segunda-feira, 22 de julho de 2013

A mulher na Igreja

                   
       A mulher sempre ocupou no plano de Deus um papel especial. Podemos identificar isso logo na criação, pois Deus a fez a sua imagem e a sua semelhança (não estamos tratando aqui de imagem física, pois Deus é espírito e não tem forma aparente). Enfatizando essa importância Paulo escrevendo aos Coríntios nos revela que a mulher procede do homem, pois dele foi formada, e que o homem procede da mulher porque dela nasce.
      Ao longo da história bíblica encontramos, principalmente, no período patriarcal, a mulher sendo enfatizada pelo seu papel de mãe. Mas também encontramos mulheres poderosas na obra do Senhor. Comecemos olhando para a irmã de Moisés, Miriam, que a Bíblia revela que era profetisa, poetisa e instrumentista. Um pouco adiante encontramos outra mulher poderosa, Débora, juíza de Israel, que ministrou ao povo de Deus num período de crise, na época dos juízes. Através dela Deus deu um grande livramento ao seu povo, pois foi ela quem encorajou a Baraque, inclusive acompanhando-o, na grande vitória sobre os cananeus. Encontramos ainda no Antigo Testamento a profetisa Hulda que através dela os israelitas consultavam ao Senhor.  No Novo Testamento damos logo de cara, no início do Evangelho de Lucas, com uma mulher poderosa identificada como profetisa, Ana, filha de Fanuel da tribo de Aser que servia ao Senhor no santuário. Dessa mulher assim se expressa o texto sagrado: “E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” Lc 2.36,37. Temos ainda outra mulher que na Igreja era extremamente prestigiada pelo seu serviço que prestava aos santos, Dorcas, que servia ao Senhor na cidade portuária de Jope. “E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia“ At 9.36. O Novo Testamento ainda fala de uma mulher que se destacava no ministério da Igreja pelo serviço que prestava a Deus. Chamava-se Priscila, esposa de Áquila. Essa mulher é lembrada como colaboradora do ministério do apóstolo Paulo. “Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus” Rm 16.3. Que dizer também de Maria mãe de Jesus e de outras que serviam a Deus!
     Estamos hoje celebrando ao Senhor pela passagem do Dia da Mulher Congregacional. Louvamos a Deus pela vida dessas preciosas mulheres que estão engajadas nos diversos ministérios da Igreja, servindo com fidelidade ao Senhor. Umas na área do louvor, outras na beneficência, ainda outras no ministério do ensino e outras no ministério da oração. Ainda temos aquelas que se dedicam a obra de evangelização. Outras que contribuem financeiramente para a obra do Senhor. Parabéns irmãs, Deus a todas abençoe!
                      Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Uma Igreja sensível à voz do Espírito


       Segundo o relato de Atos 11.19-21, a Igreja de Antioquia da Síria foi fundada por um grupo de irmãos que tinha fugido de Jerusalém por causa da perseguição contra o Cristianismo que ocorrera naquela cidade. Ainda nesse capítulo nos é dito que a Igreja de Jerusalém, ao tomar conhecimento da graça de Deus manifestada em Antioquia, enviou Barnabé para ministrar nela por algum tempo. Depois, Barnabé convidou a Paulo para ajudá-lo no ministério daquela Igreja (At 11.22-26), onde fizeram uma grande obra. Ainda nessa Igreja, ministrou Ágabo o profeta (At 11.27-30). A obra do Espírito Santo foi tão poderosa naquela cidade que gerou na vida dos membros daquela Igreja uma profunda dedicação a Cristo, a ponto de levar o povo de Antioquia a chamá-los de cristãos, sendo essa a primeira vez na história que foram chamados assim. (At 11.26).

