sexta-feira, 24 de abril de 2015

Uma panorâmica sobre Lamentações de Jeremias

Como foi dito no boletim anterior, Jeremias foi o profeta que profetizou o fim do reino de Judá e ao mesmo tempo foi uma testemunha ocular do cumprimento da Palavra de Deus profetizada por ele. O drama do povo de Deus na época sensibilizou muito a esse profeta a ponto dele escrever um livro que é considerado um cântico fúnebre, onde é retratada toda a angústia de um homem piedoso pelo que acontecera com o povo de Deus. É bom lembrar que apesar de Israel ser o povo de Deus não estava isento da disciplina do Senhor. O povo de Israel estava debaixo de uma aliança onde estava previsto que se o povo obedecesse à lei divina seria cumulado de bênçãos, mas que se desobedecesse receberia o impacto do juízo de Deus, dentre esse juízo estava a retirada do povo da terra de Canaã para um cativeiro que mais tarde o profeta Jeremias disse que seria de setenta anos. A dor de Jeremias expressa em Lamentações foi principalmente por causa da destruição da cidade de Jerusalém, do templo que era o lugar onde Deus habitava, e por vê o povo escolhido ser levado em cativeiro para uma terra estrangeira. Quanto ao livro de Lamentações em si, o mesmo foi escrito em forma de elegia, ou seja, de um cântico fúnebre. Foi escrito também em acróstico compatibilizando os versículos com as letras do alfabeto hebraico, a língua natural do povo judeu, que tem vinte e duas letras. Em algumas Bíblias isso vem identificado, começando cada versículo com uma letra hebraica, da primeira ALEFE até a última TAU. Observe ainda que os capítulos do livro têm vinte e dois versículos correspondendo cada um a uma letra do alfabeto hebraico. O capitulo três tem sessenta e seis versículos (3X22). O capitulo 1 do livro de Lamentações trata da humilhação de Jerusalém, dos pecados do povo e das aflições que estavam experimentando. O capitulo 2 trata do cerco feito pelos caldeus, da fome consequente e da ruina de Jerusalém. No capitulo 3, o mais longo com sessenta e seis versículos, encontramos registrada a tristeza do profeta Jeremias e o convite para o povo reconhecer o seu pecado e a se voltar para Deus porque as Suas misericórdias não têm fim. No capitulo 4 é relatada as grandes aflições das diversas classes de pessoas que viviam em Jerusalém por ocasião do seu cerco pelos caldeus. No último capitulo o profeta lamenta pelo cativeiro do povo. O livro de Lamentações tem como tema: A miséria humana e o significado divino da destruição de Jerusalém, e tem como objetivo expressar em forma literária o grande pesar dos fiéis de Israel pela perda do templo e da cidade de Jerusalém. Pelo menos duas grandes lições se extraem desse precioso livro que tem implicação para todos os povos, inclusive para o povo de Deus da atualidade, que são: o julgamento divino e fidelidade de Deus em cumprir a Sua palavra. Todos devem saber que Deus não tolera o pecado e o pune no devido tempo. Ninguém é isento de sua responsabilidade moral diante de Deus. Cedo ou tarde os pecados das pessoas os alcançarão neste mundo e/ou na eternidade. Como Deus puniu a Israel pela sua infidelidade assim Deus punirá a todos, se não houver arrependimento. A segunda lição é que Deus é fiel em cumprir a Sua Palavra. Nada do que Deus falou e está registrado nas Sagradas Escrituras deixará de ter o seu fiel cumprimento. Sobre o assunto, a Bíblia diz no Novo Testamento: “Se formos infiéis, ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo” 2 Tm 2.13. O que Deus falou através de Moisés em Deuteronômio teve o seu fiel cumprimento nos dias de Jeremias. Mas tem ainda outra lição que merece ser destacada que é a que trata da misericórdia de Deus. O profeta disse em Lamentações que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, e que elas não têm fim, e se renovam cada manhã. Lm 3.22,23, Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 18 de abril de 2015

