terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27)

Reflexões no Evangelho de Marcos Os saduceus e a ressurreição (Mc 12.18-27) Na época em que Jesus viveu, no meio do povo de Israel existiam diversos grupos religiosos dentre eles os saduceus. Esse grupo era composto da classe alta da sociedade israelita e dentre os seus componentes tinham muitos sacerdotes. Esse grupo não acreditava nada do reino espiritual (anjos, espíritos) e nem também na ressurreição dos mortos (At 23.6-10). A máxima deles no debate contra a ressurreição era uma história que dizia que existiram sete irmãos e os sete, por obrigação da lei do levirato (O homem era obrigado a casar com a viúva de seu irmão), casaram-se, um após o outro, com a mesma mulher, e eles indagavam em suas disputas religiosas qual dos sete homens, quando da ressurreição dos mortos, seria o marido daquela mulher que casara com os sete. Eles aproximaram-se do Senhor Jesus contaram-lhe a história (fictícia ou não) e perguntaram a Ele, de quem seria a mulher na ressurreição dos mortos, pois os sete a tiveram como esposa. A pergunta deu ensejo a Jesus a desmontar o sofisma daquele segmento religioso incrédulo. O Senhor começou a repreendê-los pelo fato de não conhecerem as Escrituras nem o poder de Deus. Em seguida, o Senhor revelou uma parte do programa escatológico divino em que para os ressuscitados as relações familiares inexistem, pois eles serão como os anjos dos céus, que não se casam nem se dão em casamento. Depois o Senhor cita as Escrituras que os saduceus aceitavam (o Pentateuco) dizendo que Deus ao falar com Moisés, na sarça, se revelara como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e acrescentou Jesus: Ora Deus não é de mortos, mas sim é Deus de vivos. Concluindo, Jesus torna a repreendê-los dizendo que eles erravam muito em não acreditar na ressurreição corporal, no grande dia da consumação de todas as coisas. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

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