terça-feira, 15 de setembro de 2009

As Escrituras Sagradas


Aprouve a Deus, segundo a sua vontade, auto-revelar-se as suas criaturas. Uma parte da revelação foi feita através das coisas que foram criadas, através do próprio homem, da história, da providência,... Em teologia essa revelação é conhecida como Revelação Geral. A outra parte da revelação de Deus foi feita através das Sagradas Escrituras. Essa revelação é chamada de Revelação Especial e ela tem caráter salvífico. Nas Escrituras, Deus revelou-se paulatinamente. A Bíblia Sagrada foi escrita num período de 16 séculos, por aproximadamente 40 escritores de diversas matizes culturais.
As Sagradas Escrituras compõe-se de duas partes: O Antigo e o Novo Testamento. O Antigo Testamento contém 39 livros, assim classificados: O Pentateuco (cinco livros): Gênesis a Deuteronômio; os Livros Históricos (doze livros); Josué a Ester; os Livros Poéticos (cinco livros): Jó a Cantares; e os Livros Proféticos (dezessete livros): Isaías a Daniel (Profetas Maiores); Oseías a Malaquias (Profetas Menores). O Novo Testamento contém 27 livros, classificados desta maneira: Os Evangelhos (quatro livros): Mateus a João; Livro Histórico (um livro): Atos dos Apóstolos; as Epístolas Paulinas (treze livros): Romanos a Filemon; a Epístola aos Hebreus; as Epístolas Gerais (sete livros): Tiago a Judas; e o Livro da Revelação: Apocalipse.
As Sagradas Escrituras, no seu conjunto, foi inspirada por Deus verbal e 1plenariamente (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.19-21), ou seja, tudo o que foi escrito foi através da poderosa ação do Espírito Santo, usando homens escolhidos para essa finalidade.
O Senhor Jesus Cristo é o tema central das Sagradas Escrituras. Em Gênesis Ele é a Semente da Mulher. Em Êxodo é o Cordeiro Pascoal. Em Levítico é o Sacrifício Expiatório. Em Números é a Rocha e em Deuteronômio é o Profeta. Em Josué é o Comandante dos Exércitos do Senhor. Em Juízes é o Libertador. Em Rute é o Parente Remidor. Em 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas é o Rei de Israel. Em Esdras e Neemias é o Restaurador. Em Ester é o Advogado. Em Jó é o Redentor que vive. Em Salmos é Tudo em todos. Em Provérbios é a Sabedoria Divina. Em Eclesiastes é a Razão Suprema do Viver. Em Cantares é o Amado. Nos Profetas é o Messias. Nos Evangelhos é o Cristo. Em Atos é o Espírito. Nas Epístolas é a Cabeça da Igreja. Em Apocalipse é o Alfa e o Ômega.
Hoje, segundo domingo de dezembro, estamos comemorando o Dia da Bíblia. Agradeçamos a Deus pelo privilégio de ter conosco as Sagradas Escrituras e procuremos valorizá-la, lendo, meditando, estudando e obedecendo aos seus ensinamentos.

Nasceu Jesus


Quando o homem pecou, as trevas do pecado começaram a dominar o cenário humano. Á medida que a humanidade crescia, mais intensa essas trevas ficavam. Aqui e ali, vislumbres da glória de Deus brilhavam em algumas vidas, trazendo gotinhas da revelação especial de Deus. Em Gênesis 3.15, um ponto luminoso apareceu na história humana – da semente da mulher nasceria aquele que esmagaria a cabeça da serpente.
No plano eterno de Deus, estava previsto que o mundo seria inundado com a Sua presença, agora através da encarnação de Seu Filho, Jesus Cristo.
O texto de Lucas, quando trata do natal de Jesus, se expressa assim: “pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou, para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra da morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” Lc 1.77,78.
No Antigo Testamento encontra-se uma profecia sobre esse irromper de luz quando da presença do Filho de Deus neste mundo, como o Verbo encarnado (Is 9.1,2). “A terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios. O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.” Mt 4.15,16. O texto de Gl 4.4, diz que o Senhor Jesus nasceu na plenitude dos tempos, ou seja, o natal de Jesus é o tempo mais glorioso da história da salvação. “Mas, Vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.”
Tratando do fato histórico do nascimento de Jesus, lembramos que o mesmo aconteceu na cidade de Belém de Judá, em território israelita, a dois mil anos atrás. Esse nascimento fora predito no Antigo Testamento em diversas ocasiões, inclusive mencionando circunstâncias como ocorreria.
Jesus foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, conforme revelação das Sagradas Escrituras. A partir da concepção, que foi sobrenatural, o processo de gestação foi igual à de qualquer outro ser humano.
No dia determinado por Deus nasceu Jesus, o Salvador, o Senhor da vida, o Rei da glória.
Comemoremos o natal com um sentimento de gratidão a Deus pela vinda de seu Filho a este mundo.
“Nasce Jesus! Fonte de luz! Descem os anjos cantando. Nasce Jesus! É nossa luz, que as trevas vai dissipando.”

O Verbo encarnou


O drama do homem ocasionado pelo pecado teve uma resposta da parte de Deus através da promessa de um redentor que em Gênesis é identificado como o descendente da mulher, que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15). À medida que o tempo foi passando, a promessa de Deus sobre o Redentor foi sendo ampliada e amplificada, de tal maneira que quando a época do Novo Testamento chegou tudo já estava profetizado, inclusive que o Redentor nasceria, por intervenção divina, de uma virgem, seria descendente da família de Davi, o grande rei de Israel, nasceria numa cidade da Palestina chamada Belém, etc.
No tempo determinado por Deus, nasceu Jesus, o Redentor, da virgem Maria. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” Gl 4.4.
Esse Redentor que recebeu, quando nasceu, o nome de Jesus (Salvador), e que fora gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, era na verdade o próprio Deus, na pessoa do Seu Filho, o Verbo eterno que encarnara, assumindo uma natureza humana. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Jo 1.14. Escrevendo ao Filipenses, Paulo disse que Cristo, que sempre existiu como Deus, esvaziou-se a Si mesmo e assumiu uma natureza humana para morrer pelos pecados do Seu povo. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz” Fp 2.5-8.
Na encarnação do Verbo, o Filho de Deus não deixou de ser Deus, mas assumiu uma natureza humana com todas as suas faculdades e fraquezas, exceto em relação ao pecado, pois fora gerado pelo Espírito Santo e o ventre de Maria fora santificado para que Ele nascesse puro, sem a contaminação do pecado de origem. “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” 1 Pe 2.22.
A encarnação do Verbo de Deus é o que chamamos de Natal, nascimento de Jesus. Esse evento é um dos grandes eventos do plano redentor de Deus, pois, inaugura-se com ele uma nova dispensação, a da Graça. “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” Jo 1.17. O nascimento do Salvador, por sua importância no plano redentor, foi marcado por acontecimentos miraculosos: 1) a proclamação foi feita por um anjo de Deus. “E o anjo lhes disse: Não temais porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo; Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador que é Cristo, o Senhor” Lc 2.10,11; 2) Um cântico entoado por um coral de anjos. “E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” Lc 2.13,14.
Época de festa, de alegria, é a celebração do Natal de Jesus. Não percamos de vista o verdadeiro significado do Natal. Regozijemo-nos e nos alegremos intensamente no Senhor e celebremos o Natal com um profundo sentimento de gratidão a Deus pelo nascimento do seu Filho Jesus Cristo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Reino de Deus em primeiro lugar

Estamos vivendo numa época extremamente difícil para aqueles que professam a fé em Cristo. Essa época já fora predita na Palavra de Deus quando nos diz que nos últimos tempos a Igreja iria enfrentar tempos trabalhosos, pois a geração que vai caracterizar esse tempo está delineada numa das cartas escritas por Paulo a Timóteo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” 2 Tm 3.1-5. O perfil traçado por Paulo é de uma geração não regenerada, ainda morta em seus delitos e pecados.
Mas o que nos preocupa como pastor é que alguns irmãos que professam o nome de Jesus deixam transparecer em suas atitudes uma ou mais das facetas identificadas por Paulo da geração que caracteriza os últimos tempos, senão vejamos: “homens amantes de si mesmos” e “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”, ou seja, pessoas crentes que só pensam em si mesmas, não dão atenção ao trabalho do Senhor e o relega a segundo, terceiro ou quarto plano, amam as coisas deste mundo e vivem só em função delas, e desprezam as coisas de Deus.
Queridos irmãos o apóstolo Paulo escrevendo pelo Espírito Santo a Igreja de Filipos disse que aquelas pessoas que só pensam nas coisas deste mundo são inimigas da cruz de Cristo. (Fp 3.18,19).
É preciso que tenhamos consciência de que nada deste mundo (marido, mulher, pais, filhos, irmãos, negócio, emprego, estudo, posição social, bens materiais, amizade, etc) é mais importante do que o Reino dos Céus, do que as coisas de Deus. Não foi a toa que o Salvador disse que deveríamos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. (Mt 6.33). O Senhor disse ainda sobre o assunto: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á”. Mt 10.37-39.
A pessoa que se propõe a ser um crente em Cristo deve avaliar os riscos dessa decisão, porque segundo a Bíblia ela deve está disposta a renunciar tudo por amor ao Salvador. Veja o testemunho de um homem bem sucedido na vida, com uma posição social invejável na sociedade israelita: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.” Fp 3.7,8.

sábado, 29 de agosto de 2009

AÇÃO SOCIAL DA IGREJA

AÇÃO SOCIAL DA IGREJA
(Fundamentos Teológicos)
At 6.1-4

1) As Razões apresentadas nas Sagradas Escrituras

a) A Existência do pobre é uma realidade inquestionável
Dt 15.11 - “Pois nunca deixará de haver pobres na terra; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra”
Jo 12.8 - “porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes” Jo 12.8.
b) A Pobreza em tese é uma conseqüência do pecado
Gn 3.17-19 - “E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás”.
Rm 5.12.
Rm 5.12 - “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram”
Rm 3.23 - “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”
c) A Soberania de Deus
Pv 22.2. “O rico e o pobre se encontram; quem os faz a ambos é o Senhor”.
Jó 34.19 - “que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obra de suas mãos?”
Sl 103.19 - “O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo”.
Jo 3.27 - “Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu”

2) A Assistência aos Pobres é uma responsabilidade dos ricos

a) Revelada no Antigo Testamento
Dt 15.7,8 - “Quando no meio de ti houver algum pobre, dentre teus irmãos, em qualquer das tuas cidades na terra que o Senhor teu Deus te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a mão a teu irmão pobre; antes lhe abrirás a tua mão, e certamente lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade”
Lv 25.35-37 - “Também, se teu irmão empobrecer ao teu lado, e lhe enfraquecerem as mãos, sustentá-lo-ás; como estrangeiro e peregrino viverá contigo. Não tomarás dele juros nem ganho, mas temerás o teu Deus, para que teu irmão viva contigo. Não lhe darás teu dinheiro a juros, nem os teus víveres por lucro” Lv 25.35-37.
b) Confirmada no Novo Testamento
1 Tm 6.17-19 - “manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida”. 1 Tm 6.17-19
1 Jo 3.17,18 - “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.”

3) A Ação Social é um dos ministérios prioritários da Igreja

a) Os Ministérios da Igreja
1 - Adoração – Jo 4.23,24 – “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”
Sl 96.7-9 - “Tributai ao Senhor, ó famílias dos povos, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor vestidos de trajes santos; tremei diante dele, todos os habitantes da terra.” Sl 96.7-9
2 – Edificação – Ef 2.19-22 - “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.”
Ef 4.11-16 - “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor.”
3 – Proclamação – Mc 16.15,16 - “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”
Sl 96.2,3 - “Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome; anunciai de dia em dia a sua salvação. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas”
4 – Beneficência (Ação Social) – At 6.1-3 - “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.”
Rm 12.13 - “acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade;”
Hb 13.16 - “Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.”
2 Co 9.1,2 - “Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.”
b) O Ministério da Ação Social
1 – Definido nas Escrituras – Gl 6.10 - “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.”
At 6.1-3 - “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.”
Rm 12.13 - “acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade;”
Hb 13.16 - “Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.”
2 – Definida a prioridade desse ministério – “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.” Gl 6.10
2 Co 9.1,2 - “Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.”
3 – Atende as necessidades das pessoas – 2 Co 8.1-4 - “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia; como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade. Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente, pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos;”
4 – Redunda na glória de Deus – 2 Co 9.12,13 - “Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus; visto como, na prova desta ministração, eles glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade da vossa contribuição para eles, e para todos;”
1 Co 10.31 - “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.”

4) Negligenciar esse Ministério constitui um ato de desobediência a Deus (pecado de omissão)

Tg 4.17 – “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”
Lc 12.47 - “O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;”
1 Jo 3.16-18 – “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.”
Mt 24.41-45 – “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes. Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.”

5) O que fazer para atender a esse ministério

a) Obedecer ao que Deus determinou que fosse feito sobre o assunto em pauta
Jo 13.15 – “Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também”
Fp 2.5 - “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus”
Jo 15.14 - “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.”
b) Organizar a Igreja para esse fim
Ef 3.10 – “para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes"
At 6.1-3 - “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.”
At 4.34-5.2 – “Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e levando a outra parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
1 Co 9.1,2 - “Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; porque bem sei a vossa prontidão, pela qual me glorio de vós perante os macedônios, dizendo que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.”
“Pois quanto à ministração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;
At 8.1-4 - “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus que foi dada às igrejas da Macedônia; como, em muita prova de tribulação, a abundância do seu gozo e sua profunda pobreza abundaram em riquezas da sua generosidade. Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente, pedindo-nos, com muito encarecimento, o privilégio de participarem deste serviço a favor dos santos;”

Pastor Eudes Lopes Cavalcanti
III IEC/JPA


terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Plano de Deus para a Salvação do Homem


Em tudo na vida devemos ser objetivo e prático. Isso também se aplica na obra de evangelização pessoal. A fim de sermos eficazes na obra de evangelização precisamos conhecer de forma lógica e encadeada o plano de Deus para a redenção do ser humano. Esse plano maravilhoso compõe-se de cinco etapas ou partes. Conhecendo-as, bem como os textos bíblicos básicos que as suportam, torna-se mais objetiva e eficaz a pregação do Evangelho, especialmente no compartilhamento das boas novas de salvação as pessoas, de forma individual.
1) O primeiro ponto que se deve enfocar é mostrar ao ouvinte que todos os seres humanos são pecadores aos olhos de Deus, inclusive ele. A Bíblia é clara em mostrar essa importante verdade. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3.23. Em Romanos encontramos ainda: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” Rm 5.12. Esses dois textos mostram a terrível realidade do pecado na vida do ser humano. Ainda na carta aos Romanos (6.23) nos é dito que o salário do pecado é morte. Isto quer dizer que quando o ser humano nasce já nasce pecador, morto em seus delitos e pecados, corrompido pelo pecado, destituído da glória de Deus, e debaixo de condenação. (Veja ainda Sl 51.5; Is 64.6; Rm 3.9-18; Tg 1.15).
2) O segundo ponto que deve ser mostrado ao ouvinte é que apesar dele ser pecador Deus o ama e deseja salvá-lo. O amor de Deus pelos seres humanos é algo que não se consegue explicar, pois o homem desprezou a Deus quando optou ouvir a voz do diabo no Édem. A Bíblia fala do amor de Deus desta maneira: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. Em Romanos encontramos sobre o assunto: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” Rm 5.8. No Evangelho de João ainda encontramos a revelação de que o próprio Pai nos ama (Jo 16.27). Em Apocalipse lemos: “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados” Ap 1.5. (Veja ainda Ez 18.32; 1 Jo 3.2).
3) O terceiro ponto que deve ser falado ao ouvinte é que o Senhor Jesus morreu na cruz do Calvário pelos pecadores, inclusive por ele. A Bíblia nos revela que Jesus veio a este mundo com o expresso propósito de entregar a sua vida para salvar o pecador da perdição eterna. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” Lc 19.10. A morte de Jesus na cruz do Calvário foi um sacrifício vicário, isto é, em favor dos outros. Jesus não morreu por uma causa ou por um ideal, ou por si mesmo, mas para remover os nossos pecados, salvando-nos da condenação, pois nos é dito que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” Is 53.5,6. Os pecados das pessoas só seriam perdoados ou expurgados com derramamento de sangue. “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” Hb 9.22. “Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” Lv 17.11. Para se tornar realidade essa escrituras Jesus derramou o seu precioso sangue para tirar os nossos pecados. Ele realizou um único e perfeito sacrifício, aceito por Deus, para salvar o ser humano da condenação do pecado. “Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus” Hb 10.12. “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” Hb 9.28. “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem” Hb 5.9. O preço da redenção eterna do ser humano já foi pago por Jesus, quando no Calvário derramou o seu precioso sangue. “... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” 1 Jo 1.7. “... Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados” Ap 1.5. “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” 1 Pe 1.18,19. (Veja ainda Mt 1.21; Jo 1.29; 1 Pe 3.18).
4) O quarto ponto que deve ser enfatizado é que a salvação realizada por Cristo na cruz e oferecida gratuitamente por Ele deve ser aceita pela fé. No seu plano eterno Deus estabeleceu que a fé fosse o meio que o pecador deve usar para receber a salvação proporcionada pela obra de Cristo na cruz do Calvário. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; Não vem das obras, para que ninguém se glorie” Ef 2.8,9. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” Jo 1.12,13. No Novo Testamento encontramos um homem pedindo orientação ao apóstolo Paulo sobre como poderia ser salvo, a resposta dada foi que ele deveria depositar a sua fé em Cristo: “E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” At 16.30,31. Quando o Senhor Jesus deu a Igreja a grande comissão de pregar o Evangelho disse que quem cresse seria salvo: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16. (Veja ainda Rm 1.16,17; Jo 3.16; 5.24; Rm 10.8-11).
5) O quinto ponto que deve ser notificado ao ouvinte é que uma vez crendo na obra redentora de Cristo e aceitando a Jesus como Salvador ele passa a experimentar neste mundo a salvação de Deus. No seu programa eterno Deus definiu que quando a pessoa cresse em Cristo de coração e o recebesse como Salvador essa pessoa receberia instantaneamente a salvação eterna. Isto quer dizer que cumpridas as etapas anteriores o pecador, outrora perdido, mas, agora remido, passa a usufruir desse dom de Deus. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” Rm 6.23. Essa certeza não deve ser baseada em sentimentos, mas, nas infalíveis promessas de Deus. “... para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” 1 Jo 5.11,12. “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” 1 Jo 3.1,2. (Veja ainda 1 Jo 5.11-13; Rm 8.1; 2 Co 5.17).
Este plano conforme exposto acima quando apresentado ao pecador com oração poderá ser extremamente eficaz graças à instrumentalidade do Espírito Santo que foi dado a Igreja para ajudá-la a testemunhar da graça redentora de Cristo.
(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti) - Agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Iavé Shammah

A Bíblia nos revela que o nosso Deus é o Deus transcendente, ou seja, ele não habita neste mundo, é invisível, sublime, habita nos céus. Ao mesmo tempo as Escrituras nos revelam que esse Deus sublime, cuja morada não é entre os homens é o Deus imanente, que interage com a sua criação. “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” Is 57.15.
No Antigo Testamento Deus era famoso por habitar entre o seu povo, apesar de toda a sua glória e majestade. Na visão que o patriarca Jacó teve em Betel, ele chegou à seguinte conclusão depois que teve um sonho e viu o Senhor no topo da escada: “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: “Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia” Gn 28.16. Um dos nomes dados a Deus pelo Espírito Santo na época do cativeiro babilônico foi Iavé Shammah (o Senhor está ali). Ez 48.35.
Ainda nos é dito pela Escrituras que Deus é conhecido como Emanuel (Deus conosco). “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco”. Mt 1.23. Essa Escritura faz referência a vinda do Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo a este mundo para realizar a obra redentora. Jesus aqui neste mundo, nos dias da Sua encarnação, era o próprio Deus presente conosco. A um apóstolo que desejava ver ao Pai, Ele respondeu: “Disse-lhe Jesus: ... Quem me vê a mim vê o Pai...” Jo 14.9. Paulo disse que Cristo era a imagem do Deus invisível Cl 1.15
Ainda nos diz as Escrituras, que de acordo com o programa redentor, o Cristo entronizado derramou o Espírito Santo sobre a Igreja inaugurando-a no Dia de Pentecostes, passando daí a contar ela com a presença do Deus Espírito. Essa presença, ainda de acordo com o programa divino, é individualizada, na vida daqueles que crêem em Cristo. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef 1.13. (Veja ainda Jo 7.39).
Diz-nos ainda as Escrituras que a presença de Deus está também na Igreja como comunidade. O Senhor Jesus prometeu que estaria com o seu povo quando estivesse reunido em seu nome. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” Mt 18.20. O Senhor ainda prometeu que neles habitaria e entre eles andaria (2 Co 6.16). No livro de Apocalipse nos é dito que o Senhor da Igreja anda no meio dela. “Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro” Ap 2.1.
A presença do Senhor em nossas vidas e no meio da Igreja é um dos grandes privilégios que Deus por graça e misericórdia nos concedeu. Honremos irmãos essa presença e usufruamos dela para a nossa felicidade, pois a presença divina proporciona: 1) Consolo na peregrinação terrena - Gn 28.15; 31.3; Ex 3.12; 29.45; 2) descanso - Ex 33.14; Lv 26.12; 3) Encorajamento para as batalhas da vida - Dt 20.1; 4) Conforto nas provas - Is 43.2; Zc 2.10; 5) Garantia de resposta até mesmo aos menores grupos de crentes- Mt 18.19,20; 6) Permanência até o fim - Mt 28.20.

sábado, 8 de agosto de 2009

O que o Espírito disse as Igrejas

Nas sete cartas do livro de Apocalipse (capítulos 2 e 3), encontramos uma frase que é comum a elas: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas”. O que é que há nessas cartas escritas para aquelas Igrejas da Ásia Menor que era tão relevante a ponto dessa solene advertência ser repetida sete vezes?Olhando para o conjunto das cartas, podemos observar alguns temas enfocados na apresentação de Jesus as Igrejas, na análise que ele fez da vida interna de cada uma delas, da exortação que fez as mesmas e da promessa aos vencedores. Essas ênfases eram muito relevantes e precisavam de uma atenção especial por parte daquelas Igrejas, senão vejamos: 1) O Espírito disse que Jesus Cristo era Deus (“Isto diz aquele que é o primeiro e o último”; “Isto diz aquele que é o Filho de Deus”), Redentor (“Isto diz aquele que foi morto e reviveu”), e Senhor, Soberano (“Isto diz aquele que tem a chave de Davi e que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”); 2) O Espírito ainda disse que a devoção a Cristo é prioridade na vida do cristão e negligenciá-la é pecado, e que precisa de arrependimento. “Tenho, porém contra ti que deixastes o teu primeiro amor”; 3) O Espírito disse que o Senhor Jesus anda no meio da Sua Igreja, e que está com ela sempre. “Isto diz aquele... que anda no meio dos sete castiçais de ouro”; 4) O Espírito disse que o Senhor, cabeça da Igreja, a conhece profundamente, inclusive as suas virtudes e as suas fraquezas. “Eu sei as tuas obras“; 5) O Espírito disse que a Igreja é santa por vocação e que precisa viver na prática aquilo que ela é posicionalmente em Cristo. “Mas em Sardes também tens algumas pessoas que não contaminaram suas vestes; elas andarão comigo, vestidas de branco, pois são dignas”; 6) O Espírito disse que os crentes quando errarem devem se arrepender de seus pecados para voltar a gozar de comunhão com Deus. “Lembra-te, pois donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras;...”; 7) O Espírito disse que Deus recompensará aos seus servos que fielmente O servem de todo o coração. “Ao que vencer... dar-lhe-ei...”.Amados irmãos considerando que essas Igrejas do Apocalipse são também Igrejas representativas das Igrejas de todas as épocas inclusive do tempo em que estamos vivendo, devemos entender que essa mensagem é também relevante para nós que fazemos a III IEC/JPA.Consideramos ainda que o Espírito fora dado a Igreja do Senhor Jesus para está com ela enquanto ela existir neste mundo, é de suma importância que estejamos atentos ao falar do Espírito em nosso meio. Deus é um Deus vivo e verdadeiro e Ele habita no meio da sua Igreja, vitalizando-a, renovando-a, impulsionando-a a realizar o seu propósito através do ministério das Igrejas locais. Então faz-se necessário que sejamos sensíveis a voz do Espírito de Deus que habita no interior do crente e também no meio da comunidade eclesial. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas”
(esboço da mensagem pregada pelo Pastor Eudes Cavalcanti no aniversário da Igreja)

Uma Igreja Sensível a Voz do Espírito

Segundo o relato de Atos 11.19-21, a Igreja de Antioquia da Síria foi fundada por um grupo de irmãos que tinha fugido de Jerusalém por causa da perseguição contra o Cristianismo que ocorrera nela. Ainda nesse capítulo nos é dito que a Igreja de Jerusalém, ao tomar conhecimento da graça de Deus manifestada em Antioquia, enviou Barnabé para ministrar nela por algum tempo. Depois, Barnabé convidou a Paulo para ajudá-lo no ministério daquela Igreja (At 11.22-26) onde fizeram uma obra bastante proveitosa. Ainda nessa Igreja, ministrou Ágabo o profeta (At 11.27-30). A obra do Espírito Santo foi tão poderosa naquela cidade que gerou na vida dos membros daquela Igreja uma profunda dedicação a Cristo, a ponto de levar o povo de Antioquia a chamá-los de cristãos, sendo essa a primeira vez na história que foram chamados assim. (At 11.26).O capítulo 13 de Atos nos apresenta uma Igreja consolidada e que tinha em seu ministério profetas e mestres, e que gozava de uma visão missionária aguçada. O texto nos revela ainda que nessa Igreja o Espírito Santo operava com liberdade. “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” At 13.2. No versículo seguinte nos é mostrada a grande sensibilidade que a Igreja tinha de ouvir e de obedecer a voz do Espírito de Deus. “Então, Jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” At 13.3.Irmãos a Bíblia nos revela que o Espírito Santo foi dado a Igreja como um dom celestial. A habitação do Espírito Santo na vida do crente em Cristo é uma das grandes verdades declaradas nas Escrituras. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” Ef 1.13. O Espírito foi derramado sobre a vida de todo o crente verdadeiro, no ato de sua salvação, batizando-o no corpo de Cristo (1 Co 12.13), e lhe foi dado para guiar a sua vida, dentre outras coisas (Jo 16.13; Rm 8.14).A Bíblia revela ainda que o Espírito Santo habita em cada crente e também na Igreja como comunidade. “... Neles habitarei, e entre eles andarei...” 2 Co 6.16.Contextualizando o assunto, a presença do Espírito Santo no meio da nossa Igreja é uma realidade maravilhosa. No livro de Apocalipse somos orientados a dar ouvidos à voz do Espírito. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas” Ap 2.29.Amados, estamos comemorando doze anos de organização eclesiástica. O Espírito Santo, representando o Senhor Jesus, está em nosso meio, renovando, motivando, fortalecendo, guiando e levando-nos a fazer a vontade de Deus.Deus tem um propósito maravilhoso em nossas vidas através do ministério de nossa Igreja. Para que isso se torne uma realidade faz-se necessário que sejamos sensíveis a voz do Espírito de Deus que habita em nós.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bibliografia de Compêndios de Teologia Sistemática

Bibliografia de Compêndios de Teologia Sistemática em Língua Portuguesa

BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar. Trad. João Marques Bentes. São Paulo: Editora Batista Regular, 1998.
BAVINCK, Hermann. Teologia Sistemática. Santa Barbara d´Oeste-SP: SOCEP, 2001
BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Trad. Odayr Olivetti. Campinas: Luz para o Caminho Publicações, 1990.
BERKHOF, L. Manual de Doutrina Cristã. Patrocínio/MG: CEIBEL, 1992.
CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática (04 Volume). Trad. Heber Carlos de Campos. São Paulo: Hagnos, 2003.
CLARK, David S. Compêndio de Teologia Sistemática. Trad. Samuel Falcão. ______: Casa Editora Presbiteriana, ______.
DAGGS, John L. Manual de Teologia. São José dos Campos: Editora Fiel, 1989.
ERICKSON, Millard J. Introdução a Teologia Sistemática. Trad. Lucy Yamakami. São Paulo: Vida Nova, 1997.
FERREIRA, Franklin. MYATT Alan. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2007.
GILBERTO, Antonio. ANDRADE, Claudionor. SANCHES, Ciro. Outros. Teologia Sistemática Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
GRUDEN, Wayne. Manual de Teologia Sistemática. Trad. Heber Carlos de Campos. São Paulo: Editora Vida, 2001.
GRUDEN, Wayne. Teologia Sistemática. Vários Tradutores. São Paulo: Vida Nova 1999.
HODGE, A. A. Esboço de Teologia. São Paulo: PES, 2001.
HODGE, Charles. Teologia sistemática. Trad. Walter Martins. São Paulo: Hagnos, 2001.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática – Uma Perspectiva Pentecostal. Trad. Gordon Chown. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
LANGSTON, A . B. Esboço de Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: JUERP, 1999.
McGRATH, Alister E. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica. Trad. Marisa S.A. de Siqueira Lopes. São Paulo: Shedd Publicações, 2005.
MULLINS, Edgar Young. A Religião Cristã na Sua Expressão Doutrinaria. Trad. Cláudio J. A. Rodrigues. São Paulo: Hagnos, 2005.
RYRIE, Charles C. Teologia Básica. Trad. Jarbas Aragão. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2004.
SEVERA, Zacarias de Aguiar. Manual de Teologia Sistemática. Curitiba: A . D. Santos Editora, 1999.
SIMMONS, Thomas Paul. Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica. Trad. Emílio W. Kerr. São Paulo: ___________, 1954.
STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. Trad. Augusto Victorino. São Paulo: Editora Teológica, 2002 (volume 01), Hagnos, 2003 (volume 02).
STURZ, J. Richard. Teologia Sistemática. Trad. Lucy Yamakami. São Paulo: Editora Vida Nova, 2012.
THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1987.
WILEY, H. Orton. CULBERTSON, Paulo T. Introdução à Teologia Cristã. Trad. Gary W. Bunch. São Paulo: Casa Nazarena de Publicações, 1990.
(Contribuição do Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti)

O louvor na Igreja


As Sagradas Escrituras nos revelam que o ministério do louvor ao Senhor transcende a história do povo de Deus do passado, pois, nos Céus Deus sempre foi adorado pelos anjos até mesmo antes da fundação do mundo. “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Fazes-mo saber se tens inteligência... Quando as estrelas da alva junta alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?” Jó 38.4-7.
No meio do povo de Deus a primeira manifestação de louvor de que se tem notícia em que foram usados a voz, instrumentos musicais e expressão corporal (dança) foi a que foi feita por Miriam, mulher profetiza, irmã de Moisés que exaltou ao Deus dos céus pela estrondosa vitória concedida ao povo de Israel quando foi consumada a libertação da escravidão egípcia (Ex 15.20,21).
A partir da organização do sacerdócio arônico e do conseqüente culto a Deus, no santuário, especialmente no templo em Jerusalém corais foram organizados para louvar e exaltar ao grande Javé, Deus dos Céus, o Deus Todo-Poderoso.
Na época de Davi três homens foram levantados por Deus para ocupar-se especialmente com o ministério de louvor na tenda da Congregação (1 Cr 15.16-22). Antes da construção do templo do Senhor em Jerusalém, o rei Davi organizou os corais que iriam se apresentar regularmente nos cultos a Deus, compostos pelos levitas de três famílias, a de Asafe, a de Hemã e a de Jedutum (1 Cr 25.1-31).
Ao se observar os textos de Crônicas citados, encontramos homens e famílias consagrados para o ministério do louvor, uma diversidade de instrumentos musicais, tais como harpas, saltérios, alaúdes, cornetas, buzinas, címbalos, trombetas, e a recomendação de se cantar e tocar bem, pois aqueles cantores estavam profetizando quando exaltavam ao Senhor através dos cânticos. “E disse Davi aos príncipes dos levitas que constituíssem aos seus irmãos, os cantores, com instrumentos músicos, com alaúdes, harpas e címbalos, para que se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria” 1 Cr 15.16. “E Quenanias, príncipe dos levitas, tinha cargo de entoar o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido” 1 Cr 15.22. “Todos estes estavam ao lado de seu pai para o canto da casa do Senhor, com saltérios, alaúdes e harpas, para o ministério da casa de Deus; e, ao lado do rei, Asafe, Jedutun, e Hemã” 1 Cr 25.7.
Na Igreja Evangélica, a exemplo do Israel antigo, o ministério de louvor ocupa um papel de destaque. Aqui em nossa Igreja o Senhor tem nos agraciado com diversos irmãos que tem dons de Deus nessa área e que estão servindo ao Senhor através dos diversos conjuntos que temos.
Hoje à noite pela graça divina iremos comemorar mais um aniversário do nosso abençoado Conjunto Coral Filhos do Rei. São nove anos de organização. Apesar das lutas e dificuldades Deus tem sempre conduzido essa obra em triunfo.
Aos irmãos que foram levantados por Deus para ministrar na Igreja nessa área tão importante do seu ministério, especialmente os que fazem o Conjunto Coral Filhos do Rei, exortamos a que se esmerem a cada dia e façam o melhor para a glória de Deus, pois o nosso Deus é digno de receber toda a honra, toda a glória e toda a exaltação.

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...