segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Instruções para Preparação ao Batismo


Instruções Básicas


para


Preparação ao Batismo




Rev. Eudes Lopes Cavalcanti
Outubro de 2013 (Revisão)
Sumário
                                                                                                                               
Introdução

I - A Bíblia Sagrada                                                                      
II - O Pecado                                                                             
III - A Salvação                                                                                    
IV - A Santificação                                                                      
V - A Igreja                                                                               
VI - O Batismo Cerimonial                                                              
VII - A Ceia do Senhor                                                                  
VIII - O Culto Cristão                                                                    
IX- A Oração                                                                             
X - A Contribuição                                                                       
Conclusão
Bibliografia





INTRODUÇÃO


          

               A elaboração desta apostila tem como objetivo principal fornecer as Igrejas Evangélicas Congregacionais, como também, a outro grupo evangélico que assim desejar, um material  sucinto que facilite o trabalho dos professores das classes  de catecúmenos e, ao mesmo tempo, proporcionar aos alunos uma melhor compreensão dos assuntos estudados na sua preparação ao batismo.

         Nessa obra de preparação ao batismo, faz-se necessário que as informações básicas sobre a doutrina cristã sejam repassadas aos batizandos de forma tal que os mesmos ao se submeterem ao batismo o façam de maneira consciente.

         Queira o Todo-Poderoso Deus abençoar este trabalho visto que o mesmo é feito com a intenção de facilitar o trabalho da Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, e ao mesmo tempo, glorificar o Seu santo Nome.



I - A BÍBLIA SAGRADA
1. Conceito    
         Chama-se Bíblia o conjunto de 66 livros inspirados por Deus, aceitos pela Igreja Evangélica como única regra de fé e prática do cristão.
2. A Divisão da Bíblia 
         A Bíblia Sagrada divide-se em duas grandes partes: O Antigo e o Novo Testamento.
         A Palavra Testamento, relacionada à Bíblia Sagrada, significa Pacto ou Aliança.
3. Classificação dos  livros da Bíblia
         Classificamos os livros da Bíblia Sagrada da seguinte maneira:  
a) Antigo Testamento (39 livros)      
          a) Pentateuco (Os livros da Lei) - Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
         b) Os Livros Históricos -  Josué,  Juízes,   Rute,   1 Samuel,  2 Samuel,  1 Reis,  2 Reis, 
1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
         c) Os Livros Poéticos - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.
         d) Os Livros Proféticos - Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel (Profetas Maiores); Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (Profetas Menores).
         Os títulos Profetas Maiores e Profetas Menores não têm nada haver com a importância do profeta nem com a sua mensagem e sim com a quantidade de capítulos e versículos, bem como quanto ao tempo de ministério do profeta no meio do povo de Israel.

b) Novo Testamento (27 livros)
            a) os Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João (Os três primeiros são chamados de Evangélicos Sinóticos, pois os relatos são semelhantes).
         b) O Livro Histórico - Atos dos Apóstolos.
         c) As Cartas Paulinas - Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios,                        Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito e Filemon.
         d) A Carta aos Hebreus.
         e) As Epístolas Gerais - Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João e       Judas.
         f) O livro da Revelação - Apocalipse.
4. A Inspiração da Bíblia
         Por inspiração da Bíblia queremos dizer que Deus, na pessoa do Espírito Santo, influenciou de maneira sobrenatural os autores dos livros das Sagradas Escrituras, fazendo assim com que os seus relatos se convertessem em autênticos registros da verdade revelada.
         Assim sendo, toda a Bíblia foi inspirada por Deus Verbal (2 Pe 1.20,21) e Plenariamente (2 Tm 3.16).
         Por Inspiração Verbal, queremos dizer que a influência do Espírito Santo foi além da direção dos pensamentos, chegando até a seleção das palavras usadas para transmitir a mensagem que foi registrada nos escritos originais.
         Por Inspiração Plenária, queremos dizer que todas as palavras da Bíblia, desde a primeira do livro de Gênesis até a última do livro de Apocalipse, foram inspiradas por Deus.
5. Autoria e Tempo de Preparo da Bíblia
            A Bíblia foi escrita por mais ou menos 40 escritores de diversos matizes culturais, num período de aproximadamente dezesseis séculos. O mais antigo escritor de livro da Bíblia foi Moisés e o mais recente, o apóstolo João.
6 - As Línguas Originais
            O Velho Testamento foi escrito em quase sua totalidade em hebraico a língua dos judeus, exceto pequenos trechos escritos em aramaico (Ed 4.8-6.18; 7.12-26; Dn 2.4-7.28; Jr 10.11), a língua comercial da época. O Novo Testamento foi escrito em sua totalidade na língua grega (grego koinê = popular).
 7 - O Personagem Central da Bíblia
         O Senhor Jesus Cristo é o personagem central da Bíblia. Jesus é identificado nos livros  das Sagradas Escrituras através dos tipos, das figuras, dos símbolos, das profecias diretas, de sua biografia e dos escritos dos seus apóstolos.
        Vejamos a identificação de Jesus em cada livro da Bíblia Sagrada:
Gênesis         - A Semente da Mulher
Êxodo           - O Cordeiro Pascoal
Levítico                  - O Sacrifício Expiatório
Números        - A Rocha
Deuteronômio- O Profeta Prometido
Josué            - O Príncipe do Exército do Senhor
Juizes              - O Libertador
Rute              - O Parente Remidor
1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas - O Rei de Israel
Esdras e Neemias - O Restaurador
Ester             - O Advogado
               - O Redentor que Vive
Salmos            - Tudo em todos
Provérbios     - A Sabedoria Divina
Eclesiastes     - A Razão Suprema do Viver
Cantares        - O Amado
Isaías... Malaquias - O Messias
Os Evangelhos (Mateus... João) - O Cristo
Atos dos Apóstolos - O Espírito
As Epístolas (Romanos... Judas) - A Cabeça da Igreja
Apocalipse     - O Alfa e o Ômega
II - O PECADO
1 - Conceito
      a) “Pecado é qualquer falta de conformidade com a Lei de Deus, ou a transgressão dessa Lei.”
      b) Pecado é tudo aquilo que falamos, pensamos ou praticamos e que vai de encontro à vontade de Deus revelada em Sua Palavra.
2 - Origem do Pecado
       a) No Céu - O pecado teve origem no Céu, entre os anjos de Deus, quando Lúcifer, o querubim ungido, rebelou-se contra o Criador, sendo expulso do Céu juntamente com um terço dos anjos que o seguiram (Is 14.12-17; Ez 28.11-19; Ap 12.3,4).
      b) Na Terra - O pecado surgiu na terra quando os nossos primeiros pais, Adão e Eva, desobedeceram à ordem dada por Deus e comeram, por instigação do Diabo, do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16,17; 3.1-6,17).
3 - As Conseqüências do Pecado de Adão
         O pecado dos nossos primeiros pais trouxe para eles e seus descendentes a morte, conforme Deus tinha dito (Gn 2.16,17).
            A morte, que é o salário do pecado (Rm 6.23), tem três dimensões, a saber:
      a) Morte Espiritual - É a destituição no homem da glória de Deus. É a separação do homem de Deus, desde o seu nascimento (Rm 3.23; Ef 2.1; Cl 2.13; Jo 5.24).
      b)      Morte Física - É a separação da parte espiritual (alma ou espírito) da parte material (corpo) (Gn 3.19; 35.18; Ec 12.7; Tg 2.26).
     c) Morte Eterna - É a eterna separação entre o homem e Deus. Ela acontece  quando a pessoa morre fisicamente, estando morto espiritualmente, isto é, separado de Deus, sem o perdão de seus pecados e sem a salvação de sua alma que só pode ser proporcionada por nosso Senhor Jesus Cristo (2 Ts 1.9; Dn 12.2; Mt 10.28; 25.41; Lc 16.22; Ap 20.15).

4 - Abrangência do Pecado

     a) Corrupção Total da Natureza Humana.
         O pecado atingiu o ser humano em sua totalidade - o seu corpo, a sua alma ou o seu espírito (Is 1.4-6; Rm 7.15-20; Mt 15.18-20; Sl 51.5; Ef 2.3).
     b) Propagação Universal
         O pecado propagou-se em todos os seres humanos, através de Adão e Eva. Isso quer dizer que a raça humana é uma raça pecadora; pois o homem traz, desde quando nasce, o germe do pecado em seu coração (Rm 3.9-19,23; 5.12,17,18; Sl 51.5). 
5- A Hediondez do Pecado
            O pecado é hediondo porque provoca as seguintes coisas:
    a) Fere a Santidade de Deus
         Deus é um Ser Puro, Santo, Imaculado e exige de suas criaturas morais (o homem e a mulher) santidade de vida. Qualquer pecado do ser humano fere frontalmente a santidade divina (Lv 19.2;  20.7; 1 Pe 1.15,16; Is 6.3).
    b) Escraviza o homem
         O homem foi feito por Deus uma criatura livre, mas o pecado se assenhoreou dele e o fez seu escravo (Jo 8.34; Rm 6.16; 7.14; Cl 1.13).
   c) Destrói no Homem a Imagem de Deus
         O pecado descaracteriza o homem deformando a imagem de Deus, com a qual foi criado (Gn 1.26,27; Rm 3.23; Ef 4.17-19,22).
      d) Condena o Homem a Perdição Eterna
         O pecado, por causa de suas conseqüências, leva o homem à perdição eterna, caso não receba a salvação através de Jesus Cristo. “O salário do pecado é a morte...” Rm 6.23. Veja ainda  Rm 5.12; Ez 18.4,20; Tg 1.15.
III - A SALVAÇÃO
1 - Conceito
            É a manifestação da graça de Deus, através de Jesus Cristo, na vida de uma pessoa, salvando-a da perdição eterna, quando ela, arrependida, num ato voluntário de fé aceita e crê em Jesus como seu único, suficiente e eterno Salvador.
2 - A Concepção da Salvação
         A salvação do pecador perdido foi concebida pelo conselho da Santíssima Trindade, segundo o eterno propósito de Deus em Cristo Jesus, antes da fundação do mundo (1 Pe 1.18-20;  Ef 1.3-5; 3.8-12; At 4.26-28; Ap 13.8).
3 - O Fundamento da Salvação
         A salvação do pecador perdido está  fundamentada no grandioso amor que Deus tem pelas suas criaturas morais. Esse amor, que é um dos atributos morais da Deidade, é o amor sacrificial, desinteressado, não circunstancial. É o amor eterno que Deus nos tem em Cristo Jesus (Jo 3.16; Rm 5.8; Gl 2.20; 2 Ts 2.16; 1 Jo 4.8-10,16,19; Ap 1.5).
4 - A Realização do Ato Salvífico
         A salvação foi realizada por nosso Senhor Jesus Cristo, Filho Eterno de Deus, que veio a este mundo em carne e ofereceu a sua preciosa vida em sacrifício na cruz do Calvário, para salvar da perdição eterna que pesava sobre o homem por causa de seus pecados. Para autenticar o ato Redentor feito pela Sua morte, Jesus ressuscitou dentre os mortos pelo poder de Deus (Jo 3.16; 1 Tm 1.15; 2.5; Hb 5.9; 7.25; 1 Co 15.3,4; Ef 1.5-7; Cl 1.13,14; At 4.12).
5 - O Oferecimento Gratuito da Salvação
         Deus em Cristo Jesus oferece, gratuitamente, a salvação a todos os pecadores perdidos. A salvação é um dom gratuito de Deus ao homem (Rm 6.23; Tt 2.11; Is 55.1-3; Jo 7.37; Mt 11.28-30; Ef 2.8; Ap 22.17).
6 - A Apropriação da Salvação
         Para se apropriar da salvação dois passos são exigidos ao ser humano por Deus: o primeiro é o arrependimento e o segundo  é a fé (Mc 1.15; At 2.38; 3.19; Ef 2.8).
           a) Arrependimento - Deus exige que o ser humano, para receber dele o perdão, arrependa-se de seus pecados, isto é, reconheça a sua condição de pecador perdido aos olhos do Todo-Poderoso e tome a firme decisão de abandonar a vida pecaminosa (Lc 15.17-20; 18.13; 24.47; At 17.30,31; Mc 1.15).                                                                                                                                                     
           b) A fé (Crer em Jesus) - O outro passo que deve ser tomada é o passo da fé. A salvação oferecida, gratuitamente, por Deus ao pecador perdido, deve ser recebida pela fé. O pecador, arrependido, deve aceitar e crer em Jesus como seu único, suficiente e eterno Salvador (Mc 1.15; Mc 16.15,16; Ef 2.8; At 16.31; Rm 5.1; 10.8-11; Gl 2.16; 3.11).
7 - O Alcance da Salvação
         Assim como o pecado atingiu toda a estrutura do ser humano (corpo, alma ou espírito), assim também, a salvação alcança o homem integralmente. Para um grande mal, o maior dos remédios. A Bíblia diz em 1 Ts 5.23: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15.53,54; 5.4,5; Lc 1.46,47).
         - Para o corpo a salvação garante glorificação (Fp 3.20,21: 1 Co 15.50-54) .
         - Para a alma ou espírito a salvação proporciona o perdão (Ef 4.32; 1 Jo 2.12) e  vivificação (Ef 2.1,2,5; Rm 6.11).
8 - A Posse da Salvação
         A salvação é gozada neste mundo, a partir do momento em que a pessoa arrependida crer em Jesus como seu Salvador pessoal, e tem um prolongamento por toda a eternidade através da vida eterna dada por Deus  (Jo 5.24; 3.16; 6.47; Lc 23.43; 1 Jo 5.11,12).
9 - As Bênçãos Decorrentes da Salvação
         Grandes são as bênçãos decorrentes da salvação, senão vejamos:
           a) Perdão dos pecados - No ato da conversão, todos os pecados da pessoa são perdoados pelo poder do sangue de Jesus. “E ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 1 Jo 2.2. (Ef 4.32; Cl 2.13; 3.13; Mt 9.2; 1 Jo 2.12; Sl 32.1).
         b) Justificação - No ato da conversão a pessoa é declarada justificada diante de Deus pela imputação da justiça ou méritos de Cristo. “Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” Rm  3.26. (Rm 3.24,28; 5.1,9; 8.30,33; Tt 3.7).
        c) Redenção - Quando da conversão a pessoa é resgatada da escravidão do pecado e do poder do Diabo e transportada, espiritualmente, para o Reino da Luz, graças ao poder redentor do sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário. “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” 1 Pe 1.18,19. (Rm 3.24; 1 Co 1.30; Ef 1.7; Cl 1.14; Hb 9.12; 1 Co 6.20; 7.23).
          d) Regeneração - No ato da conversão, a pessoa é regenerada, transformada em nova criatura, nascendo de novo pela instrumentalidade do Espírito Santo. “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.” Tt 3.5,6. (Jo 3.3; 1 Pe 1.3,23; 2 Co 5.17).
         e) Adoção - Quando a pessoa se converte ela é adotada por Deus como filho, passando a gozar, a partir daí, dos direitos e privilégios inerentes a essa nova relação estabelecida com o Pai Celestial. Isso implica também na responsabilidade que recai sobre o crente de viver conforme o Evangelho de Cristo. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” Jo 1.12. (Rm 8.15; Gl 4.5-7; Ef 1.5; 1 Jo 3.1,2).
         f) Reconciliação - No ato da salvação, a pessoa é reconciliada com Deus por intermédio de Jesus Cristo, desfazendo-se, assim, a inimizade que existia entre Deus e o homem por causa do pecado. “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” 2 Co 5.18,19. (1 Tm 2.5; Rm 5.10,11; Ef 2.12-19; Cl 1.20; Hb 9.15; 12.24).

             g) Santificação - No ato da conversão, a pessoa é purificada de seus pecados numa ação instantânea da graça de Deus. Isso é chamado de Santificação Posicional. Daí por diante o crente tem que se esforçar para manter o seu coração puro diante de Deus. Chama-se essa fase da santificação de Experimental. “Aquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.” Ap 1.5. (1 Jo 1.9; 1 Co 6.11; Hb 10.10,29; 1 Ts 4.3,7; 5.23).
             i) Glorificação - No programa de Deus, em relação à Igreja, há uma bênção futura para todo os crentes, que é a redenção ou glorificação do corpo. Isso quer dizer que todos os salvos, quando do arrebatamento da Igreja, terão os seus corpos glorificados, habilitando-os, assim, a viverem para sempre com o Senhor. “Pois a nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Fp 3.20,21. (Rm 8.17,30; Cl 3.4; 1 Pe 5.1; 1 Jo 3.2; Ef 5.27; 1 Co 15.53-57).
IV - A SANTIFICAÇÃO
1 - Conceito
         a) “Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados no homem interior,  segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e viver para retidão.”
         b) “Santificação é aquela operação graciosa e contínua do Espírito Santo pela qual ele purifica o pecador da contaminação do pecado, renova toda a sua natureza à imagem de Deus, e o habilita a praticar boas obras.”

2 - Classificação
         a) Posicional (ocorrida no ato da conversão) Todo o salvo é chamado de santo ou de santificado em Cristo Jesus. (Rm 1.7; 1 Co 1.2; 2 Co 1.1; Ef 1.1; Fp 1.1; Cl 1.2; 1 Co 6.10,11).
         b) Experimental (um processo que nos acompanhará por toda a nossa existência terrena) (1 Ts 5.23; 3.13; Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 1.29; Ef 2.21; 1 Pe 2.2; 2 Pe 3.18).
3 -  Abrangência da Santificação
         a) O Interior da Pessoa - Assim como o pecado tem origem no interior da pessoa, assim também a obra de santificação deve começar por aí, pois é do coração que procedem as saídas da vida. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Pv 4.23.   (Mt 23.25,26; Mt 7.17-20; Sl 19.14; 1 Ts 5.23).
         b) O Exterior da Pessoa - A obra de santificação abrange também a vida exterior da pessoa, ou seja, os seus atos e as suas palavras. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mt 5.16. (1 Ts 5.23; 1 Co 6.20; 1 Pe 1.15; Fp 2.15).
4 - Os Agentes da Santificação
         a) O Agente Divino (Deus, através da ação poderosa do Espírito Santo, é quem gera um viver santificado no salvo) “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17.17. (1 Ts 5.23; Rm 1.4; Ef 5.26; 2 Ts 2.13; 1 Jo 1.7).
         b) O Agente Humano (o salvo também é responsável pela santificação de sua vida, colaborando assim com Deus na grande obra de um viver que agrade ao Senhor) “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Hb 12.14. (1 Ts 4.3,7; Js 3.5; 1 Pe 1.15; Ef 4.17-32).
5 - Os Recursos Usados para a Santificação    
      Deus, na sua graça, pôs a nossa disposição poderosos recursos para vivermos uma vida santificada, senão vejamos:
         a) A Palavra de Deus - A Bíblia Sagrada é um dos poderosos instrumentos usados por Deus para santificar a vida do crente. “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.” Sl 119.9. (Jo 17.17; Hb 4.12; Ef 5.26,27; 2 Tm 3.16,17).
         b) O Espírito Santo - A terceira pessoa da Santíssima Trindade, O Espírito Santo, nos foi dado por Deus também para trabalhar na área de santificação da vida. Ele habitando no crente, que é parte do plano de Deus na Dispensação da Graça, é o grande motivador de uma vida de santidade. “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.” Rm 8.5. (Rm 8.6; Gl 5.22,23; 5.16,17; Tg 4.4,5).
         c) A Oração - A oração sincera, feita em nome de Jesus, é outro poderoso instrumento que Deus usa para santificar a vida da pessoa salva. “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Mt 26.41.  (Ef 6.18; Lc 22.31,32; Tg 5.16; 1 Ts 5.17; Cl 4.2; Ef 3.14-20).
         c) O Sangue do Senhor Jesus Cristo - O sangue de nosso Senhor Jesus Cristo foi derramado na cruz do Calvário para nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. Há um glorioso poder purificador no sangue de Jesus. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” 1 Jo 1.7. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 Jo 1.9. (Ap 1.5; Hb 9.14; 13.12; 10.10,14).
6 - A Razão de Ser da Santificação
         a) Por Causa da Santidade de Deus - A santificação se faz necessária na vida do crente devido a um dos atributos morais de Deus, a Sua santidade. “... Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” 1 Pe 1.15. (1 Pe 1.16; Lv 11.44; 19.2; 20.7; 1 Jo 3.3: Mt 5.48). 
         b) Por Causa da Glória de Deus - Nós, o povo de Deus, temos uma grande missão neste mundo, que é glorificar o nome do Senhor nosso Deus, principalmente, com a nossa maneira de  viver. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mt 5.16. (1 Pe 2.12; Jo 15.8; 1 Co 6.20; 10.31; Fp 1.27).
         c) Por Causa da Necessidade de Sermos Usados por Deus - Nós fomos salvos para servir a Deus neste mundo. A Igreja é o instrumento usado por Deus para fazer as virtudes de nosso Senhor Jesus Cristo conhecidas de todos; e Ele só pode nos usar se vivermos uma vida de santificação. “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.” 2 Tm 2.21. (Ez 22.30; Is 52.11; Is 6.5-8; Js 3.5).      
7 - A Santificação Plena (Perfeição)    
     A santificação plena  que nós chamamos também de perfeição, no programa divino, é um ato futuro, e ocorrerá quando da segunda vinda  de Jesus e o conseqüente arrebatamento dos crentes com corpos glorificados. “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a  palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.” 1 Co 15.54. (1 Co 13.10,12; 15.47-53; Pv 4.18).
V - A IGREJA
1 - O Significado da Palavra
            A palavra Igreja é de origem grega (Ekklésia) e significa grupo de pessoas tiradas para fora. A palavra Igreja ainda significa assembleia, pessoas reunidas para deliberarem sobre alguma coisa.
2 - Sua Fundação
         A Igreja na sua expressão visível foi fundada oficialmente no dia de Pentecostes, quando da descida do Espírito Santo sobre aqueles cento e vinte irmãos que estavam reunidos no Cenáculo (At 1.12-15; 2.1). Observemos que o Senhor Jesus, em Mateus 16.18, tinha dito que sobre aquela pedra (a afirmativa dita por Pedro - “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”) edificaria a Sua Igreja, o que de fato aconteceu a sua iniciação naquela festividade judaica. (At 2.1-4).
3 - Seu Alicerce
         A Igreja tem como alicerce a pessoa gloriosa do Senhor Jesus Cristo. Ele é a pedra angular, eleita e preciosa, na qual todo o edifício é construído. “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que está posto, o qual é Jesus Cristo.” 1 Co 3.11. “Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina.” 1 Pe 2.6,7. “... Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo... sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela.” Mt 16.16-18.
4 - Sua Natureza
         A Igreja é um organismo e ao mesmo tempo uma organização. Como organismo, a Igreja é o corpo imortal do Cristo vivo, sendo Ele mesmo a cabeça da Igreja. Dele flui a vida espiritual que mantém o organismo vivo. “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para a edificação de si mesmo em amor”. Ef 4.15,16. Veja, ainda, Ef 1.22,23; 1 Co 12.12-27; Ef 5.23. Como organização, a Igreja é uma instituição local, criada por Deus, para que os seus membros, devidamente organizados em comunidade, possam juntos se edificar mutuamente, crescendo na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
         Pelo fato de a Igreja ser uma organização, o Senhor Jesus instituiu ministérios e ofícios dentro dela, para que ela tivesse um crescimento harmonioso. “E a uns pôs Deus na Igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. 1 Co 12.28. “E Ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do Corpo de Cristo”. Ef 4.11,12. Além dos ministérios acima, foram instituídos pelo Senhor, para auxiliar a administração da Igreja local, os ofícios de presbítero e de diácono, cabendo ao primeiro a atividade de auxílio de governo espiritual e ao último a de beneficência. "Por esta causa te deixei em Creta para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi.” Tt 1.5. “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do  Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço;” At 6.3.
5 - Sua Dimensão     
         A Igreja, em sua dimensão, divide-se em Igreja Universal ou Invisível, Igreja Militante e Igreja Local.
         a) A Igreja Universal ou Invisível- É aquela que já está formada no plano de Deus desde a eternidade. Esta Igreja é formada de todos os salvos, os do passado, os que estão vivos e aqueles que irão ainda se salvar na atual Dispensação. “Mas tendes chegado... a universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus...” Hb 12.22,23. (Ap 7.9; Jo 17.9,20,21; Ef 1.4,5).
         b) A Igreja Militante - É aquela que se encontra espalhada pelo mundo, em todas as Igrejas Locais e até fora delas, lutando pelo progresso do Evangelho. “Paulo... à Igreja de Deus que está em Corinto,... com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso”. 1 Co 1.1,2. (1 Pe 1.1,2; 2 Pe 1.1,2; Jd 1; Ap 1.11).
         c) A Igreja Local - É aquela Igreja organizada num determinado local, geograficamente falando, com todas as condições de funcionarem como uma entidade jurídica, segundo critérios estabelecidos na santa Palavra de Deus. “Dizendo: o que vês escreve em livro e manda às sete Igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia”. Ap 1.11 (Rm 1.7; 1 Co 1.2; Ef 1.1; Fp 1.1; Cl 1.1; 1 Ts 1.1).
6 - Sua Administração
         Para administrar a Igreja local, o Senhor instituiu os ofícios de Pastor, Presbíteros e Diáconos, cabendo ao primeiro a superintendência geral do trabalho, ao segundo a coadjuvância no governo espiritual da Igreja e ao terceiro a administração das temporalidades da Igreja, especialmente a beneficência.  Este  é  o  modelo  bíblico  de  administração da Igreja. “E ele mesmo deu uns para... pastores...” Ef 4.11. “Lembrai-vos dos vosso guias, os quais vos pregaram a Palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”. Hb 13.7. “Por esta causa te deixei em Creta para que pusésseis em ordem as coisas restantes, bem como em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi”. Tt 1.5. “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria aos quais encarregaremos deste serviço (beneficência). At 6.3. “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam irrepreensíveis, de uma só palavra...” 1 Tm 3.8.
7 - Sua Finalidade
         A Igreja foi fundada por Jesus Cristo com finalidades específicas, a saber:
            a) Prestar culto a Deus - “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Rm 12.1. “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” Hb 13.15.
         b) Edificar a vida espiritual dos seus membros - “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda a junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” Ef 4.15,16 (1 Co 14.5,19,26; 2 Pe 3.18).           c) Anunciar o Evangelho - “E disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Mc 16.15. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” Mt 28.19. (Lc 24.47; At 1.8).
         d) Cuidar da Beneficência - “Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos  a Palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço.” At 6.1-3. “Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” Gl 2.10.
8 - Seu Futuro
         O futuro da Igreja é glorioso. Ela hoje aguarda pacientemente o dia em que, segundo o propósito eterno de Deus, será revestida de glória, como noiva que é do Cordeiro de Deus.  “Quando  Cristo,  que  é a  nossa vida,  se  manifestar, então vós também sereis manifestados  com  ele  em glória.” Cl 3.4. “E  todos  com  o  rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a Glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” 2 Co 3.18. “O qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Fp 3.21.

A Igreja Congregacional
1. Suas Origens:
         As origens da Igreja Evangélica Congregacional remontam a Idade Média (século XVI - 1501-1600), ao tempo da reforma religiosa ocorrida na Inglaterra, em contraposição a tendência da época de uma Igreja centralizada, hierarquizada e ditatorial. À princípio, o Congregacionalismo foi conhecido pelo nome de Independentes”.
2. Conceito:
         A Igreja Congregacional é aquela “comunidade local, formada de crentes unidos para a adoração e obediência a Deus, no testemunho público e privado do Evangelho, constitui-se em uma Igreja completa e autônoma, não sujeita em termos de Igreja a qualquer outra entidade senão à sua própria assembléia, e assim formada é representação e sinal visível e localizado da realidade espiritual da Igreja de Cristo em toda a terra”.
3. Seu Sistema de Governo:
         O sistema de governo congregacional é aquele em que a Igreja se reúne em assembleias, para tratar de questões surgidas  no seu dia-a-dia e tomar decisões relacionadas ao desenvolvimento de seus trabalhos.
         As assembléias da Igreja Congregacional têm a seguinte classificação:
         a) Assembleia Ordinária; b) Assembleia Extraordinária; c) Assembleia Especial.
            a) Assembleia Ordinária - É aquela que é convocada regularmente para decidir sobre assuntos corriqueiros da Igreja.
            b) Assembleia Extraordinária - É aquela que é convocada extraordinariamente para tratamento de assuntos urgentes, não previstos no seu dia-a-dia, e  que requer da Igreja uma solução rápida.
            c) Assembleia Especial - É aquela convocada para a eleição de oficiais, pastores e outros cargos eletivos da Igreja, bem como organização de Congregação e de transformação de Congregações em Igrejas.
4 - Seus Oficiais:
         A Igreja Congregacional tem as seguintes classes de Oficiais:
         a) Pastor; b) Presbíteros; c) Diáconos
            a) Pastor - é o Ministro do Evangelho eleito pela Igreja para pastorear o rebanho de Deus, tendo cuidado dele, como preceitua a Palavra de Deus. (At 20.28; 1 Pe 5.1-4).
           b) Presbítero - é aquele oficial que é eleito pela Igreja para auxiliar o Pastor no governo espiritual da Igreja local.  (Tt 1.5-9; 1 Tm 5.17).
          c) Diácono - é aquele oficial que é eleito pela Igreja para ajudar no cuidado com as  temporalidades da Igreja, especialmente dos crentes necessitados (Beneficência)  (At 6.1-6; Fp 1.1).
5 - Sua Estrutura Eclesiástica:
         Para o funcionamento adequado da Igreja Congregacional, a seguinte estrutura eclesiástica é utilizada: Na parte superior da estrutura está a assembleia de membros, órgão máximo. Logo abaixo vem o Pastorado que, por delegação, recebe da assembleia poderes para a parte eclesial da Igreja. Depois do Pastor ou Pastores vem o corpo de Oficiais (órgão de assessoria), composto de Presbíteros e Diáconos, cada um com atribuições específicas. Depois, seguem-se os Departamentos e Congregações da Igreja e Pontos de Pregação quando houver.
6 - Sua Estrutura Administrativa:
         Por estrutura administrativa, entenda-se o funcionamento da parte ligada a área  patrimonial da Igreja (móveis, imóveis, pessoas sustentadas e/ou contratadas pela Igreja, etc). No topo da estrutura aparece a assembléia, órgão máximo do regime Congregacional. Logo abaixo segue-se o Pastorado que, por delegação, é o Presidente   ex-ofício   da   Estrutura  Administrativa.  Logo  após,  encontramos    a Diretoria do Patrimônio, seguida  dos Departamentos e Congregações da Igreja.
                                     VI – O BATISMO CERIMONIAL
1- Seu Significado
         “É uma manifestação externa de uma graça interna.”.  É o testemunho público da fé que a pessoa tem no Senhor Jesus Cristo.
2. Seu Simbolismo
         O Batismo Cerimonial com água simboliza a ação purificadora do sangue de Jesus Cristo na vida do salvo, ou ainda, o lavar regenerador e renovador produzido pelo Espírito  Santo no pecador perdido no ato da conversão. (Hb 9.13,14; Tt 3.5,6; 1 Pe 1.2; Ez 36.25).
3. A Sua Obrigatoriedade
         O Batismo Cerimonial é obrigatório porque é uma ordenança deixada por Jesus à Sua Igreja. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, BATIZANDO-OS em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.” Mt 28.19 (At 2.38; 8.36-38; 10.47,48).
4. Formas de Batismo
         Há uma grande divergência, no meio evangélico, quanto a forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como na geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:
          a. É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas na pregação de Pedro, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos. (Jo 5.2; 9.7).
         b. As lideranças religiosa e política de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2).
        c. Caso a liderança cristã conseguisse água para encher  um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse no centésimo candidato ao batismo, fosse difícil introduzi-lo no tanque, pois a água já não seria tão limpa, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
        d. Lembremo-nos de que o significado do batismo é purificação e não morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
      e. Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os   fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
        f. Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); Os gentios que estavam na casa de Cornélio, e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. (É muito improvável que já estivesse um tanque preparado para tal ocasião). (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado  em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus. (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere  a imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tenha profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma idéia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir, pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas. (Considerem aí, também,  a questão da praticidade da aspersão).
5. Em que Nome Deve Ser Realizado?
         O Batismo Cerimonial deve ser realizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, isto é, em nome da Santíssima Trindade, conforme ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 28.19).
6. Por Quem Deve Ser Administrado?
         O batismo cerimonial deve ser administrado por um Ministro Evangélico, devidamente credenciado. (Mt 28.19; At 2.38; 8.38; 16.33; 1 Co 1.14,16).
7. Quem Deve Ser Batizado?
         O batismo deve ser administrado naquelas pessoas que crêem no Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. “... Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e Filipe o batizou”. At 8.36. Veja ainda, o caso do carcereiro que foi batizado após aceitar Jesus como Salvador pessoal, registrado em At 16.30-33. (Veja ainda At 8.12,13).
8. Quando Deve Ser Administrado o Batismo?
         O Batismo deve ser administrado nos que crêem, após uma pública profissão de fé. “... E, respondendo ele (o eunuco), disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus... e (Filipe) o batizou.” At 8.37,38. (Rm 10.9,10; At 22.16; 16.30-33).
9. Sua Finalidade
         O batismo tem as seguintes finalidades:
a)      Obedecer a uma ordem deixada por Jesus (Mt 28.19,20);
O Senhor Jesus deixou uma ordem para que os cressem fossem batizados. Os crentes genuínos tem prazer em obedecer ao que Jesus ordenou.
b)      Testemunhar publicamente da nova vida do salvo (At 8.36-39);
Quando da ocasião do batismo, o batizando está testemunhando publicamente da sua fé em Jesus Cristo.
      c) Unir o crente a Igreja local e visível (At 2.41).
          O Batismo Cerimonial une o crente a Igreja visível e local, habilitando-o a participar da Ceia Memorial, bem como, atribuindo-lhe os direitos e as responsabilidades inerentes a esta união. (Mt 28.19,20; At 2.41).
10. Suas Limitações
         O Batismo Cerimonial não salva nem complementa nada na salvação de alguém, isto quer dizer que ele não tem poder salvífico. A salvação é uma dádiva de Deus recebida unicamente pela fé em Jesus Cristo. (Ef 2.8; Rm 1.16,17; At 16.31). O Batismo também não fará o crente mais santificado, nem mais forte, nem mais abençoado. (Lc 23.42,43). Então, perguntaria alguém, por que batizar se  o batismo não tem virtude salvadora nem santificadora? A resposta a esta pergunta é simples: Batizamos as pessoas porque Jesus mandou que os que cressem nEle fossem batizados.

VII - A CEIA DO SENHOR
1. O Seu Significado
            É um símbolo memorial da morte redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Co 11.23-25; Lc 22.19,20).
2. A Sua Obrigatoriedade
         Assim como o Batismo é uma ordenança do Senhor Jesus para a Igreja, assim também o é a Ceia do Senhor. “... Fazei isto... em memória de mim”. (1 Co 11.23-25; Lc 22.19,20).
3. Os Seus Elementos
         Na Ceia do Senhor devem ser usados apenas dois elementos: o pão e o vinho. Cada um tem o seu significado específico. O pão simboliza o corpo de Jesus que foi ferido, chagado na cruz em nosso lugar. O vinho representa o sangue de Jesus que foi vertido em nosso favor para nossa eterna redenção e contínua purificação de nossos pecados. (Mt 26.26-28; Mc 14.22-24; Lc 22.19,20; 1 Co 11.23,24; 1 Jo 1.7).
4. Os Seus Participantes
         Só devem participar da Ceia do Senhor aquelas pessoas crentes, batizadas e filiadas a uma Igreja local e que estejam em comunhão com  Deus e com a Igreja a que pertencem. (Mt 26.26,27; Mc 14.22,23; Lc 22.19,20; 1 Co 11.28).
5. A Sua Mensagem
         Quando a Ceia do Senhor é celebrada, são anunciadas duas grandes mensagens: Uma, redentora, a morte de Jesus e a outra escatológica, a sua segunda vinda (1 Co 11.26).
6. Os Seus Resultados
         Os crentes são abençoados quando participam da Ceia do Senhor dignamente. Aqueles que participam da Ceia sem discernir o seu significado ou tem cometido algum pecado que não foi ainda confessado não recebem a benção do Senhor. “De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor”. 1 Co 11.27. “Pois quem come  e bebe  sem  discernir  o corpo, come e bebe juízo para si.   Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem”. 1 Co 11.29,30. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. At 2.42,46.
VIII - O CULTO CRISTÃO
1. Conceito
         O culto cristão é uma reunião, de caráter espiritual, onde os membros e congregados da Igreja se juntam para adorar o Deus Todo-Poderoso, fazer oração ao Senhor e ouvir a pregação de Sua santa Palavra.
2. Os Tipos de Culto
         São os seguintes os tipos de cultos realizados por uma Igreja Congregacional: Culto de oração, Culto Doutrinário e Culto Público de Pregação do Evangelho.
          a) No Culto de Oração – nesse culto a Igreja se reúne para fazer as suas preces ao Deus Todo-Poderoso.
         b) No Culto Doutrinário – nesse culto a Igreja se reúne especificamente para estudar as Sagradas Escrituras.
         c) No Culto Público – nesse culto a Igreja se reúne para adorar a Deus e proclamar a mensagem salvadora do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, no templo ou fora dele.
3. As Partes Componentes do Culto
         O culto, geralmente, tem as seguintes partes componentes: uma oração introdutória, um período de louvor, composto de cântico de hinos pela congregação ou pelos conjuntos da Igreja, um período para a leitura e exposição da Palavra de Deus, um período para as pastorais (avisos), oração e bênção final.
4. A Necessidade do Culto
         O culto foi instituído para atender uma necessidade humana de adorar ao Criador na beleza de Sua Santidade. “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza de sua santidade.” Sl 29.2. “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou.” Sl 95.6. “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito  e em verdade”.  Jo 4.24.
5. O Dever da Realização do Culto
         Sendo Deus o que é, santo, sublime e excelso e outros qualificativos igualmente gloriosos, impõe-se ao ser humano o dever de prestar ao Todo-Poderoso o culto que lhe é devido. “... Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto.” Mt 4.10. “Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade.” Sl 29.1,2.
6. As Bênçãos do Culto
         O culto sendo oferecido a Deus com sinceridade de coração traz bênçãos incontáveis para a vida do cristão, como por exemplo: despertamento, renovação, satisfação, exortação, edificação, consolação, etc. (At 2.42-47; 1 Co 14.26-31: Sl 16.11).
IX - A ORAÇÃO
1. A Importância da Oração
         A oração é de uma importância fundamental na vida do povo de Deus. Ela é importante porque:
           a) Jesus a enfatizou - O Senhor Jesus não só enfatizou a oração ensinando, mas sobretudo enfatizou-a praticando. Jesus como homem tinha uma vida de intensa oração: “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.” Hb 5.7. Veja ainda Mt 14.23; 26.36; Mt 6.5-13; 7.7-11; 26.41.
        b) Os Apóstolos a enfatizaram - Os apóstolos do Senhor Jesus enfatizaram muito o uso da oração, tanto praticando quanto ensinando, principalmente, o apóstolo Paulo: “Orai sem cessar.” 1 Ts 5.17. Veja ainda Ef 6.18; Cl 4.2; Rm 1.12.
       c) A Igreja Primitiva a enfatizou - A Igreja Primitiva vivia literalmente de joelhos. No livro de Atos encontramos poderosas reuniões de oração que muito levou Deus a abençoar aqueles irmãos. “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a Palavra de Deus.” At 4.31. Veja ainda: At 1.14; 2.1; 4.24; 12.5; 16.13; 20.36.
2) A Necessidade da Oração
         O uso constante e perseverante da oração faz-se necessário pelas seguintes razões:
           a) Por causa da tentação. O crente deve orar porque existe um ser espiritual de terrível malignidade, que procura por todos os meios desestabilizar a vida da pessoa, através da tentação. (Mt 4.3; 1 Ts 3.5; Mt 6.13; 26.41).
         b) Por causa do inimigo do povo de Deus - A Bíblia diz que os crentes têm um terrível adversário na pessoa de Satanás, e que só em constante oração é que podemos vencê-lo, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 17.21; 1 Pe 5.8; Tg 4.7; Ef 6.10-18).
        c) Para mantermos a comunhão com Deus. Nós, os salvos, fomos chamados para termos comunhão com Deus e com o Seu Filho Jesus Cristo, isto pelo Espírito Santo. A oração, com certeza, vai nos ajudar nesse propósito.  (At 2.42; 2 Co 13.13; 1 Jo 1.3).29
        d) Para possibilitar a operação de Deus no meio da Igreja. Todas as poderosas manifestações do poder de Deus, no seio da Igreja, tiveram como mola propulsora a oração. Foi assim nos dias que antecederam ao Pentecostes  e em outras ocasiões após esse evento. (At 1.14; 4.31; 8.14-17; 12.5-17).
3) As Dificuldades na Oração
         a) Falta de perseverança. A falta de perseverança causa dificuldade no atendimento as nossas orações. Deus pode responder de imediato as nossas orações, mas, às vezes, Ele demora em fazê-lo, havendo, nesses casos, necessidade de que se persevere em oração. (Lc 18.1; Cl 4.2; Rm 12.12; At 2.42; Sl 40.1).
        b) Falta de fé. A falta de fé é o maior impedimento as nossas orações, pois um coração incrédulo  não será atendido por Deus. (Tg 1.6; Hb 11.6; Mt 17.19,20).
        c) Pecado encoberto. Outra  coisa que causa impedimento as nossas orações é pecado cometido e não confessado ao Senhor. (Is 59.1,2; 2 Cr 7.14; Pv 28.13; 1 Jo 1.9).
4) O Poder da Oração
         a) Na vida espiritual. A oração produz crescimento na vida espiritual da pessoa. (Gn 32.24-30; Ef 6.18; 2 Pe 3.18).
        b) Na vida física. As enfermidades poderão ser curadas pelo poder da oração (2 Rs 20.1-7; Mc 1.30,31; Tg 5.16).
       c) Na vida material. A oração afeta positivamente a vida material da pessoa, considerando que tudo em nossa vida deve ser apresentado a Deus em oração. (1 Rs 3.3-13; 2 Cr 26.5; Fp 4.6).
5) A Resposta da Oração
       a) Positiva - Deus pode responder as nossas orações com um sim. (At 4.23-31; Mc 10.46-52; Jn 2.1,10).
      b) Negativa -  Às vezes, o Senhor também responde as orações com um não. (2 Co 12.8,9; Dt 3.23-27; Gn 18.22-33).
      c) Aguarde - Nem todas as orações são respondidas de imediato. Às vezes demanda tempo para se ter uma resposta do Senhor, por isso Ele manda que perseveremos em oração, vigiando nela com ações de graça. (Sl 40.1; 1 Tm 5.5: Cl 4.2; Rm 12.12; Lc 18.1).
6) Como Fazer Oração
       a) De joelhos - O crente pode orar de joelhos, pois, na Bíblia encontramos muitos exemplos de pessoas que se ajoelharam para orar. (1 Rs 8.54; Lc 22.41; Dn 6.10,11; Gn 24.11-14; At 20.36; Ef 3.14).
      b) Sentados - O crente também pode orar assentado. O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja quando os irmãos estavam assentados, tudo indica orando (At 2.1,2). (Ex 17.12).
         c) Em pé - Orar em pé também é uma maneira de orar ao Senhor, pois, na realidade, o que importa é que a oração parta de um coração sincero e contrito diante de Deus. (Ex 17.8-11; 2 Rs. 20.1-3).
        d) Deitado - Se a situação o exigir, principalmente por causa de enfermidade, o crente pode orar ao Senhor deitado. “Já estou cansado do meu gemido; toda a noite faço nadar a minha cama, molho o meu leito com as minhas lágrimas” Sl 6.6.
7) Onde Fazer Oração
        a) Na Igreja - A oração pode e deve ser feita no templo, junto com os outros irmãos (At 1.13,14; 12.5; 4.23-31). (As Igrejas, geralmente, têm na sua programação cultos de oração).
        b) Em casa - Em casa também podemos e devemos orar ao Senhor, sós ou juntos como família. (Mt 6.6; Dn 6.10,11; 9.1-4).
        c) Em qualquer lugar - O crente deve e pode orar ao Senhor em qualquer lugar. (1 Tm 2.8; Gn 24.11-14,63).
8) A Credencial da Oração
         A grande e única credencial da oração aos olhos do Deus Todo-Poderoso é o precioso nome de Jesus. Toda a oração deve ser feita em nome de Jesus, se não for assim, não será aceita diante de Deus - (Jo 14.13,14; 16.23,24; 1 Tm 2.5; Ef 2.18; Hb 10.19-22).
                                                         X - A CONTRIBUIÇÃO
         Deus, na Sua sabedoria infinita, instituiu um sistema de contribuição para que o Seu trabalho se desenvolvesse adequadamente sem precisar de recursos oriundos de outras fontes, a não ser dos seus filhos. O sistema divino de contribuição é composto de Dízimo, Ofertas Alçadas e Ofertas Voluntárias.
1. O Dízimo
         É a décima parte daquilo que o cristão ganha e que deve ser entregue a Deus através da Igreja (Casa de Deus), para que haja mantimento nela. (Ml 3.10).
         a) O Dízimo antes da Lei - Antes de Deus entregar a Lei a Moisés para que Israel fosse guiado por ela, já se encontrava, no meio dos patriarcas, o salutar costume de dizimar, isto é, de entregar aos representantes de Deus, aqui na terra, a décima parte do que tinham ou recebiam com algum trabalho executado. Foi assim com Abraão, que deu o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18-20). Encontramos também o patriarca Jacó dizimando (Gn 28.22). Esse abençoado costume dos patriarcas foi, mais tarde, testificado pelo escritor da carta aos Hebreus (7.6,9).
         b) O Dízimo Durante a Lei - A Lei Mosaica estabeleceu, como obrigatório, o dízimo para todos os israelitas. O Dízimo durante a Lei era entregue aos levitas e estes por sua vez entregavam o dízimo dos dízimos para sustento daqueles que oficiavam no Tabernáculo (os sacerdotes). Os dízimos serviam também para a manutenção do Templo, da casa de Deus. (Lv 27.30; Nm 18.21,24-26; Dt 14.22-29; 26.12-15; Ne 10.37,38; Ml 3.8-11).
         c) O Dízimo Depois da Lei - (Dispensação da Graça) - A Lei e os profetas duraram até João. Daí em diante, começou  com Cristo outra Dispensação, a da Graça, onde o cristão não é mais obrigado a guardar a Lei Mosaica, chamado de Velho Concerto. Com relação ao dízimo, como parâmetro de contribuição para os cristãos, encontramos uma palavra do Senhor Jesus registrada em Mt 23.23 que trata do assunto: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer estas coisas sem omitir aquelas”. Com estas palavras, o Senhor Jesus credenciou a continuidade da contribuição do dízimo na atual Dispensação, como princípio divino de contribuição para o sustento de seu trabalho. Veja ainda: Lc 11.42; Mt 22.21. O apóstolo Paulo escrevendo aos cristãos em Corinto, em sua segunda carta capítulo 3, fala sobre um tipo de contribuição que não fosse pesada a nenhum dos membros da Igreja; fala, também, de igualdade na contribuição. Qual é a contribuição da qual todos participam de acordo com as suas posses, com igualdade e que não é pesada a todos, senão o dízimo.
2. Ofertas Alçadas
         São aquelas ofertas levantadas para ocasiões especiais, atendendo a uma necessidade específica da Igreja. Todos os crentes, no caso, são convocados a contribuírem para um alvo definido. “Então disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.”  Ex 25.1,2. Veja ainda os textos: Ex 35.4-9; Lv 6.12,13; Ne 13.31; 2 Co 9.1-5.
3. As Ofertas Voluntárias
         São aquelas contribuições voluntárias diferente do dízimo e das ofertas alçadas, que são entregues à Igreja sem o objetivo específico de atender a alguma necessidade ou a algum apelo. “Alguns dos chefes das casas paternas, unidos à Casa do Senhor em Jerusalém, deram ofertas voluntárias para a Casa de Deus, para edificarem no seu lugar.” Ed 2.68,69. Em Mateus 2.11, encontramos que os três magos que vieram do Oriente, ofertaram voluntariamente a Jesus, quando criança, ouro, incenso e mirra. Veja ainda: 2 Co 9.6-10; Lc 6.38; At 4.34-37.                                                          
                                                        CONCLUSÃO
         Neste trabalho, procuramos trazer informações sucintas sobre algumas doutrinas básicas do Cristianismo, a fim de facilitar o trabalho dos irmãos que preparam  candidatos ao batismo e, ao mesmo tempo, instruir os batizandos para que  compreendam a seriedade do passo que será dado, no que se refere à obediência da ordenança do batismo deixada por Jesus.
         Vale ressaltar que através deste trabalho, procuramos atender uma lacuna que existe no meio Congregacional, no que se refere a um material para uniformizar o preparo dos candidatos ao batismo.
         Também neste trabalho, fornecemos uma bibliografia, onde o instrutor da classe de catecúmenos, ou mesmo os alunos, poderão encontrar um material mais substancial para um aprendizado mais profundo das Sagradas Escrituras.
         Esperamos que as Igrejas façam bom uso deste material, considerando que o mesmo foi preparado visando abençoar a Igreja do Senhor bem como a glorificação do nome de Jesus Cristo, Mestre, Salvador e Senhor de nossas vidas. 

BIBLIOGRAFIA
- BANCROFT, Emery H. Teologia Elementar. Trad. João Marques Bentes,
         Imprensa Batista Regular. São Paulo, 1966
- BERKHOF, Louis. Manual de Doutrina Cristã. Campinas. Luz para o Caminho
        Publicações, 1985.
- BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Trad. Odayr Olivetti. Campinas. Luz
        para o Caminho Publicações, 1990.
- CLARK, David S. Compêndio de Teologia Sistemática. Trad. Samuel Falcão.
        Casa Editora Presbiteriana.
- DAGG, John L. Manual de Teologia. Editora Fiel, 1989.
- ERICKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. Trad. Lucy Yamakami. Edições Vida Nova. São Paulo, 1997.
- GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, 1999.
- SHEDD, Russel P. Bíblia Vida Nova. Edições Vida Nova/Sociedade Bíblica do          Brasil. São Paulo, 1976.










III IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DE JOÃO PESSOA
PREPARAÇÃO DE CANDIDATOS AO BATISMO
(ROTEIRO DE PERGUNTAS BÁSICAS)
1)       PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE REALMENTE TEM DESEJO POR SI MESMO DE SER BATIZADO. “E indo eles caminhando, chegaram a um lugar onde havia água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?” At 8.36
2)     PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE TEM CONSCIÊNCIA DE QUE É UM PECADOR AOS OLHOS DE DEUS. “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”Jo 16.8
3)      PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE DE FATO CRÊ QUE JESUS É O FILHO DE DEUS. “Estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” Jo 20.31
4)    PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CRÊ QUE O FILHO DE DEUS, JESUS, VEIO EM CARNE (ENCARNOU). “Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo”1 Jo 4.2,3
5)      PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CRÊ QUE JESUS MORREU NA CRUZ DO CALVÁRIO E RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS PARA SALVÁ-LO DA PERDIÇÃO ETERNA. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16. “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para a nossa justificação” Rm 4.25
6)     PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE JÁ ACEITOU A JESUS COMO O SEU ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” Jo 1.12.“De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”At 2.41
7)      PERGUNTAR AO CANDIDATO SE ELE CONFESSA A JESUS COMO SENHOR E QUE REALMENTE QUER VIVER PARA GLÓRIA DELE NESTE MUNDO E NA ETERNIDADE.  “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” Rm 10.9. “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” Fp 1.21

(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti)











III IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DE JOÃO PESSOA

Declaração de Fé do Candidato ao Batismo

Eu --------- candidato ao batismo, declaro ---------------------- diante de Deus com toda a sinceridade do meu coração e inteira certeza de fé, que confirmo o que abaixo está escrito, com base fundamentada nas Sagradas Escrituras:
1) Que a Bíblia Sagrada é a santa Palavra de Deus, inspirada verbal e plenariamente e única regra de fé e prática do crente em nosso Senhor Jesus Cristo;
2) Que Deus é o único Deus verdadeiro, que subsiste em três pessoas distintas, o Pai, o Filho e o Espírito, possuidoras dos mesmos atributos e tendo a mesma essência;
3) Que Deus enviou o seu único Filho, Jesus Cristo, a este mundo o qual esvaziou-se a si mesmo, e tomou a forma humana, oferecendo-se a Si mesmo em sacrifício pelos nossos pecados;
4) Que o Senhor Jesus Cristo é o Único Salvador do ser humano e Senhor de todo aquele que nEle crê;
5) Que já aceitei de todo o meu coração ao Senhor Jesus como Salvador Pessoal e creio firmemente que Ele morreu pelos meus pecados e ressuscitou para a minha justificação;
6) Que como conseqüência dessa aceitação e dessa fé, nasci de novo e sou possuidor da vida eterna, concedida por Jesus e que tenho certeza disso baseado na declaração das Sagradas Escrituras e pelo testemunho interno do Espírito Santo;
7) Que quero ser batizado porque desejo voluntariamente obedecer a ordem deixada pelo Senhor Jesus que todo o crente seja batizado, crendo que o batismo não salva nem tampouco ajuda na salvação de alguém, mas creio que todo aquele que é salvo deve ser batizado com água em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo;
8) Que quero de todo o coração ser batizado para ser membro da Igreja e servir ao Senhor através dela com alegria e singeleza de coração;
9) Que aceito a forma de batismo por aspersão, com água, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, como a forma mais correta de batismo cerimonial, conforme evidências bíblicas;
10) Que reconheço a necessidade de viver uma vida separada para Deus, dando bom testemunho como crente diante dos homens. Buscarei essa bênção através da leitura da Bíblia, da assistência aos cultos e da oração;
11) Que de acordo com as minhas posses contribuirei com o dízimo e ofertas, conforme mandamento bíblico para o sustento do trabalho do Senhor;
12) Que me sujeitarei a disciplina da Igreja, bem como obedecerei as suas autoridades constituídas, enquanto estas estiverem de acordo com as Sagradas Escrituras.

João Pessoa, ____/__________/____________

_______________________________________
Assinatura do Candidato ao Batismo

(Contribuição do Pastor Eudes Lopes Cavalcanti)

Creio que Jesus nasceu da virgem Maria

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico iremos tratar do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo da virgem Maria, pois o Credo Apostólico diz: Creio em Jesus Cristo...; (que) nasceu da virgem Maria.
   Quando ocorreu a queda do homem no Éden Deus lhe fez uma promessa que da semente da mulher nasceria aquele que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3.15), fazendo essa promessa alusão a redenção do homem,  que seria realizada por um homem nascido de mulher.
  Passando-se os séculos essa promessa foi reavivada pelo profeta Isaías, que  disse: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” Is 7.14. A história continuou tendo o seu curso natural  e, aproximadamente, setecentos anos depois do vaticínio de Isaías ela teve o seu fiel cumprimento no nascimento de Jesus. Depois de registrar a anunciação, pelo anjo Gabriel, do Natal de Jesus, o evangelista Mateus fez referência ao que Isaías profetizara. “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz: “Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” Mt 1.22,23. Mais tarde Paulo refletindo sobre o assunto, escreveu: “Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” Gl 4.4.
   Segundo a Sua soberana vontade, aprouve a Deus escolher uma piedosa jovem chamada Maria que habitava em Nazaré, uma cidade da Galiléia, para ser o instrumento humano que cumpriria a promessa que Ele fizera no Édem. Veja o que a Bíblia diz sobre o assunto: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de Davi: e o nome da virgem era Maria” Lc 1.26,27.
    Essa jovem era noiva (desposada) com José, um dos descendentes da casa real de Davi. Ela ao tomar conhecimento de que seria o canal usado por Deus para trazer o Messias ao mundo, reconheceu a sua indignidade para esse tão grande propósito de Deus e, humildemente, se entregou para que Ele desse curso ao Seu programa redentor. “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor: cumpra-se em mim segundo a tua palavra...” Lc 1.38. Em seguida ela celebrou ao Senhor com um cântico maravilhoso, conhecido como Magnificat, registrado por Lucas (Lc 1.46-55).
    Depois do nascimento virginal de Jesus, Maria teve o seu curso natural de vida como mulher casada com José. No período em que a criança estava em formação no seu ventre José não teve relação sexual com sua mulher, isto diz o texto sagrado: “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu a luz um filho. E lhe pôs o nome de Jesus” Mt 1.24,25.  Observem o texto que diz que José não teve relação sexual com sua mulher até que a criança nascesse, dando a entender que depois do nascimento de Jesus o casal teve a sua vida sexual normal, e isso não tira a santidade de Maria nem traz para ela nenhum demérito.  Os evangelhos dizem que Maria teve de José diversos filhos e chega  até a citar os nomes deles (Mt 12.46; 13.55, Mc 6.3, etc), e dentre eles, Tiago foi o mais proeminente chegando a ser o líder da Igreja em Jerusalém (Gl 1.19; 2.9; 1 Co 15.7).
   A Igreja Católica Romana firmada, não sei em quê, mas com certeza não nas Escrituras, continua a ensinar a virgindade perpétua de Maria, e pior do que isso, eleva Maria como a Mãe de Deus, uma deusa que está sendo adorada por esse segmento cristão como a rainha dos Céus. Outro erro grave dessa Igreja é considerar Maria medianeira usurpando, sem o consentimento dela, o lugar que pertence a Jesus, o Filho de Deus (1 Tm 2.5).
                            Pr. Eudes Lopes Cavalcanti 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Creio na concepção de Jesus Cristo pelo Espírito Santo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico no que se refere à Cristologia, neste boletim iremos tratar da concepção sobrenatural de Jesus Cristo, de sua natureza humana, pois o Credo professa isso: Creio em Jesus Cristo, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo.
   Deus ao criar o ser humano lhe deu a capacidade de se reproduzir. A reprodução humana acontece com a fecundação de um óvulo que é peculiar da fêmea por um espermatozoide fornecido pelo macho. Quando um espermatozoide fecunda um óvulo começa, a partir daí, uma nova vida, um novo ser humano que vai se formando, e aos nove meses, nasce homem ou mulher (acontece eventualmente um nascimento prematuro, antes dos nove meses).
    Tratando-se de Jesus Cristo o Credo professa o que realmente se encontra nas Sagradas Escrituras, que Ele foi gerado de uma forma sobrenatural pelo Espirito Santo. De uma forma miraculosa e sobrenatural o Espirito Santo fecundou um óvulo de uma virgem chamada Maria, que tudo indica era uma descendente da casa real de Davi, como era na época o seu noivo, José.

   Os relatos bíblicos da concepção sobrenatural de Jesus por obra do Espirito Santo encontram-se nos Evangelhos de Mateus e de Lucas. No evangelho de Lucas, Maria depois de ouvir a anunciação de que ela fora escolhida por Deus para ser o instrumento humano através do qual o Messias viria a este mundo, perguntou ao anjo como se daria isso, pois era virgem, e não tivera relação sexual com homem algum. O anjo Gabriel respondeu assim: “... Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” Lc 1.35. Mateus descreve o fato, assim: “Ora o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem achou-se ter concebido do Espirito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espirito Santo” Mt 1.18-20. Desses dois textos se extrai que na concepção de Jesus Cristo não houve a intervenção do macho, sendo Ele concebido por obra e graça do Espirito Santo, cumprindo-se o que Isaías tinha profetizado. “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” Is 7.14. A concepção de Jesus foi sobrenatural, mas a gestação natural.
   Considerando que Maria era uma mulher pecadora como o é todo o ser humano (Rm 3.23; 5.12), podemos deduzir que de uma maneira misteriosa e miraculosa Deus santificou o ventre daquela mulher para que o Seu Filho não fosse contaminado pelo pecado de origem, pois os textos de Hb 4.15; 7.26; 1 Pe 2.22 e 1 Jo 3.5 nos revelam que Jesus era imaculado, não tinha pecado. É importante transcrever o texto de Hebreus 7.26, que diz sobre o assunto: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus”.
   O objetivo principal da vinda de Jesus a este mundo foi oferecer a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados dos homens, para livrá-los da perdição eterna, e só um homem puro, perfeito, imaculado poderia fazer com que esse sacrifício fosse aceito por Deus. Se Jesus fosse concebido pela semente fornecida por José Ele  era tão pecador quanto qualquer um de nós e jamais teria condição de oferecer um  sacrifício perfeito pelos pecados do mundo. Esta é a razão principal  de Jesus ter sido concebido pelo Espírito Santo e não por um homem.              
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Creio em Jesus Cristo, nosso Senhor

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico no que se refere à Cristologia, neste boletim iremos tratar do senhorio de Cristo, conforme professa o Credo: Creio em Jesus, seu único Filho, nosso Senhor.
   Aprouve ao Conselho da Santíssima Trindade determinar que o Filho de Deus fosse designado Senhor de tudo e de todos. “Saiba, pois, com certeza  toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” At 2.36. “Foi para isto que morreu Cristo, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos” Rm 14.9.
   A palavra Senhor nas Sagradas Escrituras quando se refere a Cristo não tem a conotação de nossa língua que é um tratamento respeitoso a quem é casado e tem idade avançada, e sim é uma referência a quem tem direitos sobre os seres humanos (direito de criação e redenção) e sobre todo o restante da criação (direito de criação).
   No Antigo Testamento duas palavras são utilizadas como Senhor quando se refere ao Deus Verdadeiro: Adonai, que significa aquele que é dono e governador de todos os homens  e Yavé que significa a mesma coisa de Adonai acrescido de que Yavé trata graciosamente com os seus servos, ou seja, Yavé é o Deus que é dono e governador de todos os homens, e que os trata com graça e misericórdia.

    Na leitura do Antigo Testamento quando encontramos Senhor (S maiúsculo) é porque no original é Adonai. Quando encontramos SENHOR (todas as letras maiúsculas) é porque traduz Yavé.
     No Novo Testamento a palavra utilizada como Senhor quando se refere a Cristo é Kyrios que significa a mesma coisa de Yavé do Antigo Testamento. Jesus é o Kyrios do Novo Testamento ou o Yavé do Antigo Testamento.
    No hino cristológico encontrado em Filipenses, Paulo após tratar do estado da humilhação de Cristo, trata do Seu estado de exaltação e nesse estado é enfatizado o Senhorio de Cristo. “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” Fp 2.9-11.
    O Senhorio de Cristo no Novo Testamento é patenteado em diversos textos. Ele é identificado como Senhor do Universo e especialmente Senhor da Sua Igreja. “O qual está a destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências” 1 Pe 3.22. “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou” Jo 13.13. Isto quer dizer que Cristo tem o domínio e o controle de todas as coisas. Ele é o Senhor do Universo. No Apocalipse, por exemplo, Cristo é reconhecido como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16), estando-lhes sujeitas todas as coisas. Ele está escrevendo a História. Ele é quem  desata os sete selos do livro de Apocalipse (Ap 5; 6; 8.1) onde se encontra delineado o programa de Deus para a humanidade e para a Igreja entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. 
     No que se refere à Igreja, o povo de Deus da nova dispensação, nada acontece na vida dos seus servos sem o consentimento do Senhor da Igreja ou mesmo sem uma ordem expressa sua. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” Rm 8.28.
    Assim sendo,  professemos de coração a nossa fé em Cristo, curvemo-nos diante de Sua soberania,  submetamo-nos as Suas diretrizes e O sirvamos de coração, pois Jesus Cristo é o Adonai e o Yavé do Antigo Testamento e o  Kyrios do Novo Testamento. Essa é uma das razões porque Paulo cantou: “Que diremos pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”  Rm 8.31. 
Pr. Eudes L. Cavalcanti

sábado, 5 de outubro de 2013

Creio em Jesus Cristo, Único Filho de Deus

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Depois de professar a crença em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da terra, o Credo Apostólico professa a crença em Jesus Cristo, e sobre isso iremos dá continuidade dissertando sucintamente sobre a Cristologia neste boletim.
  O Credo Apostólico professa a crença em Jesus como o único Filho de Deus. “Creio em Jesus Cristo, seu único Filho”. Evidentemente que a filiação por adoção que contempla aqueles que creem em Jesus Cristo não está sendo levada em consideração nessa confissão.
   No estudo da Santíssima Trindade encontramos que o Pai gerou o Filho, e que o Filho foi gerado pelo Pai, o que já vimos no boletim passado. A sentença do Credo nos fala da exclusividade do Filho. Ele é o único Ser gerado pelo Pai eterno. “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” Sl 2.7.  Essa confissão nos ensina que o Filho é da mesma essência do Pai, e possuidor dos mesmos atributos, que o Filho é Deus. O próprio Pai declarou em duas ocasiões de forma audível que o Filho goza dessa exclusividade. Uma foi por ocasião do batismo de Jesus por João Batista. “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” Mt 3.17. A outra ocasião foi quando da transfiguração de Cristo relatada pelos evangelhos sinóticos.  “E, desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi”. Mc 9.7. (Mt 17.5; Lc 9.34,35).
  O próprio Filho de Deus tinha consciência dessa exclusividade (único Filho). Em diversas ocasiões Ele fez referência a esse assunto. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo 3.16. (Unigênito segundo o Dicionário quer dizer “aquele que é o único ser gerado”). “Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus” Jo 3.18. O apóstolo João em seus escritos revelou que o Senhor Jesus era possuidor dessa exclusividade, pois o vemos declarar: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” Jo 1.14. “Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco; que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” 1 Jo 4.9. João Batista também cria nessa verdade, pois o vemos declarar de forma enfática o seguinte: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer”.  
    Paulo e o escritor aos Hebreus trataram também do assunto, mas empregaram o termo “primogênito”, que quer dizer em relação a Cristo a mesma coisa (unigênito). “O qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” Cl 1.15. “E quando outra vez introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” Hb 1.6.
    Essa unigenitura faz de Jesus o herdeiro de todas as coisas, segundo Hebreus (1.2): “A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo”. “tudo foi criado por ele e par ele”, disse Paulo. (Cl 1.16).
    Por causa dessa exclusividade os autores do N.T. se referiam a Cristo como o primeiro em tudo. Ele é chamado de o primogênito dentre os mortos (Cl 1.18; Ap 1.5), o primeiro a ressuscitar com um corpo glorificado, estabelecendo assim o padrão da ressurreição dos crentes falecidos (Fp 3.20,21).
    Esse assunto tem implicação na vida da Igreja que vê Jesus como o Filho Unigênito de Deus que em tudo tem a primazia. A Igreja ainda o vê como Deus Filho, coigual e coeterno com o Pai, possuidor da mesma essência do Pai que o gerou e também possuidor de todos os atributos da Deidade. “Por dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória pois a ele eternamente” Rm 11.36.              
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 28 de setembro de 2013

Creio em Jesus Cristo

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual  foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Depois de professar a crença em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da terra, o Credo Apostólico professa a crença em Jesus Cristo, e sobre isso iremos dissertar sucintamente neste boletim.
  O Senhor Jesus Cristo sempre existiu como o eterno Filho de Deus. Ele é a segunda pessoa da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Segundo a Bíblia Sagrada, o Filho é da mesma essência do Pai e do Espírito Santo, e possui os mesmos atributos. “Eu e o Pai somos um” Jo 10.30. “... porque tudo quanto Ele (o Pai) faz, o Filho o faz igualmente” Jo 5.19. (Veja ainda Hb 1.3).
  Aprouve ao Conselho da Santíssima Trindade combinar que o Filho assumisse uma natureza humana e viesse a terra para realizar a obra redentora, morrendo na cruz do Calvário, oferecendo a sua preciosa vida para reconciliar o homem com Deus e salvá-lo da perdição eterna. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” Jo 1.14. “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” Rm 4.25.

   Essa encarnação deu-se através da ação do Espírito Santo que gerou o homem Jesus no ventre da bendita virgem Maria. “E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espirito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus’ Lc 1.35.       
Com a encarnação do Verbo, o Filho de Deus assumiu uma natureza humana completa, passando a possuir a partir de sua concepção duas naturezas distintas: uma humana e a outra divina unidas hipostaticamente, ou seja, as duas naturezas estão unidas em uma só pessoa sem a perda de suas propriedades características. “Há somente uma pessoa no Mediador, e essa pessoa é o imutável Filho de Deus. Na encarnação, Ele não se mudou numa pessoa humana, nem adotou uma pessoa humana. Simplesmente assumiu a natureza humana, que não se tornou uma personalidade independente, mas se tornou pessoal na pessoa do Filho de Deus. Sendo uma só pessoa divina que possuía a natureza divina desde a eternidade, assumiu uma natureza humana, e agora tem as duas naturezas. Depois de assumir uma natureza humana a pessoa do Mediador não é apenas divina, mas divino-humana; é agora o Deus-homem. É um só individuo, mas possui todas as qualidades essenciais tanto da natureza humana como da divina”  (Berkhof).
    Assim podemos dizer que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Os atos praticados por Jesus em seu ministério foram atos pessoais e não de uma natureza isolada, mas podemos dizer que em seus atos uma das duas naturezas se sobressaia. Por exemplo: Quando Jesus perdoava pecados era a sua pessoa que fazia isto, mas era a natureza divina que estava sendo posta em ação, pois estava perdoando pecado como Deus e não como homem. Quando Jesus se alimentava era a natureza humana que fazia isso.
   O nome Jesus é um nome pessoal e significa salvador, e Cristo é um título e significa ungido. O seu nome completo Jesus Cristo significa Salvador Ungido. O nome Jesus foi dado por Deus quando foi anunciado o seu nascimento. Esse nome é um nome sacrossanto e está acima de todo o outro nome. “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor par a glória de Deus Pai” Fp 2.9-11.
   A crença em Jesus é imprescindível para a salvação. Ninguém pode ir para o Céu sem crer em Jesus. “... Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo,...” At 16.31.
   Assim sendo, amados, professemos de coração “Creio em Jesus Cristo”, como diz o Credo Apostólico.       
    Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 21 de setembro de 2013

Creio num Deus Criador

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando prosseguimento ao estudo do Credo Apostólico, iremos neste boletim dissertar sobre  Deus como o Criador de todas as coisas, pois dentre as expressões de fé do Credo encontramos aquela que diz: “Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, Criador do Céu e da terra”.

    No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) temos uma seção que contempla as obras de Deus (criação, preservação e milagres). Dentre essas obras, como vimos acima, encontramos a criação. As Escrituras credita a Deus a criação dos Céus e da terra. “No principio criou Deus os céus e a terra” Gn 1.1. Nesse versículo encontramos a sentença geral e nos seguintes encontramos o detalhamento da obra criadora, Noutra Escritura nos é revelado que Deus criou tudo do nada, usando o poder de Sua palavra. “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” Hb 11.3. Ainda noutro texto encontramos que a criação não foi só a do mundo físico, mas também a do espiritual, senão vejamos: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos Céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele” Cl 1.16.
    Quando se fala dos céus como obra da criação de Deus deve-se levar em consideração os três tipos de Céus: o céu atmosférico, o céu sideral e o Céu de Deus, o terceiro Céu, o Paraíso.
    Toda a criação de Deus revela a Sua extraordinária sabedoria, pois todo o universo funciona de acordo com leis estabelecidas pelo Criador. “O Senhor com sabedoria fundou a terra; preparou os céus com inteligência” Pv 3.19. Isso põe por terra a absurda ideia de que o universo é produto de um acaso, de um big bang. Há inclusive uma teoria diabólica que ensina que o ser humano é produto de uma evolução da espécie e não de uma criação direta de Deus.
    Quando o Logos divino nos é apresentado no prólogo do evangelho de João nos é dito que através dele, do Logos, Jesus, o Filho de Deus, toda a criação foi feita. “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nado do foi feito se fez”. Jo 1.1-3. No texto de Colossenses encontramos que “tudo foi criado por ele e para ele”.
    Na criação, o Espírito de Deus participou ativamente dessa grandiosa obra, senão vejamos: “O Espirito de Deus me fez, e a inspiração do Todo-poderoso me deu vida” Jó 33.4. Veja ainda Gn 1.2. Isto quer dizer que toda a criação é uma obra do Deus Triúno, mas o Pai, em termos funcionais, é reconhecido como o Criador (O Pai é o Criador, o Filho é o Redentor, e o Espírito é o Santificador).
   No livro de Apocalipse encontramos uma grande celebração no Céu como reconhecimento de Deus como o Criador: “Digno és Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” Ap 4.11.
   A criação nos fala de Deus. A isso chamamos de revelação natural, a revelação de Deus através da natureza. No livro de Romanos nos é dito que o homem não tem desculpa diante de Deus quando não acredita NELE nem o cultua como Deus. “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”. Rm 1.20.   
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Creio em Deus Pai, Todo Poderoso

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos falar um pouco sobre Deus como Todo-Poderoso. No estudo da Teontologia (estudo acerca do ser de Deus) descobrimos que Ele é possuidor de diversos atributos (características distintivas do ser de Deus) que são conhecidos como atributos naturais ou incomunicáveis e atributos morais ou comunicáveis. Dentre os atributos naturais de Deus, aqueles que são exclusivos dele, e que Ele não compartilhou com a sua criação, encontramos o atributo da Onipotência.
  A palavra onipotência é composta de duas palavras latinas omni (todo) e potentia (poder) e significa todo o poder, toda a autoridade, capacidade de fazer tudo. Esse atributo de Deus quer dizer que Ele é Todo Poderoso, tem todo o poder, capaz de fazer tudo o que lhe apraz. As Escrituras nos revelam essa grande verdade, que Deus é Todo Poderoso, creditando-Lhe a criação de todas as coisas a partir do nada, o que veremos no próximo boletim.

   No livro de Gênesis, quando Deus se revelou a Abraão Ele o fez como o Deus Onipotente, senão vejamos: “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos apareceu o Senhor a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1. Quando Deus afunilou a promessa de conceder uma grande descendência humana a Abraão sendo ele já idoso e Sara sua mulher, além de ser idosa, era também estéril, Sara no seu íntimo pontuou algumas impossibilidades, o que fez Deus lhe revelar algo mais de Sua onipotência: “haveria coisa alguma difícil para o Senhor?...” (Gn 18.9-14). Em diversos outros textos bíblicos encontramos, tanto no A.T. como no N.T., esse precioso ensino sobre a onipotência de Deus (Ex 6.3; Rt 1.20; Jó 5.17; Mt 26.64; Mc 14.62; Ap 1.8;...).
  Ao Senhor Jesus Cristo, como eterno Filho de Deus, como a segunda pessoa da Santíssima  Trindade, é conferido também esse atributo, pois assim encontramos nas Escrituras: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra” Mt 28.18.  No livro de Apocalipse encontramos outra Escritura que fala sobre o assunto: “Eu sou o alfa e o Ômega, o principio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” Ap 1.8.
  Esse atributo de Deus traz para a vida do Seu povo, a Igreja, diversas implicações, tais como: Deus salva da perdição eterna através de Jesus os crentes, removendo-lhe a culpa do pecado (Ef 1.7); Deus ressuscitará os mortos, dando aos crentes em Cristo um corpo glorificado e aos não crentes corpos especiais para suportarem a eternidade (1 Co 15.51-54; Jo 5.28,29); Deus fez, faz e fará maravilhas em favor de Seu povo (Gl 3.5); Deus criará no devido tempo novos céus e nova terra (2 Pe 3.12,13);  Deus abre caminho onde não há caminho (Ex 14.21); Deus dá a vida e a tira quando achar conveniente (1 Sm 2.6); Deus dará curso ao Seu programa eterno em todas as suas etapas e ninguém pode impedir que isso aconteça (Is 34.16); enfim, Deus é capaz de tudo. Assim sendo, curvemo-nos diante desse Glorioso Deus, confiemos nEle e O sirvamos de todo o coração. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 7 de setembro de 2013

Creio em Deus Pai

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.
   Dando continuidade ao estudo do Credo Apostólico, neste boletim iremos falar um pouco sobre a paternidade de Deus, pois o Credo declara a crença de Deus como Pai. “Creio em Deus Pai”.
  Quando se trata da paternidade de Deus temos que levar em consideração duas coisas. Primeiro é a que trata de Deus como Pai de Jesus. Na Teologia Sistemática encontramos que o Pai gerou o Filho, e o Filho foi gerado pelo Pai. Essa geração não é aquela que ocorreu no ventre de Maria por obra e graça do Espírito Santo. No livro de Salmos (Sl 2.7) encontramos o Pai declarando que o Filho foi gerado por Ele. “Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. Esse hoje é um hoje atemporal, é o hoje eterno de Deus. Que esse texto é cristológico não temos dúvidas, pois é aplicado a Cristo no livro de Hebreus em duas ocasiões (Hb 1.5; 5.5). O próprio Jesus, em diversas ocasiões, declarou a Sua filiação divina (Jo 5.17,20,37, etc). Assim fizeram também os apóstolos de Jesus (Gl 4.4; 2 Pe 1.17; 1 Jo 1.3, etc.).

    A outra área que queremos enfatizar sobre a paternidade de Deus é aquela definida no Seu programa eterno, de receber como filhos adotivos aquelas pessoas que creem em Seu Filho Jesus Cristo. Eis aí uma das mais extraordinárias revelações encontradas no Novo Testamento. Deus graciosamente resolveu se constituir Pai daqueles que tem fé em Jesus. “Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no seu nome” Jo 1.12. Paulo, apóstolo, também fala sobre o assunto em suas cartas aos Romanos, aos Gálatas e aos Efésios. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” Ef 1.5. “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama; Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” Gl 4.5-7. (Veja ainda Rm 8.15-17).
   A paternidade de Deus tem profundas implicações na vida de seus filhos adotivos. O Pai Celeste tem direito sobre nós em tudo, inclusive de nos disciplinar, quando infringimos as suas diretrizes. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, e não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho” Hb 12.5,6.
    Essa paternidade quer dizer que temos em Cristo intimidade com Deus a ponto de poder chamá-lo de “Abba, Pai”. Essa expressão denota uma extraordinária intimidade e pode ter o significado em nossa língua de papai, paizinho.
    A paternidade de Deus também nos garante o Seu cuidado (1 Pe 5.7), a Sua proteção (2 Ts 3.3), as Suas provisões (Fp 4.19), e a posse, no devido tempo, de uma herança inaudita nos Céus reservada para nós (1 Pe 1.4).
    Assim sendo, curvemo-nos diante de nosso Pai Celeste e vivamos de acordo com a sua vontade, que é boa, perfeita e agradável, pois só assim seremos felizes neste mundo e na eternidade.
                        Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...