sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Levítico – O Sacrifício Expiatório

Cristo na Bíblia Levítico – O Sacrifício Expiatório Depois da saída do Egito, o povo de Deus aquartelou-se na planície defronte ao monte Sinai e lá ficou por onze meses onde foi construído o Tabernáculo, instituído o sacerdócio levita, entregue a Lei e organizado o exército. A lei entregue por Deus a Israel dividia-se em três partes: a lei moral, a lei civil e a lei cerimonial. A lei cerimonial disciplinava o culto que deveria ser oferecido a Deus (os oficiantes, os tipos de ofertas, as festividades. etc). Dentre as festividades encontrava-se o Dia do Perdão (Yom Kippur), que era o dia em que se oferecia sacrifício pelos pecados da nação. O livro de Levítico é riquíssimo em tipos e figuras representando a Cristo e a sua obra. O Dia da Expiação tinha como objetivo remover a culpa do pecado do povo através de sacrifício de sangue, purificando-o por mais um ano. Nesse ritual os israelitas choravam e afligiam a sua alma; o sumo sacerdote oferecia um novilho e dois bodes (um bode simbolizava a expiação, e o outro levava sobre si as iniquidades do povo). Esse ritual tipificava a Cristo, que expiou todos os nossos pecados pagando o seu preço e os levando sobre si. O bode para o qual os pecados eram transferidos e abandonado no deserto é o que nós chamamos de bode expiatório, que leva a culpa dos outros. No Novo Testamento, os dois bodes do Dia do Perdão figuram a Cristo nos textos: “Nessa vontade é que temos sido santificados mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” Hb 10.10. “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” Hb 10.12. (Veja ainda Hb 10.14). Pedro também falou sobre o assunto: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados...” 1 Pe 3.24. A obra sacrificial simbolizada por essa festividade também fora profetizada por Isaías (53.3,4): “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos”. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição (9.30-32)

Reflexões no Evangelho de Marcos De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição (9.30-32) No texto em questão, Jesus passava pela Galiléia e não queria que ninguém o soubesse. Nessa caminhada, o Senhor fez pela segunda vez a revelação do objetivo maior da sua vinda a este mundo que era oferecer a sua vida em sacrifício pelos pecados, e sua consequente ressurreição. A primeira vez que Jesus falou sobre esse doloroso assunto foi logo após a declaração de Pedro pelo Espírito Santo de que ele era o Messias (Cristo) prometido nas escrituras do Antigo Testamento. Naquela ocasião, Pedro fora repreendido por Jesus por tentar demovê-Lo da cruz (Mc 8.31-33). Na segunda revelação, a que é objeto desta reflexão, os discípulos ao ouvirem as solenes palavras de Jesus calaram-se, mesmo tendo dúvidas quando e como isso aconteceria. Olhando o programa redentor, entendemos que para resolver o problema do pecado do homem estava previsto que o Filho de Deus viria a este mundo, encarnaria, concebido pelo Espírito Santo no ventre da bendita virgem Maria, nasceria em Belém da Judéia, seria criado na Galiléia (Nazaré), exerceria um ministério de cura e libertação bem como de ensino, e que seria preso, condenado, morto, sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitaria dos mortos. A morte e a ressurreição de Cristo é o ápice do programa redentor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Cura de um Jovem Possesso (9.14-29)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Cura de um Jovem Possesso (9.14-29) Nessa parte do Evangelho, Marcos relata um incidente que aconteceu após a transfiguração do Senhor. O texto diz que um homem desesperado procurou os discípulos de Jesus e pediu que eles expulsassem um demônio que fazia o seu filho mudo, e eles não puderam. O pai do jovem descreve o lastimável estado dele quando o espirito maligno se manifestava. “e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando” v18. “e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar;...” v22. Depois de censurar a multidão por causa de sua incredulidade o Senhor mandou que Lhe trouxessem o jovem e ali em sua presença o demônio se manifestou, mas Jesus o repreendeu e o expulsou e o jovem ficou liberto. Antes da expulsão do demônio, o pai do jovem perguntou a Jesus se Ele poderia fazer alguma coisa, e se pudesse que o ajudasse. Aí Jesus respondeu com as celebres palavras: “Tudo é possível ao que crê” v23. Quando da expulsão do demônio o jovem ficou caído como morto, mas Jesus o tomou pela mão e o levantou. Em particular os discípulos perguntaram a Jesus porque eles não puderam expulsar o demônio. Jesus respondeu que naquele jovem estava uma casta de demônios e só com oração e jejum ela poderia ser expulsa. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Transfiguração (9.2-13)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Transfiguração (9.2-13) Seis a oito dias depois de Jesus desafiar a multidão sobre a necessidade de se levar a sério o discipulado, Ele conduziu a Pedro, Tiago e João (os dois filhos de Zebedeu) a um alto monte da Galiléia e lá se transfigurou diante deles - o seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes tornaram-se brilhosas como a neve. O texto de Marcos e dos outros Sinóticos (Mateus e Lucas) nos dizem que apareceram Moisés e Elias que falavam com Jesus sobre o que estava preste a acontecer em Jerusalém. Pedro, de tão entusiasmado que ficou, chegou a propor a Jesus a construção de três cabanas: uma para Moisés, uma para Elias e a outra para Ele. Em seguida, Marcos revela que a voz de Deus foi ouvida no monte testificando do Seu Filho, dizendo: “Este é o meu Filho amado; a Ele ouvi”. De repente, diz Marcos, Moisés e Elias desapareceram e eles não viram mais a ninguém, senão só a Jesus. Ao descer do monte, Jesus ordenou que não se divulgasse o que fora visto até que a sua morte e ressurreição acontecessem. Depois os três discípulos perguntaram a Jesus sobre Elias que veria primeiro, conforme a profecia de Malaquias 4.5. Em resposta, Jesus identificou Elias com João Batista que já viera. Mais tarde Pedro (2 Pe 1.16-18) comentou sobre a glória de Cristo revelada na transfiguração. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

