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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Amém

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Credo  Apostólico termina com uma declaração que fecha todo o conjunto de declarações, que é AMÉM.
     A palavra AMÉM é de origem hebraica e transliterada para o grego (hebraico e grego são línguas nas quais foram escritas as Sagradas Escrituras) e para a nossa língua. Esta palavra tem diversos significado dentre eles aquele que diz “é verdade” ou “assim seja”.
    No Antigo Testamento a palavra AMÉM é empregada para afirmar uma adesão a uma expressão, a uma aceitação de uma missão, para ratificar um compromisso, para a conclusão de uma oração ou de uma doxologia (expressão de adoração a Deus). No Novo Testamento significa uma aclamação no culto que indica uma adesão àquilo que foi dito ou conclusão de uma doxologia. Esta expressão foi usada por Jesus em diversas ocasiões para reforçar uma afirmação sua (em verdade, em verdade vos digo). A palavra ainda refere-se no Novo Testamento a  concordância à uma oração feita por um ministro do evangelho ou pela comunidade de crentes.
    Merece especial destaque o uso desta palavra com a qual é nomeado o Senhor Jesus em Apocalipse 3.14 “E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” Ap 3.14. Neste texto a palavra AMÉM significa que Jesus é a verdade absoluta e que tudo que ele falou é verdadeiro, ou seja, o que ele falou ou já se cumpriu ou se cumprirá inexoravelmente.
      No que refere as declarações de fé do Credo Apostólico, a palavra AMÉM significa que tudo aquilo que é mencionado ali como declaração de fé é verdadeiro e aceito pelo crente como algo que é crido por ele de todo o coração.
     No que é relacionado à Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espirito Santo) as sentenças que diz “Creio em Deus Pai,  Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, e Creio no Espirito Santo”, o AMÉM quer dizer que o Deus Triúno é o único objeto verdadeiro de fé do cristão. Estamos ao dizer o AMÉM a essas declarações que estamos concordando com a revelação das Santas Escrituras sobre o assunto.
   No que se refere às outras sentenças (Creio na Santa Igreja Universal; na Comunhão dos Santos; na Remissão dos Pecados; na Ressurreição do Corpo; na Vida Eterna.), quando se profere o AMÉM estamos dizendo que as mesmas são verdadeiras, reais, conforme reveladas nas Sagradas Escrituras.
   Essa expressão ainda nos remete a questão da concordância que deve ser feita pela Igreja reunida, e que garante a resposta divina à oração. “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” Mt 18.19,20. A presença de Jesus nas reuniões da Igreja é uma realidade como também o é a resposta que Deus dá as orações da Igreja quando há unanimidade, quando a comunidade diz AMÉM àquilo que foi apresentado a Deus em oração. É por isso que quando alguém ora, quando a comunidade está reunida, a sua oração deve ser ouvida por todos para que ela entenda e se diga a Deus “AMÉM”, ou seja, “Assim Seja”. “Doutra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto o Amém sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?” 1 Co 14.16.
   Naquelas comunidades onde existe o costume de todos orarem ao mesmo tempo não se tem espaço para  dizer o AMÉM as orações feitas, em outras palavras, estar se perdendo a bênção do “de acordo da Igreja” a oração feita, que garante a resposta divina. Isto não quer dizer que Deus não houve a Igreja quando todos oram ao mesmo tempo, mas se perde a bênção do AMÉM que deve ser dito por ela.     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Creio na Vida Eterna

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O último tema objeto da crença declarada no Credo  Apostólico refere-se a crença na vida eterna, pois o Credo diz: “Creio... na Vida Eterna”.
     Encontramos na Bíblia Sagrada que a vida é um dom de Deus. O Criador quando fez o homem o fez do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida, e ele tornou-se alma vivente. “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” Gn 2.7.

    Com o advento do pecado, a morte surgiu no cenário humano, sendo ela o salário do pecado cometido pelos nossos primeiros pais, conforme Romanos 5.12: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. Cumpriu-se na vida do primeiro casal a terrível sentença prevista por Deus caso o homem comesse do fruto proibido (Gn 2.15-17), o que de fato aconteceu, e alastrou-se por toda a sua descendência. Portanto, todos os seres humanos, a partir do seu nascimento, nasce sob sentença de morte, primeiro da morte espiritual que é o afastamento do homem de Deus (Ef 2.1), segundo da morte física que é a separação da parte espiritual da parte material do homem (Ec 12.7), e por fim da morte eterna que é a eterna separação do homem de Deus, caso ele morra fisicamente estando morto espiritualmente (Mt 25.46).
      No Novo Testamento nos é revelado o maravilhoso plano de Deus no que se refere a conceder uma vida com dimensão eterna ao homem que está morto espiritualmente em seus delitos e pecados. “que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos, e que é manifesta, agora, pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual  aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho 2 Tm 1.9,10. Através de nosso Senhor Jesus Cristo, que é a vida, o crente tem nele a vida eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. Escrevendo ainda sobre o assunto Paulo disse que Deus nos deu vida quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” Ef 2.1.
      A vida eterna começa quando a pessoa é convertida pelo Espirito Santo a Cristo, e se prolonga por toda a eternidade tendo, portanto, duas dimensões. Uma a que se refere à qualidade de vida, uma vida abundante aqui neste mundo. “No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem;...” Jo 7.37-39. A outra dimensão da vida eterna é a que se refere a sua extensão, por toda a eternidade. “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” Jo 10.28. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?” Jo 11.25,26.
    A vida e a imortalidade é uma benção que Deus dá graciosamente  àqueles que creem de coração em seu Filho Jesus Cristo. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho de Deus tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” 1 Jo 5.11,12.
    Portanto, o indisfarçável desejo do homem de viver para sempre pode ser alcançado em Jesus Cristo, pois Ele dá vida eterna aos crentes nele.     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Creio na Ressurreição do Corpo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O tema que será abordado neste artigo trata da ressurreição do corpo, conforme encontrado no Credo Apostólico, que diz: “Creio... na Ressurreição do Corpo”.
     Na Bíblia encontramos dois tipos de ressurreição. Uma de natureza espiritual e a outra de  natureza corporal. “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão” Jo 5.25. O texto citado fala de uma ressurreição de natureza espiritual. “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29. Este outro texto fala de uma ressurreição de natureza corporal.
   Tratando-se da ressurreição espiritual, a Bíblia diz que a pessoa quando nasce já nasce morta em seus delitos e pecados (Rm 3.23; 5.12), e quando ela ouve o Evangelho e crer nele, nasce de novo, e passa a ter vida com dimensão eterna. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” Jo 5.24. (Veja ainda Ef 2.1,5).

   No que se refere à ressurreição corporal é preciso que se compreenda que o ser humano é uma dicotomia (corpo e alma chamada também de espirito) e que ambas as partes constitutivas do homem foram atingidas pelo pecado.
Na terrível sentença proferida por Deus no Édem, quando da queda do homem, encontramos que o mesmo que fora feito do pó da terra (o seu corpo) ao pó voltaria. “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás” Gn 3.19.
    No programa divino está previsto uma ressurreição geral quando todos os seres humanos ressuscitarão (o espirito reassumirá o corpo que viveu neste mundo, que será reconstruído por Deus) para comparecerem  no grande dia do Julgamento Final para darem contas de seus atos enquanto viveram. “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29.  (Veja ainda Dn 12.2; Ap 20.5,11-13).
    Ainda no programa redentor de Deus através de Jesus Cristo, a ressurreição dos crentes em Cristo reveste-se de um caráter especial, pois o corpo do crente será revestido de imortalidade, de incorruptibilidade, isto é o que afirma Paulo em sua primeira carta aos Coríntios: “Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual” 1 Co 15.42-44. Os corpos dos crentes em Cristo quando da ressurreição serão semelhantes ao corpo do Cristo ressurreto, com as mesmas propriedades. “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” Fp 3.20,21.
    No que se refere ao corpo do não crente em Cristo o corpo ressurreto, segundo se infere do texto sagrado, será um corpo imortal, ou seja, não experimentará mais a morte, mas não será um corpo glorioso como será o do crente. Com esse corpo especial, habitado pelo espirito que viveu nele neste mundo, o não salvo comparecerá diante de Deus no Juízo Final para receber a terrível sentença da perdição eterna. “os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder” 2 Ts 1.9.
                              Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Creio na Remissão dos Pecados

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Neste artigo daremos continuidade a nossa reflexão sobre o Credo Apostólico com a ênfase, desta feita, na remissão ou perdão dos pecados, pois o Credo diz assim: “Creio... na Remissão dos Pecados”.
     O pecado segundo as Escrituras é o problema número um dos seres humanos. Quando se fala de pecado é preciso que entendamos algumas coisas sobre ele, principalmente em que consiste o pecado, a quem ele afronta e quais as suas consequências e, principalmente, a questão do perdão através de nosso Senhor Jesus Cristo.
       Pecado do ponto de vista bíblico/teológico “é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus ou a transgressão dessa lei”. Deus ao criar o homem deu-lhe um código moral que deve ser obedecido. A transgressão desse código constitui-se pecado contra Deus e é passível de punição, que no caso é a morte. “Porque o salário do pecado é a morte,...” Rm 6.23.

       O pecado surgiu no cenário humano através de Adão, conforme as Escrituras. “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” Rm 5.12. Adão representava a raça humana na responsabilidade moral diante do Criador e quando ele pecou o seu pecado atingiu também a sua descendência. Adão pecou, nós pecamos com ele. Adão morreu por causa do pecado e nós morremos com ele.    A Bíblia diz que todos morrem em Adão (1 Co 15.22).
     Ainda o pecado de nossos primeiros pais corrompeu a natureza humana, e toda a sua descendência é considerada pecadora aos olhos de Deus. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3.23. Por causa do pecado toda a raça humana está debaixo de condenação, mas Deus graciosamente providenciou um meio que, aliás, é o único meio, de livrar o homem da condenação imposta pelo pecado, sendo esse meio através da obra realizada por Jesus Cristo na cruz do Calvário. “O qual (Cristo) por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25. (Veja ainda 1 Pe 2.24; 3.18).
     O Filho de Deus veio a este mundo, encarnou, assumiu uma natureza humana, para oferecer a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados do homem. “Mas este, (Jesus), havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre a destra de Deus” Hb 10.12.  Toda a culpa acarretada pelo pecado foi colocada sobre Cristo na cruz, segundo o que determinara o Conselho da Santíssima Trindade no seu programa eterno. “Mas ele (Jesus) foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” Is 53.5,6.
       Quando o Credo diz “Creio... na remissão dos pecados” que dizer que a pessoa que crer que Jesus morreu pelos seus pecados e ressuscitou para a sua justificação tem de imediato o perdão dos seus pecados, sendo a culpa removida, e a partir daí não haverá mais condenação para ela no Juízo Final “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espirito. Porque a lei do espirito de vida, em Cristo Jesus, me  livrou da lei do pecado e da morte” Rm 8.1,2. O perdão dos pecados é uma bem-aventurança (Sl 32.1).
      De acordo com a Bíblia, para a concessão do perdão ao pecador, ele tem que reconhecer que é pecador aos olhos de Deus e crer de coração que Jesus pagou o preço dos seus pecados na cruz. “... Arrependei-vos, e crede no Evangelho” Mc 1.15. Fazendo assim a pessoa é perdoada, reconciliada com Deus, e passa a gozar das bênçãos dos Céus.    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Creio na Comunhão dos Santos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Dando continuidade a reflexão sobre o Credo Apostólico, neste artigo iremos tratar sobre a comunhão dos santos. “Creio... na Comunhão dos Santos”.
     Antes de falarmos sobre comunhão iremos comentar um pouco sobre o que é um santo aos olhos de
Deus. Um santo, segundo as Escrituras, quando se refere ao cristão, quer dizer daquela pessoa que foi santificada pelos méritos de Cristo. Uma pessoa antes da conversão a Cristo vive na impiedade, sob condenação, mas quando é alcançada pela graça salvadora de Cristo ela é purificada de seus pecados e declarada santa, separada para Deus. “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos,...” 1 Co 1.2. “... E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” 1 Co 6.10,11. Assim sendo, todos os que sinceramente professam a fé em Cristo são santos, a Igreja na sua expressão universal, independente deles ter realizado alguma façanha extraordinária em sua vida cristã.
    A palavra comunhão, segundo o dicionário de língua portuguesa de Aurélio, dentre outras coisas, significa: “Ato ou efeito de comungar; participação em comum em crenças ou ideais; conjunto dos que comungam nas mesmas crenças ou opiniões”.
    Do ponto de vista bíblico, a comunhão dos santos consiste em que os salvos têm em comum  um mesmo Deus, um mesmo Salvador, uma mesma fé, um mesmo batismo e uma mesma esperança, e fazem parte de uma mesma Igreja, no caso a de natureza espiritual, a universal ou católica. “Há um só corpo e um só Espirito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” Ef 4.4-6.
    Ainda segundo a Bíblia, a Igreja é comparada a um corpo humano com todos os seus membros interligados entre si e, consequentemente, ligados à cabeça, que é Cristo. Essa ligação que a figura nos remete é feita pela instrumentalidade do Espírito Santo. “Pois todos nós fomos batizados em um Espirito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espirito” 1 Co 12.13. (Veja ainda Ef 4.15,16).
    Mas comunhão é ainda, de acordo com o ponto de vista teológico, uma convivência amistosa, pacífica, amorosa envolvendo todos aqueles que são de fato crentes em Cristo. O Salvador quando esteve aqui neste mundo deixou para a Igreja aquilo que disse ser um novo mandamento: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” Jo 13.34. Sendo assim, cada um de nós deve se esforçar para que essa amizade cristã não seja comprometida, pois é um mandamento expresso do Senhor que os crentes vivam em comunhão com Deus e com os seus irmãos na fé. Na Sua oração sacerdotal o Salvador intercedeu por nós o Seu povo, para que fossemos unidos, tivéssemos comunhão experimental  uns com os outros. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” Jo 17.21.
   Aquelas pessoas que se dizem cristãs, mas que vivem provocando na Igreja discórdias, usando de subterfúgio e  maquinando o mal contra os seus irmãos na fé estão pecando contra Deus, ferindo a comunhão e a unidade da Igreja. “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual  viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” 1 Jo 4.20,21. (Veja ainda Pv 6.16-19).                 
Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Creio na Santa Igreja Universal

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Após o Credo Apostólico expressar a sua fé na pessoa do Espirito Santo, ele contempla a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo na sua expressão universal ou católica. “Creio... na Santa Igreja Universal”.
     A palavra “creio” em relação à Igreja do Senhor não quer dizer que se deposita fé nela, e sim que ela existe. Uma melhor declaração seria Creio na existência da santa Igreja universal ou católica. Estamos dizendo isso porque a Igreja não é objeto de fé do crente. As sentenças do Credo quando se referem a Deus Pai, a Deus Filho e a  Deus Espirito Santo devem ser encaradas como declaração de fé em um objeto, o Deus Triúno. Nos demais casos, como uma crença na existência.
   Na doutrina da Igreja (eclesiologia) encontramos uma área que contempla as duas expressões da Igreja: a universal e a local. No caso do Credo, ele contempla a expressão universal da Igreja, que é o conjunto dos salvos de todas as épocas: os que já faleceram, os que estão vivos e ainda aqueles que hão de ser salvos. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” Jo 10.16. “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” Jo 17.20.
    A Igreja na sua expressão universal é ainda o conjunto definido de pessoas que foram escolhidas na eternidade para serem salvos pela graça divina. “Como também nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para o louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” Ef 1.4-6.
     A Igreja na sua expressão universal é também um corpo espiritual tendo como cabeça Jesus Cristo. “Pois todos nos fomos batizados em um Espirito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espirito” 1 Co 12.13. “Ora vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular” 1 Co 12.27.  “E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” Ef 1.22,23.
    Essa Igreja é conhecida ainda como a família de Deus. Antes de sermos crentes éramos por natureza estrangeiros e forasteiros, mas em Cristo nos tornamos membros da família de Deus. “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadão dos santos, e da família de Deus” Ef 2.19.
     Aqueles irmãos que já partiram para a eternidade estão dormindo no Senhor. Aqueles que estão vivos servindo ao Senhor são identificados como a Igreja militante, e aqueles que são escolhidos, mas que ainda não foram alcançados pela graça salvadora estão sob tutores e curadores até o tempo determinado pelo Pai, quando serão efetivamente chamados para a salvação. “Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fossemos justificados” Gl 3.23,24.
    Ainda segundo as Escrituras, algumas figuras que representam a Igreja no plano espiritual como, por exemplo, corpo e edifício, pode-se extrair que a Igreja compõe-se de um determinado número de pessoas e que só essas pessoas é que fazem parte da Igreja e nenhuma outra. Quando Jesus vier à segunda vez, virá para buscar a Igreja na sua expressão universal. Todos os membros dessa Igreja subirão no dia do arrebatamento para se encontrar com o Senhor nos ares, e assim estarão para sempre Ele (1 Ts 4.15-17).    
                   Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Creio no Espírito Santo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Credo Apostólico dá uma ênfase grande a Cristologia como vimos nos boletins anteriores, mas também contempla a Pneumatologia (a doutrina do Espirito Santo), mesmo que de forma sucinta: “Creio no Espirito Santo”.
    O Credo Apostólico é Trinitário, pois professa a sua fé em Deus Pai, no Filho de Deus Jesus Cristo e no Espirito Santo. “Creio em Deus Pai;... Creio em Jesus Cristo seu único Filho;... Creio no Espirito Santo;...”
   As Sagradas Escrituras nos revelam que o Deus verdadeiro é uno em essência, mas que subsiste em três pessoas distintas uma das outras, e possuídas dos mesmos atributos. Assim podemos afirmar com segurança que o Pai é Deus, que o Filho é Deus e que o Espirito Santo é Deus, não são três deuses, mas um único Deus verdadeiro composto de três pessoas distintas.
   A seção que iremos tratar neste artigo é sobre o Espirito Santo. Segundo as Escrituras o Espirito Santo procede do Pai e do Filho, é aquilo que conhecemos como a  processão do Espirito Santo. (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7).
   Que o Espírito Santo é Deus não se tem dúvida, se temos a Bíblia como verdadeira. A Ele é atribuída à obra da criação, portanto possuidor do atributo da Onipotência. “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espirito de Deus se movia sobre a face das águas” Gn 1.2. “O Espirito de Deus me fez, e a inspiração do Todo- poderoso me deu vida” Jó 33.4. Ele também é Onisciente, ou seja, conhece  todas as coisas. “Mas Deus no-las  revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” 1 Co 2.10.  O Espirito também é Onipresente, ou seja, está em todos os lugares do Seu domínio ao mesmo tempo. “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face” Sl 139.7. O Espirito Santo ainda é um ser pessoal, uma personalidade. Lembramos que o que caracteriza uma personalidade são três coisas importantes: inteligência, vontade e emoções, e o Espirito Santo tem essas qualidades, senão vejamos: 1) Inteligência – “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” 1 Co 2.11. Foi Ele quem inspirou as Sagradas Escrituras (2 Pe 1.19-21); 2) Vontade – “E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espirito de Jesus não permitiu” At 16.7. (Veja ainda At 16.6; 13.2); Emoções – “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estás selados para o dia da redenção” Ef 4.30. (Veja ainda Tg 4.5).
    É o Espirito Santo que está dando continuidade à obra que Jesus começou neste mundo. Ele foi enviado pelo Pai e pelo Filho para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11). Ele foi dado à Igreja para ser o seu Consolador e Parácleto (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O Espirito Santo também concede poder a Igreja para testificar do Evangelho de Cristo. (Jo 15.26; Lc  24.49; At 1.8; 4.31). Ele ainda tem um ministério didático que é o de ensinar as coisas de Deus e de lembrar aquilo que Jesus ensinou a Igreja (Jo 14.26). O Espírito também guia o povo de Deus em toda a verdade (Jo 16.13). O Espírito ainda concede dons espirituais aos servos de Deus para a promoção do seu crescimento espiritual, para a edificação da Igreja. “Mas um só e o mesmo Espirito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” 1 Co 12.11. (Veja ainda 12.7).  O Espírito também produz no crente genuíno o fruto do Espirito, conforme revelado em Gl 5.22. “Mas o fruto do Espirito é amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. A produção desse fruto é a prova evidente de uma vida cheia do Espírito.
    Irmãos, o Espirito Santo, sendo Deus que é, deve ser adorado, honrado e venerado por todos os que professam a fé em Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Creio no Juízo Final

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Continuando o estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos contemplar a questão do Juízo Final, pois o Credo diz que Jesus virá para julgar os vivos e os mortos. “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
    Deus ao criar o homem lhe deu uma responsabilidade moral e um código de ética para ser cumprido. Pelo fato de Deus  ter criado o homem tem direito sobre ele de exigir o cumprimento desse  código e o julgará de acordo com ele. “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” At 17.30,31. (Veja ainda Ec 12.13,14).
   Esse grande julgamento ocorrerá imediatamente após a Segunda Vinda de Cristo, sendo ele o Juiz supremo desse tribunal. “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes  as ovelhas; E porá as ovelhas a sua direita, mas os bodes a esquerda” Mt 25.31-33. 

      No livro de Apocalipse, João viu uma representação figurada do grande Juiz. Ele é descrito como tendo um vestido longo, cingido pelos peitos com um cinto de ouro, a sua cabeça e cabelos eram brancos como a neve e os seus olhos como chama de fogo. Os seus pés eram semelhante a latão reluzente e a sua voz como o ruído de uma cachoeira, o seu rosto era como o sol na sua força e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes (Ap 1.13-16; 19.15).
      Segundo o texto do sermão escatológico de Jesus citado, o julgamento final começará com o julgamento das ovelhas de Jesus, da Igreja. Paulo disse que todos nós (os crentes) iremos comparecer diante de Deus para dar conta de nossa mordomia. Entenda-se mordomia como algo pertencente a Deus e dado para ser administrado por nós, as ovelhas de Jesus (vida, tempo, bens e dons). “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” 2 Co 5.10.E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” Ap 22.12. (Veja ainda 1 Co 3.11-15; Rm 14.10-12).    
     O julgamento da Igreja não é para condenação (Rm 8.1,2,31-39) e sim para recompensar os fiéis (Ap 11.18).     
     Com a Igreja julgada e devidamente recompensada, Jesus, o grande Juiz, irá tratar com os bodes (os não-salvos). Nessa fase do julgamento a Igreja estará ao lado do Senhor. “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos e julgar as coisas mínimas?” 1 Co 6.2. Depois de julgar os ímpios e destiná-los a perdição eterna (Ap 20.11-15), o Senhor julgará os anjos caídos, inclusive Satanás, ainda com a presença da Igreja, Consigo. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos?...” 1 Co 6.3. (Veja ainda 2 Pe 2.4; Jd 6).
   Para que o Julgamento Final tenha ocasião, faz-se necessário que todas as pessoas tenham morrido (Ap 19.17-21), exceto a última geração da Igreja que será arrebatada (1 Ts 4.17),  e ressuscitadas com os corpos com os quais viveram neste mundo, corpos especiais (ímpios) e corpos glorificados (os justos). “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” Jo 5.28,29. (Veja ainda Dn 12.2; Ap 20.5,11-13).
   Irmãos, temamos ao grande Juiz, preparemo-nos para esse grande dia, procurando viver conforme o código de ética entregue por Ele para ser  obedecido por todos.
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Creio que Jesus virá segunda vez

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Senhor Jesus veio a este mundo pela primeira vez para revelar o Pai e para realizar a obra redentora que possibilitou ao homem se reconciliar com Deus, perdoando-lhe os pecados e salvando a sua alma da perdição eterna. Ao longo do seu ministério terreno o Senhor Jesus disse que voltaria novamente a este mundo, que é a promessa da sua segunda vinda. O credo apostólico contempla esse magno assunto, quando diz: “... donde há de vir para julgar os vivos e os mortos...”.
       A segunda vinda do Senhor é um dos eventos mais bem documentado de todo o Novo Testamento, pois em quase todos os livros dessa parte da Bíblia, a exceção de Filemom, 2 e 3 João, encontramos referências diretas ou indiretas sobre esse que é o mais importante evento esperado pela Igreja – a segunda vinda do Senhor Jesus.
      Citamos a seguir dois registros dessa promessa feita pelo próprio Senhor: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; Se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” Jo 14.2,3. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão; e verão o filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” Mt 24.30. (Veja ainda Mt 24.42,44;etc).

    No Antigo Testamento há também referências sobre esse evento, principalmente a encontrada no livro de Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino o único que não será destruído” Dn 7.13,14.
      Anjos e apóstolos do Senhor também falaram sobre o assunto: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o viste ir” At 1. 10,11. “Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” 1 Ts 4.15,16.
    A Segunda Vinda do Senhor terá as seguintes características: 1) Será uma vinda pessoal  (Jo 14.3; At 1.11); 2) Será uma vinda física (Mt 24.30; Ap 1.7); 3) Será uma vinda visível (Mt 24.30; Ap 1.7); Será uma vinda gloriosa (Mt 16.27; 24.30; Ap 19.11-14).
    Quanto aos sinais da segunda vinda encontramos no sermão escatológico de Jesus diversos deles (a grande tribulação, o aumento da ciência, o aumento da iniquidade, o esfriamento espiritual, etc). Em relação à apostasia (o abandono da fé cristã professada), Paulo nos diz: “Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; por que não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado; o filho da perdição” 2 Ts 2.2,3.
   Quanto ao dia e a hora da vinda do Senhor, ninguém está autorizado a marcar a data, pois Deus não a revelou a ninguém (nem a homens, nem a anjos, nem mesmo a Jesus como homem), conforme Mt 24.36,42).
    Regozijemo-nos irmãos com essa esperança e sirvamos a Deus com fidelidade, enquanto aguardamos a segunda vinda de Jesus.     
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 14 de dezembro de 2013

Creio na entronização de Cristo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      O Credo Apostólico confessa que o Senhor Jesus após subir aos Céus assentou-se a direita da Majestade nas alturas.  Neste boletim iremos tratar da entronização de Cristo nos Céus, pois o Credo diz: “Jesus Cristo... está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso”.
      A Bíblia Sagrada ao longo do Antigo Testamento revela que o Messias vindouro seria estabelecido Rei para sempre. A primeira promessa de um rei messiânico foi dada por Deus a tribo de Judá quando Jacó abençoava os seus filhos antes de morrer: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre os seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” Gn 49.10. Essa promessa foi renovada a Davi, quando Deus disse que um descendente seu  reinaria para sempre. “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre” 2 Sm 7.16.
    Quando os magos por revelação divina foram a Jerusalém procurar o recém-nascido rei dos judeus, toda a cidade se alvoroçou, porque estava na expectativa do cumprindo da promessa de Deus. “... onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos a adorá-lo” Mt 2.2.

    Pilatos quando interrogou a Jesus perguntando se ele era rei, Jesus não o negou e disse que o seu reino não era de natureza politica e sim espiritual. “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo;...” Jo 18.36.
A Bíblia revela que um dos ofícios de Cristo é o oficio real, pois é Rei dos reis. “E no vestido e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores” Ap 19.16. (Veja ainda Ap 17.14; 1 Tm 6.15).
        Quando Jesus ressuscitou e ascendeu aos Céus, a fase seguinte do seu Estado de Exaltação foi a sua entronização. Ao chegar aos Céus Jesus foi recebido pelo Pai Celeste e por toda a corte celestial, e naquela ocasião Ele foi celebrado pela obra realizada, e depois se  assentou ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.6; Hb 2.9). No Salmo 24 encontramos um texto maravilhoso sobre o assunto que diz, em nossa opinião, o que aconteceu quando Jesus retornou vitorioso aos Céus depois de realizar a obra redentora: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; Levantai-vos ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. Quem é este Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória” Sl 24.7-10.
        Assentado no  seu trono de glória Jesus governa o universo (Sl 103.19; 1 Pe 3.22), especialmente aqueles que um dia se submeteram ao seu senhorio, a sua Igreja. Como Rei, Jesus entronizado nos Céus, está escrevendo a história, pois Ele é quem foi credenciado, pela obra que realizou neste mundo, a abrir o livro selado com sete selos, do livro de Apocalipse (Ap 5.1-10).
      Sabemos pelas Escrituras que nada acontece na vida de um crente genuíno a não ser o que foi ordenado ou permitido por Deus, pois Jesus tem o controle de todas as coisas, como Rei que é. “O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22.
      Tanta confiança tinha Paulo no governo soberano do Senhor Jesus, que disse numa de suas cartas: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” Rm 8.28.
      Portanto queridos irmãos, descansemos debaixo da potente mão de Deus, pois o Senhor Jesus tem tudo sob o seu controle. Procuremos servir a Deus de todo o nosso coração, pois nos foi dito por Ele: “... e eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém” Mt 28.20. (Veja ainda Hb 13.5,6).           
       Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Creio que Jesus ascendeu aos Céus

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Neste boletim iremos tratar da assunção do Senhor, conforme confessado pelo Credo Apostólico. Creio que Jesus “subiu ao Céu”.
      Como já foi dito, no estudo da Cristologia  encontramos uma área que contempla os Estados de Cristo (Humilhação – Encarnação, sofrimento, morte e sepultamento; Exaltação – Ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, portanto, a ascensão do Senhor um dos estágios do Estado de Exaltação de Cristo.
    Segundo as Escrituras, o Deus verdadeiro é o Deus transcendente, ou seja, habita num lugar fora do alcance do homem, e que é ao mesmo tempo o Deus imanente, que interage com a sua criação.
    Os Céus é o lugar da habitação de Deus, o seu habitat natural. “Para ti que habitas nos Céus levanto os meus olhos” Sl 123.1. A terra é o lugar da habitação do homem. “Os Céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens” Sl 115.16.
    Para realizar a obra redentora, o Filho de Deus desceu dos Céus onde habitava  para a terra, o lugar onde o ser humano habita. Na terra ele iria oferecer a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados dos homens. “Porque eu desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” Jo 6.38.
   Depois de morrer na cruz do Calvário, Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme previsto nas Escrituras.   Depois de sua ressurreição o Senhor Jesus ainda ficou na terra por um espaço de quarenta dias, dando instruções aos seus discípulos, que teriam a incumbência de testemunhar da sua gloriosa ressurreição. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeita ao reino de Deus” At 1.3.
     A ascensão do Senhor deu-se depois de quarenta dias de ressurreto, e o local foi em Betânia, próximo de Jerusalém. Veja o relato bíblico sobre o assunto: “E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles, e foi elevado ao céu” Lc 24.50,51. O evangelista Marcos relata o fato, assim: “Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus” Mc 16.19. Novamente Lucas faz menção ao fato da ascensão do Senhor no livro de Atos: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado as alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” At 1.9-11.
    Em seu ministério, o Senhor Jesus já vinha notificando aos seus discípulos que após concluir a obra redentora voltaria para o lugar donde viera. “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” Jo 6.62. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar” Jo 14.2. “Disse-lhe Jesus: não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” Jo 20.17. No evangelho de João encontramos que o Senhor tinha consciência de que iria voltar para o lugar donde viera, após a conclusão da obra redentora. “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus ia para Deus” Jo 13.3.  
    Ao chegar aos céus Jesus foi recebido pelo Pai e por toda a corte celestial, sendo celebrado pela obra realizada, e assentou-se ao lado do Pai em seu trono de glória (Mc 16.19; Ap 5.9).   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 30 de novembro de 2013

Creio que Jesus ressuscitou dos mortos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna.  Amém.
      Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos tratar da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme confessado nesse importante documento da fé cristã: Creio que Jesus “ressurgiu dos mortos ao terceiro dia”.
      A Bíblia nos revela que Deus é Todo Poderoso, não sendo nada impossível para Ele, inclusive tornar a dá vida a quem faleceu. No Antigo Testamento encontramos dois casos de ressurreição de mortos: o do filho da mulher sunamita registrado em 2 Rs 4.17-37, e o de um cadáver que foi lançado apressadamente na sepultura de Eliseu que ao tocar nos ossos do profeta, ressurgiu dos mortos (2 Rs 13.20,21). No Novo Testamento três pessoas ressurgiram dos mortos através do ministério do Senhor Jesus: a filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26), o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17) e o mais famoso, o de Lázaro (Jo 11.1-45). Ainda encontramos o caso de Dorcas que foi ressuscitada pela instrumentalidade do apóstolo Pedro, pelo poder de Deus (At 9.36-42).Tem ainda o caso de Êutico que caiu de um terceiro andar e  morreu, mas Paulo pelo poder de Deus o levantou dos mortos (20.7-12), e o outro, a ressurreição de diversos santos quando da morte de Cristo (Mt 27.50-53).
   Quanto à ressurreição de Cristo todos os evangelhos fazem referência a ela (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18). Esse grande acontecimento já tinha sido vaticinado no Antigo Testamento no Sl 16.8-11, texto este citado por Pedro no seu sermão no dia de Pentecostes (At 2.25-28). O próprio Jesus em diversas ocasiões, em seu ministério, revelara que iria morrer, mas que ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 16.21; 17.22,23; 26.32; 27.63,64).
Olhando para um dos relatos históricos desse grande acontecimento (o de Mateus) nos é dito que no terceiro dia de morto, houve um grande terremoto localizado, pois um anjo desceu dos Céus e removeu a pedra que tapava o sepulcro. Os soldados que guardavam o sepulcro desmaiaram, e Jesus ressurgiu dos mortos.
     O Senhor Jesus que sempre existiu como Deus (forma espiritual), assumiu uma natureza humana na encarnação. Viveu e morreu com o corpo encarnado e com esse mesmo corpo ressurgiu dos mortos, agora glorificado, revestido de imortalidade, incorruptível, e ainda com esse mesmo corpo apareceu aos seus discípulos, sendo reconhecido por eles.
   As provas da ressurreição de Jesus são pela ordem crescente: o túmulo vazio (Mt 28.6); o testemunho de dois anjos que presenciaram o acontecimento (Lc 24.4-6), e as aparições de Jesus depois de ressurreto, inclusive ao apóstolo Tomé que dissera, após ouvir o testemunho dos que O viram ressuscitado, que só acreditaria se tocasse no Seu corpo, no que foi atendido pelo Senhor conforme relato de João (Jo 20.19-29).
    Segundo as Escrituras, o Cristo ressurreto apareceu às testemunhas previamente escolhidas por Deus para serem testemunhas da ressurreição do Senhor (At 1.3; 10.40,41), sendo elas: “Maria Madalena (Mc 16.9-11; Jo 20.11-18); algumas mulheres (Mt 28.8-10); Pedro (Lc 24.34; 1 Co 15.5); dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24.13-35); dez discípulos uma semana depois (Jo 20.19-24); onze discípulos com Tomé presente (Jo 20.26-29); quinhentos  irmãos de uma vez (1 Co 15.6); Tiago irmão do Senhor (1 Co 15.7); onze irmãos  na Galiléia (Mt 28.16-20; Mc 16.14-18); onze discípulos em Jerusalém quarenta dias depois ( Lc 24.36-53; At 1.3-12); e a Paulo (1 Co 15.8)”. (fonte: Bíblia Anotada, Ryrie).
    A crença e a profissão de fé na morte e na ressurreição de Cristo (a essência do Evangelho) são de primordial importância para a salvação do homem. “O qual (Jesus) por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25. “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” Rm 10.9.
    A ressurreição de Cristo é o padrão da ressurreição dos crentes falecidos (Fp 3.20,21), sendo Ele as primícias (1 Co 15.20,49) e depois dEle os Seus, na Sua segunda vinda (1 Co 15.23). 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Creio que Jesus foi sepultado

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Avançando no estudo do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico do sepultamento do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo logo após a sua ignominiosa morte na cruz do Calvário, pois o Credo diz que Jesus padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
      A sepultura é o último estágio do processo de degradação do ser humano, é o lugar final na terra da terrível sentença de Deus sobre o pecado. Ainda a sepultura é o lugar onde o corpo sem vida é depositado para se desfazer em pó. “... porquanto és pó, e em pó te tornarás” Gn 3.19.
   No estudo da Cristologia encontramos uma parte que trata dos Estados de Cristo (Estado de Humilhação – encarnação, sofrimento, morte e sepultamento, e o Estado de Exaltação – ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, como vimos, o sepultamento o ultimo estágio do Estado de Humilhação de Cristo.

   Reportando-nos ao fato histórico, os evangelhos nos dizem que após a morte de Jesus, o seu corpo foi tirado da cruz e levado a um sepulcro novo, escavado numa  rocha, próximo ao lugar onde  morrera, e ali sepultado. Esse sepulcro pertencia a um discípulo de Jesus,  mesmo que em oculto, membro do Sinédrio judaico, mas que não tivera nenhum envolvimento com a condenação do Senhor (Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42).
O texto sagrado nos diz que foi José de Arimatéia quem se dirigiu a Pilatos e pediu que lhe desse o corpo do Senhor  para ser sepultado, o que foi atendido por Pilatos (Mt 27.57-60; Mc 15.43-46; Lc 23.50-53; Jo 19.38). Diz ainda um dos evangelhos que Arimatéia, junto com outro discípulo chamado Nicodemos, envolveu o corpo num lençol junto com as especiarias, como faziam os judeus nos sepultamentos (Mt 27.59; Mc 15.46; Lc 23.53; Jo 19.39,40). Após ser colocado o corpo de Jesus no sepulcro escavado na rocha foi rolada uma pedra para fechá-lo. Concluído todo esse processo cumpriu-se uma Escritura profética do Antigo Testamento que vaticinara que Jesus seria sepultado entre os ricos (Is 53.9).
   Mateus nos revela ainda que os líderes religiosos de Israel pediram a Pilatos que lacrasse o sepulcro e colocasse guarda diante dele para, segundo eles, evitar que os discípulos de Jesus viessem de noite e tirassem o corpo de Jesus  e depois propagasse que ressuscitara dos mortos. Nesse pedido eles fizeram referência às palavras do Senhor que dissera que depois de três dias ressuscitaria dos mortos. Na ocasião injuriaram a Jesus chamando-o de enganador (Mt 27.62-66).
   Considerando que na ocasião da morte física há uma separação da parte material (corpo) da parte espiritual (alma ou espírito) e que esta última se projeta na eternidade, onde estaria a alma de Jesus entre a sua morte e a sua ressurreição? Uns alegam que nesse período Jesus desceu ao Hades (lugar dos mortos desencarnados) e ali pregou aos espíritos das pessoas antediluvianas, que estavam aprisionados, e para isso se apoiam em 1 Pe 3.19,20. Outros ensinam - o que é correto - que o corpo de Jesus logo após a sua morte foi depositado numa sepultura e a sua alma foi para o Céu, para a presença do Pai celestial donde voltaria para reassumir o seu corpo quando de sua ressurreição. Lembrem-se de que Ele disse a um dos que foram crucificados com Ele, que apelou para a sua misericórdia: “... Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” Lc 23.43. E lembre-se ainda o que foi dito pelo Senhor quando estava morrendo: “... Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito...” Lc 23.46.
  Quanto à explicação do texto de  Pedro, o ensino correto é que Jesus pregou através de Noé à geração antediluviana, enquanto aquele patriarca preparava a arca que  salvaria a si e sua família daquela catástrofe universal.               
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

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