segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Evangelho de Cristo


O Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, que é as boas novas de salvação através da obra realizada por Cristo na cruz do Calvário, é uma mensagem poderosa. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” Rm 1.16. Ela é tão poderosa que quando alcança o homem estragado pelo pecado o transforma numa nova criatura e restaura nele a imagem de Deus, desfigurada pelo pecado de nossos primeiros pais. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” 2 Co 5.17. “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” 2 Co 3.18.
No plano estabelecido por Deus esse precioso evangelho deve ser proclamado pela Igreja em todo o mundo e a todas as criaturas. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16. Ainda segundo o plano de Deus, esse evangelho para se tornar eficaz na vida de uma pessoa, ela precisa responder com fé a sua proclamação. Percebam que o texto de Romanos (1.16) diz que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. No texto citado de Marcos (16.15,16), a salvação está condicionada a recepção do evangelho pela fé: “quem crer e for batizado será salvo” e a perdição está diretamente ligada à rejeição e a descrença na mensagem do evangelho: “mas quem não crer será condenado”. Na sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo disse que a salvação do homem é uma dádiva graciosa de Deus, mas que deve ser recebida pela fé a fim de que se torne eficaz. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” Ef 2.8.
Considerando que o homem está afastado de Deus por causa do pecado, e que caminha a passos largos para a perdição eterna, e que só o evangelho é capaz de salvá-lo, e que isso só é possível enquanto a pessoa está viva neste mundo, urge a necessidade da Igreja se mobilizar para proclamar o evangelho a todas as pessoas que estiverem ao seu alcance.
À Igreja foi entregue a grandiosa tarefa de anunciar o evangelho. É dela esse privilégio e somente dela. Os anjos de Deus anelaram entrar nesse ministério, mas, Deus não permitiu (1 Pe 1.12). Sabendo que todo o privilégio se reveste de similar responsabilidade, precisamos como Igreja despender esforços para que esse trabalho seja realizado. Precisamos investir o nosso tempo, vida e bens nessa obra que é de Deus. O apóstolo Paulo tinha a consciência da grande responsabilidade de anunciar o evangelho. Ouçamo-lo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” 1 Co 9.16.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O Antigo Testamento é velho?

Mesmo estando vivendo na Dispensação da Graça, onde existe uma legislação específica, não devemos menosprezar as palavras ditas por Deus para as épocas passadas, considerando que elas revelam muito da mente, do caráter e das intenções do Deus Todo-Poderoso.
É importante que consideremos que os princípios divinos, contidos na Dispensação da Lei, onde a legislação foi mais abundante, são eternos e imutáveis, por exemplo: O mandamento da guarda do dia de sábado não é obrigatório para a atual dispensação, mas o princípio de ser reservado um dia da semana dos sete que Deus nos dá, para ser dedicado ao Senhor, permanece. Com esse pensamento valorizamos a Palavra de Deus e damos a ela o destaque que Deus quer que seja dado. “Pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a tua palavra” (Sl 138.2).
O descaso de alguns para com o Velho Testamento talvez venha do adjetivo velho, usado na primeira parte do livro sagrado, que significa, entre outras coisas, fora de uso, antiquado, muito idoso, etc.
Não devemos amados considerar como velho, ultrapassado, caduco e sem serventia aquela parte das Sagradas Escrituras. É verdade que a literatura inspirada do Velho Testamento foi produzida na Dispensação da Lei, que perdurou de Moisés até ao Senhor Jesus Cristo (Jo 1.17), e que a legislação que norteou a vida do povo de Deus na Velha Dispensação está registrada nos livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Nós como cristãos não estamos obrigados a guardar a lei mosaica, pois a mesma caducou com a instituição da Dispensação da Graça por nosso Senhor Jesus Cristo, mas lembremo-nos de que Jesus ampliou muitos conceitos encontrados na legislação judaica e os autorizou para observância do cristão, como por exemplo, os mandamentos: “Não Matarás” (Mt 5.21, 22), “Não Adulterarás” (Mt 5.27, 28), “Não perjurarás”, (Mt 5.38-42) etc.
É bom que entendamos que no Velho Testamento não encontramos apenas a lei mosaica e sim, também, os livros históricos que contam a história do povo judeu, os livros poéticos e os livros proféticos, contendo este dois últimos, entre outros preciosos ensinamentos, as profecias sobre o Messias que haveria de vir, e os registros escatológicos do reino messiânico.
Os escritores do Novo Testamento (Pedro, Paulo,...) não desprezaram o Antigo Testamento, muito pelo contrário, fizeram dele a sua “Bíblia” e o usaram como base para as pregações e argumentações teológicas. Eles consideravam o Velho Testamento como parte inicial da revelação divina que seria complementada com os escritos inspirados do Novo Testamento.
Para que a Bíblia se harmonize no seu todo (Velho e Novo Testamento), e cada parte dela tenha o seu real valor destinado por Deus, é preciso que distingamos as épocas e assim não se encontrarão brechas para minimizarmos a importância do Velho Testamento na vida da Igreja.
Concluímos lembrando aos irmãos que toda a Palavra de Deus é pura e santa, inspirada pelo Todo-Poderoso, útil para instrução, consolação e edificação do povo de Deus (2 Tm 3.16).
“Porque tudo o que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).

sábado, 7 de junho de 2008

Vendo o invisível

A Bíblia nos revela da existência de um mundo que não se vê com os olhos humanos, nem também com a ajuda de instrumentos que aumentam o alcance da visão do homem como, por exemplo, o telescópio, por mais poderoso que ele seja. Esse mundo invisível divide-se em duas partes: uma é o mundo de Deus, os céus, onde Deus habita, onde está instalado o seu trono de glória, onde está o Cristo glorificado, governando a Igreja. Ainda nesse mundo estão os anjos eleitos que servem a Deus. Nessa parte do mundo estão os espíritos aperfeiçoados dos crentes falecidos de todas as épocas desde a criação do homem até agora, aguardando o grande e glorioso dia da ressurreição. Por outro lado, encontramos nesse mundo uma parte tenebrosa, sombria, habitada pelo diabo e seus anjos e por aqueles espíritos não regenerados, descrentes, que estão aprisionados, separados de Deus, aguardando em sofrimento o grande e terrível dia do julgamento final.
Tratando-se de Deus e seus anjos e do diabo e seus anjos, esses dois segmentos do mundo invisível têm interesse no mundo visível, nas pessoas que habitam aqui, buscando, respectivamente, cada um deles, a felicidade ou a desgraça dos seres humanos.
Nós os salvos, que já andamos na luz do Senhor, precisamos ter a visão espiritual aguçada
para ver as coisas do mundo invisível, tanto as relacionadas a Deus como aquelas relacionadas ao diabo. Em relação às coisas de Deus, a Bíblia nos orienta a pensar nelas e a buscá-las. “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” Cl 3.1,2. Diz ainda a Bíblia: “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” 2 Co 4.18.
Enxergando as coisas de Deus pela fé o crente vive uma vida confiante e vitoriosa. Vejamos um episódio na vida do profeta Eliseu que ilustra o assunto em questão: Eliseu estava em Samaria, capital do Reino do Norte (Israel), que naqueles dias estava cercada pelo exército sírio. O moço que servia a Eliseu estava apavorado ao observar que não havia possibilidade de escapatória. Eliseu confiante pediu a Deus que fossem abertos os olhos espirituais do moço a fim de que ele pudesse enxergar o invisível. “E orou Eliseu, e disse: SENHOR peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” 2 Rs 6.17.
Em relação ao mundo invisível do mal é necessário que o crente tenha a sua visão espiritual aguçada para perceber as astutas ciladas do diabo. Paulo, o apóstolo, em certa ocasião disse que não ignorava os ardis do diabo (2 Co 2.11). Quando uma moça possessa de um espírito de adivinhação fez uma proclamação acerca de Paulo e do seu ministério, ele ao perceber que aquilo era obra do diabo, repreendeu de imediato o espírito maligno e o expulsou em nome de Jesus (At 16.16-18).
Quem vê o invisível como Moisés viu (Hb 11.27), deixa-se nortear pelas coisas de Deus. O texto nos diz que Moisés pelo fato de enxergar aquilo que não se vê com os olhos humanos recusou ser chamado filho da filha de Faraó e, conseqüentemente, deixou de usufruir das coisas mundanas para viver em função das coisas de Deus.

O mundanismo dentro da igreja

Os crentes em Cristo Jesus foram chamados das trevas para a luz. Do pecado para a santidade de vida. Quando aceitamos a Jesus damos as costas para o mundo que jaz no maligno, e nos comprometemos a viver para Deus, servindo-o através da Igreja. O Senhor Jesus declarou que nós não somos do mundo (João 17.14,16), apesar de vivermos neste mundo (João 17.15).
No plano de Deus, a Igreja, que somos nós, deve viver afastada do pecado em todas as suas manifestações, pois para o pecado morremos no dia da nossa conversão (Romanos 6.1,2).
O Diabo, nosso adversário, não podendo mais nos destruir tem usado tudo aquilo que está ao seu alcance para embaraçar a vida de santidade da Igreja. Para isso, ele tornou o mundo extremamente agradável e apetitoso visando com isso atrair o povo de Deus para o pecado. A arma do mundanismo, que são os usos e costumes praticados pelas pessoas que não conhecem a Deus, é direcionada contra a vida dos servos do Senhor. São as setas inflamadas do maligno disparadas contra a Igreja de Jesus.
O método mais poderoso usado pelo Diabo para influenciar os crentes a usar e abusar das coisas deste mundo são os meios de comunicação de massa, principalmente a televisão. Pela televisão o mundo está entrando na vida daqueles crentes que não estão vigiando nem orando. Os usos e costumes, ditados pela televisão, estão sendo incorporados no dia a dia por muitos do povo de Deus, enfraquecendo a suas vidas espirituais, tornando-os indiferentes ao trabalho de Deus.
Poderíamos citar como exemplos de usos e costumes mundanos que tem entrado na Igreja, o uso de roupas indecorosas (roupas curtas demais, transparentes, decotes salientes, coladas demais ao corpo, etc.), pintura excessiva, as piadas, a mentira em forma de brincadeira, os chavões, as gaiatices, a leviandade e outras coisas semelhantes que tanto prejudicam a vida espiritual do crente. Nesta lista entra também o namoro muito agarrado, os beijos exagerados, aprendidos nas telenovelas e outras coisas mais pesadas nessa área, que certamente trarão traumas e tristezas a vida das pessoas, se não pararem a tempo.
Amados irmãos é preciso que tenhamos cuidado com a nossa vida espiritual. É preciso que leiamos mais a Bíblia, que oremos mais, que freqüentemos mais as reuniões da Igreja, que leiamos bons livros evangélicos e que evitemos as rodas de amigos que não são crentes, que evitemos assistir as programações de televisão (telenovelas, filmes com conotações eróticas) que prejudicam a alma de todos, especialmente daqueles que estão começando agora a sua vida cristã.
Atente para o que a Palavra de Deus diz sobre o assunto. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” 1 João 2. 15,17.

sábado, 31 de maio de 2008

A Segunda Vinda do Senhor


No estudo da Teologia Sistemática encontramos, dentre outros temas, a Escatologia, ou seja, o estudo das Últimas Coisas ou a Doutrina das Últimas Coisas. Dentro do estudo da Escatologia encontramos diversos temas, como por exemplo: A Morte e o Estado Intermediário (Escatologia Individual), a Segunda Vinda do Senhor, a Grande Tribulação, o Arrebatamento da Igreja, o Reino Milenial, a Ressurreição Corporal, o Julgamento Final e o Estado Eterno (Escatologia Geral).
Neste artigo, abordaremos a Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo que é o primeiro evento estudado pela Escatologia Geral. A Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo é, dentro dos eventos escatológicos, o mais bem documentado da Bíblia. Em quase todos os livros do Novo Testamento temos pelos menos um registro desse glorioso evento. Três palavras foram usadas pelos escritores do Novo Testamento quando faziam referência a Segunda Vinda do Senhor: Parousia (1 Ts 3.13; 4.15; ...) que tem o sentido transliterado de presença, vinda, chegada; Apocalipse (1 Co 1.7; 2 Ts 1.6,7; 1 Pe 4.13; ...) que significa revelar; e Epifania (1 Tm 6.14; 2 Tm 4.8; Tt 2.13,14; ...) que significa aparecimento.
O Senhor Jesus, ao longo de seu ministério terreno, já vinha profetizando que depois que realizasse a obra redentora e voltasse ao Pai, aos Céus, voltaria a este mundo para buscar a Sua Igreja, que resgatara com o Seu precioso sangue. Em João 14.2, encontramos uma dessas profecias: "E, quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também".
A segunda vinda do Senhor é o próximo grande evento escatológico tendo como conseqüência imediata o Arrebatamento da Igreja. O apóstolo Paulo escrevendo aos Tessalonicenses explica como acontecerá esse tão esperado evento: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" 1 Ts 4.16,17.
A segunda vinda do Senhor Jesus tem algumas características que precisam ser conhecidas de todos: A primeira delas, é que será uma vinda pessoal. O texto de Tessalonicenses diz que o Senhor mesmo descerá dos céus. Em Atos 1.11 encontramos dois anjos dizendo aos discípulos do Senhor: "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir". A segunda característica é que será uma vinda física, ou seja, o Senhor Jesus voltará com o corpo que ressuscitou dos mortos, dando ensejo para que todos O possam ver: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até os mesmos que o transpassaram; ..." Ap 1.7. "Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu,..." Mt 24.30. A terceira característica é que será uma vinda gloriosa. Jesus veio a primeira vez em humilhação, mas virá a segunda vez com poder e grande glória. "... e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória" Mt 24.30. " E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória" Mt 25.31.
Quanto à data da Segunda Vinda não nos foi revelado nem pelo Senhor nem pelos Seus apóstolos. O Senhor Jesus disse que daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos nem o próprio Filho como homem sabia (Mt 24.36; 25.13; ...). É uma data de exclusiva competência de Deus. A Igreja não está autorizada a marcar a data da Segunda Vinda do Senhor. Todos que se aventuraram a datar a segunda do Senhor ficaram decepcionados, pois entraram numa área que não lhes competia e sim a Deus.
Quando a época da Segunda Vinda, em relação ao período tribulacional, existem pelos menos três posições escatológicas: O Pré-Tribulacionismo que ensina que a Segunda Vinda do Senhor e o conseqüente Arrebatamento da Igreja ocorrerá antes do estabelecimento da Grande Tribulação. O Meso -Tribulacionalismo que prega que a Segunda Vinda do Senhor e o conseqüente Arrebatamento, ocorrerão no meio do período tribulacional e o Pós – Tribulacionismo que ensina que a Segunda Vinda do Senhor ocorrerá logo após a Grande Tribulação.
Amados irmãos, a segunda vinda do Senhor Jesus é certa, preparemo-nos, portanto, para esse grande evento a fim de sermos achados por Ele em paz e em santidade.

As prioridades da vida de um cristão

O cristão deve priorizar na sua vida algumas coisas que, certamente, o farão um crente forte e vitorioso. São coisas antiqüíssimas, mas atualizadas e eficazes. Elas nos farão aproximar-se mais de Deus e receber dEle as bênçãos necessárias para sermos felizes neste mundo, e conseqüentemente, bênçãos para todos os que nos cercam. A ordem primeira, segunda etc., é só para efeito didático e não por importância considerando que todas são importantes aos olhos de Deus.
A primeira dessas prioridades é a oração. Há um poder extraordinário na oração sincera e perseverante. Tiago, o irmão do Senhor, disse em sua epístola: “... a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” Tg 5.16. Os crentes vitoriosos foram aqueles que enfatizavam ao longo de sua vida a oração.
A segunda dessas prioridades é a leitura sistematizada e meditativa das Sagradas Escrituras. Tudo o que Deus queria que nós tomássemos conhecimento acerca do Seu ser, do Seu caráter, dos seus atributos e acerca de Sua vontade nos foi revelado em sua Palavra. A Revelação Especial começou com Genesis e completou-se com o livro de Apocalipse. Tudo o que foi escrito na Bíblia Sagrada foi inspirado por Deus. É por isso que Deus recomenda que busquemos a sua Palavra. “Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de fazer conforme tudo quanto está escrito; porque, farás prosperar o teu caminho e, então prudentemente te conduzirás” Js 1.8.
A terceira prioridade é uma vida de santificação. Nós fomos chamados para viver uma vida de santificação a fim de que glorifiquemos ao nosso Pai que está no Céu. Sobre o assunto nos diz a Bíblia: “Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação”. I Ts. 4.7. Diz ainda a Bíblia Sagrada: “Mas como é Santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda vossa maneira de viver” 1 Pe 1.15.
A quarta prioridade é uma vida de fé. Todas as bênçãos concedidas por Deus são recebidas pela fé. A fé é o segredo de uma vida vitoriosa. “Tudo é possível ao que crê”, disse Jesus. O escritor aos Hebreus disse: “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproximar de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam” Hb 11.6.
A quinta prioridade é a obra de Deus. Fomos salvos para servir. Somos servos do Deus Altíssimo. Estamos neste mundo para fazer o trabalho do Senhor. Devemos servir ao Senhor com a vida, com o tempo e com os bens. Sobre o assunto escreveu o apóstolo Paulo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na Obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” 1 Co 15.58.
Priorizemos, amados, as coisas mencionadas acima e seremos bênçãos nas mãos do Senhor.

Vivendo na Plenitude do Espírito

Segundo o plano eterno de Deus, aprouve a Ele, de acordo com a Sua soberana vontade, conceder aos que crêem no Evangelho o Espírito Santo, a terceira pessoa da Santíssima Trindade. “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios d`águas vivas correrão do seu ventre. E isto, disse ele, do Espírito que haviam de receber os que nele cressem;...” Jo 7.38,39. “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Ef 1.13. Esse dom precioso do Espírito é uma realidade na vida da pessoa salva em Jesus e é a sua marca distintiva, pois a Bíblia diz que se alguém não tem o Espírito de Cristo esse tal não é dele (Rm 8.9).
Agora, amados, uma coisa é ter o Espírito Santo habitando dentro de nós e outra coisa é ser cheio do Espírito, e ainda outra coisa é viver sempre na plenitude desse Espírito.
A maior necessidade que temos como Igreja não é tanto de recursos financeiros, nem de bons planejamentos, nem de boas instalações, nem de boa localização estratégica do santuário e sim de vivermos uma vida na plenitude do Espírito Santo. A igreja primitiva gozava dessa bênção. No livro de Atos encontramos diversos textos que mostram que os líderes e os crentes em geral viviam cheios do Espírito Santo (At 2.4; 4.8,31; 6.5,8; 13.52; ...). Vale salientar que em At 13.52, o texto nos diz que os discípulos estavam transbordando de alegria e do Espírito Santo.
Amados, precisamos urgentemente dessa plenitude em nossas vidas. É preciso que entendamos que só podemos fazer a obra de Deus satisfatoriamente se estivermos cheios do Espírito Santo. “Sem mim nada podeis fazer”.
Mas perguntaria alguém: como posso ser cheio do Espírito Santo? No nosso entendimento, já que todos os crentes têm o Espírito Santo, essa plenitude ou esse enchimento está diretamente ligado à intensidade de nossa vida devocional, ou seja, a nossa vida de comunhão com Deus. Se nós, amados, confessarmos as nossas falhas ao Senhor e o buscarmos de todo o nosso coração através da Palavra de Deus e da oração certamente essa plenitude nos alcançará e viveremos uma vida cristã que realmente agrade a Deus.
“Enchei-vos do Espírito”. Ef 5.18

domingo, 25 de maio de 2008

Coincidência ou Providência?

O livro de Ester, que é o último dos livros históricos do Antigo Testamento, tem uma particularidade interessante que é não se encontrar nele o nome de Deus. Esse livro repleto de eventos maravilhosos não consta o nome de Deus, mas, em tudo, se pode observar a Sua providência através dessa história.A providência divina começa a se evidenciar com a deposição de Vastir por desobediência ao seu esposo Assuero, rei da Pérsia, na época a maior potência do mundo. Depois, num concurso de beleza, quando a judia Ester (Hadassa) foi escolhida pelo rei Assuero para substituir a rainha deposta. Deus, na sua providência, estava colocando uma pessoa de sua confiança numa posição estratégica no reino persa para intervir num momento de perigo de extermínio do seu povo, arquitetado por um feroz inimigo.Depois, podemos observar a providência divina em que o primo de Ester, Mardoqueu, descobriu um complô contra o rei Assuero por parte de dois de seus servos. Mardoqueu denunciou o fato a Ester e o rei abortou o atentado mandando enforcar os dois servos rebelde. Mas o rei esqueceu-se de beneficiar aquele que lhe salvara a vida.Outro acontecimento interessante onde é evidenciada a providência de Deus foi quando o rei Assuero resolveu exaltar um dos seus príncipes chamado Hamã, que entrou em rota de colisão com os judeus, pois esse príncipe exigia que todas as pessoas se dobrassem diante dele, o que para um judeu era inadmissível, pois as Escrituras proibiam honrar a criatura mais do que ao Criador. Com ódio no coração, Hamã resolveu destruir não só Mardoqueu, mas também a todos de sua raça. Instigado por Hamã, o rei assinou um decreto em que todos os judeus que viviam sob o seu império fossem mortos. Nesse ínterim, o rei Assuero que tinha se esquecido do benefício que lhe fizera Mardoqueu, perdeu o sono numa de suas noites e ordenou que os seus escribas lhe trouxessem as crônicas do reino. Lendo-as, o rei foi levado pela providência divina a se lembrar do episódio acontecido, quando atentaram contra a sua vida, e perguntou que benefício fora feito a Mardoqueu por isso. Tendo uma resposta negativa, o rei Assuero ordenou a Hamã, inimigo de Mardoqueu e dos judeus, que desse a Mardoqueu as maiores honras pela sua atitude.Mas que ironia do destino: aquele que iria destruir os judeus foi obrigado pelo rei a honrar o seu inimigo. Mas, não tem nada de ironia do destino aí nem também coincidência, e sim a poderosa mão de Deus trabalhando em favor do seu povo, escrevendo a história. No final, Mardoqueu é elevado à segunda autoridade no reino da Pérsia, e Hamã enforcado na forca que preparara para Mardoqueu. Irmãos, Deus está no controle de todas as coisas. A Igreja é preciosa aos seus olhos e Ele está trabalhando em favor dela, através de Sua providência. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”.

Eudes Lopes Cavalcanti

Simão, o mágico (At 8.9-13) No relato do texto em apreço, nos é apresentada a figura de um homem famoso na cidade de Samaria, onde De...