Uma panorâmica sobre Jeremias

O livro de Jeremias é o segundo livro dos livros proféticos conhecidos como profetas maiores. Esse profeta era um sacerdote que nascera em Anatote uma cidade sacerdotal próxima de Jerusalém. O seu ministério, a exemplo do de Isaías, foi longo (aproximadamente quarenta anos em Jerusalém e cinco anos no Egito quando foi obrigado a acompanhar os israelitas após a destruição do templo de Jerusalém). Através do seu ministério profético Jeremias aconselhou cinco reis do reino do Sul na fase final desse reino (Josias, Jeoacaz, Joaquim, Jeoiaquim, e Zedequias) e um governador imposto pelos babilônicos (Gedalias). Jeremias profetizou na época mais difícil da vida do povo de Deus, quando o povo não estava obedecendo à lei divina e quebrava constantemente os termos da aliança que Deus estabelecera com Israel. Esse profeta foi testemunha ocular da destruição da cidade e do templo de Jerusalém. Ele viu se cumprirem as profecias de juízo que entregara a Israel por mando do Senhor. Jeremias foi considerado, na época, como um profeta traidor, porque aconselhava o povo de Deus a se submeter ao jugo babilônico como a única forma de escapar do juízo divino, e por causa disso sofreu muito em seu ministério (prisão e maus tratos). O livro de Jeremias teve como objetivo histórico registrar as admoestações de Deus ao país que se precipitava em um desastre espiritual e destruição nacional. Quanto ao livro em si, o mesmo enfoca profecias de juízo contra o povo rebelde na época de Josias (capítulos 1-20), apesar dos esforços desse rei para reconduzir o povo aos caminhos do Senhor. Em seguida o livro enfoca as profecias de juízo na época de Jeoiaquim e Zedequias, os dois últimos reis de Judá (capítulos 21 a 39). São nesses capítulos que o profeta aconselha a esses dois reis a se submeter ao jugo babilônico como única forma de escapar da destruição prevista. O livro de Jeremias depois do enfoque anterior trata de profecias de julgamento do remanescente rebelde que fora ao Egito depois da queda de Jerusalém (capítulos 40 a 45). O livro ainda trata do julgamento divino de diversas nações próximas ao reino de Judá (Egito, Filistia, Moabe, Edom, Amom, Síria e Arábia) e países mais distantes (Babilônia e Elão) (capítulos 46 a 51). O livro termina com a reafirmação do julgamento divino contra o rei Zedequias e a cidade rebelde (Jerusalém). Na parte correspondente as profecias nos reinados de Jeoiaquim e Zedequias, encontramos uma profecia de uma nova aliança que seria estabelecida por Deus com o seu povo em substituição a antiga aliança que fora quebrada por Israel (Jr 31.31-34). Essa aliança firmada em graça e misericórdia alcançaria o remanescente, e não seria alicerçado num código legal externo ou escrito. A lei de Deus seria escrita pelo Espirito Santo no coração do seu povo. No livro de Hebreus nos é dito que a aliança antiga, baseada na lei mosaica, que foi quebrada por Israel, seria substituída por essa nova aliança (Hb 8.7-13; 10.16,17). Não temos dúvida em dizer que essa nova aliança anunciada por Jeremias é a aliança da graça que Deus iria fazer com a Igreja, através de seu Filho Jesus Cristo, que contemplam judeus e gentios, formando um só povo, a Igreja. Jeremias é também o profeta que profetizou o tempo em que o povo de Deus ficaria em cativeiro na babilônia (setenta anos). Essa profecia encontra-se em Jr. 25.11,12. (Deve-se considerar esse tempo de setenta anos a partir da primeira investida da Babilônia contra Judá (606 a.C.) e não a partir da data da destruição da cidade e do templo (586 a.C.). Os babilônicos fizeram três investidas contra o reino de Judá (606 a.C., 597 a.C. e 586 a.C.) e na última, destruíram a cidade e o templo de Jerusalém. O profeta Jeremias teve como amanuense (secretário), Baruque, que registrou em pergaminho ou em papiro as profecias do livro de Jeremias. Quanto a Cristologia, o livro de Jeremias é o menos cristológico dos livros profetas maiores, tendo só duas referências ao Messias vindouro (Jr 23.5,6 e 33.14-16) que o trata como o Renovo Justo, que reinará no trono de Davi e executará julgamento e justiça no mundo. Em virtude disso, o Senhor é identificado em Jr 23.6 como “O SENHOR Justiça Nossa”. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quinta-feira, 16 de abril de 2015

QUESTIONÁRIO DE TEOLOGIA SISTEMATICA

QUESTIONÁRIO DE TEOLOGIA SISTEMATICA (PERGUNTAS E RESPOSTAS) 1. O que é Revelação segundo a Bíblia? Revelação segundo a Bíblia é trazer a luz aquilo que estava oculto, no que se refere ao programa de Deus elaborado na eternidade. 2. O que é Inspiração da Bíblia? Justifique biblicamente a resposta. Inspiração segundo a Bíblia é a influencia sobrenatural do Espirito Santo sobre os autores do texto sagrado quando produziam esse texto, conforme revelado na Bíblia Sagrada. Os textos bíblicos que comprovam a inspiração são: 2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.19-21; Is 34.16; Jo 17.17; Hb 1.1-3; etc. 3. Descreva sucintamente sobre as teorias da Inspiração da Bíblia? Inspiração Verbal foi a influência do Espirito Santo sobre os autores bíblicos, tanto na direção como na escolha das palavras, quando eles grafaram o texto sagrado. Inspiração Plenária quer dizer que não apenas partes da Bíblia foram inspiradas e sim toda ela. 4. O que é um atributo quando relacionado a Deus? Atributos de Deus são as características distintivas do Seu ser. Dividem-se em Atributos Naturais e Atributos Morais. 5. O que é Atributos Naturais de Deus? Usando a Bíblia mencione cinco deles. São aquelas perfeições divinas próprias dEle não compartilhadas com nenhuma de suas criaturas. Exemplos de Atributos Naturais: onipotência, onipresença, onisciência, infinitude, espiritualidade. 6. O que é atributos morais de Deus? Usando a Bíblia, mencione cinco deles. São aquelas perfeições divinas que Ele possui de forma absoluta, mas que compartilhou em certa medida com suas criaturas morais (anjos e homens). Os Atributos Morais de Deus são: santidade, justiça, verdade, amor (bondade, misericórdia, etc). 7. Defina o que é Trindade? Como Trindade se quer dizer que o Deus verdadeiro é um único Deus, mas subsistindo em três pessoas distintas (Pai, Filho e Espirito Santo), fazendo parte de uma mesma essência. A palavra Trindade não existe na Bíblia, mas a doutrina sim, inclusive amplamente comprovada. 8. Justifique biblicamente a existência da Trindade no Antigo e no Novo Testamento. Gn 1.26,27; 11.7,8; Mt 3.16,17; Jo 14.16; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7; etc. 9. O que é a Providência de Deus? Cite três fatos bíblicos onde a Providência de Deus pode ser observada. Providência de Deus é aquela obra pela qual Ele que criou todas as coisas e as preserva, inclusive suas criaturas morais (homens), ordena ou permite e controla todos os acontecimentos relacionados a elas visando um fim estabelecido por Ele. Três fatos que comprovam a providência de Deus: O cabrito que foi imolado em lugar de Isaque, filho de Abraão (Gn 22.7,8,12-14); ida de José para o Egito (Gn 45.4-7); O profeta Jonas lançado ao mar tempestuoso (Jn 1.15-17); etc. 10. A doutrina que estuda o homem do ponto de vista teológico chama-se: Antropologia Teológica. 11. Em relação à constituição do homem, discorra sobre as teorias existentes. Embase com a Bíblia a sua preferência. Monismo é uma teoria da constituição do ser humano que ensina que ele é uma unidade radical não havendo, portanto, divisão. Os termos alma e corpo são intercambiáveis, referem-se ao mesmo elemento. Dicotomia – o homem é composto de dois elementos: corpo e alma chamada também de espírito. Tricotomia – o homem é composto de três elementos distintos: corpo, alma e espírito. O elemento alma, sede dos sentimentos, se relaciona, segundo essa teoria, com outro homem. O elemento espírito relaciona-se com Deus. Conforme nossa opinião é melhor pensar na Dicotomia como doutrina correta devido a maior quantidade de textos bíblicos sobre o assunto. Quanto aos textos bíblicos, ver nosso texto Uma Visão Panorâmica da Teologia disponível em nosso blog ou no site da 3ª IEC/JPA. 12. Sobre a origem da alma, quais são as teorias existentes? Descreva-as sucintamente. Criacionismo: todas as almas são criadas por Deus quando do ato da concepção do indivíduo. Traducianismo: as almas criadas por Deus são propagadas através dos pais quando do ato da concepção de um novo indivíduo. 13. O que é a imago Dei? Deus ao criar o homem o fez semelhante a Si, colocando dentro dele algumas características de natureza espiritual e psicológicas que se assemelham a Ele. Essa Imago Dei não se refere à semelhança física, pois Deus é Espírito, não tem forma aparente. O ser humano é parecido com Deus, mas Deus não é parecido com o homem. 14. O que é pecado? É qualquer falta de conformidade com a lei divina ou a transgressão dessa lei. 15. Quais as consequências do pecado sobre o ser humano? A consequência básica do pecado sobre o homem é a morte em suas dimensões espiritual, física e eterna, nessa ordem. 16. Justifique biblicamente a morte em seus aspectos físico, espiritual e eterno? Morte física, separação da parte imaterial (corpo) da parte espiritual do homem (alma ou espírito) – Gn 3.19; 35.18; Ec 12.7, etc. Morte espiritual, separação do homem de Deus por causa do pecado – Lc 9.59,60; Jo 5.25; Ef 2.1; etc. Morte Eterna – eterna separação do homem de Deus, para aqueles que não ressuscitaram espiritualmente pelo poder do Evangelho – Mc 16.15,16; Jo 3.18,36; 2 Ts 1.7-9, etc. 17. Prove biblicamente a natureza humana de Cristo? Jo 1.14 (Jesus tinha uma natureza humana); Lc 2.52 (Jesus crescia física e mentalmente); Jo 4.6,7 (Jesus teve sede); Mt 8.24 (Jesus dormia); 26.37,38 (Jesus sofreu angústias); 27.50 (Jesus morreu), etc. 18. Prove biblicamente a natureza divina de Cristo? Jo 1.1-3 (Jesus é o logos divino, Deus); Mt 14.25 (Jesus andou sobre o mar sem o auxilio de barco); Lc 5.24,25 (Jesus perdoou pecados, algo exclusivo de Deus); Jo 10.30 (Jesus declarou-se um com o Pai, Deus); 11.25,26 (Jesus revelou que era a ressurreição e a vida, e ressuscitou Lázaro depois de quatro dias sepultado); etc. 19. O que é união hipostática das naturezas de Cristo. União Hipostática das naturezas de Cristo significa a união das duas naturezas (humana e divina) numa única pessoa, Jesus Cristo, sem as perdas de suas propriedades peculiares. Nos atos realizados por Cristo ora se evidenciava a natureza humana, ora a natureza divina, mas todos eles foram atos da pessoa una de Cristo. 20. Quais são os estágios do Estado de Humilhação de Cristo? Os estágios do Estado de Humilhação de Cristo: encarnação, sofrimentos, morte e sepultamento. 21. Quais são os estágios do Estado de Exaltação de Cristo? Os estágios do Estado de Exaltação de Cristo: ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda em glória. 22. Quais os Ofícios de Cristo? Descreva sucintamente cada um deles. Os Ofícios de Cristo: profeta, sacerdote e rei. Como profeta representou Deus Pai diante dos homens, falando da parte dEle. Como sacerdote Jesus representou os homens diante de Deus quando ofereceu o sacrifício de Si mesmo pelos pecados deles. Nos Céus Jesus como Sumo Sacerdote intercede pela sua Igreja. Como rei entronizado nos Céus Jesus governa o universo, especialmente a sua Igreja. 23. O que é Arminianismo e qual a sequência dos passos ensinados pelo mesmo no que se refere à salvação? O Arminianismo ensina que o pecado não inabilitou o homem totalmente e sim que ele ainda conservava a faculdade de, por si mesmo, independente da ação divina, dá resposta ao evangelho de Cristo. Queria dizer Arminius que o homem colaborava com a sua salvação, pois, ele tinha o livre arbítrio de aceitar ou de rejeitar a obra redentora de Cristo. Afirmava ainda Arminius que a salvação uma vez recebida poderia ser perdida se o indivíduo não perseverasse na fé. O homem pode cair da graça. O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo, ensinava Arminius. Os Cinco Pontos do Arminianismo - Vontade livre O primeiro ponto do Arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre. - Eleição condicional Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que devia crer. - Expiação universal A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens, contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo. - A graça pode ser impedida 24. O que é Calvinismo e qual a sequência dos passos ensinados pelo mesmo quanto no que se refere à salvação? João Calvino, um dos expoentes da reforma protestante em suas Institutas enfatizou a doutrina da predestinação, afirmando que o ser humano só pode usufruir da salvação eterna dispensada pelos méritos de Cristo se tiver sido predestinado para tal. “... e creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna” At 13.48. Calvino ensinava que essa predestinação era baseada unicamente na livre graça de Deus, independente de qualquer ato ou fé previsto do pecador que viesse a torná-lo agradável a Deus. “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” Ef 1.11. Ensinava Calvino ainda que o pecado inabilitou completamente o homem e por isso ele é totalmente incapaz de se aproximar de Deus se o Espírito Santo o não regenerar primeiro. “E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido” Jo 6.65. “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer...” Jo 6.44,45. Os Cinco Pontos do Calvinismo - Depravação Total O pecado atingiu o homem tão profundamente que o inabilitou de qualquer capacidade de dá resposta positiva aos apelos do Evangelho. - Eleição Incondicional Deus, na sua graça infinita, elegeu a Igreja para a salvação independente de qualquer ato previsto. - Expiação Limitada Cristo morreu na cruz do calvário somente pelos eleitos, ou seja, somente aqueles que são predestinados para a salvação é que serão eficazmente salvos. - Graça Irresistível Todos os eleitos serão, no devido tempo, atraídos pelo Espirito Santo a Cristo para alcançar a salvação. Nenhum dos escolhidos de Deus deixará de receber a salvação através de Cristo. - Perseverança dos Santos Todos os salvos efetivamente perseverarão na salvação durante toda a sua vida. 25. O que é Justificação segundo a Bíblia. A Justificação pode ser definida como o ato gracioso de Deus através do qual Ele declara justo aquele que crê na obra meritória de Cristo realizada na cruz do Calvário. 26. O que é Santificação segundo a Bíblia. A santificação é um ato instantâneo da graça de Deus, através do qual, mediante os méritos de Cristo, o pecador é lavado dos seus pecados e purificado dos mesmos (santificação posicional). Também é um processo que acompanha o crente por toda a sua vida (santificação experimental), na medida em que ele vai crescendo espiritualmente. 27. Quais os aspectos teológicos da morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Use a Bíblia na resposta. A morte de Jesus foi pré-determinada, voluntária, vicária, sacrificial, propiciatória, redentora e substitutiva. 28. A Bíblia prova a existência de Deus ou não? A Bíblia não tem a preocupação de provar a existência de Deus. Ela já começa pressupondo isso. “No principio criou Deus os céus e a terra”. No entanto, ao longo do que foi revelado (os livros da Bíblia), percebe-se a existência de Deus, pois a Bíblia revela o Seu ser, os Seus atributos, o Seu caráter e, sobretudo, a Sua vontade. 29. Pode-se sustentar a posição de que não existem ateus? Deus quando criou o homem pôs dentro dele o sentimento da eternidade. A prova disso é que em todas as culturas existem as manifestações da religiosidade humana. Pode-se até alguém afirmar que não acredita em Deus, mas a sede de sua alma só se satisfará na crença nEle. 30. Que são anjos? Anjos são seres espirituais criados por Deus, assexuados, que servem a Deus e a seu povo. 31. Existe uma gradação entre os anjos (maus e bons)? Comente o assunto à luz da Bíblia. Como há uma gradação entre os anjos de Deus, também Satanás estabeleceu uma certa hierarquia entre os anjos caídos. Gradação dos santos anjos: querubins, seres viventes, serafins, arcanjo, anjos. Gradação dos anjos caídos: Lúcifer, príncipes, potestades, demônios. Quanto aos textos bíblicos, ver nosso texto Uma Visão Panorâmica da Teologia disponível em nosso blog ou no site da 3ª IEC/JPA. 32. O que é Escatologia? Escatologia é a parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina das Últimas Coisas. Divide-se em Escatologia Individual e Escatologia Geral ou Cósmica. 33. Quais os assuntos tratados em cada uma dessa divisão da Escatologia? Escatologia Individual: Morte, a Imortalidade da Alma e o Estado Intermediário. Escatologia Geral: a Grande Tribulação, a Segunda Vinda de Cristo, o Arrebatamento da Igreja, o Milênio, a Ressurreição Corporal, o Julgamento Final e o Estado Eterno. 34. Prove biblicamente a Segunda Vinda do Senhor? (Verificar os textos na apostila Uma Visão Panorâmica da Teologia Sistemática, Blog Pastor Eudes Lopes Cavalcanti ou Site www.3iec.com.br) 35. Prove biblicamente o Arrebatamento da Igreja? (Verificar os textos na apostila Uma Visão Panorâmica da Teologia Sistemática, Blog Pastor Eudes Lopes Cavalcanti ou Site www.3iec.com.br) 36. O que é o Juízo Final? Comprove biblicamente o assunto. É aquele momento no plano divino em que todos os mortos irão comparecer diante de Deus para prestar contas de suas ações enquanto viveram neste mundo. Para haver o julgamento final pressupõe-se que todos tenham morrido e ressuscitado, a exceção da última geração da Igreja que será transformada (não experimentará a morte). (Verificar os textos na apostila Uma Visão Panorâmica da Teologia Sistemática, Blog Pastor Eudes Lopes Cavalcanti ou Site www.3iec.com.br) 37. O que é o Estado Eterno. Comprove biblicamente o assunto É aquela situação escatológica, após o julgamento final, em que não haverá mais mudanças na vida do homem. Os salvos irão habitar permanentemente com Deus e os perdidos viverão afastados dEle, banidos para sempre. (Verificar os textos na apostila Uma Visão Panorâmica da Teologia Sistemática, Blog Pastor Eudes Lopes Cavalcanti ou Site www.3iec.com.br) Obs. Quando a pergunta exigir resposta com texto bíblico, favor consultar a apostila “Uma Visão Panorâmica da Teologia Sistemática”, Blog Pastor Eudes Lopes Cavalcanti ou Site www.3iec.com.br. Pastor Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Uma panorâmica sobre Isaías

O livro de Isaías abre o conjunto de livros proféticos do antigo Testamento, que ao todo são dezessete livros. Os detalhes da chamada de Isaías para o ministério profético encontra-se no capitulo 6 do seu livro. Esse profeta exerceu um longevo ministério que durou mais de sessenta anos, começando pelo final do reinado de Uzias passando pelos reinados de Jotão, Acaz e Ezequias e terminando no reinado do filho de Ezequias, Manassés quando, segundo a tradição, foi martirizado. O foco do ministério de Isaías foi o reino do Sul (Judá) onde todos os reis foram da casa real de Davi. Isaías foi contemporâneo de Miquéias que profetizou na parte rural do reino do Sul enquanto ele profetizava na corte real e junto à aristocracia de Jerusalém, e de Oséias que ministrou no reino do Norte (Israel). Quanto ao livro em si, o mesmo divide-se em três partes bem distintas: Profecias de condenação (capítulos 1 a 35); Profecias de confirmação – cumprimento histórico (capítulos 36 a 39); e Profecias de Consolação (capítulos 40 a 66). Em relação ao cumprimento histórico das profecias de condenação constante da primeira parte do livro de Isaías deve-se fazer a correspondência dela com os textos de 2 Rs 18.13-20.21 e 2 Cr 32.1-33. Uma ênfase especial é dada pelo livro à Cristologia (estudo da pessoa de Cristo), sendo Isaías considerado o profeta messiânico por excelência, devido ser ele o que mais vaticinou acerca do Messias vindouro. Nessa ênfase cristológica, Isaías falou sobre a pessoa do Messias (nascido de mulher, nascido virginalmente por concepção sobrenatural, Deus encarnado, Filho de Deus, Yavé – Deus Criador); falou sobre o caráter do Messias (humilde sem atrativo, manso, justo bondoso, irado e vingativo em punir os impenitentes); e falou sobre a obra do Messias (ser apresentado por um precursor; ser ungido pelo Espirito Santo para operar sinais e maravilhas; Pregar e aconselhar como profeta; realizar milagres; ser desacreditado pela sua própria geração; morrer com os ímpios e ser sepultado com os ricos; ser traspassado e moído pelas iniquidades dos outros; receber sobre si o castigo de todos, por ordem de Deus; ser o vencedor da morte; esmagar com fúria os ímpios na sua segunda vinda; ser o rei de Israel; e reinar como o SENHOR dos exércitos). O livro de Isaías é chamado também de a Bíblia em miniatura porque em suas duas divisões principais, uma tem 39 capítulos e a outra tem 27 capítulos, totalizando 66 capítulos, a mesma quantidade dos livros da Bíblia, enfatizando a primeira divisão o julgamento do Senhor por causa dos pecados do seu povo e dos povos em geral, e a última parte enfatizando a graça do Senhor como o servo sofredor, e termina com o julgamento final. Alguns temas teológicos são enfatizados pelo profeta Isaías, tais como a santidade de Deus, o redentor de Israel, e retidão e justiça. Quanto ao tema santidade de Deus, no livro de Isaías o Deus dos Céus é identificado como o Santo de Israel 25 vezes. Esse tema fala de um dos mais importantes atributos morais de Deus que tem implicação com o viver do seu povo. O tema Redentor de Israel é identificado 13 vezes e só na segunda metade do livro (capítulos 40 a 66). Esse tema trata do resgate de pessoas, da libertação da escravidão espiritual. Quanto ao tema retidão e justiça, termos esses usados umas 80 vezes, o profeta enfatizou que Deus exigia do seu povo um coração reto e que fosse justo em suas ações. Em duas ocasiões, Deus deplorou, no livro, os rituais religiosos superficiais de jejuns de Israel, que tinha substituído a retidão e a justiça pela prática da maldade, violência, assassinato e roubo. Isaías fala também sobre a queda de Lucífer, o querubim ungido, que se tornou inimigo de Deus e do seu povo (14.4-20), representado pelo rei da Babilônia, que na sua arrogância e vaidade disse: “... Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” Is 14.13,14. O profeta Ezequiel também trata dessa temática (Ez 28.1-10). Esse assunto é retomado no Novo Testamento quando se diz que Satanás foi expulso do Céu por causa da sua arrogância (Lc 10.18; 2 Pe 2.4; Jd 6; Ap 12.7-9; 1 Tm 3.6; Jo 8.44). Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

domingo, 5 de abril de 2015

Pregação Pr Eudes Lopes Cavalcanti 05/04/2015

A Ressurreição de Cristo

             
   De acordo com o programa redentor, o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo foi levado à cruz do Calvário para realizar um sacrifício pelos pecados dos homens. Através de sua morte, Jesus pagou o preço de nossa eterna redenção (1 Pe 1.18-20).
   Segundo os Evangelhos, logo após a sua morte, Jesus foi sepultado num sepulcro de propriedade de um de seus discípulos, José de Arimatéia, membro do Sinédrio judaico, mas que não concordara com a condenação de Jesus pelo mesmo. O sepulcro foi fechado com uma grande pedra e lacrado por ordem das autoridades romanas, mas isso não impediu a ressurreição do Senhor.
     Os quatro evangelhos são unânimes em relatar o fato da ressurreição de Jesus (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10).
  Como provas evidentes da ressurreição de Cristo, a Bíblia apresenta: a) o túmulo vazio; b) o testemunho dos anjos que presenciaram o acontecimento; c) as aparições de Jesus ressurreto (a mais contundente) as testemunhas previamente escolhidas por Deus; d) O testemunho dos escritores do Novo Testamento. Em relação às aparições de Jesus, Lucas em Atos diz: “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus”. At 1.1-3. O apóstolo Paulo apresenta uma parte da relação das testemunhas da ressurreição de Jesus (1 Co 15.3-7).
     As autoridades religiosas de Israel, apavoradas pela repercussão que o assunto estava tendo, subornaram os guardas que foram destinados para guardar o sepulcro de Jesus, para que dissessem que os discípulos roubaram o seu corpo enquanto eles dormiam, esse é o dito entre os israelitas incrédulos.

    Cristo morreu e ressuscitou, esse é o cerne da mensagem do Evangelho. Glorifiquemos a Deus por isso.                 Pastor Eudes L. Cavalcanti

Uma panorâmica sobre os livros proféticos

   
      Três categorias de pessoas tiveram papel preponderante na sociedade israelita do passado: o rei, o sacerdote e o profeta. Todas essas categorias tinham os seus dignitários ungidos para o exercício do seu ministério.  O rei, o ungido do Senhor, era alçado para governar a vida politica do povo de Deus. O sacerdote era ungido para o exercício do seu oficio dentro do santuário, e o profeta era ungido para falar a nação em nome do Senhor, em tempo de crises. Os profetas escritores, objeto desta panorâmica, atuaram no meio do povo de Deus, tanto no reino do Norte (Israel) como no reino do Sul (Judá),  bem como durante e depois do  cativeiro babilônico.
     Os profetas eram conhecidos como videntes porque desvendavam o futuro  para o povo de Deus; porta voz especial de Deus porque representavam Deus diante dos homens, manifestando-lhes a Sua vontade;  e Professor da lei e da justiça porque atuavam na área do ensino da lei, quando o ministério levítico se deteriorava. 
      Ainda os profetas, por sua vez, eram divididos em dois grupos, a saber: os profetas da palavra chamados também de profetas não escritores, e os profetas da escrita ou profetas escritores que foram usados por Deus para escrever os livros constantes do Cânon Sagrado, a saber, por ordem como se encontra na Bíblia Sagrada: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel – profetas maiores; Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias – Profetas Menores. As designações profeta maior e profeta menor  tem haver com o volume do livro e não com a qualidade da vida do profeta.

    Ainda esses profetas atuaram em três épocas distintas do povo de Deus, senão vejamos: Jonas, Amós e Oséias – Reino de Israel; Obadias, Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Jeremias e  Sofonias  – Reino de Judá;  Habacuque, Ezequiel e Daniel – Cativeiro Babilônico;  e Ageu, Zacarias e Malaquias – após o Cativeiro Babilônico.   
       Em relação aos profetas não escritores dois se destacaram na história do povo Deus: Elias, o tisbita e Eliseu, seu sucessor. Elias além de combater o culto a Baal realizou sete milagres, e Eliseu quatorze, porque nele havia a porção dobrada do Espirito Santo, conforme seu pedido ao Senhor. “Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja sobre mim dobrada porção de teu espírito” 2 Rs 2.9.
    Quanto aos temas tratados pelos profetas do Senhor, especialmente os profetas escritores, temos os temas éticos e os temas escatológicos. Quanto aos temas éticos, os profetas bíblicos  falavam sobre: a)  A condenação da idolatria, da imoralidade e da injustiça social seguido do chamado ao arrependimento; b) Falavam ainda sobre o caráter de Deus ao exigir justiça e misericórdia e ao prometer o julgamento sobre o impenitente; c) Falaram também sobre a religião verdadeira como ligada ao coração e não ao formalismo religioso.  Quanto aos temas escatológicos,  os profetas antigos falavam sobre: a) A vinda do Senhor e o seu impacto na vida do povo de Israel e das nações; b) O caráter e vinda do Messias no julgamento, salvação e glória; c) Falavam ainda sobre a vinda da era messiânica e suas bênçãos sobre Israel e o mundo; d) e, por fim, falaram sobre a preservação do remanescentes fiel de Israel.
     Ainda fazendo referência aos profetas da palavra, a maioria compunha-se de homens, mas temos algumas mulheres usadas por Deus no ministério profético como, por exemplo: Miriã, irmã de Moisés, Débora na época dos juízes, e a profetiza Hulda, e como reminiscente desse período temos Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, mencionada no evangelho de Lucas, que teve o privilégio de ver o Senhor Jesus quando era uma criança.            
                    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quinta-feira, 2 de abril de 2015

SEMANA FINAL DA VIDA DE JESUS

A entrada triunfal - Jerusalém, Domingo Mt 21.1-11; Mc 11.1-10; Lc 19.29-44; Jo 12.12-19 Jesus amaldiçoa uma figueira - Entre Betânia e Jerusalém, Segunda-Feira Mt 21.18,19; Mc 11.12-14,19-24 Jesus purifica o templo - Jerusalém, Segunda-Feira Mt 21.12,13; Mc 11.15-18; Lc 19.45-48 A autoridade de Jesus posta em dúvida - Jerusalém, Terça-Feira Mt 21.23-27; Mc 11.27-33; Lc 20.1-8 Jesus ensina no templo - Jerusalém, Terça-Feira Mt 21.28-23.29; Mc 12.1-44; Lc 20.9-21:4 O sermão escatológico - Jerusalém, Terça-Feira Mt 24.1-25.46; Mc 13.1-37; Lc 21.5-36 A unção da cabeça e pés de Jesus - Betânia, Terça-Feira Mt 26.6-13; Mc 14.3-9; Jo 12.2-11 Conspiração contra Jesus - Jerusalém; Quarta-Feira Mt 26.14-16; Mc 14.10-11; Lc 22.3-6 A última Ceia - Jerusalém, Quinta-Feira Mt 26.17-29; Mc 14.12-25; Lc 22.7-20; Jo 13.1-38 Jesus conforta seus discípulos - Jerusalém, Quinta-Feira Jo 14.1-16.33 Jesus ora por si e pelos seus discípulos - Jerusalém, Quinta-Feira Jo 17.1-26 Prisão de Jesus no Getsêmani - Jerusalém, Quinta-Feira Mt 26.36-56; Mc 14.32-50; Lc 22.39-53; Jo 18.1-11 Julgamento de Jesus (1ª fase) - Jerusalém, Quinta-Feira à noite (Sinédrio) Mt 26.57-68; Mc 14.53-65; Lc 22.63-71; Jo 18.12-24 A negação de Pedro - Jerusalém, Quinta-Feira Mt 26.69-75; Mc 14.66-72; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18,25-27 Julgamento (2ª fase) e condenação de Jesus – Jerusalém, Sexta-Feira pela manhã (Pilatos, Herodes) Mt 27.11-31; Mc 15.1-20; Lc 23.1-25; Jo 18.28-19.1-16 A crucificação e morte de Jesus na cruz do Calvário - Jerusalém, Sexta-Feira, das 09h às 15h Mt 27.32-56; Mc 15.21-41; Lc 23.33-49; Jo 19.17-37 O sepultamento de Jesus - Jerusalém, Sexta-Feira Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc 23.50-56; Jo 19.38-42 Pastor Eudes Lopes Cavalcanti