    O capítulo 13 de Atos nos apresenta uma Igreja consolidada e que tinha em seu ministério profetas e mestres, bem como uma visão missionária aguçada. O texto nos revela ainda que nessa Igreja o Espírito Santo operava com liberdade. “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora,   Barnabé  e  a  Saulo  para a obra a que os tenho chamado” At 13.2. No versículo seguinte nos é mostrada a grande sensibilidade que a Igreja tinha de ouvir e de obedecer à voz do Espírito. “Então, Jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” At 13.3.     Irmãos, a Bíblia nos revela que o Espírito Santo foi dado a Igreja como um dom celestial. A habitação do Espírito Santo na vida do crente em Cristo é uma das grandes verdades reveladas nas Escrituras. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef 1.13. O Espírito foi derramado sobre a vida de todo o crente verdadeiro, no ato de sua conversão, batizando-o no corpo de Cristo (1 Co 12.13), como também lhe foi dado para guiá-lo nos caminhos do Senhor (Jo 16.13; Rm 8.14).
   A Bíblia revela ainda que o Espírito Santo, além de habitar individualmente no crente,  está também presente na vida da Igreja como comunidade local. “... Neles habitarei, e entre eles andarei...” 2 Co 6.16.
   Contextualizando o assunto, a presença do Espírito Santo no meio das Igrejas locais, ainda hoje, é uma maravilhosa realidade. No livro de Apocalipse as Igrejas locais são orientadas a dar ouvidos à voz do Espírito. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas” Ap  2.9.
    Amados, estamos como Igreja local gozando da poderosa presença do Espírito Santo,  representante do Senhor Jesus. É Ele quem nos renova, motiva, fortalece, guia e nos leva a fazer a vontade de Deus.
    Deus tem um propósito maravilhoso em nossas vidas através do ministério de nossa Igreja. Para que isso se torne uma realidade faz-se necessário que sejamos sensíveis à voz do Espírito de Deus que habita em nós e que estar em nosso meio.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti    

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PREGAÇÃO PASTOR EUDES 30/06/13

Quem é o meu próximo?


     Em certa ocasião, um homem procurou Jesus e lhe fez uma pergunta que reputo como uma das mais importantes que alguém poderia fazer, que foi o que se devia fazer para conseguir a vida eterna, apesar de que, segundo Lucas, ele fez isso para por Jesus à prova. Mesmo sabendo disso, Jesus perguntou-lhe o que ele lia na Lei Mosaica sobre o assunto. Em resposta o homem, um religioso judeu, resumiu o Decálogo em dois mandamentos, identificando primeiro o amor que se deve devotar de maneira prioritária a Deus e o segundo, o amor ao próximo. O Senhor aproveitando as próprias palavras do doutor da Lei, disse: “Fazes isso, e viverás”.  Apanhado pelas suas próprias palavras, o doutor para se justificar a si mesmo fez, cinicamente, a pergunta que colocamos como titulo desta reflexão.  Aproveitando o ensejo da pergunta daquele homem, o Senhor Jesus proferiu a famosa parábola do Bom Samaritano, registrada por Lucas em seu evangelho (Lc 10.25-37).

   Na parábola do Bom Samaritano, o Senhor Jesus fez referência a um homem que caiu nas mãos de salteadores e ferido, espoliado ficou caído no caminho. Por aquele caminho transitavam dois homens importantes da sociedade israelita (um sacerdote e um levita) que, apesar de terem recursos passaram ao largo sem prestar auxílio ao homem ferido. Nesse estado de lástima aquele homem foi encontrado por um samaritano que passava por aquele caminho, que cuidou dele, pensando-lhe as feridas e o levou para uma estalagem, autorizando o hospedeiro a lhe debitar as despesas da convalescença daquele homem.  Depois Jesus perguntou ao egoísta doutor da Lei, a quem tinha dirigido essa parábola, o seguinte: “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?  O doutor respondeu que fora o último, aquele que tivera misericórdia do homem combalido e o ajudara. Jesus disse então para ele: “Vai, e faze da mesma maneira”.
    Irmãos, um dia Deus usou de misericórdia para conosco e nos tirou da sarjeta do pecado e cuidou de nossas almas pagamento o preço de nossa recuperação. Ele também nos deu recursos para nos mantermos a nós mesmos, as nossas famílias, para atendermos as necessidades de sua igreja e também para ajudarmos ao nosso próximo, principalmente aqueles que sofrem as agruras da vida.
    Na Bíblia encontramos que Deus mandou que nós fizéssemos o bem a todos, especialmente aqueles que professam a fé em Cristo. “Então enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” Gl 6.10. É desnecessário lembrar que milhões de pessoas não tem o necessário para viver, uns não têm nem o que comer inclusive muitos de nossos irmãos em Cristo.  Negligenciar a beneficência é insultar a Deus, que de tudo nos supriu, é ser ingrato e egoísta.
    O egoísmo é uma doença maligna, que tem atingido muita gente, inclusive, infelizmente, alguns servos de Deus. Pessoas que só pensam em si mesmas, e, muito, em suas famílias.
   Pensei eu que fosse um provérbio popular “Quem dá aos pobres empresta a Deus”, mas descobri que era um provérbio inspirado por Deus e que, inclusive, traz consigo uma promessa: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício” Pv 19.17.  O Salvador disse em certa ocasião que os pobres sempre os teríamos conosco, portanto, procuremos fazer-lhes bem enquanto pudermos. Pr. Eudes Lopes  Cavalcanti    

As Misericórdias do Senhor


     No livro de Lamentações de Jeremias encontramos um texto que trata sobre as misericórdias do Senhor. Diz-nos o texto o seguinte: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; Novas são cada manhã;...” Lm 3.22,23.
     O contexto em que esta Escritura foi revelada foi justamente quando da destruição da cidade de Jerusalém e do seu santuário. Apesar da destruição feita pelo exército caldeu, o profeta Jeremias tinha esperança de que o Deus que permitira aquela catástrofe era o mesmo Deus que iria fazer uma poderosa obra de reconstrução no futuro, o que de fato aconteceu através de Zorobabel, Neemias e Esdras, homens levantados por Deus para isso.
   Segundo o dicionário Larousse, a palavra misericórdia tem os seguintes significados: Piedade, compaixão. Perdão dado por bondade; graça.
   Realmente irmãos Deus nos têm tratado com graça e com misericórdia. Ele não nos tem tratado na proporção dos nossos erros e dos nossos pecados, conforme nos é revelado em sua Palavra: “Misericordioso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade. Não repreenderá perpetuamente nem para sempre conservará a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniquidades” Sl 103.8-10.
   Se olharmos, irmãos, para as nossas vidas à luz da santa Palavra de Deus que é um espelho, veremos quão grandes são as nossas fraquezas, os nossos tropeços, as nossas falhas, pois diante da santidade de Deus até aquelas pequenas falhas ferem esse glorioso atributo da Deidade. Observe a experiência do profeta Isaías, registrada no capítulo seis do seu livro. Quando o profeta teve a visão da santidade de Deus ele se viu a si mesmo e clamou desesperado: “ai de mim que vou perecendo porque eu sou um homem de lábios impuros”, mas quando esse profundo sentimento de inutilidade e de pecaminosidade encheu o coração do homem de Deus imediatamente a misericórdia do Senhor se manifestou no perdão e na purificação do seu pecado, através do toque da brasa do altar em seus lábios, que representava o sangue de Jesus Cristo que seria derramado, no futuro, na Cruz do Calvário, que nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.9).
    Irmãos, essa misericórdia de Deus, conforme revelada em Sua Palavra, nos leva a pensar em três coisas: 1) Deus, apesar de justo, não nos pune com a mesma medida de nossos erros; 2) um profundo sentimento de gratidão por essa misericórdia porque através dela não somos consumidos pela ira divina. Isso foi dito por Jeremias: “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”; 3) devemos pedir graça ao Senhor para que não mais cometamos aquilo que Lhe desagrada, que é a transgressão de seus mandamentos.
“Então disse Davi a Gade: estou em grande angustia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque muitíssimas são as suas misericórdias, mas que eu não caia nas mãos dos homens”.    
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti