segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Igreja de Sardes

Sardes, atual Sart na Turquia, era na época duas cidades daí o nome Sardes (plural), sendo uma localizada num monte com uma encosta íngreme onde estava a fortaleza e a outra ao pé desse monte numa planície, sendo esta mais desenvolvida e rica devido estar localizada também na rota comercial daquela parte da Ásia Menor. O personagem Cresus, famoso pela sua fortuna, estava associado a essa importante cidade.
     A Igreja nessa cidade estava praticamente envolvida com a cultura pecaminosa da cidade, só umas poucas pessoas dentro dela vivia realmente o evangelho na sua plenitude, o restante tinha contaminado as suas vestes.
    O Senhor Jesus se apresenta a essa igreja como aquele que tinha os sete Espíritos e as sete estrelas. “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas” Ap 3.1a. Nessa apresentação de Jesus, os sete Espirito quer dizer o Espirito de Deus em sua plenitude, pois o número sete no Apocalipse significa a coisa completa, em sua plenitude, ou ainda, em sua sete manifestações, como explicitado em Isaías 11.2. As sete estrelas que estão nas mãos de Jesus são os pastores da Igreja (pastores e presbíteros), responsáveis por ela diante do Senhor. (Veja Ap 1.20; At 20.28; 1 Pe 5.1-4).

    O resultado da análise que Jesus fez da igreja de Sardes não é muito positivo. Ele disse que ela tinha nome de quem vivia, mas estava morta. Só umas poucas pessoas da Igreja não tinham se comprometido com o mundo da época. “Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” Ap 3.1b.  “Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso” Ap 3.4. O mundo tinha entrado na igreja e o testemunho dos crentes não era eficaz, é por isso que Jesus fala sobre o Espírito Santo, pois é Ele quem dá vida a Igreja, renova, rejuvenesce.
    Depois da identificação de pontos positivos e negativos da Igreja, Jesus faz uma gravíssima advertência a ela e a chama ao arrependimento sob pena de vir contra ela numa hora que ela não espera para puni-la pelos seus pecados. “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei” Ap 3.2,3. Nessa advertência o Senhor Jesus fala sobre vigilância, confirmar o restante, lembrar-se do que tem recebido e ouvido e procurar guardar os ensinamentos da Palavra de Deus. Ele fala também do arrependimento, do retorno a Deus.
   Depois, o Senhor Jesus faz uma promessa ao vencedor: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” Ap 3.5.    O vencedor será vestido de vestes brancas, símbolo da pureza produzida pelo poder do sangue do Cordeiro, e terá o seu nome confirmado no livro da vida, e diante do Pai e dos anjos o nome dele será pronunciado.
  Aparentemente a expressão “e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida”, pode dar a impressão de que o crente pode perder a salvação, mas o texto não quer dizer isso, pois iria entrar em contradição (a Bíblia não se contradiz)  com inúmeros outros textos que asseguram a salvação eterna para quem a possui, como por exemplo: “Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” Jo 6.37.  “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” Rm 8.1,2. A salvação não depende de nós e sim do Senhor. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” Ef 2.8,9.
     A carta à igreja de Sardes termina com o solene apelo para que se dê ouvido à voz do Espirito que está no meio da Igreja.        
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sábado, 20 de setembro de 2014

A Igreja de Tiatira (Ap 2.18-29)


      A cidade de Tiatira era um importante centro comercial da Ásia Menor. Ela estava localizada numa posição estratégica, numa rota comercial entre outras importantes cidades da época. Nela havia uma fortíssima associação comercial que para fazer parte dela as empresas comerciais e industriais tinham que se comprometer com a religião dominante na cidade, que era a do culto aos deuses gregos.
    Nessa cidade, a Igreja que talvez tenha sido fundada por Lídia, vendedora de purpura, convertida através do ministério de Paulo, era muito forte e foi elogiada por Jesus, por causa do seu amor por Ele e pelos irmãos na fé, pelo seu serviço, pela sua fé e pela sua paciência, virtudes essas abundantes naquele ministério.
    O Senhor Jesus se apresenta aquela igreja como o Filho de Deus, como aquele que tinha os olhos como chamas de fogo e os pés semelhantes ao latão polido. “E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente” Ap 2.18.  Tudo indica que naquela igreja, apesar de suas virtudes, tinha um segmento de pessoas que não acreditava que Jesus fosse o Filho de Deus, e como consequência não tinha consciência de que Jesus, com o seu olhar penetrante, conhecia tudo o que se passava dentro dela. Os seus pés semelhantes ao latão reluzente fala sobre a sua autoridade, o seu domínio, onde tudo se encontra aos seus pés, fala também de sua autoridade para julgar.

    Na análise da vida interna da Igreja, depois de falar das suas grandes virtudes, o Senhor Jesus revela que na Igreja havia uma mulher que Ele chamou de Jezabel, que se dizia profetisa, e que era tolerada, e que ensinava e enganava aos crentes que contextualizar-se com a sociedade da época, ou seja, praticar a imoralidade sexual e comer das coisas sacrificadas aos ídolos, não era nenhum mal aos olhos de Deus.
   Em seguida, o Senhor Jesus faz uma pesada advertência a Igreja, chamando a profetisa Jezabel e aos crentes faltosos ao arrependimento sob pena de feri-los com enfermidade e morte. “E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as mentes e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras” Ap 2.21-23. A punição aos crentes faltosos serviria para mostrar que Deus é o justo Juiz e que retribui a cada um segundo as suas obras. Jesus ainda censura outro ensinamento de Jezabel que era que os irmãos deveriam conhecer as profundezas de Satanás para poder combatê-lo. “Mas eu vos digo a vós e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei” Ap 2.24.
   Quanto à promessa que é feita a Igreja, Jesus disse que ao vencedor seria dado poder sobre as nações e que ele a governaria com vara de ferro e que também lhe daria a brilhante estrela da manhã. “E ao que vencer e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai, dar-lhe-ei a estrela da manhã” Ap 2.26-28. Com essa linguagem simbólica Jesus queria dizer que os crentes vencedores teriam autoridade para subjugar as cidadelas do mal e que tudo estaria sob os seus pés, através da autoridade delegada por Cristo a Igreja. Quanto a brilhante estrela da manhã, essa expressão simbólica refere-se a Cristo “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã” Ap 22.16, e a glória real comunicada por Ele à Igreja, considerando que ela é a comunidade composta de reis e sacerdotes. “e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!” Ap 1.6.        
 Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Igreja de Pérgamo (Ap 2.12-17)


      A cidade de Pérgamo, atual Bergama, na Turquia, Ásia Menor, na época era um importante centro religioso e cultural. O nome Pérgamo deriva-se de um material para escrita utilizado por ela devido à escassez de papel oriundo do papiro egípcio. Eles utilizavam o pergaminho (pele de animal curtida) para a escrita, dai o nome Pérgamo. Nessa cidade tinha os templos dos deuses gregos Zeus,  Atena, Dionísio e Asclépio cujo símbolo era uma serpente, o deus da cura. Tinha também templos destinados ao culto dos imperadores romanos Augusto, Trajano e Severo.
    Devido a essa atmosfera espiritual derivada desses cultos, o Senhor Jesus identifica a cidade como o lugar onde Satanás habitava, tinha feito o seu domicilio, ou seja, tinha uma influência poderosa a ponto de controlar quase todos os segmentos dessa importante cidade. A perseguição ao Cristianismo era muito forte na cidade, inclusive já tinha levado um irmão da igreja ao martírio, Antipas, uma fiel testemunha de Jesus.
    O Senhor Jesus se apresenta a essa Igreja como aquele que tinha a espada aguda de dois gumes. “E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios” Ap 2.12. Essa espada representa o poder destruidor de sua palavra para vingar o seu povo pelo sofrimento que estava enfrentando da parte dos idólatras, bem como  para punir aqueles crentes da Igreja que estavam sendo seduzidos pela doutrina de Balaão e pelos ensinos dos Nicolaítas.

   Ao analisar a vida interna da Igreja de Pérgamo, o Senhor a elogia por permanecer fiel aos ensinamentos de Jesus a despeito da perseguição que vinha sofrendo. “Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” Ap 2.13.  
    Nessa análise o Senhor ainda identifica as fraquezas da Igreja, que era ter dentro dela, inclusive sendo tolerado, um grupo de irmãos que seguiam a doutrina de Balaão e a dos Nicolaítas. “Mas umas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem. Assim, tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu aborreço” Ap 2.14,15. Esse grupo praticava aquilo que era proibido por Deus em sua Palavra: a idolatria e a imoralidade sexual. Esclarecendo melhor a questão, eles se identificavam como seguidores de Cristo, mas participavam das festividades onde eram oferecidas comidas e bebidas aos ídolos bem como onde a prostituição cultual era comum. Esse ensino era, em tese, o mesmo que o profeta Balaão no seu tempo usou para enganar o povo de Deus (Veja Nm 25.1-18; 31.16). Os Nicolaítas esposavam o mesmo ponto de vista dos da doutrina de Balaão, inclusive o uso da fralde para seduzir os irmãos da Igreja.
    Em seguida a análise na vida interna da Igreja, o Senhor Jesus convoca os prevaricadores a se arrependerem dessa prática pecaminosa sob pena de sofrerem a disciplina imposta pelo poder de Sua Palavra. “Arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca” Ap 2.16.
   Finalmente o Senhor faz uma promessa ao vencedor, como é feita nas outras cartas. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” Ap 2.17. O maná escondido se reporta a Cristo como o alimento espiritual verdadeiro que só o que o experimenta são aqueles que são escolhidos por Deus. (Veja Jo 6.48-51). Quanto à pedra branca com um nome desconhecido que só os crentes o conhecem é o precioso nome de Jesus. Essa pedra será entregue somente aos eleitos de Deus, vencedores.           
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A Igreja de Esmirna (Ap 2.8-11)


      Não sabemos quem fundou a Igreja de Esmirna, talvez ela tenha sido fundada por algum dos convertidos no dia de Pentecostes, quando o Espirito Santo foi derramado sobre a Igreja nascente. O livro de Atos nos diz que naquele dia estavam em Jerusalém judeus e prosélitos de diversas nações. “E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” At 2.5. “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judéia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia, e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos), e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” At 2.9,11.
     O nome Esmirna advém de uma resina aromática de uma árvore abundante na cidade, chamada de mirra, em grego smyrna.  Aquela cidade tornou-se muito importante na época do império romano porque tinha dois templos, um dedicado a deusa Roma  (Dea Roma) e o outro a Tibério, imperador romano, que era adorado como um deus, além dos templos de Zeus e Ártemis.
     No Apocalipse, a essa Igreja foi destinada a segunda das sete cartas. A Igreja de Esmirna compunha-se de crentes sem muita expressão social, eram pobres, mas ricos espiritualmente, conforme informação contida na própria carta. “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” Ap 2.9.

     Jesus se apresenta àquela Igreja como o Primeiro e o Último, o que morreu, mas que ressuscitou dos mortos. “E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” Ap 2.8. Ao se apresentar àquela Igreja dessa forma o Senhor queria dizer para ela que Ele é Deus, o inicio e o fim de todas as coisas, tudo foi feito por Ele, por causa dEle e para Ele. Também nessa apresentação o Senhor lembra a Igreja que mesmo sendo Deus Ele se fizera homem, encarnara (Veja Jo 1.14), para morrer pelos pecados do seu povo, mas que ressuscitara dos mortos e estava vivo para todo o sempre.
    Na análise que o Senhor fez daquela Igreja não foi identificado ponto negativo e sim positivo. “Eu sei as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” Ap 2.9. Nessa analise Jesus informa a Igreja que estava acompanhando o seu bom ministério apesar de seus parcos recursos econômicos, bem como as dificuldades que a mesma enfrentava especialmente por parte dos judeus ortodoxos, inimigos ferrenhos da Igreja do Senhor. Essa blasfêmia de que Ele fala certamente se refere ao ensino judeu de que Jesus não era Deus, consequentemente não poderia ser adorado.
     A advertência que o Senhor faz a Igreja é para que ela permaneça firme nas tribulações por causa do Evangelho, que não temesse diante do que viria padecer. “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Ap 2.10. Ainda o Senhor adverte que o grande opositor da Igreja, o diabo, estava furioso contra ela e que alguns irmãos iriam ser aprisionados por causa do Evangelho.  Essa tribulação de dez dias quer dizer que seria intensa, mas de curta duração.
     Quanto à promessa que o Senhor fez aquela Igreja é a mesma que Ele faz aos crentes hodiernos - a coroa da vida e não sofrer o dano da segunda morte. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte” Ap 2.11. A Bíblia ensina que o crente em Cristo já nasceu de novo, ressuscitou espiritualmente, e sobre ele a segunda morte, que é a morte eterna, não tem nenhum poder. “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”. Rm 8.1,2.      
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

A Igreja de Éfeso (Ap 2.1-7)


      O trabalho evangélico na cidade de Éfeso foi fundado por Paulo em sua terceira viagem missionária. Esse  trabalho também recebeu a colaboração, em seu inicio, de um obreiro chamado Apolo.
     A Igreja de Éfeso era tão importante aos olhos de Deus que a ela foram destinadas duas cartas canônicas, uma escrita por Paulo e a outra do próprio Jesus, Senhor da Igreja, usando a instrumentalidade de João.
     Como já foi dito no boletim anterior, as cartas do Apocalipse tem quatro partes em comum, que são:   Uma apresentação do Senhor Jesus a Igreja, tirada da visão do capitulo primeiro; 2) Uma análise da vida espiritual da Igreja, identificando pontos positivos e negativos; 3) Uma advertência feita a Igreja pelo seu Senhor sobre a necessidade de abandonar o pecado e voltar-se para Ele; 4) Uma promessa do Senhor ao vencedor.
    Para essa Igreja, o Senhor Jesus se apresentou como aquele que tem em sua mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete castiçais de ouro. “Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro” Ap 2.1. (Os dois símbolos desse texto são interpretados pelo próprio Jesus que disse que as estrelas são os sete anjos das sete Igrejas, e que os sete castiçais são as sete Igrejas). Essa apresentação de Jesus a Igreja de Éfeso revela que Ele é o Senhor da mesma e que os pastores e presbíteros que governam a Igreja estão em suas mãos. Quer dizer também que Jesus, como Deus onipresente que é, vive também no meio das Igrejas locais, observando a sua boa ordem como revelado no versículo seguinte.

    Na parte seguinte Jesus revelou que conhecia a vida íntima daquela Igreja bem como a dos seus membros em particular. “Eu sei as tuas obras”. Nesse texto é   revelado outro atributo de Deus que é a sua onisciência, que é aquela capacidade peculiar que Deus tem de conhecer profundamente tudo e todos.
     São ainda revelados os pontos positivos daquela Igreja que são: trabalho, paciência na tribulação, discernimento espiritual, pureza moral  e doutrinal. “Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos; e sofreste e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste” Ap 2.2,3. “Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço” Ap 2.6 .
     O Senhor Jesus também revelou aquela Igreja o seu ponto negativo que era a perda  de sua devoção a Ele. “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor” Ap 2.4. A Igreja já não amava a Cristo como no início de sua organização. Já não era aquela Igreja revelada na carta que Paulo escrevera para ela,  e isso era um pecado grave diante de Deus.
     Em seguida, Jesus fez uma solene advertência a Igreja que voltasse a praticar as primeiras obras, ou seja, a ter uma vida espiritual sadia onde a devoção a Cristo ocupasse o primeiro lugar. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” Ap 2.5. O perigo que essa Igreja corria, caso não se arrependesse, era o da sua descaracterização como Igreja evangélica. O Senhor ameaçou retirar dela o seu castiçal (remover o seu brilho, a sua luz). Seria uma comunidade dirigida apenas pelos homens e não pelo Espírito do Senhor como é o propósito de Deus.
     Por fim, Jesus faz uma promessa ao vencedor, aquele que permanecesse fiel, que ouvisse a voz do Espirito que fora dado para viver dentro  dos crentes individuais e no meio da Igreja, que seria a plenitude da benção do Evangelho: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus” Ap  2.7.
    Irmãos, aprendamos as lições extraídas da carta à Igreja de Éfeso e procuremos manter vivo o primeiro amor, ou seja,  priorizando em tudo o Senhor e o Seu Reino (Mt 6.33).             
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

As Sete Igrejas do Apocalipse


    Estamos iniciando no boletim dominical da Igreja uma série de estudos sobre as sete cartas do livro de Apocalipse, destinadas às sete igrejas da Ásia Menor, existentes na época (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia). Mas antes de falarmos sobre cada uma delas, daremos uma visão panorâmica sobre o livro citado para facilitar a compreensão das cartas bem como a sua mensagem para os nossos dias.
     O livro de Apocalipse em seu estilo literário é totalmente diferente dos outros livros do Novo Testamento, tendo semelhança com alguns livros do Antigo Testamento em algumas das partes deles como, por exemplo, Daniel, Zacarias, Isaías e Ezequiel.
    O estilo literário em que foi escrito Apocalipse chama-se de literatura apocalíptica, estilo literário utilizado intensamente na segunda metade do período inter-biblico e o primeiro século da era cristã. Esse estilo literário apresenta a sua mensagem através de figuras de linguagem, símbolos, numerologia, etc. A mensagem geral dos livros escritos em linguagem apocalíptica era para consolar o povo de Deus que sofria perseguição por parte do estado e de outras religiões. Basicamente a mensagem era esta: vocês estão sofrendo por causa da fé, tenham paciência por que Deus há de intervir, punir os seus opressores e dá um final feliz a vocês.

   Devido à dificuldade de interpretar o livro de Apocalipse surgiram, ao longo da história da Igreja, quatro linhas de pensamento ou escolas: a)  a Escola Preterista, que ensina que o livro de Apocalipse refere-se a Igreja do primeiro século estando pendente apenas a segunda vinda do Senhor e a consequente consumação de todas as coisas; b) a Escola Historicista que ensina que o livro refere-se a Igreja ao longo de sua trajetória na terra desde o seu inicio até a segunda vinda do Senhor; a Escola Futurista, que ensina que apenas se cumpriu no primeiro século da era cristã os três primeiros capítulos do livro, o restante é escatologia ou seja refere-se as últimas coisas; e a quarta escola que é a Idealista, ensina que o livro não deve ser interpretado literalmente e sim que nele se encontram princípios espirituais que contemplam a luta espiritual da Igreja e a sua vitória final através do Senhor Jesus Cristo.
    Há ainda um ponto de vista esposado por um grande grupo de renomados teólogos dentre eles os doutores Martyn Lloyd-Jones e William Hendricksen que é o Histórico Espiritual, que se assemelha a Escola Idealista, mas que não descarta o contexto histórico do livro. Nesse ponto de vista esses estudiosos veem no livro uma simetria maravilhosa. Dividem o livro em duas partes: Uma trata do conflito da Igreja contra as forças espirituais (1-11), e a outra revela a profundidade desse conflito no reino espiritual (12-22). Esses teólogos identificam sete seções  nessas duas divisões. Essas secões são paralelas, uma trazendo mais luz sobre a outra, ou seja, uma esclarecendo e enriquecendo a outra.  A primeira divisão contém três seções: (a) Cristo no meio dos sete candeeiros de ouro (1-3); b) O livro com sete selos (4-7); c) As sete trombetas do juízo  (8-11); A segunda divisão contém quatro seções: d) A Mulher e o filho varão perseguidos pelo dragão e seus auxiliares (as duas bestas e a grande prostituta) (12-14); e) As sete taças da ira divina (15,16); f) A queda da grande prostituta e das bestas (17-19); g) O juízo sobre o dragão (Satanás) seguido da revelação do novo céu e nova terra, a Nova Jerusalém (20-22).
   Olhando para as cartas do livro de Apocalipse de uma forma panorâmica, podemos observar nelas quatro coisas comuns a cada uma delas, que são: 1) Uma apresentação do Senhor Jesus tirada da visão do capitulo primeiro; 2) Uma análise da vida espiritual da Igreja, identificando pontos positivos e negativos; 3) Uma advertência feita a Igreja pelo seu Senhor sobre a necessidade de abandonar o pecado e voltar-se para Ele; 4) Uma promessa do Senhor ao vencedor.
  A mensagem contida no livro de Apocalipse e especialmente nas sete cartas é também para a Igreja da atualidade, por isso iremos enfatizá-la no boletim da nossa Igreja.            
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Os pecados de Israel

     Deus, graciosamente, escolheu um povo em Abraão e deu a esse povo a grande revelação de que Ele era um Deus santo, puro e perfeito, e que para se conviver com Ele de forma harmoniosa o povo teria de viver em santidade de vida, e para isto deu-lhe  um código de ética sintetizado nos Dez Mandamentos.
   A aliança que Deus estabeleceu com Israel no Sinai foi quebrada, por parte do povo, em diversas ocasiões. Por misericórdia divina antes da punição maior estabelecida por Deus em sua aliança, que seria a expulsão do Seu povo da terra que Ele dera a Israel, Ele graciosamente levantou homens e mulheres, através do ministério profético,  para advertir a Israel no que se refere aos pecados cometidos pelo povo, especialmente pelos seus lideres.
   Os profetas de Israel dividem-se em profetas da palavra e profetas da escrita. Os profetas escritores foram aqueles que foram inspirados pelo Espirito Santo para produzir os dezessete livros que constam do Cânon Sagrado (Isaías a Malaquias). Esses profetas bem como os da palavra (Elias, Eliseu...) identificaram alguns pecados, que levariam Israel ao desterro bem como a destruição de Jerusalém e do templo do Senhor.
  Nesse artigo iremos identificar alguns desses pecados e comentá-los de forma sucinta.  Comecemos com a idolatria. A idolatria é a adoração de outro deus que não é o Deus dos Céus. Esse pecado fere o primeiro e o segundo mandamento do Decálogo “Não terás outros deuses diante de mim”. “Não farás para ti imagem de escultura”. O povo de Deus adorou aos deuses do Egito, aos deuses de Canaã e aos deuses das nações limítrofes a Israel (amonitas, moabitas e edomitas).
   Contextualizando esse pecado, ainda hoje muitos que professam a fé cristã colocam outros deuses em seus corações como, por exemplo, o dinheiro e o sexo.
   Outro    pecado   recriminado   pelos  profetas  foi  a imoralidade sexual, as relações sexuais fora do matrimônio, adultério, prostituição, etc. Esse pecado feria o sétimo mandamento que diz “Não adulterarás”. O sexo é uma benção de Deus para o ser humano. Foi o próprio Deus quem fez o ser humano com impulsos sexuais, mas Ele próprio estabeleceu uma instituição, que é o matrimonio, onde o sexo poderia ser usado com critério para a alegria dos cônjuges e para cumprir um propósito seu, a procriação.
     Ainda outro pecado que era praticado pelo povo de Deus, especialmente por aqueles que detinham o poder, foi a violência. Violência é tomar o que pertence aos outros contra a sua vontade, inclusive o bem maior do ser humano que é a vida. Esse pecado fere, dependendo do tipo de violência, a dois mandamentos: “Não matarás” e “Não furtarás”. Esse mesmo terrível pecado caracterizou a sociedade antediluviana, e que levou a sua destruição. A Bíblia diz que naquela época a terra encheu-se de violência. “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência” Gn 6.11.
    Outro pecado combatido pelos profetas dizia respeito à questão cultual. O culto nas eras pré-patriarcal e patriarcal era realizado com a edificação de um altar de pedras rusticas, conforme especificado por Deus. A partir da construção do tabernáculo e, posteriormente, do templo o culto deveria ser realizado dentro dele.  Muitos israelitas traziam animais cegos, aleijados, sarnentos para oferecer ao Senhor, isto com a conivência dos sacerdotes que eram os responsáveis pelo altar. Além disso, os profetas reclamaram de que os ofertantes não misturaram os seus sacrifícios com a obediência aos mandamentos de Deus.   
     Cultuar a Deus é uma obrigação do ser humano e pelo descaso dessa obrigação o homem será julgado e punido no Julgamento Final. O culto que deve ser prestado a Deus não é do jeito como o homem quer que seja feito. O próprio Deus estabeleceu a essência e a forma do culto. No que se refere à essência o culto deve ser oferecido a Deus com intensidade de coração e quanto à forma Ele deve ser feito conforme especificado por Deus em sua Palavra.      
                          Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

Tempo de Reconstrução

“Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o Senhor”  Ag 1.8
   O Antigo Testamento está classificado em quatro grupos de livros: o Pentateuco, os livros históricos, os livros poéticos e os livros proféticos. Por sua vez os livros proféticos estão divididos em dois grupos: os profetas maiores (de Isaías a Daniel) e os profetas menores (de Oséias a Malaquias).  O livro de Ageu é o antepenúltimo livro do Antigo Testamento, ele, juntamente com Zacarias e Malaquias, são conhecidos como livros proféticos pós exilio, ou seja, aqueles profetas da antiga dispensação que profetizaram após o retorno dos israelitas do cativeiro babilônico.
   Para contextualizar a mensagem do profeta Ageu é preciso lembrar aos irmãos que, na época, o povo de Deus já tinha retornado, pelo menos uma parte dele, do cativeiro babilônico que durara setenta anos. Conforme o relato de Hanani, irmão de Neemias, o estado da cidade de Jerusalém era deplorável. A cidade fora destruída bem como o templo que Salomão construíra.
  Deus graciosamente levantara três homens para uma grande obra de reconstrução: Zorobabel (o templo), Neemias (a cidade) e Esdras (o culto).
  Zorobabel, autorizado por Ciro, conforme relato de Esdras, empreendeu o trabalho de reconstrução do templo: “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a Casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém”.  Ed 1.2,3.
   Mas, o trabalho de reconstrução teve uma paralização de aproximadamente quatorze anos devido à oposição dos samaritanos, isto levou a um grupo de israelita dizer que ainda não chegara o tempo de reconstruir o templo, e outro grupo dizia que o templo que seria reconstruído não seria nem igual nem teria o esplendor do erigido por Salomão. “Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do Senhor deve ser edificada” Ag 1.2.  “Quem há entre vós que, tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como a vedes agora? Não é esta como nada em vossos olhos, comparada com aquela?” Ag 2.3.
   O profeta Ageu foi levantado por Deus para animar o povo a fazer a obra de reconstrução. “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o Senhor” Ag 1.7,8.
    Antes de animar o povo, o profeta revelou uma reprimenda do Senhor por causa do pecado de indiferença em fazer a obra que Deus tinha determinado que deveria ser feita. “Veio, pois, a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?” Ag 1.3,4.  Diz a Bíblia que o povo temeu e ouviu a voz de Deus e lançou-se a obra, concluindo-a.
    Contextualizando uma parte da mensagem do livro de Ageu para a Igreja da atualidade percebe-se que  o povo de Deus, geralmente, está imbuído do mesmo pensamento de que não é tempo de reconstrução do santuário de Deus, que é a vida do cristão. Uma grande quantidade de cristãos são crentes nominais, ou seja, não estão com a vida reconstruída, Jesus não é adorado, não é servido, nem é glorificado nelas.
     O santuário onde Deus hoje é adorado é a Igreja como organismo bem como os crentes individuais, pois nos é dito na Bíblia Sagrada que o interior do crente em Cristo é santuário de Deus. “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Co 3.16. 
     Exortamos aqueles irmãos que só tem os olhos voltados para as coisas deste mundo, que é tempo de reconstrução, de mudança de foco, pois o Reino de Deus é prioridade absoluta, não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
                            Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PREGAÇÃO PASTOR EUDES - 03/08/14

A Oração do Pai Nosso (A glória de Deus)

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.
   Neste boletim iremos refletir sobre a glória de Deus, pois na oração do Pai Nosso nos é ensinado que a Deus  pertence a glória para sempre.
    Segundo o dicionário de Aurélio glória significa fama obtida por ações extraordinárias, grandes serviços à humanidade, etc. Significa  ainda celebridade, renome, brilho, esplendor,  honra e homenagem.
    As Sagradas Escrituras nos apresentam Deus como um ser glorioso, que excede em glória a tudo e a todos. “Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória! Amém e amém!” Sl 72.18,19. “Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos, as suas maravilhas. Porque grande é o Senhor e digno de louvor, mais tremendo do que todos os deuses” Sl 96.3,4.

   Deus é o único ser que tem glória por si mesmo e não depende de ninguém nem de nada para ser o que é de fato, o Deus glorioso. Tudo em Deus é absoluto, é perfeito, é pleno. Por exemplo: Deus é onipotente, tem todo o poder “Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” Gn 17.1; Ele é onisciente, tem todo o conhecido, sabe de tudo “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” Hb 4.13; e é também onipresente, ou seja, está em todos os lugares do Seu domínio ao mesmo tempo “Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também; se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” Sl 139.7-10.
   A Bíblia ainda nos revela que Deus é o Criador de todas as coisas e essa criação glorifica o Seu grande e glorioso nome. “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo” Sl 19.1-4.
    Encontramos ainda em diversas partes da Bíblia Sagrada grandes manifestações de louvor e adoração a esse Deus glorioso, sempre em reconhecimento pelo que Ele é em si mesmo e pelo que Ele fez. “E ouvi a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” Ap 5.13. “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos seres viventes, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” Ap 5.11,12.
    Pelo fato de que a Deus é devida toda a glória, conforme um dos salmos, que diz: “Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e força. Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele todos os moradores da terra” Sl 96.7-9, devemos como seres humanos e, principalmente, por sermos redimidos  tributar a Santíssima Trindade toda a glória, tanto com os nossos lábios, mas principalmente com um viver que agrade a Deus, a fim de que as pessoas que não O conhecem glorifiquem ao Senhor pelo que veem em nós. (Mt 5.16).       
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti   

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...