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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Não Cobiçarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O último mandamento do Decálogo trata da proibição à cobiça. “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” Ex 20.17.
    O verbo cobiçar, segundo o dicionário de língua portuguesa de Aurélio, significa: “ter cobiça de; apetecer muito. Desejar (o que é de outrem)”. Então, cobiça é um  desejo veemente de  possuir aquilo que é de outra pessoa. 
   Vemos na história bíblica alguns episódios em que a cobiça levou indivíduos a pecarem contra Deus. O primeiro caso foi o desejo de Eva de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Satanás espertamente instigou esse sentimento no coração daquela mulher quando  disse que aquele fruto, caso fosse comido por ela, a faria ser semelhante a Deus. “Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” Gn 3.4,5. Eva impressionada com a malfadada explicação do texto feita pelo Diabo deixou-se dominar pela cobiça e o resultado foi comer do fruto proibido, levando a seu marido a comer também, e as consequências  todos  nós sabemos. “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” Gn 3.6.

    Outro caso registrado na Bíblia em que a cobiça levou a um dos soldados de Israel, na época da conquista da terra da Promessa, cometer pecado contra Deus, que trouxe para ele, sua família, e para o povo de Deus resultados  funestos.  Acã movido pela cobiça, segundo o seu próprio testemunho, se apropriou do anátema e o escondeu em sua tenda. “E respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinquenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela” Js 7.20,21.
     Outro episódio que mostra bem o perigo da cobiça foi o protagonizado por Absalão, filho de Davi, que usurpou o trono pertencente ao seu pai, obrigando ao rei a fugir de Jerusalém para escapar com vida. (Veja essa história em 2 Samuel capítulos 15, 16, 17 e 18). O resultado desse pecado levou Absalão à morte prematura.
     Ainda outro episódio foi o de Adonias outro filho de Davi que, mesmo sabendo que Salomão seria o herdeiro no trono de Israel, pôs os olhos grandes no trono que não lhe pertencia. “Então, Adonias, filho de Hagite, se levantou, dizendo: Eu reinarei. E preparou carros, e cavaleiros, e cinquenta homens que corressem adiante dele” 1 Rs 1.5. O resultado dessa cobiça também foi a sua morte prematura, como juízo de Deus (1 Rs 2.23-25).
    No meio da Igreja Primitiva houve um caso de cobiça manifestado por um novo convertido que, vendo que pela imposição de mãos dos apóstolos os crentes recebiam o poder do Espirito Santo, quis possuir essa capacidade, oferecendo  dinheiro. “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus” At 8.18-21.
    Alguém já disse, e é verdade, que a cobiça é irmã gêmea da inveja. A pessoa cobiça porque tem inveja do que os outros têm.       
    Paulo recomenda aos crentes que não se deem a cobiça do que quer que seja, inclusive daquilo que não é material como, por exemplo, o ávido desejo de ser reconhecido por parte do povo de Deus (vanglórias). “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” Gl 5.26.
                             Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Não dirás falso testemunho

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O nono mandamento é uma ordem expressa de Deus para que o ser humano, especialmente aqueles que pertencem ao seu povo, não mintam em juízo, visando prejudicar a quem quer que seja.
    A palavra testemunho, segundo o dicionário de Aurélio, significa “depoimento duma testemunha em juízo; prova”. Olhando o significado dessa palavra bem como o da palavra testemunhar, concluímos que somos ordenados por Deus a falar a verdade; só testemunhar se tivermos certeza absoluta do que o que afirmamos é verdadeiro. A palavra falso, ainda segundo Aurélio, significa dentre outras coisas algo “contrário a realidade. Em que há mentira, ou dolo. Desleal, traiçoeiro. Infundado; inexato....”. Então, falso testemunho significa afirmar em juízo ou em qualquer outra circunstância aquilo que não é verdadeiro, visando prejudicar alguém.
   Desse abominável pecado é dito por Salomão que é algo que aborrece ao Senhor, que traz constrangimento a Deus. “Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” Pv 6.16-19.

   A lei divina era rigorosíssima na punição ao autor do falso testemunho. “Quando se levantar testemunha falsa contra alguém, para testificar contra ele acerca de transgressão, então, aqueles dois homens, que tiverem a demanda, se apresentarão perante o Senhor, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias. E os juízes bem inquirirão; e eis que, sendo a testemunha falsa testemunha, que testificou falsidade contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e, assim, tirarás o mal do meio de ti, para que os que ficarem o ouçam, e temam, e nunca mais tornem a fazer tal mal no meio de ti...”  Dt 19.16-21.
   No Antigo Testamento encontramos um episódio em que, por inveja e cobiça, duas pessoas são contratadas por uma mulher ímpia, a rainha Jezabel esposa do rei Acabe, para testificar contra um servo de Deus chamado Nabote por ele se recusar a vender uma vinha contígua a casa de Acabe na cidade de Jizreel, dizendo que ele tinha blasfemado contra Deus e contra o rei (Veja 1 Rs 21.1-16). Os juízes que julgaram o caso de Nabote foram coagidos por Jezabel e condenaram Nabote a morte por apedrejamento. “E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum e ponde Nabote acima do povo. E ponde defronte dele dois homens, filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei; e trazei-o fora e apedrejai-o para que morra” 1 Rs 21.9,10.  
   No Novo Testamento encontramos um caso que, por motivos religiosos, um servo de Deus foi acusado por duas falsas testemunhas, contratadas pelos lideres da Sinagoga dos Libertos que na época existia em Jerusalém, e o tribunal (o Sinédrio) condenou a morte por apedrejamento a Estevão um dos diáconos da igreja primitiva, que tinha um poderoso ministério de pregação da Palavra de Deus e que proferira um duríssimo discurso contra aqueles que se opunham a mensagem do Evangelho. “Apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei; porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu” At 6.13,14. (Veja todo o assunto em At 6.8-15; 7.1-60).
   Nos livros de história da Igreja lemos que milhares e milhares de servos de Deus, em diversas épocas, foram acusados falsamente e condenados à morte por diversos meios (decapitação, fogueira, atirados as feras, etc). Esses mártires preciosos sucumbiram diante  de falsos testemunhos de homens e mulheres impiedosos. Certamente que o juízo divino, na eternidade, será sem piedade sobre aqueles que levaram a morte, por falsos testemunhos, aos servos de Deus, pois o Senhor dará a cada um segundo as suas obras (Ap 11.17,18). 
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Não Furtarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O oitavo mandamento é uma ordem expressa de Deus para que o ser humano, especialmente aqueles que são do seu povo, não se aproprie de nada que pertença a outrem, a não ser com a autorização do proprietário.
    Sabemos pelas Escrituras que tudo o que existe pertence a Deus que tudo criou. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam” Sl 24.1.  Deus graciosamente deu bens aos seres humanos. De acordo com a sua soberana vontade a uns Ele deu muito e a outros, pouco, mas tudo vem de Deus, assim diz a Bíblia. “João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu” Jo 3.27.
    Assim sendo, os seres humanos devem se contentar com o que tem que, em suma, foi dado por Deus, desde que adquirido licitamente. As pessoas que receberam pouco de Deus não devem viver sob a síndrome da Gabriela, personagem do escritor baiano Jorge Amado:  “Eu nasci assim, vou viver assim, vou morrer assim, Gabriela”. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, disse aos escravos da época que se pudessem ser livres, aproveitassem a ocasião. Entendemos com esta expressão paulina que a pessoa pode e deve se esforçar para mudar socialmente de vida, de progredir financeiramente. “Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião” 1 Co 7.21.
    O direito a propriedade é sagrado e reconhecido pelas sociedades organizadas. Ninguém tem o direito de meter a mão naquilo que não lhe pertence, essa é a lei divina.

   Furtar, segundo o dicionário de língua portuguesa Aurélio, significa, dentre outras coisas, “Subtrair fraudulentamente  (coisa     alheia); roubar. Fazer passar como seu (trabalho, ideia, etc). Percebe-se pela significação da palavra que furtar não é só se apropriar de um objeto pertencente a outrem. A questão é mais profunda do que pensamos. Por exemplo, diz-se de Absalão filho de Davi, que ele furtava o coração do povo (afeto) de seu pai, o rei de Israel. (Veja 2 Sm 15.6)
     No Antigo Testamento a pena para o ladrão, aquele que furtava, era ser obrigado a pagar quatro ou cinco vezes o valor do que fora furtado, e se porventura fosse apanhado furtando de noite, e se o proprietário o matasse, esse proprietário não seria culpado de crime de sangue. “Se alguém furtar boi ou ovelha e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois; e pela ovelha, quatro ovelhas. Se o ladrão for achado a minar, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue” Ex 22.1,2. Se, porventura, o ladrão não tivesse com que restituir o roubado conforme a Lei, seria  vendido como escravo. “... O ladrão fará restituição total; e se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto” Ex 22.3. Na época de Salomão a pena pelo furto aumentou a restituição para sete vezes.(Veja Pv 6.30,31).
    A Bíblia diz que Deus odeia o roubo, que para o Senhor é considerado iniquidade. “Porque eu, o Senhor, amo o juízo e odeio a iniquidade do roubo;...”. Is 61.8.
    O profeta Malaquias nos traz uma revelação sobre o dízimo do Senhor, dizendo que reter o dízimo do Senhor e não entregá-lo a quem Deus determinou que fosse entregue (Israel no passado e a Igreja no presente) isso seria considerado um roubo. “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” Ml 3.8. Continua o profeta dizendo que por causa desse roubo o povo de Deus não tinha prosperidade. Depois de advertir ao povo, ele revela a ordem de Deus: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” Ml 3.10.
    No Novo Testamento esse mandamento é ratificado por Jesus e por seus apóstolos.  Sobre o assunto Paulo disse: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” Ef 4.28. Ainda na Bíblia é dito que o furto é uma das obras da natureza pecaminosa do homem (Mc 7.21-23).       
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Não Adulterarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    Deus ao criar o ser humano implantou nele um  poderoso instinto que é o instituto sexual. Isso Deus fez, infere-se da revelação divina através de sua Palavra, para que o Seu programa eterno tivesse curso. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra,...” Gn 1.27,28. Para que a procriação tivesse oportunidade Deus uniu o homem e a mulher em matrimônio e os autorizou dentro dessa instituição, e somente dentro dela, a usar o sexo. “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” Gn 2.22-24.
   Todo e qualquer relacionamento sexual fora do casamento é pecado aos olhos de Deus. Quando se trata de um relacionamento sexual fora do casamento envolvendo um dos cônjuges isto é considerado por Deus como um adultério. Adultério, portanto, é aquele tipo de relacionamento sexual envolvendo uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. Esse tipo de relacionamento era punido por Deus com a pena máxima, a morte. “Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera” Lv 20.10.

