quarta-feira, 7 de junho de 2017

PREGAÇÃO PASTOR EUDES 04/06/17 - AS PARÁBOLAS DO REINO (O TESOURO ESCONDIDO)

Jesus no Getsêmani (Mc 14.37-42)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus no Getsêmani (Mc 14.37-42) Depois de ter uma conversa em particular com os seus discípulos (Jo 13 a 16) seguida da oração sacerdotal (Jo 17), de celebrar a Páscoa e instituir a Ceia Memorial, Jesus os levou para um horto florestal chamado Getsêmani (prensa de azeite) onde costumava ir com eles, para enfrentar uma batalha espiritual intensa. O texto acima nos diz que Jesus ao adentrar no Getsêmani pediu que os seus discípulos ficassem em um determinado lugar enquanto ele adentrava mais um pouco para orar ao Pai. Para esse momento íntimo com o Pai, Jesus levou consigo os seus discípulos mais achegados: Pedro, Tiago e João. A esses três apóstolos Jesus fez uma declaração impressionante: “A minha está profundamente triste até à morte” (Mc 14.34) e pede que eles vigiassem. Adentrando mais um pouco no jardim, pôs-se de joelhos e orou, dizendo: “Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14.36). Essa oração feita três vezes foi ouvida por Pedro, Tiago e João, visto que foi relatada pelos autores dos Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas). Depois de orar, Jesus encontra Pedro, Tiago e João dormindo e chama a atenção deles, dizendo: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espirito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” Mc 14.38. Nos intervalos entre os momentos de oração de Jesus, os discípulos citados foram vencidos pelo cansaço enquanto Jesus agonizava em oração, e Ele perguntou a Pedro por que não conseguia velar com Ele pelo menos uma hora. No episódio do Getsêmani, concluímos que ali se travou uma grande batalha entre a vontade humana de Jesus e a vontade de Deus. Jesus ali se rendeu incondicionalmente a vontade do Pai e levantou-se pronto da oração para enfrentar o drama do Calvário. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA - HABACUQUE (O MESSIAS PROMETIDO)

CRISTO NA BÍBLIA HABACUQUE – O MESSIAS PROMETIDO O profeta Habacuque, cujo nome significa em hebraico abraço, profetizou no reino de Judá um pouco antes e durante a crise final daquele reino que o levou a destruição e o consequente cativeiro babilônico (606 a 597 a.C.). A sua profecia começa com uma pergunta feita a Deus por que Ele estava demorando tanto em punir a rebelde Judá devido aos grosseiros pecados cometidos pelo povo de Deus da época. Deus em resposta diz que os puniria através da emergente potência militar dos caldeus (babilônicos). Essa resposta divina deixou o profeta atordoado e o levou a fazer outra pergunta ao Senhor que foi por que Ele iria usar, como instrumento de punição do seu povo, um povo mais ímpio do que ele. Em resposta Deus revela que, no devido tempo, puniria os babilônicos, o que de fato aconteceu através dos medos persas. No terceiro momento de sua profecia, Habacuque bendiz a Deus e revela o seu regozijo pelo fato de que Deus iria avivar o seu povo, e para isso fez uma belíssima oração e termina manifestando que cria na soberania de Deus em fazer tudo que revelara. “o justo por sua fé viverá”. Quanto a Cristologia não há referência explicita a ela, no entanto podemos perceber que a Deus pertence o justo juízo e Ele, no devido tempo, pune o pecador. O Senhor Jesus como o Deus Filho sempre participou dessa atividade de Juiz na história da redenção. Habacuque foi o único profeta do AT que enfatizou que a fé é o instrumento definido por Deus para justificar o pecador, que o declara justo aos olhos de Deus. A justificação pela fé em Cristo é um dos grandes dogmas redescoberto pela Reforma Protestante. O texto de Habacuque sobre o justo viverá da fé é mencionado por Paulo em duas de suas cartas (Rm 1.17 e Gl 3.11) e também pelo escritor aos Hebreus (10.37,38), e nos textos de Paulo a ênfase é a justificação do pecador perdido pela fé diante de Deus, graças aos méritos de nosso Senhor Jesus Cristo revelado na cruz do Calvário, ou seja, o pecador pela fé em Cristo foi declarado por Deus justificado. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti