Este blog veicula reflexões bíblicas feitas pelo Reverendo Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 31 de março de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
APOCALIPSE - CRISTO, O ALFA E O ÔMEGA
CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes)
APOCALIPSE
- CRISTO, O ALFA E O ÔMEGA
O livro de Apocalipse foi escrito pelo apóstolo
João no final de sua vida. Esse livro foi escrito num estilo literário
conhecido como linguagem apocalíptica, onde a mensagem é apresentada através de
símbolos, visões, profecias, figuras de linguagem, etc. Ele foi escrito para
consolar a Igreja de Cristo que estava sofrendo perseguições pelo império
romano que, na época, o imperador (César) reivindicava adoração como se Deus
fosse. Isso era inaceitável para a Igreja que só tinha como objeto de adoração
o Deus triúno. Alguns teólogos reformados veem esse livro como algo muito
esmerado, que conta a história da Igreja (o mesmo período) sete vezes, desde a
primeira vinda de Cristo até a consumação que se dará na sua Segunda Vinda,
sendo que nessas sete seções os acontecimentos vão sendo revelados numa ordem
crescente até chegar a sua consumação ou ao seu clímax. O número sete, nesse
livro, ocupa papel preponderante, significando ele a coisa completa, em sua
plenitude (sete igrejas, sete anjos, sete espíritos, sete selos, sete
trombetas, sete taças, etc). Assim sendo, por exemplo, o livro foi destinado a
sete da Ásia Menor da época, mas é para toda a Igreja do Senhor em todas as
épocas e em todos os lugares. O Senhor Jesus no Apocalipse é revelado logo no
capitulo um como o Supremo Juiz do universo. Nos capítulos dois e três ele é
revelado como Deus onipresente e soberano Senhor que domina sobre a Igreja e
anda no meio dela. No capítulo cinco ele é revelado como o único digno de abrir
o livro e desatar os seus sete selos, ou seja, ditar o ritmo da história, pois
foi morto e com o seu sangue comprou para Deus o Pai, pessoas de todas as
tribos, línguas, povos e nações e as fez reis e sacerdotes espirituais. No
capitulo seis é Jesus quem controla a história com a abertura dos selos. Ele é
revelado também nesse livro como o Filho varão que vai reger a terra. O
capitulo dezenove, explicitamente, fala sobre a Segunda Vinda do Senhor Jesus
acompanhado pelos seus anjos para punir os inimigos da Igreja (o dragão e as
duas bestas) e dar a Igreja um final feliz. Ele ainda é revelado como o Alfa e
Ômega (a primeira e a última letra do alfabeto grego), como o Princípio e o
Fim, ou seja, tudo é dEle, é por Ele e para Ele, glória, pois, eternamente a
Ele.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
CRISTO NA BÍBLIA - JUDAS (CRISTO COMO O JUIZ QUE JULGA O PECADO)
CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes)
JUDAS
- CRISTO COMO O JUIZ QUE JULGA O PECADO
Essa epistola foi escrita por Judas, irmão de Tiago
e meio irmão de nosso Senhor Jesus Cristo. Judas intencionava escrever sobre a
fé comum, talvez sobre algum tema doutrinário, mas mudou de ideia devido à
urgência de escrever essa carta para combater uma heresia que crescia na época
no meio da Igreja, que ensinava que o salvo pela fé em Cristo era uma pessoa
livre de qualquer lei, inclusive da lei de Cristo, portanto podia viver como quisesse
sem o controle do Espirito e sem a obediência aos mandamentos divinos, eles
eram antinominianos, palavra que significa contrários a lei. Judas qualificou
esses falsos mestres como vis, ímpios, que não tinham o Espirito, e os compara
a Caim (liberais), a Balaão (cobiçosos) e a Coré (rebeldes), personagens do
Antigo Testamento. A carta de Judas que
foi escrita, provavelmente, entre os anos 70 a 80 da era cristã, tem as
seguintes características: 1) é a carta que contém a mais veemente censura
contra os falsos mestres da época; 2) Usa ilustrações do juízo de Deus no
Antigo Testamento sobre três homens ímpios (Caim, Balaão e Coré); 3) Sob a
direção do Espirito o autor usa diversos escritos (As Escrituras do Antigo
Testamento, as tradições judaicas, e 2ª Pedro); 4) Contém uma das mais lindas
bênçãos do Novo Testamento: “Ora, àquele
que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis,
com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus
Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos
os séculos, agora e para todo o sempre. Amém!” Jd 24,25. Quanto à
Cristologia, Judas apresenta na sua doxologia (hino de louvor) Cristo como
nosso Senhor, Senhor da Igreja e também do universo. Em relação a Cristo como
Juiz que julga o pecado, Judas cita uma profecia proferida por Enoque, o sétimo
depois de Adão: “E destes profetizou
também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com
milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles
todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram
e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” Jd
14,15. Judas atrela o juízo final à Segunda Vinda de Cristo em glória,
acompanhado dos anjos dos Céus. O Senhor Jesus, conforme revelado no capitulo 1 de Apocalipse, é o grande Juiz do universo. Julgará os homens e os anjos caídos . Todos irão comparecer diante dele para prestar contas de sua mordomia (tempo, vida e bens).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
CRISTO NA BÍBLIA - 1ª, 2ª, 3ª JOÃO (O CRISTO QUE VEIO EM CARNE)
CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes)
1ª,
2ª, 3ª JOÃO - O CRISTO QUE VEIO EM CARNE
O apóstolo João escreveu cinco livros canônicos (O
Evangelho de João, 1ª, 2ª, 3ª João, e Apocalipse). No Evangelho, João enfatiza
Cristo como o Filho Unigênito de Deus. No Apocalipse, O Primeiro e o Ultimo, o
Alfa e o Ômega, e nas suas epístolas João enfatiza Cristo como o Deus
encarnado. João escreveu 1ª João para combater uma heresia que grassava na
Igreja da época sobre a pessoa de Cristo, que ensinava que Jesus não viera em
carne. Na sua 2ª carta João adverte a Igreja sobre os falsos mestres que
perambulavam pelas Igrejas na época, ensinando falsas doutrinas. Em 3ª João, o
autor sacro adverte a Igreja sobre uma liderança autocrática que presidia uma
das Igrejas locais da época, que estava sob a supervisão apostólica. O
Gnosticismo que João combatia era a mais perigosa heresia que rondava a vida
das Igrejas da época, ensinava que a salvação não era pela graça divina
mediante a fé em Cristo, e sim através dum conhecimento profundo oriundo de um
sincretismo que misturava doutrinas cristãs, paganismo e filosofia grega. Era
uma religião esotérica. Em relação à pessoa de Cristo, o Gnosticismo ensinava
que Ele não tinha um corpo físico, real, e sim uma aparência de corpo, ou seja,
Cristo não era humano e não era o Deus que encarnara. “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de
Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto
conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo
veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio
em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já
ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo” 1 Jo 4.1-3. João ainda
combate com o seu Evangelho e com a sua primeira carta, cuja ênfase é na
deidade de Cristo, aquele ensinamento gnóstico que dizia que Jesus não era Deus
e sim um deus: “Nisto conhecemos que
estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito, e vimos, e
testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo. Qualquer que
confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus”. 1 Jo
4.13-15. (Veja ainda Jo 20.31). Sobre a humanidade de Cristo, João disse que o
Verbo divino, o Deus Filho, se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). E sobre
a deidade de Cristo, tanto o Evangelho de João como a 1ª carta de João diz que
Jesus é o Filho de Deus (Jo 1.1-3; 1 Jo 5.20). João ainda apresenta a Cristo na
sua humanidade como paradigma e modelo a ser imitado. “Aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou” 1 Jo
2.6.
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
CRISTO NA BÍBLIA - 2º PEDRO (O CRISTO QUE HÁ DE VIR)
CRISTO NA BÍBLIA (Pr. Eudes)
2º
PEDRO -
O CRISTO QUE HÁ DE VIR
Na sua primeira carta, Pedro enfatiza a obra
redentora de Cristo Jesus, realizada na cruz do Calvário. Nessa obra, Cristo
levou sobre si os pecados do seu povo, resgatando-o das garras do diabo e o
colocando numa posição exaltada no que se refere à área espiritual. Aos
cristãos dispersos no mundo de então, Pedro diz que eles eram o povo de Deus,
geração eleita, sacerdócio real e nação santa, e povo de propriedade exclusiva
de Deus (1 Pe 2.9). Na sua segunda carta, Pedro combate os falsos mestres que
negavam a segunda vinda do Senhor e a necessidade de se viver uma vida santa
baseada nas Sagradas Escrituras. Esses homens estavam no meio da igreja minando
a sua esperança no futuro escatológico do povo de Deus. Ao escrever essa carta,
Pedro visava encorajar aos irmãos a perseverarem numa vida de santidade e de um
contínuo crescimento em Cristo Jesus. A segunda carta de Pedro tem as seguintes
características: 1) contém uma das declarações mais contundentes da inspiração
das Escrituras; 2) contém informações escatológicas semelhantes à epístola de
Judas, que demonstra que o autor de Judas aproveitou as informações da segunda
carta de Pedro; 3) o capitulo três de 2ª Pedro é um dos grandes textos que
tratam da segunda vinda de Cristo, inclusive do consequente fim do mundo; 4)
Pedro cita Paulo como escritor inspirado por Deus. Falando sobre a segunda
vinda do Senhor, Pedro revela o plano de Deus para a terra e o universo que
habitamos quando trata do Dia do Senhor: “Virá,
entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com
estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as
obras que nela existem serão atingidas”. 2 Pe 3.10. Em seguida, ele exorta os crentes a se
prepararem para esse grandioso evento, e diz o porquê disso: “Visto que todas essas coisas hão de ser
assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e
piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os
céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.”
2 Pe 3.11,12. Depois, Pedro fala sobre novos céus e nova terra como
consequência da renovação que Deus fará no universo, limpando-o da mancha do
pecado. (2 Pe 3.13).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
CRISTO NA BÍBLIA - 1ª PEDRO (CRISTO, O REDENTOR DA IGREJA)
CRISTO NA BÍBLIA (Pr.
Eudes)
1ª PEDRO - CRISTO,
O REDENTOR DA IGREJA
Pedro foi um dos três apóstolos mais achegados a Cristo (Pedro, Tiago e
João). Era um pescador e tinha uma sociedade pesqueira com Tiago e João, filhos
de Zebedeu. Como apóstolo achegado a Cristo, Pedro presenciou, juntamente com
os filhos de Zebedeu, acontecimentos na vida de Jesus que os outros não
presenciaram: A ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus no
monte, e a agonia mais intensa de Jesus no Getsêmani. Pedro escreveu duas
cartas canônicas (1ª e 2ª Pedro) aos irmãos dispersos pelo mundo de então. Na
sua primeira carta, ele anima os irmãos em Cristo que estavam sofrendo
perseguição por causa da fé em Cristo bem como na perspectiva do martírio, e
para isso apresenta Cristo como o exemplo de paciência diante da perseguição e
do sofrimento. Nessa carta, Pedro revela que, mesmo estando espalhados na Ásia
Menor, eles constituíam o povo de propriedade exclusiva de Deus, nação santa e
geração eleita, e anima-os a proclamarem as virtudes de nosso Senhor Jesus
Cristo. Esse povo fora resgatado da sua vã maneira de viver pelo sangue do
Cordeiro derramado na cruz do Calvário. “Sabendo
que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados
da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas
com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,
o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do
mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós”. 1 Pe
1.18-20. O homem nasce escravizado pelo pecado e vive sob o seu domínio. Cristo
se manifestou para libertar o homem da escravidão do pecado e para isso ofereceu
a sua preciosa vida em sacrifício pelos pecados do seu povo. Com a sua morte na
cruz, Cristo resgatou da escravidão do pecado os que creem nele. Jesus é o
grande redentor. O preço que pagou para nos libertar da escravidão (domínio do
pecado), foi o seu precioso sangue derramado na cruz. “Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos peados” Ap
1.5. Paulo corrobora as palavras de Pedro, quando disse: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas,
segundo as riquezas da sua graça” Ef 1.7. (Leia ainda Cl 1.13,14).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
sábado, 4 de novembro de 2017
CRISTO NA BÍBLIA - TIAGO (CRISTO, O SENHOR DA GLÓRIA)
CRISTO NA BÍBLIA (Pr.
Eudes)
TIAGO - CRISTO,
O SENHOR DA GLÓRIA
Tiago, irmão
do Senhor e pastor da Igreja em Jerusalém escreveu o livro canônico que leva o
seu nome. Ele escreveu aos judeus crentes espalhados no mundo de então, visando
encorajá-los a enfrentar as várias provações que estavam pondo aqueles irmãos à
prova. Essa carta também foi escrita para corrigir ideias erradas acerca da
natureza da fé cristã bem como para instruí-los sobre o resultado prático de
uma fé genuína em Cristo. A carta de Tiago trata de diversos temas relacionados
à vida cristã, como por exemplo: suportar com alegria as tribulações; resistir às
tentações; praticar a Palavra de Deus; o valor de uma fé viva; o cuidado com a
língua; o cuidado com a sabedoria humana à parte da divina; administrar as
riquezas; o valor e o poder da oração, etc. Por causa de sua ênfase na questão
do bom proceder, a carta de Tiago é comparada ao livro de Provérbios, pois
ambos espelham o caráter de um verdadeiro cristão, tendo Cristo como o
paradigma de uma vida que agrada a Deus. Essa carta ainda é comparada ao livro
de Amós por causa de sua ênfase em questões sociais. A carta de Tiago faz
quinze referências ao Sermão do Monte, proferido pelo Senhor Jesus Cristo no início
do seu ministério, e registrado por Mateus e Lucas. Quanto à Cristologia, Tiago
enfatiza a Jesus como o Senhor da glória, Deus glorioso, único objeto da fé
salvadora. Ele faz essa citação quando advertia aos seus leitores sobre a
questão de não se fazer acepção de pessoas, especialmente dentro da Igreja, discriminando-as
por causa de suas posições sociais (Tg 2.1-13). Tiago ainda fala sobre a
segunda vinda do Senhor e encoraja a Igreja a esperar com paciência esse grande
e glorioso dia. É bom lembrar que a segunda vinda do Senhor é um dos eventos
mais bem documentado de todo o Novo Testamento. A exceção de Filemom, 2 e 3
João, os outros livros tratam do assunto, direta ou indiretamente. Tiago também
enfatiza a Cristo como o grande Juiz do Universo que está à porta. Sabemos
pelas Escrituras que ao Senhor Jesus foi entregue todo o julgamento (Jo 5.22).
Jesus hoje é o advogado de todo aquele que nele crê e o aceita como Salvador e
Senhor. Quando de sua segunda vinda, Ele será o grande Juiz do universo diante
de quem todos comparecerão, no devido tempo, para dar conta de sua mordomia.
Dado a gravidade do assunto, Tiago exorta aos leitores a viver uma vida sem
queixas nem contendas, pois o Juiz está à porta (Tg 5.9).
Pr. Eudes Lopes Cavalcanti
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