terça-feira, 22 de setembro de 2009

Discurso do Patrono

Culto de Formatura do Betel Brasileiro- 07/12/2002.
Honra-nos muito este momento em que somos homenageados como Patrono pelos concluintes dos cursos diurnos de Bacharel em Teologia, Teologia Ministerial e Licenciatura Plena em Educação Religiosa com Concentração em Missiologia do Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro.
Agradecemos a Deus pelo privilégio de ser docente desta casa e muito mais pelo privilégio de ter convivido em sala de aula com os queridos concluintes que nos homenageiam nesta ocasião.
Deus sabe do carinho e do respeito que temos por esses queridos irmãos a quem procuramos servir com a graça que Deus nos deu na ministração das aulas de Teologia Bíblica do Antigo e do Novo Testamento.
Temos absoluta certeza de que os momentos passados em classe não foram em vão. Aprendemos reciprocamente. Crescemos juntos e isso irá nos acompanhar durante toda a nossa existência.
Agora, queridos concluintes, queríamos aproveitar o ensejo para falar mais uma vez ao coração de todos não mais numa sala de aula, mas neste culto de gratidão a Deus pela vitória alcançada por cada um de vocês.
Queremos nestes poucos minutos lembrar-lhes algumas coisas de suma importância para o exercício do ministério escolhido por vocês e vamos fazer isso usando um precioso texto das Sagradas Escrituras encontrado em Lamentações de Jeremias, Capítulo 3, versículos 21 a 26. O contexto do texto fala-nos da destruição de Jerusalém, do santuário e do cativeiro babilônico. Era um cenário desolador. O inimigo fora vitorioso contra o povo de Deus. As coisas mais sagradas para os israelitas foram postas por terra. Não sobrara quase nada. O profeta Jeremias testemunha ocular da história de Israel naquele período crítico, agora, perplexo, cabisbaixo, vendo o resultado daquilo que profetizara, ousa trazer uma palavra de ânimo para o povo de Deus e que pode ser, com certeza contextualizada para esta ocasião: “Quero trazer à memória àquilo que me pode dar esperança”. A primeira grande coisa lembrada pelo profeta do Senhor é as misericórdias de Deus. Sim, queridos irmãos, o nosso Deus é misericordioso e por causa de suas misericórdias é que não somos consumidos. As misericórdias de Deus não têm fim, novas são cada manhã. Nunca se esqueçam disso ao longo de suas vidas. Ao olhar para Deus, lembre-se de que Ele é o Deus misericordioso, bondoso, assaz benigno e está sempre pronto para nos acolher, perdoar e renovar. Ele é misericordioso para com as nossas falhas contanto que não abusemos delas.
Lembremo-nos, também, caros formandos, da fidelidade de Deus. O texto diz que grande é a fidelidade de Deus. Queridos, nunca esqueçam de que Deus é fiel a Sua palavra e as Suas alianças. Escrevendo a Timóteo (2 Tm 2.13) Paulo disse que mesmo se nós formos infiéis Ele permanece fiel, pois não pode negar-se a Si mesmo. Assim sendo, olhemos com confiança para esse Deus fiel que nos chamou para o ministério da Palavra no seio da Igreja. Com certeza, Ele não nos abandonará, pois disse em sua Palavra que nunca nos deixaria nem nos abandonaria (Hb 13.5). Ele que nos chamou e nos capacitou dará curso ao seu projeto para as nossas vidas em todas as áreas. Isso irá acontecendo à medida que facilitarmos o Seu trabalho em nós.
A terceira coisa que queremos lembrar aos ilustres formandos é a suficiência de Deus para cada um de nós. O profeta Jeremias disse que Javé era a sua porção. Nunca nos esqueçamos disso, amados, que só Deus satisfaz profundamente todas as nossas necessidades sejam elas de que natureza for. Deus, ao fazer o homem, o fez a Sua imagem e semelhança e só Deus pode preencher o vazio do coração do homem. O Senhor Jesus disse em certa ocasião que nem só de pão vive o homem, ou seja, o ser humano não precisa só de coisas materiais para viver e sim também, principalmente, de Deus. Complementando o texto, o Senhor Jesus disse citando Deuteronômio: “mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”. O Senhor Jesus ainda disse a mulher samaritana que quem bebesse daquela água (potável) tornaria a ter sede, mas quem bebesse da água que Ele lhe desse nunca mais teria sede, pois a mesma se faria nele uma fonte que jorra para a vida eterna. Agostinho em seu célebre livro “As Confissões” nos deixou dois preciosos pensamentos sobre o assunto: “Quão tarde te amei, ó antiga e sempre nova formosura. Quão tarde te amei! Fizeste-nos para Ti e inquieto está o nosso coração até que em Ti descanse”. “Nada deseje dEle senão só a Ele, por mais interesseiro que fores Deus te basta”.
A última lembrança que queremos trazer neste precioso momento é sobre a salvação de Deus. Pensemos em salvação como termo genérico direcionado ao livramento. Jeremias sabia que o Senhor era a sua salvação ou o seu livramento nos constantes embates da vida. Muitas serão as lutas que os irmãos enfrentarão no cotidiano da vida ministerial, lutas de toda a natureza, mas o Senhor dará vitória ao seu povo em tudo. Lembremo-nos das famosas declarações do apóstolo Paulo sobre o assunto: “Mas graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento”. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”.
Portanto, queridos, essas coisas mencionadas, mesmo que de forma reduzida, traz-nos ao coração um quê de esperança produzida pelo Espírito Santo, o Deus que habita em nós.
Amados concluintes, ao encerrarmos nossas palavras neste momento, desejamos que Deus abençoe grandemente a cada um de vocês e que todos tenham um ministério profícuo para a glória de Deus. Amém.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti - Patrono

2 comentários:

Virginia disse...

Este discurso está permeado da profundidade de conhecimentos da Palavra de Deus; somente quem conhece as Sagradas Escrituras tão bem poderia escrever este discuso. A mensagem nele contida, leva-nos a reflexão de que viver para Deus é a coisa mais importante e mais singela que podemos fazer neste mundo. Parabéns, professor Eudes!

Eudes Cavalcanti disse...

Obrigado irmã Virginia. Deus continue abençoando sua vida e família.

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