terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CANTARES – O AMADO DA MINHA ALMA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) CANTARES – O AMADO DA MINHA ALMA O livro de Cantares foi o primeiro dos três livros canônicos escritos por Salomão: (Cantares, Provérbios e Eclesiastes). Nesse livro, Salomão enfatiza a beleza, o encanto do relacionamento sexual envolvendo um homem e uma mulher dentro do matrimônio. Parece que das mil mulheres que Salomão teve, a Sulamita do livro de Cantares era o verdadeiro amor de sua vida. Ainda nesse livro podemos observar os passos do relacionamento conjugal começando com o namoro, seguido do noivado e tendo por ápice o casamento do rei com a campesina Sulamita. O livro de Cantares era lido na festa da Páscoa para comemorar a nova relação pactual que Deus tinha estabelecido com Israel após libertá-lo da escravidão egípcia. Os profetas, especialmente Oséias, relatam uma relação especial de Deus com Israel, onde Deus é identificado como marido de Israel e Israel como esposa de Yavé, numa relação pactual de natureza espiritual, onde se estabelecem privilégios e responsabilidade, principalmente o amor de Deus por Israel e a fidelidade de Israel para com Deus. Em diversas ocasiões os profetas antigos identificavam os desvios idolátricos de Israel como uma prostituição, um adultério espiritual, como uma quebra do relacionamento matrimonial. No Novo Testamento o Senhor Jesus, o Yavé da Velha Dispensação é identificado como o atual noivo da Igreja isto em parábola proferida pelo próprio Senhor (a parábola das bodas – Mt 22.1-14 e a das dez virgens – Mt 25.1-13, e através dos escritos apostólicos – 2 Co 11.2; Ef 5.27; Ap 21.2). Que Salomão em Cantares simboliza Cristo não se tem dúvidas. Ele simboliza Cristo na busca por uma noiva, pela proposta de casamento para ela e pela relação intima de casados. A Igreja tem-No como o amado de sua alma, como aquele para quem os seus afetos estão direcionados. No livro de Apocalipse está previsto uma festa de núpcias entre Cristo o noiva e a igreja, a noiva do Cordeiro (Ap 19.9), festa esta que se dará quando do segundo advento de nosso Senhor Jesus que vem buscar a Sua noiva, arrebatando-a para si (1 Ts 4.13-18). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27)

Reflexões no Evangelho de Marcos Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27) Na época em que Jesus viveu, no meio do povo de Israel existiam diversos grupos religiosos dentre eles os saduceus. Esse grupo era composto da classe alta da sociedade israelita e dentre os seus componentes tinham muitos sacerdotes. Esse grupo não acreditava nada do reino espiritual (anjos, espíritos) e nem também na ressurreição dos mortos (At 23.6-10). A máxima deles no debate contra a ressurreição era uma história que dizia que existiram sete irmãos e os sete, por obrigação da lei do levirato (O homem era obrigado a casar com a viúva de seu irmão), casaram-se, um após o outro, com a mesma mulher, e eles indagavam em suas disputas religiosas qual dos sete homens, quando da ressurreição dos mortos, seria o marido daquela mulher que casara com os sete. Eles aproximaram-se do Senhor Jesus contaram-lhe a história (fictícia ou não) e perguntaram a Ele, de quem seria a mulher na ressurreição dos mortos, pois os sete a tiveram como esposa. A pergunta deu ensejo a Jesus a desmontar o sofisma daquele segmento religioso incrédulo. O Senhor começou a repreendê-los pelo fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. Em seguida, o Senhor revelou uma parte do programa escatológico divino em que para os ressuscitados as relações familiares inexistem, pois eles serão como os anjos dos céus, que não se casam nem se dão em casamento. Depois o Senhor cita as Escrituras que os saduceus aceitavam (o Pentateuco) dizendo que Deus ao falar com Moisés, na sarça, se revelara como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e acrescentou Jesus: Ora Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Concluindo, Jesus torna a repreendê-los dizendo que eles erravam muito em não acreditar na ressurreição corporal, no grande dia da consumação de todas as coisas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) ECLESIASTES – A RAZÃO SUPREMA DO VIVER O rei Salomão produziu três livros canônicos: Provérbios, Eclesiastes e Cantares. Cantares foi produzido na primeira fase do seu reinado. Provérbios no auge de sua vida ministerial e Eclesiastes no final de sua vida. A Bíblia nos revela que Salomão teve muitas mulheres, contrariando a recomendação do reino em Deuteronômio (Dt 17.8-13). As suas mulheres estrangeiras, adoravam outros deuses, e isso levou Salomão à idolatria e a afastar-se do Senhor. O texto histórico não relata a restauração espiritual de Salomão, mas isso aconteceu por causa da promessa de Deus feita a Davi em 2 Sm 7.12-16. Na aliança davídica, vemos que se o herdeiro de Davi (Salomão) falhasse Deus não retiraria dele a sua benignidade como tirara de Saul. O livro de Eclesiastes é uma profunda reflexão sobre a existência do homem na terra. Salomão fala sobre a falta de sentido da vida sem a presença de Deus. Tudo é vaidade e correr atrás do vento. O livro termina com um importante conselho: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”. Olhando as Escrituras podemos observar que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e só Deus pode preencher o vazio do seu coração, ou seja, só Deus pode dá sentido à existência humana. O livro de Eclesiastes não tem nenhuma referência cristológica explicita, no entanto a sua mensagem fala profundamente da insatisfação da alma que vive só em função das coisas deste mundo e por natureza aspira pela presença de Deus. O Senhor Jesus citando Deuteronômio 7.3 disse que nem só de pão viverá o homem e sim também de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Dt 8.3; Mt 4.4). Tratando da satisfação da alma, o Senhor Jesus disse que quem bebesse da água que ele desse nunca mais teria sede, pois essa água faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna (Jo 4.14). Ele disse também que viera para que quem cresse nele tivesse vida e vida com abundância (Jo 10.10). Disse ainda o Senhor que quem cresse nele, do seu interior fluiria rios d`água viva (Jo 7.38). O vazio do homem identificado em Eclesiastes só pode ser preenchido, com certeza, pelo Bendito Filho de Deus, no Senhor Jesus Cristo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) PROVÉRBIOS – A SABEDORIA DIVINA O livro de Provérbios é um dos livros do grupo de livros do Antigo Testamento chamados de Poéticos. Os Poéticos por sua vez se dividem em livros de sabedoria (Jó, Provérbios e Eclesiastes) e livros hínicos (Salmos e Cantares). A maioria dos provérbios foi escrita por Salomão, que foi um habilidoso escritor. O texto de 1 Reis 5.12, nos diz que ele produziu três mil provérbios sendo muitos deles aproveitados no livro de Provérbios. Esse livro é o livro de máximas inspiradas por Deus. Os provérbios, conforme encontrados nesse livro, podem ser identificados por um versículo ou por um grupo deles. Quanto a Cristologia não encontramos nesse livro nenhum texto explicito que trate do assunto. No entanto, na discrição da excelência da sabedoria nos capítulos 8 e 9 (sendo sabedoria um substantivo abstrato), podemos observar uma personificação da mesma. É como se ela fosse uma personalidade (Pv 8.22-31). Termos tais como “o Senhor me possuía no inicio de sua obra”, “Deste a eternidade fui estabelecida”, “Quando ele preparava os céus, ali estava eu”, “então, eu estava com ele e era o seu arquiteto”, etc, inferem que o Senhor Jesus é representado nesse livro como a sabedoria divina. O rei Salomão foi o homem mais sábio da época, no entanto, nos é dito nos evangelhos que Jesus (Lc 11.31) é maior do que ele, inclusive no quesito sabedoria. Num monólogo dramático exposto no capitulo 8 de Provérbios, a sabedoria declara a sua associação com o Criador na eternidade, especialmente na obra da criação, inclusive dizendo que ela foi o agente da criação, o seu arquiteto, ou seja, Deus criou todas as coisas através dela. No Novo Testamento encontramos que o Senhor Jesus Cristo é a sabedoria de Deus (1 Co 1.24,30; Cl 2.3). Muitas das características da sabedoria descritas em Provérbios têm extraordinárias semelhanças Cristológicas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/02/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 29/01/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 01/01/2017

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 25/12/2016

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti - Pregação do dia 05/12/2016

A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17) Depois de proferir a parábola dos lavradores maus, o Senhor Jesus é arguido sobre uma questão delicada no meio do povo de Deus da época, que era a questão do imposto cobrado da nação israelita pelo império romano que dominava o mundo da época. Dois grupos de pessoas fizeram a pergunta: os fariseus e os herodianos. A pergunta visava levar Jesus, dependendo da resposta, a um confronto com Roma ou com os nacionalistas judeus. Os fariseus, como já sabemos, era um grupo radical rigoroso observador da lei mosaica e de suas tradições. Os herodianos eram um grupo politico, seguidor de Herodes, daí o seu nome. Na introdução da pergunta eles elogiaram ao Senhor Jesus dizendo que ele era um homem de verdade que não se impressionava com a aparência alheia, e que ensinava a verdade de Deus, e perguntaram: “é licito dar o tributo a Cesar, ou não? Daremos, ou não daremos?” O texto diz que Jesus percebendo a malicia da pergunta pediu uma moeda corrente da época e perguntou de quem era a efigie dela, e eles prontamente disseram: de César (imperador romano), e Jesus lhes disse estas célebres palavras: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O texto nos diz que eles ficaram maravilhados com a resposta. Com a sua resposta o Senhor Jesus estava ensinando que eles deveriam cumprir as suas obrigações civis, mesmo sob domínio estrangeiro, e também, principalmente, cumprir as suas obrigações para com Deus, sendo essas últimas mais importantes do que as primeiras. O cristão é cidadão de dois reinos: o deste mundo e do reino de Deus. Como cidadãos do reino humano, independente de qual seja a forma de governo, deve cumprir as suas obrigações, e como cidadão do reino de Deus também deve fazer o mesmo e essa última com muito mais dedicação. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Parábola dos Lavradores Maus (Mc 12.1-12)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Parábola dos Lavradores Maus (Mc 12.1-12) Uma parábola era uma história contada tendo como pano de fundo o cotidiano da vida da época, com a finalidade de trazer uma lição de natureza espiritual ou moral. Na parábola do texto em apreço, o Senhor Jesus tratou da Sua rejeição por Israel culminando com o Seu assassinato e do consequente juízo de Deus sobre aquela nação. A história contada por Jesus fala sobre um homem que plantou uma vinha e a arrendou a uns lavradores e ausentou-se do país. No tempo da colheita, mandou alguns dos seus servos para receber dos frutos da vinha, mas os arrendadores não quiseram cumprir o combinado, e despacharam os servos depois de tê-los espancados e humilhados. Isso aconteceu por diversas vezes. Por fim aquele proprietário, que representa Deus, mandou o seu único filho, para tratar com os lavradores e eles, perversamente o mataram fora da vinha (Jerusalém). É-nos dito pela parábola que aquele proprietário viria, puniria os lavradores maus e daria a vinha a outros. Essa parábola de Jesus foi dita contra a liderança de Israel que representava aquela nação, e que rejeitara o Filho de Deus, e que o mataria, o que de fato aconteceu. A parábola que era também uma mensagem profética se cumpriu na vida de Israel e do Filho de Deus. Eles rejeitaram o Messias esperado porque ele viera em humilhação e não em glória. Outro cumprimento profético é que Israel pelo fato de ter rejeitado o Messias perdera o seu status de povo de Deus dando lugar a Igreja. (Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros). Em seguida Jesus cita a escritura (Sl 118.22,23) que fala sobre a pedra de esquina rejeitada pelos edificadores e diz que essa obra da rejeição do Messias e da substituição de Israel pela Igreja era algo maravilhoso, por que fora feita por Deus dentro do seu propósito eterno. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A Purificação do Templo (Mc 11.15-19)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Purificação do Templo (Mc 11.15-19) Os quatro evangelistas relatam um episódio importante relacionado a Israel acontecido no final do ministério do Senhor Jesus que foi a purificação do templo, sendo que os sinóticos relatam isso no final do seu ministério e o de João no inicio do seu evangelho (Jo 2.13-22). No evangelho de Marcos (11.11) o relato nos diz que Jesus ao adentrar pela última vez em Jerusalém observou tudo o que acontecia no templo e depois foi para Betânia. Certamente o que Jesus viu no templo e não gostou deu ensejo ao que ele fez no dia seguinte. “... e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não consentia que ninguém levasse algum vaso pelo templo” Mc 11.15,16. É importante lembrar que o sistema religioso de Israel na época tinha diversas atividades que exigiam sacrifícios de animais. Evidentemente que para operacionalizar isso, tornava-se muito mais fácil para o adorador, no lugar de trazer um animal ou uma ave de um lugar longínquo, comprá-lo em Jerusalém e oferecê-lo ao Senhor. Jesus não questionou essa possibilidade. A questão de Jesus é que eles fizeram da religião um lucrativo negócio e isso dentro do próprio templo, no átrio. Quando veio de Betânia para esse processo de purificação, já veio com um azorrague (chicote) com o qual ameaçou ou até tenha dado umas chibatadas em alguém. Deus estava sendo insultado pela atitude daqueles que faziam da religião um negócio. A casa do Pai, disse Jesus, era um lugar de adoração e não um covil de salteadores. Essa obra significativa nos mostra quão sagrado é o lugar onde Deus é adorado. Na nova dispensação, a Igreja é o santuário do Deus vivo. As igrejas locais são santuários do Espirito Santo. Deus habita no meio da Igreja e no interior de cada crente genuíno. Os adoradores devem se vestir de santos ornamentos e terem o cuidado de não ferir a santidade de Deus, pois a Igreja é a coluna e firmeza da verdade e nela Deus é adorado e glorificado. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Autoridade de Jesus e o Batismo de João (Mc 11.27-33)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Autoridade de Jesus e o Batismo de João (Mc 11.27-33) Nos textos que enfocam a última semana de Jesus em Jerusalém podemos observar que os pernoites do Senhor eram em Betânia, uma aldeia próxima daquela cidade. No texto em questão, encontramos que Jesus regressara de Betânia para Jerusalém e lá no templo (átrio) vieram ao seu encontro os principais dos sacerdotes e outros líderes religiosos, e lhe perguntaram quem lhe dera a autoridade para derribar as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, bem como proibira que conduzissem qualquer utensilio pelo templo. O Senhor Jesus ao perceber a insolência daqueles homens fez-lhes uma pergunta sobre o batismo de João, como se ver no texto a seguir: “O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei!” Eles pegos de surpresa com a pergunta, confabulavam entre si, dizendo: “Se dissermos do Céu, dirá ele, por que não acreditastes nele? Se dissermos que o batismo de João era dos homens devemos temer o povo, pois eles consideravam João um profeta”. Cinicamente responderam a Jesus que não sabiam de onde viera o batismo de João. Então Jesus respondeu que tampouco revelaria para eles quem lhe dera autoridade para fazer o que fez. Algumas lições do texto em questão para nós: 1) A constante oposição dos lideres religiosos de Israel contra o Senhor Jesus era uma etapa da oposição sistemática que o reino das trevas faz contra reino da luz. O próprio Jesus disse que assim como perseguiram a ele, perseguiriam também a Igreja (Jo 15.20); 2) O segredo do Senhor é para aqueles que o temem (Sl 25.14), não é pra todo o mundo. Eles perguntaram a Jesus questionando a sua autoridade e o Senhor foi categórico em dizer que não lhes revelaria quem lhe dera autoridade para exercer o seu ministério. A pior tragédia na vida de uma pessoa é Deus não lhe revelar o seu propósito redentor Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Poder da Fé (Mc 11.20-26)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Poder da Fé (Mc 11.20-26) O texto em apreço enfoca o resultado da maldição lançada por Jesus sobre a figueira quando disse: “Nunca jamais coma alguém fruto de ti”. Marcos nos diz que ao passarem pela manhã viram que a figueira secara desde a raiz. Pedro ao ver a figueira seca, lembrou-se do que Jesus dissera, e disse: “Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou”. A observação de Pedro deu ensejo a Jesus de dizer-lhes o seguinte: “Tende fé em Deus”. E continuou dizendo que se eles tivessem fé suficiente, real, seriam capazes de transportar montes. Continuando o Senhor disse: “... tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco”. Mc 11.24. Depois Jesus encerra o seu ensino com a questão do perdão que o ofendido deve dispensar a quem o ofendeu, pois a falta de perdão compromete a resposta à oração. Esse texto nos traz algumas lições, a saber: 1) O extraordinário poder de que Jesus era possuidor. Falou amaldiçoando a figueira e se cumpriu poucas horas depois; 2) O poder da fé em Jesus. A fé genuína no Senhor Jesus leva o homem a um novo relacionamento com Deus. Torna-o filho de Deus e portas são abertas e as orações ouvidas; 3) Deus ouve as orações dos crentes se elas estiverem de acordo com a Sua vontade. O “tudo recebereis” do texto está condicionado a soberana vontade de Deus (1 Jo 5.14); 4) O perdão é divino. O texto diz que se não dispersarmos perdão aos nossos ofensores, as nossas orações não serão ouvidas. Essa última lição nos reporta ao que Jesus disse no sermão do monte, que se o adorador ao trazer a oferenda para o altar tiver inimizade contra alguém, deve resolver essa pendência baseado na lei divina sobre o perdão, e só assim a sua oferta será aceita por Deus (Mt 5.23,24). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

SALMOS – TUDO EM TODOS

CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes) SALMOS – TUDO EM TODOS O livro de Salmos faz parte do grupo de livros chamados de livros Poéticos. O rei Davi foi quem mais escreveu salmos. Dentre os salmos encontramos aqueles conhecidos como Salmos Messiânicos e Reais. Abaixo identificamos os salmos (citações) messiânicos e as correspondências dos mesmos no Novo Testamento: 1) SALMOS MESSIÂNICOS a) A Pessoa do Messias - Como Homem (Sl 8:4-5; Hb 2:6-8). - Como Deus (Sl 45:6, 11; Hb 1:8). - Como Ser Eterno (Sl 102:25-27; Hb 1:10). - Como Filho de Deus (Sl 2:7, 12; Mt 22:45; Hb 1:5). b) O Caráter do Messias - Benévolo (Sl 72:4, 12-14; Mt 11:5; 12:20). - Justo (Sl 45:7; Hb 1:10). - Santo (Sl 89:18-19; 145.17; Hb 7.26). c) A Obra do Messias - Na sua vida (Sl 40:6-8; Hb 10:5-7). - Na sua morte (Sl 22; Os Quatro Evangelhos). - Na sua ressurreição (Sl 16:10; At 2.31,32; 13:33-37). - Na sua ascensão (Sl 68:18; Ef 4:8). - No seu julgamento (Sl 72:2-14; 86:13; 98:9; 2 Ts 1:7-9; Ap 19). - No seu domínio (Sl 72:8; 96:10; 103:19; Ap 19:16). d) As Funções do Messias - Como Profeta (Sl 22:22; 40:9-10; Hb 2:12). - Como Sacerdote (Sl 110:4; Hb 5:6). - Como Juiz (Sl 72:2; 96:10-13; Mt 25:32; Ap 19:11; 20:11). - Como Rei (Sl 2:6; 89:27; Mt 25:31-34; 27:11; Ap 19:16). 2) SALMOS REAIS (O rei temporal olhando para o Rei Eterno) a) Casamento Real: (Sl 45). b) Coroações: (Sl 2, 72, 101, 110). c) Canções Guerreiras de oração ou louvor: (Sl 18, 20-21, 89,144). Apresentados em diversas formas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

JÓ – O REDENTOR QUE VIVE

CRISTO NA BÍBLIA JÓ – O REDENTOR QUE VIVE O livro de Jó é o primeiro livro do grupo chamado de Poéticos. Nele encontramos a história do patriarca Jó, contemporâneo de Abraão. Jó era um homem rico, bem casado, pai zeloso, cumpridor de seus deveres religiosos, enfim era um servo de Deus. De “um dia pra noite” Jó perdeu os seus bens, os seus dez filhos que morreram quando a casa onde se confraternizavam numa festa de aniversario caiu, e por fim perdeu a sua saúde, acometido que foi de uma doença maligna. A partir do capitulo três desse livro encontramos uma série de discursos proferidos por Jó e por seus amigos que vieram condoer-se com ele (Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú). O ultimo discurso do livro é proferido por Deus, revelando as razões e o objetivo dos sofrimentos de Jó. O livro termina com Deus graciosamente mudando o estado de Jó restituindo em dobro tudo o que perdera, inclusive dando-lhe outros dez filhos. Quanto a Cristologia, num dos seus discursos Jó faz uma extraordinária declaração: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” Jó 19.25. Jó cria piamente que o seu Redentor, ou seja, aquele que pagaria o preço de sua redenção (libertação) era um Deus vivo, real, verdadeiro. Jó tinha esperança de que esse Redentor se levantaria e viria em seu socorro. O Senhor Jesus, o Deus Filho, foi escolhido pelo Conselho da Santíssima Trindade para ser o redentor do ser humano. Ele, com a sua morte na cruz, credenciou-se a ser esse redentor esperado por Jó. Em Apocalipse sobre o assunto nos é dito: “... Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” Ap 5.9,10. Outra referência cristológica em Jó é aquela em ele diz que tinha um advogado nas alturas que cuidava de seus interesses (Jó 16.19). Jesus em Jó é Redentor e Advogado. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti