sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Oração do Pai Nosso (A Paternidade de Deus)

A Oração do Pai Nosso (A Paternidade de Deus)
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
  A oração do Pai Nosso começa nos ensinando que devemos nos dirigir respeitosamente a Deus como Pai.
   Quando se trata da paternidade de Deus temos que levar em consideração duas coisas. A primeira é a que trata de Deus como Pai de Jesus. Na Teologia Sistemática encontramos que o Pai gerou o Filho, e o Filho foi gerado pelo Pai. Essa geração não é aquela que ocorreu no ventre de Maria por obra e graça do Espírito Santo. No livro de Salmos (Sl 2.7) encontramos o Pai declarando que o Filho foi gerado por Ele. “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esse hoje é um hoje atemporal, é o hoje eterno de Deus. Que esse texto é cristológico não temos dúvidas nenhuma, pois ele é aplicado a Cristo no livro de Hebreus em duas ocasiões (Hb 1.5; 5.5). O próprio Jesus, em diversas ocasiões, declarou a Sua filiação divina. “Eu e o Pai somos um”. Jo 10.30. (Veja ainda Jo 5.17,20,37, etc). Assim fizeram também os apóstolos de Jesus  e outros escritores bíblicos. “Porque a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” Hb 1.5. (Veja Gl 4.4; 2 Pe 1.17; 1 Jo 1.3, etc.).
   A outra área que queremos enfatizar sobre a paternidade de Deus é aquela definida no Seu programa redentor, de receber como filhos adotivos aquelas pessoas que creem em Seu Filho Jesus Cristo.
     Eis aí uma das mais extraordinárias revelações encontradas no Novo Testamento: Deus, graciosamente, resolveu se constituir Pai daqueles que tem fé em Jesus. “Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome” Jo 1.12. Paulo, apóstolo, também fala sobre o assunto em suas cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Efésios. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.5. “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama; Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” Gl 4.5-7. (Veja ainda Rm 8.15-17).
   A paternidade de Deus tem profundas implicações na vida de seus filhos adotivos. O Pai Celeste tem direito sobre eles em tudo, inclusive de discipliná-los, quando são infringidas as suas diretrizes. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho” Hb 12.5,6.
    Essa paternidade ainda quer dizer que temos em Cristo intimidade com Deus, a ponto de poder chamá-lo de “Abba, Pai”. Essa expressão denota uma extraordinária intimidade e pode ter o significado em nossa língua de papai, paizinho.
    A paternidade de Deus também nos garante o Seu cuidado (1 Pe 5.7), a Sua proteção (2 Ts 3.3), as Suas provisões (Fp 4.19), e a posse, no devido tempo, de uma herança inaudita nos Céus reservada para nós. Em relação a essa herança nos Céus veja 1 Pe 1.4: “para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros”.
    Quando estivermos orando pensemos em Deus como nosso Pai e curvemo-nos diante dEle com um coração submisso,  e procuremos viver de acordo com a sua vontade, que é boa, perfeita e agradável, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.                
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti.


 

A Oração do Pai Nosso

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
    Começamos com este boletim a primeira de uma série de reflexões sobre a oração do Pai Nosso.
    A oração do Pai Nosso foi uma resposta do Senhor Jesus a uma aspiração dos seus discípulos que pediram que ele os ensinasse a orar. “E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor,  ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos” Lc 11.1. Os evangelistas Mateus e Lucas registraram a resposta do Senhor Jesus, sendo que em Mateus (Mt 6.9-13)  a oração do Pai Nosso é mais completa do que o resumo dela feito pelo evangelista Lucas (Lucas 11.2-4).
    O estudo da oração do Pai Nosso se reveste de especial importância, primeiramente porque foi o próprio Deus quem ensinou a oração. Em segundo lugar porque nela encontramos preciosos temas teológicos, que iremos dissertar mesmo que de forma sucinta sem a perda da qualidade; e em terceiro lugar porque ela reflete o desejo de Deus de como devemos nos dirigir a Ele em oração.
   Ao longo da Bíblia encontramos o registro de orações proferidas por diversos servos de Deus como, por exemplo, a de Moisés, a de Salomão, diversas de Davi, dos profetas, da Igreja Primitiva, de Estevão, de Paulo. Umas longas outras curtíssimas como, por exemplo, a de Pedro quando se afogava no Mar da Galiléia (Senhor, salva-me!), mas nenhuma se compara com a oração ensinada por Jesus, pelas razões citadas acima, principalmente porque ela saiu dos próprios lábios do Senhor.

    Essa preciosíssima oração contempla grandes temas teológicos, a saber: A paternidade de Deus (Pai nosso);   o lugar da habitação de Deus (que estás nos Céus); a santidade de Deus (santificado seja o teu nome); o reino de Deus (venha a nós o teu reino; porque teu é o reino); a vontade de Deus (seja feita a tua vontade assim na terra como no Céu); a provisão de Deus (o pão nosso de cada dia dá-nos hoje); o perdão de Deus (perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores ); a proteção de Deus (não nos deixes cair na tentação); o livramento de Deus (mas livra-nos do mal); o poder de Deus (porque teu é o poder); a glória de Deus (porque tua é a glória). Também iremos dissertar sobre o Amém com o qual Jesus encerrou a oração.
     Resumindo os temas teológicos contidos na oração do Pai Nosso, podemos dizer que eles revelam o próprio Deus identificando-O como Pai, como Santo, como Rei, como um Ser Pessoal, como o Deus provedor do seu povo, Deus perdoador, Deus Protetor, Libertador, Deus detentor de todo o poder e Deus glorioso.
     Infelizmente a oração do Pai Nosso não é muito enfatizada pela Igreja protestante, talvez porque a Igreja Católica Romana ao utilizá-la constantemente a popularizou. A oração do Pai Nosso é uma propriedade do povo de Deus em geral e não propriedade desse ou daquele segmento cristão.  Apesar de a Igreja Romana usar a oração mais do que a Igreja protestante ninguém pense que essa preciosa oração é patrimônio dela.
     Lembramos que essa oração encontra-se nos Evangelhos de Mateus e Lucas, como já foi dito, e principalmente porque ela foi ensinada por Jesus, nosso Senhor, para que os seus discípulos a proferisse em seus cultos quer particular ou junto com a comunidade.
      Esperamos ainda no Senhor que ninguém faça como fez uma irmã que assistia os trabalhos de uma determinada Igreja e que deixou de frequentá-los porque estava sendo estudado o Credo Apostólico. Aquela irmã achava que o Credo era um documento da Igreja Católica e por isso indigno, na visão dela, de ser utilizado pela Igreja Evangélica. 
    Esperamos em Deus que a 3ª IEC/JPA, bem como o povo de Deus que está acessando ao nosso site WWW.3iec.com.br façam bom proveito desses estudos, porque certamente eles irão fortalecer a fé dos crentes em Cristo, de fazer-lhe crescer espiritualmente, pois essa oração nos ensina como devemos nos dirigir a Deus, reconhecendo a Sua suficiência e a nossa total dependência dele.          
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

PREGAÇÃO PASTOR EUDES 04/05/14

Não Cobiçarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O último mandamento do Decálogo trata da proibição à cobiça. “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” Ex 20.17.
    O verbo cobiçar, segundo o dicionário de língua portuguesa de Aurélio, significa: “ter cobiça de; apetecer muito. Desejar (o que é de outrem)”. Então, cobiça é um  desejo veemente de  possuir aquilo que é de outra pessoa. 
   Vemos na história bíblica alguns episódios em que a cobiça levou indivíduos a pecarem contra Deus. O primeiro caso foi o desejo de Eva de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Satanás espertamente instigou esse sentimento no coração daquela mulher quando  disse que aquele fruto, caso fosse comido por ela, a faria ser semelhante a Deus. “Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” Gn 3.4,5. Eva impressionada com a malfadada explicação do texto feita pelo Diabo deixou-se dominar pela cobiça e o resultado foi comer do fruto proibido, levando a seu marido a comer também, e as consequências  todos  nós sabemos. “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6.

    Outro caso registrado na Bíblia em que a cobiça levou a um dos soldados de Israel, na época da conquista da terra da Promessa, cometer pecado contra Deus, que trouxe para ele, sua família, e para o povo de Deus resultados  funestos.  Acã movido pela cobiça, segundo o seu próprio testemunho, se apropriou do anátema e o escondeu em sua tenda. “E respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela” Js 7.20,21.
     Outro episódio que mostra bem o perigo da cobiça foi o protagonizado por Absalão, filho de Davi, que usurpou o trono pertencente ao seu pai, obrigando ao rei a fugir de Jerusalém para escapar com vida. (Veja essa história em 2 Samuel capítulos 15, 16, 17 e 18). O resultado desse pecado levou Absalão à morte prematura.
     Ainda outro episódio foi o de Adonias outro filho de Davi que, mesmo sabendo que Salomão seria o herdeiro no trono de Israel, pôs os olhos grandes no trono que não lhe pertencia. “Então, Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele” 1 Rs 1.5. O resultado dessa cobiça também foi a sua morte prematura, como juízo de Deus (1 Rs 2.23-25).
    No meio da Igreja Primitiva houve um caso de cobiça manifestado por um novo convertido que, vendo que pela imposição de mãos dos apóstolos os crentes recebiam o poder do Espirito Santo, quis possuir essa capacidade, oferecendo  dinheiro. “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus” At 8.18-21.
    Alguém já disse, e é verdade, que a cobiça é irmã gêmea da inveja. A pessoa cobiça porque tem inveja do que os outros têm.       
    Paulo recomenda aos crentes que não se deem a cobiça do que quer que seja, inclusive daquilo que não é material como, por exemplo, o ávido desejo de ser reconhecido por parte do povo de Deus (vanglórias). “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” Gl 5.26.
                             Pr. Eudes Lopes Cavalcanti