Aprouve a Deus, segundo a sua vontade, revelar-se as suas criaturas. Uma parte da revelação foi feita através das coisas que foram criadas, através do próprio homem, da história, da providência,... Em teologia essa revelação é chamada de Revelação Geral. A outra parte da revelação de Deus, a mais importante, foi feita através das Sagradas Escrituras. Essa revelação é chamada de Revelação Especial e ela tem caráter salvífico. Nas Escrituras, Deus revelou-se de forma progressiva. A Bíblia Sagrada foi escrita num período de 16 séculos, por aproximadamente 40 escritores de diversos segmentos sociais (profetas, reis, sacerdotes,...).
Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 15 de dezembro de 2012
As Sagradas Escrituras
Aprouve a Deus, segundo a sua vontade, revelar-se as suas criaturas. Uma parte da revelação foi feita através das coisas que foram criadas, através do próprio homem, da história, da providência,... Em teologia essa revelação é chamada de Revelação Geral. A outra parte da revelação de Deus, a mais importante, foi feita através das Sagradas Escrituras. Essa revelação é chamada de Revelação Especial e ela tem caráter salvífico. Nas Escrituras, Deus revelou-se de forma progressiva. A Bíblia Sagrada foi escrita num período de 16 séculos, por aproximadamente 40 escritores de diversos segmentos sociais (profetas, reis, sacerdotes,...).
sábado, 31 de dezembro de 2011
As Sagradas Escrituras
Aprouve a Deus, segundo a sua vontade, revelar-se as suas criaturas. Uma parte da revelação foi feita através das coisas que foram criadas, através do próprio homem, da história, da providência,... Em teologia essa revelação é chamada de Revelação Geral. A outra parte da revelação de Deus, a mais importante, foi feita através das Sagradas Escrituras. Essa revelação é chamada de Revelação Especial e ela tem caráter salvífico. Nas Escrituras, Deus revelou-se de forma progressiva. A Bíblia Sagrada foi escrita num período de 16 séculos, por aproximadamente 40 escritores de diversos segmentos sociais (profetas, reis, sacerdotes,...).
As Sagradas Escrituras compõem-se de duas partes: O Antigo e o Novo Testamento. O Antigo Testamento contém 39 livros, assim classificados: O Pentateuco (cinco livros): Gênesis a Deuteronômio; os Livros Históricos (doze livros); Josué a Ester; os Livros Poéticos (cinco livros): Jó a Cantares; e os Livros Proféticos (dezessete livros): Isaías a Daniel (Profetas Maiores); Oseías a Malaquias (Profetas Menores). O Novo Testamento contém 27 livros, classificados desta maneira: Os Evangelhos (quatro livros): Mateus a João; Livro Histórico (um livro): Atos dos Apóstolos; as Epístolas Paulinas (treze livros): Romanos a Filemon; a Epístola aos Hebreus; as Epístolas Gerais (sete livros): Tiago a Judas; e o Livro da Revelação: Apocalipse.
As Sagradas Escrituras, no seu conjunto, foi inspirada por Deus verbal e plenariamente (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.19-21), isto quer dizer que ela foi escrita sob a poderosa ação do Espírito Santo, usando homens escolhidos por Deus para essa finalidade.
O Senhor Jesus Cristo é o tema central das Sagradas Escrituras. Em Gênesis Ele é a Semente da Mulher. Em Êxodo é o Cordeiro Pascoal. Em Levítico é o Sacrifício Expiatório. Em Números é a Rocha e em Deuteronômio é o Profeta. Em Josué é o Comandante dos Exércitos do Senhor. Em Juízes é o Libertador. Em Rute é o Parente Remidor. Em 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas é o Rei de Israel. Em Esdras e Neemias é o Restaurador. Em Ester é o Advogado. Em Jó é o Redentor que vive. Em Salmos é Tudo em todos. Em Provérbios é a Sabedoria Divina. Em Eclesiastes é a Razão Suprema do Viver. Em Cantares é o Amado. Nos Profetas é o Messias. Nos Evangelhos é o Cristo. Em Atos é o Espírito. Nas Epístolas é a Cabeça da Igreja. Em Apocalipse é o Alfa e o Ômega.
