quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Comprometidos com o maior dos projetos

Paulo, apóstolo de nosso Senhor Jesus Cristo, escrevendo a Tito revelou que fora comissionado por Deus para proclamar o Evangelho de Cristo visando despertar a fé daqueles contemporâneos seus que foram escolhidos por Deus para a salvação desde a eternidade. “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” Tt 1.1. Sabia Paulo que Deus tinha um projeto definido na eternidade que estava sendo executado no tempo e que esse projeto envolvia a chamada, através do Evangelho, daquelas pessoas que foram escolhidas para a salvação desde os tempos eternos. Descobrimos pelas Escrituras que o homem é pecador aos olhos de Deus, e que essa condição foi herdada de Adão quando esse personagem pecou desobedecendo a uma ordem expressa de Deus. O texto sagrado nos diz em Romanos 3.23 que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Que todos os seres humanos herdam a natureza pecaminosa de Adão, e que a culpa do pecado do cabeça federal da raça humana foi imputada a sua descendência se extrai do texto de Romanos 5.12, que diz: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. As Sagradas Escrituras ainda nos revelam que Deus graciosamente, movido por amor, preparou uma obra redentora através de seu Filho Jesus Cristo, que assumiu uma natureza humana, e morreu na cruz pelos pecados do homem. “o qual (Jesus Cristo) foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” Rm 4.25. (Veja ainda 1 Co 15.1-4). Ainda encontramos nas Escrituras que o Senhor Jesus comissionou a sua Igreja para que pregasse o Evangelho, que é as boas novas de salvação, em todo o mundo e a toda a criatura, para testemunho. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” Mc 16.15,16. Ainda determinou Deus que essa salvação apregoada pela Igreja, fosse crida e recebida pela fé a fim de que o pecador perdido pudesse ser salvo e passasse a gozar das beatitudes da vida eterna neste mundo e em plenitude no porvir. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” Ef 2.8,9. Dissemos acima que Deus comissionou a Igreja para ser um instrumento de propagação da mensagem que redime o homem da perdição eterna. Lembramos que a Igreja é composta de pessoas que servem ao Senhor. Assim sendo, apresentamos um grande desafio para todos que fazem a nossa Igreja, que é se comprometerem com esse que é um dos maiores projetos de Deus - alcançar os eleitos através da pregação do Evangelho. É sabido que missões se faz orando, indo e contribuindo. Lembramos que todos nós somos responsáveis por essa obra e que precisamos nos engajar nesse projeto divino. Ninguém deve ficar ausente. Todos devem dar testemunho de Jesus Cristo através de um viver santo, separado do pecado, e também abrindo a sua boca e falando de Jesus, de suas virtudes, especialmente, da virtude salvadora, pois só ele pode salvar o pecador perdido. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” At 4.12. Deve o crente ainda orar por missões, pela salvação das almas perdidas e contribuir financeiramente para que essa obra seja realizada. Deus ainda decidiu conceder o poder do Espirito para que essa obra seja realizada, conforme At 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Assim sendo desafiamos a todos os que fazem a III IEC/JPA a se comprometerem com esse projeto que é de Deus. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O Milênio

Um outro tema a ser tratado no programa escatológico geral de Deus segundo as Escrituras, é o Milênio. Os profetas antigos previram um tempo em que Deus iria implantar um reino, através de um representante seu onde imperasse a paz, a justiça e a prosperidade (Isaías 11; Dn 2.44; 7.13,14,27;...). Esse representante seria da casa real de Davi – o Messias. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16. Esse reino iria submeter todos os reinos do mundo, que passariam para o seu controle. “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu, levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo, esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre” Dn 2.44 (Veja ainda Dn 7.13,14, 27). Devido à reiterada ênfase nesse reino nos escritos do Antigo Testamento, na época em que Jesus viveu neste mundo havia uma expectativa muito grande, por parte dos judeus, inclusive de seus discípulos, quanto à sua implantação. “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?” Atos 1.6. A expressão Milênio foi tirada do texto de Apocalipse 20.1-4, onde há uma referência a um reino de mil anos, onde são mencionados os salvos ou a Igreja e Cristo, o Rei. Os estudiosos bíblicos se dividem quanto à interpretação do Milênio, havendo três escolas de interpretação: 1) Existem aqueles que interpretam o Milênio como um reino literal, cuja capital será Jerusalém e que o rei Jesus governará o mundo com a Igreja, como rei de Israel, e que esse reino durará mil anos. Acreditam, eles, que a segunda vinda de Cristo inaugurará o Reino Milenial – são os Premilenistas; 2) Outros entendem que o Milênio não é necessariamente um período de mil anos e sim um período de tempo indeterminado em que as instituições sociais do mundo inteiro serão melhoradas,graças à poderosa ação do Evangelho, trazendo para o mundo um período de paz, justiça e prosperidade nunca visto, e que a segunda vinda do Senhor dar-se-á logo após esse período – são os Posmilenistas; Outros entendem que a mensagem do livro de Apocalipse é apresentada de forma simbólica, portanto, não se pode entender o Milênio como um reino literal e sim de natureza espiritual, símbolo da vida perfeita dos crentes nos céus. Esse segmento diz ainda que o Milênio é o símbolo do reino de Cristo no coração dos crentes, fazendo-os gozar de paz com Deus, alegria e felicidade plena – são os Amilenistas. Os Premilenistas ainda se dividem em Premilenismo Histórico e Premilenismo Dispensacional, conforme descritos a seguir: 1) Premilenismo Histórico - A Segunda Vinda do Senhor dará ocasião ao estabelecimento do Reino Milenar. O Milênio é considerado um reino político onde Cristo governará o mundo durante um período de 1.000 anos. Nesse reino a Igreja governará com Cristo e será um período de paz, prosperidade e justiça. Os Premilenistas Históricos são Postribulacionistas, acreditam que a Igreja passará pela Grande Tribulação sendo preservada pelo Senhor nela; 2) Premilenismo Dispensacional - O Milênio é considerado um período dispensacional de 1.000 anos literais. A Segunda Vinda do Senhor terá duas fases sendo uma secreta para a Igreja e a outra visível para estabelecer o Reino Milenial. Nesse reino haverá uma distinção entre a Igreja, a nação de Israel e o mundo gentílico. O Senhor Jesus governará o mundo como rei messiânico prometido a nação de Israel, como príncipe da casa real de Davi. Considerando que a mensagem do livro de Apocalipse nos é apresentada de forma simbólica, e que a única referência a um reino de mil anos se encontra nele, é melhor optar pela linha Amilenista por uma questão básica de coerência na interpretação desse precioso livro. Com isso descartamos a ideia de um milênio literal bem como a ideia de um Milênio produzido pela pregação do Evangelho, tendo em vista que a Bíblia nos diz que, na medida em que se aproxima o fim de todas as coisas, o mundo piorará. Deve-se considerar, também, que uma opção literal do Milênio tem que se pensar nesse reino também para o estado israelita da atualidade, o que é incoerente dentro do esquema geral das Escrituras, que contempla os remanescentes judeus com as bênçãos celestiais no programa geral da Igreja, que é formada de judeus e gentios. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Arrebatamento da Igreja

