sábado, 31 de agosto de 2013

Creio


Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   O Credo apostólico começa com a declaração “Creio”. A palavra Crer, do latim credere, significa, em suma, acreditar e aceitar como verdadeiro aquilo que se diz de algo ou de alguém, independente de se ter provas materiais para tanto. Do ponto de vista teológico, crer significa acreditar nas verdades declaradas nas Sagradas Escrituras e aceitá-las de coração como verdades de Deus.
  Segundo a Bíblia Sagrada Deus, no seu programa eterno, determinou que a fé fosse o instrumento que a pessoa deve utilizar para se relacionar adequadamente com Ele.

 “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hb 1.6. Observem no texto acima que o grande objeto da fé é o próprio Deus, Deus esse revelado nas Sagradas Escrituras como o Deus verdadeiro, Vivo e Todo Poderoso. Observem ainda que o crente nesse grande e glorioso Deus deve acreditar também que Ele é quem dispensa as inumeráveis bênçãos dos Céus sobre os que creem nEle, desde que eles O busquem de coração.
    A Bíblia nos apresenta uma galeria de heróis da fé no capítulo 11 da Carta aos Hebreus, onde estão relacionados os nomes de homens e mulheres famosos que viveram no passado e ousaram crer de coração nesse Deus maravilhoso, Triúno. Observem ainda que essa fé foi vivenciada por eles e evidenciada na produção de inumeráveis feitos, conforme registrados no Cânon Sagrado.
    Trazendo o assunto para a experiência da Igreja da atualidade devemos considerar que, assim como foi no passado, a crença não é só algo abstrato, mas também algo que deve ser vivenciado e compartilhado com outrem, a fim de que eles possam acreditar nas verdades que nós acreditamos, e serem objetos também das graciosas bênçãos que Deus dispensa a quem nEle crê. Aconteceu isso com a mulher samaritana que, após ter um encontro com Cristo, compartilhou a sua crença com seus conterrâneos, levando-os a fé em Cristo e a serem abençoados por Ele.
                             Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Crentes.com.br


    O desenvolvimento tecnológico faz parte do programa de Deus para o ser humano. Disso não temos dúvidas. Veja o que nos é dito na Palavra de Deus sobre o assunto: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. Dn 12.4.
     Nós do século XXI somos uma geração privilegiada por estar vivenciando um espantoso desenvolvimento tecnológico em muitas áreas da vida. Dentre essas maravilhas que estão a nossa disposição temos a rede mundial de computadores (Internet). Através dessa rede podemos utilizar os Sites e Blogs que, se bem preparados, podem trazer bênçãos sem par aos usuários que cada dia utiliza mais essa rede como meio de comunicação. Temos ainda na Internet as redes sociais (facebook, twitter, linkedin, skype, etc) onde podemos nos comunicar uns com os outros de forma interativa em tempo real. Observem as recentes manifestações populares hoje nas ruas de nossas Capitais e vejam o poder das redes sociais. Os seus líderes dizem que o meio de comunicação utilizado para fazer o povo sair às ruas são as redes sociais
    As redes sociais, esse poderoso veículo de comunicação de massa, é uma extraordinária ferramenta que a Igreja deve utilizar para propagar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Pode e deve ser usado ainda para levar uma palavra de ânimo, de incentivo, visando promover a glória de Deus, edificar a Igreja do Senhor na sua expressão universal e, também, promover o bem-estar das pessoas.
    Temos observado que o povo de Deus, aqueles que professam a fé em Cristo, não tem ficado atrás no acompanhamento dessa onda de desenvolvimento tecnológico. Igrejas e líderes estão ativando sites e blogs veiculando muitas coisas boas que, com certeza, o Espirito Santo está usando para realizar os propósitos de Deus.
     Acontece que nem tudo são flores nessa área, pois temos observado que muitos que se dizem crentes, inclusive alguns daqueles que ocupam posição de liderança no Reino de Deus, têm utilizado as redes sociais para falar mal de irmãos, de outros líderes, e de igrejas, escandalizando o Evangelho e entristecendo o Espírito Santo. Também tem aqueles que usam as redes sociais para fazer marketing de si mesmos ou de seus ministérios, aumentando-os de forma exponencial para serem admirados e glorificados pelos homens, pessoas essas que estão usurpando a glória de Deus. Tem ainda aqueles que escondidos através da WEB mandam mensagens para os celulares de pessoas com as quais não simpatizam, com o objetivo de feri-las, de lhes causar constrangimentos e, pior ainda, de trazer transtornos a uma Igreja Local. Há ainda aqueles que trocam farpas, uns com os outros, via NET, e muito mais. O assunto está ganhando tal proporção, inclusive no meio das denominações evangélicas, que uma delas, através de sua diretoria nacional, em recente reunião, baixou uma diretiva orientando aos crentes não utilizarem a Internet para isso, a qual transcrevemos a seguir: “Registrar recomendação da Diretoria da ALIANÇA  aos pastores e igrejas para que evitem levar os problemas internos e administrativos as redes sociais, provocando mal-estar e escândalos públicos, envolvendo a igreja do Senhor”.
     Irmãos, a vida cristã deve ser norteada por princípios éticos que transcendem as mudanças sociais.  A irmandade evangélica é muita preciosa aos olhos de Deus. Não podemos utilizar os recursos tecnológicos que Deus graciosamente colocou a nossa disposição para fazer o que é mal aos olhos do Senhor.
    Aproveitemos esses recursos e promovamos a glória de Deus e o progresso do Reino de Deus, que são de nossa responsabilidade. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


O Credo Apostólico

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   O Credo apostólico é um dos mais importantes documentos de fé da Igreja Cristã. Segundo a tradição ele foi elaborado em meados do século primeiro e, ainda segundo essa mesma tradição, é de autoria dos doze apóstolos de Cristo ou de algum deles.   Segundo os historiadores, somente no sexto século da era cristã é que o Credo Apostólico foi utilizado largamente na liturgia das igrejas cristãs.

   As declarações de fé do Credo Apostólico são verdadeiras pérolas da doutrina cristã e a ênfase maior é na Cristologia (estudo acerca de Cristo), por isso deve ser conhecido e apreciado pela Igreja do Senhor.
   Segundo a Santa Palavra de Deus uma declaração de fé faz-se necessário para a iniciação da vida cristã e para testemunho da fé, senão vejamos: “Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” Rm 10.8-10. Veja ainda a declaração de fé do eunuco, tesoureiro de Candace, rainha etíope, registrado no livro de Atos, quando ele perguntou a Felipe o que o impedia de ser batizado após Filipe ter lhe falado de Jesus. Filipe disse-lhe que era lícito o batismo se ele cresse em Cristo de coração; e ele confessou: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (At 8.36-38).
     Os israelitas antigos tinham também uma declaração de fé que norteava o seu viver: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” Dt 6.4.
  Pretendemos pela graça divina estudar o Credo Apostólico no culto de estudo bíblico das quintas-feiras e, para isso, convidamos toda a Igreja a se fazer presente a fim de conhecer esse precioso documento da fé cristã. Não temos dúvida nenhuma de que esse estudo irá contribuir para o nosso crescimento espiritual. Aproveitem!
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
    

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Uma Paternidade Responsável

      Conforme o seu programa eterno, Deus quando fez o homem lhe deu a capacidade de gerar filhos com a sua mulher. Através dessa capacidade, foi-lhe atribuído um dos seus mais importantes papéis em sua vida que é a paternidade, na medida em que ele vai ao longo de sua vida gerando filhos.
   Segundo as Sagradas Escrituras, o Criador tem uma expectativa no que se refere ao exercício de forma responsável dessa capacidade dada ao  homem, senão vejamos:

      Em primeiro lugar, o Criador deseja que essa capacidade se manifeste através do matrimônio, que é uma instituição Sua para propagação da espécie e para a felicidade dos cônjuges. “Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” Hb 13.4. Em segundo lugar, espera o Criador que o pai seja um exemplo de vida para os seus filhos, ou seja, viva ele de tal maneira que o filho se espelhe nele como um exemplo de um homem de bem, responsável, cumpridor de seus deveres para com Deus, para com a Igreja, para com a sua família e para com a sua Pátria. Em terceiro lugar, que o pai invista na vida espiritual de seus filhos considerando que um ser humano não tem só necessidades materiais e sim também espirituais. “... nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” Mt 4.4.  “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão  no  teu  coração;  e  as  intimarás  a  teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” Dt 6.6,7.
      Como exemplo bíblico de uma paternidade responsável, que tinha interesse na vida dos seus filhos, principalmente no futuro eterno deles, encontramos o patriarca Jó, conforme informação do texto a seguir: “Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram os meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” Jó 1.5. Ainda temos outro exemplo bíblico sobre uma paternidade responsável, que é o de José, marido de Maria, que levava Jesus quando criança para o santuário: “Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume do dia da festa” Lc 2.41,42.
     Existem muitos pais, infelizmente alguns  evangélicos, que não exercem uma paternidade responsável. Não cuidam dos seus filhos, não zelam por eles e, pior do que isso, eles não dão exemplo em áreas cruciais da vida, tais como: honestidade, santidade, responsabilidade, dedicação à obra do Senhor, etc.
        Amados nós que fazemos a III IEC/JPA, e que somos pais, pela graça divina, procuremos exercer a nossa paternidade de tal maneira que Deus seja glorificado, e que os nossos filhos vejam em nós pais exemplares, que verdadeiramente cumpram os seus compromissos, especialmente aqueles ligados a área espiritual. Lembremo-nos de que Deus nos deu essa incumbência e que dela vamos dá contas quando comparecermos diante do tribunal de Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A preciosidade do culto


     No domingo passado tivemos o privilegio de pregar a Palavra de Deus no culto de nossa Igreja. Falamos no culto sobre A Preciosidade do Culto. Na introdução do sermão, depois de falarmos de forma abreviada sobre a história do culto conforme relato bíblico, falamos que a nossa Igreja determinou separar alguns dias da semana para celebrar culto a Deus. Dissemos que dissemos a Deus, através de nossa programação, que iríamos nos reunir nesses dias para adorar ao Deus Todo Poderoso, e que Deus levou isso a sério. Desenvolvemos o assunto através de cinco tópicos.
     No primeiro tópico dissemos que o culto é precioso por causa do seu objeto, Deus. Mostramos através de diversos versículos da Bíblia que o único objeto de adoração é o Deus verdadeiro, Criador, Redentor e Senhor do universo. Dentre os versículos citados transcrevemos o seguinte: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11.

    Em seguida dissemos que o culto é precioso porque é um mandado de Deus para os homens, especialmente para os redimidos. Dentre os versículos citados transcrevemos este: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Ap 14.6,7. Nesse item enfatizamos que o culto deve ser prestado a Deus de forma obrigatória pelos homens. Dissemos que por causa da negligência em cultuar a Deus, Ele entregou os homens aos ditames do seu coração depravado, para desonrar os seus corpos, cometendo toda espécie de torpeza e imoralidade, conforme o texto de Rm 1.18-28.
     Depois dissemos que o culto é precioso porque atende as necessidades da alma do homem. Nesse item enfatizamos que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, e que Deus soprou em suas narinas o folego de vida e ele tornou-se alma vivente. Dissemos também que o homem não é só composto de corpo e sim também de alma ou espírito e que essa alma se alimenta de Deus, de sua Palavra. Citamos alguns versículos sobre o assunto dentre eles, o seguinte: “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” Mt 4.4.
      No quarto tópico dissemos que o culto é precioso por causa da presença de Deus nele. Explorando esse tópico dissemos que todo crente genuíno tem a presença de Deus em sua vida, através do Espírito Santo que nele habita. Dissemos ainda que Jesus prometeu está presente de uma maneira especial quando a comunidade se reúne para adorar a Deus. Citamos aquele famoso texto encontrado no Evangelho de Mateus 18.20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles“.
     Finalmente dissemos que o culto é precioso porque Deus dispensa uma benção especial quando se adora a Ele em espirito e em verdade. Citamos alguns versículos da Bíblia que consolidam o assunto dentre eles, o seguinte: “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” At 4.31.
     Concluindo o sermão, dissemos aos presentes que se o culto é precioso conforme explicitado acima, ele deve merecer, por parte de todos,  uma atenção toda especial, frequentando-os assiduamente.       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Celebrando a Deus

     O Deus dos Céus fez o homem para glória dEle, para cultuar a Ele e para gozar das bênçãos dEle. Deus graciosamente habilitou o ser humano para isso, pois o fez a sua imagem e semelhança, ou seja, dotou-lhe da capacidade de ter comunhão com a Deidade.
   O culto a Deus, que é uma responsabilidade do ser humano, é uma das grandes comissões que o Senhor entregou a Igreja para que ela fizesse isso com temor e alegria no coração. Dentre as partes componentes do culto a Deus o louvor, a celebração é parte importante. Ainda é importante saber que o que se deve fazer para Deus deve ser bem feito, bem planejado, obedecendo ao que o próprio Deus determinou em sua Palavra.
    Olhando para as Sagradas Escrituras podemos observar a preocupação do grande rei Davi em organizar grupos de cantores e instrumentistas para a celebração diária a Deus no santuário, pela manhã e a tarde. (Veja 1 Cr 25.1-8).
    A primeira celebração que encontramos na Bíblia envolvendo mais de uma pessoa cantando e tocando para a glória de Deus foi num ajuntamento espontâneo de mulheres israelitas que saíram atrás de Miriam, irmã de Moisés, depois daquela grande vitória que Deus dera a Israel quando da passagem do Mar Vermelho (Ex 15.20,21).

   Ao longo da historia do Cristianismo vemos a Igreja organizando corais para celebrar a Deus nos cultos que ela oferecia a Ele. No inicio do protestantismo Lutero, o grande líder da Reforma, enfatizou o cântico congregacional e também através de coros, que são conjuntos que utiliza de forma harmoniosa as vozes  contralto, soprano, tenor e baixo. As igrejas congregacionais  têm valorizado o ministério    de coral, pois diversas delas organizaram os seus conjuntos para abrilhantarem os cultos celebrados a Deus. A nossa Igreja, por  graça e misericórdia de Deus, mantém ativo um belíssimo conjunto coral que tem se esmerado no serviço do Senhor.
   Sabemos das dificuldades que é ensaiar as quatro vozes separadas e depois em conjunto, que o diga a regente. Louvamos a Deus pela vida e dedicação da irmã Christyanne, regente do nosso coral, que apesar de seu pouco tempo que tem devido os seus afazeres de mãe de família, dona de casa e de profissional da polícia civil que é. Mesmo com essas dificuldades ela tem se desdobrado para fazer o melhor para a glória de Deus, através do Coral Filhos do Rei.
    Louvamos a Deus ainda pela vida dos coristas, esses preciosos irmãos que amam esse ministério e se dedicam a ele de coração. Deus os conserve assim, inclusive dando a todos eles tempo e saúde para que esse ministério fique sempre de pé em nossa Igreja.
   Louvamos ainda ao Senhor pela diretoria do Departamento de Louvor (DLOV) de nossa Igreja que tem dado todo o apoio ao Coral Filhos do Rei. Certamente que Deus a todos está recompensando e recompensará mais ainda na medida em que esses amados continuarem firmes e fiéis nesse ministério.
     Celebrar a Deus é sempre uma satisfação para aqueles que O amam e têm um compromisso de fé com Ele através de Jesus Cristo. Não foi à toa que o cantor, musicista e poeta Davi cantou em certa ocasião o seguinte: “Bom é louvar ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo”. Sl 92.1.
    Parabenizamos ao Coral Filhos do Rei por mais um ano de organização. Queira o bondoso Deus continuar abençoando essa instituição que foi organizada para a glória de Deus.
                            Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A mulher na Igreja

                   
       A mulher sempre ocupou no plano de Deus um papel especial. Podemos identificar isso logo na criação, pois Deus a fez a sua imagem e a sua semelhança (não estamos tratando aqui de imagem física, pois Deus é espírito e não tem forma aparente). Enfatizando essa importância Paulo escrevendo aos Coríntios nos revela que a mulher procede do homem, pois dele foi formada, e que o homem procede da mulher porque dela nasce.
      Ao longo da história bíblica encontramos, principalmente, no período patriarcal, a mulher sendo enfatizada pelo seu papel de mãe. Mas também encontramos mulheres poderosas na obra do Senhor. Comecemos olhando para a irmã de Moisés, Miriam, que a Bíblia revela que era profetisa, poetisa e instrumentista. Um pouco adiante encontramos outra mulher poderosa, Débora, juíza de Israel, que ministrou ao povo de Deus num período de crise, na época dos juízes. Através dela Deus deu um grande livramento ao seu povo, pois foi ela quem encorajou a Baraque, inclusive acompanhando-o, na grande vitória sobre os cananeus. Encontramos ainda no Antigo Testamento a profetisa Hulda que através dela os israelitas consultavam ao Senhor.  No Novo Testamento damos logo de cara, no início do Evangelho de Lucas, com uma mulher poderosa identificada como profetisa, Ana, filha de Fanuel da tribo de Aser que servia ao Senhor no santuário. Dessa mulher assim se expressa o texto sagrado: “E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” Lc 2.36,37. Temos ainda outra mulher que na Igreja era extremamente prestigiada pelo seu serviço que prestava aos santos, Dorcas, que servia ao Senhor na cidade portuária de Jope. “E havia em Jope uma discípula chamada Tabita, que traduzido se diz Dorcas. Esta estava cheia de boas obras e esmolas que fazia“ At 9.36. O Novo Testamento ainda fala de uma mulher que se destacava no ministério da Igreja pelo serviço que prestava a Deus. Chamava-se Priscila, esposa de Áquila. Essa mulher é lembrada como colaboradora do ministério do apóstolo Paulo. “Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus” Rm 16.3. Que dizer também de Maria mãe de Jesus e de outras que serviam a Deus!
     Estamos hoje celebrando ao Senhor pela passagem do Dia da Mulher Congregacional. Louvamos a Deus pela vida dessas preciosas mulheres que estão engajadas nos diversos ministérios da Igreja, servindo com fidelidade ao Senhor. Umas na área do louvor, outras na beneficência, ainda outras no ministério do ensino e outras no ministério da oração. Ainda temos aquelas que se dedicam a obra de evangelização. Outras que contribuem financeiramente para a obra do Senhor. Parabéns irmãs, Deus a todas abençoe!
                      Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Uma Igreja sensível à voz do Espírito


       Segundo o relato de Atos 11.19-21, a Igreja de Antioquia da Síria foi fundada por um grupo de irmãos que tinha fugido de Jerusalém por causa da perseguição contra o Cristianismo que ocorrera naquela cidade. Ainda nesse capítulo nos é dito que a Igreja de Jerusalém, ao tomar conhecimento da graça de Deus manifestada em Antioquia, enviou Barnabé para ministrar nela por algum tempo. Depois, Barnabé convidou a Paulo para ajudá-lo no ministério daquela Igreja (At 11.22-26), onde fizeram uma grande obra. Ainda nessa Igreja, ministrou Ágabo o profeta (At 11.27-30). A obra do Espírito Santo foi tão poderosa naquela cidade que gerou na vida dos membros daquela Igreja uma profunda dedicação a Cristo, a ponto de levar o povo de Antioquia a chamá-los de cristãos, sendo essa a primeira vez na história que foram chamados assim. (At 11.26).

    O capítulo 13 de Atos nos apresenta uma Igreja consolidada e que tinha em seu ministério profetas e mestres, bem como uma visão missionária aguçada. O texto nos revela ainda que nessa Igreja o Espírito Santo operava com liberdade. “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora,   Barnabé  e  a  Saulo  para a obra a que os tenho chamado” At 13.2. No versículo seguinte nos é mostrada a grande sensibilidade que a Igreja tinha de ouvir e de obedecer à voz do Espírito. “Então, Jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” At 13.3.     Irmãos, a Bíblia nos revela que o Espírito Santo foi dado a Igreja como um dom celestial. A habitação do Espírito Santo na vida do crente em Cristo é uma das grandes verdades reveladas nas Escrituras. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef 1.13. O Espírito foi derramado sobre a vida de todo o crente verdadeiro, no ato de sua conversão, batizando-o no corpo de Cristo (1 Co 12.13), como também lhe foi dado para guiá-lo nos caminhos do Senhor (Jo 16.13; Rm 8.14).
   A Bíblia revela ainda que o Espírito Santo, além de habitar individualmente no crente,  está também presente na vida da Igreja como comunidade local. “... Neles habitarei, e entre eles andarei...” 2 Co 6.16.
   Contextualizando o assunto, a presença do Espírito Santo no meio das Igrejas locais, ainda hoje, é uma maravilhosa realidade. No livro de Apocalipse as Igrejas locais são orientadas a dar ouvidos à voz do Espírito. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas” Ap  2.9.
    Amados, estamos como Igreja local gozando da poderosa presença do Espírito Santo,  representante do Senhor Jesus. É Ele quem nos renova, motiva, fortalece, guia e nos leva a fazer a vontade de Deus.
    Deus tem um propósito maravilhoso em nossas vidas através do ministério de nossa Igreja. Para que isso se torne uma realidade faz-se necessário que sejamos sensíveis à voz do Espírito de Deus que habita em nós e que estar em nosso meio.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti    

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PREGAÇÃO PASTOR EUDES 30/06/13

Quem é o meu próximo?


     Em certa ocasião, um homem procurou Jesus e lhe fez uma pergunta que reputo como uma das mais importantes que alguém poderia fazer, que foi o que se devia fazer para conseguir a vida eterna, apesar de que, segundo Lucas, ele fez isso para por Jesus à prova. Mesmo sabendo disso, Jesus perguntou-lhe o que ele lia na Lei Mosaica sobre o assunto. Em resposta o homem, um religioso judeu, resumiu o Decálogo em dois mandamentos, identificando primeiro o amor que se deve devotar de maneira prioritária a Deus e o segundo, o amor ao próximo. O Senhor aproveitando as próprias palavras do doutor da Lei, disse: “Fazes isso, e viverás”.  Apanhado pelas suas próprias palavras, o doutor para se justificar a si mesmo fez, cinicamente, a pergunta que colocamos como titulo desta reflexão.  Aproveitando o ensejo da pergunta daquele homem, o Senhor Jesus proferiu a famosa parábola do Bom Samaritano, registrada por Lucas em seu evangelho (Lc 10.25-37).

   Na parábola do Bom Samaritano, o Senhor Jesus fez referência a um homem que caiu nas mãos de salteadores e ferido, espoliado ficou caído no caminho. Por aquele caminho transitavam dois homens importantes da sociedade israelita (um sacerdote e um levita) que, apesar de terem recursos passaram ao largo sem prestar auxílio ao homem ferido. Nesse estado de lástima aquele homem foi encontrado por um samaritano que passava por aquele caminho, que cuidou dele, pensando-lhe as feridas e o levou para uma estalagem, autorizando o hospedeiro a lhe debitar as despesas da convalescença daquele homem.  Depois Jesus perguntou ao egoísta doutor da Lei, a quem tinha dirigido essa parábola, o seguinte: “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?  O doutor respondeu que fora o último, aquele que tivera misericórdia do homem combalido e o ajudara. Jesus disse então para ele: “Vai, e faze da mesma maneira”.
    Irmãos, um dia Deus usou de misericórdia para conosco e nos tirou da sarjeta do pecado e cuidou de nossas almas pagamento o preço de nossa recuperação. Ele também nos deu recursos para nos mantermos a nós mesmos, as nossas famílias, para atendermos as necessidades de sua igreja e também para ajudarmos ao nosso próximo, principalmente aqueles que sofrem as agruras da vida.
    Na Bíblia encontramos que Deus mandou que nós fizéssemos o bem a todos, especialmente aqueles que professam a fé em Cristo. “Então enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” Gl 6.10. É desnecessário lembrar que milhões de pessoas não tem o necessário para viver, uns não têm nem o que comer inclusive muitos de nossos irmãos em Cristo.  Negligenciar a beneficência é insultar a Deus, que de tudo nos supriu, é ser ingrato e egoísta.
    O egoísmo é uma doença maligna, que tem atingido muita gente, inclusive, infelizmente, alguns servos de Deus. Pessoas que só pensam em si mesmas, e, muito, em suas famílias.
   Pensei eu que fosse um provérbio popular “Quem dá aos pobres empresta a Deus”, mas descobri que era um provérbio inspirado por Deus e que, inclusive, traz consigo uma promessa: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício” Pv 19.17.  O Salvador disse em certa ocasião que os pobres sempre os teríamos conosco, portanto, procuremos fazer-lhes bem enquanto pudermos. Pr. Eudes Lopes  Cavalcanti    

As Misericórdias do Senhor


     No livro de Lamentações de Jeremias encontramos um texto que trata sobre as misericórdias do Senhor. Diz-nos o texto o seguinte: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não tem fim; Novas são cada manhã;...” Lm 3.22,23.
     O contexto em que esta Escritura foi revelada foi justamente quando da destruição da cidade de Jerusalém e do seu santuário. Apesar da destruição feita pelo exército caldeu, o profeta Jeremias tinha esperança de que o Deus que permitira aquela catástrofe era o mesmo Deus que iria fazer uma poderosa obra de reconstrução no futuro, o que de fato aconteceu através de Zorobabel, Neemias e Esdras, homens levantados por Deus para isso.
   Segundo o dicionário Larousse, a palavra misericórdia tem os seguintes significados: Piedade, compaixão. Perdão dado por bondade; graça.
   Realmente irmãos Deus nos têm tratado com graça e com misericórdia. Ele não nos tem tratado na proporção dos nossos erros e dos nossos pecados, conforme nos é revelado em sua Palavra: “Misericordioso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade. Não repreenderá perpetuamente nem para sempre conservará a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos retribuiu segundo as nossas iniquidades” Sl 103.8-10.
   Se olharmos, irmãos, para as nossas vidas à luz da santa Palavra de Deus que é um espelho, veremos quão grandes são as nossas fraquezas, os nossos tropeços, as nossas falhas, pois diante da santidade de Deus até aquelas pequenas falhas ferem esse glorioso atributo da Deidade. Observe a experiência do profeta Isaías, registrada no capítulo seis do seu livro. Quando o profeta teve a visão da santidade de Deus ele se viu a si mesmo e clamou desesperado: “ai de mim que vou perecendo porque eu sou um homem de lábios impuros”, mas quando esse profundo sentimento de inutilidade e de pecaminosidade encheu o coração do homem de Deus imediatamente a misericórdia do Senhor se manifestou no perdão e na purificação do seu pecado, através do toque da brasa do altar em seus lábios, que representava o sangue de Jesus Cristo que seria derramado, no futuro, na Cruz do Calvário, que nos purifica de todo o pecado (1 Jo 1.9).
    Irmãos, essa misericórdia de Deus, conforme revelada em Sua Palavra, nos leva a pensar em três coisas: 1) Deus, apesar de justo, não nos pune com a mesma medida de nossos erros; 2) um profundo sentimento de gratidão por essa misericórdia porque através dela não somos consumidos pela ira divina. Isso foi dito por Jeremias: “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”; 3) devemos pedir graça ao Senhor para que não mais cometamos aquilo que Lhe desagrada, que é a transgressão de seus mandamentos.
“Então disse Davi a Gade: estou em grande angustia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque muitíssimas são as suas misericórdias, mas que eu não caia nas mãos dos homens”.    
                         Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...