Mostrando postagens com marcador Reflexões no Evangelho de Marcos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexões no Evangelho de Marcos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de julho de 2017

As Aparições do Cristo Ressurreto (Mc 16.9-20)

Reflexões no Evangelho de Marcos As Aparições do Cristo Ressurreto (Mc 16.9-20) O Senhor Jesus morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia conforme o programa redentor. Depois de ressurreto, o Senhor ascendeu aos céus e assentou-se a destra de Deus, mas antes de sua ascensão, que aconteceu quarenta dias depois de ressurreto, Jesus apareceu com o corpo glorificado aos seus discípulos tirando-lhes todas as dúvidas sobre a sua ressurreição. O Evangelho de Marcos termina com um relato sucinto das aparições de Jesus, senão vejamos: Primeiramente ele apareceu a Maria Madalena, que anunciou de imediato aos onze apóstolos que, segundo Marcos, não acreditaram nela. Depois apareceu a dois discípulos no caminho de Emaús, relato esse pormenorizado por Lucas em seu evangelho. O testemunho desses dois também não foi acreditado pelos onze. “Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado”. Mc 16.14. Continuando, diz-nos ainda Marcos, o Senhor deu-lhes a grande comissão: “E disse-lhes: Ide por todo o mudo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16. Em seguida o Senhor revelou-lhes alguns sinais que acompanhariam a pregação do Evangelho por eles. “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”. Terminando o seu evangelho, Marcos diz que Jesus ascendeu aos céus, assentou-se a destra de Deus, e que Ele cooperava com a pregação do Evangelho confirmando-a com os sinais citados. Eudes Lopes Cavalcanti

A Ressurreição de Jesus (Mc 16.1-8)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Ressurreição de Jesus (Mc 16.1-8) Marcos começa o seu relato sobre a ressurreição de Cristo informando que três mulheres discípulas de Jesus (Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, e Salomé) tinham comprado aromas para ungir o corpo do Senhor, isto no primeiro dia da semana (domingo), mas estavam preocupadas quanto à remoção da pedra que tapava a entrada do sepulcro. Ao chegarem ao sepulcro viram que a pedra já fora removida e o túmulo estava aberto, vazio, o corpo de Jesus não se encontrava lá. Entrando no sepulcro viram um anjo de Deus assentado, vestido com uma roupa comprida e branca. Atemorizadas ouviram da boca do mensageiro celeste a gloriosa mensagem da ressurreição de Cristo: “... Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis o lugar onde o puseram” Mc 16.6. Em seguida o anjo do Senhor diz para elas irem anunciar aos discípulos principalmente a Pedro que Jesus iria adiante deles para a Galiléia e lá o veriam. As três mulheres saíram assustadas do sepulcro e foram para a cidade sem nada dizer a ninguém, pois estavam possuídas de temor e assombro. A ressurreição de Cristo já fora vaticinada por Davi no Salmo 16.8-11. De acordo com o programa redentor, a morte de Jesus na cruz era um fato determinado por Deus bem como a sua ressurreição, pois no sermão pregado por Pedro no dia de Pentecostes em Jerusalém, e que está registrado em Atos 2, nos é dito que era impossível por causa da palavra profética de Davi no Salmo citado que Jesus fosse retido pela morte. “Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” At 2.24. A cruz (a morte de Cristo) e o túmulo vazio (a ressurreição de Cristo) são os pilares do Evangelho de Cristo, as boas novas de salvação do pecador perdido. Eudes Lopes Cavalcanti

A Sepultura de Jesus (Mc 15.42-47)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Sepultura de Jesus (Mc 15.42-47) No seu relato, o evangelista Marcos nos diz que chegado à tarde da sexta-feira santa, véspera do sábado judaico, um dos membros do Sinédrio chamado José de Arimatéia, que não tinha consentido na condenação de Jesus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos, procurador representante de Roma na Judéia, e pediu a liberação do corpo de Jesus que tinha morrido na cruz e se encontrava pregado ainda nela. Pilatos ficou perplexo que Jesus já tivesse morrido, pois tudo indica que o supliciado à crucificação demorava a morrer, e após ouvir do centurião que comandara aquele triste evento que realmente ele estava morto, liberou o corpo do Senhor que foi descido da cruz e envolvido num lençol de linho fino providenciado por Arimatéia. Em seguida, Arimatéia que era um dos discípulos de Jesus, ainda que oculto por medo dos seus pares do Sinédrio depositou o corpo de Jesus num sepulcro de sua propriedade escavado numa rocha e o fechou com uma pedra. Segundo Marcos, duas mulheres observaram aonde o corpo do Senhor fora sepultado, uma era Maria Madalena e a outra Maria, mãe de José. Observando os detalhes desse fato conforme o relato de Marcos, percebemos quão grande foi a reverência e o desvelo de Arimatéia em providenciar lençóis para envolver o corpo do Senhor bem como ceder o sepulcro de sua propriedade a fim de lhe proporcionar um sepultamento decente, honroso. O sepultamento do corpo de Jesus num sepulcro de um homem rico que bondosamente o tinha liberado para aquela finalidade fora o cumprindo de uma palavra profética de Isaías: “E puseram a sua sepultura... com o rico na sua morte;...” Is 53.9. No estudo da Cristologia o sepultamento de Cristo é o último estágio do Seu Estado de Humilhação (Encarnação, Sofrimentos, Morte e Sepultamento). Eudes Lopes Cavalcanti

A Crucificação de Jesus (Mc 15.21-41)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Crucificação de Jesus (Mc 15.21-41) Depois de vilipendiado pelos soldados da guarnição romana, o Senhor Jesus foi levado para ser crucificado. Como era costume, o condenado a morte levava a sua própria cruz para o lugar de crucificação (a haste menor). (A haste maior já se encontrava no local da crucificação). Na caminhada Jesus não aguentou o peso do madeiro e foi auxiliado, a mando dos soldados, por um homem chamado Simão Cireneu. Pregado Jesus na cruz, os soldados tentaram dar-lhe um entorpecente para diminuir as suas dores, mas Ele o recusou. As vestes de Jesus foram repartidas entre os soldados e sua túnica sorteada entre eles. Marcos nos diz que a crucificação foi na hora terceira (nove horas da manhã). Na haste superior colocaram uma placa com a sua acusação: O Rei dos Judeus. Dois malfeitores foram crucificados com Jesus, um a sua direita e o outro a esquerda. Os transeuntes e os sacerdotes zombavam dele e o insultavam. Chegada a hora sexta (doze horas) houve trevas até a hora nona (três horas da tarde). Na hora nona Jesus clamou: Eloí, Eloí lama sabactani? Que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes? Um dos soldados embebeu uma esponja com vinagre e pô-la num caniço e a chegou à boca de Jesus e Ele provando o vinagre, exclamou: Está consumado, e dando um grande brado, expirou. Marcos nos diz que o véu do templo de Jerusalém se rasgou em duas partes, de alto a baixo. Marcos nos diz também que o centurião, o militar que comandava a crucificação, vendo como Jesus morrera, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. Observando o drama do Calvário, estavam algumas mulheres, dentre elas Maria Madalena, Maria mãe de Tiago, o menor e de José, e Salomé, mulheres essas que eram seguidoras de Jesus e o serviam em seu ministério. Eudes Lopes Cavalcanti

Jesus perante Pilatos (Mc 15.1-20)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus perante Pilatos (Mc 15.1-20) Depois de julgado e condenado a morte pelo tribunal judaico, Jesus foi entregue ao poder secular de Roma imperial para ser julgado por Pilatos, considerando que só Roma autorizava a pena máxima para os habitantes das nações sob o seu controle. Os líderes religiosos de Israel mudaram, astutamente, a acusação de Jesus da reivindicação de Filho de Deus para a pretensa reivindicação de Jesus ao reino de Israel, competindo assim com César. É por isso que o texto de Marcos nos diz que Pilatos perguntou a Jesus se ele era o rei dos judeus. Em resposta Jesus disse a Pilatos: “tu o dizes”. Então Pilatos perguntou a Jesus porque ele não se defendia das acusações feitas pelos líderes judaicos. Jesus ficou em silencio e isso admirou a Pilatos. Como era costume dos romanos na época da Páscoa soltar um criminoso judeu, qualquer um que o povo pedisse, Pilatos perguntou a quem eles queriam que fosse solto, se Jesus ou um bandido chamado Barrabás, pois Pilatos como hábil politico que era percebeu que Jesus tinha sido entregue a ele por inveja. Pilatos ainda tentou salvar Jesus da morte, perguntando aos presentes que mal ele fizera para ser condenado à morte, mas devido à pressão do povo que exigia a crucificação de Jesus, ele a contragosto soltou Barrabás e entregou Jesus a guarnição romana para ser crucificado. Aí a guarnição começou uma terrível obra de humilhação a Jesus, açoitando-o, vestindo-o de púrpura, colocando uma coroa de espinhos sobre a sua cabeça e diziam zombando: “Salve, Rei dos Judeus”, bateram em sua cabeça com uma cana, cuspiram nele, e postos de joelhos, zombaram fingindo uma adoração ao Senhor. Depois lhe despiram a túnica, e o vestiram com as suas vestes e o levaram para fora para ser crucificado. Eudes Lopes Cavalcanti