   No Antigo Testamento o caso mais famoso de escândalo sexual relacionado ao assunto que estamos tratando foi o caso do grande rei de Israel, Davi, quando adulterou com Batseba, mulher de um dos seus soldados. Esse escabroso episódio está relatado em 2 Sm 11.1-27. O desdobramento do pecado de Davi o levou a cometer outro pior aos olhos humanos que foi arquitetar o assassinato de Urias, o esposo de Batseba, cumprindo-se assim aquela palavra que o próprio Davi escreveu mais tarde num dos seus salmos penitenciais: “um abismo chama outro abismo”, ou seja, um pecado não tratado leva a se cometer outro mais grave.
    O Senhor Jesus interpretando o sétimo mandamento enfatizou o princípio nele contido, dizendo que o adultério aos olhos de Deus não consiste apenas no ato sexual em si fora do casamento, e sim também na intenção do coração. “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” Mt 5.27,28. Estas palavras do Senhor Jesus nos mostram quão grave  é essa questão aos olhos de Deus.
     O Novo Testamento apresenta outro caso difícil sobre o assunto e como ele foi tratado por Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi o caso da mulher adúltera, registrado em Jo 8.1-11. Nesse caso observamos que os facciosos líderes israelitas não trouxeram a Jesus a outra parte envolvida, o homem adúltero, pois ambos deveriam ser condenados a morte. Os acusadores da mulher disseram a Jesus que ela foi pega no próprio ato adulterando, e citaram o mandamento que mandava que ela fosse apedrejada, e perguntaram a Jesus o que ele dizia sobre o assunto. O Senhor Jesus com a sabedoria que lhe era peculiar disse àqueles acusadores que quem não tivesse pecado atirasse a primeira pedra. Todos foram atingidos por aquela poderosa palavra de Deus e tendo consciência de que eram pecadores, saíram de mansinho. O Senhor graciosamente perdoou aquela mulher, mas lhe disse depois de perdoá-la: “... vai-te, e não peques mais”.
    Amados, hoje com a banalização do sexo, esse mandamento, na cabeça daqueles que não temem a Deus, caducou, mas a santa Palavra de Deus nos diz que o adultério é pecado aos olhos de Deus e que quem vive em adultério não entrará no reino dos Céus. “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” 1 Co 6.10.              
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Não Matarás

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O sexto mandamento (Não matarás) é uma ordem expressa de Deus para que  o homem enquanto indivíduo não tire a vida de seu semelhante sob nenhuma circunstância, pois a vida é um dom de Deus e só Ele tem autoridade para tirá-la. “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” 1 Sm 2.8. Quem comete um assassinato de forma premeditada ou não, comete um crime hediondo, cuja pena pela lei divina é a morte (exclua-se desse “não” aquele tipo de morte que foi protagonizada por uma pessoa, mas ela não tinha intensão de matar, aliás, a própria lei mosaica apresentava um atenuante para esse tipo de caso - Nm 35.9-34).
   Quando Deus fez o homem o fez para viver para sempre, mas o pecado trouxe consigo a pena de morte. “O salário do pecado é a morte...” Rm 6.23. Quando os nossos primeiros pais pecaram os seus corpos e os de seus descendentes tornaram-se vulneráveis a morte física. É sabido que todo o corpo humano tem pontos vitais que se atingidos acarretam, geralmente, a morte.
  Quem comete um assassinato afronta ao Criador e fere uma das áreas mais sensíveis de Deus que é a Sua soberania, pois, como já foi dito, só Ele é o que dá a vida e só Ele é quem tem o direito de tirá-la. Por essa razão é que a pena para o autor de um assassinato era a morte. “E não tomareis expiação pela vida do homicida, que culpado está de morte; antes certamente morrerá” Nm 35.31.

  Segundo a Lei divina, para que não se cometesse injustiça matando o inocente acusado de assassinato, só pela boca de duas ou três testemunhas é que a condenação do acusado seria feita. “Por boca de duas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha, não morrerá. A mão das testemunhas será primeiro contra ele, para matá-lo; e, depois, a mão de todo o povo;...”  Dt 17.6. Por sua vez as testemunhas eram exortadas a serem fidedignas, pois se não fossem  a pena de morte seria revertida contra ela. “E os juízes bem inquirirão; e eis que, sendo a testemunha falsa testemunha, que testificou falsidade contra seu irmão, far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão;...” Dt 19.18,19.
    O primeiro assassinato da história da humanidade  foi o perpetrado por Caim que com inveja de seu irmão Abel o matou. Naquela época  quando a Lei divina não fora ainda revelada, a punição de Caim foi o seu banimento da presença de Deus e do seio de sua família.
   O Senhor Jesus quando interpretou o sexto mandamento abordou a questão da intenção de matar como pecado e não só a execução do ato. “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo...”  Mt 5.21,22.
   Algumas questões podem ser aventadas quanto ao assunto. Por exemplo: Matar em caso de guerra. Outra questão: Quem neste mundo está autorizado a matar? Quanto à primeira, temos que considerar algumas guerras como juízo de Deus sobre um ou mais povos. Nesses casos os indivíduos que matam o seu semelhante não levam a culpa do pecado de morte desde que a guerra tenha uma causa justa aos olhos de Deus (Israel foi o instrumento de Deus para limpar a terra de Canaã dos seus habitantes que estavam sob a maldição divina). Quanto à segunda questão, Deus autorizou ao Estado, legalmente constituído, a tirar a vida de um indivíduo desde que ele seja de fato culpado, ou seja, a pena de morte é uma pena autorizada por Deus para punir o assassino que cometeu o crime de forma premeditada ou por um acesso de furor.
     O Estado tem como um de seus representantes as forças policiais em diversos níveis. Imaginemos um caso de um policial que está em diligência e é confrontado por um marginal que investe contra ele para lhe tirar a vida e o policial o abate primeiro. Nesse caso o marginal investiu contra uma autoridade constituída por Deus e trouxe sobre si a condenação prevista na lei divina (Leia Rm 13.1-5). O policial que matou o meliante não é culpado de crime de morte.    
 Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 31 de março de 2014

Honra a teu pai e a tua mãe

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    Vimos no primeiro artigo sobre Os Dez Mandamentos que os quatro primeiros mandamentos contemplam o relacionamento do homem com Deus e os seis restantes o relacionamento do homem com o seu semelhante.
   O quinto mandamento do Decálogo trata do relacionamento dos filhos para com seus pais (pai e mãe). “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” Ex 20.12.
  Deus ao criar o primeiro casal deu-lhe a capacidade de juntos (marido e mulher) gerarem novos seres humanos (Gn 1.27,28). Os pais quando gera um filho, a criança em formação passa nove meses (normalmente) no ventre de sua mãe. Depois que nasce, fica sob os cuidados dos pais especialmente da mãe até que tenha condições de, por si mesmo, se alimentar e de fazer suas necessidades em lugares apropriados (o ser humano é um dos seres vivos que na fase de recém-nascido é totalmente dependente de outrem). Esse cuidado ainda se estende por muitos anos, e até mesmo durante a vida inteira do filho. Parece-me que esse mandamento dado por Deus aos filhos tem a ver com a questão da gratidão. Os filhos devem ser gratos aos seus pais pelo fato de terem sido instrumentos usados por Deus para trazê-los a este mundo, e por terem cuidado deles durante a fase de maior dependência de suas vidas. “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” 1 Ts 5.18.

   Tratando-se do mandamento em questão podemos observar que ele está atrelado à benção da longevidade, que é viver muito tempo na face da terra, o que é algo desejável, normalmente, pelos seres humanos (para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá).
    Na estrutura familiar (cônjuges, pais e filhos) existem mandamentos para  todos, visando um viver harmonioso que  glorifique a Deus bem como promova a felicidade no lar (Ef 5.22-33; Cl 3.18,19; Ef 6.1-4; Cl 3.20,21). Às esposas Deus ordena que obedeçam aos seus maridos. Aos maridos Deus ordena que amem suas esposas. Aos pais é ordenado por Deus que não irritem aos seus filhos e que os crie nos caminhos do Senhor; e aos filhos Deus ordena que honrem a seus pais, obedecendo-lhes em tudo exceto no pecado.
    No Antigo Testamento um filho rebelde que não honrava aos seus pais,  a pena estipulada para ele era a morte por apedrejamento público, para que todos vissem e temessem a Deus e honrassem a seus pais. “Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, então, seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade e à porta do seu lugar, e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz, é um comilão e beberrão. Então, todos os homens da sua cidade o apedrejarão com pedras, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, para que todo o Israel o ouça e tema. Dt 21.18-21. Essa duríssima pena existente na lei de Deus do passado mostra claramente a indignação do Senhor para com aquele filho que não honra a seu pai nem a sua mãe.
    Paulo, apóstolo, quando trata da estrutura familiar, e se refere a esse mandamento, na nova Aliança, ele prefere apontar o aspecto positivo da obediência a ele. “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” Ef 6.1-3.
    Considerando que a lei de Deus é santa e o mandamento santo, justo e bom (Rm 7.12), é de bom alvitre que os filhos entendam isso e procurem honrar aos seus pais enquanto estão vivos, ouvindo-os respeitosamente sendo-lhes gratos pelo cuidado que tiveram por eles durante a sua vida, procurando assisti-los em tudo especialmente na velhice. Fazendo assim, a santa Palavra de Deus garante a esse filho uma benção sem medida, especialmente aquela benção de ter uma vida longeva.             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 21 de março de 2014

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O quarto mandamento do Decálogo trata da proibição de se trabalhar no dia de sábado. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou.”. Ex 20.8-11.
   O mandamento começa com um chamado à lembrança de se deve guardar o dia de sábado. Em seguida encontramos a proibição de se trabalhar no dia de sábado e a extensão dessa proibição à própria pessoa, a seus filhos, servos, animais de carga e até aos estrangeiros que habitavam com o povo de Israel. Depois da proibição são dadas duas razões do porquê do mandamento (em seis dias o Senhor fez os céus e a terra e o mar e tudo que neles há; Deus abençoou e santificou o dia de sábado).

   Reportando-nos a criação podemos observar que Deus fez toda a sua obra em seis dias de vinte e quatro horas. No dia sétimo, o sábado, com a obra da criação acabada, diz a Bíblia que Deus descansou das obras criadas. Esta expressão descansar no dia de sábado não quer dizer que Deus se cansou com o trabalho que fizera. Lembremo-nos de que Deus é onipotente e tudo que fez foi com o poder de sua palavra. “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hb 11.3.
O tempo é uma dadiva de Deus ao homem que tem a sua vida limitada por ele. Deus  graciosamente dividiu o tempo em segundo, minuto (60 segundos), hora (60 minutos), dia (24 horas), semana (sete dias), mês (trinta dias em média), e ano (doze meses).
     A quebra do mandamento da guarda do sábado no mundo bíblico, especialmente no Antigo Testamento, atraia o juízo divino sobre o transgressor. (Veja Nm 15.32-36). Uma das razões do cativeiro babilônico foi a quebra do mandamento da guarda do sábado por parte do povo de Deus (Veja Jr 17.27; Ne 13.17,18). No Novo Testamento encontramos os judeus observando de forma legalista o dia do sábado, sendo por isso criticado pelo Senhor Jesus (Mt 12.9-14).
   O Senhor Jesus com a autoridade que tinha como Deus reinterpretou o mandamento da guarda do sábado dando-lhe a dimensão correta, esclarecendo o seu verdadeiro significado. O princípio do mandamento da guarda do sábado, segundo se extrai do que Jesus disse, é que do tempo semanal que Deus deu ao homem um dia deve ser reservado para descanso e adoração a Deus. ”E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem até do sábado é senhor” Mc 2.27,28.
   Outra questão relacionada ao assunto e que merece uma explicação é a guarda do domingo no mundo cristão. A explicação é a seguinte: Uma, é a que se refere ao princípio estabelecido do sábado, que é de que um dia da semana seja utilizado para descanso do homem e para adoração a Deus. A outra é que no domingo, o primeiro dia da semana, após o sábado, é comemorado o dia da ressurreição de  nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja primitiva se reunia no primeiro dia da semana (domingo) para realizar os seus cultos, inclusive, em duas ocasiões, com a presença física de Jesus. O fato da guarda do domingo e não da do sábado por parte da Igreja não consiste em transgressão, pois a mesma está sendo coerente com o principio estabelecido por Deus quanto ao sábado, e com a prática da Igreja apostólica. (Jo 20.1,19,26; At 20.7; 1 Co 16.2). 
   Contextualizando o assunto no que se refere a mandamento, transgressão e juízo, é importante observar que a regra continua a mesma. Não separar um dia da semana para descansar e adorar a Deus consiste em transgressão e que, com certeza, os infratores estão sob juízo divino.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    O terceiro mandamento do Decálogo trata da proibição de se mencionar levianamente o grande nome do Senhor, do Deus dos Céus. “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.
    Estudando as Sagradas Escrituras verificamos que no Antigo Testamento Deus é chamado pelos nomes de Yaweh (Yavé) o mais sagrado deles, Adonai, Shaddai, El, Elohim, Elyon. No Novo Testamento Deus é chamado de Theos, Kyrios, e de Pater. A exceção de Yaweh, os demais nomes foram dados pelos escritores inspirados. Em relação à Yaweh foi o próprio Deus quem se nomeou quando respondeu a pergunta de Moisés sobre qual seria o nome de quem o comissionara para tirar o povo de Israel do Egito. “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3.14) disse Deus a Moisés. Essa expressão na língua original do Antigo Testamento (hebraico) expressa nos caracteres de nossa língua é o tetragrama YHWH onde foram colocadas vogais para facilitar a pronuncia, daí Yaweh (Iavé, Javé, Jeová). “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura” Is 42.8. (Em algumas versões usa-se a palavra SENHOR com letras maiúsculas significando Yavé).

   No contexto bíblico, um nome é geralmente significativo, representa a pessoa, seu caráter, seus atributos, seu oficio, enfim o seu ser. Por exemplo: quando Deus mudou o nome do segundo filho de Isaque, de Jacó para Israel, foi porque houve uma mudança no caráter daquele homem produzida pelo próprio Deus. “Então disse: Não te chamarás mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” Gn 32.28. Quando Deus deu o nome de Jesus ao Seu Filho que encarnara foi porque ele salvaria o seu povo dos pecados deles. Jesus significa na língua grega, Salvador. “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” Mt 1.21.
     A proibição de Deus no Decálogo para que não se pronunciasse o seu nome (YWHW) em vão é porque o seu nome representa o que Deus é, no caso, autoexistente, aquele que existe por si mesmo, sem depender de ninguém nem de nada, todo-poderoso, sublime, etc. “Redenção enviou ao seu povo; ordenou o seu concerto para sempre; santo e tremendo é o seu nome” Sl 111.9.
    Dizem que os escribas judeus levaram tão a sério esse mandamento que até quando copiavam os escritos sagrados e chegavam a esse nome, se lavavam cerimonialmente e trocavam a pena comum que usavam por uma pena de ouro, para grafar o nome de YWHW.
    No Novo Testamento nos é dito que o nome de Jesus é superior a qualquer outro nome dado entre os homens e anjos, e que toda a língua proclame a grandeza desse nome, para a glória de Deus Pai. “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.9-11.    Como Jesus é Deus, ao seu nome deve ser dada a glória que lhe é devido, conforme o Novo Testamento.
   Olhando para as Escrituras como um todo, podemos constatar que os nomes de Deus, sejam os identificados no Antigo Testamento ou no Novo Testamento, devem ser mencionados somente quando for celebrado “Engrandecei ao SENHOR comigo, e juntos exaltemos o seu nome” Sl 34.3. (Veja ainda At 19.17), invocado “Louvai ao SENHOR e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos” Sl 105.1 (Veja ainda At 7.59), ou proclamado “Então, declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação” Sl 22.22 (Veja ainda Lc 24.47).
  Isto posto, é considerada uma transgressão quando se pronuncia o nome de Deus em vão, conforme diz o Decálogo.                     Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 7 de março de 2014

Não farás para ti imagem de escultura

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    As Sagradas Escrituras nos revelam que Deus ao criar o homem imprimiu em sua alma um sentimento de dependência dele, isto quer dizer que o ser humano só encontra plena satisfação em Deus, que o criou a Sua imagem e semelhança. Agostinho de Hipona, um dos pais da Igreja, expressou esse sentimento, que é comum aos homens: “Quão tarde te amei ó antiga e sempre nova formosura, quão tarde te amei! Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração até que em Ti descanse”.
   Por causa do pecado, que afastou o homem de Deus e o mergulhou em trevas espirituais, esse homem com sede de Deus, mas sem ter uma revelação especial que falasse de Deus mostrando como de fato Ele o é (isto seria feito de forma progressiva através das Escrituras), apesar da revelação através das obras da criação revelar Deus até certo ponto, levou-o a confundir Deus com as coisas criadas (sol, lua, estrela, animais, homens, aves, peixes, etc), e para que esse aspecto religioso se expressasse de forma concreta, o homem começou a fazer representação física (imagens de esculturas) dessas coisas, venerando-as, adorando-as e servindo-as. As culturas mais antigas mostram essa tendência natural do homem de adorar a criatura no lugar do Criador (Veja Romanos 1.18-32).
   Um ídolo ou uma imagem de escultura é, segundo o dicionário de Aurélio, uma “Estátua, ou simples objeto cultuado como deus ou deusa; Objeto que se julga habitar um espirito, e por isso venerado; Pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo”.

   O segundo mandamento proíbe terminantemente que o homem faça para si imagem de escultura de qualquer coisa existente nos céus, inclusive aquelas que possam representar as pessoas da Santíssima Trindade e os anjos,  na terra, e nas águas, e que se encurve diante delas e as sirva. “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor, teu Deus, sou Deus zeloso...” Ex 20.4,5.
    No Salmo 115 encontramos um arrazoamento e um libelo contra quem faz e contra quem se dobra diante de uma imagem de escultura: “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; nariz tem, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam” Sl 115.4-8. Esse libelo é repetido pelo salmista no Salmo 135.15-18.
   Quem faz uma estátua com fins religiosos está sob juízo divino, bem como aqueles que se dobram diante dela, e confia nela e a serve, isto é o que é dito nos dois Salmos citados. “Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e os que neles confiam” Sl 115.8 (Sl 135.18).
   No contexto histórico do Decálogo, o mandamento foi dado para limpar os israelitas que saíram do Egito, impregnados por uma cultura politeísta, e que iria possuir a terra da promessa onde habitavam sete nações idólatras, sendo, no caso, o povo de Deus usado como instrumento para punir aqueles povos.
  Apesar da força desse mandamento, o povo de Deus do passado falhou terrivelmente nessa área, ocasionando os cativeiros impostos tanto pelos assírios como pelos babilônicos. O povo de Israel só foi curado da idolatria depois de duras penas impostas pelos cativeiros.
    No Novo Testamento encontramos o apóstolo Paulo dizendo que quem adora a ídolos, adora a demônios. “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” 1 Co 10.19,20.
   Quanto ao ritual religioso da Igreja Católica Romana no qual o Deus dos cristãos, os anjos e os santos do passado são representados por estátuas, o mesmo se enquadra na proibição do segundo mandamento e, portanto, está sob juízo divino.  
 Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Não terás outros deuses diante de mim

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    No primeiro mandamento do Decálogo encontramos uma declaração onde nos é revelada a existência de um único Deus verdadeiro, e que esse Deus deve ser, e somente ele, adorado, servido e glorificado pelas suas criaturas, tendo em vista ser Ele também o Criador de todas as coisas.
    As Sagradas Escrituras nos revelam ainda que esse  Deus verdadeiro é o Espirito puríssimo, autoexistente, onipotente, onisciente, onipresente, infinito, imutável em seu ser, e possuidor de outros qualificativos maravilhosos.
    Esse Deus Uno, segundo a Escritura, é também Triúno, ou seja, é único em essência, mas subsiste em três pessoas distintas uma das outras, Pai, Filho e Espirito Santo, possuidoras dos mesmos atributos, tanto naturais (auto existência, onipotência, onisciência, onipresença, ...) como morais  (amor, verdade, justiça e santidade).
    Ainda as Escrituras nos mostram que esse Deus revelado é um ser pessoal, tendo inteligência, vontade e emoções.
   Ainda segundo a Bíblia Sagrada esse Deus é revelado através das obras da criação (revelação natural) e especialmente através das Escrituras (revelação especial). Na primeira classe da revelação é mostrado a sua deidade e o seu poder e por isso todas as criaturas, tanto de natureza espiritual como de natureza material, devem reverenciá-lo, adorá-lo e servi-lo. Através da revelação especial é revelado sobre esse Deus o seu ser, os seus atributos, o seu caráter e a sua soberana vontade.

    Aos seres humanos é dado, de forma clara e objetiva, o mandamento de que o único objeto de adoração e devoção é o Deus verdadeiro revelado nas Escrituras.
  Três religiões no mundo declaram-se monoteístas, que creem num só Deus: o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo. As religiões que creem na existência de vários deuses são chamadas de politeístas.
    Das três religiões que professam a crença num único Deus, só o Cristianismo é que professa a fé num Deus Triúno, único em essência, mas subsistindo na Trindade Santa: Pai, e Filho e Espírito Santo.
       Das duas vertentes do Cristianismo no mundo ocidental (Evangélica e Católica Romana) só o segmento evangélico está livre do politeísmo, já que o Catolicismo quando elevou Maria a posição de deusa, que recebe adoração e veneração por parte dos fiéis, tornou-se politeísta, mesmo sem reconhecer e declarar isto.
     Olhando para o contexto histórico do Decálogo, constatamos que a revelação da existência de um único Deus verdadeiro e o dever do homem de se curvar diante desse Deus em adoração, foi porque os israelitas iriam entrar na terra de Canaã onde habitavam sete nações que adoraram diversos deuses (Baal, Aserá, Dagom,  Moloque, etc), e Deus não queria que o Seu povo se desviasse da crença num único Deus e se curvasse em adoração àqueles que não são de fato o Deus dos Céus.
    Satanás, o fomentador das falsas religiões, quando tentou o Senhor Jesus na área mais sensível,  apresentou-se a si mesmo como um deus e ofereceu a Cristo a sugestão de que se ele o adorasse iria conseguir fama e glória neste mundo. A resposta do Senhor baseada nas Escrituras, foi: “Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” Mt 4.10.
   Contextualizando o que o primeiro mandamento diz para a vida da Igreja, o crente deve ter cuidado para não colocar no seu coração nada nem ninguém que venha ocupar o lugar que só pertence a Deus, como por exemplo: a família (marido, ou mulher, ou filhos), o dinheiro, a profissão, a posição social, enfim as coisas deste mundo, pois isso provoca ciúmes em Deus e causa-Lhe desprazer em relação aos que procedem assim. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?” Tg 4.4,5.                    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Os Dez Mandamentos

1º - Não terás outros deuses diante de mim; 2º - Não farás para ti imagem de escultura; 3º - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; 4º -   Lembra-te  do dia do sábado, para o santificar; 5º - Honra a teu pai e a tua mãe; 6º - Não matarás; 7º - Não adulterarás; 8º - Não furtarás; 9º - Não dirás falso testemunho; 10º - Não cobiçarás.
    Pretendemos pela graça divina comentar de forma sucinta os dez mandamentos da Lei de Deus, um por um, em cada domingo no boletim de nossa igreja, mandamentos esses dados por Deus para nortear a vida do seu povo, no inicio a vida de Israel, e depois do povo da Nova Aliança, a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo.
   O Deus revelado pelas Sagradas Escrituras é um Deus pessoal tendo, portanto, três características comuns a uma personalidade: inteligência, vontade e emoções. Além disso, as Escrituras nos revelam que esse Deus tem atributos (características próprias e distintivas do seu ser) que conhecemos como atributos naturais (onipotência, onisciência, onipresença, Infinitude, espiritualidade, etc), e atributos morais (santidade, justiça, amor e verdade).
   Os Dez Mandamentos estão alicerçados nos Atributos Morais de Deus. Eles foram entregues para obediência do seu povo nas duas dispensações (antiga e nova aliança).
  Os quatro primeiros mandamentos contemplam o relacionamento do homem com Deus e os seis restantes contemplam o relacionamento do homem com o seu semelhante, que foram condensados pelo Senhor Jesus em dois mandamentos:  Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e ao teu próximo como a ti mesmo.
   Os Dez Mandamentos foram entregues pelo próprio  Deus a Moisés no Monte Sinais onde o povo de Israel se encontrava após a saída do Egito. Foram gravados em duas tábuas de pedra pelo próprio dedo de Deus.

    Quando Moisés desceu do Monte Sinai, depois de Deus lhe ter entregado os Dez Mandamentos  ficou indignado com a idolatria dos israelitas que em sua ausência  fizera um bezerro de ouro e lhe prestava culto, devido a demorada ausência de Moisés que passara quarenta dias no cume do monte recebendo a revelação de Deus. Moisés, indignado com o desvio do povo, arrojou as duas tábuas da Lei no chão quebrando-as, o que fez com que Deus mandasse que ele lavrasse duas novas  tábuas e subisse novamente ao Sinai e lá Deus  escreveu de novo nas tábuas essa Lei tão preciosa.
   Os Dez Mandamentos é a condensação da Lei Moral entregue por Deus ao povo de Israel no Sinai, pois no Sinai Deus deu a Israel a Lei divina que abrange três áreas: Moral, Cerimonial e Civil. Essas Leis estão espalhadas nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A Lei Moral foi dada para nortear o relacionamento do homem com Deus e com o seu próximo; A Lei cerimonial foi dada para nortear o culto judaico no santuário do Senhor, e a Lei civil para nortear o viver do povo de Israel na terra da promessa.
   Os Dez Mandamentos estão registrados nos livros de Êxodo (20.1-17) e Deuteronômio (5.6-21).
    Alguns objetam que os Dez Mandamentos caducaram com o estabelecimento da Nova Aliança, onde a lei de Cristo impera. Ledo engano! Se olharmos atentamente para o Novo Testamento haveremos de observar que todos os mandamentos, tais como são, exceto a questão da guarda do dia do sábado, foram ratificados por nosso Senhor Jesus Cristo ou pelos seus apóstolos. Em relação ao sábado é importante saber que o Novo Testamento não o revoga. Absolutamente não! O que o Salvador fez foi mostrar o verdadeiro principio do mandamento que é o de se reservar, no tempo semanal que Deus nos deu, um dia para descanso e adoração. A Igreja no início de sua existência costumava  se reunir no primeiro dia da semana, o dia seguinte ao sábado, para cultuar a Deus e celebrar a ressurreição de Jesus. No devido tempo explicaremos melhor a questão.
   É conveniente esclarecer que os Dez Mandamentos não foram dados só para observância do povo de Deus (Israel no passado e a Igreja no presente), mas para todos os seres humanos, que são feitos a imagem e semelhança de Deus. O ser humano  tem uma obrigação moral para com Deus, e será cobrado a esse homem no dia do juízo final essa responsabilidade, quando irão comparecer diante do Senhor para dá conta de sua vida, e um dos parâmetros  usado no Juízo Final será o Decálogo.                     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti   

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...