quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A unidade da Igreja



     Estudando a Eclesiologia (a doutrina da Igreja) descobrimos que a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo tem o seguinte perfil: Ela é apostólica, ela é católica, ela é santa e ela é una.  A Igreja é Apostólica porque está fundamentada na doutrina dos apóstolos, Ela é Católica porque tem uma expressão universal, Ela é santa porque foi santificada pelos méritos do seu Salvador e ela é una porque é uma só Igreja, porque todos os seus membros estão unidos espiritualmente uns aos outros e todos eles unidos a Cristo, cabeça da mesma.
   Quanto se trata da Igreja são utilizadas na Bíblia diversas figuras de linguagem para representá-la, tais como um povo, um corpo, uma construção, etc. e em praticamente todas elas se tem a conotação de algo composto de muitas partes, que fazem parte de um todo, senão vejamos: um povo -  muitas pessoas com identidade própria; um corpo - muitos e diversificados membros; e um edifício – pedras argamassadas sobre um fundamento.
   Essa unidade em seu aspecto posicional é uma realidade revelada nas Sagradas Escrituras, senão vejamos: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos” 1 Co 12.12-14.  “E, chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo...” 1 Pe 2.4,5.
    É bom lembrar que o Senhor Jesus Cristo ordenou que os que crescem nele se organizassem em comunidades locais para se desincumbirem das grandes responsabilidades que Ele deixou em Sua Palavra para a Igreja (Adoração, Edificação, Proclamação e Beneficência).
   Sabemos pelas Escrituras e pela experiência  que o crente ainda carrega consigo a natureza pecaminosa. Sabemos ainda que as pessoas que compõem a Igreja nas suas expressões local e universal são diferentes umas das outras. Há uma diferença geral de sexo (macho e fêmea) e há também diferenças psicológicas, sociais, etc.
   O grande desafio que temos como cristão é viver em comunidade seguindo o princípio da unidade da Igreja na sua expressão experimental. O Salvador na sua oração sacerdotal pediu ao pai que aqueles que crescem nele fossem um como a Trindade é una. “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade...” Jo 17.20-23.  
    É desejo expresso do Espirito Santo que foi dado por Jesus para estar com a Igreja na sua caminhada neste mundo, que sejamos, como membros de uma comunidade local, unidos. “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Sl 133.1. Paulo escrevendo a Igreja de Filipos expressou esse desejo de Deus: “completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” Fp 2.2.
    Na Igreja de Filipos duas irmãs viviam em conflito, ferindo a unidade daquela  Igreja e Paulo as adverte como corresponsáveis para manter o princípio da unidade, nestes termos: “O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam em harmonia no Senhor” Fp 4.2.
    Ainda hoje, amados, somos responsabilizados por Deus em manter a Igreja unida, em paz. Ferir esse princípio nos trará inúmeros prejuízos, pois a falta de unidade afronta a Deus. “Se alguém destruir templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus que sois vós, é santo” 1 Co 3.17. 
                                          Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Agradando a Deus



     Já é do conhecimento dos irmãos que fazem parte do ministério da III IEC/JPA que o Deus da Bíblia, o Deus verdadeiro, o nosso Deus é um ser pessoal com vontade inteligência e emoções, faculdades essas que Ele as possui de forma absoluta e perfeita e que compartilhou, em certa medida, com os seres humanos, que foram feitos por Ele a Sua imagem e semelhança.
    Em diversos textos das Sagradas Escrituras nos é revelado que Deus se agrada do seu povo como, por exemplo, o texto a seguir:  “Porque o Senhor se agrada do seu povo; ele adornará os mansos com a salvação” Sl 149.4. É-nos dito ainda na Bíblia Sagrada que Deus também sente desagrado com quem não está vivendo de acordo com a sua santa vontade. “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante” Gn 4.5.
    Olhando para as Escrituras de uma forma geral e procurando nela um caminho seguro que devemos seguir para uma vida que agrade a Deus, descobrimos que para viver agradando a Deus, é necessário: 1) Viver uma vida de fé.  “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam” Hb 11.6. Viver uma vida de fé que tanto agrada a Deus passa necessariamente pela crença em Cristo como Filho de Deus, Salvador. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim”. Jo 14.1. “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” Jo 20.31. Depois dessa crença fundamental deve o cristão viver confiando em Cristo, em suas promessas. 2) Viver uma vida de obediência. “... Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” 1 Sm 15.22. Dissemos no início desta reflexão que Deus, como um ser pessoal que é, tem uma vontade, vontade essa que segundo a Bíblia é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). A felicidade do homem está em ele se submeter à vontade de Deus, isso de forma incondicional. Deus em sua Palavra disse tudo o que Ele queria dizer para que as suas criaturas vivessem em harmonia com Ele e consequentemente vivessem felizes neste mundo e na eternidade. “Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes” Jo 13.17. Como exemplo de um homem que agradara a Deus pela sua obediência incondicional temos Abraão, que foi chamado amigo de Deus. Abraão obedeceu a Deus até mesmo na exigência mais difícil que foi a de oferecer o seu filho Isaque em sacrifício (Abraão só não sacrificou de fato o seu filho porque Deus fez a provisão de um cordeiro para o sacrifício). “e disse: Por mim mesmo, jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste esta ação e não me negaste o teu filho, o teu único, que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos” Gn 22.16,17. 3) Viver uma vida dedicada ao serviço do Senhor. “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações e entende todas as imaginações dos pensamentos;...” 1 Cr 28.9. Deus tem uma obra a ser realizada neste mundo e nós que professamos a fé em Cristo fomos comissionados para isso. “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda” Jo 15.16. Servir a Deus antes de ser uma obrigação é um privilégio. Aprouve a Deus nos privilegiar como colaboradores Seus (1 Co 3.9).
    Amados, se seguirmos de coração essas orientações de como viver e agradar a Deus certamente iremos encontrar a razão de ser de nossa existência na face da terra.                             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                         

PREGAÇÃO PASTOR EUDES 27/01/13

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

As grandes perdas de Ló



     Segundo a Bíblia, Abrão (Abraão) era filho de Tera e tinha dois irmãos Naor e Harã. Harã, o caçula, gerou a Ló e morreu prematuramente, ficando Ló sob a tutela de seu tio Abraão por ser este o primogênito.
    Quando Deus se revelou graciosamente a Abraão em Hur dos caldeus, ordenou-lhe que saísse daquela terra, deixasse a sua parentela e a casa de seu pai e fosse para uma terra que Deus lhe mostraria. Abraão partiu para Harã, na atual Síria, e levou consigo a Ló seu sobrinho. Depois de habitar pouco tempo em Harã Abraão partiu para Canaã, a terra da promessa, e lá mesmo vivendo em tendas foi abençoado extraordinariamente por Deus, como Ele tinha prometido.
    Graciosamente Deus também abençoara a Ló de tal maneira que, lá mais na frente, a terra onde moravam em Canaã não conseguia atender as demandas dos seus rebanhos, e os pastores deles começam a disputar entre si. Abraão, cordato como era, chamou o seu sobrinho e propõe uma separação, ficando Ló com a vantagem de escolher primeiro o lugar para onde ir. O texto sagrado nos diz que Ló pôs os olhos nas campinas verdejantes do Jordão e habitou naquela terra e foi-se aproximando da cidade de Sodoma, onde se estabeleceu inclusive sendo um de seus líderes (Gn 13.5-12; 19.9).
    Acontece que aquela cidade tinha descido tanto no nível moral que Deus decidira destruí-la, especialmente por causa do pecado de homossexualismo. Graças à intercessão de Abraão Deus resolveu poupar a Ló do castigo que iria infringir aquela cidade e enviou dois anjos para tirá-lo de lá. Ló saiu de Sodoma, relutante, e escapou da destruição, ele, suas duas filhas e sua esposa, morrendo esta última por desobediência a uma ordem divina de não olhar para trás.
   Observando a vida daquele servo de Deus tão apegado as coisas deste mundo, percebemos as grandes perdas que tivera, senão vejamos: 1) Ló perdera todos os seus bens.  Era riquíssimo, mas perdera tudo e saiu de Sodoma só com a roupa do couro, como se diz; 2) Jó perdera seus futuros genros. Quando Jó notificou para eles que era necessário sair de Sodoma, pois Deus iria destruí-la, eles não deram crédito às palavras do futuro sogro. As palavras de Ló para eles não tinham valia, pois ele vivia no mesmo contexto deles, participando, talvez, da mesma vida social que eles; 3) Ló perdera sua mulher. A mulher de Ló estava tão impregnada da vida mundana de Sodoma que olhou para trás, quando saíam daquela cidade, e foi transformada por Deus numa estátua de sal; 4) Ló perdera o respeito de suas filhas. As filhas de Ló armaram um esquema diabólico, certamente, motivadas pelo mundanismo de Sodoma, que foi o de embriagarem seu pai e de terem relações sexuais com ele, fazendo com que aquele servo de Deus cometesse incesto sem querer.
    Amados, as grandes perdas na vida de Ló foram resultantes de uma vida impregnada das coisas deste mundo. Ló ao querer levar vantagem em tudo, fez uma escolha perigosa, sem ter estrutura espiritual para tanto e o resultado foi o que vimos acima. A Bíblia identifica no N.T. (2 Pe 2.6-8) que Ló era um homem justo, que vivia angustiado no meio de uma cidade pervertida por causa do desregramento moral de seus habitantes, mas pela história de Gênesis podemos constatar que os seus conflitos espirituais  foram resultantes de uma decisão errada sua, quando resolveu morar em Sodoma e participar de sua vida social.
      Irmãos, cuidado com o mundo! A Bíblia diz que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19). Diz também as Sagradas Escrituras que não devemos amar o mundo nem as coisas que do mundo são (1 Jo 2.15). Diz ainda a Bíblia que a amizade do mundo é inimizade contra Deus (Tg 4.4).     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                         

Grandes desafios para a vida cristã



     Pela graça divina tivemos o privilégio de ministrar na Igreja no último domingo de 2012 sobre o tema que estar servindo de titulo desta reflexão. Na oportunidade dissemos a Igreja, que são grandes os desafios que se apresentam diante dela no ano que se aproxima. Dissemos  ainda que a Bíblia está repleta de desafios de Deus para o seu povo, tanto no Antigo como no Novo Testamento.
    Distribuímos o tema em cinco grandes desafios, que identificamos a seguir: 1) o desafio de manter acesa a chama da devoção a Cristo. “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” Mt 22.37. Dissemos aos irmãos que Deus é um ser pessoal que ama e espera ser amado pelos seus. Dissemos ainda que essa chama da devoção, o amor devido a Cristo, não pode se apagar sob pena de o castiçal da Igreja ser removido como foi dito na advertência do Senhor a Igreja de Éfeso (Ap 2.4). Falamos ainda a Igreja que o grande mandamento da Lei divina é amar a Deus sobre todas as coisas. Ainda dissemos que Davi, rei de Israel, fizera duas declarações de amor ao seu Deus, uma no Salmo 18.1 e a outra no Salmo 116.1,2.
2) o desafio de manter acesa a chama de um crescimento espiritual sadio. “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo...” 2 Pe 3.18. Dissemos que nascemos de novo pela instrumentalidade do Espirito Santo para crescermos até a estatura de Cristo, ou seja, parecermos com Cristo em nossas ações, atitudes e comportamento.  Dissemos que para que esse crescimento seja uma realidade precisamos valorizar a Palavra de Deus lendo-a constantemente e, sobretudo, guardando-a no coração, e valorizar a oração tanto individual como coletiva. São esses dois elementos que promovem um crescimento espiritual sadio, dissemos. 3) o Desafio de manter a acesa a chama do serviço a Deus. “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária...” 1 Cr 28.9. Dissemos aos irmãos que Deus nos entregou uma obra a ser realizada, uma missão, e que devemos todos, sem exceção, se engajar nessa obra que é de Deus. Dissemos ainda que nós fomos constituídos servos de Deus conforme os versículos 18 e 22 de Rm 6, e que estamos aqui neste para servir a Deus, e que esse serviço independe das circunstâncias que estamos enfrentando. Dissemos ainda que estranhávamos o posicionamento de alguns irmãos que diante de qualquer dificuldade que enfrenta abandona a obra do Senhor, por instigação do diabo, como se Deus fosse o culpado de suas mazelas e pecados. 4) o desafio de manter acessa a chama de uma vida santificada. “Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” Lv 19.2. Dissemos aos irmãos que temos um pacto, uma aliança com o Deus santo, puro, perfeito e que Esse grandioso Deus exige daquele que professa a fé em Jesus uma vida santificada. Citamos diversos textos da Bíblia que falam de uma vida santificada como uma exigência divina para aquele que é crente em Cristo. Dissemos ainda que se não vencermos esse desafio não conseguiremos agradar a Deus. 5) o desafio de manter a chama do amor fraternal acesa. “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” Jo 13.34. Dissemos que nos relacionamentos, no meio da comunidade dos salvos, às vezes, surgem desencontros, divergências, mal entendidos, etc e isso contribui para ferir o principio da unidade da Igreja. Dissemos ainda que  temos uma imensa dificuldade de perdoar os nossos irmãos que nos ferem, mas que amar é preciso porque é um mandamento do Senhor. Dissemos também que Deus nos dá a graça necessária para que cumpramos a sua Palavra, e citamos Rm 5.5 onde nos é dito que o amor de Deus está sendo derramado pelo Espirito Santo no coração do crente, e que essa graça nos ajuda a amarmos uns aos outros.  
                                      Pr. Eudes Lopes Cavalcanti                                          

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pregação Pastor Eudes 30/12/12

Coroas o ano da tua bondade



     Segundo a versão da Bíblia Revista e Corrigida, o Salmo 65 é de autoria de Davi e tem o seguinte titulo: “Davi louva a Deus e dá-lhe graças pelas bênçãos recebidas”. Nesse salmo o rei de Israel celebra ao Senhor pelas bênçãos recebidas e, com certeza, essa gratidão foi feita pelas bênçãos derramadas por Deus em sua vida, na sua família e no reino de Israel, durante um ano. Não sabemos se ele fez esse cântico na passagem de um ano para outro, mas o fato é que ele celebrou a Deus por Ele coroar o ano com bondade e misericórdia.
       Estamos no penúltimo dia do ano de 2012. Olhando para trás pudemos observar a boa mão do Senhor sobre as nossas vidas coroando-as de graça, de bondade e de misericórdia. Razões sobejas tem a Igreja de celebrar ao Senhor pela Sua proteção, cuidado e provisões.
     As lutas, dificuldades que enfrentamos durante o ano que se finda serviram, como foi a intenção de Deus, com certeza, para fortalecer o nosso caráter, para amolecer mais o nosso coração, tornando-o mais humilde e quebrantado.
    No salmo citado Davi não se esquece de agradecer a Deus pelas bênçãos dispensadas por Ele tanto na área espiritual bem como na área material. Assim também deve ser feito pela igreja, agradecer as bênçãos espirituais e materiais que Deus graciosamente tem lhe dado através de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Escrevendo aos efésios Paulo, apóstolo, celebra ao Senhor pelas bênçãos espirituais dispensadas a Igreja, nestes termos: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” Ef 1.3. Nos  versículos seguintes desse capitulo de Efésios, Paulo menciona os tipos dessas bênçãos espirituais, tais como: eleição dos salvos, predestinação para a salvação, redenção pelo sangue de Jesus, remissão das ofensas, o selo do Espirito e outras bênçãos dessa natureza. Essas bênçãos de natureza espiritual contemplam todo o crente genuíno. São minhas, são suas, é de todo o povo de Deus.
   Deus, queridos, não só tem abençoado o seu povo com bênçãos espirituais, mas também com bênçãos materiais. Ele tem nos dispensado o pão de cada dia, o calçado, o vestido, o abrigo e outras coisas que tem facilitado o nosso viver aqui na face da terra. A uns Deus tem dado muito e a outros, pouco, mas o fato é que  Ele tem dado a todos. O batista (João) disse que ninguém pode ter coisa alguma se do Céu não lhe for dada (Jo 3.27).
     O reconhecimento de que o que temos e o que somos foi tudo por obra e graça de Deus, veio do alto, do Pai das luzes em quem não há mudança nem sombra de variação (Tg 1.17), deve ocupar o coração do cristão e ele deve se debulhar em gratidão por isso.
   Noutro Salmo (103.1-5), Davi também bendiz a Deus pelas bênçãos espirituais e materiais que lhe foram dadas: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades; quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia”.
   Todos que reconhecem a soberania de Deus sobre as suas vidas devem render graças ao Senhor, inclusive aqueles amados que tenham passado por grandes dificuldades no ano que estar findando, pois a Bíblia diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.    
       Assim sendo, amados, regozijemo-nos pelo que Deus fez por nós, principalmente por nos ter dado a salvação eterna.       
 Pr.  Eudes Lopes Cavalcanti 

É tempo de Natal!


     Dentre as festas de final de ano o Natal ocupa papel preponderante. E deve ser assim porque o Natal fala do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, da sua vinda a este mundo para salvar os pecadores perdidos. Infelizmente, fora do circuito cristão, pouca compreensão se tem desse extraordinário acontecimento.
      No mundo consumista em que vivemos, mesmo dentro do circuito cristão evangélico, o Natal tem perdido o seu verdadeiro significado, que foi substituído pela   troca de presentes, pelas festas, jantares, almoços, etc. Nada contra esse momento em que as pessoas se desdobram em gentilezas e generosidades, apenas lamentamos que essa visão distorcida seja colocada como prioridade na vida daqueles que professam a fé em Jesus. Mas graças a Deus que os verdadeiros crentes em Cristo não têm perdido de vista a preciosidade da mensagem natalina, pois, eles estão em contato permanente com as Sagradas Escrituras, que sempre sinaliza o verdadeiro curso da vida cristã.
   No programa divino o Natal não é algo que teve origem em Belém da Judéia, numa estrebaria, numa manjedoura. Ele já estava definido antes que o mundo viesse a existir, pois num dos seus decretos eternos a Santíssima Trindade determinou que o Deus Filho viesse ao mundo dos homens em forma humana, nascendo de uma mulher virgem, por obra e graça do Deus Espirito.
     O primeiro vaticínio do Natal encontra-se em Gênesis 3.15 quando nos é dito que da semente da mulher nasceria aquele que esmagaria a cabeça da serpente. A mulher de que fala o texto é Maria, e aquele que esmagaria a cabeça da serpente é Cristo, e a serpente, o Diabo. A segunda profecia sobre o Natal encontra-se em Gn 12.3 quando é dito que o Messias seria descendente de Abraão, e que ele seria o motivo de bênçãos para todas as famílias da terra. O terceiro vaticínio encontra-se em Gn 49.10 onde nos é dito que o Cristo seria descendente da tribo de Judá, uma das tribos de Israel. É dito também nas Escrituras que Jesus seria descendente de Davi, o grande rei judeu (Lc 1.68,69). O profeta Isaías foi quem mais falou sobre o Messias vindouro. Numa de suas profecias ele disse que Jesus nasceria de uma virgem, dando a entender que a sua concepção seria de forma miraculosa, como de fato aconteceu, de acordo com Mateus e Lucas, pois ele nasceu por obra e graça do Espírito Santo sem o concurso do homem. “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, Que traduzido é: Deus conosco” Mt 1.22,23. O profeta Miquéias (5.2) vaticinou o lugar do seu nascimento. “E tu, Belém Efrata... de ti me sairá o que será senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.
       Segundo Paulo, o Natal de Jesus aconteceu no tempo determinado por Deus. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher,...” Gl 4.4. O fato histórico do Natal de Jesus é narrado pelos evangelhos de Mateus e Lucas.
    Quando Jesus nasceu, foi feita por um dos anjos de Deus a seguinte proclamação: “... Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” Lc 2.10,11.
       No programa redentor o fato histórico do Natal de Jesus é o primeiro grande evento. O segundo é a sua morte e a consequente ressurreição, seguido da ascensão e da entronização do Senhor nos Céus.
       Amados, regozijemo-nos na presença de Deus pelo Natal de Jesus e pelo que ele fez por nós, principalmente por nos ter trazido a salvação eterna.
                               Pr. Eudes Lopes Cavalcanti