Hoje, segundo domingo de dezembro, estamos comemorando o Dia da Bíblia. Agradeçamos ao Senhor pela existência desse extraordinário livro, que revela o ser de Deus, os Seus atributos, o Seu caráter e a Sua vontade. Agradecemos ainda pelo privilégio de ter conosco as Sagradas Escrituras.
Procuremos, amados, valorizar a Bíblia Sagrada, lendo-a, meditando nela e obedecendo aos seus ensinamentos.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 16 de julho de 2011
A Inspiração da Bíblia
A Bíblia em sua inteireza é um livro inspirado por Deus. Em 2 Tm 3.16, encontramos: “Toda Escritura é inspirada por Deus...”, e ainda em 2 Pe 1.20,21, lemos que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens santos de Deus falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
Vejamos algumas definições sobre o que é Inspiração: “A inspiração das Escrituras é aquela influência que Deus exerceu sobre os autores humanos por intermédio de quem o Antigo e o Novo Testamento foram inscritos” (Chafer).
“A inspiração, quando aplicada à Bíblia, é o sopro de Deus dentro dos homens, habilitando-os dessa forma a receber e a comunicar a verdade divina”. (Miller).
“A inspiração bíblica é aquela influência do Espírito Santo sobre certos homens escolhidos por Deus para ensinar sua vontade, que os guardava do erro na comunicação de tudo que deveria constituir uma parte da revelação divina” (Miller).
Miller fez ainda o seguinte acréscimo, explicando melhor sua definição: Essa influência se estendia à: 1) Isenção do erro no relato dos fatos históricos; 2) Confirmação autoritária das verdades da revelação natural às quais faz referência; 3) Revelação sobrenatural, ou seja, às verdades que só podem ser conhecidas por revelação direta de Deus.
A inspiração da Bíblia foi plenária e verbal. Quando se fala em inspiração plenária se quer dizer que toda a Bíblia e não somente partes dela, foi inspirada por Deus. Isso quer dizer que a Bíblia não apenas contém, mas é de fato a Palavra de Deus.
Em outras palavras, as Sagradas Escrituras em sua inteireza é considerada como igualmente fidedigna e que toda a Escritura original foi inspirada por Deus sem exceção de uma só palavra.
Quando se fala em Inspiração Verbal, queremos dizer que, as palavras registradas nos originais da Bíblia, e não só as idéias, foram inspiradas por Deus. Cartledge disse em determinada ocasião sobre o assunto: “O Espírito escolheu as palavras necessárias para expressar a verdade, porém, não são necessariamente as únicas palavras que poderiam ter sido usadas”. Os teólogos aceitam isso como verdade, quando se trata de traduções, e explica o uso feito pelo Senhor e seus discípulos da Septuaginta. (A Septuaginta é uma versão grega do Antigo Testamento feita em meados do século terceiro antes de Cristo. Nessa versão os tradutores incluíram os livros que os protestantes chamam de apócrifos, ou seja, não inspirados por Deus, e inseridos na Bíblia católica como canônicos).
Esclarecido o significado de inspiração é de suma importância que entendamos que a inspiração, no sentido bíblico, cessou quando o Cânon bíblico foi completado. Depois que o último livro da Bíblia foi terminado, completando a revelação divina, cessou por completo a inspiração do Espírito Santo no que diz respeito às Sagradas Escrituras. Ninguém pode a partir daquele limite se arvorar no direito de dizer que foi inspirado por Deus para trazer uma nova revelação ao homem. O apóstolo Paulo foi bem claro nisso quando afirmou: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho, além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Gl 1.8,9.
É conveniente que entendamos que existe diferença entre inspiração, revelação e iluminação. Como já conhecemos o significado de inspiração, vejamos os significados das outras duas palavras: Revelação - é o ato soberano de Deus pelo qual Ele faz conhecido àquilo que dantes não se tinha conhecimento. A Revelação divide-se em Revelação Geral – a revelação que Deus fez de si mesmo através da natureza, das coisas criadas, e Revelação Especial – que é a revelação que Deus fez de si mesmo (ser, atributos, caráter e vontade). Iluminação - É a ação do Espírito Santo sobre os leitores das Sagradas Escrituras, capacitando-os a perceber a força e o significado da revelação.
1) Provas da Inspiração do Cânon Sagrado
a) Unidade na Diversidade - A Bíblia foi escrita por, mais ou menos, quarenta escritores, num período que abrange dezessete séculos, em diversos lugares, sendo que os escritores ocupavam posições diversas, tais como pastores, pescadores, sacerdotes, guerreiros, estadistas, reis, médico, etc. Apesar dessa diversidade, no entanto, existe nas Sagradas Escrituras uma unidade admirável em todo o conjunto dos livros do Cânon Bíblico.
b) O Cumprimento das Profecias - O cumprimento das predições proféticas é uma das maiores provas da inspiração da Bíblia, principalmente aquelas relacionadas ao Messias. Se estudarmos a vida do Senhor Jesus Cristo, verificamos que as predições ao seu respeito se cumpriram até nos mínimos detalhes, inclusive, aquelas que não dependia mais de sua vontade como homem, tais como: Nenhum dos seus ossos seria quebrado; seria sepultado com os ricos; ressuscitaria ao terceiro dia etc.
c) A transformação de vidas - milhares de pessoas que adotam as Sagradas Escrituras como regra de fé e prática tem experimentado uma transformação profunda em seu caráter e conduta, comprovando assim a veracidade da inspiração divina do livro dos livros.
2) Teorias falsas sobre a Inspiração do Cânon Sagrado
a) A teoria de que as idéias foram inspiradas e não as palavras - “Essa teoria sustenta que, Deus revelou novas verdades e inspirou idéias divinas nas mentes dos escritores, porém, permitiu-lhes expressar essas idéias em suas próprias palavras, de modo que temos de passar por alto nos erros das palavras e crer somente nas idéias expressas na Bíblia”. “Essa teoria supõe que o Deus infalível entregou sua verdade infalível a homens falíveis para escrevê-la como melhor lhe parecesse, pelo que o Deus que não erra é autor de um livro crivado de erros”.
b) Teoria da Inspiração Parcial - Essa teoria pretende dizer que só parte da Bíblia é inspirada e não toda, cabendo ao leitor o juízo sobre o que é inspirado ou não. Essa teoria nos deixaria uma Bíblia autorrelativa e nos daria um conceito deformado de Deus. Em contraposição a isso lemos em 2 Tm 3.16, que toda a Escritura é inspirada por Deus.
c) A teoria da Inspiração Ditada (Mecânica) - Essa teoria defende a idéia de que os autores da Bíblia eram meros estenógrafos, escrevendo mecanicamente apenas aquilo que Deus ditava, sem usar o cérebro do escritor. Em linguagem atual, seria um texto psicografado. Se essa teoria fosse verdade então todo o Cânon Sagrado, em toda a sua extensão não importando o estilo literário dos autores dos livros, teria o mesmo estilo literário e vocabulário, o que não é verdade, pois Deus inspirou os autores humanos e os guardou do erro; não obstante, empregou suas mentes e talentos individuais, pelo que não temos um livro monótono quanto ao estilo, etc., mas vemos as características particulares de cada um dos seus escritores e o Espírito Santo superintendendo tudo para produzir um livro divino, isento de erro ou engano. Longe da pessoa do Espírito Santo anular ou por de lado os talentos naturais dos escritores sacros. Pelo contrário, usou-os para o seu propósito, tal como é sua maneira de agir até hoje em toda obra espiritual.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A Inspiração da Bíblia
A Bíblia em sua inteireza é um livro inspirado por Deus. Em 2 Tm 3.16, encontramos: “Toda Escritura é inspirada por Deus...”, e ainda em 2 Pe 1.20,21, lemos que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens santos de Deus falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
Vejamos algumas definições sobre o que é Inspiração: “A inspiração das Escrituras é aquela influência que Deus exerceu sobre os autores humanos por intermédio de quem o Antigo e o Novo Testamento foram inscritos”. (Chafer). “A inspiração, quando aplicada à Bíblia, é o sopro de Deus dentro dos homens, habilitando-os dessa forma a receber e a comunicar a verdade divina”. (Miller). A inspiração bíblica é aquela influência do Espírito Santo sobre certos homens escolhidos por Deus para ensinar sua vontade, que os guardava do erro na comunicação de tudo que deveria constituir uma parte da revelação divina”. (Miller). Miller fez ainda o seguinte acréscimo, explicando melhor sua definição: Essa influência se estendia à: 1) Isenção do erro no relato dos fatos históricos; 2) Confirmação autoritária das verdades da revelação natural às quais faz referência; 3) Revelação sobrenatural, ou seja, às verdades que só podem ser conhecidas por revelação direta de Deus.
A inspiração da Bíblia foi plenária e verbal. Quando se fala em inspiração plenária se quer dizer que toda a Bíblia e não somente partes dela, foi inspirada por Deus. Isso quer dizer que a Bíblia não apenas contém, mas é de fato a Palavra de Deus.
Em outras palavras, as Sagradas Escrituras em sua inteireza é considerada como igualmente fidedigna e que toda a Escritura original foi inspirada por Deus sem exceção de uma só palavra.
Quando se fala em Inspiração Verbal, queremos dizer que, as palavras registradas nos originais da Bíblia, e não só as idéias, foram inspiradas por Deus. Cartledge disse em determinada ocasião sobre o assunto: “O Espírito escolheu as palavras necessárias para expressar a verdade, porém, não são necessariamente as únicas palavras que poderiam ter sido usadas”. Os teólogos aceitam isso como verdade, quando se trata de traduções, e explica o uso feito pelo Senhor e seus discípulos da Septuaginta.
Esclarecido o significado de inspiração é de suma importância que entendamos que a inspiração, no sentido bíblico, cessou quando o Cânon bíblico foi completado. Depois que o último livro da Bíblia foi terminado, completando a revelação divina, cessou por completo a inspiração do Espírito Santo no que diz respeito às Sagradas Escrituras. Ninguém pode a partir daquele limite se arvorar no direito de dizer que foi inspirado por Deus para trazer uma nova revelação ao homem. O apóstolo Paulo foi bem claro nisso quando afirmou: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho, além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Gl 1.8,9.
É conveniente que entendamos que existe diferença entre inspiração, revelação e iluminação. Como já conhecemos o significado de inspiração, vejamos os significados das duas outras palavras: Revelação - é o ato soberano de Deus pelo qual Ele faz conhecido àquilo que dantes não se tinha conhecimento. Iluminação - É a ação do Espírito Santo sobre os leitores das Sagradas Escrituras, capacitando-os a perceber a força e o significado da revelação.
1) Provas da Inspiração do Cânon Sagrado
a) Unidade na Diversidade - A Bíblia foi escrita por, mais ou menos, quarenta escritores, num período que abrange dezessete séculos, em diversos lugares, sendo que os escritores ocupavam posições diversas, tais como pastores, pescadores, sacerdotes, guerreiros, estadistas, reis, médico, etc. Apesar dessa diversidade, no entanto, existe nas Sagradas Escrituras uma unidade admirável em todo o conjunto de todos os livros do Cânon Bíblico.
b) O Cumprimento das Profecias - O cumprimento das predições proféticas é uma das maiores provas da inspiração da Bíblia, principalmente aquelas relacionadas ao Messias. Se estudarmos a vida do Senhor Jesus Cristo, verificamos que as predições ao seu respeito se cumpriram até nos mínimos detalhes, inclusive, aquelas que não dependia mais de sua vontade como homem, tais como: Nenhum dos seus ossos seria quebrado; seria sepultado com os ricos; ressuscitaria ao terceiro dia etc.
c) A transformação de vidas - milhares de pessoas que adotam as Sagradas Escrituras como regra de fé e prática tem experimentado uma transformação profunda em seu caráter e conduta, comprovando assim a veracidade da inspiração divina do Livro dos livros.
2) Teorias falsas sobre a Inspiração do Cânon Sagrado
a) A teoria de que as idéias foram inspiradas e não as palavras - “Essa teoria sustenta que, Deus revelou novas verdades e inspirou idéias divinas nas mentes dos escritores, porém, permitiu-lhes expressar essas idéias em suas próprias palavras, de modo que temos de passar por alto nos erros das palavras e crer somente nas idéias expressas na Bíblia”. “Essa teoria supõe que o Deus infalível entregou sua verdade infalível a homens falíveis para escrevê-la como melhor lhe parecesse, pelo que o Deus que não erra é autor de um livro crivado de erros”.
b) Teoria da Inspiração Parcial - Essa teoria pretende dizer que só parte da Bíblia é inspirada e não toda, cabendo ao leitor o juízo sobre o que é inspirado ou não. Essa teoria nos deixaria uma Bíblia auto-relativa e nos daria um conceito deformado de Deus. Em contraposição a isso lemos em 2 Tm 3.16, que toda a Escritura é inspirada por Deus.
c) A teoria da Inspiração Ditada (Mecânica) - Essa teoria defende a idéia de que os autores da Bíblia eram meros estenógrafos, escrevendo mecanicamente apenas aquilo que Deus ditava, sem usar o cérebro do escritor. Em linguagem atual, seria um texto psicografado. Se essa teoria fosse verdade então todo o Cânon Sagrado, em toda a sua extensão não importando o estilo literário dos autores dos livros, teriam o mesmo estilo literário e vocabulário, o que não é verdade, pois Deus inspirou os autores humanos e os guardou do erro; não obstante, empregou suas mentes e talentos individuais, pelo que não temos um livro monótono quanto ao estilo, etc., mas vemos as características particulares de cada um dos seus escritores e o Espírito Santo superintendendo tudo para produzir um livro divino, isento de erro ou engano. Longe da pessoa do Espírito Santo anular ou por de lado os talentos naturais dos escritores sacros. Usou-os para o seu propósito, tal como é sua maneira de agir até hoje em toda obra espiritual.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A Inspiração da Bíblia
A Bíblia em sua inteireza é um livro inspirado por Deus. Em 2 Tm 3.16, encontramos: “Toda Escritura é inspirada por Deus...”, e ainda em 2 Pe 1.20,21, lemos que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens santos de Deus falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.
Vejamos algumas definições sobre o que é Inspiração: “A inspiração das Escrituras é aquela influência que Deus exerceu sobre os autores humanos por intermédio de quem o Antigo e o Novo Testamento foram inscritos”. (Chafer).
“A inspiração, quando aplicada à Bíblia, é o sopro de Deus dentro dos homens, habilitando-os dessa forma a receber e a comunicar a verdade divina”. (Miller).
“A inspiração bíblica é aquela influência do Espírito Santo sobre certos homens escolhidos por Deus para ensinar sua vontade, que os guardava do erro na comunicação de tudo que deveria constituir uma parte da revelação divina”. (Miller).
Miller fez ainda o seguinte acréscimo, explicando melhor sua definição: Essa influência se estendia à: 1) Isenção do erro no relato dos fatos históricos; 2) Confirmação autoritária das verdades da revelação natural às quais faz referência; 3) Revelação sobrenatural, ou seja, às verdades que só podem ser conhecidas por revelação direta de Deus.
A inspiração da Bíblia foi plenária e verbal. Quando se fala em inspiração plenária se quer dizer que toda a Bíblia e não somente partes dela, foi inspirada por Deus. Isso quer dizer que a Bíblia não apenas contém, mas é de fato a Palavra de Deus.
Em outras palavras, as Sagradas Escrituras em sua inteireza é considerada como igualmente fidedigna e que toda a Escritura original foi inspirada por Deus sem exceção de uma só palavra.
Quando se fala em Inspiração Verbal, queremos dizer que, as palavras registradas nos originais da Bíblia, e não só as idéias, foram inspiradas por Deus. Cartledge disse em determinada ocasião sobre o assunto: “O Espírito escolheu as palavras necessárias para expressar a verdade, porém, não são necessariamente as únicas palavras que poderiam ter sido usadas”. Os teólogos aceitam isso como verdade, quando se trata de traduções, e explica o uso feito pelo Senhor e seus discípulos da Septuaginta.
Esclarecido o significado de inspiração é de suma importância que entendamos que a inspiração, no sentido bíblico, cessou quando o Cânon bíblico foi completado. Depois que o último livro da Bíblia foi terminado, completando a revelação divina, cessou por completo a inspiração do Espírito Santo no que diz respeito às Sagradas Escrituras. Ninguém pode a partir daquele limite se ancorar no direito de dizer que foi inspirado por Deus para trazer uma nova revelação ao homem. O apóstolo Paulo foi bem claro nisso quando afirmou: “Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho, além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Gl 1.8,9.
É conveniente que entendamos que existe diferença entre inspiração, revelação e iluminação. Como já conhecemos o significado de inspiração, vejamos os significados das duas outras palavras: Revelação - é o ato soberano de Deus pelo qual Ele faz conhecido àquilo que dantes não se tinha conhecimento. Iluminação - É a ação do Espírito Santo sobre os leitores das Sagradas Escrituras, capacitando-os a perceber a força da revelação.
1) Provas da Inspiração do Cânon Sagrado
a) Unidade na Diversidade - A Bíblia foi escrita por aproximadamente quarenta escritores, mais ou menos num período que abrange dezesseis séculos, em diversos lugares, sendo que os escritores ocupavam posições diversas, tais como pastores, pescadores, sacerdotes, guerreiros, estadistas, reis, médico, etc. Apesar dessa diversidade, no entanto, existe nas Sagradas Escrituras uma unidade admirável em todo o conjunto de todos os livros do Cânon Bíblico.
b) O Cumprimento das Profecias - O cumprimento das predições proféticas é uma das maiores provas da inspiração da Bíblia, principalmente aquelas relacionadas ao Messias. Se estudarmos a vida do Senhor Jesus Cristo, verificamos que as predições ao seu respeito se cumpriram até nos mínimos detalhes, inclusive, aquelas que não dependia mais de sua vontade como homem, tais como: Nenhum dos seus ossos seria quebrado; seria sepultado com os ricos; ressuscitaria ao terceiro dia etc.
c) A transformação de vidas - milhares de pessoas que adotam as Sagradas Escrituras como regra de fé e prática tem experimentado uma transformação profunda em seu caráter e conduta, comprovando assim a veracidade da inspiração divina do livro dos livros.
2) Teorias falsas sobre a Inspiração do Cânon Sagrado
a) A teoria de que as idéias foram inspiradas e não as palavras - “Essa teoria sustenta que, Deus revelou novas verdades e inspirou idéias divinas nas mentes dos escritores, porém, permitiu-lhes expressar essas idéias em suas próprias palavras, de modo que temos de passar por alto nos erros das palavras e crer somente nas idéias expressas na Bíblia”. “Essa teoria supõe que o Deus infalível entregou sua verdade infalível a homens falíveis para escrevê-la como melhor lhe parecesse, pelo que o Deus que não erra é autor de um livro crivado de erros”.
b) Teoria da Inspiração Parcial - Essa teoria pretende dizer que só parte da Bíblia é inspirada e não toda, cabendo ao leitor o juízo sobre o que é inspirado ou não. Essa teoria nos deixaria uma Bíblia auto-relativa e nos daria um conceito deformado de Deus. Em contraposição a isso lemos em 2 Tm 3.16, que toda a Escritura é inspirada por Deus.
c) A teoria da Inspiração Ditada (Mecânica) - Essa teoria defende a idéia de que os autores da Bíblia eram meros estenógrafos, escrevendo mecanicamente apenas aquilo que Deus ditava, sem usar o cérebro do escritor. Em linguagem atual, seria um texto psicografado. Se essa teoria fosse verdade então todo o Cânon Sagrado, em toda a sua extensão não importando o estilo literário dos autores dos livros, teriam o mesmo estilo literário e vocabulário, o que não é verdade, pois Deus inspirou os autores humanos e os guardou do erro; não obstante, empregou suas mentes e talentos individuais, pelo que não temos um livro monótono quanto ao estilo, etc., mas vemos as características particulares de cada um dos seus escritores e o Espírito Santo superintendendo tudo para produzir um livro divino, isento de erro ou engano. Longe da pessoa do Espírito Santo anular ou por de lado os talentos naturais dos escritores sacros. Usou-os para o seu propósito, tal como é sua maneira de agir até hoje em toda obra espiritual.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O ANTIGO TESTAMENTO É VELHO?
Mesmo estando vivendo na Dispensação da Graça, onde existe uma legislação específica, não devemos menosprezar as palavras ditas por Deus para as épocas passadas, considerando que elas revelam muito da mente, do caráter e das intenções do Deus Todo-Poderoso.
É importante que consideremos que os princípios divinos, contidos na Dispensação da Lei, onde a legislação foi mais abundante, são eternos e imutáveis, por exemplo: O mandamento da guarda do dia de sábado não é obrigatório para a atual dispensação, mas o princípio de ser reservado um dia da semana dos sete que Deus nos dá, para ser dedicado ao Senhor, permanece. Com esse pensamento valorizamos a Palavra de Deus e damos a ela o destaque que Deus quer que seja dado. “Pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra” (Sl 138.2).
O descaso de alguns para com o Velho Testamento talvez venha do adjetivo velho, usado na primeira parte do livro sagrado, que significa, entre outras coisas, fora de uso, antiquado, muito idoso, etc.
Não devemos amados considerar como velho, ultrapassado, caduco e sem serventia aquela parte das Sagradas Escrituras. É verdade que a literatura inspirada do Velho Testamento foi produzida na Dispensação da Lei, que perdurou de Moisés até ao Senhor Jesus Cristo (Jo 1.17), e que a legislação que norteou a vida do povo de Deus na Velha Dispensação está registrada nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Nós como cristãos não estamos obrigados a guardar a lei mosaica, pois a mesma caducou com a instituição da Dispensação da Graça por nosso Senhor Jesus Cristo, mas lembremo-nos de que Jesus ampliou muitos conceitos encontrados na legislação judaica e os autorizou para observância do cristão, como por exemplo, os mandamentos: “Não Matarás” (Mt 5.21, 22), “Não Adulterarás” (Mt 5.27, 28), “Não perjurarás”, (Mt 5.38-42) etc.
É bom que entendamos que no Velho Testamento não encontramos apenas a lei mosaica e sim, também, os livros históricos que contam a história do povo judeu, os livros poéticos e os livros proféticos, contendo este dois últimos, entre outros preciosos ensinamentos, as profecias sobre o Messias que haveria de vir, e os registros escatológicos do reino messiânico.
Os escritores do Novo Testamento (Pedro, Paulo, Tiago, Judas...) não desprezaram o Antigo Testamento, muito pelo contrário, fizeram dele a sua “Bíblia” e o usaram como base para as pregações e argumentações teológicas. Eles consideravam o Velho Testamento como parte inicial da revelação divina que seria complementada com os escritos inspirados do Novo Testamento.
Para que a Bíblia se harmonize no seu todo (Velho e Novo Testamento), e cada parte dela tenha o seu real valor destinado por Deus, é preciso que distingamos as épocas e assim não se encontrarão brechas para minimizarmos a importância do Velho Testamento na vida da Igreja. Já dizia o celebre Agostinho de Hipona “Distinguam-se as épocas e a Bíblia se harmonizará”.
Concluímos lembrando aos irmãos que toda a Palavra de Deus é pura e santa, inspirada pelo Todo-Poderoso, útil para instrução, consolação e edificação do povo de Deus (2 Tm 3.16).
“Porque tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).
Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...
-
Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...
-
Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37) Depois de profetizar sobre a sua segunda vinda, o Senhor Je...