No boletim anterior dissemos que segundo o programa divino o Senhor Jesus voltará em glória a este mundo. Por ocasião dessa Segunda Vinda, ocorrerá o Arrebatamento da Igreja. As promessas acerca do Arrebatamento encontram-se em Jo 14.1-3, 1 Ts 4.16-19, e 2 Ts 2.1. Segundo o texto de 1 Ts, quando Cristo vier pela segunda vez, os crentes falecidos irão ressuscitar com corpos glorificados e os crentes que estarão vivos naquela ocasião serão transformados, terão o seu corpo mortal revestido de imortalidade, num abrir e fechar de olhos conforme o que está dito em 1 Co 15.51,52. Todos os crentes ressuscitados, desde a primeira pessoa que foi salva neste mundo até o dia da Segunda Vinda de Cristo, juntos com os crentes transformados (a Igreja completa, sem faltar ninguém), serão impulsionados pelo Espírito Santo para se encontrar com o Senhor Jesus nos ares (céus atmosféricos) e a partir daí estarão para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17). Para efeito didático podemos segmentar o Arrebatamento da Igreja em três partes, a saber: 1) a ressurreição em glória dos crentes falecidos – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.16 (Veja ainda Dn 12.2; Jo 5.28,29; 1 Co 15.52); 2) a transformação dos crentes vivos– “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” 1 Co 15.51,52 (Veja ainda Fp 3.21; 1 Ts 4.17); 3) o encontro com o Senhor Jesus nos ares – “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” 1 Ts 4.17 (Veja ainda os textos de Jo 14.3 e 2 Ts 2.1). É importante esclarecer outros assuntos acerca do Arrebatamento da Igreja, devido às diversas ideias que grassam no meio evangélico, sendo a mais comum aquela que ensina uma segunda vinda de Cristo secreta para arrebatar a sua igreja. Segundo as Escrituras o Arrebatamento da igreja está intimamente ligado a Segunda Vinda do Senhor, a manifestação pública de Cristo ao mundo (Mt 24.29-31; 1 Ts 4.16,17), sendo essa Segunda Vinda um evento só e não em duas fases como pregam os irmãos dispensacionalistas (não há registro bíblico que apoie essa doutrina). Ainda é importante enfatizar que o Arrebatamento da Igreja dar-se-á depois da grande tribulação, já que o evento é simultâneo a Segunda Vinda do Senhor e essa ocorrerá após o período tribulacional, conforme nos revela o texto de Mt 24.29-31 e os textos correlatos encontrados nos evangelhos de Marcos e Lucas, bem como o texto da segunda carta de Paulo aos Tessalonicenses (2.1-12). Outra coisa a considerar é que não haverá um arrebatamento parcial como ensinam alguns (os que estiverem preparados subirão e os outros ficarão para outra ocasião). Todos os verdadeiros crentes, tanto os falecidos que irão ressuscitar como aqueles que estarão vivos, por ocasião da Segunda Vinda, serão arrebatados, não havendo distinção entre os que são considerados mais espirituais e menos espirituais, pois todos estão escondidos com Cristo em Deus (Cl 3.3.), guardados por Jesus Cristo (Jd 1), já foram perdoados e lavados pelo sangue de Cristo (1 Co 6.11), são filhos de Deus por adoção em Jesus Cristo (Ef 1.5); já foram santificados por Cristo (1 Co 1.2), estão ligados eternamente ao Filho de Deus (Rm 8.1) e estão assentados nos lugares celestiais em Cristo (Ef 2.6). A posição que eles ocupam no plano de Deus é de membros do corpo de Cristo, da Igreja lavada e remida pelo sangue de Jesus (1 Co 12.13,27). Assim sendo, regozijemo-nos irmãos pela bênção eterna de sermos filhos de Deus, e por sermos sustentados pelo poder de Cristo, e por essa certeza de que quando do Arrebatamento estaremos participando deste glorioso evento. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti