaço, está presente em todos os lugares do seu domínio ao mesmo tempo) - “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa” Sl 139.7-12 (Veja ainda Mt 18.20; Jr 23.24; Sl 123.1; Is 57.15;...).

b) Atributos Comunicáveis (São aqueles atributos de que Ele é possuidor em plenitude, mas, que compartilhou dos mesmos, em certa medida, com as suas criaturas morais)

- A Santidade - “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” Hc 1.13 (Veja ainda Lv 19.2; Is 6.3; 1 Pe 1.15,16; Ap 4.8;...).

- O Amor – “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5.8 (Veja ainda 1 Jo 4.8,16; Jo 3.16; Ap 1.5;...).

- A Verdade – “Clamava, pois, Jesus no templo, ensinando, e dizendo: Vós conheceis-me, e sabeis de onde sou; e eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis” Jo 7.28 (Veja ainda Jo 8.26; 17.3; 14.6; Ap 3.7, 14; 6.10;...).

- A Justiça - “O SENHOR faz justiça e juízo a todos os oprimidos” Sl 103.6 (Veja ainda Sl 145.17; Is 30.18; Ap 15.3; 16.5;...).

7) A Santíssima Trindade

Deus é uno em Seu ser essencial, mas nesse único ser há três pessoas, chamadas Pai, Filho, e Espírito Santo. Essas pessoas não são três deuses, mas, sim um único Deus verdadeiro que subsiste nessas três pessoas distintas uma das outras mas possuidoras da mesma essência e dos mesmos atributos. “Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas propriedades pessoais” (Catecismo Maior de Westminster). Sendo assim o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” 2 Co 13.13 (Veja ainda Gn 1.26,27; 3.22; 11.7; Mt 3.13-17; 28.20; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7.). O Pai como Deus – “(João 17:1) - JESUS falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti” Jo 17.1 (Veja ainda Gn 1.1; Mt 6.1,9,18,32; 26.39;...). O Filho como Deus – “Eu e o Pai somos um” Jo 10.30 (Veja ainda Jo 1.1-3; 20.31; 1 Tm 6.15; 1 Jo 5.20; Ap 1.8; 5.12-14...). O Espírito como Deus – “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus” At 5.3,4 (Veja ainda 1 Co 2.10,11; Ap 4.5). Na Trindade há só uma essência, uma só vontade, um só propósito.

a) Provas Escriturísticas da Trindade no Antigo Testamento – “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” Gn 1.26 (Veja ainda Gn 3.22; 11.7; Is 48.16; 61.1; 63.9,10;...).

b) Provas Escriturísticas da Trindade no Novo Testamento – “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” Jo 14.16 (Veja ainda Lc 1.35; 3.21,22; Mt 28.19; Jo 14.16; e 2 Co 13.13; 1 Co 12.4-6; 1 Pe 1.2;…).

8) A Obra de Deus

a) A Criação (material e espiritual) – Deus chamou à existência todas as coisas, tanto as visíveis como as invisíveis, pela palavra do seu poder – “NO princípio criou Deus os céus e a terra” Gn 1.1 (Veja ainda Gn 2.1-3; Jr 10.16; 51.19; Ap 4.11; Cl 1.16;...).

b) A Providência - “aquela obra de Deus pela qual Ele preserva todas as Suas criaturas, está ativo em tudo o que acontece no mundo, e dirige todas as coisas ao seu fim estabelecido” - “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” Gn 45.5 (Veja ainda Gn 45.7,8; Et 4.14; Pv 16.9;...).

- A Preservação (Preservação é a obra continua de Deus pela qual Ele sustenta todas as coisas) - “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” Hb 1.3 (Veja ainda Gn 8.22; 9.8-17; Sl 36.6; 63.8; Ne 9.6; At 17.28; Cl 1.17;...).

- O Governo (governo é a atividade continua de Deus com a qual Ele governa todas as coisas, de modo que elas correspondem ao propósito de sua existência) – “O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” Sl 103.19 (Veja ainda Dn 4.34,35; Sl 22.28,29; 93.1; 96.10; 97.1; 99.1; Pv 16.1,9;...).

- Os Milagres (as intervenções graciosas de Deus realizando coisas não usuais para beneficiar a quem Ele deseja beneficiar, uma pessoa individual ou a uma comunidade) – “Porque tu és grande e fazes maravilhas; só tu és Deus” Sl 86.10 (Veja ainda Jó 9.10; Sl 40.5; 72.18; 98.1; 136.4; Gl 3.5; At 2.43; 19.11;...).

Uma Visão Panorâmica da Antropologia

1) Etimologia

Anthropos = homem; logos (logia) = estudo, tratado

2) Conceito

Antropologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda o homem do ponto de vista teológico.

3) A Criação do Homem

a) Planejada por Deus – “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” Gn 1.26 (Veja ainda Ap 4.11).

b) Executada por Deus – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” 1 Gn 1.27 (Veja ainda Gn 2.7,18,21-23; Jo 33.4).

c) Conforme um tipo divino – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gn 1.27 (Veja ainda Gn 1.26; 9.6; Tg 3.9).

d) Distinção sexual (macho e fêmea) – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gn 1.27 (Veja ainda Gn 2.18,20-25; Mt 19.4; Mc 10.6).

4) O propósito da criação do homem

a) Propósito principal – A glória de Deus – “A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz” Is 43.7 (Veja ainda Ef 1.11,12; 1 Co 10.31;...).

b) Propósitos derivados

- Procriar – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” Gn 1.28 (Veja ainda Gn 9.1).

- Habitar e povoar a terra – “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” Gn 1.28 (Veja ainda Gn 9.1).

- Sujeitar a criação – “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés” Sl 8.4-6 (Veja ainda Gn 1.28-30).

- Gozar a Deus – “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” Sl 16.11 (Veja ainda Sl 27.4; 73.25,26; Jo 7.37-39;10.10;...).

5) A Natureza Constitucional do homem

a) parte material (corpo físico) – “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” Gn 2.7 (Veja ainda Ec 12.7; Tg 2.26;...)

b) parte espiritual (alma/espírito) – “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” Gn 2.7 (Veja ainda Gn 35.18; Ec 12.7; Lc 12.19,20; Tg 2.26;...).

6) As teorias acerca da natureza constitucional do homem

a) Monismo – O ser humano é uma unidade radical, não se pode dividi-lo. Ele é visto pelo monismo como uma pessoa integral. Os termos

corpo e alma são intercambiáveis. Não existe sobrevivência desencarnada após a morte – Gn 2.7; 46.15-27; At 7.14.

b) Dicotomia – O ser humano é composto de duas partes, sendo uma material, o corpo, e a outra espiritual, a alma que é chamada também de espírito - Gn 35.18; 1 Rs 17.21; Mt 10.28; 16.26; Lc 1.46,47; 23.46; At 7.59; 1 Co 5.3,5; 6.20. Para a Dicotomia os termos alma e espírito são termos intercambiáveis, eles estão se referindo ao mesmo elemento.

c) Tricotomia – O ser humano é composto de três partes: o corpo, a alma e o espírito. Lc 1.46,47; 1 Ts 5.23; Hb 4.12. Na tricotomia o corpo é a natureza física algo que possuímos como os animais, sendo que a diferença é de grau já que o corpo humano tem uma estrutura mais complexa. A alma é o elemento psicológico, a base da razão, das emoções, das relações sociais. O Espírito é o elemento que permite ao homem perceber questões espirituais e reagir a elas.

Num estudo mais abrangente do assunto a luz das Escrituras a Dicotomia tem mais respaldo; há mais textos que a corroboram do que o Monismo e a Tricotomia.

7) As teorias acerca da origem e transmissão da alma

a) Criacionismo – Todas as almas são criadas por Deus imediatamente no ato da concepção. O problema dessa teoria é que se as almas procedem diretamente de Deus por um ato criador elas são puras e a contaminação delas se daria em contato com a matéria.

b) Traducianismo – As almas são propagadas através dos pais quando da concepção de um novo indivíduo, trazendo a pessoa quando nasce características biológicas e psicológicas deles. Essa linha de pensamento explica melhor a questão da pecaminosidade do homem, que se propaga de pai para filhos.

8) A Imago Dei (A imagem de Deus no homem)

a) Identificada no Antigo Testamento – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gn 1.27 (Veja ainda Gn 1.26; 5.1,2; 9.6;...).

b) Confirmada no Novo Testamento – “Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à imagem de Deus” Tg 3.9 (Veja ainda At 17.28; Rm 8.29; 1 Co 11.7; 2 Co 3.18; Ef 4.23,24; Cl 3.10).

c) As Concepções da Imago Dei

- Concepção substantiva – Algo inerente ou intrinsecamente presente na natureza humana – a razão é o que diferencia o ser humano do restante da criação; certas características físicas ou psicológicas e espirituais.

- Concepção relacional – a capacidade do homem de se relacionar com Deus e com os outros homens. Ela se manifesta quando há relacionamentos quer positivo quer negativo. Ela é dinâmica não estática.

- Concepção funcional – o exercício do domínio sobre a criação. A idéia de ter domínio destaca-se como o aspecto central. Gn 1.26-28; Sl 8.5,6.

d) As Dimensões da Imago Dei

- Dimensão Racional – O ser humano recebeu a responsabilidade de exercer domínio sobre a terra – Gn 1.26-28; Sl 8.4-9; Adão foi instruído a cuidar do Jardim do Édem – Gn 2.8,15; Adão deu nome aos animais – Gn 2.19,20; Adão reconheceu a mulher que lhe fora dada como uma ajudadora idônea – Gn 2.22-24.

- Dimensão Espiritual – O casal Adão e Eva tinha comunhão com Deus – Gn 3.8; Adão e Eva temeram a Deus quando pecaram – Gn 3.10.

- Dimensão Moral – O Criador deu ao casal uma ordem de natureza moral – Gn 2.17; Adão e Eva possuíam um sentido de retidão moral – Gn 2.25; Adão e Eva reconheceram-se culpados logo após a sua transgressão – Gn 3.7

- Dimensão Social – Adão e Eva se relacionavam entre si e com os seus descendentes (subtendido) – Gn 2.18,23; 3.6-8; 4.1

e) Lições extraídas dos textos bíblicos sobre a Imago Dei

- A Imago Dei é universal em toda a raça humana.

- A Imago Dei não se perdeu por ocasião da queda do homem.

- Não a indicação de que a Imago Dei esteja presente em grau maior em uma criatura do que em outra.

- A imago Dei não depende de nenhuma variável para está presente no indivíduo.

- A Imago Dei é reconstituída plenamente no homem pela obra redentora de Cristo (fase progressiva neste mundo e plenamente quando da ressurreição em glória dos remidos e por ocasião da transformação dos salvos vivos quando da segunda vinda do Senhor)

f) As implicações teológicas da Imago Dei

- Todos pertencem a Deus – “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto” Sl 100.3 (Veja ainda Mc 12.13-17; At 17.28,29);

- A Imago Dei é universal. Tanto o homem como a mulher a traz consigo - “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” Gn 1.27 (Veja ainda Gn 9.6; Tg 3.9);

- O ser humano é valiosíssimo aos olhos de Deus – “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem” Gn 9.6 (Veja ainda Jo 3.16; Rm 5.8);

- Devemos nos deixar moldar segundo o modelo de Cristo, que é a imagem plena de Deus – “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” 2 Co 3.18 (Veja ainda Cl 1.15; 1 Co 11.1; Ef 5.1; Hb 4.15).

Uma Visão Panorâmica da Hamartiologia

1) Etimologia

Hamartia = pecado; logia (logos) = palavra, estudo, tratado

2) Conceito de Hamartiologia

Hamartiologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina do pecado.

3) Conceitos de Pecado

a) Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus ou a transgressão dessa lei.

b) Pecado é tudo aquilo que pensamos, falamos e praticamos que não esteja de acordo com a lei moral de Deus.

c) Pecado é qualquer falta de conformidade, ativa ou passiva, com a lei moral de Deus. Isso pode ser uma questão de ato, de pensamento ou de disposição.

d) Pecado é errar o alvo.

4) A Origem do Pecado

a) No Céu - O pecado teve origem no Céu, entre os anjos de Deus, quando Lúcifer, o querubim ungido, rebelou-se contra o Criador, sendo expulso do Céu juntamente com um terço dos anjos que o seguiram – “E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho” Ap 12.3,4 (Veja ainda Is 14.12-17; Ez 28.11-19; Ap 12.9).

b) Na Terra - O pecado surgiu na terra quando os nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram à ordem dada por Deus e comeram, por instigação do Diabo, do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal - “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6 (Veja ainda Gn 2.16,17; 3.1-6,17; 2 Co 11.3).

5) Perspectiva Bíblica da Natureza do Pecado

a) Pecado é uma inclinação interna da natureza do homem – “E o SENHOR sentiu o suave cheiro, e o SENHOR disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz” Gn 8.21 (Veja ainda Sl 51.5; Jr 17.9; Mt 5.21,22,27,28; 15.19;...).

b) Pecado é uma atitude de rebelião e de desobediência a Deus -

“E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6 (Veja ainda Gn 2.16,17; 4.6-8; 9.17; 11.1-9; Rm 2.14,15;...).

c) Pecado tem consequência na incapacidade espiritual do homem em obedecer a Deus – “Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou” Rm 7.11 (Veja ainda Rm 1.18-22; 2 Co 4.3,4; Ef 2.1,5;...).

d) Pecado é o não cumprimento dos padrões que Deus estabeleceu nas Escrituras – “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” Mt 5.48 (Veja ainda 1 Sm 15.23; Mt 5.48; 6.2,5,16; Ef 5.1; Tg 2.10,11).

6) A Fonte do Pecado

a) Várias fontes (filósofos)

- A natureza animalesca do homem

- A ansiedade causada entre o querer e as limitações próprias da natureza humana

- A alienação existencial de Deus

- A competitividade provocada pelo individualismo do ser humano

b) O Ensino Bíblico

- Desejo de desfrutar das coisas (concupiscência da carne) – “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6 (Veja ainda 1 Jo 2.16).

- Desejo de obter as coisas (concupiscência dos olhos) - “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6 (Veja ainda 1 Jo 2.16).

- Desejo de fazer as coisas (soberba da vida) - “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6 (Veja ainda 1 Jo 2.16).

7) As conseqüências do Pecado

a) Que afetam o relacionamento do homem com Deus

- Desfavor divino - A. T. - Sl 5.5; 11.5; Os 9.15; Jr 12.8 (Deus se aborrece com o pecado) -- Pv 6.16,17; Zc 8.17 (Deus odeia a iniquidade). N. T. – Rm 8.7; Cl 1.21; Tg 4.4 (inimizade contra Deus); Jo 3.36; Rm 1.18; 2.5 (A ira de Deus futura)

- Culpa (o homem tornou-se culpado por ter violado o

propósito de Deus para a humanidade, e assim estar sujeito

a punição) Ed 9.6; 2 Cr 28.13; Tg 2.10.

- Punição (justiça retributiva – Deus punirá o pecador

impenitente; Deus puniu o seu Filho pelos pecados dos

eleitos). A. T. - Is 1.24; 6.1,2,34; Jr 46.10; Ez 25.14; Sl 94.1;…

N. T. - Rm 12.19; Hb 10.30;...

- Morte (Separação)

. Espiritual (separação do homem de Deus) – “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3.23 (Veja ainda Mt 8.22; Lc 9.60; Jo 5.24,25; Ef 2.1,5; Cl 2.13;...).

. Física (separação da parte material do homem da imaterial) – “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” Ec 12.7 (Veja ainda Gn 3.19; 35.18; Tg 2.26;...).

. Eterna (eterna separação de Deus) – “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” Ap 20.15 (Veja ainda Sl 9.17; Mt 25.41-46; 2 Ts 1.7-9; Ap 20.14;...

b) Que afetam o próprio pecador

- Escravidão – “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado” Jo 8.34 (Veja ainda Rm 6.17; 8.2; Cl 1.13;...

- Inquietação – “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. (Salmos 32:4) - Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)” Sl 32.3,4 (Veja ainda Is 48.22);...

- Confusão espiritual (negação do pecado) – “DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem” Sl 14.1 (Veja ainda Pv 10.23; 14.9;...).

- Egocentrismo – “Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos” 2 Tm 3.2 (Veja ainda Mt 20.21; Mc 10.35-37;...).

c) Que afetam o seu relacionamento com o próximo

- Competição – “De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” Tg 4.1(Veja ainda 1 Co 3.3; Tg 4.2;...).

- Antipatia – “ Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente” Gn 37.4 (Veja ainda 1 Rs 22.8; Rm 12.16; Fp 2.3-5;...).

- Rejeição da autoridade – “E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades” Jd 8 (Veja ainda Tt 3.1; 1 Pe 2.13;...).

- Incapacidade de amar – “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” Mt 24.12 (Veja ainda 2 Tm 3.3; 1 Jo 4.8;...).

8) A Extensão do Pecado (toda a raça humana é pecadora)

a) O ensino do A. T. – “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” Gn 6.5 (Veja ainda Gn 8.21; 1 Rs 8.46; Sl 143.2; Ec 7.20; Is 53.6;...).

b) O ensino do N. T. – “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” Rm 5.12 (Veja ainda Mc 16.15,16; Lc 24.47; At 13.30,31; Rm 3.19,23; 6.23; Hb 9.27;...).

9) A Intensidade do Pecado (o pecado atingiu toda a estrutura do Ser humano – corpo e alma ou espírito)

a) O ensino do A. T. – “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá.)” Sl 32.3,4. “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” Sl 51.10. (Veja ainda Ex 20.17; Dt 5.21; Jr 17.9; Ez 11.19; Sl 51.5-10;...).

b) O ensino do N. T. – “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” Rm 7.18. “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão” Jo 5.25 (Veja ainda Mt 5.21,22,27,28; 15.19,20; Rm 7.5,23;...).

10) O Pecado e a Depravação Total

O pecado é um problema da pessoa como um todo. O corpo foi afetado pelo pecado – Rm 6.6,12; 7.24; 8.10,13;... A alma ou o espírito foi afetado também (razão/mente, vontade e emoções) – Rm 1.21; 2 Co 3.14,15; 4.4;... (razão e mente); Rm 1.26,2; Gl 5.24; 2 Tm 3.2-4;... (emoções); Gn 4.7; Rm 6.16,17;

7.18,19;... (vontade). Por causa da sua depravação total o ser humano é totalmente inabilitado para as coisas de Deus.


Uma Visão Panorâmica da Cristologia

1) A Pessoa de Cristo na Bíblia

O Senhor Jesus Cristo é o personagem central de toda a Bíblia Sagrada. Ele nos é apresentado através de profecias diretas, tipos, figuras e símbolos. Todo o programa divino revelado nas Sagradas Escrituras tem-no com o personagem central. “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos” Lc 24.44. (Veja ainda Lc 24.27; Jo 5.39; At 17.2-3; 26.22,23). “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Rm 11.36.

Vejamos a seguir o Senhor Jesus nos livros da Bíblia Sagrada:

Gênesis - A Semente da Mulher

Êxodo - O Cordeiro Pascoal

Levítico - O Sacrifício Expiatório

Números - A Rocha

Deuteronômio - O Profeta Prometido

Josué - O Príncipe do Exército do Senhor

Juizes - O Libertador

Rute - O Parente Remidor

1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas - O Rei de Israel

Esdras e Neemias - O Restaurador

Ester - O Advogado

- O Redentor que Vive

Salmos - Tudo em todos

Provérbios - A Sabedoria Divina

Eclesiastes - A Razão Suprema do Viver

Cantares - O Amado

Isaías a Malaquias - O Messias

Os Evangelhos (Mateus a João) - O Cristo

Atos dos Apóstolos - O Espírito

As Epístolas (Romanos a Judas) - A Cabeça da Igreja

Apocalipse - O Alfa e o Ômega

2) A preexistência de Cristo

O Senhor Jesus sempre existiu como eterno filho de deus. Pode-se perceber isso através das escrituras do Antigo e do Novo testamento.

a) A preexistência de Cristo Revelada no A. T.

- A pluralidade de pessoas na deidade – “Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal;...” Gn 3.22 (Veja ainda Gn 1.26; 11.7;...).

- As Teofanias ou Cristofanias através do personagem o Anjo do Senhor e do Príncipe dos Exércitos do Senhor. – “E apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia” Ex 3.2 (Veja ainda Gn 16.7-13; 17.2; 18.1; 32.24-30; Ex 3.6,14; Jz 2.1-5; 6.11-14,19-24; 13.17-23; Js 5.13-15;...).

- As profecias acerca do Messias – “Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” Sl 2.7; (Veja ainda Sl 110.1; Is 7.14; 9.6; 16.9,10; 53.1-12; Mq 5.2;...).

b) A preexistência de Cristo confirmada no N. T. – O Novo Testamento apresenta Jesus existindo antes da criação material e até mesmo da criação espiritual – “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” Jo 17.5 (Veja ainda Mt 22.43,44; Jo 1.1-3,15; 8.58; 10.30; Rm 11.36; Cl 1.15-17; Hb 1.10-12; 1 Pe 1.19,20; Ap 1.4,8; 13.8;...).

3) As Duas Naturezas do Redentor

a) A Natureza Humana de Cristo (Jesus era verdadeiramente homem, com todas as limitações humanas, mas sem pecado) – “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” Hb 5.7,8 (Veja ainda Jo 1.14; Gl 4.4; Fp 2.7,8; 1 Tm 2.5; 1 Jo 4.1-3;...).

· A ascendência humana de Jesus (Nascido da virgem Maria – “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” Gl 4.4 (Veja ainda Gn 3.15; Is 7.14; Mt 1.18; Lc 1.30-32). Descendente da casa real de Davi – “ Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne” Rm 1.3 (Veja ainda Mt 1.6,16; Lc 1.32; 2.4; 3.23,31,32; At 13.22,23). Crescimento e desenvolvimento naturais – “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” Lc 2.40 (Veja ainda Is 53.2; Lc 2.46,52). Forma corporal humana – ““(Lucas 24:39) - Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” Lc 24.39 (Veja ainda Mt 26.12; Jo 9.11; 19.5; Fp 2.7; Hb 10.5; 1 Jo 1.1). Natureza dicotômica: Corpo físico – “Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste” Hb 10.5 (Veja ainda Mt 26.12,26-28); Alma ou espírito – “Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo” Mt 26.38 (Veja ainda Mc 14.34; At 2.27; Mt 27.50; Lc 23.46; ).

· As limitações da natureza humana de Cristo

- Limitações físicas (Fadiga – “E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta” Jo 4.6; Sono – “E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo” Mt 8.24 (Veja ainda Mc 4.38; Lc 8.23,24); Fome – “E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome” Mt 4.2 (Veja ainda Mc 11.12); Sede – “Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber” Jo 4.7 (Veja ainda Jo 19.28); Dor física – “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” Is 53.5 (Veja ainda Lc 22.44; Jo 19.1,2; 20.25); Morte física – “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito” Mt 27.50 (Veja ainda Mc 15.37; Lc 23.46; Jo 19.30; 1 Co 15.3;...).

- As limitações intelectuais de Jesus (Capaz de crescer em conhecimento – “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” Lc 2.52 (Veja ainda Lc 2.46); Limitação de conhecimento – “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” Mc 13.32; Usava a observação para aprender – “E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos”. Mc 11.13.

- Limitações morais de Jesus (Possibilidade de ser tentado, sujeito a tentação) – “E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam” Mc 1.13 (Veja ainda Mt 4.1-11; Lc 4.1-13; Hb 2.18; 4.15).

- Limitações espirituais de Cristo (Para cumprir o seu ministério ele orava e jejuava) – “E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava” Mc 1.35 (Veja ainda Mt 4.2; Hb 5.7); Dependia do Espírito Santo – “E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele” Mc 1.10 (Veja ainda Mt 3.16; Lc 4.18,19; 11.20; At 10.38; Hb 1.9;...).

b) Os nomes humanos dados a Jesus - Jesus (Joshua, Josué), significa salvador – “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. (Veja ainda Mt 1.25; Lc 1.31; 2.21; Filho do Homem - Nome mais usado por Jesus, fala da sua humanidade perfeita – “Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” Lc 18.8 (Veja ainda Sl 8.4; Lc 19.10; Jo 1.50,51); Nazareno - natural da cidade de Nazaré onde fora criado – “E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno” Mt 2.23 (Veja ainda Mt 21.11; Jo 1.45; At 2.22; 10.38); Profeta - a atividade profética era uma atividade de homens escolhidos por Deus – “E a multidão dizia: Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia” Mt 21.11(Veja ainda Mc 6.4; Lc 7.16; Jo 4.19; 6.14); Filho do Carpinteiro, carpinteiro - profissão que Jesus exercia em Nazaré – “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?” Mt 13.55 (Veja ainda Mc 6.3); Cristo Jesus, homem - nome esse referenciado por Paulo, o apóstolo – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” 1 Tm 2.5.

c) A Natureza Divina do Redentor

O Senhor Jesus era, é e sempre será verdadeiro Deus, possuindo uma natureza divina comprovadamente identificada nas Sagradas Escrituras, senão vejamos:

· Os nomes divinos dados a Jesus - Deus, possuidor de todos os atributos da deidade – “E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!” Jo 20.28 (Veja ainda Rm 9.5; Hb 1.8; 2 Pe 1.1; 1 Jo 5.20); Verbo – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” Jo 1.1 (Veja ainda Jo 1.14; 1 Jo 1.1; Ap 19.13); Filho de Deus, gerado pelo Pai desde os tempos eternos – “Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” Sl 2.7 (Veja ainda Mt 16.16; 27.54; Mc 1.11; Lc 1.35; Jo 1.49; 20.31; At 13.33; Rm 1.4; Hb 1.5; 5.5; 1 Jo 5.20); Santo, separado dos pecadores – “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” Lc 1.35 (Veja ainda At 3.14; Hb 7.59; Ap 3.7); SENHOR, dono de todos as coisas, dos seres vivos, soberano absoluto – “E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?” Lc 1.43 (Veja ainda Lc 2.11; Jo 13.13,14; At 4.33; 7.59; Fp 2.11; Messias ou Cristo, significa ungido de Deus – “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” Mt 16.16 (Veja ainda Jo 1.41; 4.25,26; 20.31); Primeiro e Último, Alfa e Omega – “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Cl 1.17 (Veja ainda Ef 1.9,10; Ap 1.8,17; 22.13).

· Culto tributado a Cristo - as pessoas tributavam culto a Cristo e ele o aceitava. Em diversas ocasiões nos Evangelhos, as pessoas se aproximavam de Cristo reverenciando-o e prestando culto como se fosse a Deus e ele o aceitava – “Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus” Mt 14.33 (Veja Mt 15.25; 28.17; Lc 17.15,16; 24.52; Jo 9.38; Hb 1.6).

· Os atributos divinos naturais possuídos por Cristo (Onipotência - “ Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” Jo 1.3 (Veja ainda Hb 1.10; Mt 28.18; Jo 5.19; Cl 2.9). Onisciência - “E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” Jo 2.25 (Veja ainda Jo 18.4; Mc 2.7,8; Jo 21.17; Ap 2.23; 2,9,13,19; 3.1,8,15). Onipresença – “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” Jo 3.13 (Veja ainda Mt 18.20; Sl 139.7-10; Ap 2.1). Eternidade – “E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão” Hb 1.12 (Veja ainda Hb 1.5; Jo 8.58; Is 9.6; Mq 5.2; Hb 1.11; Ap 1.8. Imutabilidade - Hb 13.8; 1.12).

· Os atributos divinos morais possuídos por Cristo (Amor – “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” Jo 15.13 (Veja ainda Jo 13.1; Ap 1.5); Ef 5.2. Verdade – “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” Jo 14.6 (Veja ainda Jo 8.32,36; Ap 3.7,14; Jo 1.14). Santidade - “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” Hb 7.26 (Veja ainda Jo 8.46; Ap 3.7; 1 Pe 2.22; 1 Jo 3.3,5). Justiça – “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros” Hb 1.9 (Veja ainda Sl 119.137; 145.17; Is 53.9; At 17.31; 1 Jo 2.1; Ap 19.11).

· Os atos poderosos atribuídos a Cristo (Criador do universo - “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16 (Veja ainda Jo 1.3,10; Hb 1.2) Preservador de todas as coisas - E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” Cl 1.17 (Veja ainda Hb 1.3). Perdoador de pecados – “(I João 1:9) - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” 1 Jo 1.9 (Veja ainda Mc 2.5,10; Lc 7.48; Jo 8.10,11; Ap 1.5). Doador da vida eterna – “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” Jo 10.28 (Veja ainda Jo 4.14; Ef 2.1,5; Jo 17.2). Ressuscitador de mortos (Espirituais e Físicos) – “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão” Jo 5.25. “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29 (Veja ainda Jo 11.43,44; Lc 6.14,15; Mc 5.35-42). Autoridade sobre a natureza – “E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança” Mc 4.39 (Veja ainda Mc 6.48-50; Mt 21.19). Doador da vida ressurreta - “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” Fp 1.20,21 (Veja ainda Jo 5.28,29; 6.44; 11.25). Juiz dos vivos e dos mortos – “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” At 17.31 (Veja ainda 2 Tm 4.1; Jo 5.22; Mt 25.31,32; Rm 14.10; 2 Co 5.10).

· A associação do nome de Jesus, o Filho, com o de Deus, o Pai“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” Mt 28.19 (Veja ainda 2 Co 13.13; Jo 14.23; 10.30; Tg 1.1; Jo 14.1; Ap 7.10; 5.13; 2 Pe 1.2).