Pedro nega a Jesus (Mc 14.66-72)

Reflexões no Evangelho de Marcos Pedro nega a Jesus (Mc 14.66-72) Quando da prisão de Jesus todos os apóstolos fugiram, cumprindo-se a profecia que o Senhor citara, que dizia que ferindo o pastor as ovelhas se dispersariam (Zc 13.7), mas Pedro e João foram discretamente ao julgamento de Jesus diante do Sinédrio israelita. Como fazia frio naquela madrugada, foi acesa uma fogueira no pátio e lá estava Pedro se aquentando junto com os outros. Foi lá que se deu, segundo o relato de Marcos, a primeira negação de Pedro de que conhecia o Senhor. Uma criada o vira e aproximando-se dele disse que o tinha vista junto a Jesus numa outra ocasião. Pedro o negou prontamente, dizendo: “Não o conheço, nem sei o que dizes”. Ao sair do alpendre, diz-nos Marcos, que o galo cantou pela primeira vez. A criada insistiu outra vez dizendo que tinha visto Pedro junto com Jesus, e ele continuou negando que O conhecia. Diz-nos o evangelista Marcos que as pessoas que ali estavam também disseram que Pedro verdadeiramente era um dos discípulos de Jesus, porque também era da Galiléia. “Verdadeiramente tu és um deles, porque és também Galileu”. Essa acusação levou a Pedro a negar outra vez a Jesus. Pela terceira vez Pedro negava que conhecia ao Senhor com quem convivera diariamente três anos. Nessa terceira negação o galo cantou novamente, cumprindo-se as palavras de Jesus que dissera: “... Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás” Mc 14.30. Quando o galo cantou pela segunda e última vez, Pedro lembrou-se das palavras do Senhor, e saiu dali chorando amargamente. A última negação de Pedro foi acompanhada de praguejamento, ou seja, ele invoca sobre si várias pragas se não estivesse dizendo a verdade. É como se ele tivesse dito: Que Deus faça isto ou aquilo comigo se eu for discípulo de Jesus. Eudes Lopes Cavalcanti

Jesus perante o Sinédrio (Mc 14.53-65)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus perante o Sinédrio (Mc 14.53-65) O evangelista Marcos, como os outros evangelistas, relata que após a sua prisão, o Senhor foi levado para ser interrogado pelo Sinédrio, a suprema corte israelita composta de 70 membros, presidida pelo Sumo Sacerdote, na época Caifás. Marcos não registrou o que outro evangelista fez que foi que, antes de ser levado para o Sinédrio, Jesus foi interrogado por Anás, sogro de Caifás, que tinha sido sumo sacerdote antes dele. No interrogatório de Jesus no Sinédrio Ele é acusado falsamente por muitos, inclusive um deles dizendo que Jesus iria destruir o templo de Jerusalém e reconstruí-lo em três dias. Marcos nos revela que nenhum desses testemunhos tinha consistência. O sumo sacerdote levantou-se na assembleia e perguntou a Jesus porque Ele não rebatia as acusações feitas, mas Jesus calou-se diante de todos. Em dado momento do julgamento, o sumo sacerdote fez uma pergunta a Jesus que foi o ponto central daquele julgamento: “És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?”. Jesus que tinha consciência de quem realmente era, respondeu com segurança: “Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direta do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu” Mc 14.62. Essa resposta o condenou a morte porque foi considerada pelo Sinédrio como uma blasfêmia, pois ali estava um homem dizendo que era o Deus Filho. O sumo sacerdote dispensou outras possíveis testemunhas e perguntou ao plenário o que achava da questão, e o plenário unanimemente considerou Jesus culpado de morte. Após essa terrível sentença, o texto sagrado nos diz que os sinedritas começaram a cuspir em Jesus, cobriram-lhe a cabeça e o esbofeteavam, dizendo: Profetiza. Os servidores do Sinédrio aproveitaram a situação para também esbofetear a Jesus. Eudes Lopes Cavalcanti

A prisão de Jesus (Mc 14.43-52)

Reflexões no Evangelho de Marcos A prisão de Jesus (Mc 14.43-52) No Getsêmani, logo após o momento de oração de Jesus, Judas Iscariotes, o traidor, levando consigo um grupo de levitas que fazia a guarda do templo identificou o Senhor Jesus dando-lhe um beijo conforme combinado com a guarda, e Ele é aprisionado por eles. O texto sagrado nos diz que um dos discípulos de Jesus (Pedro) sacando da espada cortou uma orelha do servo (Malco) do sumo sacerdote. No momento de sua prisão no Getsêmani, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus algozes: “E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e porretes a prender-me, como a um salteador? Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram” Mc 14.48,49. Essa prisão na quinta-feira da semana santa foi feita a noite, longe do olhar do povo, conforme os líderes religiosos de Israel tinham combinado para que não houvesse tumulto no meio dele. Na censura feita por Jesus em forma de pergunta àqueles homens, Ele disse que aquilo que eles vieram fazer armados, era como se fosse prender um perigoso bandido e Ele não era isso. Disse ainda o Senhor que o que estava acontecendo era um cumprimento profético. Em seguida, o texto sagrado diz que após a prisão de Jesus, os seus discípulos fugiram. Essa debandada geral dos discípulos do Senhor naquele momento de crise na vida de Jesus era também um cumprimento da profecia de Zacarias (Zc 13.7): Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão. A guarda que levava Jesus preso aos seus mandantes era acompanhada discretamente por um jovem (João?) envolto em um lençol. Marcos nos diz que lançaram a mão para prendê-lo, mas ele desvencilhando-se deles, largou o lençol e fugiu só com a roupa de baixo. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Jesus no Getsêmani (Mc 14.37-42)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus no Getsêmani (Mc 14.37-42) Depois de ter uma conversa em particular com os seus discípulos (Jo 13 a 16) seguida da oração sacerdotal (Jo 17), de celebrar a Páscoa e instituir a Ceia Memorial, Jesus os levou para um horto florestal chamado Getsêmani (prensa de azeite) onde costumava ir com eles, para enfrentar uma batalha espiritual intensa. O texto acima nos diz que Jesus ao adentrar no Getsêmani pediu que os seus discípulos ficassem em um determinado lugar enquanto ele adentrava mais um pouco para orar ao Pai. Para esse momento íntimo com o Pai, Jesus levou consigo os seus discípulos mais achegados: Pedro, Tiago e João. A esses três apóstolos Jesus fez uma declaração impressionante: “A minha está profundamente triste até à morte” (Mc 14.34) e pede que eles vigiassem. Adentrando mais um pouco no jardim, pôs-se de joelhos e orou, dizendo: “Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14.36). Essa oração feita três vezes foi ouvida por Pedro, Tiago e João, visto que foi relatada pelos autores dos Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas). Depois de orar, Jesus encontra Pedro, Tiago e João dormindo e chama a atenção deles, dizendo: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espirito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” Mc 14.38. Nos intervalos entre os momentos de oração de Jesus, os discípulos citados foram vencidos pelo cansaço enquanto Jesus agonizava em oração, e Ele perguntou a Pedro por que não conseguia velar com Ele pelo menos uma hora. No episódio do Getsêmani, concluímos que ali se travou uma grande batalha entre a vontade humana de Jesus e a vontade de Deus. Jesus ali se rendeu incondicionalmente a vontade do Pai e levantou-se pronto da oração para enfrentar o drama do Calvário. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 27 de maio de 2017

Pedro é Avisado (Mc 14.27-31)

Reflexões no Evangelho de Marcos Pedro é Avisado (Mc 14.27-31) Os dias da vida de Jesus estavam terminando aqui neste mundo. A prisão, julgamento e morte do Senhor estavam se aproximando. O texto em apreço trata de uma declaração de Jesus de que naquela mesma noite (quinta-feira da semana santa) os seus discípulos o abandonariam como cumprimento profético de que o pastor sendo ferido as suas ovelhas se dispersariam (Zc 13.7). Em seguida, Jesus falou de sua futura ressurreição três dias após a sua morte e o encontro dele com os seus discípulos depois de ressuscitado na Galiléia. A primeira declaração de Jesus de que os seus discípulos o abandonariam levou Pedro a fazer uma declaração arrojada, no entanto, temerária: “E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém eu”. A declaração de Pedro levou Jesus a fazer uma revelação acerca daquele apóstolo: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás”. Pedro, num arrobo irrefletido disse que se necessário fosse daria a sua vida acompanhando o seu mestre até na morte. “Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei”. Os outros apóstolos fizeram coro com Pedro dizendo a mesma coisa. Ninguém pode negar que Pedro e os seus colegas de ministério estavam imbuídos da melhor das boas intenções – acompanhar o mestre até as últimas consequências. No entanto, é bom lembrar que mesmos bem intencionados, não quer dizer que cumpririam a sua palavra. Isto nos leva a perceber quão frágeis nós somos e também quão dependentes de Deus somos nós. Deste texto fica a grande lição da nossa fragilidade e da nossa total dependência de Deus. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Última Páscoa; A Santa Ceia (Mc 14.12-26)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Última Páscoa; A Santa Ceia (Mc 14.12-26) A festividade da Páscoa era parte integrante da festa dos Pães Asmos que durava sete dias. No primeiro dia dos Pães Asmos era celebrada a Páscoa. Como judeus genuínos, os discípulos perguntaram a Jesus aonde ele queria que fosse celebrada a Páscoa, e Jesus mandou que dois deles fossem a Jerusalém e lhes deu um sinal que era um homem carregando um cântaro com água, e que o seguissem e perguntassem ao senhor daquele homem e proprietário onde estaria o local onde celebrariam a Páscoa, e esse lhes apontou um cenáculo mobiliado, e ali os discípulos fizeram os preparativos. Quando todos estavam à mesa, Jesus lhes fez uma terrível revelação de que um deles haveria de traí-lo. Eles perplexos perguntaram qual deles era o traidor e Jesus confidencia a João, que era Judas Iscariotes, que após tomar o pão ensopado dado por Jesus, saiu para cumprir a sua funesta missão. Depois que Judas saiu Jesus instituiu a Santa Ceia. Na instituição da Ceia, o Senhor aproveitou dois ingredientes presentes na celebração da Páscoa naquela época, pão e vinho. “E, comendo eles, tomou Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu, e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado” Mc 14.22-24. Na Santa Ceia, o pão representa o corpo de Cristo pregado na cruz e o vinho representa o seu precioso sangue derramado para a nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. Finalizando a Ceia, o Senhor lhes fez uma revelação de que uma nova celebração com ele aconteceria quando da implantação do seu reino escatológico. Depois, cantaram um hino e foram para o Monte das Oliveiras. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Preço da Traição (Mc 14.10,11)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Preço da Traição (Mc 14.10,11) Enquanto o Senhor Jesus tinha a conversa íntima com os seus discípulos relatada nos capítulos 13 a 16 de João, o seu discípulo Judas Iscariotes tramava a sua entrega as autoridades judaicas. “E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar. E eles, ouvindo-o, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna” Mc 14.10,11. Uma questão que sempre me intrigou foi qual a motivação que levou Judas a entregar Jesus às autoridades israelitas, depois da convivência com Ele durante três anos, compartilhando com os outros apóstolos de quase todos os episódios que o Filho de Deus foi protagonista. Será que foi a decepção que ele teve por tomar conhecimento de que Jesus não usou o seu poder para reivindicar o reinado sobre o povo de Israel? Será que foi porque não reivindicou o reinado messiânico ou não se opôs ferreamente ao domínio romano? Segundo o que se extrai do programa redentor, Judas já tinha sido designado por Deus para ser um dos instrumentos que levariam Jesus a cruz. Ele é identificado por Jesus como o filho da perdição e um cumprimento profético das Escrituras (Jo 17.12; Sl 41.9). Em Atos 4.27, na interpretação da profecia de Davi no Salmo 2.1-3, não se explica nominalmente que Judas tenha sido um dos instrumentos usados por Deus para a condenação de Jesus. Lá encontramos Herodes, Pôncio Pilatos, os gentios e os povos de Israel. Judas, por ser judeu, encontra-se no último grupo de opositores de Jesus (os povos de Israel = sacerdotes, escribas, fariseus, herodianos, Judas). O preço da traição foi trinta moedas de prata, conforme a profecia de Zacarias 11.12,13. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9) Na sua última semana, chamada de semana santa, o Senhor Jesus transitava entre Jerusalém e Betânia onde pernoitava. Num desses pernoites Jesus e os seus discípulos foram convidados para um jantar na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso. Certamente que ele era um ex-leproso, curado por Jesus, e que aquele jantar era uma manifestação de gratidão sua para com o Senhor Jesus que o libertara daquela terrível doença. Em dado momento do jantar veio uma mulher (Maria irmã de Marta e Lázaro) que trazia um vaso de alabastro com um perfume preciosíssimo, estimado no valor de quase um ano de trabalho de um trabalhador comum da época em Israel. Quebrando o gargalho do frasco, a mulher derramou o perfume sobre a cabeça do Senhor Jesus, ato esse que, segundo Jesus, fora um ato profético, pois o ungira antecipadamente para a sepultura (perfumar os cadáveres para o sepultamento era um costume dos judeus da época). Aquele ato de adoração foi censurado por alguns dos discípulos do Senhor por acharem aquilo um desperdício, pois o dinheiro correspondente ao perfume poderia ser dado aos pobres. Jesus censura a atitude dos discípulos explicando que ela fizera uma boa ação e que os pobres eles o teriam sempre consigo, e quando quisessem poderiam fazer-lhes bem, mas quanto a Ele breve o perderiam. Depois Jesus disse que o que aquela mulher fizera, a sua parte no programa redentor, que era o que ela podia fazer naquele momento solene de adoração e gratidão ao Senhor, seria lembrado todas as vezes que o evangelho em sua descrição geral fosse anunciado no mundo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Consulta dos Sacerdotes (Mc 14.1,2)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Consulta dos Sacerdotes (Mc 14.1,2) Estamos na última semana de Jesus neste mundo antes de sua crucificação, precisamente conforme o texto de Marcos numa quarta-feira. O drama do Calvário está se aproximando. Um complô diabólico estava se formando contra Jesus. O texto em apreço diz que os principais sacerdotes e os escribas estavam reunidos entabulando planos de como prenderiam a Jesus e o matariam. Nessa conversa eles chegaram à conclusão de que a prisão de Jesus deveria ser num lugar privado, onde não houvesse aglomeração de pessoas, pois isso, com certeza, acarretaria um alvoroço entre o povo, dada a popularidade do Senhor. Os sacerdotes eram aqueles da casa de Arão, que foram constituídos por Deus para representar o povo diante dEle, oferecendo sacrifícios e intercedendo por eles. Foram esses homens os autores intelectuais da morte de Jesus. Tiveram eles o apoio maciço dos escribas outro segmento importante na sociedade israelita, pois eram os homens que tinha a responsabilidade de copiar as Escrituras, e consequentemente tinham familiaridade com elas e as interpretavam para ajudar o povo a compreendê-la. Esses homens enciumados pela popularidade de Jesus, e muitas vezes confrontados por Ele por causa de suas hipocrisias, não O perdoaram e, por isso, usaram de sua influência para fazer o mal, ao invés de usá-la para fazer o bem. A religião professada por aqueles homens estava longe de ser aquela ensinada pelos profetas. Ela se tornara um lucrativo negócio. Deus já não era o centro do culto e sim eles mesmos e o seu sistema religioso. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético – A Vigilância (Mc 13.32-37) Depois de profetizar sobre a sua segunda vinda, o Senhor Jesus informou aos seus discípulos que o dia e a hora desse grandioso acontecimento não foi revelado a ninguém, pois é um assunto privativo aos desígnios de Deus. Em seguida, Jesus os adverte sobre a questão da vigilância acompanhada de oração porque o evento acontecerá sem aviso prévio. Para fortalecer a questão, ele conta uma pequena parábola sobre um homem que saíra da sua terra e deixara a sua casa sob a autoridade de seus servos, mandando ao porteiro que vigiasse porque não fora dito que dia e hora retornaria, e faz referência às quatro vigílias que os judeus dividiam a noite: tarde (18h às 21h), meia-noite (21h às 24h), cantar do galo (24 às 03h) e manhã (03h as 06h). Nessa advertência o Senhor fala sobre uma vinda repentina e sobre a necessidade de vigiar. “E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai” Mc 13.37. A segunda vinda de Cristo é um assunto fartamente documentado em toda a escritura do Novo Testamento (a exceção fica por conta dos livros de Filemom, 2 e 3 João). À Igreja cabe esperar com paciência esse grande acontecimento, que será o marco maior de todo o programa redentor, a sua consumação. O Senhor Jesus ordenou que a sua Igreja vigiasse, que estivesse atenta, trabalhando, servindo e esperando esse acontecimento. Alguém já disse que devíamos programar as ações da Igreja como se Jesus não viesse em nossa geração e viver como se ele estivesse às portas. A prudência manda que esperemos de forma vigilante a Segunda Vinda de Jesus. Maranata. O Senhor vem! Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O Sermão Profético – A Vinda do Filho do homem

O Sermão Profético – A Vinda do Filho do homem (Mc 13.24-31) Depois de descrever o período tribulacional, o Senhor Jesus revelou que no seu final haverá perturbações no cosmo (o sol se escurecerá, a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão dos céus e as potências dos céus serão abaladas) e a consequente vinda do Senhor Jesus em glória. “E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória”, seguindo-se o arrebatamento da Igreja descrito no texto como uma ordem dada por Deus aos anjos para que ajuntem os crentes em todos os quadrantes da terra. Depois, o Senhor proferiu uma parábola falando que quando uma figueira apresentava ramos novos e brotavam folhas era sinal de que o verão se aproximava. “Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto o verão”. Em seguida o Senhor Jesus revelou que a geração em que essas coisas acontecessem seria a última geração da história da humanidade como a conhecemos. Terminando, o Senhor falou sobre a infalibilidade da Palavra de Deus. “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”. Quanto à segunda vinda do Senhor, é bom lembrar que a mesma será pessoal, física, visível e gloriosa. Em relação ao arrebatamento da Igreja lembramos que os crentes falecidos serão ressuscitados e os crentes vivos serão transformados e ambos, num só grupo, a igreja completa, será impulsionada pelo Espírito Santo para se encontrar com o Senhor Jesus nos ares, e assim, disse Paulo, estaremos para sempre com o Senhor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético (Continuação) (Mc 13.14-23)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético (Continuação) (Mc 13.14-23) Nessa parte do seu sermão profético, o Senhor Jesus continua tratando sobre a questão da destruição de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 da era cristã. Ele começa falando sobre a abominação da assolação, ou seja, a profanação do templo quando as insígnias romanas (a águia) seriam instaladas dentro do santuário israelita. Falou também sobre o perigo que sofreriam aqueles que estavam na cidade e proferiu um lamento sobre aquelas que estavam grávidas e das mães com filhos menores, e exortou para que se orasse para que a fuga deles de Jerusalém não acontecesse no inverno, pois isso dificultaria enormemente essa ação. Em seguida Jesus, falou sobre a grande aflição que iria se abater sobre os judeus naquele período, e sobre o mundo no período que antecederia a sua segunda vinda. “porque, naqueles dias, haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos que escolheu, abreviou aqueles dias” Mc 13.19,20. Falou ainda Jesus sobre o surgimento de falsos salvadores (falsos cristos) que surgiriam nesse período e falso alarme que seria dado naquele período sobre a vinda do Messias, esperado ainda por Israel. É bom esclarecer que para um segmento evangélico esse texto (Mc 13.14-23) refere-se ao período tribulacional escatológico e não aos dias de aflição quando do cerco e destruição da cidade de Jerusalém nos final da década de 60 e no inicio do ano 70 da era cristã. Terminando essa parte, Jesus os adverte que de antemão tinha avisado a todos o que aconteceria no futuro. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

O Sermão Profético – O Princípio de Dores (Mc 13.1-13)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Sermão Profético – O Princípio de Dores (Mc 13.1-13) Ao saírem do templo de Jerusalém, os discípulos do Senhor, admirados, fizeram menção a grandiosa obra arquitetônica construída por Zorobabel (livro de Esdras) e embelezada por Herodes, o Grande. Jesus aproveitou o ensejo para profetizar a destruição do templo, cuja profecia se cumpriu quarenta e dois anos depois, no ano 70 da era cristã, quando os romanos sob o comando do general Tito investiram contra a cidade de Jerusalém e a conquistaram. No monte das Oliveiras, os discípulos Pedro, Tiago, João e André perguntaram a Jesus quando essas coisas aconteceriam e quais os sinais que precederiam aquela catástrofe. Respondendo a pergunta dos quatro discípulos Jesus deu-lhes alguns sinais que antecederiam a destruição do templo: 1) Alertou que tivessem cuidado com os falsos messias que iriam surgir e enganariam a muitos; 2) Informou que eles ouviriam ruídos de guerras e rumores de guerras; 3) Informou ainda que o mundo da época seria envolvido em guerras (nação contra nação e reino contra reino); 4) Falou também sobre terremotos e fomes em diversos lugares em proporções acima do normal; 5) Falou também sobre a intensa perseguição que a Igreja enfrentaria nesse período (entregariam os discípulos aos concílios e as sinagogas, seriam açoitados; membros das famílias iriam denunciar seus parentes crentes, e um ódio intenso contra a Igreja iria se estabelecer); 6) Informou ainda que mesmo sofrendo perseguições o evangelho seria pregado no mundo gentílico. Jesus ainda disse que no momento de perseguição eles não deveriam se preocupar, pois teriam uma assistência especial do Espirito Santo, e falou sobre a necessidade da perseverança na fé. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Oferta da Viúva Pobre (Mc 12.41-44)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Oferta da Viúva Pobre (Mc 12.41-44) Numa de suas idas ao templo em Jerusalém, o Senhor Jesus assentou-se defronte do gasofilácio e observou os contribuintes depositando as suas ofertas. Aquela observação ensejou a Jesus dizer aos seus discípulos o que vira e a lição decorrente dela. Ele disse que muitos ricos depositavam grandes valores na arca do tesouro e disse também que uma viúva depositara duas moedas de pequeníssimo valor. Aí o Senhor revelou como Deus vê essa questão. O Senhor disse aos seus discípulos que a viúva dera mais do que os ricos deram. Evidentemente que Jesus estava apontando para a questão de coração na entrega do ofertório e que Deus não se impressionava com quantidade e sim com a liberalidade de um coração agradecido. É importante que compreendamos que o gasofilácio interessa a Deus. Observe que intencionalmente Jesus se postara defronte da arca do tesouro, o lugar onde os israelitas depositavam as suas contribuições. Essa atitude do Senhor Jesus nos direciona a levar a sério essa questão que muitos desprezam por pura avareza. Aquelas pessoas que entregam as suas contribuições para a manutenção da obra do Senhor com reservas, do que sobra, sem ser de coração já devem ter consciência de que Deus não se impressiona com quantidade e sim com a intenção do coração, com a obediência aos seus mandamentos. É bom lembrar ainda que tudo pertence a Deus, inclusive as nossas finanças. Somos mordomos com a responsabilidade de administrar aquilo que pertence a Deus. Assim sendo, não retenhamos aquilo que é de Deus (os dízimos e as ofertas), pois isto é para a manutenção do seu trabalho, e ao contribuir, façamos isto como uma manifestação de amor e gratidão ao Senhor. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Jesus Censura os Escribas (Mc 12.38-40)

Reflexões no Evangelho de Marcos Jesus Censura os Escribas (Mc 12.38-40) Depois de perguntar aos religiosos que estavam no templo sobre a questão da filiação do Messias, Jesus dirige-se ao grupo dos escribas e o censura fortemente pelo fato deles gostarem de andar com vestes diferenciadas, de serem saudados nas praças e de ocuparem as primeiras cadeiras nas sinagogas, mas que por trás daquela aparência de piedade estavam pessoas orgulhosas, soberbas e pervertidas, pois devoravam as casas das viúvas usando como pretexto visitas onde oravam longamente. O Senhor os fulmina dizendo que eles receberiam maior condenação no juízo vindouro, pois conheciam profundamente a lei divina e não a praticavam. Todos já temos conhecimento de que na sociedade israelita da época em que Jesus viveu, havia diversos grupos religiosos (saduceus, fariseus, escribas, herodianos, essênios, sicários, etc), dentre eles os homens responsáveis pela cópia dos textos sagradas, os escribas. Também eles serviam como intérpretes da Lei quando havia uma dúvida a ser dirimida. Eles eram consultados para esclarecer questões teológicas no meio do povo de Deus e também para transcrever, como dito, os textos sagrados para uso nas sinagogas e em outros segmentos. Quando o rei Herodes soube que havia nascido um rei em Israel, o Messias, ele consultou os escribas sobre o local do seu nascimento, que se encontrava profetizado por Miquéias (Mt 2.3-6). Os escribas por serem conhecedores da lei divina e dos escritos sagrados e pelo fato de serem copistas, comentadores, leitores, etc, foram responsabilizados pelo Senhor Jesus Cristo e ameaçados de juízo maior pelo fato de serem hipócritas, ensinando e não praticando aquilo que ensinavam. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...