sábado, 28 de setembro de 2013

Creio em Jesus Cristo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Depois de professar a crença em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da terra, o Credo Apostólico professa a crença em Jesus Cristo, e sobre isso iremos dissertar sucintamente neste boletim.
  O Senhor Jesus Cristo sempre existiu como o eterno Filho de Deus. Ele é a segunda pessoa da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Segundo a Bíblia Sagrada, o Filho é da mesma essência do Pai e do Espírito Santo, e possui os mesmos atributos. “Eu e o Pai somos um” Jo 10.30. “... porque tudo quanto Ele (o Pai) faz, o Filho o faz igualmente” Jo 5.19. (Veja ainda Hb 1.3).
  Aprouve ao Conselho da Santíssima Trindade combinar que o Filho assumisse uma natureza humana e viesse a terra para realizar a obra redentora, morrendo na cruz do Calvário, oferecendo a sua preciosa vida para reconciliar o homem com Deus e salvá-lo da perdição eterna. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” Jo 1.14. “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25.

   Essa encarnação deu-se através da ação do Espírito Santo que gerou o homem Jesus no ventre da bendita virgem Maria. “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espirito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus’ Lc 1.35.       
Com a encarnação do Verbo, o Filho de Deus assumiu uma natureza humana completa, passando a possuir a partir de sua concepção duas naturezas distintas: uma humana e a outra divina unidas hipostaticamente, ou seja, as duas naturezas estão unidas em uma só pessoa sem a perda de suas propriedades características. “Há somente uma pessoa no Mediador, e essa pessoa é o imutável Filho de Deus. Na encarnação, Ele não se mudou numa pessoa humana, nem adotou uma pessoa humana. Simplesmente assumiu a natureza humana, que não se tornou uma personalidade independente, mas se tornou pessoal na pessoa do Filho de Deus. Sendo uma só pessoa divina que possuía a natureza divina desde a eternidade, assumiu uma natureza humana, e agora tem as duas naturezas. Depois de assumir uma natureza humana a pessoa do Mediador não é apenas divina, mas divino-humana; é agora o Deus-homem. É um só individuo, mas possui todas as qualidades essenciais tanto da natureza humana como da divina”  (Berkhof).
    Assim podemos dizer que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Os atos praticados por Jesus em seu ministério foram atos pessoais e não de uma natureza isolada, mas podemos dizer que em seus atos uma das duas naturezas se sobressaia. Por exemplo: Quando Jesus perdoava pecados era a sua pessoa que fazia isto, mas era a natureza divina que estava sendo posta em ação, pois estava perdoando pecado como Deus e não como homem. Quando Jesus se alimentava era a natureza humana que fazia isso.
   O nome Jesus é um nome pessoal e significa salvador, e Cristo é um título e significa ungido. O seu nome completo Jesus Cristo significa Salvador Ungido. O nome Jesus foi dado por Deus quando foi anunciado o seu nascimento. Esse nome é um nome sacrossanto e está acima de todo o outro nome. “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor par a glória de Deus Pai” Fp 2.9-11.
   A crença em Jesus é imprescindível para a salvação. Ninguém pode ir para o Céu sem crer em Jesus. “... Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo,...” At 16.31.
   Assim sendo, amados, professemos de coração “Creio em Jesus Cristo”, como diz o Credo Apostólico.       
    Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 21 de setembro de 2013

Creio num Deus Criador

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando prosseguimento ao estudo do Credo Apostólico, iremos neste boletim dissertar sobre  Deus como o Criador de todas as coisas, pois dentre as expressões de fé do Credo encontramos aquela que diz: “Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, Criador do Céu e da terra”.

    No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) temos uma seção que contempla as obras de Deus (criação, preservação e milagres). Dentre essas obras, como vimos acima, encontramos a criação. As Escrituras credita a Deus a criação dos Céus e da terra. “No principio criou Deus os céus e a terra” Gn 1.1. Nesse versículo encontramos a sentença geral e nos seguintes encontramos o detalhamento da obra criadora, Noutra Escritura nos é revelado que Deus criou tudo do nada, usando o poder de Sua palavra. “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hb 11.3. Ainda noutro texto encontramos que a criação não foi só a do mundo físico, mas também a do espiritual, senão vejamos: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos Céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16.
    Quando se fala dos céus como obra da criação de Deus deve-se levar em consideração os três tipos de Céus: o céu atmosférico, o céu sideral e o Céu de Deus, o terceiro Céu, o Paraíso.
    Toda a criação de Deus revela a Sua extraordinária sabedoria, pois todo o universo funciona de acordo com leis estabelecidas pelo Criador. “O Senhor com sabedoria fundou a terra; preparou os céus com inteligência” Pv 3.19. Isso põe por terra a absurda ideia de que o universo é produto de um acaso, de um big bang. Há inclusive uma teoria diabólica que ensina que o ser humano é produto de uma evolução da espécie e não de uma criação direta de Deus.
    Quando o Logos divino nos é apresentado no prólogo do evangelho de João nos é dito que através dele, do Logos, Jesus, o Filho de Deus, toda a criação foi feita. “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nado do foi feito se fez”. Jo 1.1-3. No texto de Colossenses encontramos que “tudo foi criado por ele e para ele”.
    Na criação, o Espírito de Deus participou ativamente dessa grandiosa obra, senão vejamos: “O Espirito de Deus me fez, e a inspiração do Todo-poderoso me deu vida” Jó 33.4. Veja ainda Gn 1.2. Isto quer dizer que toda a criação é uma obra do Deus Triúno, mas o Pai, em termos funcionais, é reconhecido como o Criador (O Pai é o Criador, o Filho é o Redentor, e o Espírito é o Santificador).
   No livro de Apocalipse encontramos uma grande celebração no Céu como reconhecimento de Deus como o Criador: “Digno és Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11.
   A criação nos fala de Deus. A isso chamamos de revelação natural, a revelação de Deus através da natureza. No livro de Romanos nos é dito que o homem não tem desculpa diante de Deus quando não acredita NELE nem o cultua como Deus. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”. Rm 1.20.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Creio em Deus Pai, Todo Poderoso

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos falar um pouco sobre Deus como Todo-Poderoso. No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) descobrimos que Ele é possuidor de diversos atributos (características distintivas do ser de Deus) que são conhecidos como atributos naturais ou incomunicáveis e atributos morais ou comunicáveis. Dentre os atributos naturais de Deus, aqueles que são exclusivos dele, e que Ele não compartilhou com a sua criação, encontramos o atributo da Onipotência.
  A palavra onipotência é composta de duas palavras latinas omni (todo) e potentia (poder) e significa todo o poder, toda a autoridade, capacidade de fazer tudo. Esse atributo de Deus quer dizer que Ele é Todo Poderoso, tem todo o poder, capaz de fazer tudo o que lhe apraz. As Escrituras nos revelam essa grande verdade, que Deus é Todo Poderoso, creditando-Lhe a criação de todas as coisas a partir do nada, o que veremos no próximo boletim.

   No livro de Gênesis, quando Deus se revelou a Abraão Ele o fez como o Deus Onipotente, senão vejamos: “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1. Quando Deus afunilou a promessa de conceder uma grande descendência humana a Abraão sendo ele já idoso e Sara sua mulher, além de ser idosa, era também estéril, Sara no seu íntimo pontuou algumas impossibilidades, o que fez Deus lhe revelar algo mais de Sua onipotência: “haveria coisa alguma difícil para o Senhor?...” (Gn 18.9-14). Em diversos outros textos bíblicos encontramos, tanto no A.T. como no N.T., esse precioso ensino sobre a onipotência de Deus (Ex 6.3; Rt 1.20; Jó 5.17; Mt 26.64; Mc 14.62; Ap 1.8;...).
  Ao Senhor Jesus Cristo, como eterno Filho de Deus, como a segunda pessoa da Santíssima  Trindade, é conferido também esse atributo, pois assim encontramos nas Escrituras: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” Mt 28.18.  No livro de Apocalipse encontramos outra Escritura que fala sobre o assunto: “Eu sou o alfa e o Ômega, o principio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” Ap 1.8.
  Esse atributo de Deus traz para a vida do Seu povo, a Igreja, diversas implicações, tais como: Deus salva da perdição eterna através de Jesus os crentes, removendo-lhe a culpa do pecado (Ef 1.7); Deus ressuscitará os mortos, dando aos crentes em Cristo um corpo glorificado e aos não crentes corpos especiais para suportarem a eternidade (1 Co 15.51-54; Jo 5.28,29); Deus fez, faz e fará maravilhas em favor de Seu povo (Gl 3.5); Deus criará no devido tempo novos céus e nova terra (2 Pe 3.12,13);  Deus abre caminho onde não há caminho (Ex 14.21); Deus dá a vida e a tira quando achar conveniente (1 Sm 2.6); Deus dará curso ao Seu programa eterno em todas as suas etapas e ninguém pode impedir que isso aconteça (Is 34.16); enfim, Deus é capaz de tudo. Assim sendo, curvemo-nos diante desse Glorioso Deus, confiemos nEle e O sirvamos de todo o coração. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 7 de setembro de 2013

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos falar um pouco sobre a paternidade de Deus, pois o Credo declara a crença de Deus como Pai. “Creio em Deus Pai”.
  Quando se trata da paternidade de Deus temos que levar em consideração duas coisas. Primeiro é a que trata de Deus como Pai de Jesus. Na Teologia Sistemática encontramos que o Pai gerou o Filho, e o Filho foi gerado pelo Pai. Essa geração não é aquela que ocorreu no ventre de Maria por obra e graça do Espírito Santo. No livro de Salmos (Sl 2.7) encontramos o Pai declarando que o Filho foi gerado por Ele. “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esse hoje é um hoje atemporal, é o hoje eterno de Deus. Que esse texto é cristológico não temos dúvidas, pois é aplicado a Cristo no livro de Hebreus em duas ocasiões (Hb 1.5; 5.5). O próprio Jesus, em diversas ocasiões, declarou a Sua filiação divina (Jo 5.17,20,37, etc). Assim fizeram também os apóstolos de Jesus (Gl 4.4; 2 Pe 1.17; 1 Jo 1.3, etc.).

    A outra área que queremos enfatizar sobre a paternidade de Deus é aquela definida no Seu programa eterno, de receber como filhos adotivos aquelas pessoas que creem em Seu Filho Jesus Cristo. Eis aí uma das mais extraordinárias revelações encontradas no Novo Testamento. Deus graciosamente resolveu se constituir Pai daqueles que tem fé em Jesus. “Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome” Jo 1.12. Paulo, apóstolo, também fala sobre o assunto em suas cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Efésios. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.5. “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama; Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” Gl 4.5-7. (Veja ainda Rm 8.15-17).
   A paternidade de Deus tem profundas implicações na vida de seus filhos adotivos. O Pai Celeste tem direito sobre nós em tudo, inclusive de nos disciplinar, quando infringimos as suas diretrizes. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho” Hb 12.5,6.
    Essa paternidade quer dizer que temos em Cristo intimidade com Deus a ponto de poder chamá-lo de “Abba, Pai”. Essa expressão denota uma extraordinária intimidade e pode ter o significado em nossa língua de papai, paizinho.
    A paternidade de Deus também nos garante o Seu cuidado (1 Pe 5.7), a Sua proteção (2 Ts 3.3), as Suas provisões (Fp 4.19), e a posse, no devido tempo, de uma herança inaudita nos Céus reservada para nós (1 Pe 1.4).
    Assim sendo, curvemo-nos diante de nosso Pai Celeste e vivamos de acordo com a sua vontade, que é boa, perfeita e agradável, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.
                        Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 31 de agosto de 2013

Creio em Deus


Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos dissertar um pouco sobre o primeiro objeto da declaração do Credo, que é Deus: “Creio em Deus”.
   As Sagradas Escrituras não faz nenhuma apologia sobre a existência de Deus. Ela declara de forma peremptória, na sua primeira sentença (No principio criou Deus o céu e a terra), a existência de Deus como certa e real. O mesmo acontece no prólogo do Evangelho de João: “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.

   Aprouve a esse Deus autoexistente, por sua bondade e graça, se revelar a Si mesmo através das coisas que foram criadas por Ele, que chamamos de revelação geral ou natural. “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” Sl 19.1. (Veja ainda Rm 1.18-20). Deus ainda se revelou através das Sagradas Escrituras, que chamamos de Revelação Especial. Nessa revelação Deus revelou, até aonde queria nos revelar, o Seu ser, o Seu caráter, os Seus atributos e a Sua vontade. Conhecemos de Deus aquilo que está revelado na Bíblia Sagrada, e essa revelação nos diz que Deus em sua essência é espirito, infinito, eterno, autoexistente, imutável, imensurável, etc. Essa revelação, no que refere ao caráter de Deus, diz que Ele é amor, santidade, justiça e verdade. No que se refere aos seus atributos a Bíblia nos revela que Deus é possuidor de características peculiares, exclusivas dEle, tais como Infinitude, Imutabilidade, Onipotência, Onisciência, Onipresença, etc (atributos naturais ou incomunicáveis). Outros atributos de Deus tais como amor, justiça, verdade e santidade (atributos morais ou comunicáveis) Ele compartilhou, em certa medida, com o homem que foi criado a Sua imagem e semelhança. No que se refere à vontade de Deus, a Bíblia nos revela o que Deus requer de nós seres humanos. Diz ela que Ele estabeleceu um código de ética para a nossa vida, o qual cumprindo o homem agrada a Deus e é feliz. Ainda em relação à vontade de Deus deve-se enfatizar a questão da vontade salvífica, ou seja, a vontade de Deus em querer que todos os homens eleitos sejam salvos, através da obra meritória do Seu Filho Jesus Cristo (1 Tm 2.4).  Deus ainda revela através da Bíblia (A.T.) os Seus nomes: El, Elyon, Elohim, Shaddai, Adonai e Javé (SENHOR), este último o mais sagrado de todos. No N.T. Deus revelou-se como Théos, Pater e Kurios (Senhor).
    Assim sendo, creiamos de coração nesse Deus revelado na Bíblia Sagrada, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

Creio


Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   O Credo apostólico começa com a declaração “Creio”. A palavra Crer, do latim credere, significa, em suma, acreditar e aceitar como verdadeiro aquilo que se diz de algo ou de alguém, independente de se ter provas materiais para tanto. Do ponto de vista teológico, crer significa acreditar nas verdades declaradas nas Sagradas Escrituras e aceitá-las de coração como verdades de Deus.
  Segundo a Bíblia Sagrada Deus, no seu programa eterno, determinou que a fé fosse o instrumento que a pessoa deve utilizar para se relacionar adequadamente com Ele.

 “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hb 1.6. Observem no texto acima que o grande objeto da fé é o próprio Deus, Deus esse revelado nas Sagradas Escrituras como o Deus verdadeiro, Vivo e Todo Poderoso. Observem ainda que o crente nesse grande e glorioso Deus deve acreditar também que Ele é quem dispensa as inumeráveis bênçãos dos Céus sobre os que creem nEle, desde que eles O busquem de coração.
    A Bíblia nos apresenta uma galeria de heróis da fé no capítulo 11 da Carta aos Hebreus, onde estão relacionados os nomes de homens e mulheres famosos que viveram no passado e ousaram crer de coração nesse Deus maravilhoso, Triúno. Observem ainda que essa fé foi vivenciada por eles e evidenciada na produção de inumeráveis feitos, conforme registrados no Cânon Sagrado.
    Trazendo o assunto para a experiência da Igreja da atualidade devemos considerar que, assim como foi no passado, a crença não é só algo abstrato, mas também algo que deve ser vivenciado e compartilhado com outrem, a fim de que eles possam acreditar nas verdades que nós acreditamos, e serem objetos também das graciosas bênçãos que Deus dispensa a quem nEle crê. Aconteceu isso com a mulher samaritana que, após ter um encontro com Cristo, compartilhou a sua crença com seus conterrâneos, levando-os a fé em Cristo e a serem abençoados por Ele.
                             Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Crentes.com.br


    O desenvolvimento tecnológico faz parte do programa de Deus para o ser humano. Disso não temos dúvidas. Veja o que nos é dito na Palavra de Deus sobre o assunto: “E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará”. Dn 12.4.
     Nós do século XXI somos uma geração privilegiada por estar vivenciando um espantoso desenvolvimento tecnológico em muitas áreas da vida. Dentre essas maravilhas que estão a nossa disposição temos a rede mundial de computadores (Internet). Através dessa rede podemos utilizar os Sites e Blogs que, se bem preparados, podem trazer bênçãos sem par aos usuários que cada dia utiliza mais essa rede como meio de comunicação. Temos ainda na Internet as redes sociais (facebook, twitter, linkedin, skype, etc) onde podemos nos comunicar uns com os outros de forma interativa em tempo real. Observem as recentes manifestações populares hoje nas ruas de nossas Capitais e vejam o poder das redes sociais. Os seus líderes dizem que o meio de comunicação utilizado para fazer o povo sair às ruas são as redes sociais
    As redes sociais, esse poderoso veículo de comunicação de massa, é uma extraordinária ferramenta que a Igreja deve utilizar para propagar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Pode e deve ser usado ainda para levar uma palavra de ânimo, de incentivo, visando promover a glória de Deus, edificar a Igreja do Senhor na sua expressão universal e, também, promover o bem-estar das pessoas.
    Temos observado que o povo de Deus, aqueles que professam a fé em Cristo, não tem ficado atrás no acompanhamento dessa onda de desenvolvimento tecnológico. Igrejas e líderes estão ativando sites e blogs veiculando muitas coisas boas que, com certeza, o Espirito Santo está usando para realizar os propósitos de Deus.
     Acontece que nem tudo são flores nessa área, pois temos observado que muitos que se dizem crentes, inclusive alguns daqueles que ocupam posição de liderança no Reino de Deus, têm utilizado as redes sociais para falar mal de irmãos, de outros líderes, e de igrejas, escandalizando o Evangelho e entristecendo o Espírito Santo. Também tem aqueles que usam as redes sociais para fazer marketing de si mesmos ou de seus ministérios, aumentando-os de forma exponencial para serem admirados e glorificados pelos homens, pessoas essas que estão usurpando a glória de Deus. Tem ainda aqueles que escondidos através da WEB mandam mensagens para os celulares de pessoas com as quais não simpatizam, com o objetivo de feri-las, de lhes causar constrangimentos e, pior ainda, de trazer transtornos a uma Igreja Local. Há ainda aqueles que trocam farpas, uns com os outros, via NET, e muito mais. O assunto está ganhando tal proporção, inclusive no meio das denominações evangélicas, que uma delas, através de sua diretoria nacional, em recente reunião, baixou uma diretiva orientando aos crentes não utilizarem a Internet para isso, a qual transcrevemos a seguir: “Registrar recomendação da Diretoria da ALIANÇA  aos pastores e igrejas para que evitem levar os problemas internos e administrativos as redes sociais, provocando mal-estar e escândalos públicos, envolvendo a igreja do Senhor”.
     Irmãos, a vida cristã deve ser norteada por princípios éticos que transcendem as mudanças sociais.  A irmandade evangélica é muita preciosa aos olhos de Deus. Não podemos utilizar os recursos tecnológicos que Deus graciosamente colocou a nossa disposição para fazer o que é mal aos olhos do Senhor.
    Aproveitemos esses recursos e promovamos a glória de Deus e o progresso do Reino de Deus, que são de nossa responsabilidade. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


O Credo Apostólico

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   O Credo apostólico é um dos mais importantes documentos de fé da Igreja Cristã. Segundo a tradição ele foi elaborado em meados do século primeiro e, ainda segundo essa mesma tradição, é de autoria dos doze apóstolos de Cristo ou de algum deles.   Segundo os historiadores, somente no sexto século da era cristã é que o Credo Apostólico foi utilizado largamente na liturgia das igrejas cristãs.

   As declarações de fé do Credo Apostólico são verdadeiras pérolas da doutrina cristã e a ênfase maior é na Cristologia (estudo acerca de Cristo), por isso deve ser conhecido e apreciado pela Igreja do Senhor.
   Segundo a Santa Palavra de Deus uma declaração de fé faz-se necessário para a iniciação da vida cristã e para testemunho da fé, senão vejamos: “Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” Rm 10.8-10. Veja ainda a declaração de fé do eunuco, tesoureiro de Candace, rainha etíope, registrado no livro de Atos, quando ele perguntou a Felipe o que o impedia de ser batizado após Filipe ter lhe falado de Jesus. Filipe disse-lhe que era lícito o batismo se ele cresse em Cristo de coração; e ele confessou: “Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (At 8.36-38).
     Os israelitas antigos tinham também uma declaração de fé que norteava o seu viver: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” Dt 6.4.
  Pretendemos pela graça divina estudar o Credo Apostólico no culto de estudo bíblico das quintas-feiras e, para isso, convidamos toda a Igreja a se fazer presente a fim de conhecer esse precioso documento da fé cristã. Não temos dúvida nenhuma de que esse estudo irá contribuir para o nosso crescimento espiritual. Aproveitem!
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
    

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Uma Paternidade Responsável

      Conforme o seu programa eterno, Deus quando fez o homem lhe deu a capacidade de gerar filhos com a sua mulher. Através dessa capacidade, foi-lhe atribuído um dos seus mais importantes papéis em sua vida que é a paternidade, na medida em que ele vai ao longo de sua vida gerando filhos.
   Segundo as Sagradas Escrituras, o Criador tem uma expectativa no que se refere ao exercício de forma responsável dessa capacidade dada ao  homem, senão vejamos:

      Em primeiro lugar, o Criador deseja que essa capacidade se manifeste através do matrimônio, que é uma instituição Sua para propagação da espécie e para a felicidade dos cônjuges. “Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” Hb 13.4. Em segundo lugar, espera o Criador que o pai seja um exemplo de vida para os seus filhos, ou seja, viva ele de tal maneira que o filho se espelhe nele como um exemplo de um homem de bem, responsável, cumpridor de seus deveres para com Deus, para com a Igreja, para com a sua família e para com a sua Pátria. Em terceiro lugar, que o pai invista na vida espiritual de seus filhos considerando que um ser humano não tem só necessidades materiais e sim também espirituais. “... nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” Mt 4.4.  “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão  no  teu  coração;  e  as  intimarás  a  teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” Dt 6.6,7.
      Como exemplo bíblico de uma paternidade responsável, que tinha interesse na vida dos seus filhos, principalmente no futuro eterno deles, encontramos o patriarca Jó, conforme informação do texto a seguir: “Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram os meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” Jó 1.5. Ainda temos outro exemplo bíblico sobre uma paternidade responsável, que é o de José, marido de Maria, que levava Jesus quando criança para o santuário: “Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da Páscoa. E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém segundo o costume do dia da festa” Lc 2.41,42.
     Existem muitos pais, infelizmente alguns  evangélicos, que não exercem uma paternidade responsável. Não cuidam dos seus filhos, não zelam por eles e, pior do que isso, eles não dão exemplo em áreas cruciais da vida, tais como: honestidade, santidade, responsabilidade, dedicação à obra do Senhor, etc.
        Amados nós que fazemos a III IEC/JPA, e que somos pais, pela graça divina, procuremos exercer a nossa paternidade de tal maneira que Deus seja glorificado, e que os nossos filhos vejam em nós pais exemplares, que verdadeiramente cumpram os seus compromissos, especialmente aqueles ligados a área espiritual. Lembremo-nos de que Deus nos deu essa incumbência e que dela vamos dá contas quando comparecermos diante do tribunal de Cristo. 
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A preciosidade do culto


     No domingo passado tivemos o privilegio de pregar a Palavra de Deus no culto de nossa Igreja. Falamos no culto sobre A Preciosidade do Culto. Na introdução do sermão, depois de falarmos de forma abreviada sobre a história do culto conforme relato bíblico, falamos que a nossa Igreja determinou separar alguns dias da semana para celebrar culto a Deus. Dissemos que dissemos a Deus, através de nossa programação, que iríamos nos reunir nesses dias para adorar ao Deus Todo Poderoso, e que Deus levou isso a sério. Desenvolvemos o assunto através de cinco tópicos.
     No primeiro tópico dissemos que o culto é precioso por causa do seu objeto, Deus. Mostramos através de diversos versículos da Bíblia que o único objeto de adoração é o Deus verdadeiro, Criador, Redentor e Senhor do universo. Dentre os versículos citados transcrevemos o seguinte: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11.

    Em seguida dissemos que o culto é precioso porque é um mandado de Deus para os homens, especialmente para os redimidos. Dentre os versículos citados transcrevemos este: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Ap 14.6,7. Nesse item enfatizamos que o culto deve ser prestado a Deus de forma obrigatória pelos homens. Dissemos que por causa da negligência em cultuar a Deus, Ele entregou os homens aos ditames do seu coração depravado, para desonrar os seus corpos, cometendo toda espécie de torpeza e imoralidade, conforme o texto de Rm 1.18-28.
     Depois dissemos que o culto é precioso porque atende as necessidades da alma do homem. Nesse item enfatizamos que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus, e que Deus soprou em suas narinas o folego de vida e ele tornou-se alma vivente. Dissemos também que o homem não é só composto de corpo e sim também de alma ou espírito e que essa alma se alimenta de Deus, de sua Palavra. Citamos alguns versículos sobre o assunto dentre eles, o seguinte: “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” Mt 4.4.
      No quarto tópico dissemos que o culto é precioso por causa da presença de Deus nele. Explorando esse tópico dissemos que todo crente genuíno tem a presença de Deus em sua vida, através do Espírito Santo que nele habita. Dissemos ainda que Jesus prometeu está presente de uma maneira especial quando a comunidade se reúne para adorar a Deus. Citamos aquele famoso texto encontrado no Evangelho de Mateus 18.20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles“.
     Finalmente dissemos que o culto é precioso porque Deus dispensa uma benção especial quando se adora a Ele em espirito e em verdade. Citamos alguns versículos da Bíblia que consolidam o assunto dentre eles, o seguinte: “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” At 4.31.
     Concluindo o sermão, dissemos aos presentes que se o culto é precioso conforme explicitado acima, ele deve merecer, por parte de todos,  uma atenção toda especial, frequentando-os assiduamente.       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Celebrando a Deus

     O Deus dos Céus fez o homem para glória dEle, para cultuar a Ele e para gozar das bênçãos dEle. Deus graciosamente habilitou o ser humano para isso, pois o fez a sua imagem e semelhança, ou seja, dotou-lhe da capacidade de ter comunhão com a Deidade.
   O culto a Deus, que é uma responsabilidade do ser humano, é uma das grandes comissões que o Senhor entregou a Igreja para que ela fizesse isso com temor e alegria no coração. Dentre as partes componentes do culto a Deus o louvor, a celebração é parte importante. Ainda é importante saber que o que se deve fazer para Deus deve ser bem feito, bem planejado, obedecendo ao que o próprio Deus determinou em sua Palavra.
    Olhando para as Sagradas Escrituras podemos observar a preocupação do grande rei Davi em organizar grupos de cantores e instrumentistas para a celebração diária a Deus no santuário, pela manhã e a tarde. (Veja 1 Cr 25.1-8).
    A primeira celebração que encontramos na Bíblia envolvendo mais de uma pessoa cantando e tocando para a glória de Deus foi num ajuntamento espontâneo de mulheres israelitas que saíram atrás de Miriam, irmã de Moisés, depois daquela grande vitória que Deus dera a Israel quando da passagem do Mar Vermelho (Ex 15.20,21).

   Ao longo da historia do Cristianismo vemos a Igreja organizando corais para celebrar a Deus nos cultos que ela oferecia a Ele. No inicio do protestantismo Lutero, o grande líder da Reforma, enfatizou o cântico congregacional e também através de coros, que são conjuntos que utiliza de forma harmoniosa as vozes  contralto, soprano, tenor e baixo. As igrejas congregacionais  têm valorizado o ministério    de coral, pois diversas delas organizaram os seus conjuntos para abrilhantarem os cultos celebrados a Deus. A nossa Igreja, por  graça e misericórdia de Deus, mantém ativo um belíssimo conjunto coral que tem se esmerado no serviço do Senhor.
   Sabemos das dificuldades que é ensaiar as quatro vozes separadas e depois em conjunto, que o diga a regente. Louvamos a Deus pela vida e dedicação da irmã Christyanne, regente do nosso coral, que apesar de seu pouco tempo que tem devido os seus afazeres de mãe de família, dona de casa e de profissional da polícia civil que é. Mesmo com essas dificuldades ela tem se desdobrado para fazer o melhor para a glória de Deus, através do Coral Filhos do Rei.
    Louvamos a Deus ainda pela vida dos coristas, esses preciosos irmãos que amam esse ministério e se dedicam a ele de coração. Deus os conserve assim, inclusive dando a todos eles tempo e saúde para que esse ministério fique sempre de pé em nossa Igreja.
   Louvamos ainda ao Senhor pela diretoria do Departamento de Louvor (DLOV) de nossa Igreja que tem dado todo o apoio ao Coral Filhos do Rei. Certamente que Deus a todos está recompensando e recompensará mais ainda na medida em que esses amados continuarem firmes e fiéis nesse ministério.
     Celebrar a Deus é sempre uma satisfação para aqueles que O amam e têm um compromisso de fé com Ele através de Jesus Cristo. Não foi à toa que o cantor, musicista e poeta Davi cantou em certa ocasião o seguinte: “Bom é louvar ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo”. Sl 92.1.
    Parabenizamos ao Coral Filhos do Rei por mais um ano de organização. Queira o bondoso Deus continuar abençoando essa instituição que foi organizada para a glória de Deus.
                            Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...