· A identificação de Jesus com o Jeová da Antiga Dispensação

(Sl 102.24-27 = Hb 1.10-12; Is 40.3,4 = Lc 1.68,69,76; Jr 17.10 = Ap 2.23; Is 60.19 = Lc 2.32; Is 6.9,10 = Jo 12.38-41; Is 8.13,14 = 1 Pe 2.7,8; Ez 34.11,12 = Lc 19.10). Estes e outros textos identificam Iavé (Jeová aportuguesado) da Antiga Dispensação como o Jesus do Novo Pacto. Javé, Iavé, Jeová (o Senhor), palavra hebraica é o mesmo Kyrios (Senhor), palavra grega usada para referenciar a pessoa do Senhor Jesus Cristo no Novo Testamento.

4) União hipostática das duas naturezas de Cristo

Por união hipostática das duas naturezas de Cristo, a divina e a humana, queremos dizer que elas estão unidas numa só pessoa (Jesus), sem perdas de suas propriedades individuais e essenciais. Isto quer dizer que Jesus é ao mesmo tempo Divino-Humano. É o Deus-Homem. A união hipostática aconteceu quando da Sua Encarnação, quando o Verbo (Princípio ativo da vida - Deus) se fez carne, conforme revelado no Evangelho de João 1.1,14 e na carta de Paulo aos Filipenses 2.6,7.

Louis Berkhof, em seu Manual de Doutrina Cristã, páginas 166 e 167, comentando sobre o assunto, disse: “Há somente uma pessoa no Mediador, e essa pessoa é o imutável Filho de Deus. Na encarnação, Ele não se mudou numa pessoa humana, nem adotou uma pessoa humana. Simplesmente assumiu a natureza humana, que não se tornou uma personalidade independente, mas se tornou pessoal na pessoa do Filho de Deus. Sendo uma só pessoa divina que possuía a natureza divina desde a eternidade, assumiu uma natureza humana, e agora tem as duas naturezas. Depois de assumir uma natureza humana a pessoa do Mediador não é apenas divina, mas divino-humana; é agora o Deus-homem. É um só indivíduo, mas possui todas as qualidades essenciais tanto da natureza humana como da divina”.

5) O Caráter de Jesus Cristo

O Senhor Jesus Cristo ao se revelar ao mundo, manifestou em seu viver as facetas do Seu caráter. Nos Evangelhos, tanto nos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) quanto no de João, encontramos a biografia de Jesus. Estudando-os com atenção podemos observar como era maravilhosa a pessoa de Jesus. Como era glorioso o Seu caráter, desprovido de egoísmo, de maldade, de vingança, de ganância, enfim do pecado.

a) A Santidade de Jesus Cristo. Imaculado – “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” Hb 7.26 (Veja ainda Mt 1.20; Lc 1.35; Hb 7.26; 1 Jo 3.3; Jo 8.12. Isento de pecado – “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” 1 Pe 2.22 (Veja ainda Hb 7.26; 1 Jo 3.5; Is 53.9; Jo 8.46).

b) O Amor de Jesus Cristo. Ao Pai Celestial - “Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui” Jo 14.31 (Veja ainda Jo 4.43; Jo 8.29). A Sua Igreja - “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim” Jo 13.21 (Veja ainda Jo 10.11; Ef 5.25. Aos crentes individuais - “Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro” Jo 11.5 (Veja ainda Jo 13.1; 15.13; Gl 2.20). Aos pecadores perdidos - “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” Mt 9.13 (Veja ainda Rm 5.6-8). As crianças – “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Mc 10.14 (Veja ainda Mc 10.16). Aos seus opositores – “Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam” Mt 26.50 (Veja ainda Lc.23:34).

c) A Mansidão de Jesus Cristo“O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente” 1 Pe 2.23 (Veja ainda Is 53.7; Lc 9.51-56; Mt 26.52,53; Lc 23.34; Mt 11.29).

d) A Humildade de Jesus Cristo – “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mt 11.29 (Veja ainda Sl 24.7-10; 2 Co 8.9; Mt 21.5; Zc 9.9; Jo 13.4-12; Fp 2.6-8).

e) O Altruísmo de Jesus Cristo“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” Mc 10.45 (Veja ainda Lc 22.27; Jo 15.13; 2 Co 8.9).

6) - A Obra Realizada por Jesus Cristo

a) Obras de Curas, Milagres e Expulsão de Demônios. A Cura de Enfermidades – “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” Mt 4.23 (Veja ainda Mt 9.35; 12.15; 14.14; 15.30; Lc 17.11,10; Mt 9.20-22; Mc 5.25-29; Lc 8.43-48; Mt 8.14, 25; Mc 1.30, 31; Lc 9.38, 39). Milagres – “Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” At 2.22 (Veja ainda Jo 2.11; 5.1-9; 9.1-7; Mt 4.15-21; Mc 6.35-44; Lc 9.12-17; Jo 11.43,44). Expulsão de Demônios – “Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via” Mt 12.22 (Veja ainda Mt 9.32,33; 17.14-18; Mc 9.17-29; Lc 9.38-43).

b) Obras Ligadas a Pregação e ao Ensino. Pregação – “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” Mt 9.35 (Veja ainda Mc 1.14,15); Ensino - “E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:” Mt 5.2 (Veja ainda Mt 9.35; 13.13,34; 18.12-14; Lc 15.11-32; Lc 10.30-37; Lc 15.4-7). Discurso - Jo 6.22-59; Jo 10.1-18; Jo 8.12-59).

c) Obra Especial da Redenção do Ser Humano (A Morte de Jesus). Foi pré-determinada (planejada com antecedência) – “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” At 2.23 (Veja ainda At 4.27,28; Lc 22.22; At 3.18). Foi voluntária (por livre vontade) – “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” Jo 10.17,18 (Veja ainda Gl 2.20; 1.4; Jo 10.11; 1 Tm 2.6). Foi vicária (em favor dos outros) – “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito” 1 Pe 3.18 (Veja ainda Is 53.5; Rm 5.6; Hb 9.28); Foi sacrificial (um sacrifício pelo pecado) – “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo 1.29 (Veja ainda Ef 5.2; Hb 9.26; 10.12). Foi propiciatória (possibilitou Deus tornar-se favorável ao pecador) – “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. 1 Jo 4.10 (Veja ainda Rm 3.25. 1 Jo 2.2). Foi redentora (libertou o pecador da condenação e do domínio do pecado) – “(Efésios 1:7) - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” Ef 1.7 (Veja ainda Gl 3.13; 4.4,5; Ef 1.7; 1 Co 6.20; Cl 1.13; 1 Pe 1.18,19). Foi substitutiva – (em lugar de outros) – “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” 1 Co 15.3 (Veja ainda Is 53.5,6; 1 Pe 2.24; Rm 4.25; 2 Co 5.21; 1 Co 15.3).

d) O Alcance da Obra Expiatória de Jesus Cristo. Pelo mundo inteiro – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16 (Veja ainda 1 Jo 2.2; Jo 1.29; 1 Tm 4.10). Pela Sua Igreja – “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” At 20.28 (Veja ainda Ef1.7; 5.25,26; Ap 1.5; 5.9). Por Israel – “Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos” Jo 11.51,52 (Veja ainda Rm 1.26,27; Hb 10.16-18).

e) Os Resultados da Morte de Jesus na vida do crente. A regeneração – “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador” Tt 3.5,6 (Veja ainda Jo 3.6; 2 Co 5.17; 1 Pe 1.23). O perdão dos pecados – “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” Ef 4.32 (Veja ainda Sl 32.1; 103.3; 1 Jo 2.12; Lc 24.47; At 13.38). A redenção – “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” Ef 1.7 (Veja ainda At 20.28; 1 Pe 1.18,19). A justificação – “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” Rm 3.24 (Veja ainda Rm 5.9,19; At 13.39; Gl 2.16; Fp 3.9). A adoção – “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” Jo 1.12 (Veja ainda Ef 1.5; Gl 4.4-6; Rm 8.15,17). A santificação - “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” 1 Co 1.2 (Veja ainda Ef 1.1; Fp 1.1; 1 Jo 1.7; 1 Co 6.11; Hb 9.14). A glorificação – “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” Rm 8.30 (Veja ainda 1 Co 2.9; 15.52; Fp 3.20,21).

7) A morte de Jesus Cristo

O Senhor Jesus Cristo morreu conforme profetizado nas Sagradas Escrituras. Tudo o que aconteceu na vida de Jesus, inclusive a sua morte na cruz, já tinha sido predeterminado pelo Conselho da Santíssima Trindade. "E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há;que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, E os príncipes se ajuntaram à uma, Contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel; Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer". At 4.24-28. Jesus foi condenado pelo Sinédrio judaico e a pena foi aplicada pelo império romano, conforme os registros nos quatro evangelhos. Após a sua condenação o senhor foi levado ao Monte Calvário e lá morreu crucificado. Ele foi pregado na cruz às nove horas da manhã e às três da tarde entregou o seu espírito ao Pai. Para se certificar de sua morte um dos soldados que o crucificaram furou um dos seus lados com uma lança. (Mt 27.32-56; Mc 15.21-41; Lc 23.33-49; Jo 19.17-37).

8) O Sepultamento de Jesus Cristo

Morto o Salvador, foi retirado da cruz e sepultado num sepulcro novo escavado numa rocha num jardim próximo ao Monte das Oliveiras pertencente a um membro do Sinédrio judaico chamado José de Arimatéia que era discípulo de Jesus em oculto. Os registros do sepultamento de Jesus encontram-se nos quatros evangelhos, nos textos a seguir identificados: Mt 27.59,60; Mc 15.42-47; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42.,

9) A Ressurreição Gloriosa de Jesus Cristo.

O fato da ressurreição de Cristo foi predito nos escritos do Antigo Testamento e predito também por Ele próprio“Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” Sl 16.10 (Veja ainda At 2.25-28; Is 53.10-12; Jó 19.25). “Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Veja ainda Mt 17.9; 20.19; Mc 9.9,31; 10.34; 14.28; Lc 9.22; 18.33). Foi um fato acontecido conforme predito“Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia” Mt 28.6 (Veja ainda Mc 16.6; Lc 24.5,6; Lc 24.23,24). As aparições de Jesus ressurreto às testemunhas escolhidas por Deus“Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus” At 1.3 (Veja ainda At 1.21,22; 10.40,41; Mc 16.9-11; Mt 28.1-10; Mc 16.12,13; Lc 24.34; Mc 16.14; Jo 20.26-31; 21.1-25; Mt 28.16-20; 1 Co 15.6-8). O túmulo vazio – “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia” Mt 28.6 (Veja ainda Mt 28.11-15; Mc 16.6; Lc 24.5,6; Jo 20.6,7). A declaração de testemunhas oculares –“E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando” Mc 16.10 (Veja ainda Lc 24.9,10,35; At 2.24,32; 3.15. 10.40,41; 1.21,22). A declaração das Escrituras – “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor” Rm 1.4 (Veja ainda Rm 4.25; 1 Co 6.14; 15.4; Ef 1.20).

10) A Natureza da Ressurreição de Jesus Cristo. Aparecer e desaparecer de repente - Lc 24.31,36. Transpor paredes e portas fechadas - Jo 20.19. Deslocar-se de um lugar para o outro com velocidade espantosa - Mt 28.10,16,17. Vencer a gravidade sem o auxílio de máquina - Lc 24.51; At 1.9.

11) Os Agentes da Ressurreição de Jesus (O Pai ressuscitou a Jesus - At 2.24,32; 3.2. Jesus ressuscitou a Si mesmo - Jo 11.25; Jo 10.17,18; 2.19-22. O Espírito Santo ressuscitou a Cristo - Jo 6.63; Rm 8.11; Ez 37.13,14.

12) As Implicações Teológicas da Ressurreição de Jesus - (Quanto à confiabilidade do Evangelho - 1 Co 15.14. Quanto à validade da fé salvadora - 1 Co 15. 14. Quanto à justificação do crente - Rm 4.25. Quanto à salvação eterna da pessoa - Rm 10.9; 1 Co 15.17,18. Quanto ao perdão dos pecados - 1 Co 15.17. Quanto à glorificação do salvo - 1 Co 15.20,23.

13) A Ascensão e a Entronização de Cristo“De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” At 2.33 (Veja ainda At 1.9,10; Lc 24.51,50; At 3.20,21). Revestido de glória – “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”. Hb 2.9 (Veja ainda Jo 17.5; Mc 16.19; Hb 10.12; 12.2). Governa a Igreja – “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Cl 1.18 (Veja ainda Ef 1.20-22; Cl 1.16,17). Governa o universo – “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22. Intercede pela Igreja “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” 1 Jo 2.1 (Veja ainda Rm 8.34; Hb 7.25; 1 Jo 2.1).

14) Os Ofícios de Cristo

a) Profeta (Como profeta Jesus representava Deus diante dos homens e falava em nome do Pai) – “Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo” Jo 6.14 (Veja ainda Dt 18.15,18,19; ; Lc 7.16; 13.33; 24.19; Jo 3.34; 4.19; 7.14-18; 8.38;).

b) Sacerdote (Como sacerdote Jesus representa o homem diante de Deus. Ainda como sacerdote Jesus foi o oficiante e, ao mesmo tempo, a vítima do sacrifício pelos pecados do homem – “Chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” Hb 5.10 (Veja ainda Sl 110.4; Hb 5.10; 6.20; Hb 2.17; 3.1; 4.14,15; 5.10; 6.20; 8.1; 9.11,12; 10.12; 7.27; Ef 5.2; Is 53.12). Ainda como sacerdote o Salvador intercede continuamente pela sua igreja – “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” Hb 7.25 (Veja ainda Rm 8.34; 1 Jo 2.1).

c) Rei (Como rei Jesus hoje governa a Igreja e o mundo) – “E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores” Ap 19.16 (Veja ainda Sl 103.19; Jo 12.15; Ap 17.14; 19.16; 1 Co 15.25; Ap 11.15; 12.10; 1 Pe 3.22; Cl 1.16,17; Ef 1.20-22).

15) Os Estados de Cristo

a) Estado de Humilhação. Encarnação – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” Jo 1.14 (Veja ainda Is 7.14; Gl 4.4; Fp 2.6-8; 1 Tm 2.5; 1 Jo 4.2 ,3). Sofrimentos – “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” Hb 5.7,8 (Veja ainda Mt 17.17; 26.67; 27.26-31,35; Lc 22.41-44; 1 Pe 1.11). Morte – “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito” Mt 27.50 (Veja ainda Mc 15.37; Lc 23.46; Jo 19.30; Rm 4.25; 1 Co 15.1-3). Sepultamento – “...E o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se” Mt 27.59,60 (Veja ainda Mc 15.45,46; Lc 23.52- 55; Jo 19.40-42; 1 Co 15.4).

b) Estado de Exaltação. Ressurreição – “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” At 2.24 (Veja ainda Mt 28.1-7; Mc 16.1-6; Lc 24.1-7; Jo 20.1- 18; At 1.3; 31,32; 3.15). Ascensão – “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos” At 1.9 (Veja ainda Lc 24.51; Ef 4.8,9; 1 Pe 3.22). Entronização – “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22 (Veja ainda Mc 16.19; At 2.33; Rm 8.34; Hb 7.25; 10.12; 1 Pe 3.22). Segunda Vinda – “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Mt 24.30 (Veja ainda Mt 24.36,37,44; 25.13,31; Jo 14.3; At 1.11; 1 Ts 4.15-17; 2 Ts 2.1; Ap 1.7).

Uma Visão Panorâmica da Soteriologia

1) Etimologia

A palavra Soteriologia é composta de duas palavras de origem grega (sotero = salvação, e logia = estudo, tratado). Assim sendo Soteriologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina da salvação.

2) Conceito
A salvação é a manifestação da graça de Deus, através de Jesus Cristo, na vida de uma pessoa, salvando-a da perdição eterna provocada pelo pecado, quando ela, arrependida, num ato voluntário de fé aceita e crê em Jesus como seu único, suficiente e eterno Salvador.

3) A Concepção da Salvação
A salvação do pecador perdido foi concebida pelo conselho da Santíssima Trindade, segundo o eterno propósito de Deus em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos. “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.4,5. (Veja ainda 1 Pe 1.18-20; Ef 1.3-5; 3.8-12; At 4.26-28; Ap 13.8).

4) O Fundamento da Salvação
A salvação do pecador perdido está fundamentada no grandioso amor que Deus tem pelas suas criaturas morais. Esse amor, que é um dos atributos morais da Deidade, é o amor sacrificial, desinteressado, não circunstancial. É o amor eterno que Deus nos tem em Cristo Jesus. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. (Veja ainda Rm 5.8; Gl 2.20; 2 Ts 2.16; 1 Jo 4.8-10,16,19; Ap 1.5).

5) A Realização do Ato Salvífico
A salvação foi realizada por nosso Senhor Jesus Cristo, Filho Eterno de Deus, que veio a este mundo em carne e ofereceu a sua preciosa vida em sacrifício na cruz do Calvário, para salvar da perdição eterna que pesava sobre o homem por causa de seus pecados. Para autenticar o ato Redentor feito pela Sua morte, Jesus ressuscitou dentre os mortos pelo poder de Deus. “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” Rm 4.25. (Veja ainda Jo 3.16; 1 Tm 1.15; 2.5; Hb 5.9; 7.25; 1 Co 15.3,4; Ef 1.5-7; Cl 1.13,14; At 4.12).

6) O Oferecimento Gratuito da Salvação
Deus em Cristo Jesus oferece, gratuitamente, a salvação a todos os pecadores perdidos. A salvação é um dom gratuito de Deus ao homem. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” Ap 22.17. (Veja ainda Rm 6.23; Tt 2.11; Is 55.1-3; Jo 7.37; Mt 11.28-30; Ef 2.8)

7) A Apropriação da Salvação
Para se apropriar da salvação dois passos são exigidos ao ser humano por Deus: o primeiro é o arrependimento e o segundo é a fé. “E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” Mc 1.15. (Veja ainda Lc 24.47; Mc 16.15,16; At 2.38; 3.19; Ef 2.8).
a) Arrependimento - Deus exige que o ser humano, para receber dele o perdão, arrependa-se de seus pecados, isto é, reconheça a sua condição de pecador perdido aos olhos do Todo-Poderoso e tome a firme decisão de abandonar a vida pecaminosa. “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” At 17.30,31 (Veja ainda Lc 15.17-20; 18.13; 24.47; Mc 1.15).
b) A fé (Crer em Jesus) - O outro passo que deve ser tomada é o passo da fé. A salvação oferecida, gratuitamente, por Deus ao pecador perdido, deve ser recebida pela fé. O pecador, arrependido, deve aceitar e crer em Jesus como seu único, suficiente e eterno Salvador. “E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” At 16.31 (Veja ainda Mc 1.15; Mc 16.15,16; Ef 2.8; Rm 5.1; 10.8-11; Gl 2.16; 3.11).

8) O Alcance da Salvação
Assim como o pecado atingiu toda a estrutura do ser humano (corpo, alma ou espírito), assim também, a salvação alcança o homem integralmente. Para um grande mal, o maior dos remédios. A Bíblia diz em 1 Ts 5.23: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.53,54; 5.4,5; Lc 1.46,47). Para o corpo a salvação garante glorificação. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”. Fp 3.20,21 (Veja ainda Dn 12.1; 1 Co 15.50-54; 1 Ts 4.16,17). Para a alma ou espírito a salvação proporciona o perdão. “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” Ef 4.32 (Veja ainda Sl 103.3; Cl 2.13; 1 Jo 1.9; 2.12; ) e vivificação. “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados” Ef 2.1 (Veja ainda Ef 2.5,6; Cl 2.13; Rm 6.11).

9) A Posse da Salvação
A salvação é gozada neste mundo, a partir do momento em que a pessoa arrependida crer em Jesus como seu Salvador pessoal, e tem um prolongamento por toda a eternidade através da vida eterna dada por Deus. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” Jo 5.24 (Veja ainda Jo 3.16; 6.47; Lc 23.43; 1 Jo 5.11,12).

10) As Bênçãos Decorrentes da Salvação
a) Perdão dos pecados
- No ato da conversão, todos os pecados da pessoa são perdoados pelo poder do sangue de Jesus. “E ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1 Jo 2.2. (Veja ainda Ef 4.32; Cl 2.13; 3.13; Mt 9.2; 1 Jo 2.12; Sl 32.1).
b) Justificação - No ato da conversão a pessoa é declarada justificada diante de Deus pela imputação da justiça ou méritos de Cristo. “Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” Rm 3.26. (Veja ainda Rm 3.24,28; 5.1,9; 8.30,33; Tt 3.7).
c) Redenção - Quando da conversão a pessoa é resgatada da escravidão do pecado e do poder do Diabo e transportada, espiritualmente, para o Reino da Luz, graças ao poder redentor do sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” 1 Pe 1.18,19. (Veja ainda Rm 3.24; 1 Co 1.30; Ef 1.7; Cl 1.14; Hb 9.12; 1 Co 6.20; 7.23).
d) Regeneração - No ato da conversão, a pessoa é regenerada, transformada em nova criatura, nascendo de novo pela instrumentalidade do Espírito Santo. “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.” Tt 3.5,6. (Veja ainda Jo 3.3; 1 Pe 1.3,23; 2 Co 5.17).
e) Adoção - No ato da conversão a pessoa é adotada por Deus como filho, passando a gozar, a partir daí, dos direitos e privilégios inerentes a essa nova relação estabelecida com o Pai Celestial. Isso implica também na responsabilidade que recai sobre o crente de viver conforme o Evangelho de

Cristo. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Jo 1.12. (Veja ainda Rm 8.15; Gl 4.5-7; Ef 1.5; 1 Jo 3.1,2).
f) Reconciliação - No ato da salvação, a pessoa é reconciliada com Deus por intermédio de Jesus Cristo, desfazendo-se, assim, a inimizade que existia entre Deus e o homem por causa do pecado. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” 2 Co 5.18,19. (Veja ainda 1 Tm 2.5; Rm 5.10,11; Ef 2.12-19; Cl 1.20; Hb 9.15; 12.24).
g) Santificação - No ato da conversão, a pessoa é purificada de seus pecados numa ação instantânea da graça de Deus. Isso é chamado de Santificação Posicional. Daí por diante o crente tem que se esforçar para manter o seu coração puro diante de Deus. Chama-se essa fase da santificação de Experimental. “Aquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.” Ap 1.5. “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição” 1 Ts 4.3. (Veja ainda 1 Jo 1.9; 1 Co 6.11; Hb 10.10,29; 1 Ts 4.7; 5.23).
h) Glorificação - No programa de Deus, em relação à Igreja, há uma bênção futura para todos os crentes, que é a redenção ou glorificação do corpo. Isso quer dizer que todos os salvos, os falecidos e os que estiverem vivos, quando do arrebatamento da Igreja, terão os seus corpos glorificados, habilitando-os, assim, a viverem para sempre com o Senhor. “Pois a nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Fp 3.20,21. (Veja ainda Rm 8.17,30; Cl 3.4; 1 Pe 5.1; 1 Jo 3.2; Ef 5.27; 1 Co 15.53-57).

11) A Ordus Salutis (A ordem dos decretos de Deus em relação a salvação)

a) Deus decretou eleger alguns (a Igreja) para a vida eterna

b) Deus decretou permitir a queda que gerou no pecador a culpa, a corrupção e a total inabilidade

c) Deus decretou entregar Cristo como dom celestial para redimir os eleitos e ofertar a salvação para todos

d) Deus decretou a concessão do Espírito Santo para gerar no eleito a obra redentora

e) Deus decretou santificar os redimidos e regenerados

12) A Predestinação

A Salvação do crente não foi obra do acaso, um caso fortuito, mas é parte dum plano estabelecido por Deus antes que o mundo fosse mundo. Antes dos tempos eternos, Deus, no Seu propósito e graça, escolheu, de maneira soberana, sem depender de fé prevista ou boas ações, um grupo de pessoas, que é a Sua Igreja, para nele mostrar o beneplácito de sua Graça aos vasos de misericórdia, os quais preparou de antemão. Essa gloriosa doutrina chamada de Predestinação, refutada por alguns, mas nunca contestada eficazmente, que dá a Deus toda a glória pela redenção do homem, desde a procura de Deus pelas ovelhas perdidas, passando pela convicção de pecado, pela concessão da fé salvadora, pela chamada eficaz, pela salvação efetiva, pela perseverança do crente até o estado final de glorificação, é uma das grandes razões porque o crente jamais perderá a salvação. Vejamos alguns textos que sustentam a eleição da graça: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”. Rm 8.29,30. “Como também nos elegeu (escolheu) nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” Ef 1.4. “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” Rm 8.28. “Mas nós devemos dar graças a Deus por vós, irmãos, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, mediante a santificação do Espírito e fé na verdade e para isso vos chamou pelo Evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” 2 Ts 2.13,14. “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” 2 Tm 1.9. (Veja ainda 1 Pe 1.2; 1 Ts 5.9; At 13.48; Jo 6.65,44,45).

Ainda existem na Bíblia inúmeros outros textos que tratam do assunto da eleição do crente para a salvação, mas os citados são bastante para corroborarem a doutrina da predestinação.

13) Calvinismo x Arminianismo

João Calvino, um dos expoentes da reforma protestante em suas Institutas enfatizou a doutrina da predestinação, afirmando que o ser humano só pode usufruir da salvação eterna dispensada pelos méritos de Cristo se tiver sido predestinado para tal. “... e creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna” At 13.48. Calvino ensinava que essa predestinação era baseada unicamente na livre graça de Deus, independente de qualquer ato ou fé previsto do pecador que viesse a torná-lo agradável a Deus. “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” Ef 1.11. Ensinava Calvino ainda que o pecado inabilitou completamente o homem e por isso ele é totalmente incapaz de se aproximar de Deus se o Espírito Santo o não regenerar primeiro. “E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido” Jo 6.65. “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer...” Jo 6.44,45.

Jacob Arminius, teólogo holandês, discordando de Calvino, ensinava que o pecado não inabilitou o homem totalmente e sim que ele ainda conservava a faculdade de por si mesmo, independente da ação divina, de dá resposta ao evangelho de Cristo. Queria dizer Arminius que o homem colaborava com a sua salvação, pois, ele tinha o livre arbítrio de aceitar ou de rejeitar a obra redentora de Cristo. Afirmava ainda Arminius que a salvação uma vez recebida poderia ser perdida se o indivíduo não perseverasse na fé.

No Sinodo de Dort, o arminianismo foi condenado como herético e os reformadores elaboraram os cinco pontos do calvinismo que tratam do assunto da salvação, conforme abaixo:

a) Os Cinco Pontos do Calvinismo



- Depravação Total

O pecado atingiu o homem tão profundamente que o inabilitou de qualquer Capacidade de dá resposta positiva aos apelos do Evangelho.



- Eleição Incondicional

Deus, na sua graça infinita, elegeu a Igreja para a salvação independente de qualquer ato previsto.



- Expiação Limitada

Cristo morreu na cruz do calvário somente pelos eleitos, ou seja, somente aqueles que são predestinados para a salvação é que serão eficazmente salvos.



- Graça Irresistível

Todos os eleitos serão no devido tempo atraídos pelo Espirito Santo a Cristo para alcançar a salvação. Nenhum dos escolhidos de Deus deixará de receber a salvação através de Cristo



- Perseverança dos Santos

Todos os eleitos perseverarão na fé até ao final de sua jornada aqui neste mundo. Jamais cairão da graça de Deus que os sustenta.

b) Os cinco pontos do Arminianismo

- Vontade livre

O primeiro ponto do arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre.

- Eleição condicional

Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que deve crer.

- Expiação universal

A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens, contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo.

- A graça pode ser impedida

O arminiano, em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu Santo Espírito para atrair todos os homens a Cristo. Contudo, desde que o homem goza de vontade livre absoluta, ele pode resistir à vontade de Deus em relação a sua própria vida. (A ordem arminiana sustenta que, primeiro, o homem exerce sua própria vontade e só depois nasce de novo)

- O homem pode cair da graça

O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo, ensinava Arminius.


Uma Visão Panorâmica da Angelologia

1) Etimologia

A palavra angelologia é de origem grega (angelos = anjos, logia = estudo, tratado). A palavra anjo significa mensageiro.

2) Conceito

Angelologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina dos anjos.


3) Autenticidade da doutrina dos anjos

a) Afirmada no A. T. – “Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra” Sl 103.20 (Veja ainda Gn 16.7; 19.1,15; 28.12; 1 Sm 29.9; Sl 91.11; 148.2;...)
b) Confirmada pelo N. T. – “E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias” At 12.7 (Veja ainda Mt 1.20; 4.6,11; 13.39; 18.10; 24.31; 28.2;...).


4) Os Anjos (suas características)
a) Seres criados
(fazem parte da criação espiritual de Deus) – “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16 (Veja ainda Ne 9.6; Sl 148.2, 5; Ap 4.11;...).
b) Seres espirituais (os anjos essencialmente são espíritos, não têm forma específica) – “E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, Até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hb 1.13,14 (Veja ainda Ef 6.12;...).
c) Seres Pessoais (possuidores de inteligência, vontade e emoções) – “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” Lc 15.10 (Veja ainda 2 Sm 14.20; Lc 2.13; 2 Tm 2.26; Ap 12.12; 22.8,9;...).
d) Seres Assexuados (não se reproduzem, não procriam) – “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” Mt 22.30 (Veja ainda Lc 20.35, 36).
e) Seres Imortais (não passam pela experiência da morte) – “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” Lc 20.36.
f) Seres Velozes (deslocam-se com rapidez para qualquer parte do universo) – “Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde” Dn 9.21 (Veja ainda Mt 26.53; Lc 2.13-15).
g) Seres Poderosos (seres dotados de maior poder do que os seres humanos) – “Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra” Sl 103.20 (Veja ainda Is 37.36; Mt 28.2; 2 Pe 2.11; Ap 20:1-3).
h) Seres Gloriosos (são revestidos de uma certa glória) – “E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes” Lc 24.4 (Veja ainda Lc 9.26; 24.4; At 6.15; Hb 2.7;...).

i) Constituem uma organização (São uma companhia, não uma raça) – “E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho” Ap 12.4 (Veja ainda Gn 32.1; Dt 4.19; 17.3; 1 Re 22.19; Mt 22.30; 25.41; Lc 20.36).

j) Ocupam diferentes posições (anjos, arcanjo, querubins, serafins, príncipes, potestades, etc) – “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16 (Veja ainda Is 6.2; 1 Ts 4.16; 1 Pe 3.22; Jd 9; Ap 4.6-8;...).


5) Os Anjos (sua natureza moral)
a) Todos foram criados santo, sem pecado – “E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia” Jd 6 (Veja ainda Mt 18.10; Lc 9.26).
b) Muitos se mantiveram obedientes – foram confirmados por Deus na Bondade – “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória” Mt 25.31. (Veja ainda Sl 103.20; Mt 6.10; 8.10; Mc 8.38; 2 Co 11.14).
c) Muitos desobedeceram – foram confirmados por Deus na Maldade – ““Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41 (Veja ainda Mt 6.13; 13.19; Jo 8.34; 2 Pe 2.4; 1 Jo 5.18; Jd 6; Ap 12.7,9;...).


6) Suas atividades
a) Anjos bons
· Adoram a Deus – “(Hebreus 1:6) - E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” Hb 1.6 (Veja ainda Sl 89.7; 99.1,2; Is 6.2,3; Mt 18.10; Ap 5.11,12).
· Executam a vontade de Deus – “E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo” Dn 10.11 (Veja ainda Sl 103.20; Lc 1.19,26;...).
· Guardam os santos – “Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos” Sl 91.11 (veja ainda At 8.26,29; 10.13).
· Ministram ao povo de Deus – “Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hb 1.14 (Veja ainda Re 19.5-8; Mt 4.11; Lc 22.43;...).

· Acompanharão a Cristo por ocasião da 2ª vinda – “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória” Mt 25.31 (Veja ainda Ap 19.14).
b) Anjos Maus
· Opõem-se ao propósito de Deus – “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” Ef 6.12 (Veja ainda Dn 1012,13; Zc 3.1; Ap 12.7,8).
· Afligem o povo de Deus – “E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?” Lc 13.16 (Veja ainda 2 Co 12.7).
· Executam o propósito de Satanás– “E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos” Ap 12.7 (Veja ainda Mt 25.41; 12.26,27; Ap 12.4).

7) Satanás
a) Sua existência (declarada nas Escrituras)– “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” Jo 8.44 (Veja ainda Zc 3.1,2; Mt 13.19; Jo 10.10; 13.2; At 5.3; Ef 6.11,12 1 Pe 5.8; Ap 20.2,7,10)
b) Seu estado original (criado sem defeito, puro) – “ Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” Ez 28.14,15 (Veja ainda Jo 8.44; Is 14.12-14; Ez 28.12,7.
c) Sua natureza (essencialmente um espírito malévolo, opositor de Deus e do Seu povo) – “E Ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor” Zc 3.1 (Veja ainda Jó 1.8; 2.1,2; Zc 3.2; Jo 8.44; 2 Tm 3.6; Hb 2.14; 1 Jo 3.8; Ap 12.10).
d) Seu caráter (maligno)– “Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro” Lc 11.26 (Veja ainda Mt 24.24; 2 Co 2.11; 11.14; Ef 6.11,12; 2 Ts 2.9; Ap 13.11,14).
e) Sua obra (maléfica, matar, roubar e destruir) – “(João 10:10) - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” Jo 10.10 (Veja ainda Gn 3.1-3; Ez 28.15; Zc 3.1,2; Mc 4.15; Lc 13.16; Jo 13.2,27; At 5.3; 10.38; 2 Co 4.4; 11.3,13-15; 1 Ts 3.5; 2 Tm 2.26; Hb 2.14; Ap 3.9).
f) Seu destino (perdição eterna, lago que arde com fogo e enxofre, sofrer por toda a eternidade) –“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre” Ap 20.10 (Veja ainda Gn 3.14,15; Is 65.25; Jo 12.31; 16.8-11; Cl 2.15; 1 Jo 3.8; 5.18; Ap 12.9; 20.1-3).


Uma Visão Panorâmica da Pneumatologia

1) Etimologia

A palavra pneumatologia é composta de duas palavras gregas: pneuma = vento, espírito, e logia = estudo, tratado.

2) Conceito

Pneumatologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina do Espírito Santo.

3) A Natureza do Espírito Santo
a) A Divindade do Espírito Santo

· Nomes divinos Lhe são dados. “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus” At 5.3,4 (Veja ainda 1 Co 3.16; 6.19; Ef 4.30;...)
· Perfeições (atributos) divinas Lhe são atribuídas. “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também” Sl 139.7,8 (Veja ainda Sl 139.10; Is 40.13,14; 1 Co 2.10,11; 12.11; Rm 15.19; Hb 9.14).
· Obras divinas executadas por Ele. “O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida” Jó 33.4 (Veja ainda Gn 1.2; Jó 26.13; Sl 104.30; Jo 3.5,6; Tt 3.5; Rm 8.11).
· Honra divina atribuída a Ele. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” 2 Co 13.13 (Veja ainda Mt 28.19; Rm 9.1; Ap 4.5; ...).
b) A Personalidade do Espírito Santo
· Nome próprio lhe é atribuído – “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” Gn 1.2 (Veja ainda Ef 1.13; 4.30; Rm 8.14;...).
· Pronomes pessoais – “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” Jo 14.17 (Veja ainda Jo 15.26; 16.7,8,13,14).
· Associação com as outras pessoas da Trindade – “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” Mt 28.19 (Veja ainda 2 Co 13.13).
· Associação com os seres humanos – “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias” At 15.28 (Veja ainda At 13.2,4; 16.6,7).
· Características Pessoais lhes são atribuídas - Inteligência – “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” 1 Co 2.10 (Veja ainda Is 40.13; Rm 8.27 ); Vontade – “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” 1 Co 12.11 (Veja ainda At 13.2; 16.6,7); e Emoções – “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” Ef 4.30 (Veja ainda Is 63.10 ).

4) A obra do Espírito Santo
a) No Antigo Testamento

. Criação – “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” Gn 1.2 (Veja ainda Jó 26.13; 33.4).

. Concedia sabedoria para realização de obras especiais – “E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência, em todo o lavor, para elaborar projetos, e trabalhar em ouro, em prata, e em cobre, e em lapidar pedras para engastar, e em entalhes de madeira, para trabalhar em todo o lavor” Ex 31.3-5.

. Revestia pessoas de poder para realização de obras de libertação - “Então o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele” Jz 6.34 (Veja Jz 3.10; 11.29; 14.6,19;15.14);

. Ensinava o povo de Deus através de líderes escolhidos por Deus - “E deste o teu bom espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede” Ne 9.20;

. Revestia os profetas de Deus de autoridade espiritual para o exercício do ministério – “Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava” Ez 2.2 (Veja ainda Ez 8.3; 11.1,24; ...);

. Inspirou os escritos do Antigo Testamento – “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 1 Pe 1.21 (Veja ainda 2 Tm 3.16).
b) No Novo Testamento

. Na vida do Senhor Jesus – Gerou o homem Jesus no ventre de Maria – “E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” Mt 1.20 (Veja ainda Mt 1.18; Lc 1.35); Ungiu Jesus para o exercício do seu ministério como o Cristo – “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR” Lc 4.18,19 (Veja ainda Mt 3.16; 1.10; Lc 3.22; Jo 1.32; At 10.38); Guiava a Jesus em seu ministério – “E JESUS, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto” Lc 4.1 (Veja ainda Mt 4.1); Realizava obras libertadoras através de Cristo – “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” At 10.38 (Veja ainda Mt 12.28); Ofereceu a Cristo em sacrifício pelos pecados dos homens – “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? Hb 9.14 (Veja ainda 2 Co 5.19); Ressuscitou a Cristo dos mortos – “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita” Rm 8.11).
. Na vida da Igreja - Regenera o eleito – “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador” Tt 3.5,6 (Veja ainda Jo 3.5,6); Concede poder para testemunhar de Cristo - “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” At 1.8 (Veja ainda Jo 14.12; Lc 24.49; At 1.4,5; Ef 3.16); Concede Dons Espirituais para promover a edificação espiritual da Igreja – “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” 1 Co 12.11 (Veja ainda Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-11. Ef 4.7-12); Habita permanentemente no salvo – “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Co 3.16 (Veja ainda Jo 14.16,17; Ef 1.13; Tg 4.5; Ef 4.30); Ensina aos crentes - “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” Jo 14.26 (Veja ainda 1 Co 2.13); Guia os salvos nos caminhos do Senhor - “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” Jo 16.13 (Veja ainda Rm 8.14); Produz o fruto do Espírito no salvo – “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” Gl 5.22.
. No mundo em geral -- Convence do pecado, da justiça e do juízo – “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado” Jo 16.7-11.


Uma Visão Panorâmica da Eclesiologia


1) O significado do Termo
Eclesiologia é o estudo da doutrina da Igreja.

A palavra Igreja é de origem grega (Ekklesia) que significa etimologicamente “chamar” ou “chamar para fora”. A palavra Igreja ainda significa assembléia.

2) Conceito
A Igreja é o conjunto de pessoas escolhidas na eternidade e salvas no tempo pelo poder redentor do sangue de Jesus derramado na Cruz do Calvário.


3) Divisão
a) Igreja universal (Invisível)
Na expressão universal, Igreja significa a totalidade daqueles que em todas as épocas e em todos os lugares confessam a Cristo como Senhor e Salvador, inclusive os que já faleceram e também aqueles que ainda vão crer em Cristo. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” Jo 10.16 (Veja ainda Mt 16.18; Jo 17.20; At 13.48; Ef 1.22,23; Hb 12.22,23;...).
b) Igreja local (visível)
Na expressão local, Igreja significa um grupo de crentes em Cristo que se congregam numa determinada localidade geográfica, segundo modelo estabelecido nas Sagradas Escrituras, com seus líderes instituídos por Deus (Pastores, Presbíteros e Diáconos). “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” 1 Co 1.2 (Veja ainda At 11.26; 13.1; Rm 1.7; 2 Co 1.1; Gl 1.2; Fp 1.1; 1 Ts 1.1; Ap 1.11;...).
(Ainda existem outras divisões: Igreja Militante – Os crentes que estão vivos numa determinada época, e vivem servindo ao Senhor. Igreja Triunfante – A igreja glorificada por ocasião da segunda vinda do Senhor)


4) As Figuras da Igreja

A Igreja é representada por algumas figuras de linguagem, dentre elas temos:
a) A Igreja como um Povo – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia; .” 1 Pe 2.9,10 (Veja ainda Rm 9.24-26; Gl 6.16; Tt 2.14; Hb 10.30; Ap 21.3;...).
b) A Igreja como um Corpo – “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” Rm 12.4,5 (Veja ainda 1 Co 10.16,17; 12.27; Ef 1.22,23; 2.16; 3.16; Cl 1.18;...).
c) A Igreja como um Templo – “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Co 3.16 (Veja ainda 1 Co 6.19; 2 Co 6.16; Ef 2.21,22; 1 Pe 2.5;...).


5) As Funções da Igreja

A Igreja existe neste mundo para exercer alguns ministérios, a saber:
a) Adoração – “Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra” Sl 96,8,9. “E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém” Lc 24.53 (Veja ainda Mt 4.10; At 1.12-14; 2.47; Ap 4.23,24;...).
b) Edificação – “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” Ef 4.11-13 (Veja ainda 1 Co 12.27-31; 1 Co 14.4, 5,12,17,26; Ef 2.20-22; 4.11-16;...).
c) Evangelização – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16 (Veja ainda Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.47; At 1.8; 1 Co 9.16,17;...).
d) Beneficência – “E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” Gl 6.9,10 (Veja ainda Lc 10.25-37; At 6.1-6; Rm 12.13; Gl 6.9,10; Hb 13.16; Tg 1.27;...).

6) Os Oficiais da Igreja
a) Presbíteros, Bispo, Pastor, Ancião (termos similares)
Oficiais designados para o governo espiritual da Igreja – “E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao SENHOR em quem haviam crido” At 14.23 (Veja ainda At 11.30; 15.4,22,23; 20.17,28; 1Tm 5.17; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 1.1; 2 Jo 1; 3 Jo 1;...). Os Pastores são chamados de Presbíteros Docentes e os outros Presbíteros de Presbíteros Regentes.
b) Diáconos

Oficiais designados para cuidar das temporalidades da Igreja especialmente da beneficência – “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” Fp 1.1 (Veja ainda At 6.1-6; 1 Tm 3.8-13).


7) O Governo da Igreja
Encontramos pelo menos três formas de governo através das quais são geridas as Igrejas na sua expressão local:

a) Episcopal – governo exercido através dos bispos (Metodista, Anglicano ou Episcopal). Tt 1.5; 3 Jo 10.
b)
Presbiteriano – governo exercido através dos Presbíteros (docentes e regentes) eleitos pela Igreja por um determinado período. At 20.17; 1 Tm 5.17; Tt 1.5; 1 Pe 5.1.
c)
Congregacional – governo exercido pelos próprios membros da Igreja através de suas assembléias regulares. Os Pastores, Presbíteros e Diáconos recebem da Igreja a delegação para exercerem o seu mandato dentro de uma comunidade local. Mt 18.17,18; At 1.15,23; 6.3; 14.23; 15.22,25.

Dos três modelos o que mais se aproxima do modelo bíblico é o Congregacional, pois considera a Igreja como uma instituição divina e com autoridade suficiente para governar-se a si mesma. Esse governo tem como base maior a doutrina do sacerdócio universal dos crentes.


8) As Ordenanças da Igreja

O Senhor Jesus deixou para serem observadas pela Igreja duas ordenanças, a saber:
a) Batismo Cerimonial

Os novos crentes devem ser batizados cerimonialmente com água em nome da Santíssima Trindade – “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” Mt 28.19 (Veja ainda Mc 16.15,16; At 2.38,41; 8.12, 38; 9.18; 16.15;...).

Sobre a maneira de realizar o batismo os cristãos se dividem nos ritos da aspersão e da imersão. Os aspersionistas ensinam que o batismo simboliza a purificação dos pecados e ainda o derramar do Espírito Santo na vida da pessoa no ato de sua conversão a Cristo. Eles justificam a aspersão baseados no ritual de purificação feito na Velha Dispensação que era através da aspersão do sangue, da água, de cinzas. Já os imersionistas advogam esse rito baseado na idéia de que o batismo significa morte e ressurreição. Quando a pessoa é imersa na água ela está morrendo para o mundo e quando emerge está ressuscitando para uma nova vida.

Quanto a maneira mais correta de acordo com a Bíblia de realizar essa cerimônia veja o texto abaixo deste autor:

Há uma divergência, no meio evangélico, quanto à forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como na geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:
a) A palavra batismo no original (grego), no Novo Testamento, admite outros significados além de imergir, tais como lavar, purificar, aspergir;...
b) É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas de uma só vez na pregação de Pedro, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos e piscinas ou tanques. (Jo 5.2; 9.7). É impensável que os apóstolos levassem os convertidos para o Mar Mediterrâneo ou para o Jordão a fim de batizá-los.
c) As lideranças religiosas e políticas de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2). Veja a questão de saúde pública no tratamento desta questão.
d) Caso a liderança cristã conseguisse água para encher um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse ao centésimo candidato ao batismo, fosse impossível introduzi-lo no tanque, pois a água já estaria totalmente poluída, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
e) Lembremo-nos de que o significado do batismo é também purificação e não somente morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
f) Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma, a famosa teoria JJJ = Jordão, Jerusalém, João) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
g) Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); Os gentios que estavam na casa de Cornélio e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. É muito improvável que já tivesse um tanque preparado para tal ocasião (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere à imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tivesse profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas.
h) A comissão do Senhor Jesus é para que o Evangelho seja pregado em todo o mundo, às todas as pessoas, inclusive nas regiões desérticas onde não se encontra água com facilidade e onde vivem os beduínos, e também nas regiões geladas e até onde a água está em estado sólido (gelo) nos pólos onde vivem os esquimós. Será que Deus na sua sapiência infinita iria dá uma ordem a Igreja que não seria fácil executá-la no globo terrestre? (Considerem aí, também, a questão da praticidade da aspersão).
i) Que dizer também de candidatos ao batismo em estado terminal nas UTI's ou em casas, ou ainda pessoas com doenças graves de pele como lepra! Como fazer para introduzi-lo num tanque ou levá-los para um rio ou para uma praia a fim de realizar o batismo? Penso que os imersionistas iriam, nessa situação, optar pela aspersão para resolver o problema ou então não batizá-los, infringindo assim a ordem do Senhor da Igreja que mandou que os que cressem fossem batizados.

Há ainda aqueles que batizam crianças, mas essa maneira de pensar é errônea, pois, não se encontra no Novo Testamento nenhum texto que explicitamente corrobore essa maneira de agir. O batismo é para os que crêem, e uma criança recém nascida ainda não tem a capacidade de expressar a sua fé. “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” At 2.41.

b) Ceia Memorial

Os salvos devem se reunir periodicamente para celebrar a Ceia do Senhor, que é o símbolo memorial da morte redentora do Salvador – “Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” 1 Co 11.23-25 (Veja ainda Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.19-20).

Veja o texto a seguir da pena deste autor:

O nosso Senhor Jesus na noite em que foi traído instituiu a Ceia Memorial, logo após celebrar a páscoa judaica. Os registros bíblicos sobre a instituição e celebração da Ceia encontram-se nos evangelhos sinóticos (Mateus 26.26-30; Marcos 14.22-26; Lucas 22.14-20) e na primeira carta de Paulo aos Coríntios 11.23-32.

Na instituição da Ceia, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos que estavam presente na celebração da páscoa: o pão e o vinho. Ao tomar o pão o Senhor Jesus deu graças e o partiu entregando-o aos discípulos dizendo esta celebre expressão: “Tomai e comei isto é o meu corpo fazei isto em memória de mim. Logo após comerem o pão, o Senhor tomou o vinho e disse aos seus discípulos: Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança que é derramado em favor de muitos”. O pão e o vinho quando da celebração da Ceia adquirem uma representatividade: o pão representa o corpo do Senhor Jesus que foi supliciado na cruz do Calvário e o vinho representa o Seu precioso sangue que foi derramado para a eterna redenção dos escolhidos de Deus e para a contínua purificação de seus pecados.

Aos ministros do Senhor, devidamente credenciados, foi dada a autorização para celebrarem a Ceia do Senhor.

Só os crentes em Cristo, batizados com água em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e que estejam em comunhão com Deus e com a Igreja que pertence, é podem participar da Ceia.

À Igreja Deus deu autoridade para determinar a periodicidade da celebração da Ceia do Senhor. Nós, como Igreja organizada que somos, determinamos que essa celebração deve ser realizada, a priori, no primeiro domingo de cada mês.

Há uma controvérsia no meio teológico quanto à celebração da Ceia no que se refere à expressão “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. A Igreja Católica ensina que quando da consagração dos elementos pão e vinho, eles se transformam, respectivamente, no corpo e no sangue de Cristo (Transubstanciação). A Igreja Luterana ensina que a presença real de Cristo está nestes dois elementos depois de consagrados, mas o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho (Consubstanciação). Um segmento das Igrejas Reformadas segue o pensamento Calvinista que ensina que Cristo está presente espiritualmente nos elementos pão e vinho. Outras Igrejas Reformadas, inclusive a nossa, seguem o pensamento de Zwinglio, reformador suíço, que ensina que a Ceia é o símbolo memorial da morte redentora de Cristo, isto quer dizer que o pão e o vinho não se transformam no corpo e no sangue de Cristo como pregam os católicos, nem que a presença real nem espiritual de Cristo está nos elementos como ensinam os luteranos e um segmento das Igrejas reformadas e sim que a Ceia, em sua totalidade, é o grande símbolo memorial da obra redentora do Salvador. A argumentação de Zwinglio foi baseada na expressão “em memória de mim” e que se é em memória, dizia Zwinglio, a pessoa do Redentor não estaria presente nos elementos da Ceia e muito menos em sua transformação no corpo e no sangue de Cristo, visto que o Senhor está nos céus, à direita de Deus.

Ainda quanto à participação dos crentes na Ceia do Senhor os mesmos devem fazê-lo com a compreensão correta do seu significado e com a consciência tranqüila. O apóstolo Paulo ensina que participar da Ceia dignamente traz benção para a vida do crente e que participar indignamente traz juízo de Deus. Nenhum crente deve se privar da Ceia exceto se estiver sob disciplina da Igreja, pois ela é uma ordenança do Senhor Jesus.


9) A Disciplina na Igreja

Considerando que a Igreja na sua expressão local é uma instituição divina o Senhor outorgou para a ela o poder de julgar e disciplinar os seus membros faltosos. “E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” Mt 18.17,18 (Veja ainda 1 Co 5.1,2; 6.1-5) .

A disciplina na Igreja divide-se em três formas de ser:
a) Formativa (aconselhamento através das Sagradas Escrituras)
b) Corretiva (Suspensão dos direitos de um membro por causa de pecado na vida)
c) Cirúrgica (exclusão definitiva do membro motivada por apostasia ou por insubordinação as determinações da Igreja)
(Toda disciplina aplicada pela Igreja tem como objetivo maior a restauração do indivíduo).


Uma Visão Panorâmica da Escatologia

1) Etimologia

A palavra escatologia é composta de duas palavras de origem grega (escathos) que significa últimas coisas e logos (logia) que significa estudo, tratado.

2) Conceito

A Escatologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina das últimas coisas.

3) Divisão da Escatologia
a) Escatologia individual (conceito)
É a parte da Escatologia que trata do futuro do indivíduo no que se refere a seu aspecto espiritual.
b) Temas contemplados

1 - A morte

A morte é o primeiro tema da Escatologia Individual. Deus, ao criar o homem, deu-lhe uma ordem de que poderia comer de todos os frutos das árvores do Jardim do Édem menos o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Disse ainda Deus que se o homem comesse desse fruto certamente morreria (Gn 2.15-17). Enganado pelo diabo o homem comeu do fruto proibido, pecando contra Deus, desobedecendo a Sua ordem e atraindo sobre si e sobre todos os seus descendentes a morte como conseqüência do seu pecado (Gn 3.1-24). Mais tarde escrevendo aos Romanos o apóstolo Paulo disse que por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte e que essa morte passou a todos os homens porque todos pecaram em Adão. (Rm 5.12). Disse ainda Paulo que “O salário do pecado é a morte” Rm 6.23. A morte na perspectiva bíblica tem três dimensões, a saber: a morte espiritual, a morte física, e a morte eterna. Todas as pessoas que nascem, por causa do pecado, já nascem mortas espiritualmente. Veja Romanos 5.12. A morte física é uma experiência que dispensa comentários, porque está no cotidiano da vida do homem. A morte eterna dar-se-á quando o homem morre fisicamente estando afastado espiritualmente de Deus.

A morte, sua natureza: a) Morte Física - separação da parte material da parte espiritual do homem – “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” Ec 12.7 (Veja ainda Gn 3.19; 35.18; Hb 9.27;Tg 2.26); b) Morte Espiritual - separação do homem de Deus – “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” Ef 2.5,6 (Veja ainda Ef 2.1,2,5; Jo 5.24,25; Mt 8.21,22;); c) Morte Eterna - eterna separação do homem de Deus – “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41 (Veja ainda Dn 12.2; Mt 25.46; 2 Ts 1.9; Ap 20.6,14; 21.8;...).
A morte, seus efeitos – Para os salvos a morte é uma bem-aventurança, uma preciosidade, uma felicidade – “Preciosa é à vista do SENHOR a morte dos seus santos” Sl 116.15 (Veja ainda Lc 23.42,43; 16.22; Fp 1.23; Ap 14.13). Para os perdidos a morte é uma tragédia, uma penalidade, um inimigo – “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” Sl 9.17 (Veja ainda Mt 25.41,46; Lc 16.22-24; 2 Ts 1.9; Hb 9.27).

2 - O Estado Intermediário
O Estado Intermediário é o segundo e último tema tratado pela Escatologia Individual, e é o estado que o individuo experimentará no período de tempo entre a sua morte física e a sua ressurreição corporal. Por causa da escassez de material bíblico surgiram diversas heresias quanto ao assunto: o sono da alma, o purgatório, a teoria do aniquilamento, etc, mas o material bíblico existente nos dá uma idéia clara desse assunto. Por ocasião da morte física, a parte espiritual do homem (alma ou espírito) se projetará na eternidade e será recolhida em um dos dois lugares distintos no outro lado da vida onde subsistirão até o dia da ressurreição dos seus corpos: uns descansarão no paraíso na presença de Deus e outros sofrerão num lugar afastado de Deus. Na parábola do Rico e Lázaro proferida por nosso Senhor Jesus Cristo (Lucas 16.19-31), encontramos a revelação dos estados das almas no Estado Intermediário, e que essas almas em estado de consciência, estão sofrendo (o ímpio ou o descrente) (Lc 16.23,24,27,28,30) ou gozando (o justo ou o crente em Cristo) (Lc 16.25). (Em relação ao estado intermediário dos salvos leia ainda Hb 12.23 e Ap 6.9—11), aguardando o grande dia da Segunda Vinda do Senhor quando ressuscitarão para comparecerem diante de Deus (os salvos para serem galardoados e os ímpios para serem julgados e definitivamente condenados) e definidamente irem para o lugar reservado para elas (Céu ou Inferno). Diz ainda a Bíblia que esses estados no Estado Intermediário são definidos não havendo possibilidade de ser alterados. Isto quer dizem que quem partir deste mundo salvo, salvo continuará nele. Quem partir perdido, perdido continuará até o julgamento final.

- Concepções do Estado Intermediário (O Sono da Alma - Interpretação literal dos textos: Jo 11.11,14; At 7.60; 1 Co 15.6,18,20,51; 1 Ts 4.13-15. O Purgatório - Doutrina romanista baseada nos textos: 2 Macabeus 12.43-45; Mt 12.32; 1 Co 3.15. Sobrevivência Desencarnada - Doutrina protestante baseada nos textos: Sl 16.10; Mt 16.18,19; Lc 16.19-31; 23.43; At 2.31; 2 Co 5.1-10; Fp 1.9-26; Ap 6.9-11).

c) Escatologia Geral ou Cósmica (conceito)
É aquela parte da Escatologia que trata do futuro da humanidade em geral ou do programa de Deus para humanidade relacionada às últimas coisas.

d) Temas contemplados
1 - A Segunda Vinda do Senhor

A Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é, dentro dos eventos escatológicos, o mais bem documentado do Novo Testamento. Em quase todos os livros dessa porção das Escrituras temos pelos menos um registro desse glorioso evento. Três palavras foram usadas pelos escritores do Novo Testamento quando faziam referência a Segunda Vinda do Senhor: Parousia (1 Ts 3.13; 4.15; ...) que tem o sentido transliterado de presença, vinda, chegada; Apocalipse (1 Co 1.7; 2 Ts 1.6,7; 1 Pe 4.13; ...) que significa revelar, trazer à luz aquilo que estava oculto; e Epifania (1 Tm 6.14; 2 Tm 4.8; Tt 2.13,14; ...) que significa aparecimento.O Senhor Jesus, ao longo de seu ministério terreno, já vinha profetizando que depois que realizasse a obra redentora e voltasse ao Pai, aos Céus, voltaria a este mundo para buscar a Sua Igreja, que resgatara com o Seu precioso sangue. Em João 14.2, encontramos uma dessas profecias: "E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também".A segunda vinda do Senhor é o próximo grande evento escatológico tendo como conseqüência imediata o Arrebatamento da Igreja. O apóstolo Paulo escrevendo aos Tessalonicenses explica como acontecerá esse tão esperado evento: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" 1 Ts 4.16,17. A segunda vinda do Senhor Jesus tem algumas características que precisam ser conhecidas de todos: A primeira delas, é que será uma vinda pessoal. O texto de Tessalonicenses diz que o Senhor mesmo descerá dos céus. Em Atos 1.11 encontramos dois anjos dizendo aos discípulos do Senhor: "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir". A segunda característica é que será uma vinda física e, conseqüentemente, visível, ou seja, o Senhor Jesus voltará com o corpo que ressuscitou dos mortos, dando ensejo para que todos O possam ver: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o transpassaram; ..." Ap 1.7. "Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu,..." Mt 24.30. A terceira característica é que será uma vinda gloriosa. Jesus veio a primeira vez em humilhação, mas virá a segunda vez com poder e grande glória. "... e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória" Mt 24.30. " E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória" Mt 25.31.Quanto à data da Segunda Vinda não nos foi revelado nem pelo Senhor nem pelos Seus apóstolos. O Senhor Jesus disse que daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos nem o próprio Filho como homem sabia (Mt 24.36; 25.13; ...). É uma data da exclusiva competência de Deus. A Igreja não está autorizada a marcar a data da Segunda Vinda do Senhor. Todos que se aventuraram a datar esse grandioso evento ficaram decepcionados, pois entraram numa área que não lhes competia e sim a Deus.Quando a época da Segunda Vinda, em relação ao período tribulacional, existem pelos menos três posições escatológicas: O Pré-Tribulacionismo que ensina que a Segunda Vinda do Senhor, e o conseqüente Arrebatamento da Igreja, ocorrerão antes do estabelecimento da Grande Tribulação. O Meso -Tribulacionalismo que prega que a Segunda Vinda do Senhor e o conseqüente Arrebatamento, ocorrerão no meio do período tribulacional e o Pós – Tribulacionismo que ensina que a Segunda Vinda do Senhor ocorrerá logo após a Grande Tribulação.Amados irmãos, a segunda vinda do Senhor Jesus é certa, preparemo-nos, portanto, para esse grande evento a fim de sermos achados por Ele em paz e em santidade.

· Alguns sinais que indicam as proximidades da Segunda Vinda: a multiplicação da ciência – “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará” Dn 12.4; a multiplicação da iniqüidade – “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” Mt 24.12 (Veja ainda Mt 24.37-39; 2 Tm 3.1-9; 1 Pe 3.20); a apostasia e a manifestação do Anticristo – “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição” 2 Ts 2.3 (Veja ainda Mt 24.12; 2 Ts 2.1-12; 1 Tm 4.1; Ap 6.2); a grande tribulação – “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” Mt 24.21,22 (Veja ainda Dn 12.1; Mc 13.19,20; Lc 21.25,26; Ap 6.1–19.10).
· Como será a Segunda Vinda do Senhor:
Pessoal – “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” Jo 14.3 (Veja ainda Mt 24.30; 1 Ts 4.16; Ap 1.7); Física/Visível – “Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” At 1.11 (Veja ainda Mt 24.30; Ap 1.7; Gloriosa – “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” Mt 24.30 (Veja ainda Mt 25.31; Mc 13.26; Lc 21.27; 2 Ts 1.10; Ap 19.11-16).
· O Propósito da Segunda vinda:
Cumprir a palavra profética – “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” Dn 7.13,14 (Veja ainda Dn 2.34,35,44; 12.4; Mt 24.35); Buscar a Igreja – Jo 14.3; 1 Ts 4.17; 2 Ts 2.1; Julgar o mundo ímpio – “Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” 2 Ts 2.12 (Veja ainda Mt 24.31-46; At 17.30,31; Ap 20.11-15); Estabelecer o reino eterno – “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” Ap 11.15 (Veja ainda Dn 2.34,35,44,45; 7.13,14; Ap 19.6).

2 - A Segunda Vinda de Jesus na Visão Dispensacionalista


Na visão Dispensacionalista, a Segunda Vinda de Jesus terá duas fases. Na primeira fase, Jesus virá para a Sua Igreja. Descerá dos céus (terceiro céu) e encontrar-se-á com a Sua Igreja, arrebatada nos ares. “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” 1 Ts 4.16,17. Nos ares (céu atmosférico), Jesus instalará o Tribunal de Cristo onde julgará as obras dos crentes. “... Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.” Rm 14.10. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo se bem ou mal.” 2 Co 5.10. Ainda em 1 Co 3.13-15, Paulo revela como será este julgamento. O julgamento que Jesus fará é para galardoar os seus servos fiéis. Em seguida, serão celebradas as bodas do Cordeiro, isto é, a união espiritual entre o Cristo glorificado (o noivo) e a sua Igreja (a noiva) que Ele resgatou com o Seu próprio sangue. “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vinda são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” Ap 19.7. “E disse-me: Escreve: Bem-Aventurados aqueles que são chamados à Ceia das Bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” Ap 19.9.
Passados sete anos, Jesus voltará a este mundo para estabelecer o Seu Reino Milenial. É a segunda fase da Segunda Vinda. Nessa fase, todo o olho O verá, porque descerá dos céus com a Igreja glorificada, acompanhado de Seus santos anjos. “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém!” Ap 1.7. “E, quando o Filho do Homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com ele, então, se assentará no trono da Sua glória.” Mt 25.31. Jesus descerá dos céus em Jerusalém, precisamente no Monte das Oliveiras, que se fenderá em dois (Zc 4.1-4), vencerá os seus inimigos, lançará a besta e o falso profeta vivos no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 19.19,20). Aprisionará o diabo por mil anos (Ap 20.1-3). Julgará as nações vivas, segundo os benefícios ou os malefícios que tiverem feitos a Israel no período da Grande Tribulação. As nações ovelhas (que ajudaram Israel) entrarão para gozar o Milênio e as nações bodes (inimigas Israel) serão julgadas, mortas e lançadas no inferno (Mt 25.31-46). No Milênio, Jesus reinará como rei de Israel, da casa de Davi. O seu reino será de mil anos (Ap 20.4). Nele haverá paz, prosperidade e justiça nunca vistas. Depois dos mil anos, o diabo será solto, seduzirá as nações da terra e as fará revoltarem-se contra Cristo, mas descerá fogo do céu e as consumirá (Ap 20.7-10). O diabo, o sedutor deles, será lançado no lago que arde com fogo e enxofre (Ap 20.10). Os mortos serão julgados no grande trono branco (Ap 20.11-15). A terra e os céus serão queimados com fogo (2 Pe 3.7). Serão feitos novos céus e nova terra (2 Pe 3.13). Jesus entregará o Reino ao Pai (1 Co 15.24) e começará o Estado Eterno, onde Deus, Jesus e o Espírito, estarão para sempre com o Seu povo.

3 - O Arrebatamento da Igreja

No Seu programa eterno, Deus já determinou que o Senhor Jesus voltasse em glória a este mundo. Simultaneamente a Segunda Vinda do Senhor, ainda de acordo com o programa divino, ocorrerá o Arrebatamento da Igreja. As promessas acerca do Arrebatamento da Igreja encontram-se em João 14.1-3, 1 Tessalonicenses 4.16-19, e 2 Tessalonicenses 2.1. Segundo o texto de 1 Tessalonicenses, quando da ocasião da Segunda Vinda do Senhor, os crentes falecidos irão ressuscitar com corpos glorificados e os crentes que estarão vivos naquela gloriosa ocasião serão transformados, ou seja, o corpo mortal será revestido de imortalidade, num abrir e fechar de olhos, conforme a palavra de Deus que se encontra em 1 Coríntios 15.51,52. Todos os crentes ressuscitados, desde a primeira pessoa que foi salva neste mundo até o dia da Segunda Vinda de Cristo, juntos com os crentes transformados (a Igreja completa, sem faltar ninguém), serão impulsionados pelo Espírito Santo para se encontrar com o Senhor Jesus nos ares (céus atmosféricos) e a partir daí estará para sempre com o Senhor.
Para efeito didático podemos segmentar o Arrebatamento da Igreja em três partes, a saber: 1)
a ressurreição em glória dos crentes falecidos – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16 (Veja ainda Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1 Co 15.52); 2) a transformação dos crentes vivos – “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” 1 Co 15.51,52 (Veja ainda Fp 3.21; 1 Ts 4.17); 3) o encontro com o Senhor Jesus nos ares – “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” 1 Ts 4.17 (Veja ainda Jo 14.3; 2 Ts 2.1).
É importante esclarecer outros detalhes acerca do Arrebatamento da Igreja, devido às diversas idéias esdrúxulas que grassam no meio evangélico, sendo a mais comum aquela que ensina uma segunda vinda de Cristo secreta para buscar a sua igreja. Segundo as Escrituras o Arrebatamento da igreja está intimamente ligado a Segunda Vinda do Senhor em glória, a manifestação pública de Cristo ao mundo (Mt 24.29-31; 1 Ts 4.16,17), sendo essa Segunda Vinda um evento só e não em duas fases como pregam os irmãos dispensacionalistas.
Outra coisa a considerar é que não haverá um arrebatamento parcial como ensinam alguns (os preparados subirão e os outros ficarão para outra ocasião). A Igreja será arrebatada em sua totalidade. Todos os verdadeiros crentes, tanto os falecidos que irão ressuscitar como aqueles que estarão vivos, por ocasião da Segunda Vinda, serão arrebatados, não havendo distinção entre os que são considerados mais espirituais e aqueles que são considerados mais fracos na fé.
Ainda é importante enfatizar que o Arrebatamento da Igreja dar-se-á depois da grande tribulação, já que o evento é simultâneo a Segunda Vinda do Senhor e essa ocorrerá após o período tribulacional, conforme nos revela o texto de Mt 24.29-31 e os textos correlatos encontrados nos outros evangelhos sinóticos (Marcos e Lucas) bem como o texto de 2 Ts 2.1-12.
É de suma importância que os crentes entendam que todos eles sem exceção, os ditos crentes fortes e os chamados crentes fracos estão escondidos com Cristo em Deus (Cl 3.3.), guardados por Jesus Cristo (Jd 1), já foram perdoados e lavados pelo sangue de Cristo (1 Co 6.11), são filhos de Deus por adoção em Jesus Cristo (Ef 1.5); já foram santificados por Cristo (1 Co 1.2), estão ligados eternamente ao Filho de Deus (Rm 8.1) e estão assentados nos lugares celestiais em Cristo (Ef 2.6). A posição que eles ocupam no plano de Deus é a de membros do corpo de Cristo, da Igreja (1 Co 12.13,27).
Assim sendo, regozijemo-nos irmãos pela bênção eterna de sermos filhos de Deus, e por sermos sustentados pelo poder de Cristo e por essa certeza de que quando do Arrebatamento estaremos participando deste glorioso evento.

4 - A Grande Tribulação

Dando continuidade aos assuntos baseados no tema geral da Escatologia Geral, trataremos neste espaço do terceiro acontecimento previsto no programa escatológico de Deus que é a Grande Tribulação ou o Período Tribulacional. Antes mesmo de o assunto ser tratado no Novo Testamento, os profetas antigos já faziam menção ao “grande e terrível dia do Senhor”, dia esse ou período de tempo em que a humanidade sofreria os terríveis castigos de Deus (Jl 2.31; Ml 4.5;...).O Senhor Jesus em seu sermão escatológico registrado nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, falou sobre um período de tribulação para todos, o qual nunca aconteceu antes nem acontecerá depois dele e que se não fora abreviado por causa dos eleitos, ninguém escaparia. “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há de haver” Mt 24.21. Falando a Igreja de Filadélfia (Ap 3.10) o Senhor Jesus disse que guardaria a Igreja da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro para provar os que habitam na face da terra.Esse Período Tribulacional corresponde aos juízos de Deus que serão derramados no mundo através dos sete selos, das sete trombetas e das sete taças previstos no livro de Apocalipse, como manifestação da ira de Deus sobre o mundo iníquo (Apocalipse 6 a 18).No estudo da Escatologia discute-se se a Igreja irá passar pela Grande Tribulação ou não. Um grupo de teólogos acha que ela não irá passar pela Grande Tribulação, sendo arrebatada antes da sua instalação – são os Pré-Tribulacionistas. Outros admitem que a Igreja seja arrebatada no meio da Grande Tribulação – são os Meso-Tribulacionistas, e ainda outros pensam que a Igreja irá passar por esse Período, mas que será preservada por Deus dos juízos que serão derramados sobre todos – esses são os Pós-Tribulacionistas. Ainda se discute quando será a Grande Tribulação. Uns acham que ela já aconteceu no primeiro século – são os Preteristas. Outros acham que ela aconteceu ao longo da história – são os Historicistas e outros acham que ela será um acontecimento futuro – são os Futuristas. É melhor pensar que o período tribulacional é um período de tempo concentrado de juízo sobre um mundo incrédulo e perverso e que não aconteceu ainda, apesar de Deus sempre ter tratado os pecados dos homens através de seus justos juízos ao longo da História, pois o Senhor Jesus disse que nunca aconteceu algo similar a esse período nem antes dele nem depois. Quanto ao arrebatamento da Igreja em relação ao período tribulacional é melhor pensar, já que o mesmo ocorrerá concomitantemente com a segunda vinda do Senhor, que ele acontecerá após a Grande Tribulação, pois Paulo escrevendo aos tessalonicenses disse que a segunda vinda não ocorrerá antes de vir a apostasia e a manifestação do anticristo, coisas essas previstas no período tribulacional (2 Ts 2.1-12).

A Grande Tribulação prevista nas Escrituras

. No Antigo Testamento – “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro” Dn 12.1 (Veja ainda Is 2.10-22; Ob 1.15,16; Jl 3.9-16;...).
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No Novo Testamento – “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” Mt 24.21 (Veja ainda Mt 24.21-29; Mc 13.19,20; Lc 21.25,26; 2 Ts 2.1-12; Ap 6 – 19).

5 - As teorias tribulacionistas (em relação ao Arrebatamento da Igreja)
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Pré-Tribulacionismo (O arrebatamento da Igreja acontecerá antes da grande tribulação)
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Meso-Tribulacionismo (O arrebatamento da Igreja acontecerá no meio da grande tribulação)
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Pós-Tribulacionismo (O arrebatamento da Igreja acontecerá no final da grande tribulação)
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Arrebatamento Parcial (Os crentes preparados serão arrebatados quando da segunda vinda do Senhor, os outros irão enfrentar a grande tribulação depois serão levados para o Senhor).

6 - O Milênio

O quarto tema a ser tratado no programa escatológico de Deus, segundo as Escrituras, é o Reino Milenar ou o Milênio. Os profetas antigos previram um tempo em que Deus iria implantar um reino, através de um representante seu onde imperasse a paz, a justiça e a prosperidade (Isaías 11; Dn 2.44; 7.13,14,27;....). Esse representante seria da casa real de Davi – o Messias. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16. Esse reino iria submeter todos os reinos do mundo, que passariam para o seu controle. “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu, levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo, esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre” Dn 2.44 (Veja ainda Dn 7.13,14, 27). Devido à reiterada ênfase nesse reino nos escritos do Antigo Testamento, na época em que Jesus viveu neste mundo havia uma expectativa muito grande, por parte dos judeus, quanto à sua implantação. “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Atos 1.6.

A expressão Milênio foi tirada do texto de Apocalipse 20.1-4, onde há uma referência a um reino de mil anos, onde são mencionados os salvos ou a Igreja e Cristo, o Rei.Os estudiosos bíblicos se dividem quanto à interpretação do Milênio, havendo três escolas de interpretação: 1) Existem aqueles que interpretam o Milênio como um reino literal, cuja capital será Jerusalém e que o rei Jesus governará o mundo com a Igreja e que esse reino durará mil anos. Acreditam, eles, que a segunda vinda de Cristo inaugurará o Reino Milenial – são os pré-milenistas; 2) Outros entendem que o Milênio não é necessariamente um período de mil anos e sim um período de tempo indeterminado em que as instituições sociais do mundo inteiro serão melhoradas, graças à poderosa ação do Evangelho, trazendo para o mundo um período de paz, justiça e prosperidade nunca visto, e que a segunda vinda do Senhor dar-se-á logo após esse período – são os pós-milenistas; Outros entendem que a mensagem do livro de Apocalipse é apresentada de forma simbólica, portanto, não se pode entender o Milênio como um reino literal e sim de natureza espiritual, símbolo da vida perfeita dos crentes nos céus. Esse grupo diz ainda que o Milênio é o símbolo do reino de Cristo no coração dos crentes, fazendo-os gozar de paz com Deus, alegria e felicidade plena – são os amilenistas. Considerando que a mensagem do livro de Apocalipse nos é apresentada de forma simbólica, e que a única referência a um reino de mil anos se encontra nele, é melhor optar pela linha amilenista por uma questão básica de coerência na interpretação desse precioso livro. Com isso descartamos a idéia de um milênio literal bem como a idéia de um milênio produzido pela pregação do Evangelho, tendo em vista que a Bíblia nos diz que, na medida em que se aproxima o fim de todas as coisas, o mundo piorará. Deve-se considerar, também, que uma opção literal do Milênio tem que se pensar nesse reino também para o estado israelita da atualidade, o que é incoerente dentro do esquema geral das Escrituras, que contempla os remanescentes judeus com as bênçãos celestiais no programa geral da Igreja, que é formada de judeus e gentios.

As teorias Milenistas em relação à Segunda Vinda do Senhor:
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Pré-milenismo Histórico - A Segunda Vinda do Senhor dará ocasião ao estabelecimento do Reino Milenar. O Milênio é considerado um reino político onde Cristo governará o mundo durante um período de 1.000 anos. Nesse reino a Igreja governará com Cristo e será um período de paz, prosperidade e justiça. Os Pré-Milenistas Históricos são Pós-Tribulacionistas, acreditam que a Igreja passará pela Grande Tribulação sendo preservada pelo Senhor nela.
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Pré-milenismo Dispensacional - O Milênio é considerado um período dispensacional de 1.000 anos literais. A Segunda Vinda do Senhor acontecerá antes dele, ou melhor, dará ocasião ao seu estabelecimento. Nesse reino haverá uma distinção entre a Igreja, a nação de Israel e o mundo gentílico. O Senhor Jesus governará o mundo como rei messiânico prometido a nação de Israel, como príncipe da casa real de Davi.
· Pós-milenismo - A Segunda Vinda do Senhor dar-se-á no final do Milênio. O Milênio nessa linha de pensamento não é um reino literal e sim um período áureo de paz, prosperidade e justiça que o mundo experimentará por causa da expansão do Evangelho. Não é considerado um período de 1.000 anos literais.
· Amilenismo - Não existe um Milênio literal. O Milênio é símbolo da vida perfeita dos crentes nos Céus e ainda é símbolo da vida eterna que o crente goza em Cristo neste mundo, assentado nos lugares celestiais, objeto de todas as bênçãos de natureza espiritual.

7 - O Juízo Final
O Juízo Final é o sexto tema a ser tratado no programa escatológico de Deus, segundo as Sagradas Escrituras. A Bíblia Sagrada nos revela que na consumação de todas as coisas o ser humano, todos eles, exceto a Igreja, irão se apresentar diante de Deus para dar conta de sua mordomia (suas ações, suas palavras, seus bens, enfim, de sua vida). “E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” Ap 20.11,12. (Veja ainda At 17.30,31). A primeira coisa a ser considerada no estudo deste tema é que Deus, por ser o criador do homem, tem o direito de exigir dele a responsabilidade pelos seus atos praticados nesta vida. A segunda coisa é que o ser humano, como criatura que é, é moralmente responsável pelos seus atos diante de Deus e deles dará contas no dia do Juízo Final. A doutrina do juízo final é embasada tanto pelas Escrituras do Antigo como do Novo Testamento (Sl 96.13; 98.9; Ec 3.17;...; At 17.31; Rm 2.16; 2 Ts 2.12; 1 Pe 4.5; Ap 11.18;...), sendo, portanto, uma doutrina bastante consolidada, dada à abundância de material bíblico. No Juízo Final todos os seres humanos que serão julgados terão corpos especiais capazes de suportar o castigo ou punição que será distribuído por Deus. “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” Dn 12.2. “porque vêm à hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29. No Julgamento Final o Juiz será o Senhor Jesus Cristo. “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” At 17.31. A Igreja glorificada nos céus também tomará parte nesse julgamento. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo”?... Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?... 1 Co 6.2,3. Os julgados serão condenados e banidos para sempre da presença de Deus, indo sofrer a punição eterna por causa do pecado, no inferno, lugar de sofrimento e dor. “Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder” 2 Ts 1.9. “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as gentes que se esquecem de Deus” Sl 9.17. Satanás e seus anjos serão, também, julgados no dia do Juízo Final, e serão lançados no inferno, que foi preparado para eles. “Então dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” Mt 25.41. Tratando-se dos salvos, os seus pecados já foram julgados em Cristo na cruz do Calvário, sendo os mesmos perdoados e justificados pelos méritos do Salvador, não havendo mais condenação para eles. “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” Rm 8.1. Segundo a Bíblia, o único julgamento dos crentes é o referente à distribuição de galardões pelo serviço prestado ao Senhor (Rm 14.10; 1 Co 3.13,14; 15.58; 2 Co 5.10).

O Juízo Final é a grande ocasião pública quando o mundo inteiro estará reunido na presença de Deus (O Senhor Jesus Cristo) e o destino final de cada indivíduo será pronunciado publicamente pelo Supremo Juiz.
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A doutrina confirmada no Antigo Testamento e no Novo Testamento – “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. (Eclesiastes 12:14) - Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” Ec 12.13,14 (Veja ainda Gn 18.25; 1 Cr 16.33; Sl 9.8; 96.13; 67.4; 98.9; Ec 3.17...); “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” At 17.31 (Veja ainda Jo 5.22; Rm 2.16; 3.6; 2 Ts 1.9; 2 Tm 4.1; Hb 9.27; Ap 11.18; 20.4,11,12;...).
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O Propósito do Juízo Final (Vindicar a justiça de Deus e promover a Sua glória) – “Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar. Ele mesmo julgará o mundo com justiça; exercerá juízo sobre povos com retidão” Sl 9.7,8; (Veja ainda Sl 115.1; Ap 4.11;...).
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O juiz (o Senhor Jesus Cristo) – “E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” At 10.42 (Veja ainda Mt 25.31,32; Jo 5.21-23,26,27; At 17.30,31; Fp 2.9-11; 2 Tm 4.1).
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Quem será julgado
Os Perdidos – “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” 2 Ts 7,8 (Veja ainda Mt 25.31-33,41; Ap 20.15); Os anjos caídos – “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” 1 Co 6.3 (Veja ainda Mt 25.41; 1 Co 6.31; Pe 2.4; Ap 20.10).
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Quando será o Julgamento
Na consumação da atual dispensação – “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” 2 Ts 7,8 (Veja ainda Ap 20.7-15).
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O Julgamento da Igreja - nos céus durante o período tribulacional – na visão pré-tribulacionista; por ocasião do juízo final – na visão amilenista.
É a grande ocasião em que a Igreja será recompensada por causa de suas obras realizadas durante sua existência. “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo. Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” Rm 14.10-12 (Veja ainda Mt 25.21; Lc 12.47,48; 1 Co 3.13; 2 Co 5.10; Hb 10.30; Ap 20.12).

8 - A Ressurreição Corporal
No programa divino está previsto que os mortos, tanto os salvos como os perdidos, ressuscitarão, os primeiros com corpos glorificados e os outros com corpos especiais, para puderem usufruir plenamente do gozo eterno ou suportar o juízo eterno, respectivamente. O ser humano foi constituído por Deus de uma parte material (o seu corpo) e uma parte imaterial (a sua alma chamada também de espírito). “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” Gn 2.7. O pecado de nossos primeiros pais atingiu a alma e o corpo do ser humano. Tanto um como o outro sofreram as conseqüências do pecado de Adão. “Por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte; e a morte passou a todos os homens porque todos pecaram” Rm 5.12. Ainda segundo o plano eterno de Deus, o homem integral (corpo e alma ou espírito) é responsável pelos seus atos morais praticados durante a sua existência neste mundo, gozando plenamente das bênçãos do Evangelho ou padecendo plenamente longe de Deus, no Estado Eterno, dependendo de sua decisão neste mundo de aceitar a Cristo como Salvador e Senhor de sua vida. O Evangelho promete para o homem além da salvação de sua alma a ressurreição do seu corpo, glorificado, quando do segundo advento de Cristo. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16. Escrevendo aos Coríntios em sua primeira carta, o apóstolo Paulo discorreu num longo capítulo sobre a ressurreição dos crentes falecidos com corpos glorificados (1 Co 15.1-58). Escrevendo aos Filipenses Paulo disse que o corpo dos crentes será transformado num corpo semelhante ao corpo de Cristo quando ressuscitou dos mortos, com as mesmas propriedades (Fp 3.20,21).A doutrina da ressurreição tem respaldo tanto no antigo como no Novo Testamento. No Antigo Testamento encontramos o profeta Daniel dizendo sobre o assunto: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” Dn 12.2. No Novo Testamento o Salvador disse, num de seus sermões o seguinte: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” Jo 5.28,29. Paulo explora profundamente o tema na sua primeira carta aos Coríntios, inclusive, dizendo que os crentes que estiverem vivos no dia da Segunda Vinda do Senhor, terão os seus corpos mortais revestidos de imortalidade, ou glorificados. Isto quer dizer que tanto os mortos salvos ressuscitados como os salvos que estiverem vivos terão corpos glorificados, semelhantes. Quanto aos mortos que não são salvos, ressuscitarão também com corpos especiais, capazes de suportar o juízo divino, e com esses corpos sofrerão eternamente. Falando sobre o juízo final, o autor de Apocalipse assim se expressou: “O restante dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos... ” Ap 20.5. Veja ainda o que Daniel falou e o que também falou o Senhor Jesus no parágrafo anterior.

· A doutrina no Antigo Testamento e no Novo Testamento – “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” Dn 12.2 (Veja ainda Sl 16.10; Is 26.19; Dn 12.2;…). “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” Mt 22.30 (Veja ainda Lc 14.14; Jo 5.28,29; 6.40; 11.24; At 23.6; 24.15-21; 1 Co 15.1-57; Hb 6.2; Ap 20.5).
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A Ressurreição dos justos (corpos glorificados) – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16 (Veja ainda Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15; 1 Co 15.35-49; Fp 3.20,21; Ap 20.4,6).
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A Ressurreição dos ímpios (corpos especiais - subtendido) – “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.29 (Veja ainda Dn 12.2; At 24.15; Ap 20.5
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O tempo da Ressurreição - (As duas ao mesmo tempo – na visão amilenista; Separada uma da outra por 1.000 anos – na visão pré-milenista).

9 - O Estado Eterno

O último tema a ser tratado na Escatologia Geral é o Estado Eterno, ou seja, a consumação de todas as coisas, quando tudo será definido e continuará permanentemente sem alteração. O plano eterno de Deus em relação as suas criaturas morais tem início meio e fim. A execução do plano começou quando da criação dos seres morais - anjos e homens, e continuará até a consumação no futuro, numa época já definida pelo Todo-Poderoso. Esse Estado Eterno envolve os seres morais (anjos e homens) e, evidentemente, a santíssima Trindade. Esse período se instalará logo após o Juízo Final, depois que o Senhor julgar os seres humanos e os anjos. A Bíblia Sagrada nos fala deste assunto nestes termos: “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora o último inimigo que a de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará aquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” 1 Co 15.24-28. A Bíblia diz que quando da consumação de todas as coisas os crentes com seus corpos glorificados estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17), gozando plenamente da beatitude eterna, daquelas coisas preparadas por Deus para eles antes da fundação do mundo (1 Co 2.9). Diz ainda a Bíblia Sagrada que os descrentes padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e da glória do seu poder (2 Ts 1.9). Dos anjos diz a Bíblia que após o julgamento final o Diabo e seus anjos serão lançados no inferno quando, junto com os ímpios, e serão atormentados para todo o sempre (Ap 20.10). Este mundo como nós o conhecemos será destruído (purificado) por fogo e Deus reorganizará as coisas criando novos céus e nova terra. “Mas o céu e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios... Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, se queimarão... Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão. Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra em que habita a justiça” 2 Pe 3.7-13. No livro de Apocalipse (21.1-4) nos é dito o seguinte: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem prato, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.

. O Estado Eterno dos Salvos (os crentes com seus corpos glorificados estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17), gozando plenamente da beatitude eterna, daquelas coisas preparadas por Deus para eles antes da fundação do mundo (1 Co 2.9).

. O Estado Eterno dos Perdidos – (os descrentes padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e da glória do seu poder - 2 Ts 1.9).

. O Estado Eterno dos Anjos Maus (a Bíblia diz que após o julgamento final o Diabo e seus anjos serão lançados no inferno quando, junto com os ímpios, e serão atormentados para todo o sempre (Ap 20.10).

Conclusão

Procuramos neste trabalho abordar toda a Teologia Sistemática de forma sintetizada para ajudar ao leitor a conhecer a doutrina cristã em sua forma organizada. O assunto foi exposto conforme o encadeamento identificado em praticamente todos os livros de Teologia Sistemática.

Essa visão panorâmica da Teologia Sistemática deve ajudar aos iniciados na fé cristã e também aqueles que já caminham a mais tempo na jornada da vida cristã a darem uma resposta positiva aqueles que venham a indagar da esperança que há no coração do cristão.

Na nossa avaliação a Igreja da atualidade está sofrendo de inanição doutrinária devido aos nossos púlpitos, com rara exceção, não estarem mais preocupados em ministrar todo o conselho de Deus, conforme fazia Paulo em suas viagens missionárias.

Os profetas da atualidade estão mais preocupados em trazer mensagens que agradem ao auditório, que satisfaçam as emoções e os sentimentos das pessoas e que prometam o atendimento das suas necessidades materiais.

Desprezando a doutrina, o pregador cai no erro que tão bem foi identificado em sua época por Charles Spurgeon (século dezenove), famoso pregador batista que parafraseamos a seguir: Estamos com as nossas pregações divertindo os bodes ou alimentando as ovelhas?

Muitos pregadores da atualidade principalmente aquele que ministram no contexto neopentecostal estão sistematicamente bombardeando o saber teológico alegando que o mesmo é estéril, não produz vida, etc, mas o tempo dirá se eles estão construindo o edifício em sólido fundamento ou se em areia movediça.

Uma igreja para ser considerada evangélica deve ter um perfil conforme delineado nas Sagradas Escrituras, sendo um dos requisitos desse perfil a perseverança na doutrina apostólica (At 2.42). Não tendo esse fundamento cedo ou tarde ela vai descambar para a apostasia. Este trabalho visa ajudar a evitar esse mal no meio do povo de Deus.

Queira o bondoso Deus utilizar este pequeno trabalho para a sua glória e benção de sua Igreja.

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Bibliografia de Compêndios de Teologia Sistemática em Língua Portuguesa


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