segunda-feira, 3 de junho de 2019


    Comentando o Breve Catecismo de Westminster
PERGUNTA 3. Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?
R. A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer acerca de Deus, o dever que Deus requer do homem. Ref. Jo 5.39; 20.31; Sl 119.105; Rm 15.4; 1Co 10.11.
Nosso Comentário: Deus graciosamente se revelou ao homem através das Sagradas Escrituras. As Escrituras apresentam o programa redentor. O Filho de Deus encarnou, morreu na cruz e ressuscitou dentre os mortos para nos reconciliar com Deus. O objetivo básico da revelação de Deus através das Escrituras é que devemos crer em Jesus Cristo, o Seu Filho, nosso Redentor. “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”. Jo 20.30,31. Com a crença em Cristo, a pessoa é regenerada tornando-se uma nova criatura (2 Co 5.17). Daí se apresenta diante dela um novo padrão de vida determinado por Deus. É o código de ética ou o código de santidade para a Igreja de Cristo. Paulo escrevendo a Timóteo em sua segunda carta (3.16,17), fala sobre a inspiração das Sagradas Escrituras, e nos diz que essa Escritura foi-nos dada para moldar o nosso caráter a semelhança do caráter de Cristo, pois Cristo é o paradigma, o modelo, o padrão de uma vida que agrada a Deus. As Escrituras se prestam para isso, pois ela é a Palavra de Deus, e ela manifesta a vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita (Rm 12.1,2).
                            Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER          
Pergunta 2: "Que regra Deus nos deu para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar?" Resposta: "A Palavra de Deus, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo
Testamentos, é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar" (Gl 1.8,9;
Lc 16.29,31; II Tm 3.15-17).
Nosso Comentário: Na segunda pergunta do Breve Catecismo nos é inquerido o que se deve fazer para glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. A resposta é dada mostrando que o próprio Deus estabeleceu o meio de como podemos fazer isso, que é de acordo com a Sua Palavra.  É sabido que Deus graciosamente se revelou ao homem através da natureza, natureza essa que fala através das obras criadas da existência de Deus e do seu imenso poder. Só que essa revelação não atende as necessidades mais prementes do ser humano, que foi feito a imagem e semelhante de Deus. Então Deus graciosamente se revelou de forma progressiva, através das Sagradas Escrituras (Antigo e Novo Testamento), inspirando homens pelo Seu Espirito que produziram o Cânon Sagrado. Nessa revelação, Deus se revelou até onde quis revelar o seu ser, o seu caráter, os seus atributos, e a sua vontade. Revelou ainda Deus nas Escrituras o seu programa redentor. Assim sendo, na Bíblia Sagrada encontramos a diretriz correta, dada por Deus, de como o homem consegue conhecer a finalidade de sua existência, bem como deve proceder para usufruir das benesses que Ele graciosamente concede aqueles que creem em seu Filho Jesus Cristo. As Escrituras, conforme se encontram nos dois testamentos, é o guia seguro para o homem se relacionar adequadamente com Deus, pois é a verdade de Deus.“... Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Mt 4.4.   Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER  
Pergunta 01: Qual é o fim principal do homem?Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11.36; I Co 10.31), e gozá-lo para sempre (Sl 73.24-26; Jo 17.22,24).        
   O Breve Catecismo de Westminster é um dos documentos da fé reformada, juntamente com o Catecismo Maior, a Confissão de Fé e o Diretório do Culto. Esses documentos que nortearam a vida das Igrejas a partir do século XVII são joias preciosíssimas que contém toda a doutrina cristã de forma encadeada, utilizando apenas as Sagradas Escrituras como fonte de sua elaboração. Tratando-se do Breve Catecismo o mesmo foi elaborado visando à instrução básica para os noviços na fé. É nossa intenção publicar o Breve Catecismo fazendo um breve comentário sobre a pergunta elaborada e a resposta dada. Assim sendo, vejamos a primeira pergunta do Breve Catecismo:
Pergunta 01: Qual é o fim principal do homem?
Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11.36; I Co 10.31), e gozá-lo para sempre (Sl 73.24-26; Jo 17.22,24).
Nosso Comentário: Deus criou o homem à sua imagem e semelhança com duas finalidades precípuas: Uma, para a Sua própria glória; e a outra para que essa criatura pudesse gozar tudo de bom preparado por Deus para ela. “a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz” Is 43.7. O pecado ao entrar no cenário humano deturpou a Imago Dei no homem, mas em Cristo ela é restaurada. Essa glorificação de Deus é feita pelo homem quando ele crê em Cristo e obedece aos Seus mandamentos. Quanto a gozar a Deus, essa expressão nos remete as bênçãos que Deus graciosamente destinou aqueles que creem no Evangelho. Alguém já disse que no coração do homem há um vazio tão grande que só Deus pode preencher. Pois bem, através do Evangelho de Cristo esse vazio é preenchido, pois o próprio Deus resolveu habitar pelo Seu Espirito no interior do crente, e aí começa esse gozo. “... Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem;...” Jo 7.37-39. Em Efésios 1.3 nos é dito que Deus já abençoou o Seu povo com toda sorte de bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.         
                                    Pr. Eudes Lopes Cavalcanti


Comentando o Sermão do Monte
Esmolas, Oração e Jejum (Mt 6.1-18)
Nessa seção, o Senhor Jesus enfatiza três temas importantes para a vida cristã: O primeiro é a questão da esmola. Esmolar, ou dar alguma coisa aos que necessitam, é algo que a Igreja de Cristo deve praticar. A prática da esmola agrada a Deus. “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu beneficio” Pv 19.17. No Novo Testamento nos é dito que a beneficência e a comunicação são sacrifícios que agradam a Deus (Hb 13.16). O que o Senhor condenou quando tratou do tema foi a questão da ostentação quando se dá esmolas, ou seja dá esmola para aparecer. O outro tema é a oração que é um recurso que deve ser usado pelo cristão de forma continua e com sinceridade de coração. Aconselhou o Senhor que se pratique a oração particular. Noutra ocasião Ele enfatizou a oração junto com a comunidade. Aproveitando o ensejo, o Senhor ensinou a oração que chamamos de A Oração do Pai nosso (Mt 6.9-13). Nessa oração, o Senhor enfoca a Paternidade de Deus (Pai nosso), o lugar da habitação de Deus (que estás nos céus), a santidade de Deus (santificado seja o teu nome), o reino de Deus (venha a nós o teu reino), a vontade de Deus (seja feita a tua vontade,...), a provisão de Deus (o pão nosso de cada dia, dá-nos hoje), o perdão de Deus (perdoa-nos as nossas dividas...), a proteção e o livramento de Deus (não nos induzas a tentação, mas livrai-nos do mal). Termina o Senhor Jesus enfatizando o reino, a glória e o poderio de Deus. Por último, o Senhor trata do jejum como reforço para a vida espiritual. O jejum deve ser praticado segundo Jesus sem ostentação, como a prática da oração. O jejum deve ser praticado regularmente pela Igreja, principalmente quando se enfrenta problemas difíceis.    Pr. Eudes L. Cavalcanti  


Comentando o Sermão do Monte
O Cumprimento da Lei e dos Profetas (Mt 5.17-48)
Nessa longa seção, o Senhor Jesus fala sobre a Lei Mosaica, na parte atinente à Lei Moral (as outras partes são: a lei civil e a lei cerimonial), e sua validade para o homem em todos os tempos. Ele mesmo declarou que não veio mudar a Lei e sim cumpri-la. Nessa fala, o Senhor Jesus menciona alguns mandamentos do  Decálogo e os reinterpreta dando-lhes a devida dimensão, bem como a outros mandamentos ligados à moralidade e aos bons costumes. O Senhor amplifica o significado de “não matarás” e de “não adulterarás”, dizendo que ambos começam com a intenção no coração do homem, ou seja, só a intenção mesmo sem o ato ser concretizado já é pecado diante de Deus; fala sobre o divórcio e apresenta a única razão que o torna possível, que é a infidelidade conjugal por um dos cônjuges. (Mais tarde o Espirito Santo usando Paulo amplifica essa abertura para aqueles casos que envolvam a fé cristã – 1 Co 7.12-16). Fala ainda o Senhor sobre juramento, da seriedade dele diante de Deus; fala também sobre o ditado olho por olho, dente por dente, desautorizando a sua aplicação num contexto evangélico. Nesse assunto, o Senhor reforça o mandamento de amarmos até os nossos próprios inimigos, citando o mandamento, e a sua ordem para aqueles que amam a Deus: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu porém vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que odeiam e orai pelos vos maltratam e vos perseguem”. Termina o Senhor essa seção falando sobre a perfeição divina, que é o padrão de vida para os seus seguidores. “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti  


Comentando o Sermão do Monte
Os Discípulos de Cristo - sal da terra e luz do mundo
Mt 5.13-16
Nessa seção, o Senhor Jesus se dirige especificamente aos seus discípulos identificando-os como o sal da terra e a luz do mundo. Quanto a ser comparado ao sal, o Senhor estava ensinando que, assim como o sal serve para dar sabor e para preservar os alimentos, assim também o cristão vivendo exemplarmente neste mundo fá-lo mais palatável, mais agradável de viver nele, e ao mesmo tempo, graças à poderosa influência do Evangelho, o mundo é preservado para não sucumbi à podridão do pecado. Quanto mais a Igreja cresce  em qualquer lugar mais as coisas tendem a melhorar. A comparação do cristão com a luz vai reforçar a questão do seu testemunho neste mundo. O mundo está em trevas, posto no maligno, e Cristo é a luz verdadeira (Eu sou a luz do mundo). A luz do cristão é derivada da luz de Cristo, que habita em seu coração. Na primeira figura, a do sal, Cristo adverte que se o cristão não tiver as propriedades do sal em seu viver, a sua vida não tem utilidade no reino de Deus. As próprias pessoas não vão levar a sério o Evangelho por causa do mau testemunho desse cristão.  Na segunda figura, a da luz, Cristo ordena que o cristão brilhe neste mundo de trevas, posto no maligno. Em ambas as figuras sal e luz, Cristo enfoca o testemunho dos seus discípulos. As pessoas ao verem a boa conduta de um discípulo de Cristo constatam que ele é diferente, e que é uma pessoa transformada, e as pessoas ao verem as boas obras produzidas por esse cristão serão levadas a  glorificar a Deus.          Pr. Eudes L. Cavalcanti  

Comentando o Sermão do Monte
As Bem-aventuranças
O Senhor Jesus Cristo começa o Sermão do Monte falando sobre as bem-aventuranças, nove ao todo, segundo o relato de Mateus. A palavra bem-aventurança significa feliz, muito feliz. Nas bem-aventuranças Jesus identifica os segmentos de pessoas agraciadas por Deus, e em seguida completa a declaração com o resultado, ou consequência da bem-aventurança. Na primeira bem-aventurança, o grupo identificado são os pobres de espirito, e o resultado da bem-aventurança é porque deles é o reino dos céus. Nas bem-aventuranças os grupos identificados, são: os pobres de espirito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça, e os que são injuriados, perseguidos e infamados por causa do nome de Jesus. As bênçãos de dimensão eterna que contemplam esses bem-aventurados são respectivamente: o reino dos céus pertence aos pobres de espirito; o consolo do Espirito é para os que choram; a herança da terra pertence aos mansos; a fartura na alma é para os que têm fome e sede de justiça; a misericórdia dispensada por Deus é para aqueles que tratam os outros com misericórdia; a benção de ver a glória de Deus é para os limpos de coração; a adoção de filhos é para os pacificadores; o reino dos céus é também para os que sofrem perseguição por causa da justiça; e a alegria eterna, o galardão de Deus é para aqueles são perseguidos, injuriados e infamados por causa do nome de Jesus.     Pr. Eudes Lopes Cavalcanti            
Comentando o Sermão do Monte
No seu ministério de ensino, o Senhor Jesus utilizou-se muito de parábolas, que geralmente são mensagens curtas com um profundo significado moral ou espiritual. As mensagens mais extensas em forma de discurso são encontradas, especialmente, no evangelho de João. No entanto, os Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) trazem alguns discursos longos, sendo os dois principais o Sermão do Monte e o Sermão Escatológico. No que se refere ao Sermão do Monte, só Mateus e Lucas o registram. O relato de Mateus é bem mais extenso do que o de Lucas. Enquanto o de Lucas é encontrado em um capítulo (6.17-49) o de Mateus é encontrado em três capítulos (5,6 e 7). Pretendemos pela graça de Deus fazer um comentário sucinto de cada seção do Sermão do Monte conforme relato de Mateus, para a edificação espiritual da nossa Igreja e de outras pessoas que tem acesso às redes sociais. Comecemos contextualizando o Sermão do Monte. O sermão foi proferido numa planície ao pé de um monte na Galiléia depois de Jesus ter descido dele onde fora orar ao Pai Celeste, conforme relato introdutório de Lucas (Lc 6.17,18). É-nos dito nesse relato, que viera até Jesus grande multidão do povo, de toda a Judéia e Jerusalém, e do litoral de Tiro e de Sidom, que tinha vindo para ouvi-lo e ser curada das suas doenças, além dos seus discípulos.    
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti     

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...