CRISTO NA BÍBLIA: Gênesis – A Semente da Mulher

Cristo na Bíblia Gênesis – A Semente da Mulher O Senhor Jesus Cristo é o personagem principal de toda a Bíblia, é o ponto central de todo o programa redentor. A Bíblia, a revelação especial de Deus, revela a Cristo de forma progressiva. Nela Jesus é revelado através de profecias, tipos, figuras, instituições, relatos históricos e declarações teológicas. Pretendemos pela graça divina enfocar esse grande tema, identificando Cristo em cada livro ou grupos de livros da Bíblia, de forma sucinta, e começaremos com Gênesis. A primeira profecia referente à Cristo encontra-se em Gênesis 3.15 onde nos é dito que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, e em contrapartida a serpente lhe feriria o calcanhar. Essa profecia foi dada a Adão no Éden após a queda de nossos primeiros pais. O Redentor do ser humano seria um homem nascido de mulher que venceria o tentador, mas teria que sofrer por isso (morrer). Isso se cumpriu em Cristo conforme Paulo revela em Gl 4.4 e Cl 2.14,15. A segunda profecia acerca de Cristo encontra-se em Gn 12.1-3, onde encontramos Deus prometendo a Abraão que em sua descendência seriam benditas todas as famílias da terra. Deus falara que o Redentor seria da descendência do patriarca Abraão. Paulo disse que essa descendência era Cristo (Gl 3.16). A terceira profecia acerca de Cristo encontra-se em Gn 49.10, quando Jacó abençoava os seus filhos no leito de morte. Ele disse a Judá, o seu quarto filho, que o cetro (objeto símbolo de reinado) não se apartaria de Judá e que esse reinado seria dado a Siló, um dos nomes atribuídos ao futuro Rei Messias que viria e governaria os povos. Além dessas profecias diretas acerca do Redentor vindouro encontramos nesse livro uma série de tipos e figuras que representam a Cristo nos episódios registrados como, por exemplo, a morte de animais no Éden de cujas peles Deus fez vestimentas para cobrir a nudez do primeiro casal. Vemos ainda a questão da oferenda cruenta feita por Abel que tanto agradou a Deus. Temos ainda a arca que foi o instrumento de salvação de Noé e de sua família da destruição pelo dilúvio. Vemos também “o sacrifício de Isaque” que aconteceu em figura, que representa Deus sacrificando o Seu Filho Jesus na cruz, conforme dito em Hb 11.17-19. Temos ainda Melquisedeque que tipificava a Cristo como Rei Sacerdote; José é outro tipo de Cristo sendo vendido por seus irmãos e sendo o provedor do seu povo, e assim por diante. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

CRISTO NA BÍBLIA: Êxodo – O Cordeiro Pascoal

Cristo na Bíblia Êxodo – O Cordeiro Pascoal O livro de êxodo relata no seu início o drama da descendência de Abraão no Egito e a sua libertação através da ação poderosa de Deus. Nesse livro encontramos o relato do nascimento, crescimento e chamada de Moisés para libertar o povo de Deus da escravidão egípcia. A Bíblia diz que Deus feriu o Egito com dez pragas, sendo a última a morte dos primogênitos. Para poupar o seu povo, Deus instruiu Moisés sobre o quê os israelitas deveriam fazer para escapar da destruição quando um anjo passasse sobre o Egito matando os seus primogênitos. A orientação consistia em que cada família separasse um cordeiro de um ano, sem defeito, macho, e o imolasse no crepúsculo da tarde de um determinado dia e passasse o seu sangue nos umbrais da porta das casas. O sinal do sangue nos umbrais das portas era a garantia de que o anjo da destruição não mataria os primogênitos dos israelitas que estivessem abrigados sob a casa marcada pelo sangue. Esse cordeiro que seria morto e cujo sangue seria uma segura proteção para o povo de Deus é um notável tipo de Cristo. Lembremo-nos de que no Novo Testamento nos é dito que João Batista, o precursor de Cristo, ao ver a Jesus que vinha ao seu encontro, disse: “... Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo 1.29. João repete essa mesma mensagem na presença de dois de seus discípulos (Jo 1.36). Escrevendo aos coríntios, Paulo disse que Jesus é a nossa Páscoa (1 Co 5.7) (A Pascoa era uma festividade israelita que fora instituída como um memorial da libertação dos hebreus da escravidão egípcia). Além do Cordeiro Pascoal em Êxodo, o próprio Moisés representa a Cristo como o libertador do seu povo. Moisés libertou Israel da escravidão do Egito e o conduziu para a terra da promessa. Cristo nos libertou da escravidão do pecado e nos leva para o Céu (Cl 1.13). Ainda em Êxodo temos o maná que alimentou o povo no deserto. Cristo é o pão (maná) vivo que desceu do Céu e que dá vida aos homens. O Tabernáculo com as suas peças (o altar do holocausto, a pia de lavar, o candelabro de ouro, a mesa dos pães da proposição, o altar do incenso, e a arca da aliança) representam a Cristo e a sua obra. Ainda nesse livro, Arão representa a Cristo como sumo sacerdote, como o representante do homem diante de Deus. Jesus como sumo-sacerdote, na cruz intercedeu pelo seu povo e intercede ainda no Céu. Na cruz Ele foi o oficiante e a vítima oferecida a Deus em sacrifício para perdão dos pecados dos homens. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Cada um deve levar a sua cruz (8.34-38; 9.1)

