segunda-feira, 18 de maio de 2009

EU, UM IDÓLATRA?


As Sagradas Escrituras nos revelam da existência de um só Deus verdadeiro. “Porque há um só Deus...” 1 Timóteo 2.5. Esse Deus revelado é um único Deus, e subsiste em três pessoas: o Pai, Filho e o Espírito Santo, da mesma essência e possuidoras dos mesmos atributos. “Porque três são os que testificam no céu: O Pai, a Palavra (O Verbo), e o Espírito Santo; e esses três são um” 1 João 2.7.
A Bíblia ainda nos revela que só a esse Deus é devido à adoração. “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Mateus 4.10. Diz ainda a Palavra de Deus que esse Deus deve ter em tudo a primazia em nossas vidas. “Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça,...” Mateus 6.33. Diz ainda as Escrituras que devemos amar a Deus sobre todas as coisas. “E Jesus disse-lhes: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu pensamento” Mateus 22.37.
Tratando-se de idolatria devemos entender que a Bíblia a condena veementemente porque os ídolos erigidos pelo povo de Deus no passado (estátuas, figuras,...) estavam recebendo adoração, honras e louvores só devidos ao Deus dos céus. Esses ídolos de pedra, de ouro, de prata, de madeira, de ferro, de bronze e de barro estavam usurpando a adoração ao verdadeiro Deus. O povo de Deus estava dando mais atenção aos falsos deuses (ídolos) do que ao Senhor, cultuando-os e deixando-os cativar os seus corações. Graças a Deus que a idolatria no meio do Israel bíblico foi erradicada a partir do cativeiro babilônico.
No meio evangélico, até aonde sabemos, não se cogita a adoração a ídolos visíveis. Mas considerando que o ídolo não é somente uma estátua que é erigida, reverenciada e venerada, e sim qualquer coisa que ocupe o primeiro lugar no coração do homem, que roube a prioridade de Deus em sua vida, podemos entender que o problema continua no meio do povo de Deus, a Igreja. Nesse contexto, vemos hoje uma Igreja mesclada de idólatras, de pessoas que se dizem crentes em Cristo, mas, que não permitem que Deus ocupe o primeiro lugar em suas vidas.
A idolatria hoje se tornou mais sutil, mais sofisticada. Pode ser o dinheiro que colocamos como a principal coisa em nossas vidas (a avareza é comparada à idolatria - Veja Colossenses 3.5). Pode ser ainda o negócio que o cristão tem. Pode ser o cônjuge, o filho, o automóvel, a casa, um programa de televisão, um lazer, ou qualquer outra coisa que desloque Deus do centro de nossas vidas. Enfim, tudo aquilo que amamos mais do que a Deus constitui-se idolatria.
Diante do exposto, achamos que a pergunta feita no título desta reflexão é pertinente no contexto atual da Igreja, pois estamos assistindo apreensivo, apesar dos inúmeros apelos feitos através dos nossos boletins, das pregações e das pastorais, um desinteresse dos crentes nas coisas de Deus e o apego às coisas deste mundo, coisas essas que são mais valorizadas do que as de Deus. Essa apatia torna-se visível na negligência aos cultos da Igreja, na avareza em entregar o dízimo do Senhor, na negligência na evangelização dos perdidos... Já é hora, irmãos, de nos arrependermos desse pecado e abandonarmos aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossas vidas.

A IGREJA CONGREGACIONAL


A Igreja Congregacional surgiu na Europa (Inglaterra), no século XVII, e se expandiu nas colônias inglesas das terras americanas no século seguinte. O surgimento desse segmento evangélico deu-se por ocasião do desejo de irmãos inconformados com uma igreja controlada pelo Estado. As origens da Igreja Congregacional remontam a época dos puritanos, poderoso movimento de caráter espiritual que buscava uma vida de santidade de acordo com a Palavra de Deus.
No Brasil a Igreja Congregacional surgiu com o trabalho do missionário inglês Robert Reid Kalley, na época do Brasil Império, no governo de Dom Pedro II. A Igreja Congregacional começou em nossa Pátria em 1855 com uma escola bíblica dominical, sendo ela pioneira na organização de um trabalho em língua portuguesa no Brasil. Em seu ministério, Dr. Kalley fundou a Igreja Fluminense no Rio de Janeiro e a Igreja Pernambucana em Recife, ambas de governo congregacional.
No Nordeste brasileiro, a Igreja Congregacional ganhou um poderoso impulso com a obra de renovação espiritual principalmente nos estados da Paraíba e de Pernambuco, isto nas décadas de 60 e 70.
A Igreja Congregacional se caracteriza no aspecto espiritual pelo seu apego as Sagradas Escrituras como única regra de fé e prática e pela sua ênfase na oração como instrumento de crescimento espiritual. Os seus cultos têm uma liturgia simplificada onde o louvor, a oração, a leitura e exposição da Palavra de Deus ocupam papel preponderante.
A Igreja Congregacional pratica sistematicamente as duas ordenanças deixadas por nosso Senhor Jesus: a Ceia do Senhor e o Batismo Cerimonial. Quanto a Ceia ela é realizada de forma aberta o que permite que membros de outras Igrejas participem. O batismo ministrado pela Igreja é o batismo por aspersão, quando o derramar da água sobre o batizando simboliza a purificação produzida pelo sangue de Jesus e o derramar do Espírito Santo sobre o salvo.
A Igreja Congregacional tem como ponto alto em sua eclesiologia, seguindo o modelo bíblico, a assembléia de membros que é o órgão maior dentro dela e que a governa. Ainda a Igreja Congregacional é uma organização completa em si mesma com existência independente e autônoma. A filiação de uma Igreja Congregacional a uma convenção de Igrejas da mesma fé e ordem é voluntária.
Os Pastores, Presbíteros e Diáconos são os obreiros que recebem da assembléia da Igreja delegação, através de seus instrumentos normativos, para dirigi-la na área de suas competências. Ao Pastor da Igreja cabe a liderança maior dentro dela tanto na área espiritual como na administrativa, sendo ele o anjo da Igreja, responsável pela Igreja diante de Deus, da Denominação a que pertence bem como diante do Estado Brasileiro. Os Presbíteros são os oficiais escolhidos pela Igreja, segundo ordenação do Senhor, para ajudar o Pastor no pastoreio da mesma (visitar os irmãos enfermos, orar pelos membros, instruí-los na doutrina, enfim cuidar da vida espiritual do rebanho). Os Diáconos têm a atribuição de cuidar dos crentes necessitados, de zelar pelo bom andamento do trabalho na casa do Senhor, distribuir a Ceia,... Ainda se tem numa Igreja Congregacional, a delegação de outras tarefas que são executadas pelos seus diversos departamentos e que funcionam sob a orientação geral do Pastor da Igreja. A Igreja Congregacional também tem extensões que se chamam de Congregação, Ponto de Pregação e Núcleo de Oração.
Louvemos a Deus por pertencermos a uma Igreja que é uma instituição divina e que existe para promover a glória de Deus, a edificação dos crentes, para proclamar o Evangelho e cuidar dos santos necessitados.

As Sagradas Escrituras


Deus por graça e misericórdia revelou-se as suas criaturas através da natureza e através das Sagradas Escrituras. A primeira revelação é chamada de Revelação Geral e a segunda de Revelação Especial. Na Revelação Geral Deus revelou-se como o Deus Todo-poderoso, como o Criador de todas as coisas, tanto as visíveis quanto as invisíveis. Na Revelação Especial Deus revelou o seu ser, o seu caráter, os seus atributos e a sua vontade. Revelou ainda Deus nas Sagradas Escrituras o seu programa redentor através do seu Filho Jesus Cristo.
Essa Revelação Especial foi feita através dos livros inspirados pelo Espírito Santo que se encontram no Cânon Sagrado, conforme o conhecemos. As Sagradas Escrituras compõem-se de duas partes: Antigo e Novo Testamento, tendo a primeira trinta e nove livros e a segunda, vinte e sete, assim classificados: Antigo Testamento: Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio); Históricos (Josué, Juízes, Rute, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1ª e 2ª Crônicas, Esdras, Neemias e Ester); Poéticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares); Proféticos (Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias). Novo Testamento: Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João); Histórico (Atos dos Apóstolos); Epístolas Paulinas (Romanos, 1º e 2º Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1º e 2º Tessalonicenses, 1º e 2º Timóteo, Tito e Filemom); Epístola aos Hebreus; Epístolas Gerais (Tiago, 1º e 2º Pedro, 1º, 2º e 3º João, Judas); Apocalipse.
Deus de acordo com o seu plano usou para escrever os livros do Cânon Sagrado quarenta escritores num espaço de tempo de dezesseis séculos. Os autores dos livros sagrados foram todos inspirados por Deus para fazer o registro da verdade divina de acordo com o que Deus revelara. “Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” 2 Tm 3.16. “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” 2 Pe 1.20,21.
A inspiração fez da Bíblia Sagrada um livro especial, de origem divina, infalível, digno da aceitação e crença por parte dos homens. “... e a Escritura não pode falhar” Jo 10.35.
A Bíblia é uma dádiva de Deus ao mundo e mui especialmente a Igreja, sendo ela a sua única regra de fé e prática. “Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos” Sl 119.4.
Sendo as Sagradas Escrituras a autêntica revelação especial de Deus e que nela encontramos, até onde Deus queria nos revelar, informações sobre o Seu ser, os Seus atributos, o Seu caráter, a Sua vontade e o Seu programa redentor, deve merecer por parte dos crentes uma atenção especial. Os crentes devem ter um grande apreço pelas Sagradas Escrituras, lendo-a diariamente, examinando-a com atenção, buscando a iluminação do Espírito Santo, procurando ouvir a voz de Deus, e obedecendo aos seus mandamentos. Eles devem ler a Bíblia para serem sábios e obedecer aos seus mandamentos para serem santos. “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia” Sl 119.97.


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Questões Simuladas de Teologia Sistemática

1) O que é Revelação segundo a Bíblia?
2) O que é Revelação Geral? Justifique biblicamente a resposta.
3) O que é Revelação Especial? Justifique biblicamente a resposta.
4) O que é Inspiração da Bíblia? Justifique biblicamente a resposta.
5) Descreva sucintamente sobre as teorias da Inspiração da Bíblia.
6) O que é um atributo quando relacionado a Deus?
7) O que é atributo natural de Deus? Usando a Bíblia, mencione cinco deles.
8) O que é atributo moral de Deus? Usando a Bíblia, mencione cinco deles.
9) Defina o que é Trindade.
10) Justifique biblicamente a existência da Trindade no Velho e no Novo Testamento.
11) O que é a Providência de Deus? Cite três fatos bíblicos onde a Providência de Deus pode ser observada.
12) A doutrina que estuda o homem do ponto de vista teológico chama-se __________________ .
13) Em relação à constituição do homem, discorra sobre as teorias existentes. Embase com a Bíblia a sua preferência.
14) Sobre a origem da alma, quais são as teorias existentes? Descreva-as sucintamente.
15) O que é a imago Dei?
16) O que é pecado?
17) Segundo a Bíblia, o pecado está inerentemente arraigado a ______________________ . Justifique biblicamente a resposta.
18) Quais as conseqüências do pecado sobre o ser humano?
19) Justifique biblicamente a morte em seus aspectos físico, espiritual e eterno.
20) Prove biblicamente a natureza humana de Cristo.
21) Prove biblicamente a natureza divina de Cristo.
22) O que é união hipostática das naturezas de Cristo. Justifique biblicamente a resposta.
23) Quais são os estágios do Estado de Humilhação de Cristo? Justifique biblicamente a resposta.
24) Quais são os estágios do Estado de Exaltação de Cristo? Justifique biblicamente a resposta.
25) Quais os Ofícios de Cristo? Descreva sucintamente cada um deles provando-os biblicamente.
26) O que é Arminianismo e qual a seqüência dos passos ensinados pelo mesmo quanto à ordem dos decretos de Deus, no que se refere à salvação?
27) O que é Calvinismo e qual a seqüência dos passos ensinados pelo mesmo quanto à ordem dos decretos de Deus, no que se refere à salvação?
28) O que é Justificação segundo a Bíblia. Prove biblicamente a resposta.
29) O que é Adoção segundo a Bíblia. Prove biblicamente a resposta.
30) O que é Redenção segundo a Bíblia. Prove biblicamente a resposta.
31) O que é Regeneração segundo a Bíblia. Prove biblicamente a resposta.
32) O que é Santificação segundo a Bíblia. Prove biblicamente a resposta.
33) Quais os aspectos teológicos da morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Use a Bíblia na resposta.
34) O que é Igreja local?
35) O que é Igreja invisível?
36) Quais os tipos mais conhecidos de governo de Igreja. Comente sucintamente cada um deles.
37) Quais as ordenanças deixadas por nosso Senhor Jesus para a Igreja? Comente sobre cada uma delas, usando a Bíblia.
38) Que são anjos?
39) Os anjos bons (eleitos) foram confirmados por Deus na ____________ e os anjos maus foram confirmados por Deus na ________________.
40) Existe uma gradação entre os anjos (maus e bons)? Comente o assunto a luz da Bíblia.
41) O que é Escatologia?
42) Qual a divisão do estudo da Escatologia?
43) Quais os assuntos tratados em cada uma dessa divisão da Escatologia?
44) Sucintamente, comente sobre o Estado Intermediário?
45) Prove biblicamente a Segunda Vinda do Senhor?
46) Prove biblicamente o Arrebatamento da Igreja?
47) Quais são as teorias Tribulacionistas do Arrebatamento da Igreja? Comente-as sucintamente.
48) O que são Amilenismo, Pós-Milenismo e Pré-Milenismo?
49) O que é o Juízo Final? Comprove biblicamente o assunto.
50) O que é o Estado Eterno. Comprove biblicamente o assunto.

(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti)

RELAÇÃO DE LIVROS BÁSICOS PARA UM OBREIRO CRISTÃO

1. Uma Bíblia Comentada (Genebra, NVI, Shedd, Anotada, Vida Nova, Pentecostal, Thompson...)

2. Uma Concordância ou Chave Bíblica

3. Um Dicionário Bíblico (O Novo Dicionário da Bíblia, J. D. Douglas, Edições Vida
Nova)

4. Um Compêndio de Teologia Sistemática (Berkhof, Bancroft, Millard,...)

5. Um Comentário Bíblico (Novo Comentário da Bíblia, F. Davidson M. A., Edições Vida Nova)

6. Um livro de Introdução ao V.T. (Conheça Melhor o Antigo Testamento, Stanley A.
Ellison, Edições Vida)

7. Um livro de Introdução ao N.T. (Introdução ao Novo Testamento, D. A. Carson,...
Edições Vida Nova)

8. Um livro de História da Igreja (Cristianismo Através dos Séculos, Earle E. Cairns.
Edições Vida Nova)

9. Um livro sobre Escatologia (A Bíblia e o Futuro, Anthony Hoekema, Editora Cultura Cristã)

10. Um livro de Teologia do V.T. (Teologia do Antigo Testamento, Ralph L. Smith, Edições Vida Nova)

11. Um livro de Teologia do N.T. (Teologia do Novo Testamento, George Eldon Ladd,
HAGNOS)

12. Um livro de Geografia Bíblica (Geografia Bíblica, Osvaldo Ronis,)

13. Um livro de Hermenêutica (A Interpretação Bíblica, Roy B. Zuck, Editora Vida)

14. Um livro de Homilética (Como preparar Mensagens Bíblicas, James Braga, Editora
Vida)

15. Um livro de Teologia Pastoral (O Pastor Aprovado, Richard Baxter, Editora PES)

16. Um Manual Bíblico (Manual Bíblico de Halley, Editora Vida)

OBS.: Existem outros livros de autores diferentes sobre os temas acima, tão bons quantos eles.

(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Mas eis aqui estou vivo

No livro de Apocalipse encontramos logo no capítulo primeiro uma poderosa revelação do Cristo glorificado nos Céus. João o viu como um homem vestido de vestes cumpridas, cingido com um cinto de ouro, a cabeça coberta de cabelos alvíssimos, tendo os olhos como chama de fogo, os pés reluzentes como latão, a voz poderosa como o ruído de uma cachoeira, tendo na sua mão direita sete estrelas, da sua boca saía uma espada afiada, e o rosto brilhava como o sol na sua força. Quando viu essa visão gloriosa, João caiu aos pés do Senhor como morto, mas Jesus pôs a sua mão direita sobre ele e o confortou com a seguinte declaração: “Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno” Ap 1.17,18.
Essa visão do Cristo glorificado nos Céus, evidentemente, está cheia de simbolismo que não será objeto de explicação nesta reflexão. Iremos apenas nos ater a gloriosa declaração: “Mas eis aqui estou vivo para todo o sempre”.
Comecemos por se reportar ao evento histórico da morte e da ressurreição de Cristo. As Escrituras nos relatam que o Senhor Jesus morreu crucificado no monte Calvário. Relata também que ele foi sepultado num sepulcro cedido por um membro do Sinédrio judaico chamado José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, em oculto. Ainda, as Escrituras nos relatam, isto em todos os quatro evangelhos, que ao terceiro dia, Cristo ressuscitou vitorioso dentre os mortos, conforme profetizara em alguns momentos do seu ministério. Depois de ressurreto, o Senhor ainda esteve com os seus discípulos quarenta dias, falando do que se reportava ao reino de Deus. Em seguida, a Bíblia relata a sua ascensão aos Céus onde se assentou à direita de Deus, reassumindo a glória que tinha como o eterno Filho de Deus.
Para nós os cristãos a ressurreição de Cristo é o coroamento da obra redentora que ele veio realizar neste mundo. Sem a ressurreição de Cristo a sua morte perderia todo o sentido, pois o Senhor seria um Cristo morto, vencido, destruído pela força da fragilidade comum aos homens. Mas, graças a Deus que Cristo ressuscitou vitorioso dentre os mortos e está vivo, poderoso nos Céus. Lá, a destra do Pai, o Senhor continua exercendo o seu papel de sumo sacerdote, que começou com o grande sacrifício de Si mesmo na cruz. Agora ele vive intercedendo pela Igreja e essa poderosa intercessão é que nos mantém de pé diante de sua augusta presença.
Amados, neste domingo, quando comemoramos a ressurreição de Cristo, regozijemo-nos e nos alegremos, pois, o nosso Salvador e Senhor está vivo nos céus, revestido de glória e de poder, controlando todas as coisas, mui especialmente aquelas que dizem respeito ao seu povo a quem remiu pelo poder do seu sangue derramado na cruz. “Mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”.

Cristo Ressuscitou

A Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é um dos fatos mais gloriosos do Cristianismo. Ela aconteceu conforme prevista nas Sagradas Escrituras no livro de Salmos e pelo próprio Senhor Jesus ao longo do dia-a-dia de seu ministério. “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu santo veja a corrupção”. Sl 16.10. “Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Mt 16.21.
A ressurreição do Senhor Jesus é um dos fatos mais bem documentados do Novo Testamento. Muitas são as evidências da ressurreição do Senhor, por exemplo: o túmulo vazio, o testemunho de seres angelicais, o testemunho daqueles que o viram ressuscitado e principalmente as suas aparições às testemunhas previamente selecionadas por Deus durante o espaço de quarenta dias, inclusive no dia da Sua ascensão aos céus.
Dentre as aparições do Senhor Jesus merece destaque, na nossa opinião, a aparição feita aos onze apóstolos agora com a presença de Tomé tendo em vista o mesmo ter declarado numa reunião com os seus colegas de apostolados que já tinham visto ao Senhor que não acreditava no testemunho dado por eles se não visse com os seus próprios olhos e se não tocasse nas mãos feridas pelos cravos e não colocasse a mão no lugar do corpo do Senhor que fora ferido pela lança do soldado romano. O Tomé incrédulo ao ver ao Cristo ressurreto, sem nenhuma dúvida mais em seu coração, exclamou: “Senhor meu e Deus meu”.
A morte do Senhor Jesus e a sua ressurreição são os fundamentos da mensagem do Evangelho. “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação”. Rm 4.25
Graças à ressurreição de Cristo, a sua morte redentora foi autenticada. Nós adoramos a um Deus vivo, que morreu e ressuscitou dos mortos, subiu aos céus onde está glorificado, assentado à destra da Majestade nas alturas, estando-Lhe subordinado os poderes, as potestades e tudo mais.

A Ressurreição de Cristo

Estamos hoje como Igreja comemorando um dos fatos mais gloriosos do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Sua ressurreição com corpo glorificado, depois de três dias de sepultado.
A ressurreição de Cristo não foi um ato intempestivo de Deus, pois, a mesma já estava prevista dentro do programa redentor, e inclusive já revelada através de profecia. “Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim: por isso que ele está a minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto está alegre o meu coração e se regozija minha glória: também a minha carne repousará segura. Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitiras que o teu Santo veja a corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegria; à tua mão direita há delicias perpetuamente” Salmo 16.8-11. Essa profecia foi citada por Pedro em seu sermão no Dia de Pentecostes quando tratou da ressurreição de Cristo (Atos 2.25-28).
O Senhor Jesus ao longo do seu ministério, especialmente quando se aproximava de sua consumação fez menção, em diversas ocasiões, de sua morte bem como de sua ressurreição (Mateus 16.21; 17.23; 20.19. As citações de Mateus são corroboradas pelos evangelistas Marcos e Lucas e João).
O fato histórico da ressurreição de Cristo foi registrado nos quatro Evangelhos (Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-12; João 20.1-18). Também no livro de Atos, nas epístolas paulinas e petrinas, em Hebreus, e no livro de Apocalipse o fato é referenciado.
Nos evangelhos citados, em Atos dos Apóstolos e na 1ª epistola aos Coríntios encontramos as evidências da ressurreição do Senhor Jesus. Essa gloriosa ressurreição foi anunciada pelos anjos de Deus e teve como testemunhas oculares diversos crentes, escolhidos especialmente por Deus para serem testemunhas da ressurreição do Salvador. “Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando do que respeito ao reino de Deus” Atos 1.3. “A este ressuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que se manifestasse, não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara;...” Atos 10.40,41.
A ressurreição de Cristo tem profundas implicações teológicas dentro do plano de Deus: 1) Ela confirma a deidade do Senhor Jesus (Rm 1.4); Ela é o modelo da ressurreição em glória dos santos quando do segundo advento de Cristo (Fp 3.20,21); Ela autentica a pregação do Evangelho (1 Co 15.14); Ela autentica também a fé em Cristo (1 Co 15.17); Ela confirma o perdão de nossos pecados (1 Co 15.17);...
O corpo ressurreto de Cristo foi o mesmo corpo que Ele morreu, na sua aparência visual, mas revestido de glória, não sujeito mais a corrupção, composto de outras propriedades que não sabemos especificar. Com esse corpo o Senhor Jesus foi assunto aos Céus e assentou-se a direita de Deus, revestido de glória e majestade como Deus-Homem.
A grande mensagem da ressurreição de Cristo é que ela autenticou a obra redentora realizada pelo Senhor na cruz do Calvário. A outra grande mensagem é que, através de sua ressurreição, Cristo comprovou a sua divindade. Ainda a outra grande mensagem é que a ressurreição de Cristo (o corpo glorificado) é o modelo da ressurreição da Igreja, na Sua segunda vinda.
Amados irmãos, o nosso Salvador é o Senhor ressurreto, vivo, poderoso, Senhor dos Céus e da terra e que com sua autoridade controla todas as coisas e é o Cabeça da Igreja. Portanto celebremos ao Senhor neste dia, dia em que comemoramos a Sua gloriosa ressurreição. “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito...”.

A Entronização de Cristo

No estudo da doutrina da pessoa do Senhor Jesus, temos um tema conhecido pelo nome de Os Estados de Cristo. O primeiro Estado é conhecido pelo nome de Estado de Humilhação que consiste das fases: Encarnação, Nascimento, Sofrimento, Morte e Sepultamento de Cristo. O segundo Estado de Cristo é chamado de Estado de Exaltação que consiste das fases: Ressurreição, Ascensão, Entronização e Segunda Vinda de Cristo em glória.
Nesta reflexão teceremos um breve comentário sobre a fase conhecida como a Entronização de Cristo. A Bíblia diz que o Senhor Jesus como o eterno Filho de Deus habitava na glória celeste e estava revestido da glória que Lhe era própria como Deus Filho. “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” Jo 17.5. Com a encarnação, o Verbo, o Senhor Jesus, esvaziou-se daquela glória que tinha e assumiu uma natureza humana, limitada, frágil, sujeita as tentações e a morte. Com a entronização, Cristo reassumiu a glória que Lhe pertencia por direito eterno. “Ora a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus a destra do trono da majestade” Hb 8.1. “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte,...” Hb 2.9.
Esse estado atual de Cristo tem uma implicação muito profunda na vida da Igreja tendo em vista a Bíblia dizer que estão sujeitas a Cristo todas as coisas. “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o a sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da Igreja” Ef 1.20-22.
Diante disso a Igreja pode se regozijar na revelação da Palavra de Deus de que Jesus exerce um poder soberano sobre tudo e todos. É Ele quem controla e mantém todas as coisas. O escritor aos Hebreus nos diz que Ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1.3). Tudo está sob o controle do Senhor, inclusive as nossas vidas, os nossos projetos, os nossos empreendimentos, portanto, dependamos dele e confiemos nele e tudo correrá bem.

segunda-feira, 30 de março de 2009

OS PRESBÍTEROS SÃO PASTORES?

Numa recente Convenção Regional de nossa Denominação um dos preletores, numa de suas palestras, trouxe “uma nova verdade” para os convencionais, dizendo que os Presbíteros de uma igreja local são os seus Pastores, indistintamente. O palestrante baseou a sua assertiva no texto de 1 Pe 5.1-4. Na sua exposição o ilustre Pastor, ou melhor, Presbítero já que ele disse que era a mesma coisa, não fez nenhuma diferenciação entre Pastores e Presbíteros, e, consequentemente, não identificou os Pastores como os líderes de uma igreja local. Para reforçar o seu argumento ele fez menção ao sacerdócio universal dos crentes, em que todos os crentes são iguais e que não existe entre eles uma hierarquia sacerdotal como se tinha na antiga dispensação.
A palavra do Pastor, aliás, Presbítero, foi muito boa a não ser num detalhe sutil, mas perigoso para o ministério convencional das Igrejas Congregacionais, que já enfrentam, algumas delas, muitas dificuldades na área de liderança.
À bem da verdade, é de suma importância que tragamos um esclarecimento sobre o assunto, baseado nas Escrituras já que presentes a essa Convenção estavam Pastores, Presbíteros, Evangelistas, Missionárias e delegados de igrejas que não ocupam posição de liderança dentro delas no que se refere aos seus ofícios.
Observem os irmãos que Pedro no início de suas duas cartas apresenta aos seus leitores a credencial de apóstolo de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Pe 1.1; 2 Pe 1.1). “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo...” 1 Pe 1.1. Na sua primeira carta, no capítulo 5.1-4, Pedro se identifica com os Presbíteros no que se refere ao ministério de supervisão da igreja. “... admoesto eu, que sou também presbítero como eles” 1 Pe 5.1. Na leitura desses dois textos podemos constatar com facilidade que o ofício de Pedro na igreja do Senhor era o de Apóstolo e desse ofício ele não abria mão, como enviado que era do Senhor com comissão exclusiva (Veja Mt 10.1-5), mas que também era um Presbítero no sentido de ser um supervisor da obra do Senhor, ou seja, Pedro era Apóstolo e era também Presbítero, mas os Presbíteros não eram Apóstolos, pois para isso teriam que ter uma chamada exclusiva para aquela função, conforme os Apóstolos tiveram.
Escrevendo aos Efésios (4.11), o apóstolo Paulo, outro que não abria mão de seu ofício nem de sua autoridade apostólica, revela que Deus graciosamente deu a igreja para promover o seu crescimento harmonioso, dons de liderança, com as identificações de Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” Ef 4.11. Destacamos neste texto que os ministros citados são dádivas exclusivas de Deus a igreja, e isto pressupõe uma chamada específica para esses ministérios. Como os ofícios estão blocados num texto só, não temos dúvidas de usar o mesmo critério de interpretar a questão como foi tratados os textos de 1 Pe 1.1. e 1 Pe 5.1 e, por analogia, concluir, que assim como o ofício de Apóstolo é distinto do ofício de Presbítero por natureza, assim também o é o ofícios de Pastor, ou seja um Pastor é um Presbítero também no sentido de ter sobre si a responsabilidade de pastorear o rebanho de Deus, mas nem todo Presbítero é um Pastor, porque para esse último pressupõe uma chamada exclusiva conforme explicitado acima.
Não nos revela a Escritura que exista uma chamada especifica para ser Presbítero de uma igreja neotestamentária. Os textos que tratam do assunto mostram um líder (Apóstolo ou Pastor) capitaneando o processo de escolhas desses oficiais, como foi o caso dos Apóstolos Paulo e Barnabé em At 14.23 e o Pastor Tito em Tt 1.5. Observando o perfil dos Presbíteros delineado por Paulo em 1 Tm 3.1-7 e Tt 1.5-9, e o contexto dessas duas escrituras, podemos concluir que necessariamente não haveria a necessidade de uma chamada específica para exercer esse ministério no seio da Igreja, mas uma vez aprovado pela igreja e consagrado, esses oficiais passaram a ser constituídos por Deus para ajudar no pastoreio da Igreja do Senhor, conforme At 20.28 e 1 Pe 5.1-4. A diferença é sutil, é verdade, mas fundamental. Nunca se ouviu alguém manifestar um intenso desejo de ser Presbítero de uma igreja e em função dessa chamada deixar tudo e priorizá-la sobre tudo e todos para se envolver no pastoreio do rebanho, muito pelo contrário, o contexto nos dá a entender e a história eclesiástica o confirma que muitos Presbíteros continuaram ou continuam em seus afazeres seculares a exercerem essa função na Igreja. Para o pastorado é diferente. Aqueles que são de fato Pastores, chamados por Deus para esse ofício, sentem em sua alma a indelével chama do Espírito a impulsioná-lo para realizar o ministério para o qual foi chamado, pois ele é uma dádiva de Deus a igreja, conforme o texto de Ef 4.11.
O palestrante nas entrelinhas também questionou a doutrina reformada que enfoca essa área, e enfatiza uma diferenciação entre Pastores e Presbíteros, mas é importante observar que ela não está errada quando advoga uma diferenciação entre os Presbíteros docentes (os Pastores) e regentes (os não Pastores). Olhando para texto de 1 Tm 5.17, Paulo ensina a igreja para que olhe com mais deferência para os Presbíteros que se afadigam no ministério da Palavra, fazendo Paulo assim uma certa distinção entre aqueles que foram chamados para o ministério da Palavra e aqueles que simplesmente ajudam no governo espiritual da Igreja. “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” 1 Tm 5.17.
As sete cartas do Apocalipse foram destinadas as sete igrejas que na época existiam na Ásia Menor, e nelas são identificadas as pessoas responsáveis por elas diante de Deus, chamadas de anjos das Igrejas. Os melhores comentadores bíblicos, dentre eles o Ph.D. Simon Kistemaker, autor do comentário do livro de Apocalipse, editado pela Editora Cultura Cristã, dizem que esse anjo é o pastor da igreja, aquele que tem a liderança dentro delas, sendo responsabilizado por Deus pelo desempenho da mesma. [“Ao anjo da igreja em Éfeso, escreva.” Jesus instruiu João a escrever uma breve carta endereçada ao pastor da igreja em Éfeso].
O Dr. William Hendriksen comentando a carta aos Efésios, sobre o assunto em questão, disse o seguinte: “Posto que aqui em 4.11 todos os que servem a igreja de uma forma especial (grifo nosso) – não somente os apóstolos, profetas e evangelistas, mas também pastores e mestres – são designados como dons de Cristo para a igreja, eles devem ser objetos do amor de toda a igreja”. Ainda comentando esse mesmo assunto na parte que cabe a pastores e mestres, ele disse: “O que temos aqui, portanto, é uma designação de ministros de congregações locais, presbíteros docentes (ou supervisores) (grifo nosso). Por meio da exposição da Palavra estes homens pastoreiam os seus rebanhos”.
Escrevendo a Tito, um jovem Pastor seu companheiro de ministério, Paulo orienta aquele obreiro a instituir Presbíteros nas igrejas locais de Creta. “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei” Tt 1.5. Observe os irmãos, neste texto, um detalhe importante: Quem iria liderar o processo de estabelecimento de Presbíteros dentro das igrejas eram os próprios membros das igrejas ou uma pessoa que tinha um ofício reconhecido de liderança no meio do povo de Deus? A resposta é clara, pois Paulo delegou essa tarefa ao Pastor Tito.
É verdade que o Novo Testamento usa as palavras Presbíteros, Bispos e Anciãos como termos gregos intercambiáveis, ou seja, que significam a mesma coisa. Mas é verdade também que Paulo quando fala dos dons do ministério de Cristo em Efésios 4.11, usa uma grega palavra diferente para nomear Pastores. “Esta é a única ocasião no NT em que o substantivo poimen ocorre como título de um líder da Igreja. Sem dúvida é a palavra proveniente da aplicação da figura de linguagem do pastor, a qual caracterizava o relacionamento do Senhor Jesus com seus discípulos. Jesus é o bom pastor (o poimen ho kalos)”. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo (Efésios, Colossenses, Filemom), Arthur G. Patzia.
Mesmo não existindo uma hierarquia dentro da Igreja do Senhor, a exemplo de que existe nos meios empresariais, militares e em algumas instituições eclesiásticas, pois todos os crentes estão nivelados no que se refere a serem receptáculos das bênçãos oriundas da obra redentora de Cristo, há de se observar que o Senhor fez uma distinção entre quem tem um ofício dentro da Igreja e quem não tem, senão vejamos: “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil” Hb 13.17. “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” Fp 1.1.
Concluímos este artigo dizendo que existe uma diferenciação entre Pastor e Presbíteros, sendo Presbítero, que significa supervisor, um termo genérico e Pastor um termo especifico, apesar de a eles pertencerem à mesma atividade de pastoreio do rebanho do Senhor, conforme explicitado em At 20.28 e 1 Pe 5.1-4. Ainda nesta conclusão é conveniente lembrar que os Congregacionais têm como paradigma, em relação ao assunto, o que se segue: “Ministro do Evangelho é o ofício perpétuo a que são consagrados os formados em Teologia ou, em casos especiais, os não formados, com privilégios e deveres específicos, sendo este ofício o primeiro em dignidade na Igreja” “Designa-se pastor o cargo do Ministro do Evangelho eleito e empossado em uma ... Igreja, com responsabilidade executiva e administrativa”. “Presbítero é o oficial auxiliar do ministro que pastoreia na administração dos interesses espirituais das igrejas”. Ainda nesta conclusão lembramos aos irmãos que nós da ALIANÇA temos em alta estima os Presbíteros, e que este signatário sugestionou quanto era relator da reforma dos instrumentos normativos da Denominação, a criação de um quadro especial de ministros para contemplar os Presbíteros, dando-lhes certos privilégios e também responsabilidades, sendo os mesmos jurisdicionados também por nossa Denominação.
JPA, 28/03/2009, Rev. Eudes Lopes Cavalcanti
Pastor da III IEC/JPA

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A Vocação da Igreja


Aprouve a Deus, segundo o beneplácito de Sua soberana vontade instituir a Igreja. Essa Igreja, segundo as Sagradas Escrituras é composta de judeus e gentios unidos pela cruz de Cristo. Antigamente, na Dispensação do Velho Testamento, Deus escolhera um povo em Abraão, os judeus. No Novo Testamento encontramos Deus instituindo um povo Seu especial, zeloso de boas obras, a Igreja que é composta de judeus e não judeus (gentios). Essa benção de incluir os gentios no âmbito de povo de Deus tinha sido prometido a Abraão, conforme registro em Gn 12.3: “em ti serão benditas todas as famílias da terra”. O apostolo Paulo trata do assunto, mui especialmente em sua carta aos Efésios: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derribando a parede de separação que estava no meio, ... e, pela cruz, reconciliar ambos com Deus em um corpo, ...” Ef 2.13-16.
Agora, constituídos em Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, se nos apresentam diante de nós, da parte de nosso Deus, algumas atividades que precisamos fazer segundo o plano de Deus: Adoração, edificação, proclamação e beneficência.
Considerando que a Igreja é um organismo vivo com tendência natural para o crescimento segundo a vontade daquele que a instituiu, precisamos como membros de uma Igreja local, que é também uma instituição divina, nos esforçar para promover o crescimento da Igreja visando à glória de Deus. Quando se trata de crescimento da Igreja deve-se levar em consideração, tanto o aspecto qualitativo quanto ao aspecto quantitativo. Crescer nessas duas áreas é a vocação da Igreja. Na segunda carta de Pedro (3.18), o apóstolo trata de crescimento qualitativo. “Antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. No livro de Atos, Lucas nos informa que as igrejas na Judéia, em Samaria e na Galiléia, regiões de Israel, cresciam em número e se multiplicavam. (At 9.31).
Amados irmãos, reflitamos sobre a vocação da Igreja e lutemos para promover o seu crescimento espiritual e para promover também o seu crescimento numérico. Contribuamos, oremos, e nos dediquemos à obra do Senhor para que Ele acrescente, a cada dia, a Igreja aqueles que hão de ser salvos. Procuremos dar a nossa contribuição e, certamente, Deus se agradará de nós.

A PÁSCOA


A Páscoa é uma festividade judaica que é comemorada como memorial da libertação do povo israelita do cativeiro egípcio no passado. A primeira páscoa foi celebrada no Egito antigo (Êxodo 12.1-28) e nessa celebração foi morto um cordeiro ou um cabrito de um ano por cada família, o seu sangue espargido nos umbrais da porta da casa, depois o animal foi assado e comido pelos familiares com pães sem fermento e ervas amargas. A colocação de sangue nos umbrais das portas dos israelitas era um sinal para que o anjo da destruição que iria passar sobre o Egito matando os seus primogênitos poupasse os filhos de Israel. Daí por diante essa celebração tornou-se obrigatória para os israelitas e seu ponto culminante era a celebração no templo de Jerusalém.
O cordeiro da páscoa foi identificado por João Batista e pelo apóstolo Paulo como um símbolo de Cristo, que foi morto na cruz do Calvário para nos libertar da escravidão do pecado.
No plano de Deus, a páscoa perdeu o seu significado quando Cristo, a nossa páscoa, foi oferecido em sacrifício por nós, não havendo, portanto, a necessidade dessa celebração no seio das Igrejas Evangélicas. O memorial da redenção feita por Cristo é a Ceia do Senhor e não a páscoa judaica. O coelho da páscoa e ovos da páscoa usados como símbolos dessa comemoração são inovações que não tem nada a ver com o verdadeiro sentido da Páscoa.

Jesus, Salvador e Senhor


A Bíblia identifica o Senhor Jesus como o Salvador do mundo. “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”. 1 Tm 1.15. Jesus veio a este mundo para oferecer a sua preciosa vida pelos pecados da humanidade “mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, está assentado para sempre à desta de Deus.” Hb 10.12.
Segundo a Palavra de Deus, que é a verdade absoluta, a salvação só pode ser obtida quando o indivíduo arrependido aceita e crer em Jesus como salvador. “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome”. Jo 1.12. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus”. Ef 2.8. Não existe outra maneira da pessoa se reconciliar com Deus a não ser através de Jesus Cristo. “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. At 4.12. “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação”. 2 Co 5.18.
Mas ainda, segundo a Bíblia, Jesus ressuscitou dos mortos para ser Senhor de vivos e mortos. “Foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver; para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos”. Rm 14.9.
A palavra Senhor, no Novo Testamento, quando se refere a Jesus Cristo, significa, dono, dominador, aquele que tem toda a autoridade, .... É significativo que esse título está ligado ao estado de exaltação de Cristo. Em Filipenses 2.10, 11, encontramos: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”.
Agora, amados irmãos, sendo Jesus Senhor, inclusive soberano Senhor, como se encontra a nossa relação como servo desse Senhor? Muitos crentes aceitaram a Cristo como Salvador mas na experiência do cotidiano da vida cristã demonstram que ainda não o aceitaram como Senhor, como Aquele que domina, controla e dirige as suas vidas.
Não há como separar o binômio Salvador – Senhor. A pessoa de Jesus é ambas as coisas. Nós que, pela graça de Deus, um dia já recebemos a Jesus como Salvador precisamos agora completar o ciclo, ou seja, aceitá-Lo e considerá-Lo como Senhor, ou seja, submetermos as nossas vidas ao Seu senhorio.

O Pecado da Maledicência


Na última mensagem que entregamos a Igreja falamos sobre as coisas que agradam a Deus e aquelas que não lhe agradam, mensagem esta baseada no texto de Mateus 9.1-8. Dissemos, na ocasião, que as coisas que agradam a Deus nesse texto, são: 1) Os crentes levarem pessoas para Jesus; 2) Deus contemplar no coração do homem a fé; 3) Deus dispensar o seu perdão a quem precisa dele; 4) Deus libertar os cativos de qualquer mal que lhe aflige; 5) Deus ser glorificado pelas ações daqueles que lhe pertencem. Dissemos ainda que nesse texto encontram-se três coisas que não agradam a Deus: 1) Comentários maldosos; 2) Contemplar o mal no coração do homem; 3) A incredulidade.
Carregamos com palavras fortes a questão daquilo que desagrada a Deus principalmente no item 1 – comentários maldosos. O texto diz que quando o Senhor Jesus dispensou o perdão para o paralítico, o coro entre os líderes religiosos de Israel (os escribas) foi: “ele blasfema”. Jesus os censurou prontamente repreendendo a maldade de seus corações, com a expressão: “por que pensais mal em vossos corações?”
Amados a atitude maldosa dos religiosos da época de estarem espiando a vida do Senhor, as suas palavra e os seus atos parece-se com aquilo que temos observado, infelizmente, no meio do povo de Deus da atualidade: irmãos julgando os outros irmãos e falando mal deles.
A Bíblia censura fortemente aqueles que se dizem crentes e vivem julgando os outros e falando mal deles. “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz. Há só um legislador e um juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? Tg 4.11,12. No livro de Provérbios 6.16-19, encontramos seis coisas que não agradam a Deus, e uma sétima que Ele ABOMINA: “o que semeia contendas entre irmãos”. A Bíblia diz ainda que o pecado da língua é mais difícil de vencer do que qualquer outro. “Mas nenhum homem pode dominar a língua. É um mal que se não pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede benção e maldição...” Tg 3.8-10.
Diante do exposto, tenhamos cuidado com os nossos comentários sobre os nossos irmãos na fé. Não falemos mal uns dos outros, não teçamos comentários maldosos, não denigramos a imagem de quem quer que seja. Se, porventura, observarmos alguma atitude de um de nossos irmãos em Cristo que, ao nosso ver, seja repreensível oremos por ele e sigamos o que Paulo disse em Gálatas 6.1-3. Lembremo-nos do episódio da mulher adúltera que foi acusada pelos santarrões da época achando que eram menos pecadores do que ela. Lembremo-nos de que Jesus disse que aquele que não tivesse pecado, atirasse a primeira pedra (Jo 8.1-11).
Se quisermos que Deus opere com poder em nosso meio, faz-se necessário que aqueles que têm dificuldade de controlar a língua se humilhem diante de Deus e peçam perdão por esse pecado, que tanto tem entristecido o Espírito Santo e causado males aos outros. Vigiemos e oremos como Davi: “Põe, ó Senhor, um guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” Sl 141.3.

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...