sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17)

Reflexões no Evangelho de Marcos A Interrogação acerca do tributo (Mc 12.13-17) Depois de proferir a parábola dos lavradores maus, o Senhor Jesus é arguido sobre uma questão delicada no meio do povo de Deus da época, que era a questão do imposto cobrado da nação israelita pelo império romano que dominava o mundo da época. Dois grupos de pessoas fizeram a pergunta: os fariseus e os herodianos. A pergunta visava levar Jesus, dependendo da resposta, a um confronto com Roma ou com os nacionalistas judeus. Os fariseus, como já sabemos, era um grupo radical rigoroso observador da lei mosaica e de suas tradições. Os herodianos eram um grupo politico, seguidor de Herodes, daí o seu nome. Na introdução da pergunta eles elogiaram ao Senhor Jesus dizendo que ele era um homem de verdade que não se impressionava com a aparência alheia, e que ensinava a verdade de Deus, e perguntaram: “é licito dar o tributo a Cesar, ou não? Daremos, ou não daremos?” O texto diz que Jesus percebendo a malicia da pergunta pediu uma moeda corrente da época e perguntou de quem era a efigie dela, e eles prontamente disseram: de César (imperador romano), e Jesus lhes disse estas célebres palavras: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. O texto nos diz que eles ficaram maravilhados com a resposta. Com a sua resposta o Senhor Jesus estava ensinando que eles deveriam cumprir as suas obrigações civis, mesmo sob domínio estrangeiro, e também, principalmente, cumprir as suas obrigações para com Deus, sendo essas últimas mais importantes do que as primeiras. O cristão é cidadão de dois reinos: o deste mundo e do reino de Deus. Como cidadãos do reino humano, independente de qual seja a forma de governo, deve cumprir as suas obrigações, e como cidadão do reino de Deus também deve fazer o mesmo e essa última com muito mais dedicação. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

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