Reflexões no Evangelho de Marcos Cada um deve levar a sua cruz (8.34-38; 9.1) Depois da conversa íntima com os seus discípulos, o Senhor Jesus dirigiu-se a eles novamente e a uma multidão que chamara a si e revela a todos o que Ele esperava de seus seguidores, sobre o desprendimento que eles deveriam ter diante da vocação para segui-lo: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me” Mc 8.34. Em seguida, Jesus falou sobre a devoção que os seus seguidores deveriam ter a Ele a ponto do martírio. “... qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará” Mc 8.35. Ainda nessa conversa Jesus revela o altíssimo valor da alma humana. “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” Mc 8.36. Depois, Jesus falou para eles sobre o seríssimo compromisso que o discípulo tem para com o seu Senhor, de não negar, por hipótese alguma, a fé cristã, pois se isso acontecesse quando Jesus viesse em sua glória se envergonharia dele. Depois Jesus revelou que dentre a multidão que o ouvia alguns não provariam a morte sem antes ter chegado o reino de Deus. Essa revelação de Jesus não quer dizer que a Segunda Vinda do Senhor aconteceria durante a vida daquela geração e sim que da grande maioria da multidão presente poucos experimentariam a salvação eterna. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Confissão de Pedro (8.27-33)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Confissão de Pedro (8.27-33) Nesse trecho do seu evangelho, Marcos relata um momento íntimo de Jesus com os seus discípulos onde Ele perguntou sobre o que eles tinham ouvidos falar dele. Eles disseram que uns diziam que Ele era João Batista que ressuscitara dos mortos, outros que Ele era Elias, e outros que Ele era um dos profetas de Israel. Aí Jesus perguntou o que eles discípulos achavam dele. Então Pedro tomando a palavra pelo grupo disse que Ele era o Cristo, o Messias prometido no Antigo Testamento. Em seguida Jesus os advertiu para não divulgarem isso entre o povo. Depois, Jesus revelou para eles a razão principal da sua vinda a este mundo, que fora oferecer a sua vida em sacrifício pela Igreja e para isso Ele seria morto na cruz, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Depois dessa revelação, Pedro o tomou à parte e tentou dissuadi-lo disso. Então Jesus o repreendeu na presença de todos, dizendo: “Retira-te de mim Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as coisas que são dos homens” Mc 8.33. Desse episódio extraem-se as seguintes lições: 1) Só se pode confessar que Jesus é o Cristo pela ação do Espírito Santo. Mateus esclarece melhor esse assunto (Mt 16.15-17); 2) Mesmo em comunhão com Deus como Pedro estava é possível o crente ser usado pelo inimigo. Pedro tentou desviar Jesus da cruz, que era o principal motivo da vinda de Jesus a este mundo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Cura dum cego de Betsaida (8.22-26)

Reflexões no Evangelho de Marcos Cura dum cego de Betsaida (8.22-26) Nesse trecho do seu evangelho, Marcos trata de um milagre realizado pelo Senhor Jesus em Betsaida, aldeia da Galiléia donde Pedro e André seu irmão eram naturais. Marcos relata que Jesus estava nessa aldeia e trouxeram-lhe um cego e os que o levaram pediram que lhe tocasse nos olhos e o curasse. O texto diz que Jesus o tomou pela mão e o tirou da aldeia e cuspindo nos olhos do cego impõe-lhe as mãos. Jesus perguntou ao cego se via alguma coisa e ele respondeu dizendo que via os homens como árvores andantes, ou seja, recuperara a visão, mas ela estava embaçada. Jesus tornou a tocar com as mãos nos olhos do cego e ele ficou totalmente restabelecido, vendo ao longe tudo e distintamente. Depois Jesus o despediu e mandou que ele não entrasse na aldeia. Interessante observar que esse é o único milagre que o Senhor Jesus realizou em duas etapas. Jesus fez duas coisas: primeiro cuspiu nos olhos do cego e impôs-lhe as mãos; depois tornou a por as mãos nos olhos dele. Desse episódio se extrai o seguinte: 1) A necessidade de levar as pessoas carentes a conhecer a Jesus, pois Ele tem poder para solucionar os seus problemas; 2) Não se deve querer ensinar a Deus como fazer as coisas. Deus é soberano faz as suas maravilhas como quer; 3) Não se deve pensar que o Senhor Jesus naquele momento não estava com a plenitude do Seu poder e precisou de dar outro comando para que o milagre acontecesse. O que aconteceu foi uma manifestação de sua plena liberdade de fazer as coisas como queria. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Estado Eterno

As coisas que em breve devem acontecer (VII) O Estado Eterno O último tema tratado pela Escatologia Geral é o Estado Eterno, ou seja, a consumação de todas as coisas, quando tudo será definido e continuará sem alteração por toda a eternidade. O plano eterno de Deus em relação as suas criaturas morais tem início, meio e fim. A execução do plano começou quando da criação dos seres morais e continuará até a consumação, no futuro. Esse Estado Eterno contemplará os anjos, os homens e a Santíssima Trindade. Esse período se instalará logo após o Juízo Final, depois que o Senhor julgar os seres humanos e os anjos. A Bíblia nos fala deste assunto nestes termos: “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora o último inimigo que a de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. ... E quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará aquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” 1 Co 15.24-28. A Bíblia diz que quando da consumação de todas as coisas os crentes com seus corpos glorificados estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17), gozando plenamente da beatitude eterna, daquelas coisas preparadas por Deus para eles antes da fundação do mundo (1 Co 2.9). Diz ainda a Bíblia que os descrentes padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e da glória do seu poder (2 Ts 1.9). Dos anjos diz a Bíblia que após o julgamento final o Diabo e seus anjos serão lançados no inferno quando, junto com os ímpios, serão atormentados para todo o sempre (Ap 20.10,15). Este mundo em que vivemos será destruído, purificado pelo fogo e Deus reorganizará as coisas criando novos céus e nova terra (2 Pe 3.7-13). No livro de Apocalipse (21.1-4) nos é dito o seguinte: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem prato, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Juízo Final

As coisas que em breve devem acontecer (VI) O Juízo Final A Bíblia Sagrada nos revela que na consumação de todas as coisas o ser humano, todos eles, exceto a Igreja, irão se apresentar diante de Deus para dar conta de sua mordomia (suas ações, suas palavras, seus bens, enfim, de sua vida). (Ap 20.11,12; At 17.30,31). O Juízo Final é a grande ocasião pública quando o mundo inteiro estará reunido na presença de Deus (O Senhor Jesus Cristo) e o destino final de cada indivíduo será pronunciado publicamente pelo Supremo Juiz, e tem como objetivo primordial vindicar a justiça de Deus e promover a Sua glória. (Sl 9.7,8; 115.1; Ap 4.11;...). A primeira coisa a ser considerada no estudo deste tema é que Deus, por ser o criador do homem, tem o direito de exigir dele a responsabilidade pelos atos praticados nesta vida. A segunda coisa é que o ser humano, como criatura que é, é moralmente responsável pelos seus atos diante de Deus e deles dará contas no dia do Juízo Final. A doutrina do juízo final é embasada tanto pelas Escrituras do Antigo como do Novo Testamento (Sl 96.13; 98.9; Ec 3.17;...; At 17.31; Rm 2.16; 2 Ts 2.12; 1 Pe 4.5; Ap 11.18;...), sendo, portanto, uma doutrina bastante consolidada. No Juízo Final pressupõe-se que todos os seres humanos já terão morrido e ressuscitado com corpos especiais, capazes de suportar o castigo que será aplicado por Deus. (Dn 12.2; Jo 5.28,29). No Julgamento Final o Juiz será o Senhor Jesus Cristo. (At 17.31). A Igreja glorificada nos céus também tomará parte nesse julgamento. (1 Co 6.2,3). Os julgados serão condenados e banidos para sempre da presença de Deus, indo sofrer a punição eterna por causa do pecado, no inferno, lugar de sofrimento e dor. (2 Ts 1.9; Sl 9.17). Satanás e seus anjos serão, também, julgados no dia do Juízo Final, e serão lançados no inferno, que foi preparado para eles. (Mt 25.41). Tratando-se dos salvos, os seus pecados já foram julgados em Cristo na cruz do Calvário, sendo os mesmos perdoados e justificados pelos méritos do Salvador, não havendo mais condenação para eles. (Rm 8.1). Segundo a Bíblia, o único julgamento dos crentes é o referente à distribuição de galardões pelo serviço prestado ao Senhor (Rm 14.10; 1 Co 3.13,14; 15.58; 2 Co 5.10). O Julgamento da Igreja (nos céus durante o período tribulacional – na visão pré-tribulacionista; por ocasião do juízo final – na visão amilenista) é a grande ocasião em que a Igreja será recompensada pelas obras realizadas durante sua existência. (Rm 14.10-12; Mt 25.21). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti