sábado, 7 de fevereiro de 2009

A Vocação da Igreja


Aprouve a Deus, segundo o beneplácito de Sua soberana vontade instituir a Igreja. Essa Igreja, segundo as Sagradas Escrituras é composta de judeus e gentios unidos pela cruz de Cristo. Antigamente, na Dispensação do Velho Testamento, Deus escolhera um povo em Abraão, os judeus. No Novo Testamento encontramos Deus instituindo um povo Seu especial, zeloso de boas obras, a Igreja que é composta de judeus e não judeus (gentios). Essa benção de incluir os gentios no âmbito de povo de Deus tinha sido prometido a Abraão, conforme registro em Gn 12.3: “em ti serão benditas todas as famílias da terra”. O apostolo Paulo trata do assunto, mui especialmente em sua carta aos Efésios: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, ... e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, ...” Ef 2.13-16.
Agora, constituídos em Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, se nos apresentam diante de nós, da parte de nosso Deus, algumas atividades que precisamos fazer segundo o plano de Deus: Adoração, edificação, proclamação e beneficência.
Considerando que a Igreja é um organismo vivo com tendência natural para o crescimento segundo a vontade daquele que a instituiu, precisamos como membros de uma Igreja local, que é também uma instituição divina, nos esforçar para promover o crescimento da Igreja visando à glória de Deus. Quando se trata de crescimento da Igreja deve-se levar em consideração, tanto o aspecto qualitativo quanto ao aspecto quantitativo. Crescer nessas duas áreas é a vocação da Igreja. Na segunda carta de Pedro (3.18), o apóstolo trata de crescimento qualitativo. “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. No livro de Atos, Lucas nos informa que as igrejas na Judéia, em Samaria e na Galiléia, regiões de Israel, cresciam em número e se multiplicavam. (At 9.31).
Amados irmãos, reflitamos sobre a vocação da Igreja e lutemos para promover o seu crescimento espiritual e para promover também o seu crescimento numérico. Contribuamos, oremos, e nos dediquemos à obra do Senhor para que Ele acrescente, a cada dia, a Igreja aqueles que hão de ser salvos. Procuremos dar a nossa contribuição e, certamente, Deus se agradará de nós.

A PÁSCOA


A Páscoa é uma festividade judaica que é comemorada como memorial da libertação do povo israelita do cativeiro egípcio no passado. A primeira páscoa foi celebrada no Egito antigo (Êxodo 12.1-28) e nessa celebração foi morto um cordeiro ou um cabrito de um ano por cada família, o seu sangue espargido nos umbrais da porta da casa, depois o animal foi assado e comido pelos familiares com pães sem fermento e ervas amargas. A colocação de sangue nos umbrais das portas dos israelitas era um sinal para que o anjo da destruição que iria passar sobre o Egito matando os seus primogênitos poupasse os filhos de Israel. Daí por diante essa celebração tornou-se obrigatória para os israelitas e seu ponto culminante era a celebração no templo de Jerusalém.
O cordeiro da páscoa foi identificado por João Batista e pelo apóstolo Paulo como um símbolo de Cristo, que foi morto na cruz do Calvário para nos libertar da escravidão do pecado.
No plano de Deus, a páscoa perdeu o seu significado quando Cristo, a nossa páscoa, foi oferecido em sacrifício por nós, não havendo, portanto, a necessidade dessa celebração no seio das Igrejas Evangélicas. O memorial da redenção feita por Cristo é a Ceia do Senhor e não a páscoa judaica. O coelho da páscoa e ovos da páscoa usados como símbolos dessa comemoração são inovações que não tem nada a ver com o verdadeiro sentido da Páscoa.

Jesus, Salvador e Senhor


A Bíblia identifica o Senhor Jesus como o Salvador do mundo. “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”. 1 Tm 1.15. Jesus veio a este mundo para oferecer a sua preciosa vida pelos pecados da humanidade “mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à desta de Deus.” Hb 10.12.
Segundo a Palavra de Deus, que é a verdade absoluta, a salvação só pode ser obtida quando o indivíduo arrependido aceita e crer em Jesus como salvador. “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome”. Jo 1.12. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus”. Ef 2.8. Não existe outra maneira da pessoa se reconciliar com Deus a não ser através de Jesus Cristo. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. At 4.12. “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação”. 2 Co 5.18.
Mas ainda, segundo a Bíblia, Jesus ressuscitou dos mortos para ser Senhor de vivos e mortos. “Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos”. Rm 14.9.
A palavra Senhor, no Novo Testamento, quando se refere a Jesus Cristo, significa, dono, dominador, aquele que tem toda a autoridade, .... É significativo que esse título está ligado ao estado de exaltação de Cristo. Em Filipenses 2.10, 11, encontramos: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”.
Agora, amados irmãos, sendo Jesus Senhor, inclusive soberano Senhor, como se encontra a nossa relação como servo desse Senhor? Muitos crentes aceitaram a Cristo como Salvador mas na experiência do cotidiano da vida cristã demonstram que ainda não o aceitaram como Senhor, como Aquele que domina, controla e dirige as suas vidas.
Não há como separar o binômio Salvador – Senhor. A pessoa de Jesus é ambas as coisas. Nós que, pela graça de Deus, um dia já recebemos a Jesus como Salvador precisamos agora completar o ciclo, ou seja, aceitá-Lo e considerá-Lo como Senhor, ou seja, submetermos as nossas vidas ao Seu senhorio.

O Pecado da Maledicência


Na última mensagem que entregamos a Igreja falamos sobre as coisas que agradam a Deus e aquelas que não lhe agradam, mensagem esta baseada no texto de Mateus 9.1-8. Dissemos, na ocasião, que as coisas que agradam a Deus nesse texto, são: 1) Os crentes levarem pessoas para Jesus; 2) Deus contemplar no coração do homem a fé; 3) Deus dispensar o seu perdão a quem precisa dele; 4) Deus libertar os cativos de qualquer mal que lhe aflige; 5) Deus ser glorificado pelas ações daqueles que lhe pertencem. Dissemos ainda que nesse texto encontram-se três coisas que não agradam a Deus: 1) Comentários maldosos; 2) Contemplar o mal no coração do homem; 3) A incredulidade.
Carregamos com palavras fortes a questão daquilo que desagrada a Deus principalmente no item 1 – comentários maldosos. O texto diz que quando o Senhor Jesus dispensou o perdão para o paralítico, o coro entre os líderes religiosos de Israel (os escribas) foi: “ele blasfema”. Jesus os censurou prontamente repreendendo a maldade de seus corações, com a expressão: “por que pensais mal em vossos corações?”
Amados a atitude maldosa dos religiosos da época de estarem espiando a vida do Senhor, as suas palavra e os seus atos parece-se com aquilo que temos observado, infelizmente, no meio do povo de Deus da atualidade: irmãos julgando os outros irmãos e falando mal deles.
A Bíblia censura fortemente aqueles que se dizem crentes e vivem julgando os outros e falando mal deles. “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Há só um legislador e um juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? Tg 4.11,12. No livro de Provérbios 6.16-19, encontramos seis coisas que não agradam a Deus, e uma sétima que Ele ABOMINA: “o que semeia contendas entre irmãos”. A Bíblia diz ainda que o pecado da língua é mais difícil de vencer do que qualquer outro. “Mas nenhum homem pode dominar a língua. É um mal que se não pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede benção e maldição...” Tg 3.8-10.
Diante do exposto, tenhamos cuidado com os nossos comentários sobre os nossos irmãos na fé. Não falemos mal uns dos outros, não teçamos comentários maldosos, não denigramos a imagem de quem quer que seja. Se, porventura, observarmos alguma atitude de um de nossos irmãos em Cristo que, ao nosso ver, seja repreensível oremos por ele e sigamos o que Paulo disse em Gálatas 6.1-3. Lembremo-nos do episódio da mulher adúltera que foi acusada pelos santarrões da época achando que eram menos pecadores do que ela. Lembremo-nos de que Jesus disse que aquele que não tivesse pecado, atirasse a primeira pedra (Jo 8.1-11).
Se quisermos que Deus opere com poder em nosso meio, faz-se necessário que aqueles que têm dificuldade de controlar a língua se humilhem diante de Deus e peçam perdão por esse pecado, que tanto tem entristecido o Espírito Santo e causado males aos outros. Vigiemos e oremos como Davi: “Põe, ó Senhor, um guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” Sl 141.3.