segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Creio que Jesus foi sepultado

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
      Avançando no estudo do Credo Apostólico iremos neste boletim falar sobre o fato histórico do sepultamento do corpo de nosso Senhor Jesus Cristo logo após a sua ignominiosa morte na cruz do Calvário, pois o Credo diz que Jesus padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
      A sepultura é o último estágio do processo de degradação do ser humano, é o lugar final na terra da terrível sentença de Deus sobre o pecado. Ainda a sepultura é o lugar onde o corpo sem vida é depositado para se desfazer em pó. “... porquanto és pó, e em pó te tornarás” Gn 3.19.
   No estudo da Cristologia encontramos uma parte que trata dos Estados de Cristo (Estado de Humilhação – encarnação, sofrimento, morte e sepultamento, e o Estado de Exaltação – ressurreição, ascensão, entronização e segunda vinda), sendo, como vimos, o sepultamento o ultimo estágio do Estado de Humilhação de Cristo.

   Reportando-nos ao fato histórico, os evangelhos nos dizem que após a morte de Jesus, o seu corpo foi tirado da cruz e levado a um sepulcro novo, escavado numa  rocha, próximo ao lugar onde  morrera, e ali sepultado. Esse sepulcro pertencia a um discípulo de Jesus,  mesmo que em oculto, membro do Sinédrio judaico, mas que não tivera nenhum envolvimento com a condenação do Senhor (Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc 23.49-56; Jo 19.38-42).
O texto sagrado nos diz que foi José de Arimatéia quem se dirigiu a Pilatos e pediu que lhe desse o corpo do Senhor  para ser sepultado, o que foi atendido por Pilatos (Mt 27.57-60; Mc 15.43-46; Lc 23.50-53; Jo 19.38). Diz ainda um dos evangelhos que Arimatéia, junto com outro discípulo chamado Nicodemos, envolveu o corpo num lençol junto com as especiarias, como faziam os judeus nos sepultamentos (Mt 27.59; Mc 15.46; Lc 23.53; Jo 19.39,40). Após ser colocado o corpo de Jesus no sepulcro escavado na rocha foi rolada uma pedra para fechá-lo. Concluído todo esse processo cumpriu-se uma Escritura profética do Antigo Testamento que vaticinara que Jesus seria sepultado entre os ricos (Is 53.9).
   Mateus nos revela ainda que os líderes religiosos de Israel pediram a Pilatos que lacrasse o sepulcro e colocasse guarda diante dele para, segundo eles, evitar que os discípulos de Jesus viessem de noite e tirassem o corpo de Jesus  e depois propagasse que ressuscitara dos mortos. Nesse pedido eles fizeram referência às palavras do Senhor que dissera que depois de três dias ressuscitaria dos mortos. Na ocasião injuriaram a Jesus chamando-o de enganador (Mt 27.62-66).
   Considerando que na ocasião da morte física há uma separação da parte material (corpo) da parte espiritual (alma ou espírito) e que esta última se projeta na eternidade, onde estaria a alma de Jesus entre a sua morte e a sua ressurreição? Uns alegam que nesse período Jesus desceu ao Hades (lugar dos mortos desencarnados) e ali pregou aos espíritos das pessoas antediluvianas, que estavam aprisionados, e para isso se apoiam em 1 Pe 3.19,20. Outros ensinam - o que é correto - que o corpo de Jesus logo após a sua morte foi depositado numa sepultura e a sua alma foi para o Céu, para a presença do Pai celestial donde voltaria para reassumir o seu corpo quando de sua ressurreição. Lembrem-se de que Ele disse a um dos que foram crucificados com Ele, que apelou para a sua misericórdia: “... Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” Lc 23.43. E lembre-se ainda o que foi dito pelo Senhor quando estava morrendo: “... Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito...” Lc 23.46.
  Quanto à explicação do texto de  Pedro, o ensino correto é que Jesus pregou através de Noé à geração antediluviana, enquanto aquele patriarca preparava a arca que  salvaria a si e sua família daquela catástrofe universal.               
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

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