sábado, 28 de dezembro de 2013

Creio no Juízo Final

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Continuando o estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos contemplar a questão do Juízo Final, pois o Credo diz que Jesus virá para julgar os vivos e os mortos. “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
    Deus ao criar o homem lhe deu uma responsabilidade moral e um código de ética para ser cumprido. Pelo fato de Deus  ter criado o homem tem direito sobre ele de exigir o cumprimento desse  código e o julgará de acordo com ele. “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” At 17.30,31. (Veja ainda Ec 12.13,14).
   Esse grande julgamento ocorrerá imediatamente após a Segunda Vinda de Cristo, sendo ele o Juiz supremo desse tribunal. “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes  as ovelhas; E porá as ovelhas a sua direita, mas os bodes a esquerda” Mt 25.31-33. 

      No livro de Apocalipse, João viu uma representação figurada do grande Juiz. Ele é descrito como tendo um vestido longo, cingido pelos peitos com um cinto de ouro, a sua cabeça e cabelos eram brancos como a neve e os seus olhos como chama de fogo. Os seus pés eram semelhante a latão reluzente e a sua voz como o ruído de uma cachoeira, o seu rosto era como o sol na sua força e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes (Ap 1.13-16; 19.15).
      Segundo o texto do sermão escatológico de Jesus citado, o julgamento final começará com o julgamento das ovelhas de Jesus, da Igreja. Paulo disse que todos nós (os crentes) iremos comparecer diante de Deus para dar conta de nossa mordomia. Entenda-se mordomia como algo pertencente a Deus e dado para ser administrado por nós, as ovelhas de Jesus (vida, tempo, bens e dons). “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” 2 Co 5.10.E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” Ap 22.12. (Veja ainda 1 Co 3.11-15; Rm 14.10-12).    
     O julgamento da Igreja não é para condenação (Rm 8.1,2,31-39) e sim para recompensar os fiéis (Ap 11.18).     
     Com a Igreja julgada e devidamente recompensada, Jesus, o grande Juiz, irá tratar com os bodes (os não-salvos). Nessa fase do julgamento a Igreja estará ao lado do Senhor. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos e julgar as coisas mínimas?” 1 Co 6.2. Depois de julgar os ímpios e destiná-los a perdição eterna (Ap 20.11-15), o Senhor julgará os anjos caídos, inclusive Satanás, ainda com a presença da Igreja, Consigo. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?...” 1 Co 6.3. (Veja ainda 2 Pe 2.4; Jd 6).
   Para que o Julgamento Final tenha ocasião, faz-se necessário que todas as pessoas tenham morrido (Ap 19.17-21), exceto a última geração da Igreja que será arrebatada (1 Ts 4.17),  e ressuscitadas com os corpos com os quais viveram neste mundo, corpos especiais (ímpios) e corpos glorificados (os justos). “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29. (Veja ainda Dn 12.2; Ap 20.5,11-13).
   Irmãos, temamos ao grande Juiz, preparemo-nos para esse grande dia, procurando viver conforme o código de ética entregue por Ele para ser  obedecido por todos.
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Creio que Jesus virá segunda vez

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Senhor Jesus veio a este mundo pela primeira vez para revelar o Pai e para realizar a obra redentora que possibilitou ao homem se reconciliar com Deus, perdoando-lhe os pecados e salvando a sua alma da perdição eterna. Ao longo do seu ministério terreno o Senhor Jesus disse que voltaria novamente a este mundo, que é a promessa da sua segunda vinda. O credo apostólico contempla esse magno assunto, quando diz: “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
       A segunda vinda do Senhor é um dos eventos mais bem documentado de todo o Novo Testamento, pois em quase todos os livros dessa parte da Bíblia, a exceção de Filemom, 2 e 3 João, encontramos referências diretas ou indiretas sobre esse que é o mais importante evento esperado pela Igreja – a segunda vinda do Senhor Jesus.
      Citamos a seguir dois registros dessa promessa feita pelo próprio Senhor: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” Jo 14.2,3. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão; e verão o filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” Mt 24.30. (Veja ainda Mt 24.42,44;etc).

    No Antigo Testamento há também referências sobre esse evento, principalmente a encontrada no livro de Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não será destruído” Dn 7.13,14.
      Anjos e apóstolos do Senhor também falaram sobre o assunto: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o viste ir” At 1. 10,11. “Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.15,16.
    A Segunda Vinda do Senhor terá as seguintes características: 1) Será uma vinda pessoal  (Jo 14.3; At 1.11); 2) Será uma vinda física (Mt 24.30; Ap 1.7); 3) Será uma vinda visível (Mt 24.30; Ap 1.7); Será uma vinda gloriosa (Mt 16.27; 24.30; Ap 19.11-14).
    Quanto aos sinais da segunda vinda encontramos no sermão escatológico de Jesus diversos deles (a grande tribulação, o aumento da ciência, o aumento da iniquidade, o esfriamento espiritual, etc). Em relação à apostasia (o abandono da fé cristã professada), Paulo nos diz: “Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; por que não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado; o filho da perdição” 2 Ts 2.2,3.
   Quanto ao dia e a hora da vinda do Senhor, ninguém está autorizado a marcar a data, pois Deus não a revelou a ninguém (nem a homens, nem a anjos, nem mesmo a Jesus como homem), conforme Mt 24.36,42).
    Regozijemo-nos irmãos com essa esperança e sirvamos a Deus com fidelidade, enquanto aguardamos a segunda vinda de Jesus.     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 14 de dezembro de 2013

Creio na entronização de Cristo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Credo Apostólico confessa que o Senhor Jesus após subir aos Céus assentou-se a direita da Majestade nas alturas.  Neste boletim iremos tratar da entronização de Cristo nos Céus, pois o Credo diz: “Jesus Cristo... está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso”.
      A Bíblia Sagrada ao longo do Antigo Testamento revela que o Messias vindouro seria estabelecido Rei para sempre. A primeira promessa de um rei messiânico foi dada por Deus a tribo de Judá quando Jacó abençoava os seus filhos antes de morrer: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre os seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” Gn 49.10. Essa promessa foi renovada a Davi, quando Deus disse que um descendente seu  reinaria para sempre. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16.
    Quando os magos por revelação divina foram a Jerusalém procurar o recém-nascido rei dos judeus, toda a cidade se alvoroçou, porque estava na expectativa do cumprindo da promessa de Deus. “... onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos a adorá-lo” Mt 2.2.

    Pilatos quando interrogou a Jesus perguntando se ele era rei, Jesus não o negou e disse que o seu reino não era de natureza politica e sim espiritual. “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo;...” Jo 18.36.
A Bíblia revela que um dos ofícios de Cristo é o oficio real, pois é Rei dos reis. “E no vestido e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores” Ap 19.16. (Veja ainda Ap 17.14; 1 Tm 6.15).
        Quando Jesus ressuscitou e ascendeu aos Céus, a fase seguinte do seu Estado de Exaltação foi a sua entronização. Ao chegar aos Céus Jesus foi recebido pelo Pai Celeste e por toda a corte celestial, e naquela ocasião Ele foi celebrado pela obra realizada, e depois se  assentou ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.6; Hb 2.9). No Salmo 24 encontramos um texto maravilhoso sobre o assunto que diz, em nossa opinião, o que aconteceu quando Jesus retornou vitorioso aos Céus depois de realizar a obra redentora: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; Levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória” Sl 24.7-10.
        Assentado no  seu trono de glória Jesus governa o universo (Sl 103.19; 1 Pe 3.22), especialmente aqueles que um dia se submeteram ao seu senhorio, a sua Igreja. Como Rei, Jesus entronizado nos Céus, está escrevendo a história, pois Ele é quem foi credenciado, pela obra que realizou neste mundo, a abrir o livro selado com sete selos, do livro de Apocalipse (Ap 5.1-10).
      Sabemos pelas Escrituras que nada acontece na vida de um crente genuíno a não ser o que foi ordenado ou permitido por Deus, pois Jesus tem o controle de todas as coisas, como Rei que é. “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22.
      Tanta confiança tinha Paulo no governo soberano do Senhor Jesus, que disse numa de suas cartas: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” Rm 8.28.
      Portanto queridos irmãos, descansemos debaixo da potente mão de Deus, pois o Senhor Jesus tem tudo sob o seu controle. Procuremos servir a Deus de todo o nosso coração, pois nos foi dito por Ele: “... e eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém” Mt 28.20. (Veja ainda Hb 13.5,6).           
       Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Creio que Jesus ascendeu aos Céus

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Neste boletim iremos tratar da assunção do Senhor, conforme confessado pelo Credo Apostólico. Creio que Jesus “subiu ao Céu”.
      Como já foi dito, no estudo da Cristologia  encontramos uma área que contempla os Estados de Cristo (Humilhação – Encarnação, sofrimento, morte e sepultamento; Exaltação – Ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, portanto, a ascensão do Senhor um dos estágios do Estado de Exaltação de Cristo.
    Segundo as Escrituras, o Deus verdadeiro é o Deus transcendente, ou seja, habita num lugar fora do alcance do homem, e que é ao mesmo tempo o Deus imanente, que interage com a sua criação.
    Os Céus é o lugar da habitação de Deus, o seu habitat natural. “Para ti que habitas nos Céus levanto os meus olhos” Sl 123.1. A terra é o lugar da habitação do homem. “Os Céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens” Sl 115.16.
    Para realizar a obra redentora, o Filho de Deus desceu dos Céus onde habitava  para a terra, o lugar onde o ser humano habita. Na terra ele iria oferecer a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados dos homens. “Porque eu desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” Jo 6.38.
   Depois de morrer na cruz do Calvário, Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme previsto nas Escrituras.   Depois de sua ressurreição o Senhor Jesus ainda ficou na terra por um espaço de quarenta dias, dando instruções aos seus discípulos, que teriam a incumbência de testemunhar da sua gloriosa ressurreição. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeita ao reino de Deus” At 1.3.
     A ascensão do Senhor deu-se depois de quarenta dias de ressurreto, e o local foi em Betânia, próximo de Jerusalém. Veja o relato bíblico sobre o assunto: “E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles, e foi elevado ao céu” Lc 24.50,51. O evangelista Marcos relata o fato, assim: “Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus” Mc 16.19. Novamente Lucas faz menção ao fato da ascensão do Senhor no livro de Atos: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado as alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” At 1.9-11.
    Em seu ministério, o Senhor Jesus já vinha notificando aos seus discípulos que após concluir a obra redentora voltaria para o lugar donde viera. “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” Jo 6.62. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar” Jo 14.2. “Disse-lhe Jesus: não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” Jo 20.17. No evangelho de João encontramos que o Senhor tinha consciência de que iria voltar para o lugar donde viera, após a conclusão da obra redentora. “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus ia para Deus” Jo 13.3.  
    Ao chegar aos céus Jesus foi recebido pelo Pai e por toda a corte celestial, sendo celebrado pela obra realizada, e assentou-se ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.9).   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 30 de novembro de 2013

Creio que Jesus ressuscitou dos mortos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.  Amém.
      Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos tratar da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme confessado nesse importante documento da fé cristã: Creio que Jesus “ressurgiu dos mortos ao terceiro dia”.
      A Bíblia nos revela que Deus é Todo Poderoso, não sendo nada impossível para Ele, inclusive tornar a dá vida a quem faleceu. No Antigo Testamento encontramos dois casos de ressurreição de mortos: o do filho da mulher sunamita registrado em 2 Rs 4.17-37, e o de um cadáver que foi lançado apressadamente na sepultura de Eliseu que ao tocar nos ossos do profeta, ressurgiu dos mortos (2 Rs 13.20,21). No Novo Testamento três pessoas ressurgiram dos mortos através do ministério do Senhor Jesus: a filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17) e o mais famoso, o de Lázaro (Jo 11.1-45). Ainda encontramos o caso de Dorcas que foi ressuscitada pela instrumentalidade do apóstolo Pedro, pelo poder de Deus (At 9.36-42).Tem ainda o caso de Êutico que caiu de um terceiro andar e  morreu, mas Paulo pelo poder de Deus o levantou dos mortos (20.7-12), e o outro, a ressurreição de diversos santos quando da morte de Cristo (Mt 27.50-53).
   Quanto à ressurreição de Cristo todos os evangelhos fazem referência a ela (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18). Esse grande acontecimento já tinha sido vaticinado no Antigo Testamento no Sl 16.8-11, texto este citado por Pedro no seu sermão no dia de Pentecostes (At 2.25-28). O próprio Jesus em diversas ocasiões, em seu ministério, revelara que iria morrer, mas que ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 16.21; 17.22,23; 26.32; 27.63,64).
Olhando para um dos relatos históricos desse grande acontecimento (o de Mateus) nos é dito que no terceiro dia de morto, houve um grande terremoto localizado, pois um anjo desceu dos Céus e removeu a pedra que tapava o sepulcro. Os soldados que guardavam o sepulcro desmaiaram, e Jesus ressurgiu dos mortos.
     O Senhor Jesus que sempre existiu como Deus (forma espiritual), assumiu uma natureza humana na encarnação. Viveu e morreu com o corpo encarnado e com esse mesmo corpo ressurgiu dos mortos, agora glorificado, revestido de imortalidade, incorruptível, e ainda com esse mesmo corpo apareceu aos seus discípulos, sendo reconhecido por eles.
   As provas da ressurreição de Jesus são pela ordem crescente: o túmulo vazio (Mt 28.6); o testemunho de dois anjos que presenciaram o acontecimento (Lc 24.4-6), e as aparições de Jesus depois de ressurreto, inclusive ao apóstolo Tomé que dissera, após ouvir o testemunho dos que O viram ressuscitado, que só acreditaria se tocasse no Seu corpo, no que foi atendido pelo Senhor conforme relato de João (Jo 20.19-29).
    Segundo as Escrituras, o Cristo ressurreto apareceu às testemunhas previamente escolhidas por Deus para serem testemunhas da ressurreição do Senhor (At 1.3; 10.40,41), sendo elas: “Maria Madalena (Mc 16.9-11; Jo 20.11-18); algumas mulheres (Mt 28.8-10); Pedro (Lc 24.34; 1 Co 15.5); dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24.13-35); dez discípulos uma semana depois (Jo 20.19-24); onze discípulos com Tomé presente (Jo 20.26-29); quinhentos  irmãos de uma vez (1 Co 15.6); Tiago irmão do Senhor (1 Co 15.7); onze irmãos  na Galiléia (Mt 28.16-20; Mc 16.14-18); onze discípulos em Jerusalém quarenta dias depois ( Lc 24.36-53; At 1.3-12); e a Paulo (1 Co 15.8)”. (fonte: Bíblia Anotada, Ryrie).
    A crença e a profissão de fé na morte e na ressurreição de Cristo (a essência do Evangelho) são de primordial importância para a salvação do homem. “O qual (Jesus) por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25. “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” Rm 10.9.
    A ressurreição de Cristo é o padrão da ressurreição dos crentes falecidos (Fp 3.20,21), sendo Ele as primícias (1 Co 15.20,49) e depois dEle os Seus, na Sua segunda vinda (1 Co 15.23). 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Creio que Jesus foi sepultado

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Avançando no estudo do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico do sepultamento do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo logo após a sua ignominiosa morte na cruz do Calvário, pois o Credo diz que Jesus padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
      A sepultura é o último estágio do processo de degradação do ser humano, é o lugar final na terra da terrível sentença de Deus sobre o pecado. Ainda a sepultura é o lugar onde o corpo sem vida é depositado para se desfazer em pó. “... porquanto és pó, e em pó te tornarás” Gn 3.19.
   No estudo da Cristologia encontramos uma parte que trata dos Estados de Cristo (Estado de Humilhação – encarnação, sofrimento, morte e sepultamento, e o Estado de Exaltação – ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, como vimos, o sepultamento o ultimo estágio do Estado de Humilhação de Cristo.

   Reportando-nos ao fato histórico, os evangelhos nos dizem que após a morte de Jesus, o seu corpo foi tirado da cruz e levado a um sepulcro novo, escavado numa  rocha, próximo ao lugar onde  morrera, e ali sepultado. Esse sepulcro pertencia a um discípulo de Jesus,  mesmo que em oculto, membro do Sinédrio judaico, mas que não tivera nenhum envolvimento com a condenação do Senhor (Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42).
O texto sagrado nos diz que foi José de Arimatéia quem se dirigiu a Pilatos e pediu que lhe desse o corpo do Senhor  para ser sepultado, o que foi atendido por Pilatos (Mt 27.57-60; Mc 15.43-46; Lc 23.50-53; Jo 19.38). Diz ainda um dos evangelhos que Arimatéia, junto com outro discípulo chamado Nicodemos, envolveu o corpo num lençol junto com as especiarias, como faziam os judeus nos sepultamentos (Mt 27.59; Mc 15.46; Lc 23.53; Jo 19.39,40). Após ser colocado o corpo de Jesus no sepulcro escavado na rocha foi rolada uma pedra para fechá-lo. Concluído todo esse processo cumpriu-se uma Escritura profética do Antigo Testamento que vaticinara que Jesus seria sepultado entre os ricos (Is 53.9).
   Mateus nos revela ainda que os líderes religiosos de Israel pediram a Pilatos que lacrasse o sepulcro e colocasse guarda diante dele para, segundo eles, evitar que os discípulos de Jesus viessem de noite e tirassem o corpo de Jesus  e depois propagasse que ressuscitara dos mortos. Nesse pedido eles fizeram referência às palavras do Senhor que dissera que depois de três dias ressuscitaria dos mortos. Na ocasião injuriaram a Jesus chamando-o de enganador (Mt 27.62-66).
   Considerando que na ocasião da morte física há uma separação da parte material (corpo) da parte espiritual (alma ou espírito) e que esta última se projeta na eternidade, onde estaria a alma de Jesus entre a sua morte e a sua ressurreição? Uns alegam que nesse período Jesus desceu ao Hades (lugar dos mortos desencarnados) e ali pregou aos espíritos das pessoas antediluvianas, que estavam aprisionados, e para isso se apoiam em 1 Pe 3.19,20. Outros ensinam - o que é correto - que o corpo de Jesus logo após a sua morte foi depositado numa sepultura e a sua alma foi para o Céu, para a presença do Pai celestial donde voltaria para reassumir o seu corpo quando de sua ressurreição. Lembrem-se de que Ele disse a um dos que foram crucificados com Ele, que apelou para a sua misericórdia: “... Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” Lc 23.43. E lembre-se ainda o que foi dito pelo Senhor quando estava morrendo: “... Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito...” Lc 23.46.
  Quanto à explicação do texto de  Pedro, o ensino correto é que Jesus pregou através de Noé à geração antediluviana, enquanto aquele patriarca preparava a arca que  salvaria a si e sua família daquela catástrofe universal.               
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Creio que Jesus morreu na cruz

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico da morte de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário e sua implicação teológica na vida dos seres humanos.
      Vimos no artigo anterior que Jesus foi condenado à morte pelo tribunal judaico por ter blasfemado, segundo os seus acusadores, contra Deus. Como os judeus não podiam aplicar a pena de morte, que no caso seria por apedrejamento, por estar sob a jurisdição do império romano, o caso foi levado a Pilatos, procurador romano,  para ser consumado. Mesmo o tribunal romano não tendo razões para condenar Jesus à morte, segundo o próprio juiz que julgou o caso, Pilatos, por conveniência politica e pressão das autoridades judaicas Jesus foi entregue à morte de crucificação que era a pena aplicada pelos romanos. Isto aconteceu para que se cumprissem as palavras de Jesus quando profetizou que seria esse o tipo de morte que iria sofrer (Mt 20.18,19; Jo 18.31,32).
     Na hora terceira (nove horas da manhã) Jesus foi pregado na cruz e nela passou seis horas, vindo a falecer na hora nona (três horas da tarde) do mesmo dia, sexta-feira, o dia anterior ao sábado.

    Segundo o relato do evangelista João os líderes judeus pediram a Pilatos que quebrassem as pernas dos três condenados para que os seus corpos não ficassem pregados na cruz no dia de sábado, no outro dia da crucificação (Dt 21.22,23). Autorizados por Pilatos os soldados quebraram as pernas dos dois malfeitores que ladeavam Jesus, mas a Ele não fizeram isso porque já tinha morrido, e também para se cumprir a palavra profética que dizia que nenhum de seus ossos seria quebrado (Ex 12.46; Jo 19.36). Um dos soldados para se certificar de que de fato Jesus tinha morrido o feriu com a lança num de seus lados, saindo do ferimento sangue e água, conforme relato de João (Jo 19.34,37).
   Alguém poderia objetar por que Jesus morreu tão cedo, comparado com os outros dois que foi preciso que lhes quebrassem as pernas para que isso acontecesse. A questão é que nenhum dos malfeitores que foi crucificado com Ele sofreu o que Ele sofrera. Os flagelos que Jesus sofreu, antes da sua crucificação, por si mesmo poderiam acarretar a sua morte. Ele foi terrivelmente chicoteado, sofreu uma pressão psicológica inimaginável, levou pancadas na cabeça, cravaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, etc (Mt  20.19; 27.26; Jo 19.1; Mt 27.30; Mc 15.19).
   Todos os relatos feitos pelos quatro evangelistas afirmam categoricamente que Jesus morreu (Mt 27.50; Mc 15.37; Lc 23.46; Jo 19.30). Transcrevemos a seguir um desses relatos: “E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou” Lc 24.46.
    Quanto às implicações teológicas da morte de Jesus, ela foi: 1) uma morte sacrificial, um sacrifício pelos pecados dos homens (Hb 10.12); uma morte propiciatória, tornando Deus favorável ao homem (1 Jo 4.10); uma expiação pelo pecado, removendo a culpa (Hb 2.17 ); uma morte redentora, pagou o preço da redenção do seu povo (Ef 1.7); uma morte vicária, em favor de outros (1 Pe 3.18 ); uma morte substitutiva, em lugar de outrem (1 Pe 2.24); foi ainda um grande brado de vitória sobre os poderes das trevas (Cl 2.14,15). Nada na história da redenção se compara com a morte de Cristo na cruz, essa foi a maior de todas as suas obras realizadas em seu ministério terreno, pois ela foi o único ato que reconciliou o homem pecador com Deus.
   Aqueles que dizem que Jesus não morreu na cruz,  que desmaiou, que teve uma sincope, e que depois de ser tirado da cruz desapareceu da história, e por não acreditarem também em sua posterior ressurreição, labutam em terrível  erro que vai lhes custar a perdição eterna.             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Creio que Jesus foi crucificado

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O método de executar pessoas com a crucificação começou na Pérsia e foi trazido por Alexandre Magno para o Ocidente e utilizado frequentemente pelos romanos. Na crucificação combinavam-se dois elementos - vergonha e tortura, e por isso era considerado um ato ignominioso.
      O castigo imposto pela crucificação começava com a flagelação do condenado, depois de ser sido despojado de suas vestes. Na flagelação a vítima era amarrada num tronco e chicoteada com um azorrague que tinha pregos e pedaços de ossos nas pontas. Às vezes no ato da flagelação o condenado morria devido não resistir aos ferimentos. Ainda no ato de flagelação o réu era obrigado a levar a haste menor da cruz até o local de sua execução onde já se encontrava a haste maior fixada no chão.
    No ato em si da crucificação, a vitima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, tendo as mãos e os pés amarrados ou  fixados por pregos. A morte ocorria por asfixia devido ao peso sobre as pernas sobrecarregar a musculatura abdominal dificultando, barbaramente, o processo de respiração. Era uma morte lenta e terrível. Às vezes para abreviar a morte da pessoa quebravam-lhe as pernas (Jo 19.31-34).

   Segundo a lei mosaica, a pessoa que sofresse a morte por crucificação (pendurada num madeiro) seria considerada maldita. “Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás  no mesmo dia, porquanto o pendurado é maldito de Deus...” Dt 21.22,23. O apóstolo Paulo falando da morte de Cristo cita esse texto em Gálatas 3.13, quando disse que Cristo se fez maldição por nós, morrendo na cruz.
   O Senhor no final de seu ministério revelara aos seus discípulos que seria condenado e morto por crucificação. “Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão a morte. E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará”  Mt 20.18,19.
   A lei mosaica determinava que os blasfemadores fossem mortos (Jo 19.7) por apedrejamento (Lv 24.10-16,23). Jesus foi condenado pelo tribunal judaico, segundo os seus acusadores, pelo pecado de blasfêmia, mas como os judeus estavam sob o controle do império romano,  não tinham autorização para executar ninguém (Jo 18.31), foi por isso que os sacerdotes o levaram ao tribunal  romano para que fosse condenado por ele e aplicado a pena de morte por  crucificação, como estava previsto no programa divino (Jo 18.32).
   Os evangelhos revelam que depois de flagelado pelos soldados romanos, Jesus foi obrigado a levar a cruz (haste menor) até o lugar onde seria supliciado, sendo ajudado por Simão Cirineu que carregou a cruz por ele, visto que não aguentava mais de tão ferido que estava (Mt 27.26-32; Mc 15.15-22; Lc 23.25,26; Jo 19.1,16,17).
   Num monte próximo a Jerusalém chamado Calvário, Jesus foi pregado na cruz às nove horas da manhã e morreu às três horas da tarde do mesmo dia. Ao seu lado foram crucificados dois malfeitores, um a sua direita e o outro a sua esquerda (Mt 27.33-50; Mc 15.22-37; Lc 23.33-46; Jo 19.17-30).
   Na cruz, Jesus proferiu as suas últimas palavras: 1) perdoou os seus algozes; 2) garantiu o paraíso a um dos condenados arrependido; 3) entregou Maria sua mãe aos cuidados de João e João aos cuidados dela; 4) clamou: “Eli, Eli, lemá sabactâni”; 5) disse que estava com sede; 6) disse ainda “está consumado”; 7) e disse “Pai nas tuas mãos entrego o meu espirito”. 
  Quanto à cruz, o instrumento usado para a morte de Cristo, ela não deve ser venerada. A verdadeira veneração deve ser dada ao crucificado, Aquele que morreu pelos nossos pecados. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Creio que Jesus padeceu sob Pôncio Pilatos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Muitos teólogos acham estranho que numa declaração de fé se contenha uma informação histórica como tem o Credo Apostólico, quando cita o nome do procurador romano Pôncio Pilatos sob cujo governo padeceu Jesus Cristo. Hoje vemos como foi importante essa informação, devido alguns negarem a historicidade de Jesus.
     Segundo os historiadores, Pôncio Pilatos foi o quinto procurador romano na Judéia, e governou aquela difícil província do império romano nos anos de 26 D.C. a 36 D.C. sendo destituído do cargo devido à excessiva força com que tratou uma revolta entre os galileus (Lc 13.1,2).
    Paulo escrevendo aos Gálatas (4.4) nos revelou que na plenitude dos tempos Deus enviou o seu Filho nascido de mulher. Tratando-se da plenitude dos tempos no programa divino, é preciso que nos reportemos ao livro do profeta Daniel onde encontramos uma revelação sobre as grandes potencias que iriam dominar o mundo conhecido, até ao primeiro advento de Cristo, pela ordem, Caldeus, Persas, Gregos e Romanos (cabeça de ouro, tórax e braços de prata, ventre e coxas de cobre, pernas de ferro e pés de ferro e de barro, da estátua do sonho de Nabucodonosor). Dn 2.31-45.

   As pernas de ferro e os pés de ferro e de barro, que Daniel falou era o império romano que depois de submeter o dilacerado império grego conquistou o mundo todo.
Esse império é retratado ainda por Daniel como o animal terrível do capitulo sete de sua profecia, que a tudo destruía. “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; e devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; e era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez pontas” Dn 7.7.
    Como era grande a extensão física do império romano, para administrá-lo os imperadores romanos nomeavam procuradores para representar o império nas províncias conquistadas, cabendo a Pilatos a Judéia, a província mais difícil de ser administrada, devido ao nacionalismo judaico alicerçado em sua religião monoteísta.
   Lucas no início do seu evangelho trata de informar os lideres políticos da época em que João Batista e, pouco depois, Jesus começaram os seus ministérios (Lc 3.1), dentre eles Pilatos. Todos os quatro evangelhos dizem que o Senhor Jesus foi apresentado a Pilatos pelas autoridades religiosas de Israel para ser dada a sentença final já decidida pelo tribunal judaico (Mt 27.11-26; Mc 15.1-15; Lc 23.1-25; Jo 18.28-40; 19.1-16). Isso aconteceu devido Roma ter puxado para si a decisão final quando se tratava de condenar alguém à morte, no âmbito do império (Jo 18.31). Além disso, estava já determinado por Deus que a morte de Seu filho seria por crucificação, que era a pena comum aplicada pelo império romano aos piores criminosos (Mt 26.2; Jo 18.32; At 4.27,28). Se a pena de morte de Jesus fosse executada pelos judeus, ele teria sido apedrejado e não crucificado conforme mandava a lei mosaica, quando se tratava de pecado de blasfêmia  –  a acusação contra Jesus (Lv 24.10-16,23).
   Pilatos até tentou libertar Jesus, pois percebeu que a acusação fora motivada por inveja (Mt 27.18; Mc 15.10). Além disso, sua mulher lhe revelara que tivera um sonho e muito sofrera por isso, e aconselhou ao seu marido a não se envolver com a causa daquele justo (Mt 27.19), mas devido a pressão dos principais lideres religiosos de Israel e por conveniência politica, condenou Jesus a morte por crucificação.  
   Segundo se infere do texto de Atos 4.27,28, Pilatos já tinha sido designado por Deus para ser um dos instrumentos para levar Jesus à cruz, a fim de realizar a obra redentora. O fato de ter sido usado por Deus com esse propósito não o exime da responsabilidade moral pelo ato praticado.         
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Instruções para Preparação ao Batismo


Instruções Básicas


para


Preparação ao Batismo




Rev. Eudes Lopes Cavalcanti
Outubro de 2013 (Revisão)
Sumário
                                                                                                                               
Introdução

I - A Bíblia Sagrada                                                                      
II - O Pecado                                                                             
III - A Salvação                                                                                    
IV - A Santificação                                                                      
V - A Igreja                                                                               
VI - O Batismo Cerimonial                                                              
VII - A Ceia do Senhor                                                                  
VIII - O Culto Cristão                                                                    
IX- A Oração                                                                             
X - A Contribuição                                                                       
Conclusão
Bibliografia





INTRODUÇÃO


          

               A elaboração desta apostila tem como objetivo principal fornecer as Igrejas Evangélicas Congregacionais, como também, a outro grupo evangélico que assim desejar, um material  sucinto que facilite o trabalho dos professores das classes  de catecúmenos e, ao mesmo tempo, proporcionar aos alunos uma melhor compreensão dos assuntos estudados na sua preparação ao batismo.

         Nessa obra de preparação ao batismo, faz-se necessário que as informações básicas sobre a doutrina cristã sejam repassadas aos batizandos de forma tal que os mesmos ao se submeterem ao batismo o façam de maneira consciente.

         Queira o Todo-Poderoso Deus abençoar este trabalho visto que o mesmo é feito com a intenção de facilitar o trabalho da Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, e ao mesmo tempo, glorificar o Seu santo Nome.



I - A BÍBLIA SAGRADA
1. Conceito    
         Chama-se Bíblia o conjunto de 66 livros inspirados por Deus, aceitos pela Igreja Evangélica como única regra de fé e prática do cristão.
2. A Divisão da Bíblia 
         A Bíblia Sagrada divide-se em duas grandes partes: O Antigo e o Novo Testamento.
         A Palavra Testamento, relacionada à Bíblia Sagrada, significa Pacto ou Aliança.
3. Classificação dos  livros da Bíblia
         Classificamos os livros da Bíblia Sagrada da seguinte maneira:  
a) Antigo Testamento (39 livros)      
          a) Pentateuco (Os livros da Lei) - Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
         b) Os Livros Históricos -  Josué,  Juízes,   Rute,   1 Samuel,  2 Samuel,  1 Reis,  2 Reis, 
1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
         c) Os Livros Poéticos - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.
         d) Os Livros Proféticos - Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel (Profetas Maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (Profetas Menores).
         Os títulos Profetas Maiores e Profetas Menores não têm nada haver com a importância do profeta nem com a sua mensagem e sim com a quantidade de capítulos e versículos, bem como quanto ao tempo de ministério do profeta no meio do povo de Israel.

b) Novo Testamento (27 livros)
            a) os Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João (Os três primeiros são chamados de Evangélicos Sinóticos, pois os relatos são semelhantes).
         b) O Livro Histórico - Atos dos Apóstolos.
         c) As Cartas Paulinas - Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios,                        Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito e Filemon.
         d) A Carta aos Hebreus.
         e) As Epístolas Gerais - Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João e       Judas.
         f) O livro da Revelação - Apocalipse.
4. A Inspiração da Bíblia
         Por inspiração da Bíblia queremos dizer que Deus, na pessoa do Espírito Santo, influenciou de maneira sobrenatural os autores dos livros das Sagradas Escrituras, fazendo assim com que os seus relatos se convertessem em autênticos registros da verdade revelada.
         Assim sendo, toda a Bíblia foi inspirada por Deus Verbal (2 Pe 1.20,21) e Plenariamente (2 Tm 3.16).
         Por Inspiração Verbal, queremos dizer que a influência do Espírito Santo foi além da direção dos pensamentos, chegando até a seleção das palavras usadas para transmitir a mensagem que foi registrada nos escritos originais.
         Por Inspiração Plenária, queremos dizer que todas as palavras da Bíblia, desde a primeira do livro de Gênesis até a última do livro de Apocalipse, foram inspiradas por Deus.
5. Autoria e Tempo de Preparo da Bíblia
            A Bíblia foi escrita por mais ou menos 40 escritores de diversos matizes culturais, num período de aproximadamente dezesseis séculos. O mais antigo escritor de livro da Bíblia foi Moisés e o mais recente, o apóstolo João.
6 - As Línguas Originais
            O Velho Testamento foi escrito em quase sua totalidade em hebraico a língua dos judeus, exceto pequenos trechos escritos em aramaico (Ed 4.8-6.18; 7.12-26; Dn 2.4-7.28; Jr 10.11), a língua comercial da época. O Novo Testamento foi escrito em sua totalidade na língua grega (grego koinê = popular).
 7 - O Personagem Central da Bíblia
         O Senhor Jesus Cristo é o personagem central da Bíblia. Jesus é identificado nos livros  das Sagradas Escrituras através dos tipos, das figuras, dos símbolos, das profecias diretas, de sua biografia e dos escritos dos seus apóstolos.
        Vejamos a identificação de Jesus em cada livro da Bíblia Sagrada:
Gênesis         - A Semente da Mulher
Êxodo           - O Cordeiro Pascoal
Levítico                  - O Sacrifício Expiatório
Números        - A Rocha
Deuteronômio- O Profeta Prometido
Josué            - O Príncipe do Exército do Senhor
Juizes              - O Libertador
Rute              - O Parente Remidor
1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas - O Rei de Israel
Esdras e Neemias - O Restaurador
Ester             - O Advogado
               - O Redentor que Vive
Salmos            - Tudo em todos
Provérbios     - A Sabedoria Divina
Eclesiastes     - A Razão Suprema do Viver
Cantares        - O Amado
Isaías... Malaquias - O Messias
Os Evangelhos (Mateus... João) - O Cristo
Atos dos Apóstolos - O Espírito
As Epístolas (Romanos... Judas) - A Cabeça da Igreja
Apocalipse     - O Alfa e o Ômega
II - O PECADO
1 - Conceito
      a) “Pecado é qualquer falta de conformidade com a Lei de Deus, ou a transgressão dessa Lei.”
      b) Pecado é tudo aquilo que falamos, pensamos ou praticamos e que vai de encontro à vontade de Deus revelada em Sua Palavra.
2 - Origem do Pecado
       a) No Céu - O pecado teve origem no Céu, entre os anjos de Deus, quando Lúcifer, o querubim ungido, rebelou-se contra o Criador, sendo expulso do Céu juntamente com um terço dos anjos que o seguiram (Is 14.12-17; Ez 28.11-19; Ap 12.3,4).
      b) Na Terra - O pecado surgiu na terra quando os nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram à ordem dada por Deus e comeram, por instigação do Diabo, do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16,17; 3.1-6,17).
3 - As Conseqüências do Pecado de Adão
         O pecado dos nossos primeiros pais trouxe para eles e seus descendentes a morte, conforme Deus tinha dito (Gn 2.16,17).
            A morte, que é o salário do pecado (Rm 6.23), tem três dimensões, a saber:
      a) Morte Espiritual - É a destituição no homem da glória de Deus. É a separação do homem de Deus, desde o seu nascimento (Rm 3.23; Ef 2.1; Cl 2.13; Jo 5.24).
      b)      Morte Física - É a separação da parte espiritual (alma ou espírito) da parte material (corpo) (Gn 3.19; 35.18; Ec 12.7; Tg 2.26).
     c) Morte Eterna - É a eterna separação entre o homem e Deus. Ela acontece  quando a pessoa morre fisicamente, estando morto espiritualmente, isto é, separado de Deus, sem o perdão de seus pecados e sem a salvação de sua alma que só pode ser proporcionada por nosso Senhor Jesus Cristo (2 Ts 1.9; Dn 12.2; Mt 10.28; 25.41; Lc 16.22; Ap 20.15).

4 - Abrangência do Pecado

     a) Corrupção Total da Natureza Humana.
         O pecado atingiu o ser humano em sua totalidade - o seu corpo, a sua alma ou o seu espírito (Is 1.4-6; Rm 7.15-20; Mt 15.18-20; Sl 51.5; Ef 2.3).
     b) Propagação Universal
         O pecado propagou-se em todos os seres humanos, através de Adão e Eva. Isso quer dizer que a raça humana é uma raça pecadora; pois o homem traz, desde quando nasce, o germe do pecado em seu coração (Rm 3.9-19,23; 5.12,17,18; Sl 51.5). 
5- A Hediondez do Pecado
            O pecado é hediondo porque provoca as seguintes coisas:
    a) Fere a Santidade de Deus
         Deus é um Ser Puro, Santo, Imaculado e exige de suas criaturas morais (o homem e a mulher) santidade de vida. Qualquer pecado do ser humano fere frontalmente a santidade divina (Lv 19.2;  20.7; 1 Pe 1.15,16; Is 6.3).
    b) Escraviza o homem
         O homem foi feito por Deus uma criatura livre, mas o pecado se assenhoreou dele e o fez seu escravo (Jo 8.34; Rm 6.16; 7.14; Cl 1.13).
   c) Destrói no Homem a Imagem de Deus
         O pecado descaracteriza o homem deformando a imagem de Deus, com a qual foi criado (Gn 1.26,27; Rm 3.23; Ef 4.17-19,22).
      d) Condena o Homem a Perdição Eterna
         O pecado, por causa de suas conseqüências, leva o homem à perdição eterna, caso não receba a salvação através de Jesus Cristo. “O salário do pecado é a morte...” Rm 6.23. Veja ainda  Rm 5.12; Ez 18.4,20; Tg 1.15.
III - A SALVAÇÃO
1 - Conceito
            É a manifestação da graça de Deus, através de Jesus Cristo, na vida de uma pessoa, salvando-a da perdição eterna, quando ela, arrependida, num ato voluntário de fé aceita e crê em Jesus como seu único, suficiente e eterno Salvador.
2 - A Concepção da Salvação
         A salvação do pecador perdido foi concebida pelo conselho da Santíssima Trindade, segundo o eterno propósito de Deus em Cristo Jesus, antes da fundação do mundo (1 Pe 1.18-20;  Ef 1.3-5; 3.8-12; At 4.26-28; Ap 13.8).
3 - O Fundamento da Salvação
         A salvação do pecador perdido está  fundamentada no grandioso amor que Deus tem pelas suas criaturas morais. Esse amor, que é um dos atributos morais da Deidade, é o amor sacrificial, desinteressado, não circunstancial. É o amor eterno que Deus nos tem em Cristo Jesus (Jo 3.16; Rm 5.8; Gl 2.20; 2 Ts 2.16; 1 Jo 4.8-10,16,19; Ap 1.5).
4 - A Realização do Ato Salvífico
         A salvação foi realizada por nosso Senhor Jesus Cristo, Filho Eterno de Deus, que veio a este mundo em carne e ofereceu a sua preciosa vida em sacrifício na cruz do Calvário, para salvar da perdição eterna que pesava sobre o homem por causa de seus pecados. Para autenticar o ato Redentor feito pela Sua morte, Jesus ressuscitou dentre os mortos pelo poder de Deus (Jo 3.16; 1 Tm 1.15; 2.5; Hb 5.9; 7.25; 1 Co 15.3,4; Ef 1.5-7; Cl 1.13,14; At 4.12).
5 - O Oferecimento Gratuito da Salvação
         Deus em Cristo Jesus oferece, gratuitamente, a salvação a todos os pecadores perdidos. A salvação é um dom gratuito de Deus ao homem (Rm 6.23; Tt 2.11; Is 55.1-3; Jo 7.37; Mt 11.28-30; Ef 2.8; Ap 22.17).
6 - A Apropriação da Salvação
         Para se apropriar da salvação dois passos são exigidos ao ser humano por Deus: o primeiro é o arrependimento e o segundo  é a fé (Mc 1.15; At 2.38; 3.19; Ef 2.8).
           a) Arrependimento - Deus exige que o ser humano, para receber dele o perdão, arrependa-se de seus pecados, isto é, reconheça a sua condição de pecador perdido aos olhos do Todo-Poderoso e tome a firme decisão de abandonar a vida pecaminosa (Lc 15.17-20; 18.13; 24.47; At 17.30,31; Mc 1.15).                                                                                                                                                     
           b) A fé (Crer em Jesus) - O outro passo que deve ser tomada é o passo da fé. A salvação oferecida, gratuitamente, por Deus ao pecador perdido, deve ser recebida pela fé. O pecador, arrependido, deve aceitar e crer em Jesus como seu único, suficiente e eterno Salvador (Mc 1.15; Mc 16.15,16; Ef 2.8; At 16.31; Rm 5.1; 10.8-11; Gl 2.16; 3.11).
7 - O Alcance da Salvação
         Assim como o pecado atingiu toda a estrutura do ser humano (corpo, alma ou espírito), assim também, a salvação alcança o homem integralmente. Para um grande mal, o maior dos remédios. A Bíblia diz em 1 Ts 5.23: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.53,54; 5.4,5; Lc 1.46,47).
         - Para o corpo a salvação garante glorificação (Fp 3.20,21: 1 Co 15.50-54) .
         - Para a alma ou espírito a salvação proporciona o perdão (Ef 4.32; 1 Jo 2.12) e  vivificação (Ef 2.1,2,5; Rm 6.11).
8 - A Posse da Salvação
         A salvação é gozada neste mundo, a partir do momento em que a pessoa arrependida crer em Jesus como seu Salvador pessoal, e tem um prolongamento por toda a eternidade através da vida eterna dada por Deus  (Jo 5.24; 3.16; 6.47; Lc 23.43; 1 Jo 5.11,12).
9 - As Bênçãos Decorrentes da Salvação
         Grandes são as bênçãos decorrentes da salvação, senão vejamos:
           a) Perdão dos pecados - No ato da conversão, todos os pecados da pessoa são perdoados pelo poder do sangue de Jesus. “E ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1 Jo 2.2. (Ef 4.32; Cl 2.13; 3.13; Mt 9.2; 1 Jo 2.12; Sl 32.1).
         b) Justificação - No ato da conversão a pessoa é declarada justificada diante de Deus pela imputação da justiça ou méritos de Cristo. “Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” Rm  3.26. (Rm 3.24,28; 5.1,9; 8.30,33; Tt 3.7).
        c) Redenção - Quando da conversão a pessoa é resgatada da escravidão do pecado e do poder do Diabo e transportada, espiritualmente, para o Reino da Luz, graças ao poder redentor do sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” 1 Pe 1.18,19. (Rm 3.24; 1 Co 1.30; Ef 1.7; Cl 1.14; Hb 9.12; 1 Co 6.20; 7.23).
          d) Regeneração - No ato da conversão, a pessoa é regenerada, transformada em nova criatura, nascendo de novo pela instrumentalidade do Espírito Santo. “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.” Tt 3.5,6. (Jo 3.3; 1 Pe 1.3,23; 2 Co 5.17).
         e) Adoção - Quando a pessoa se converte ela é adotada por Deus como filho, passando a gozar, a partir daí, dos direitos e privilégios inerentes a essa nova relação estabelecida com o Pai Celestial. Isso implica também na responsabilidade que recai sobre o crente de viver conforme o Evangelho de Cristo. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Jo 1.12. (Rm 8.15; Gl 4.5-7; Ef 1.5; 1 Jo 3.1,2).
         f) Reconciliação - No ato da salvação, a pessoa é reconciliada com Deus por intermédio de Jesus Cristo, desfazendo-se, assim, a inimizade que existia entre Deus e o homem por causa do pecado. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” 2 Co 5.18,19. (1 Tm 2.5; Rm 5.10,11; Ef 2.12-19; Cl 1.20; Hb 9.15; 12.24).

             g) Santificação - No ato da conversão, a pessoa é purificada de seus pecados numa ação instantânea da graça de Deus. Isso é chamado de Santificação Posicional. Daí por diante o crente tem que se esforçar para manter o seu coração puro diante de Deus. Chama-se essa fase da santificação de Experimental. “Aquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.” Ap 1.5. (1 Jo 1.9; 1 Co 6.11; Hb 10.10,29; 1 Ts 4.3,7; 5.23).
             i) Glorificação - No programa de Deus, em relação à Igreja, há uma bênção futura para todo os crentes, que é a redenção ou glorificação do corpo. Isso quer dizer que todos os salvos, quando do arrebatamento da Igreja, terão os seus corpos glorificados, habilitando-os, assim, a viverem para sempre com o Senhor. “Pois a nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Fp 3.20,21. (Rm 8.17,30; Cl 3.4; 1 Pe 5.1; 1 Jo 3.2; Ef 5.27; 1 Co 15.53-57).
IV - A SANTIFICAÇÃO
1 - Conceito
         a) “Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados no homem interior,  segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e viver para retidão.”
         b) “Santificação é aquela operação graciosa e contínua do Espírito Santo pela qual ele purifica o pecador da contaminação do pecado, renova toda a sua natureza à imagem de Deus, e o habilita a praticar boas obras.”

2 - Classificação
         a) Posicional (ocorrida no ato da conversão) Todo o salvo é chamado de santo ou de santificado em Cristo Jesus. (Rm 1.7; 1 Co 1.2; 2 Co 1.1; Ef 1.1; Fp 1.1; Cl 1.2; 1 Co 6.10,11).
         b) Experimental (um processo que nos acompanhará por toda a nossa existência terrena) (1 Ts 5.23; 3.13; Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 1.29; Ef 2.21; 1 Pe 2.2; 2 Pe 3.18).
3 -  Abrangência da Santificação
         a) O Interior da Pessoa - Assim como o pecado tem origem no interior da pessoa, assim também a obra de santificação deve começar por aí, pois é do coração que procedem as saídas da vida. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4.23.   (Mt 23.25,26; Mt 7.17-20; Sl 19.14; 1 Ts 5.23).
         b) O Exterior da Pessoa - A obra de santificação abrange também a vida exterior da pessoa, ou seja, os seus atos e as suas palavras. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mt 5.16. (1 Ts 5.23; 1 Co 6.20; 1 Pe 1.15; Fp 2.15).
4 - Os Agentes da Santificação
         a) O Agente Divino (Deus, através da ação poderosa do Espírito Santo, é quem gera um viver santificado no salvo) “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17.17. (1 Ts 5.23; Rm 1.4; Ef 5.26; 2 Ts 2.13; 1 Jo 1.7).
         b) O Agente Humano (o salvo também é responsável pela santificação de sua vida, colaborando assim com Deus na grande obra de um viver que agrade ao Senhor) “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hb 12.14. (1 Ts 4.3,7; Js 3.5; 1 Pe 1.15; Ef 4.17-32).
5 - Os Recursos Usados para a Santificação    
      Deus, na sua graça, pôs a nossa disposição poderosos recursos para vivermos uma vida santificada, senão vejamos:
         a) A Palavra de Deus - A Bíblia Sagrada é um dos poderosos instrumentos usados por Deus para santificar a vida do crente. “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” Sl 119.9. (Jo 17.17; Hb 4.12; Ef 5.26,27; 2 Tm 3.16,17).
         b) O Espírito Santo - A terceira pessoa da Santíssima Trindade, O Espírito Santo, nos foi dado por Deus também para trabalhar na área de santificação da vida. Ele habitando no crente, que é parte do plano de Deus na Dispensação da Graça, é o grande motivador de uma vida de santidade. “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.” Rm 8.5. (Rm 8.6; Gl 5.22,23; 5.16,17; Tg 4.4,5).
         c) A Oração - A oração sincera, feita em nome de Jesus, é outro poderoso instrumento que Deus usa para santificar a vida da pessoa salva. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26.41.  (Ef 6.18; Lc 22.31,32; Tg 5.16; 1 Ts 5.17; Cl 4.2; Ef 3.14-20).
         c) O Sangue do Senhor Jesus Cristo - O sangue de nosso Senhor Jesus Cristo foi derramado na cruz do Calvário para nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. Há um glorioso poder purificador no sangue de Jesus. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” 1 Jo 1.7. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 Jo 1.9. (Ap 1.5; Hb 9.14; 13.12; 10.10,14).
6 - A Razão de Ser da Santificação
         a) Por Causa da Santidade de Deus - A santificação se faz necessária na vida do crente devido a um dos atributos morais de Deus, a Sua santidade. “... Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” 1 Pe 1.15. (1 Pe 1.16; Lv 11.44; 19.2; 20.7; 1 Jo 3.3: Mt 5.48). 
         b) Por Causa da Glória de Deus - Nós, o povo de Deus, temos uma grande missão neste mundo, que é glorificar o nome do Senhor nosso Deus, principalmente, com a nossa maneira de  viver. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mt 5.16. (1 Pe 2.12; Jo 15.8; 1 Co 6.20; 10.31; Fp 1.27).
         c) Por Causa da Necessidade de Sermos Usados por Deus - Nós fomos salvos para servir a Deus neste mundo. A Igreja é o instrumento usado por Deus para fazer as virtudes de nosso Senhor Jesus Cristo conhecidas de todos; e Ele só pode nos usar se vivermos uma vida de santificação. “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.” 2 Tm 2.21. (Ez 22.30; Is 52.11; Is 6.5-8; Js 3.5).      
7 - A Santificação Plena (Perfeição)    
     A santificação plena  que nós chamamos também de perfeição, no programa divino, é um ato futuro, e ocorrerá quando da segunda vinda  de Jesus e o conseqüente arrebatamento dos crentes com corpos glorificados. “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a  palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.” 1 Co 15.54. (1 Co 13.10,12; 15.47-53; Pv 4.18).
V - A IGREJA
1 - O Significado da Palavra
            A palavra Igreja é de origem grega (Ekklésia) e significa grupo de pessoas tiradas para fora. A palavra Igreja ainda significa assembleia, pessoas reunidas para deliberarem sobre alguma coisa.
2 - Sua Fundação
         A Igreja na sua expressão visível foi fundada oficialmente no dia de Pentecostes, quando da descida do Espírito Santo sobre aqueles cento e vinte irmãos que estavam reunidos no Cenáculo (At 1.12-15; 2.1). Observemos que o Senhor Jesus, em Mateus 16.18, tinha dito que sobre aquela pedra (a afirmativa dita por Pedro - “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”) edificaria a Sua Igreja, o que de fato aconteceu a sua iniciação naquela festividade judaica. (At 2.1-4).
3 - Seu Alicerce
         A Igreja tem como alicerce a pessoa gloriosa do Senhor Jesus Cristo. Ele é a pedra angular, eleita e preciosa, na qual todo o edifício é construído. “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que está posto, o qual é Jesus Cristo.” 1 Co 3.11. “Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina.” 1 Pe 2.6,7. “... Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo... sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela.” Mt 16.16-18.
4 - Sua Natureza
         A Igreja é um organismo e ao mesmo tempo uma organização. Como organismo, a Igreja é o corpo imortal do Cristo vivo, sendo Ele mesmo a cabeça da Igreja. Dele flui a vida espiritual que mantém o organismo vivo. “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para a edificação de si mesmo em amor”. Ef 4.15,16. Veja, ainda, Ef 1.22,23; 1 Co 12.12-27; Ef 5.23. Como organização, a Igreja é uma instituição local, criada por Deus, para que os seus membros, devidamente organizados em comunidade, possam juntos se edificar mutuamente, crescendo na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
         Pelo fato de a Igreja ser uma organização, o Senhor Jesus instituiu ministérios e ofícios dentro dela, para que ela tivesse um crescimento harmonioso. “E a uns pôs Deus na Igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. 1 Co 12.28. “E Ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do Corpo de Cristo”. Ef 4.11,12. Além dos ministérios acima, foram instituídos pelo Senhor, para auxiliar a administração da Igreja local, os ofícios de presbítero e de diácono, cabendo ao primeiro a atividade de auxílio de governo espiritual e ao último a de beneficência. "Por esta causa te deixei em Creta para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi.” Tt 1.5. “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do  Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço;” At 6.3.
5 - Sua Dimensão     
         A Igreja, em sua dimensão, divide-se em Igreja Universal ou Invisível, Igreja Militante e Igreja Local.
         a) A Igreja Universal ou Invisível- É aquela que já está formada no plano de Deus desde a eternidade. Esta Igreja é formada de todos os salvos, os do passado, os que estão vivos e aqueles que irão ainda se salvar na atual Dispensação. “Mas tendes chegado... a universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus...” Hb 12.22,23. (Ap 7.9; Jo 17.9,20,21; Ef 1.4,5).
         b) A Igreja Militante - É aquela que se encontra espalhada pelo mundo, em todas as Igrejas Locais e até fora delas, lutando pelo progresso do Evangelho. “Paulo... à Igreja de Deus que está em Corinto,... com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”. 1 Co 1.1,2. (1 Pe 1.1,2; 2 Pe 1.1,2; Jd 1; Ap 1.11).
         c) A Igreja Local - É aquela Igreja organizada num determinado local, geograficamente falando, com todas as condições de funcionarem como uma entidade jurídica, segundo critérios estabelecidos na santa Palavra de Deus. “Dizendo: o que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia”. Ap 1.11 (Rm 1.7; 1 Co 1.2; Ef 1.1; Fp 1.1; Cl 1.1; 1 Ts 1.1).
6 - Sua Administração
         Para administrar a Igreja local, o Senhor instituiu os ofícios de Pastor, Presbíteros e Diáconos, cabendo ao primeiro a superintendência geral do trabalho, ao segundo a coadjuvância no governo espiritual da Igreja e ao terceiro a administração das temporalidades da Igreja, especialmente a beneficência.  Este  é  o  modelo  bíblico  de  administração da Igreja. “E ele mesmo deu uns para... pastores...” Ef 4.11. “Lembrai-vos dos vosso guias, os quais vos pregaram a Palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”. Hb 13.7. “Por esta causa te deixei em Creta para que pusésseis em ordem as coisas restantes, bem como em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi”. Tt 1.5. “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria aos quais encarregaremos deste serviço (beneficência). At 6.3. “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam irrepreensíveis, de uma só palavra...” 1 Tm 3.8.
7 - Sua Finalidade
         A Igreja foi fundada por Jesus Cristo com finalidades específicas, a saber:
            a) Prestar culto a Deus - “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rm 12.1. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” Hb 13.15.
         b) Edificar a vida espiritual dos seus membros - “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda a junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” Ef 4.15,16 (1 Co 14.5,19,26; 2 Pe 3.18).           c) Anunciar o Evangelho - “E disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Mc 16.15. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” Mt 28.19. (Lc 24.47; At 1.8).
         d) Cuidar da Beneficência - “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos  a Palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço.” At 6.1-3. “Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” Gl 2.10.
8 - Seu Futuro
         O futuro da Igreja é glorioso. Ela hoje aguarda pacientemente o dia em que, segundo o propósito eterno de Deus, será revestida de glória, como noiva que é do Cordeiro de Deus.  “Quando  Cristo,  que  é a  nossa vida,  se  manifestar, então vós também sereis manifestados  com  ele  em glória.” Cl 3.4. “E  todos  com  o  rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a Glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” 2 Co 3.18. “O qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Fp 3.21.

A Igreja Congregacional
1. Suas Origens:
         As origens da Igreja Evangélica Congregacional remontam a Idade Média (século XVI - 1501-1600), ao tempo da reforma religiosa ocorrida na Inglaterra, em contraposição a tendência da época de uma Igreja centralizada, hierarquizada e ditatorial. À princípio, o Congregacionalismo foi conhecido pelo nome de Independentes”.
2. Conceito:
         A Igreja Congregacional é aquela “comunidade local, formada de crentes unidos para a adoração e obediência a Deus, no testemunho público e privado do Evangelho, constitui-se em uma Igreja completa e autônoma, não sujeita em termos de Igreja a qualquer outra entidade senão à sua própria assembléia, e assim formada é representação e sinal visível e localizado da realidade espiritual da Igreja de Cristo em toda a terra”.
3. Seu Sistema de Governo:
         O sistema de governo congregacional é aquele em que a Igreja se reúne em assembleias, para tratar de questões surgidas  no seu dia-a-dia e tomar decisões relacionadas ao desenvolvimento de seus trabalhos.
         As assembléias da Igreja Congregacional têm a seguinte classificação:
         a) Assembleia Ordinária; b) Assembleia Extraordinária; c) Assembleia Especial.
            a) Assembleia Ordinária - É aquela que é convocada regularmente para decidir sobre assuntos corriqueiros da Igreja.
            b) Assembleia Extraordinária - É aquela que é convocada extraordinariamente para tratamento de assuntos urgentes, não previstos no seu dia-a-dia, e  que requer da Igreja uma solução rápida.
            c) Assembleia Especial - É aquela convocada para a eleição de oficiais, pastores e outros cargos eletivos da Igreja, bem como organização de Congregação e de transformação de Congregações em Igrejas.
4 - Seus Oficiais:
         A Igreja Congregacional tem as seguintes classes de Oficiais:
         a) Pastor; b) Presbíteros; c) Diáconos
            a) Pastor - é o Ministro do Evangelho eleito pela Igreja para pastorear o rebanho de Deus, tendo cuidado dele, como preceitua a Palavra de Deus. (At 20.28; 1 Pe 5.1-4).
           b) Presbítero - é aquele oficial que é eleito pela Igreja para auxiliar o Pastor no governo espiritual da Igreja local.  (Tt 1.5-9; 1 Tm 5.17).
          c) Diácono - é aquele oficial que é eleito pela Igreja para ajudar no cuidado com as  temporalidades da Igreja, especialmente dos crentes necessitados (Beneficência)  (At 6.1-6; Fp 1.1).
5 - Sua Estrutura Eclesiástica:
         Para o funcionamento adequado da Igreja Congregacional, a seguinte estrutura eclesiástica é utilizada: Na parte superior da estrutura está a assembleia de membros, órgão máximo. Logo abaixo vem o Pastorado que, por delegação, recebe da assembleia poderes para a parte eclesial da Igreja. Depois do Pastor ou Pastores vem o corpo de Oficiais (órgão de assessoria), composto de Presbíteros e Diáconos, cada um com atribuições específicas. Depois, seguem-se os Departamentos e Congregações da Igreja e Pontos de Pregação quando houver.
6 - Sua Estrutura Administrativa:
         Por estrutura administrativa, entenda-se o funcionamento da parte ligada a área  patrimonial da Igreja (móveis, imóveis, pessoas sustentadas e/ou contratadas pela Igreja, etc). No topo da estrutura aparece a assembléia, órgão máximo do regime Congregacional. Logo abaixo segue-se o Pastorado que, por delegação, é o Presidente   ex-ofício   da   Estrutura  Administrativa.  Logo  após,  encontramos    a Diretoria do Patrimônio, seguida  dos Departamentos e Congregações da Igreja.
                                     VI – O BATISMO CERIMONIAL
1- Seu Significado
         “É uma manifestação externa de uma graça interna.”.  É o testemunho público da fé que a pessoa tem no Senhor Jesus Cristo.
2. Seu Simbolismo
         O Batismo Cerimonial com água simboliza a ação purificadora do sangue de Jesus Cristo na vida do salvo, ou ainda, o lavar regenerador e renovador produzido pelo Espírito  Santo no pecador perdido no ato da conversão. (Hb 9.13,14; Tt 3.5,6; 1 Pe 1.2; Ez 36.25).
3. A Sua Obrigatoriedade
         O Batismo Cerimonial é obrigatório porque é uma ordenança deixada por Jesus à Sua Igreja. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, BATIZANDO-OS em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.” Mt 28.19 (At 2.38; 8.36-38; 10.47,48).
4. Formas de Batismo
         Há uma grande divergência, no meio evangélico, quanto a forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como na geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:
          a. É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas na pregação de Pedro, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos. (Jo 5.2; 9.7).
         b. As lideranças religiosa e política de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2).
        c. Caso a liderança cristã conseguisse água para encher  um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse no centésimo candidato ao batismo, fosse difícil introduzi-lo no tanque, pois a água já não seria tão limpa, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
        d. Lembremo-nos de que o significado do batismo é purificação e não morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
      e. Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os   fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
        f. Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); Os gentios que estavam na casa de Cornélio, e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. (É muito improvável que já estivesse um tanque preparado para tal ocasião). (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado  em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus. (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere  a imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tenha profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir, pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas. (Considerem aí, também,  a questão da praticidade da aspersão).
5. Em que Nome Deve Ser Realizado?
         O Batismo Cerimonial deve ser realizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, isto é, em nome da Santíssima Trindade, conforme ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 28.19).
6. Por Quem Deve Ser Administrado?
         O batismo cerimonial deve ser administrado por um Ministro Evangélico, devidamente credenciado. (Mt 28.19; At 2.38; 8.38; 16.33; 1 Co 1.14,16).
7. Quem Deve Ser Batizado?
         O batismo deve ser administrado naquelas pessoas que crêem no Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. “... Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e Filipe o batizou”. At 8.36. Veja ainda, o caso do carcereiro que foi batizado após aceitar Jesus como Salvador pessoal, registrado em At 16.30-33. (Veja ainda At 8.12,13).
8. Quando Deve Ser Administrado o Batismo?
         O Batismo deve ser administrado nos que crêem, após uma pública profissão de fé. “... E, respondendo ele (o eunuco), disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e (Filipe) o batizou.” At 8.37,38. (Rm 10.9,10; At 22.16; 16.30-33).
9. Sua Finalidade
         O batismo tem as seguintes finalidades:
a)      Obedecer a uma ordem deixada por Jesus (Mt 28.19,20);
O Senhor Jesus deixou uma ordem para que os cressem fossem batizados. Os crentes genuínos tem prazer em obedecer ao que Jesus ordenou.
b)      Testemunhar publicamente da nova vida do salvo (At 8.36-39);
Quando da ocasião do batismo, o batizando está testemunhando publicamente da sua fé em Jesus Cristo.
      c) Unir o crente a Igreja local e visível (At 2.41).
          O Batismo Cerimonial une o crente a Igreja visível e local, habilitando-o a participar da Ceia Memorial, bem como, atribuindo-lhe os direitos e as responsabilidades inerentes a esta união. (Mt 28.19,20; At 2.41).
10. Suas Limitações
         O Batismo Cerimonial não salva nem complementa nada na salvação de alguém, isto quer dizer que ele não tem poder salvífico. A salvação é uma dádiva de Deus recebida unicamente pela fé em Jesus Cristo. (Ef 2.8; Rm 1.16,17; At 16.31). O Batismo também não fará o crente mais santificado, nem mais forte, nem mais abençoado. (Lc 23.42,43). Então, perguntaria alguém, por que batizar se  o batismo não tem virtude salvadora nem santificadora? A resposta a esta pergunta é simples: Batizamos as pessoas porque Jesus mandou que os que cressem nEle fossem batizados.

VII - A CEIA DO SENHOR
1. O Seu Significado
            É um símbolo memorial da morte redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Co 11.23-25; Lc 22.19,20).
2. A Sua Obrigatoriedade
         Assim como o Batismo é uma ordenança do Senhor Jesus para a Igreja, assim também o é a Ceia do Senhor. “... Fazei isto... em memória de mim”. (1 Co 11.23-25; Lc 22.19,20).
3. Os Seus Elementos
         Na Ceia do Senhor devem ser usados apenas dois elementos: o pão e o vinho. Cada um tem o seu significado específico. O pão simboliza o corpo de Jesus que foi ferido, chagado na cruz em nosso lugar. O vinho representa o sangue de Jesus que foi vertido em nosso favor para nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. (Mt 26.26-28; Mc 14.22-24; Lc 22.19,20; 1 Co 11.23,24; 1 Jo 1.7).
4. Os Seus Participantes
         Só devem participar da Ceia do Senhor aquelas pessoas crentes, batizadas e filiadas a uma Igreja local e que estejam em comunhão com  Deus e com a Igreja a que pertencem. (Mt 26.26,27; Mc 14.22,23; Lc 22.19,20; 1 Co 11.28).
5. A Sua Mensagem
         Quando a Ceia do Senhor é celebrada, são anunciadas duas grandes mensagens: Uma, redentora, a morte de Jesus e a outra escatológica, a sua segunda vinda (1 Co 11.26).
6. Os Seus Resultados
         Os crentes são abençoados quando participam da Ceia do Senhor dignamente. Aqueles que participam da Ceia sem discernir o seu significado ou tem cometido algum pecado que não foi ainda confessado não recebem a benção do Senhor. “De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor”. 1 Co 11.27. “Pois quem come  e bebe  sem  discernir  o corpo, come e bebe juízo para si.   Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem”. 1 Co 11.29,30. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. At 2.42,46.
VIII - O CULTO CRISTÃO
1. Conceito
         O culto cristão é uma reunião, de caráter espiritual, onde os membros e congregados da Igreja se juntam para adorar o Deus Todo-Poderoso, fazer oração ao Senhor e ouvir a pregação de Sua santa Palavra.
2. Os Tipos de Culto
         São os seguintes os tipos de cultos realizados por uma Igreja Congregacional: Culto de oração, Culto Doutrinário e Culto Público de Pregação do Evangelho.
          a) No Culto de Oração – nesse culto a Igreja se reúne para fazer as suas preces ao Deus Todo-Poderoso.
         b) No Culto Doutrinário – nesse culto a Igreja se reúne especificamente para estudar as Sagradas Escrituras.
         c) No Culto Público – nesse culto a Igreja se reúne para adorar a Deus e proclamar a mensagem salvadora do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, no templo ou fora dele.
3. As Partes Componentes do Culto
         O culto, geralmente, tem as seguintes partes componentes: uma oração introdutória, um período de louvor, composto de cântico de hinos pela congregação ou pelos conjuntos da Igreja, um período para a leitura e exposição da Palavra de Deus, um período para as pastorais (avisos), oração e bênção final.
4. A Necessidade do Culto
         O culto foi instituído para atender uma necessidade humana de adorar ao Criador na beleza de Sua Santidade. “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza de sua santidade.” Sl 29.2. “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou.” Sl 95.6. “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito  e em verdade”.  Jo 4.24.
5. O Dever da Realização do Culto
         Sendo Deus o que é, santo, sublime e excelso e outros qualificativos igualmente gloriosos, impõe-se ao ser humano o dever de prestar ao Todo-Poderoso o culto que lhe é devido. “... Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto.” Mt 4.10. “Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.” Sl 29.1,2.
6. As Bênçãos do Culto
         O culto sendo oferecido a Deus com sinceridade de coração traz bênçãos incontáveis para a vida do cristão, como por exemplo: despertamento, renovação, satisfação, exortação, edificação, consolação, etc. (At 2.42-47; 1 Co 14.26-31: Sl 16.11).
IX - A ORAÇÃO
1. A Importância da Oração
         A oração é de uma importância fundamental na vida do povo de Deus. Ela é importante porque:
           a) Jesus a enfatizou - O Senhor Jesus não só enfatizou a oração ensinando, mas sobretudo enfatizou-a praticando. Jesus como homem tinha uma vida de intensa oração: “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.” Hb 5.7. Veja ainda Mt 14.23; 26.36; Mt 6.5-13; 7.7-11; 26.41.
        b) Os Apóstolos a enfatizaram - Os apóstolos do Senhor Jesus enfatizaram muito o uso da oração, tanto praticando quanto ensinando, principalmente, o apóstolo Paulo: “Orai sem cessar.” 1 Ts 5.17. Veja ainda Ef 6.18; Cl 4.2; Rm 1.12.
       c) A Igreja Primitiva a enfatizou - A Igreja Primitiva vivia literalmente de joelhos. No livro de Atos encontramos poderosas reuniões de oração que muito levou Deus a abençoar aqueles irmãos. “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus.” At 4.31. Veja ainda: At 1.14; 2.1; 4.24; 12.5; 16.13; 20.36.
2) A Necessidade da Oração
         O uso constante e perseverante da oração faz-se necessário pelas seguintes razões:
           a) Por causa da tentação. O crente deve orar porque existe um ser espiritual de terrível malignidade, que procura por todos os meios desestabilizar a vida da pessoa, através da tentação. (Mt 4.3; 1 Ts 3.5; Mt 6.13; 26.41).
         b) Por causa do inimigo do povo de Deus - A Bíblia diz que os crentes têm um terrível adversário na pessoa de Satanás, e que só em constante oração é que podemos vencê-lo, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 17.21; 1 Pe 5.8; Tg 4.7; Ef 6.10-18).
        c) Para mantermos a comunhão com Deus. Nós, os salvos, fomos chamados para termos comunhão com Deus e com o Seu Filho Jesus Cristo, isto pelo Espírito Santo. A oração, com certeza, vai nos ajudar nesse propósito.  (At 2.42; 2 Co 13.13; 1 Jo 1.3).29
        d) Para possibilitar a operação de Deus no meio da Igreja. Todas as poderosas manifestações do poder de Deus, no seio da Igreja, tiveram como mola propulsora a oração. Foi assim nos dias que antecederam ao Pentecostes  e em outras ocasiões após esse evento. (At 1.14; 4.31; 8.14-17; 12.5-17).
3) As Dificuldades na Oração
         a) Falta de perseverança. A falta de perseverança causa dificuldade no atendimento as nossas orações. Deus pode responder de imediato as nossas orações, mas, às vezes, Ele demora em fazê-lo, havendo, nesses casos, necessidade de que se persevere em oração. (Lc 18.1; Cl 4.2; Rm 12.12; At 2.42; Sl 40.1).
        b) Falta de fé. A falta de fé é o maior impedimento as nossas orações, pois um coração incrédulo  não será atendido por Deus. (Tg 1.6; Hb 11.6; Mt 17.19,20).
        c) Pecado encoberto. Outra  coisa que causa impedimento as nossas orações é pecado cometido e não confessado ao Senhor. (Is 59.1,2; 2 Cr 7.14; Pv 28.13; 1 Jo 1.9).
4) O Poder da Oração
         a) Na vida espiritual. A oração produz crescimento na vida espiritual da pessoa. (Gn 32.24-30; Ef 6.18; 2 Pe 3.18).
        b) Na vida física. As enfermidades poderão ser curadas pelo poder da oração (2 Rs 20.1-7; Mc 1.30,31; Tg 5.16).
       c) Na vida material. A oração afeta positivamente a vida material da pessoa, considerando que tudo em nossa vida deve ser apresentado a Deus em oração. (1 Rs 3.3-13; 2 Cr 26.5; Fp 4.6).
5) A Resposta da Oração
       a) Positiva - Deus pode responder as nossas orações com um sim. (At 4.23-31; Mc 10.46-52; Jn 2.1,10).
      b) Negativa -  Às vezes, o Senhor também responde as orações com um não. (2 Co 12.8,9; Dt 3.23-27; Gn 18.22-33).
      c) Aguarde - Nem todas as orações são respondidas de imediato. Às vezes demanda tempo para se ter uma resposta do Senhor, por isso Ele manda que perseveremos em oração, vigiando nela com ações de graça. (Sl 40.1; 1 Tm 5.5: Cl 4.2; Rm 12.12; Lc 18.1).
6) Como Fazer Oração
       a) De joelhos - O crente pode orar de joelhos, pois, na Bíblia encontramos muitos exemplos de pessoas que se ajoelharam para orar. (1 Rs 8.54; Lc 22.41; Dn 6.10,11; Gn 24.11-14; At 20.36; Ef 3.14).
      b) Sentados - O crente também pode orar assentado. O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja quando os irmãos estavam assentados, tudo indica orando (At 2.1,2). (Ex 17.12).
         c) Em pé - Orar em pé também é uma maneira de orar ao Senhor, pois, na realidade, o que importa é que a oração parta de um coração sincero e contrito diante de Deus. (Ex 17.8-11; 2 Rs. 20.1-3).
        d) Deitado - Se a situação o exigir, principalmente por causa de enfermidade, o crente pode orar ao Senhor deitado. “Já estou cansado do meu gemido; toda a noite faço nadar a minha cama, molho o meu leito com as minhas lágrimas” Sl 6.6.
7) Onde Fazer Oração
        a) Na Igreja - A oração pode e deve ser feita no templo, junto com os outros irmãos (At 1.13,14; 12.5; 4.23-31). (As Igrejas, geralmente, têm na sua programação cultos de oração).
        b) Em casa - Em casa também podemos e devemos orar ao Senhor, sós ou juntos como família. (Mt 6.6; Dn 6.10,11; 9.1-4).
        c) Em qualquer lugar - O crente deve e pode orar ao Senhor em qualquer lugar. (1 Tm 2.8; Gn 24.11-14,63).
8) A Credencial da Oração
         A grande e única credencial da oração aos olhos do Deus Todo-Poderoso é o precioso nome de Jesus. Toda a oração deve ser feita em nome de Jesus, se não for assim, não será aceita diante de Deus - (Jo 14.13,14; 16.23,24; 1 Tm 2.5; Ef 2.18; Hb 10.19-22).
                                                         X - A CONTRIBUIÇÃO
         Deus, na Sua sabedoria infinita, instituiu um sistema de contribuição para que o Seu trabalho se desenvolvesse adequadamente sem precisar de recursos oriundos de outras fontes, a não ser dos seus filhos. O sistema divino de contribuição é composto de Dízimo, Ofertas Alçadas e Ofertas Voluntárias.
1. O Dízimo
         É a décima parte daquilo que o cristão ganha e que deve ser entregue a Deus através da Igreja (Casa de Deus), para que haja mantimento nela. (Ml 3.10).
         a) O Dízimo antes da Lei - Antes de Deus entregar a Lei a Moisés para que Israel fosse guiado por ela, já se encontrava, no meio dos patriarcas, o salutar costume de dizimar, isto é, de entregar aos representantes de Deus, aqui na terra, a décima parte do que tinham ou recebiam com algum trabalho executado. Foi assim com Abraão, que deu o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18-20). Encontramos também o patriarca Jacó dizimando (Gn 28.22). Esse abençoado costume dos patriarcas foi, mais tarde, testificado pelo escritor da carta aos Hebreus (7.6,9).
         b) O Dízimo Durante a Lei - A Lei Mosaica estabeleceu, como obrigatório, o dízimo para todos os israelitas. O Dízimo durante a Lei era entregue aos levitas e estes por sua vez entregavam o dízimo dos dízimos para sustento daqueles que oficiavam no Tabernáculo (os sacerdotes). Os dízimos serviam também para a manutenção do Templo, da casa de Deus. (Lv 27.30; Nm 18.21,24-26; Dt 14.22-29; 26.12-15; Ne 10.37,38; Ml 3.8-11).
         c) O Dízimo Depois da Lei - (Dispensação da Graça) - A Lei e os profetas duraram até João. Daí em diante, começou  com Cristo outra Dispensação, a da Graça, onde o cristão não é mais obrigado a guardar a Lei Mosaica, chamado de Velho Concerto. Com relação ao dízimo, como parâmetro de contribuição para os cristãos, encontramos uma palavra do Senhor Jesus registrada em Mt 23.23 que trata do assunto: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer estas coisas sem omitir aquelas”. Com estas palavras, o Senhor Jesus credenciou a continuidade da contribuição do dízimo na atual Dispensação, como princípio divino de contribuição para o sustento de seu trabalho. Veja ainda: Lc 11.42; Mt 22.21. O apóstolo Paulo escrevendo aos cristãos em Corinto, em sua segunda carta capítulo 3, fala sobre um tipo de contribuição que não fosse pesada a nenhum dos membros da Igreja; fala, também, de igualdade na contribuição. Qual é a contribuição da qual todos participam de acordo com as suas posses, com igualdade e que não é pesada a todos, senão o dízimo.
2. Ofertas Alçadas
         São aquelas ofertas levantadas para ocasiões especiais, atendendo a uma necessidade específica da Igreja. Todos os crentes, no caso, são convocados a contribuírem para um alvo definido. “Então disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.”  Ex 25.1,2. Veja ainda os textos: Ex 35.4-9; Lv 6.12,13; Ne 13.31; 2 Co 9.1-5.
3. As Ofertas Voluntárias
         São aquelas contribuições voluntárias diferente do dízimo e das ofertas alçadas, que são entregues à Igreja sem o objetivo específico de atender a alguma necessidade ou a algum apelo. “Alguns dos chefes das casas paternas, unidos à Casa do Senhor em Jerusalém, deram ofertas voluntárias para a Casa de Deus, para edificarem no seu lugar.” Ed 2.68,69. Em Mateus 2.11, encontramos que os três magos que vieram do Oriente, ofertaram voluntariamente a Jesus, quando criança, ouro, incenso e mirra. Veja ainda: 2 Co 9.6-10; Lc 6.38; At 4.34-37.                                                          
                                                        CONCLUSÃO
         Neste trabalho, procuramos trazer informações sucintas sobre algumas doutrinas básicas do Cristianismo, a fim de facilitar o trabalho dos irmãos que preparam  candidatos ao batismo e, ao mesmo tempo, instruir os batizandos para que  compreendam a seriedade do passo que será dado, no que se refere à obediência da ordenança do batismo deixada por Jesus.
         Vale ressaltar que através deste trabalho, procuramos atender uma lacuna que existe no meio Congregacional, no que se refere a um material para uniformizar o preparo dos candidatos ao batismo.
         Também neste trabalho, fornecemos uma bibliografia, onde o instrutor da classe de catecúmenos, ou mesmo os alunos, poderão encontrar um material mais substancial para um aprendizado mais profundo das Sagradas Escrituras.
         Esperamos que as Igrejas façam bom uso deste material, considerando que o mesmo foi preparado visando abençoar a Igreja do Senhor bem como a glorificação do nome de Jesus Cristo, Mestre, Salvador e Senhor de nossas vidas. 

BIBLIOGRAFIA
- BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar. Trad. João Marques Bentes,
         Imprensa Batista Regular. São Paulo, 1966
- BERKHOF, Louis. Manual de Doutrina Cristã. Campinas. Luz para o Caminho
        Publicações, 1985.
- BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Trad. Odayr Olivetti. Campinas. Luz
        para o Caminho Publicações, 1990.
- CLARK, David S. Compêndio de Teologia Sistemática. Trad. Samuel Falcão.
        Casa Editora Presbiteriana.
- DAGG, John L. Manual de Teologia. Editora Fiel, 1989.
- ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. Trad. Lucy Yamakami. Edições Vida Nova. São Paulo, 1997.
- GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, 1999.
- SHEDD, Russel P. Bíblia Vida Nova. Edições Vida Nova/Sociedade Bíblica do          Brasil. São Paulo, 1976.










III IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DE JOÃO PESSOA
PREPARAÇÃO DE CANDIDATOS AO BATISMO
(ROTEIRO DE PERGUNTAS BÁSICAS)
1)       PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE REALMENTE TEM DESEJO POR SI MESMO DE SER BATIZADO. “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?” At 8.36
2)     PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE TEM CONSCIÊNCIA DE QUE É UM PECADOR AOS OLHOS DE DEUS. “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”Jo 16.8
3)      PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE DE FATO CRÊ QUE JESUS É O FILHO DE DEUS. “Estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” Jo 20.31
4)    PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CRÊ QUE O FILHO DE DEUS, JESUS, VEIO EM CARNE (ENCARNOU). “Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo”1 Jo 4.2,3
5)      PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CRÊ QUE JESUS MORREU NA CRUZ DO CALVÁRIO E RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS PARA SALVÁ-LO DA PERDIÇÃO ETERNA. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16. “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação” Rm 4.25
6)     PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE JÁ ACEITOU A JESUS COMO O SEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” Jo 1.12.“De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”At 2.41
7)      PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CONFESSA A JESUS COMO SENHOR E QUE REALMENTE QUER VIVER PARA GLÓRIA DELE NESTE MUNDO E NA ETERNIDADE.  “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” Rm 10.9. “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” Fp 1.21

(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti)











III IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DE JOÃO PESSOA

Declaração de Fé do Candidato ao Batismo

Eu --------- candidato ao batismo, declaro ---------------------- diante de Deus com toda a sinceridade do meu coração e inteira certeza de fé, que confirmo o que abaixo está escrito, com base fundamentada nas Sagradas Escrituras:
1) Que a Bíblia Sagrada é a santa Palavra de Deus, inspirada verbal e plenariamente e única regra de fé e prática do crente em nosso Senhor Jesus Cristo;
2) Que Deus é o único Deus verdadeiro, que subsiste em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito, possuidoras dos mesmos atributos e tendo a mesma essência;
3) Que Deus enviou o seu único Filho, Jesus Cristo, a este mundo o qual esvaziou-se a si mesmo, e tomou a forma humana, oferecendo-se a Si mesmo em sacrifício pelos nossos pecados;
4) Que o Senhor Jesus Cristo é o Único Salvador do ser humano e Senhor de todo aquele que nEle crê;
5) Que já aceitei de todo o meu coração ao Senhor Jesus como Salvador Pessoal e creio firmemente que Ele morreu pelos meus pecados e ressuscitou para a minha justificação;
6) Que como conseqüência dessa aceitação e dessa fé, nasci de novo e sou possuidor da vida eterna, concedida por Jesus e que tenho certeza disso baseado na declaração das Sagradas Escrituras e pelo testemunho interno do Espírito Santo;
7) Que quero ser batizado porque desejo voluntariamente obedecer a ordem deixada pelo Senhor Jesus que todo o crente seja batizado, crendo que o batismo não salva nem tampouco ajuda na salvação de alguém, mas creio que todo aquele que é salvo deve ser batizado com água em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo;
8) Que quero de todo o coração ser batizado para ser membro da Igreja e servir ao Senhor através dela com alegria e singeleza de coração;
9) Que aceito a forma de batismo por aspersão, com água, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, como a forma mais correta de batismo cerimonial, conforme evidências bíblicas;
10) Que reconheço a necessidade de viver uma vida separada para Deus, dando bom testemunho como crente diante dos homens. Buscarei essa bênção através da leitura da Bíblia, da assistência aos cultos e da oração;
11) Que de acordo com as minhas posses contribuirei com o dízimo e ofertas, conforme mandamento bíblico para o sustento do trabalho do Senhor;
12) Que me sujeitarei a disciplina da Igreja, bem como obedecerei as suas autoridades constituídas, enquanto estas estiverem de acordo com as Sagradas Escrituras.

João Pessoa, ____/__________/____________

_______________________________________
Assinatura do Candidato ao Batismo

(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti)