sábado, 27 de maio de 2017

O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9)

Reflexões no Evangelho de Marcos O Jantar em Betânia (Mc 14.3-9) Na sua última semana, chamada de semana santa, o Senhor Jesus transitava entre Jerusalém e Betânia onde pernoitava. Num desses pernoites Jesus e os seus discípulos foram convidados para um jantar na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso. Certamente que ele era um ex-leproso, curado por Jesus, e que aquele jantar era uma manifestação de gratidão sua para com o Senhor Jesus que o libertara daquela terrível doença. Em dado momento do jantar veio uma mulher (Maria irmã de Marta e Lázaro) que trazia um vaso de alabastro com um perfume preciosíssimo, estimado no valor de quase um ano de trabalho de um trabalhador comum da época em Israel. Quebrando o gargalho do frasco, a mulher derramou o perfume sobre a cabeça do Senhor Jesus, ato esse que, segundo Jesus, fora um ato profético, pois o ungira antecipadamente para a sepultura (perfumar os cadáveres para o sepultamento era um costume dos judeus da época). Aquele ato de adoração foi censurado por alguns dos discípulos do Senhor por acharem aquilo um desperdício, pois o dinheiro correspondente ao perfume poderia ser dado aos pobres. Jesus censura a atitude dos discípulos explicando que ela fizera uma boa ação e que os pobres eles o teriam sempre consigo, e quando quisessem poderiam fazer-lhes bem, mas quanto a Ele breve o perderiam. Depois Jesus disse que o que aquela mulher fizera, a sua parte no programa redentor, que era o que ela podia fazer naquele momento solene de adoração e gratidão ao Senhor, seria lembrado todas as vezes que o evangelho em sua descrição geral fosse anunciado no mundo. Pr. Eudes Lopes Cavalcanti

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