quinta-feira, 30 de junho de 2016

A Parábola do Grão de Mostarda (4.30-34)

A Parábola do Grão de Mostarda (4.30-34) No texto em apreço nos é informado que o Senhor Jesus profere a quarta parábola seguida do grupo mencionado pelo Evangelho de Marcos. A ênfase novamente nessa parábola é o reino de Deus. Agora Jesus o compara a uma semente de mostarda que naquela região era a menor de todas as sementes. Essa semente apesar de pequenina quando germina produz a maior de todas as hortaliças e nela se aninham as aves do céu. O reino de Deus comparado a essa semente, significa que na sua expressão terrena teria um começo pequeno, mas cresceria extraordinariamente, o que aconteceu no primeiro século da era cristã e continua crescendo no mundo inteiro. As aves que se aninham nessa hortaliça são as pessoas de todo o mundo que creem e aceitam o Rei desse reino e encontram nele um lugar para se abrigar, descansar, crescer, etc. Esse trecho do evangelho termina revelando uma parte do propósito de Deus em usar o método de ensino através de parábolas. “E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender. E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos” Mc 4.33,34. Interessante observar que a interpretação das parábolas era feita em particular para os seus discípulos, cumprindo-se aquilo que Jesus disse: “... porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado”. Mt 13.11. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Parábola da Semente (4.26-29)

A Parábola da Semente (4.26-29) Depois da parábola da candeia, o Senhor profere outra parábola, a da semente. Nessa parábola o reino de Deus é comparado a uma semente lançada à terra que, depois de semeada, por si mesma germina e cresce sem precisar do concurso do homem. Parece-me que nesta parábola o Senhor Jesus Cristo, além de apresentar o reino de Deus aos ouvintes, revela que cabe ao homem apenas semeá-lo, ou seja, divulgá-lo. Daí para frente o seu crescimento é consequência da ação do próprio Deus através do seu Espírito. Nessa parábola o Senhor ainda apresenta o ensino da consumação dos séculos, quando o trigo (os crentes em Cristo) será recolhido da terra e levado para a presença de Deus. No que refere ao Reino de Deus ou dos Céus é importante que entendamos que esse Reino revela o domínio universal de Deus sobre tudo e todos. Esse Reino adquire uma expressão visível com a encarnação do Verbo Divino. Ainda esse Reino é demonstrado pelas ações miraculosas realizadas por Jesus bem como pelos seus ensinamentos. Apesar de todas as criaturas estarem sob o controle desse Reino, os seus súditos são aqueles que reconhecem que são pecadores e que de coração acreditam no Rei desse Reino (Jesus) e O aceitam como Salvador e Senhor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A Parábola da Candeia (4.21-25)

A Parábola da Candeia (4.21-25) Depois de proferir a parábola do semeador e explicar aos seus discípulos o motivo dele falar por parábolas ao povo em geral bem como o significado daquela parábola, o Senhor Jesus profere outra parábola bem pequena que engloba apenas um versículo: “E disse-lhes: Vem, porventura, a candeia para ser posta debaixo do cesto ou debaixo da cama? Não vem, antes, para se colocar no velador?” Mc 4.21. Em seguida o Senhor Jesus faz uma advertência relacionada a essa parábola, nestes termos: “Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça.” Mc 4.22,23. Depois Jesus chama a atenção de todos sobre a questão do julgamento que se faz de outrem. “... Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada” Mc 4.24. Essas palavras de Jesus nos fazem lembrar sobre o mandamento de não julgarmos uns aos outros, pois só Deus, o justo Juiz, é que tem condições de julgar a todos. Leia Tg 4.11,12. Quanto à lição da parábola, é bom observar que Jesus ensinou que os crentes nele são a luz do mundo, e que essa luz deve brilhar a fim de que Deus seja glorificado pelas boas obras realizadas por eles. Veja Mt 5.14-16. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Parábola do Semeador (4.1-20)

A Parábola do Semeador (4.1-20) Nessa parte do seu evangelho, Marcos apresenta quatro parábolas proferidas por Jesus, sendo a primeira a parábola do semeador. Uma parábola é uma história tirada a partir do cotidiano da vida dos tempos de Jesus, que apresenta uma lição de cunho moral ou espiritual. Ainda a parábola era uma técnica didática usada pelos mestres de então. Na parábola do semeador é-nos apresentada uma semeadura em que uma parte da semente cai à beira do caminho, a outra cai entre pedregulhos, outra cai entre espinhos e a outra em boa terra. Nas três primeiras semeaduras não há produção de frutos. Só a semente que cai em boa terra é que produz frutos. Explicando a parábola em particular aos seus discípulos, Jesus disse que a semente é a palavra de Deus. O terreno chamado à beira do caminho é aquele coração que recebe a palavra, mas o maligno tira dele a semente. O terreno com pedregulhos é aquele coração que recebe a palavra com alegria, mas não a conserva de coração diante das dificuldades da vida cristã, sendo de pouca duração. O terreno com espinheiros é aquele coração que recebe a palavra, mas os cuidados e deleites da vida sufocam a palavra e ela não produz frutos com perfeição. A boa terra é aquele coração que recebe com fé a palavra e ela encontra guarida nele e produz fruto em abundância. Nessa parábola o Senhor ensinou que a pessoa que interioriza a Palavra de Deus produz muitos frutos para a glória de Deus. Pr. Eudes Lopes. Cavalcanti

PREGAÇÃO DO PASTOR EUDES - 05/06/16 - PRIVILÉGIOS E RESPONSABILIDADES DO CRISTÃO

sábado, 4 de junho de 2016

A Família de Jesus (3.31-35)

A Família de Jesus (3.31-35) Depois de relatar a crítica dos fariseus ao Senhor Jesus pelo fato dele está exercendo o seu poder na expulsão de demônios, Marcos nos apresenta um incidente em que a família de Jesus (mãe e irmãos) o procura para falar com ele quando ele estava ministrando numa casa em Cafarnaum. Marcos relata o episódio assim: “Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram e estão lá fora” Mc 3.31,32. Esse aviso deu ensejo ao Senhor Jesus ensinar uma grande lição sobre o valor da Igreja aos olhos de Deus. “E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos” Mc 3.33,34. Dessa situação se extrai a seguinte lição: os crentes em Cristo fazem parte de uma família, a família de Deus. Os laços que unem os membros dessa família são mais preciosos aos olhos de Deus do que os laços que os unem as suas famílias naturais. No que refere a família de Jesus, noutro relato Marcos fala sobre os seus componentes: Maria, sua mãe, os irmãos Tiago, Judas, José e Simão e irmãs, sem mencionar os nomes delas (Mc 6.3). Como não é mencionado o nome de José, esposo de Maria, tudo indica que ele já tinha falecido. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Blasfêmia dos Escribas (3.20-30)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Blasfêmia dos Escribas (3.20-30) Nesse trecho do seu evangelho, Marcos informa que o Senhor Jesus estava numa residência para onde afluiu uma grande multidão. Em seguida o evangelista informa que a família de Jesus, Maria e seus irmãos, ouvindo o que estava acontecendo naquela casa saíram para prendê-lo, porque achava que ele estava fora de si, devido Jesus está expulsando demônios. Em seguida, Marcos relata um comentário feito pelos fariseus que diziam que Jesus expulsava os demônios pela autoridade de Belzebul, o príncipe dos demônios. Isso deu ensejo ao Senhor proferir uma parábola que falava que Satanás não teria nenhum interesse de expulsar os demônios que estão sob o seu controle, pois assim o seu reino estaria dividido e um reino dividido não poderia subsistir. Ainda nessa parábola Jesus deixou bem claro que só quem pode expulsar demônios é quem tem poder para tanto (entrar na casa do valente, dominar o valente e espoliar a sua casa), e isso Ele tinha. Depois, Jesus trata sobre o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, pecado esse que não se tem perdão. A blasfêmia contra o Espirito é a deliberada decisão de uma pessoa de não dá credito a obra realizada pelo Espírito, ou seja, a resistência de um indivíduo a ação do Espírito que quer levá-lo fé em Cristo. Esse é o único pecado para o qual não há perdão. É o famoso pecado para a morte falado por João (1 Jo 5.16). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti